S.O.S Amor

Posts tagged mundo

Livro de ninar vai contar 100 histórias de mulheres incríveis

0

frida-kahlo-exposicao-sao-paulo-1-1-1-1-1-1-1-1-1-1-1-1

A editoria V&R lançou neste mês de fevereiro a obra que pode ser adquirida na Livraria Saraiva e Livraria da Travessa

Mariana Areias, no Metropoles

Ouvir boas histórias antes de dormir é agradável. Mas e se as histórias de ninar forem sobre a vida de 100 mulheres incríveis? Seguindo a onda do empoderamento feminino, o livro “Histórias de Ninar para Garotas Rebeldes” foi lançado em fevereiro deste ano no Brasil, pela V&R editoras.

O livro é traduzido do inglês e o original chama-se “Good Night Stories for Rebel Girls”. Nos Estados Unidos, a obra começou com uma campanha de financiamento coletivo fundada pelas autoras Elena Favilli e Francesca Cavallo. Além de contar a história de mulheres incríveis, o livro também é ilustrado por mulheres do mundo todo.

Algumas das protagonistas são Frida Kahlo, Cleópatra e Simone Biles. A história da estilista francesa Coco Chanel e da artista norte-americana Nina Simone também serão responsáveis por embalar o sono das garotas brasileiras e desenvolver a ideia da importância de um mundo mais igualitário.

16602319_1157891540994808_8700847664579114423_o

 

Primeiro livro de Stephen King e Owen King estreia nos EUA em Junho

0
Stephen King ao lado do filho Owen. (Foto: Divulgação)

Stephen King ao lado do filho Owen. (Foto: Divulgação)

 

Obra narra de forma sobrenatural, como o mundo sobreviveria ou não, sem mulheres

Fernando Rhenius, no Vavel

Como seria o mundo sem mulheres? Esta é a premissa do primeiro livro escrito por Stephen King e seu filho Owen King. Sleeping Beauties (belas adormecidas em tradução literal), conta de uma forma sobrenatural, o sumiço das mulheres da terra.

Em um almoço no dia 1º de Junho, no Jacob Javits Center em Nova York. A dupla vai apresentar o livro pela primeira vez. A informação foi confirmada pelos organizadores da convenção ReedPop à Associated press. Até então poucos detalhes foram divulgados sobre a história e personagens. Em entrevistas, pai e filho, revelaram o enredo tem seu início em uma prisão no estado de Virginia.

Seguindo os passos do pai, Owen já tem quatro livros publicados (Intro to Alien Invasion, Double Feature, Who Can Save Us Now? e We´re All in This Together). Também foi coautor de outras obras. Segundo o site oficial de SK, Sleeping Beauties, será lançado em outubro.

No Brasil, o livro mais recente de King , O Bazar dos sonhos ruins, já está em pré venda.

Jovem ‘pedala’ pela América Latina com biblioteca itinerante

0
 Lucas adotou o nome de Quincas e resolveu conhecer a América Latina de bicicleta Foto: Divulgacão

Lucas adotou o nome de Quincas e resolveu conhecer a América Latina de bicicleta
Foto: Divulgacão

 

Juliana Bittencourt, em O São Gonçalo

Com um chapéu de palha na cabeça e os olhos de quem almeja desvendar o mundo, o morador de Pendotiba, Lucas Garcia, de 28 anos, decide fazer algo ousado: “Pedalar” pela América Latina fazendo com que a literatura ultrapasse fronteiras.

Formado em Produção Cultural pela Universidade Federal Fluminense (UFF), o jovem é o idealizador do projeto Cicloteca, uma biblioteca móvel inspirada no escritor Mario de Andrade, que durante a década de 30, quando era chefe do Departamento de Cultura, criou o projeto itinerante que rodava pelas praças de São Paulo fazendo empréstimos de livros a população. Com um triciclo amarelo e uma carroceria improvisada, surge em março de 2014 a Cicloteca, que posteriormente, em junho do mesmo ano, seria aprovada no edital interno da UFF, contando com uma melhor estrutura a fim de “ocupar as ruas da cidade de Niterói e contribuir para o incentivo de uma cidade para as pessoas”

Desde os primeiros ‘passos’ de Teca – como é carinhosamente apelidada sua bicicleta -, Lucas tinha planejado sua viagem pela América Latina que foi adiada após ingressar no Mestrado em Cultura e Territorialidade da UFF. No entanto, em setembro de 2016, o rapaz iniciou sua jornada e deixou em Niterói tudo aquilo que o prendia à cidade, inclusive sua identidade. Sob o pseudônimo de Quincas Avelino – homenagem ao pai adotivo de sua avó paterna, uma grande contadora de histórias – o jovem começa seu percurso dando a volta pela Baixada Fluminense, contorna a Baía de Guanabara passa por Tanguá, Itaboraí, Magé e vai adiante com destino a Buenos Aires. “Escutar o mundo ao invés de ouvir o que os poderosos falam dele” é a grande experiência que Quincas quer levar consigo.

 'Teca', a companheira inseparaveavel de Quincas Foto: Divulgação

‘Teca’, a companheira inseparavel de Quincas
Foto: Divulgação

 

O rapaz viaja de cidade a cidade, sem um tostão no bolso e ao chegar em um novo lugar, busca através da gentileza dos moradores um prato de comida e um ‘teto’ para dormir, muito embora não tenha problema em pernoitar na rua. Nessa vida andarilha, já improvisou moradas inusitadas, Quincas já dormiu em um presépio, na cidade de Itariri (SP) e inclusive na redação do Jornal Folha de Babitonga, em São Francisco do Sul (SC). Afirma que “Viver a literatura de fato na rua é viver de improviso.”

Durante a viagem, Quincas leva consigo fotos doadas por moradores que oferecem sua hospitalidade ao jovem, dessa forma passam a acompanhá-lo em todos os lugares do seu trajeto. É um forma de fazer com que ultrapassem fronteiras com ele e façam parte dessa experiência cosmopolita.

Para Quincas, a viagem tem a função de desconstruir e construir fronteiras e torná-lo, através da literatura, um cidadão do mundo. Mais do que distribuir livros pela América Latina, o jovem quer formar laços inter-culturais, rompendo com ideais capitalistas e sem qualquer busca pela fama. Sua principal busca é um lugar literário para povo. “A literatura é o grande combustível que move a curiosidade do mundo.”, disse.

A ideia da doação é o que move a Cicloteca. Quando chega em uma nova cidade, Quincas busca estabelecer contato com bibliotecas ou pessoas que estejam interessadas em doar alguns livros. Para ele isso proporciona experiências muito positivas como da vez em que chegou em Ilha Grande sem nenhum livro, conseguiu encher a ‘Teca’ de doações e voltou para a estrada sem nada.

O andarilho busca fazer o exercício diário da leitura e da escrita. Através da plataforma https://medium.com/@quincasavelino, ele publica textos dotados de uma intensa sensibilidade sobre histórias, fatos e reflexões de sua viagem.

Dentre os clássicos que Quincas carrega consigo, nunca deixa para trás as obras de Manoel de Barros. Quando se depara com um companheiro andarilho ou/e em situação de rua, não deixa de ler para ele trechos do autor. Sua escolha tem haver com a desconstrução da escrita acadêmica utilizada pelo autor.

O jovem aventureiro ainda não saiu do Brasil, no momento (27) a Cicloteca marca presença na cidade de São Francisco do Sul. Quando ultrapassar sua primeira fronteira, Quincas quer entrar no Uruguai com o pé direito, enquanto isso passeia pelas cidades brasileiras enchendo sua bagagem com histórias, lições e experiências únicas.

Dica de leitura: confira que livro ler em cada década da sua vida

0
Dica de leitura: confira que livro ler em cada década da sua vida  |  Fonte: Shutterstock

Dica de leitura: confira que livro ler em cada década da sua vida | Fonte: Shutterstock

 

Bibliotecários dão indicações de que livros ler durante cada década da sua vida, descubra quais são

Publicado no Universia Brasil

Qualquer um pode ler qualquer livro quando quiser, mas alguns livros são aproveitados melhor em uma idade especifica. Confira quais leituras são mais indicados para cada década da sua vida, de acordo com os bibliotecários da Biblioteca Pública de Nova York.

DOS 0 AOS 9 ANOS DE IDADE: Os Sneetches e Outras Histórias por Dr. Seuss

O livro ajuda crianças pequenas a entenderem uma lição de vida importante: diferenças externas não deveriam ser o que define as pessoas.

DOS 10 AOS 19 ANOS DE IDADE: A Fantástica Vida Breve de Oscar Wao por Junot Diaz

Esse livro é ideal para os anos formativos de alguém, porque no seu cerne, ele é sobre um jovem tentando descobrir como se vive no mundo.

DOS 20 AOS 29 ANOS DE IDADE: Os Argonautas por Maggie Nelson

Se os anos da adolescência são para a experimentação, os 20 anos são para a reflexão. “Os Asrgonautas” é o tipo de livro que faz uma vida caótica parecer normal, e é principalmente sobre estar com a família e viver uma vida pensada.

DOS 30 AOS 39 ANOS DE IDADE: Sobrecarregados. Trabalho, Amor e Lazer Quando Ninguém Tem Tempo por Brigid Schulte

Numa idade em que a maioria das pessoas está criando os filhos ao mesmo tempo que balanceia uma carreira, o livro “Sobrecarregados” pode oferecer um pouco de claridade. Num mundo frenético de planos e datas de entrega, esse livro mostra uma saída para a falta de tempo.

DOS 40 AOS 49 ANOS DE IDADE: Mrs. Dalloway por Virginia Woolf

Todo o livro se trata de uma mulher nos seus 50 anos que decide examinar a própria vida. É uma mistura importante de passado e presente que deve acontecer nessa fase da sua vida. A dica é sempre continuar a examinar sua vida.

DOS 50 AOS 59 ANOS DE IDADE: Luz Sobre O Yoga por B.K.S. Iyengar

A satisfação emocional não é a única parte de envelhecer, a saúde física também importa.

Dos 60 aos 69 ANOS DE IDADE: Um Homem Bom é Difícil de Encontrar por Flannery O’Connor

O livro consiste de histórias curtas que olham para a vida diária com uma certa curiosidade mórbida, ao mesmo tempo que distanciada. Ele faz as pequenas tragédias da vida parecerem quase benignas, e nessa idade esse modo de ver o mundo é fácil de entender.

DOS 70 AOS 79 ANOS DE IDADE: O Universo Acidental: o mundo que você achou que conhecia por Alan Lightman

Pensamentos novos e desafiadores não devem ficar confinados na juventude, por isso expanda os seus horizontes e entenda a sua própria realidade de uma nova forma.

DOS 80 AOS 89 ANOS DE IDADE: Os Sneetches e Outras Histórias por Dr. Seuss

Pilhas e pilhas de coisas não são tão importantes depois de uma vida perseguindo o sucesso. Esse livro está aqui para lembrar você do que realmente importa na vida, e como no fim do dia são as pequenas alegrias as que mais importam.

Livros que merecem lugar na estante em 2017

0

livros

Amélia Gonzales, no G1

Astrologicamente, o ano de 2017 só vai começar em março, dizem os especialistas. Assim, ainda tenho tempo para sugerir aos leitores alguns bons livros que li no ano passado e que me ajudaram bastante a ampliar o pensamento a respeito das mudanças climáticas, de uma nova economia, de uma nova sociopolítica, de uma nova ordem mundial que anda se impondo. Mesmo com a eleição de um “cético do clima” à presidência dos Estados Unidos – Donald Trump, é claro – não se pode perder de vista a necessidade de manter o Acordo de Paris, conseguido a duras penas no fim de 2015, que pretende neutralizar tantas emissões de carbono, organizar mais a produção, o consumo, para que sobrem recursos. E é bom visitar textos de pessoas que pensam a respeito, propondo novos caminhos. Não proponho um debate porque acho pobre quando se fica em posições opostas. Proponho o pensamento, a reflexão, para se tentar um caminho de mudanças possíveis.

Começo, pois, com David C. Korten e seu “When corporations rule the World”. Infelizmente ainda não foi traduzido no Brasil, mas deveria ter sido. Porque traz ponderações de grande importância sobre o valor imenso que deixamos que as megas corporações tenham em nosso mundo. Algo semelhante já foi escrito, depois traduzido para um vídeo documentário, com o nome de “The Corporations”, em 1995.

A primeira edição do llivro “When corporations rule the World” é do mesmo ano, e ganhou em 2015 uma introdução para comemorar os vinte anos de sua publicação.Fiquei presa às observações do autor feitas há vinte anos, vejam só:

“A escalada da concentração do poder econômico atual é revelada em estatísticas. Das cem maiores economias do mundo, 50 são corporações, e as vendas agregadas das dez maiores corporações em 1991 excedem o PIB das cem economias dos menores países do mundo. As receitas obtidas com as vendas da General Motors em 1992 (133 bilhões de dólares) quase se esquivale ao PIB de Bangladesh, Etiopia, Kenya, Nepal, Nigéria, Paquistão, Tanzania, Uganda e Zaire. 550 milhões de pessoas habitam esses países, um décimo da população global. As 500 maiores corporações industriais do mundo, que empregam somente meio a 1 por cento da população mundial, controlam 25% do rendimento econômico do mundo”.

Fico impressionada porque todo esse poderio, que já assustava, foi identificado e descrito há vinte anos. E, de lá para cá, só fez crescer. Será sempre necessário refletir a esse respeito, trazendo para a mesa uma série de indagações que não têm sido feitas pelo senso comum. O livro de David Korten é um convite.

De uma certa forma, o historiador Jessé Souza, pesquisador e ex-presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), também ajuda a pensar sobre o papel protagonista das empresas brasileiras quando faz uma retrospectiva em seu “A Radiografia do Golpe” (Ed. Leya). O problema de estarmos vivendo um dos períodos de maior polarização política no país é a dificuldade de se abrir espaço para o “outro” expor suas ideias se elas não se adaptam à crença do “um”. Jessé, já no título, deixa claro o que pensa sobre o impeachment da presidente Dilma Roussef. E parte de uma leitura sofisticada e lúcida sobre a divisão de classes no sistema capitalista para ampliar o pensamento sobre o momento político.

Jessé Souza também denuncia o poderio do mundo das empresas, do mundo das finanças, identificando-os como “elite do dinheiro e do poder” que sempre precisaram “convencer a imensa maioria dominada e explorada de que seus privilégios são merecidos e justos”. O historiador denuncia também o racismo de classe, que se revelou de diversas maneiras durante todo o período do Lulismo. Para ele, um presidente com modos populares e metáforas de futebol foi demais para uma classe média que não gostava também de compartilhar espaços sociais antes restritos com os “novos bárbaros” das classes populares. Este sentimento seria o pano de fundo que deu força à manobra que depôs Dilma Roussef do poder.

“Foi nesse contexto que se deu a construção da ‘linha do moralismo’, como mais uma forma alternativa de produzir solidariedade interna entre os privilegiados e de permitir formas aparentemente legítimas de exercer preconceito e racismo de classe contra os de baixo. A linha do moralismo é a linha divisória imaginária que separa aqueles que se percebem como superiores , posto que se escandalizam com a corrupção política partidária e estatal, daqueles que não se sensibilizam com esse tema”, escreve ele.

O livro de Jessé Souza certamente também merece lugar na estante daqueles que não se conformam e querem ter mais dados para pensar sobre nosso tempo.

Pulando de um para outro tema, vou sugerir aos leitores a leitura de “A espiral da morte” (Ed. Companhia das Letras), do jornalista Claudio Angelo, atualmente um dos diretores da ONG Observatório do Clima. Já tinha este livro na lista antes mesmo de ler, hoje à tarde, a notícia sobre o iceberg gigante que está se desprendendo da Antártida, o que anda gerando muita preocupação aos ambientalistas.

O bloco de gelo de 5 mil quilômetros quadrados pode se soltar a qualquer momento e, se todo o gelo derreter, o nível dos mares aumentaria em cerca de dez centímetros. Não é pouca coisa e, como se lê no livro de Ângelo, trata-se de uma crônica do desastre anunciado.

“As duas regiões polares foram as vítimas iniciais do aquecimento global. Da maneira como elas reagirão ao aumento das temperaturas nos próximos anos dependerá, em larga medida, o futuro da sociedade, em especial nos países em desenvolvimento. A consequência mais conhecida e temida do degelo polar, claro, é a elevação do nível médio dos oceanos”, escreve ele.

O jornalista não se limita a repisar sobre a decorrência mais conhecida e comentada do degelo. Vai fundo também na história de vida dos cientistas que se dedicam anos a fio explorando as zonas mais inóspitas da Terra para estudar e tentar informar aos outros detalhes cada vez mais perturbadores e reveladores sobre o clima do planeta. Claudio Ângelo acompanhou alguns desses cientistas e não poupa os leitores quando descreve o que viu e ouviu:

“Mesmo que as emissões de carbono fossem zeradas hoje, várias mudanças já em curso são irreversíveis. A inércia do sistema climático fará os polos derreterem e o mar subir por milênios. Segundo um cálculo do climatologista americano David Archer, da Universidade de Chicago, uma parte do CO2 que já lançamos na atmosfera estará mudando o clima da Terra daqui a cem mil anos, graças ao tempo de vida longo desse gás na atmosfera e à enorme inércia dos oceanos ao absorver calor”, escreve ele.

O livro de Claudio Ângelo, assim como os outros dois que sugeri, certamente não vai deixar os leitores em harmonia com o universo, muito menos se sentindo navegando em mares de almirante. É mesmo para mexer, colaborar com novos pensamentos e reflexões. Boas leituras!

Foto: CDC/ Amanda Mills

Go to Top