Série baseada em ‘O Conto de Aia’ foi produzida por serviço de streaming (Foto: Take Five-Hulu)

Série baseada em ‘O Conto de Aia’ foi produzida por serviço de streaming (Foto: Take Five-Hulu)

 

Livro lançado na década de 1980 e transformado em série está, infelizmente, mais atual do que nunca; iniciativa é uma parceria da Rocco e do Leia Mulheres

Maria Fernanda Rodrigues, no Babel

Romance distópico lançado por Margaret Atwood em 1985, O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale) voltou aos debates no mundo inteiro depois da eleição de Donald Trump, em 2016, e também às listas de mais vendidos dos Estados Unidos – assim como 1984, de George Orwell.

O livro é situado num futuro próximo em que fundamentalistas de direita tomam o poder nos Estados Unidos e criam a República de Gilead – um estado totalitário e teocrático em que mulheres férteis são feitas escravas sexuais para criarem novas vidas.

Na Marcha das Mulheres Contra Trump, no ano passado, eram vistos cartazes com os dizeres: Make Margareth Atwood Fiction Again, em referência ao slogan do então candidato (Make America Great Again), e ao medo de que o que a autora canadense escreveu fosse premonitório.

Canadian writer Margaret Atwood speaks during an interview at a hotel in Havana, Cuba, February 8, 2017. Picture taken on February 8, 2017. REUTERS/Alexandre Meneghini

Margareth Atwood voltou às listas de mais vendidos com ‘O Conto de Aia’ (Foto: Alexandre Meneghini/Reuters)

 

Recém-adaptado pelo serviço de streaming Hulu, O Conto de Aia é alvo de uma parceria entre a Rocco, que edita a obra no Brasil, e o projeto Leia Mulheres, que organiza clubes de leitura – só de obras escritas por mulheres – em mais de 40 cidades.

No próximo fim de semana, 15 e 16, exemplares do livro serão escondidos em 11 cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília, Boa Vista, Maceió, Curitiba, Ribeirão Preto, Niterói e Natal. Os livros serão deixados com um bilhete para os leitores com as hashtags #LeiaMulheresERocco e #AcheOContoDaAia, para que eles possam compartilhar o achado nas redes sociais.

Uma prévia da ação foi realizada recentemente no Rio de Janeiro, com exemplares espalhados por diferentes bairros. A inspiração para ação veio de Emma Watson, que fez isso em Paris.