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Site permite ler livros online. Conheça!
2Wellington Ferreira, no O vendedor de Livros
Na minha incansável e incessante pesquisa na internet em busca de novidades e curiosidades literárias, eis que, me deparo, com um site bem interessante e inovador, é o: Hot Free Books. Nele é possível ler o livro on line, sem precisar baixar. Como é isso?
No Hot Free Books você vai ter a oportunidade de pesquisar uma base de livros com mais de 22 mil obras, entre clássicos e livros mais recentes. O sistema de leitura do site permite também mudar o tamanho da letra, a largura da página e até o contraste da página. Todos os livros estão com seus textos completos e todo processo é 100% gratuito.
Ainda é possível, caso não entenda o significado de uma palavra, acessar a sua definição automaticamente, para isso, basta clicar duas vezes sobre ela que uma nova janela se abrirá com o seu sentido. E agora, na minha opinião, a grande sacada do Hot Free Books, nele é possível também marcar a página onde você parou a leitura, e continuar depois, para isso, basta apenas dar um duplo clique sobre a linha que você parou e ao voltar ao site e selecionar o livro, clicar em “Go to last book mark“, que a leitura recomeça de onde você parou, sensacional, né?
Então, se você tá meio quebrado, sem dinheiro para comprar livros e não gosta de ficar baixando arquivos em “PDF” de fontes duvidosas, o Hot Free Books é uma solução atraente e vantajosa para quem busca comodidade e facilidade nas suas leituras, e o melhor, sem gastar nada.
E você amigo leitor, já conhecia o site? Tem o hábito de ler livros no formato digital no computador?
Dê a sua opinião e compartilhe conosco as suas impressões.
Um abraço e boas leituras!!!
dica do Jarbas Aragão
Promoção: O Rei Negro
8“Valdar é um mundo vasto e antigo, um universo habitado por povos profundamente diferentes entre si, que, ao longo dos séculos, foi sendo delineado pela beleza de suas civilizações e pela terrível e ancestral violência de suas guerras.
Nessa impetuosa mistura de destinos de Valdar, a vida do jovem soberano Manatasi parece transcorrer ao largo dos grandes eventos que forjam a história do lugar. Porém, tudo está a ponto de mudar.
O Rei Negro é, ao mesmo tempo, uma saga fantástica tradicional, impulsionada pela força magnética e irrefreável de seu protagonista – primeiro herói negro do universo fantástico –, bem como um desafio literário novo.”
Quer ser um dos ganhadores de 3 exemplares de “O Rei Negro”, um superlançamento da Ed. Gutenberg que vamos sortear?
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Boa sorte!
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Os ganhadores terão 48 horas p/ enviar seus dados completos para o e-mail livrosepessoas@gmail.com.
O envio dos livros é de responsabilidade da editora e será efetuado num prazo de 30 dias.
Como Fernando Pessoa pode mudar a sua vida?
0Bruna Chagas, no Livros e Afins
Certa vez, uma professora muito querida de semiótica, na empolgação da aula, parou alguns instantes, olhou para a turma e contou uma situação que nunca mais me saiu da cabeça: um casal de amigos se casou por causa de Fernando Pessoa. É isso mesmo. O rapaz se apaixonou pela moça assim que ela declamou o enorme, porém belíssimo, poema Tabacaria, do heterônimo Álvaro de Campos, só que num lugar bastante inusitado: um bar, no meio daquela agitação maluca, música alta, bebida, muita gente. Eles se descobriram enamorados e desde lá nunca mais se separaram.
A história parece até simples e seria algo fácil se Tabacaria fosse apenas um soneto, mas não é bem assim. Não é pelo tamanho do poema que se pode dar o crédito ao poeta (ele tem mais de 15 versos e está no final do post). E sim pela qualidade da poesia contida naquele texto. Os poemas de Pessoa são instigantes, misteriosos e vão além de qualquer poema já lido antes. E, por isso, pelas intervenções da sua poesia, foi possível levantar essa questão: como o poeta de Orpheu poderia mudar a sua vida?!
Vamos aos fatos: Fernando Antônio Nogueira Pessoa foi um poeta singular, um dos maiores gênios literários que já caminhou neste mundo. Nasceu em Lisboa em 13 de junho de 1888 e morreu em Lisboa, no dia 30 de novembro de 1935. Foi jornalista, tradutor e crítico literário. Fundou a revista Orpheu em 1915 e teve como grande amigo Mário de Sá Carneiro. Mas nada foi tão importante quanto a criação de vários poetas ao mesmo tempo.
Os heterônimos (não são pseudônimos) foram sua maior contribuição para a humanidade, cada um com sua biografia, traços diferentes de personalidade e ainda características literárias distintas. Cada heterônimo possui seu próprio mundo, representando o que angustiava ou encantava o seu autor. Foram cerca de 72 heterônimos, mas em 2011, o biógrafo brasileiro José Paulo Cavalcanti Filho revelou que na verdade são 127 ao todo. Os três mais importantes e significativos são:
Alberto Caeiro (meu preferido) é o mestre de todos os heterônimos. Nasceu em 1889, mas não era formado, só tinha o primário. É o poeta que pensa com os sentidos. Por isso, sensacionista. É poeta do campo, das coisas mais simples e belas do mundo. Para ele o mundo não encerra mistérios, como Deus, metafísica, “sentido último das coisas”. Nada disso importa. As coisas são apenas as coisas. E é esta realidade pura, sem símbolos que constitui a sua criação. Segue um trecho do Guardador de Rebanhos: (mais…)
Processo de separação dos Beatles ganha retrato minucioso em livro de jornalista inglês
1André Barcinski, na Folha de S.Paulo
Os Beatles criaram a trilha sonora dos anos 1960 e representaram, mais que qualquer outro artista, a ingenuidade, a beleza e o otimismo daquela década.
Mas a separação da banda, em 1970, foi marcada por ódio, vingança e processos judiciais. Um fim triste para o grupo que sonhou em mudar o mundo.
O jornalista inglês Peter Doggett escreveu o livro definitivo sobre o longo e doloroso processo de separação dos Beatles: “A Batalha pela Alma dos Beatles”, que acaba de sair no Brasil pela editora Nossa Cultura.
Mesmo quem conhece a história dos Beatles vai se surpreender com o detalhamento do livro de Doggett. Ele revela todos os pequenos desentendimentos que acabaram virando abismos intransponíveis no relacionamento da banda.
A história da Apple, a utópica e malsucedida gravadora da banda, é contada com minúcias, assim como as complicadíssimas batalhas judiciais pós-separação.
“Venho coletando material sobre os Beatles desde 1970, quando era apenas um fã da banda”, diz Doggett à Folha. “Quando chegou a hora de escrever o livro, eu já havia entrevistado muitas pessoas num período de 20 anos.”
Entre elas, Doggett destaca as de Yoko Ono e de Louise, irmã de George Harrison (1943-2001). “Foi fascinante falar com Louise e saber detalhes sobre como George recebeu a notícia da morte de John [Lennon].”
Mas a entrevista mais reveladora, segundo o autor, foi a de Derek Taylor (1932-1997), o assessor de imprensa dos Beatles. “Falei com ele pela primeira vez em 1988″, conta.
“Taylor foi incrivelmente honesto sobre as qualidades e fraquezas dos Beatles como seres humanos e sobre os problemas que tiveram com a Apple.”
Doggett afirma: “Os Beatles descobriram algumas grandes verdades: você não pode se envolver em negócios sem se tornar um negociante; você não pode entrar no mercado sem se tornar um capitalista; você não pode supor que, só porque você tem ideais fortes, o resto do mundo vai dividi-los com você”.
BRIGAS E SOCOS
O livro surpreende pelo teor raivoso das brigas, que só pioraram depois que John Lennon (1940-1980) começou a levar Yoko para o estúdio.
George Harrison não suportava Yoko e chegou a sair da banda depois de trocar socos com Lennon, que imediatamente sugeriu Eric Clapton para o lugar de Harrison.
Outro caso que mostra o grau de ódio entre eles aconteceu depois de um ensaio da música “Across the Universe”, de Lennon, quando Paul McCartney teria dito: “Tem uma influência oriental que realmente não combina aí”, deixando no ar se estava se referindo à música ou a Yoko.
“Fiquei triste por eles”, diz Doggett. “Eles cresceram confiando nas pessoas que estavam próximas. Depois de 1969, no entanto, se viram sem ninguém em quem pudessem confiar.”
“O que mais me impressionou foi que eles continuaram a fazer música nos anos 1970, mesmo tendo reuniões diárias com advogados e quando todo mundo estava querendo processá-los e eles estavam processando uns aos outros”, completa.
A briga pelo futuro dos livros
0Com a entrada de Amazon e Livraria Cultura na disputa por e-books, o mundo livreiro pode mudar radicalmente
Pedro Doria, em O Globo
Faz meses, já, que o mercado brasileiro vinha sendo aquecido para a chegada dos e-books. E, aí, tanto Livraria Cultura quanto Amazon se lançaram ao jogo no mesmo dia. Foi na última quarta-feira que o site da americana foi ao ar e que a brasileira fez uma festa em sua matriz, no Conjunto Nacional da Avenida Paulista, para lançar no mercado seu leitor de livros eletrônicos, o Kobo. Alguns dos acordos com editoras foram fechados em cima da hora. E, isso desaponta por certo os consumidores, os preços não são tão mais baixos assim. De cara, parece injusto. Mas é tudo resultado de uma dança complexa.
Hoje, o leitor que quiser comprar a edição eletrônica de uma obra tem algumas opções. Já existiam a livraria virtual Gato Sabido e a Saraiva. A Apple também estava no mercado. Com Amazon e Cultura, fecham em cinco os principais fornecedores. Os interesses de cada um destes atores, porém, são distintos.
Não raro, descrevemos na imprensa a Amazon como a maior livraria virtual do planeta. É verdade. Mas o negócio da Amazon não é vender Kindle ou livro. Pelo contrário. Tanto o leitor eletrônico Kindle, quanto os livros de papel, quanto os livros eletrônicos dão prejuízo. E o algoritmo da Amazon, o programinha por trás do site, é inteligente. Ele muda o preço a cada visita, fazendo minúsculos ajustes. Ele conhece o comportamento de cada cliente. A Amazon é uma máquina de seduzir. E seu truque é simples: ela ganha dinheiro vendendo outras coisas.
Por enquanto, a loja brasileira está apenas no ramo de e-books. O Kindle, cujo preço do modelo mais simples será R$ 299, é um chamariz. Ele só lê livros comprados na própria Amazon. A ideia é prender mesmo o consumidor, cultivar seus hábitos de contínuo retorno, para que um dia ele compre também um aparelho de TV ou qualquer outra coisa cara e lucrativa. Livros são a isca. (Também é possível ler livros da Amazon no iPad e tablets Android.)
A Apple está no ramo de livros eletrônicos por um segundo motivo. Ela deseja que seu tablet seja o mais completo possível. Se dispor de uma biblioteca bem fornida para venda incentivar a compra de iPads, está no ramo. Mas, para ela, é um negócio secundário.
Livrarias como a Barnes & Noble, nos EUA, e a Cultura, no Brasil, entram no jogo numa posição defensiva. Se o mercado da literatura digital é inevitável, melhor estar nele do que ver um concorrente novo ocupando o espaço abandonado.
O raciocínio natural seria, portanto, de que o consumidor ganha. Mas esta é uma equação arriscada. Do outro lado do negócio estão as editoras. Mesmo quando vende livros por preços muito abaixo do mercado, a Amazon repassa às editoras o mesmo valor combinado. Então, a princípio, não há prejuízo. O receio é que lentamente a gigante multinacional vá exterminando seus concorrentes ao mesmo passo em que habitua o consumidor a preços mais baixos. Concorrência predatória. Após alguns anos, as editoras se vêem forçadas a abaixar seus preços. Ficam menores.
Há quem diga que tirar poder das editoras é bom. Nos EUA, a facilidade de distribuir e-books permitiu o surgimento de inúmeros títulos que sequer passam por editoras tradicionais. Mas um detalhe: os best-sellers independentes costumam ser ficção de gênero. Thrillers, romances eróticos para mulheres, histórias de detetive. O que estiver na moda vende, o que não estiver é ignorado.
O argumento em prol das editoras é o da curadoria. Editores pescam boa literatura que talvez jamais tivesse chance e os colocam nas livrarias com um selo que garante qualidade. Equilibram estes custos, altos, com best-sellers. Mas, mesmo nestes casos, é preciso apostar. Mike Shatzkin, do New York Times, gosta de usar o exemplo de “Steve Jobs”, a biografia de Walter Isaacson. Custa mais de US$ 500 mil colocar um jornalista experiente para viajar por toda parte durante mais de um ano dedicado a pesquisa. Uma grande editora paga para que livros venham à vida. Num mercado de editoras encolhidas, isto não mais ocorre pois o risco é muito e o dinheiro, pouco.
É cedo para dizer quem tem razão. Mas o preço mais baixo agora não é, necessariamente, o melhor para quem gosta de livros.
Foto: Kobo / Divulgação































