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Daniel Filho vai adaptar livros de Garcia-Roza e Drauzio Varella para os cinemas

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Graziele Fontes, no Cabana do leitor

Todo mundo conhece o trabalho de Daniel Filho e sabe que ele é um mágico do cinema nacional e saber que ele topou transformar duas obras de sucesso literário nacional em filme mostra que não é só em Hollywood que se inspiram em livros para fazer filmes, mas nós também temos um ótimo acervo para fazer adaptações. Eu não vejo a hora de assistir esses filmes!

O novo filme de Daniel começa a rodar em setembro a adaptação de “Silêncio da chuva”, livro de Luiz Alfredo Garcia-Roza.

SINOPSE

downloadPrimeiro romance policial de Luiz Alfredo Garcia-Roza, ‘O Silêncio da Chuva’ recebeu os prêmios Nestlé e Jabuti e foi publicado em nove países. É também a estréia de Espinosa – personagem de outros quatro livros do autor – um detetive que costuma refletir sobre a vida (e a morte) olhando o mar, sentado num banco da praça Mauá.
Neste seu caso inicial, um executivo é encontrado morto ao volante do próprio carro, num edifício-garagem no centro do Rio. Levou um tiro, único de definitivo, mas não há outros sinais de violência: é um morto de indiscutível compostura. O que sé atrapalha as coisas, nesse crime sem testemunhas e aparentemente sem pistas.

E ele também topou um convite da Imagem Filmes e dirigirá “Por um fio”, baseado no livro em que Drauzio Varella fala da morte do irmão caçula por câncer de pulmão.

SINOPSE:

porumfioNas histórias reais de ‘Por Um Fio’, o médico e escritor Drauzio Varella mostra como a perspectiva da morte pode revelar um inesperado sentido para a vida.

Inéditos de Dostoiévski chegam ao país em abril

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O escritor russo Fiódor Dostoiévski (Foto: Reprodução/Arte Revista CULT)

O escritor russo Fiódor Dostoiévski (Foto: Reprodução/Arte Revista CULT)

 

Entre eles está ‘Domovoi’, conto inacabado jamais publicado no Brasil; escritos foram encontrados em meio aos papéis do autor após a sua morte

Publicado na Revista Cult

Na segunda quinzena de abril, a Editora 34 lança uma reunião de contos de Fiódor Dostoiévski, cinco deles totalmente inéditos no Brasil: Como é perigoso entregar-se a sonhos de vaidade (1846), Pequenos quadros (durante uma viagem) (1874), Plano para uma novela de acusação da vida contemporânea (1877), O tritão (1878) e Domovoi.

São 28 contos escritos entre 1846 a 1880, muitos dos quais serão publicados com tradução direta do russo pela primeira vez no país. Entre eles estão títulos como Romance em nove cartas (1847), Um menino na festa de Natal de Cristo (1876), Dois suicídios (1876) e Uma história da vida infantil (1876).

Entram como “anexo” o inacabado Domovoi, encontrado em meio aos papéis do autor após a sua morte, em 1881, e jamais publicado no Brasil; além de outros três contos inéditos no país enquanto narrativas separadas: A mulher do outro (1848) e O marido ciumento (1848) – originalmente publicados como A mulher do outro e o marido debaixo da cama (1860) –, e Histórias de um homem vivido, que veio a público também em 1848 como um conto em duas partes.

Um dos autores russos mais lidos e estudados no mundo, o autor de Crime e castigo (1866) e Os irmãos Karamazov (1880) iniciou sua carreira literária em meados dos anos 1840 e viveu em uma época de grandes transformações sociais. Teve grande influência no processo de evolução da literatura russa e mundial no século 20.

Com formato de ficção científica, Assassin’s Creed não se compara aos livros

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Publicado na Isto É via Estadão

Pode até ser que o filme não fosse bom, mas em O Mundo de Warcraft, o diretor Duncan Jones esforçou-se para criar, no cinema, a linguagem do game. Justin Kurzel não vai por esse caminho em Assassin’s Creed. Do game, ele pega o conceito da ficção científica, que concilia com uma aventura na Espanha da Inquisição, e do cruel Torquemada. Cal/Michael Fassbender viaja na máquina do tempo criada pela cientista Marion Cotillard. Ela é uma sonhadora. Quer erradicar a violência no mundo e o pai, Jeremy Irons, se aproveita disso.

No invento de Marion – a máquina chamada Animus -, Cal vai em busca de um ancestral, Aguilar. O que ele não sabe é que Aguilar foi o último homem a colocar as mãos na lendária Maçã do Éden. Marion acredita que, com o artefato, poderá criar um admirável mundo novo de paz. Cal é assassino condenado à morte.

Vive atormentado porque seu pai matou a mãe em nome do Credo dos Assassinos, ou assim crê. Odeia o pai, a sociedade secreta. A viagem no tempo, em que seu DNA bate com o do ancestral, vai lhe fazer descobrir o significado do Credo. E resolver o enigma da própria identidade.

Mas isso é metade da equação – Marion, a dra. Sophia Rikkin, trabalha para uma empresa bilionária a serviço dos Templários e, ao longo do tempo, as duas sociedades têm lutado pela Maçã. Os Assassinos defendem o livre arbítrio. Os Templários não creem na humanidade e querem dominá-la pela força. Esse é o contexto e a narrativa salta da Espanha do século 15 à de 2016, passando pela Califórnia de 1986. Kurzel coloca na boca da templária Charlotte Rampling sua explicação para a ‘direitização’ do mundo. O homem abriu mão da liberdade. Só quer consumir, ter segurança, ser guiado. A saga – no cinema – está recém começando. Termina em aberto, à espera de que o sucesso viabilize o investimento no 2, no 3…

Há o game. E existem os livros. Ao longo de oito volumes, de Renegados a Bandeira Negra, Oliver Bowden cria relatos fascinantes que atravessam o tempo, da Florença renascentista ao Caribe dos flibusteiros, para contar o embate do Credo com os Templários. Bowden já foi definido como um importante historiador escondido por trás de pseudônimo. As novas edições resolvem o mistério e dão o crédito a Anton Gill. Os livros são cheios de detalhes e bem escritos, por quem conhece História. Renegados poderia ser um dos grandes filmes de aventuras do italiano Riccardo Freda nos anos 1960, mas Kurzel e o ator e produtor Fassbender, que já estiveram juntos em Macbeth, trabalham para outra geração, a do game. Um novo volume – The Last Descendants, de Matthew J. Kirby – introduz o Animus, mas ainda não é o filme. Cal credita aos Assassinos a morte da mãe, mas descobre a verdade e liberta-se. Dra. Sophia também credita a morte da mãe dela ao Credo. Permanece nas sombras – entregue ao lado escuro (da Força?).

Assassin’s Creed é um filme grande, não um grande filme. Eventualmente, diverte. Os livros são muito melhores.

Livros são ponto de partida para abordar temas delicados com crianças

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ADOÇÃO – A jornalista Luciana Neves escreveu o livro “O Menino que Morava na Nuvem” com a história sobre a chegada do filho Marcelo em sua vida

ADOÇÃO – A jornalista Luciana Neves escreveu o livro “O Menino que Morava na Nuvem” com a história sobre a chegada do filho Marcelo em sua vida

 

Vanessa Perroni, no Hoje em Dia

Por que não me pareço com meus pais? Para onde foi o meu avô? De onde vem os bebês? Essas são algumas perguntas que podem rondar o imaginário infantil. E os livros e as histórias são bons aliados no momento de falar sobre temas delicados com os pequenos, como adoção, separação, morte, sexo e sexualidade.

Foi assim na casa da jornalista Luciana Neves. Mãe do coração do sorridente Marcelo, de 3 anos – que chegou na família aos 6 dias de vida –, ela criou uma história na qual aborda o tema adoção e passou a contá-la ao filho toda noite, antes de ele dormir. “Comecei quando ele tinha dois anos. Até que um dia ele perguntou se o menino da história era ele e se a moça era eu. E me deu um abraço”, conta emocionada.

Para não deixar essa fábula da vida real se perder no tempo, a jornalista lança, hoje, o livro “O Menino que Morava na Nuvem” (Editora Ramalhete). “A cada dia aumentava um elemento na história. Sei que ela não termina aqui. Com o tempo vou incrementando e respondendo as dúvidas dele, quando elas surgirem”, considera.

Pesquisa

Antes de publicar o livro, Luciana foi a livrarias e bibliotecas para pesquisar títulos infantis que falassem do tema. “Alguns deles são extensos e não chegam no assunto. Isso me incentivou a lançar esse livro. Além de ser uma homenagem ao Marcelo”, conta.

Luciana acredita que o livro dela pode ajudar outras pessoas a lidar com a questão. “A partir dele a pessoa pode adaptar a história colocando elementos da própria família. Ele é um apoio”, avalia. Para ela, o mais importante é ser com amor. “Muitas vezes o próprio adulto tem dificuldade de falar. Demonstrar o quanto a criança é desejada pela família torna o momento mais fácil”, garante.

Na hora de finalizar o livro, Luciana adicionou alguns elementos, para ela, importantes a serem discutidos. “A questão do Juizado (da Infância e da Juventude) e de qual barriga ele veio são pontos que incluí na história, pois eles existem”, elucida.

A publicação acabou envolvendo a família toda, uma vez que a ilustração feita com massinha de modelar foi criada por seu cunhado, o arte-educador Flávio de Souza. E as fotos foram produzidas pelo marido Rivelino Moreira.

PARA TODAS AS NECESSIDADES – Morte, sexo e sexualidade, troca de dentes, desfralde, chegada de um irmão...

PARA TODAS AS NECESSIDADES – Morte, sexo e sexualidade, troca de dentes, desfralde, chegada de um irmão…

 

‘Complicamos o que é simples e simplificamos o que tem complexidade’

A literatura sempre abordou temas do universo infantil. Desde os assuntos considerados mais simples como no livro “O Que Tem Dentro da Sua Fralda?”, que traz a temática “desfralde”. Até a questão da finitude do ser humano na obra “Virando Estrela”, que fala sobre perda e superação. “Com os livros conseguimos compreender no terreno simbólico o que não conseguimos enfrentar na realidade. No caso da criança, gera reconhecimento. E isso aponta caminhos”, explica a psicoterapeuta Aline de Melo.

O livro pode funcionar como um ensaio da realidade. “Não estamos vivendo a situação daquela forma, mas a obra convida a chegar perto do tema”, comenta a especialista. Segundo Aline, a partir dos 7 anos, quando a fantasia não dá conta de responder a todas as perguntas, a criança pode entrar em crises existenciais e angústias. “Mas os livros continuam sendo indicados, o que muda é a linguagem, que vai sair do terreno lúdico”, afirma.

Sem blá-blá-blá

Para a psicóloga e escritora Rosely Sayão, que recentemente lançou o livro “Educação Sem Blá-blá-blá”, complicamos o que é simples e simplificamos o que tem complexidade. Outro problema, acrescenta, é que estamos sempre tentando evitar o sofrimento. “Não queremos que as crianças[AS CRIANÇAS] sofram, como se fosse possível evitar que isso aconteça. Mas muitas vezes as experiências negativas são algo muito benéfico”, explica Rosely, que trata em seu livro de temas como ciúme de irmão, indagações existenciais, sexualidade, entre outros.

Para ela, o importante é a forma de mediar esses sentimentos. “Nesse momento entram livros e até filmes, pois são um ponto de partida para conversar sobre os temas”, considera.

O importante é existir abertura entre pais e filhos. “Temos que sair da ilusão de poupar crianças de assuntos difíceis, pois eles vão chegar, independente de o adulto intermediar”, assegura. “O melhor é conversar aos poucos, de acordo com o que cada idade consegue assimilar”, acrescenta. (V.P)

Entrevista Frei Betto: ‘É preciso vivenciar o rito de passagem’

A morte, muitas vezes, é um tema evitado pelos próprios adultos. Para tornar a questão menos pesada para os pequenos, o escritor Frei Betto lançou, em 2014, o livro “Começo, Meio e Fim” (Rocco). De uma forma delicada, o autor conta a história de uma garotinha que gosta de comparar pessoas e coisas a doces. Assim, por exemplo, o semblante de seu pai é de maçã caramelada e domingo tem cara de algodão-doce. Em um domingo ela percebe que as feições de seus avós estavam mais para farinha crua do que para chocolate. Ela descobre que o avô está doente, e ele inicia uma explicação sobre a existência e finitude das coisas.

Qual foi sua motivação para tratar de um tema tão delicado e pouco explorado no universo infantil?

Justamente por ser um tema pouco abordado no universo infantil é que decidi escrever “Começo, Meio e Fim”. Pais e parentes cometem o erro de não levar a criança ao velório da avó, do avô, de uma pessoa por quem ela nutre afeto. Fica um vazio, como se a pessoa tivesse sido abduzida. É preciso vivenciar o rito de passagem.

A literatura é um aliado das crianças para que possam lidar com sensações negativas?

Sim, a literatura é fundamental na formação psíquica da pessoa desde o útero materno. Deve-se ler muito para o bebê, de modo a favorecer a formação de sua síntese cognitiva e ensiná-lo a lidar com sensações, emoções, surpresas, frustrações etc. Por isso escrevi também, para crianças, “A Menina e o Elefante”, sobre o direito à diferença; “Fogãozinho” e “Saborosa Viagem pelo Brasil”, dois livros sobre culinária visando a estimular a criança a aprender a cozinhar e ter uma alimentação saudável; e “Maricota e o Mundo das Letras”, para introduzir a criança no reino do alfabeto. Há um outro, “Uala, o Amor”, sobre a questão ambiental. A história de amor entre um índio e um rio.

Quando se deu conta da finitude do ser humano? Como lidou com essa questão na época?

Quando morreu minha tia Diva, aos 18 anos, de pneumonia. Eu tinha quatro. O velório foi na sala da casa de meu avô. Pedi um banquinho para subir e ver o corpo dentro do caixão. Ali me veio o impacto da finitude.

Corpo é encontrado no Parque Náutico, em Curitiba, ao lado de livros de mistério

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Títulos dos livros encontrados com a vítima chamaram a atenção. Foto: Gerson Klaina

Títulos dos livros encontrados com a vítima chamaram a atenção. Foto: Gerson Klaina

 

Lucas Sarzi, no Paraná Online

Ironicamente ou não, Golpe Quase Perfeito e O Tesouro do Cemitério eram os títulos dos livros que estavam com um homem encontrado morto no Parque Náutico, no Boqueirão, em Curitiba. O corpo foi visto por algumas pessoas, que chamaram a Guarda Municipal, por volta das 10h desta sexta-feira (6).

Segundo apurou a Tribuna do Paraná, o homem foi jogado no mato ao lado da rua que dá acesso à Sanepar. A cabeça dele estava parcialmente enterrada na terra. A perícia do Instituto de Criminalística constatou que foram três disparos: um na cabeça, outro no peito e um no braço. Um dos disparos chegou a passar pelo outro lado do corpo.

O homem carregava consigo, nas costas, uma mochila. Além de algumas peças de roupas, um par de tênis e objetos pessoais, nenhum documento foi encontrado. Ele estava totalmente vestido, mas não usava cueca. O que chamou a atenção foram os nomes dos dois livros encontrados na mochila. “Ironia do destino”, disse uma das pessoas que acompanhava o trabalho dos policiais. Próximo aos livros, algumas gotas de sangue apontavam que o homem foi morto na rua.

Para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o homem era morador de rua. Apesar disso, nenhuma informação sobre os autores ou como o corpo foi deixado no local foi passada aos policiais. Informações que possam ajudar no trabalho de investigação podem ser passadas através do Disque-Denúncia da DHPP, através do telefone 0800-6431-121.

Visitantes do parque acharam o corpo e chamaram a polícia. Foto: Gerson Klaina

Visitantes do parque acharam o corpo e chamaram a polícia. Foto: Gerson Klaina

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