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Morrissey “ganha” prêmio por pior descrição de uma relação sexual na literatura em 2015

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Publicado no Vagalume

105812w250O romance de estreia do cantor Morrissey lhe valeu uma honraria que certamente não irá lhe orgulhar. “List Of The Lost” ganhou o “Bad Sex Award” de 2015, por trazer aquela que foi considerada a pior descrição de uma relação sexual do ano.

O “prêmio” é entregue pela “Literary Review” – tradicional publicação dedicada ao mundo literário do Reino Unido. O “Bad Sex in Fiction Award” foi criado em 1993 e autores renomados como Norman Mailer e Tom Wolfe também foram “agraciados” com a premiação.

“List Of The Lost” (sem previsão de lançamento no Brasil) foi, no geral, massacrado pelos críticos. Estes não se emocionaram com a história de um time de corrida de revezamento de Boston dos anos 70 que acidentalmente matam um demônio e, com isso, ficam amaldiçoados.

A cena que mais enfureceu os jornalistas foram exatamente as que envolviam descrições de atos sexuais – em particular a expressão “bulbous salutation” (algo como “felicitação em forma de bulbo”) vista em determinado momento do livro.

 

Phil Collins vai lançar autobiografia em outubro de 2016

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PHIL COLLINS, BEAU-RIVAGE HOTEL, GENEVA, SWITZERLAND, 19/04/10

O livro sai pela mesma editora que publicou os livros de Morrissey

Publicado no Clic RBS

Phil Collins está planejando para o ano que vem o lançamento de uma autobiografia, a primeira em mais de 40 anos de carreira. “Várias vezes, ao longo dos últimos anos, me pediram para escrever uma biografia, mas achei que agora pode ser o momento certo”, comentou o ex-baterista do Genesis. “Tenho encontrado o editor-chefe da Penguin Random House e sinto-me pronto para escrever sobre minha vida na música, com todos os altos e baixos e todas as histórias, sob meu ponto de vista.” A Penguin é a mesma editora que publicou os livros de Morrissey – inclusive seu primeiro romance, List Of The Lost, recentemente massacrado pela crítica.

“É uma das coisas que somos loucos para ler”, comentou o editor Ben Dunn sobre a biografia de Collins. “O material prévio é simplesmente de tirar o fôlego.” Ainda sem nome, o livro deve ser lançado em outubro do ano que vem, em versão capa dura e também e-book.

Biografia da banda The Smiths é publicada agora no Brasil

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Autor do livro diz que o culto sobre o grupo só cresceu nas mais de duas décadas desde sua separação

The Smiths Divulgação/Lawrence Watson

The Smiths Divulgação/Lawrence Watson

Silvio Essinger em O Globo

RIO – Trinta anos depois do lançamento de seu primeiro álbum (e quase 27 desde sua separação), os Smiths continuam a ser um dos assuntos mais discutidos do mundo do rock. No ano passado, a autobiografia do vocalista Morrissey chegou ao primeiro lugar na lista dos livros mais vendidos do Reino Unido. Especulações sobre a volta do grupo são constantes, embora as perspectivas sejam cada vez mais remotas (“Li a autobiografia e fiquei pensando: não tenho certeza se essa é uma situação que pode ser resolvida”, disse recentemente, ao jornal “New Musical Express”, Stephen Street, produtor de álbuns dos Smiths).

E aí chega ao Brasil, pela editora Best Seller, “A light that never goes out”, a mais recente biografia do grupo (originalmente lançada em 2012), escrita pelo jornalista inglês Tony Fletcher. Ela oferece uma visão mais reflexiva e apurada da história e do legado dessa banda, tida como a responsável pela criação do mito do rock independente.

– Quando os Smiths acabaram, ainda me parecia muito cedo para escrever o livro – conta Fletcher, por telefone, de Nova York. – Em 1992, saiu a obra do (escritor inglês) Johnny Rogan (“The severed alliance”), que é boa. Então fui escrever sobre outros assuntos. Só há uns cinco anos é que o editor e eu falamos de um novo livro sobre os Smiths. Eu achava que havia lugar para uma boa biografia, não só sobre Morrissey e (Johnny) Marr (guitarrista dos Smiths, parceiro do vocalista nas canções), mas sobre a banda em si. Um livro que desse outra ideia sobre eles, tanto tempo depois.

Para Fletcher, o culto aos Smiths só cresceu com os anos.

– Houve um tempo, logo após eles se separarem, especialmente na época das raves, em que eles foram vistos como ultrapassados. Só lá pelo meio dos anos 1990, quando o Oasis apareceu, que a coisa mudou. As pessoas se perguntaram: “Caramba, eles não eram uma banda impressionante?” – diz o autor, rebatendo a imagem depressiva que muitos têm do grupo, por causa das letras de Morrissey. – “Heaven knows I’m miserable now” é uma das canções mais engraçadas já escritas. Sempre achei que os Smiths tinham um maravilhoso equilíbrio entre letras muito sinceras e um incrível otimismo na música. Quem quer que tenha visto um show deles sabe que se tratava de uma das bandas mais empolgantes.

Se algo diferenciou os Smiths de outros artistas de sua época, segundo o escritor, foi sua postura frente à indústria.

– Mesmo quando tinham sucessos e vendiam montes de discos, eles faziam questão de não se dar muito ao mainstream. Logo no começo, nos programas de TV, você podia ver como Morrissey estava desconfortável. Eles foram muito cuidadosos em não se misturar, e acho que essa é uma das razões pelas quais ainda falamos deles. Porque eles se mantiveram fiéis aos seus valores.

Tony Fletcher tem lá suas reservas em relação à autobiografia de Morrissey, lançada um ano depois do seu livro.

– A primeira parte, em que ele escreve sobre Manchester, é absolutamente soberba e fala muito sobre tudo o que viemos a amar sobre Morrissey, o letrista – diz. – Infelizmente, logo depois ele fica muito amargo. Morrissey é muito talentoso e adorável quando quer, mas ali é muito descortês com quem provavelmente não merecia tal carga de críticas. Você acaba ficando exausto com aquilo.

Já Johnny Marr (que colaborou com o seu livro, ao contrário do vocalista) ressurge para Fletcher com melhor imagem.

– Nos últimos dez anos, provavelmente houve um melhor entendimento sobre Marr. Ele veio a aceitar os erros dos Smiths e quer seguir com a sua vida. Infelizmente, Morrissey ainda está se consumindo com muita raiva em relação a pessoas como Mike Joyce (baterista do grupo, que processou a dupla de compositores por direitos não pagos). Johnny teve que pagar tanto dinheiro quanto Morrissey, mas isso não é algo que o consuma.

Autor também de livros sobre o R.E.M. e Keith Moon (baterista do The Who), o inglês teme que a era de grandes nomes do rock, como os Smiths, tenha chegado ao fim.

– Há grandes talentos novos, como (o cantor inglês) Jake Bugg… Mas eu me pergunto se essa parte da música popular já não encerrou seu ciclo, com todo esse pop eletrônico, a internet e as pessoas não comprando mais álbuns.

Livro de orações

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A autobiografia de Morrissey oferece muitos ganchos de leitura, como toda obra de arte digna dessa qualificação

Arthur Dapieve em O Globo

Além de preencher uma lacuna do tamanho de Viena na minha vida, as férias serviram para ler “Autobiography”, de Morrissey. Como velho fã do cantor e membro dos Ansiosos Anônimos, eu não aguentaria esperar a tradução que a Globo Livros está preparando. Lendo no original, entendi a dimensão dessa empreitada. Em resenha para o jornal “The Guardian”, Terry Eagleton disse que Morrissey um dia pode conquistar o Booker Prize, desde que “consiga tratamento para o seu vício em aliterações”. Mas não é só o prazer com a musicalidade do próprio idioma que dificulta as versões. Há centenas de autocitações de músicas e referências à cultura pop inglesa.

“Autobiography” oferece múltiplos ganchos de leitura, como toda obra de arte digna dessa qualificação, seja ou não um livro. Isso apesar de Morrissey ser o mesmo desde sempre: um sujeito cuja hipersensibilidade o fez inspirar milhões de fãs pelo mundo, mas se decepcionar com quase todas as pessoas que cruzaram seu caminho. Ele dá voltas em torno de um poço de mágoas repleto, sobretudo, pelos velhos colegas de Smiths (abandonai qualquer esperança de reunião vós que adentrais o livro); pelo juiz John Weeks, que o humilhou em público e o condenou, junto ao ex-parceiro-guitarrista Johnny Marr, a dividir direitos autorais em partes iguais com o baterista Mike Joyce e o baixista Andy Rourke; e, last but not least, pela imprensa musical inglesa.

Ainda quando maquiado pela autoironia, como no caso de Morrissey, o narcisismo desempenha um papel essencial na produção artística, o que explica ao menos parcialmente tantas suscetibilidades feridas pela crítica. Entretanto, o próprio lançamento de “Autobiography” concede um ponto à sua tese de ser alvo preferencial do sensacionalismo. Muito se falou no trecho: “(Com o fotógrafo Jake Owen Walters) pela primeira vez na minha vida, o eterno ‘eu’ se torna ‘nós’”. Não se deu igual atenção à notícia de que, com Tina Dehghani, ele discutiu “o impensável ato de produzir um monstro miador em miniatura”. Morrissey, o misantropo, pai? Ele recentemente se declarou “humanossexual”, interessado em seres humanos, “mas, claro… não muitos”.

Há páginas reveladoras sobre seus anos formativos. A apocalíptica Manchester natal. As escolas católicas, de uma maldade dickensiana. O apreço pela família, vinda da Irlanda. O culto adolescente a Marc Bolan, aos New York Dolls e a David Bowie, que, depois, se torna quase uma vinheta cômica em sua vida. A defesa dos animais e, consequentemente, o vegetarianismo. Uma surpreendente atenção a quem está dirigindo qual marca de carro. A interminável descrição de shows em cidades improváveis (São Paulo é mencionada) nas quais ele afinal se sente querido. “Nunca tendo encontrado o amor de um, em compensação encontro o amor de milhares — ao mesmo tempo, na mesma sala”, escreve Morrissey, perto do final de “Autobiography”.

Chama atenção a sua obsessão pela morte, tamanha que seu pai, de resto uma figura ausente, alerta que ele deveria prestar mais atenção aos vivos do que aos mortos. Porém, uma quantidade espantosa de gente em torno de Morrissey morre cedo. Um dos momentos mais bonitos do livro é quando chega o postal que a cantora Kirsty MacColl mandara do México — antes de ser atropelada pela lancha de um milionário, em Cozumel, e morrer diante dos dois filhos adolescentes, em 2000, aos 41 anos. Garrafa de vodca à mão, Morrissey segura o postal como “um livro de orações” e chora.

Anos antes, em 1989, Morrissey fizera uma expedição noturna com três amigos, a bordo do “engenhoso Mercedes” de um deles, até um pântano perto de Manchester. Saddleworth é conhecido não apenas pela desolação natural, mas porque, na década de 1960, ao menos duas das cinco crianças abusadas e assassinadas pelo casal Ian Brady e Myra Hindley foram ali enterradas. (“Suffer little children”, canção do primeiro LP dos Smiths, de 1984, falava desses crimes.) Então, no meio do nada gelado, surgiu diante dos faróis do Mercedes um rapaz seminu, com uma expressão desesperada. Seria um aventureiro perdido, não fosse ele cinza. Rosto, cabelo, corpo, casaco. Tudo cinza. Acionada, a polícia se encarregou de, mui britanicamente, confirmar que eles tinham avistado um fantasma. Pode-se dizer então que Morrissey enxerga gente morta também literalmente. Está sempre conectado ao lado trágico da vida. Como se existisse outro.

“Autobiography” acrescenta à numerosa e nem sempre reverente bibliografia dedicada a Morrissey e aos Smiths o testemunho do próprio cantor, uma das mais importantes personalidades de toda a história do rock — e decerto a mais importante a surgir desde a década de 1980. Trata-se de uma autobiografia precoce. O poeta não apenas está vivo, e bem de saúde aos 54 anos, como continua produzindo grandes discos e shows, “agarrado à antiquada visão de que uma canção deve significar algo”.

Após sucesso de autobiografia, Morrissey diz que vai escrever um romance

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Publicado na Folha de S.Paulo

O ex-líder da banda The Smiths, Morrissey, anunciou pela internet que irá escrever um romance. As informações são do site “NME”.

“Em 2013 eu publiquei minha autobiografia e ela tem feito mais sucesso do que qualquer disco que eu já tenha lançado. Então, sim, eu estou a caminho do meu romance. Eu tenho minhas esperanças”, respondeu o cantor quando questionado por um fã se escreveria uma ficção.

“A verdade é que as estações de rádio não tocam a minha música, a maioria das pessoas perdeu a fé na indústria musical e é geralmente assumido —de forma bem correta— que a número um das paradas é ‘comprada’ pelos grandes selos, então realmente não há paixão sobrando na música pop e rock, e eu não acredito que as pessoas acreditem por um instante que os rostos que vemos na televisão e em revistas são remotamente populares”, completou.

Sobre seu novo trabalho na música, Morrissey respondeu no site: “Bem, estamos prestes a gravar nosso novo álbum, e uma das faixas leva o nome de ‘Istanbul’. Atrás de Roma, é minha cidade favorita no mundo. Quando estou em Istambul sinto como se nunca fosse morrer. Minha vida está marcada”.

O cantor inglês Morrissey, ex-líder da banda The Smiths  30.dez.95/Folhapres

O cantor inglês Morrissey, ex-líder da banda The Smiths
30.dez.95/Folhapres

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