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7 lições que aprendemos com o Guia do Mochileiro das Galáxias

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Rachel Guarino, na Cabana do Leitor

Não entre em pânico, mas o dia 25 foi o dia mais esperado no mundo nerd, o dia do Orgulho Nerd, ou o Dia da Toalha, para os mais íntimos. Mas você sabe como esse dia se originou e porque tem esse nome? Tem a ver com o livro Guia do Mochileiro das Galáxias, mais conhecido como a bíblia dos Nerds, do autor Douglas Adams.

A saga conta a história de Arthur Dent, um terráqueo que embarca em uma aventura com um E.T chamado Ford Prefect, logo após a Terra ser destruída e dar lugar a uma via interespacial. Ford estava em uma pesquisa de campo para a nova edição de O Guia do Mochileiro das Galáxias e, juntos, embarcam em uma nave alienígena dando início a uma alucinante jornada pelo tempo e espaço. Agora, como isso se tornou em um dia a ser comemorado?

Com seu humor altamente ácido e crítico, Adams ganhou o mundo. Virou um dos principais ícones pop do século 20, com os cinco livros da saga sendo traduzidos para mais de 30 línguas. Porém, no dia 11 de maio de 2011, Adams veio a falecer. Com isso, os fãs sentiram a necessidade de homenagear o autor que criou todo esse universo mágico aos olhos dos nerds. Dessa forma, dia 25 de maio ficou decidido como o Dia da Toalha, afinal, de acordo com o autor, todo viajante precisa de uma toalha.

E como todo dia é dia de aprender uma lição com o Guia do Mochileiro das Galáxias resolvemos trazer sete lições que todo mundo precisa saber ao começar sua jornada.

1 – Não entre em pânico

Talvez a lição mais importante de todas: Não Entre em Pânico. Afinal de contas, você está realizando uma jornada, ou seja, tudo pode ser possível. Se for uma viagem solitária então, o desespero pode bater sobre o que fazer. Nesses momentos que se deve lembrar de não entrar em pânico e manter a cabeça fria, só assim que vai conseguir passar por qualquer tipo de situação.

2 – Conheça sua toalha

Sua toalha, literalmente, é sua melhor amiga e sua fiel escudeira. Durante sua viagem, sempre tenha uma à mão, ela pode salvar vidas. De acordo com o Guia, uma toalha pode ser um agasalho, canga, cobertor, além de servir como arma ou sinal de socorro, entre outras inúmeras funções. Ou seja, se torna peça fundamental, afinal, em uma jornada, não se pode contar com muitos recursos, às vezes, só podemos contar com criatividade e uma toalha.

3 – Não planeje muito

Isso realmente pode te fazer perder as melhores coisas da vida. Permita-se o inesperado e seja aberto às opções que toda jornada tem a oferecer. Suas viagens ficarão muito mais divertidas e aventureiras. O Guia do Mochileiro das Galáxias nos mostra que quando se está aberto a tudo, ficamos muito mais felizes e satisfeitos com os resultados.

4 – Acredite em si mesmo

Esqueça a opinião negativa de todos que não acreditam em você e siga com seus instintos, acreditando neles, irá te levar a lugares inacreditáveis. Faça que nem Arthur Dent, um terráqueo visto como incapaz, mas que acredita em si mesmo o suficiente para continuar seguindo em frente, obtendo sucesso em tudo o que faz. Então a mensagem é, todos são capazes de tudo, basta querer.

5 – Não tenha medo em viajar

Independente de qualquer sentimento de medo, não deixe que isso te desanime a seguir em sua jornada. Faça como os personagens do Guia que nunca desistem, não importando os obstáculos que apareçam em seus caminhos. O medo pode te impedir de realizar coisas maravilhosas.

6 – Nunca volte para pegar a bolsa

Não importa o que aconteça, nunca, mas nunca mesmo, volte para pegar a bolsa. Metaforicamente falando, você pode perder as melhores coisas se tiver que voltar para pegar alguma coisa antes esquecida. Lembre-se de sempre seguir em frente, sem olhar para trás. A única coisa que um mochileiro precisa é de sua toalha, então esqueça o que ficou para trás e siga em frente, sem medo de ser feliz.

7 – Esvazie a mente sempre que possível

De vez em quando, é importante esvaziar a mente, se não, entramos em parafuso. O Guia diz “ignore todas as considerações a respeito de seu próprio peso e simplesmente deixe-se flutuar mais alto”. Durante uma jornada, não tem problema em ter momentos sozinho, focado no nada, apenas observando o horizonte. Liberte-se de tudo que te distraia e apenas esvazie sua mente. Você se sentirá capaz de tomar qualquer tipo de decisão e pensar na sua vida de forma mais eficiente.

‘Expelliarmus!’: como Harry Potter influencia a visão política dos millenials

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Harry Potter (Foto: Divulgação)

 

Resistir a tiranias e questionar autoridades são algumas das ‘lições’ que estariam sendo pescadas de livros de J. K. Rowling; nos protestos recentes contra porte de armas nos EUA, vários jovens exibiam cartazes com referências à série.

Publicado no G1 [via BBC Brasil]

Após 21 anos da publicação do primeiro livro da série Harry Potter, parece que a realidade se aproximou da ficção da escritora J.K. Rowling.

Na Marcha Pelas Nossas Vidas, um protesto contra o porte de armas que teve mais de 800 manifestações nos Estados Unidos e em outros países em março de 2018, diversos cartazes faziam referência à saga de Harry Potter.

“Quando disse que queria que o mundo real fosse mais como o de Harry Potter, eu me referia às coisas mágicas, não ao enredo inteiro do livro cinco, em que o governo se recusa a fazer qualquer coisa a respeito de uma ameaça de morte levando os adolescentes a se organizar para revidar”, dizia um cartaz em Worcester, no Estado de Massachusetts.

Revidar. Essa é a parte importante, já que o universo de Harry Potter não é mais só um refúgio – ou um mundo que oferece conforto e escapismo. Agora, esse universo está mobilizando e motivando uma legião de fãs.

Outros cartazes presentes nas manifestações diziam “Expelliarmus”. Mas o que é isso? “‘Expelliarmus’ é o feitiço de desarmamento (da saga Harry Potter), o feitiço da moda entre as crianças de Hogwarts”, tuitou Charlotte Alter, jornalista da revista Time. “O desarmamento é a estratégia da #MarchaPelasNossasVidas, tanto literária quanto retoricamente”.

E os cartazes não paravam por aí: “O exército de Dumbledore está recrutando”, “Lufa-lufas pelo controle de armas!”, “Hermione usa conhecimento, não armas”, “Se os alunos de Hogwarts podem derrotar os comensais da morte, nossos estudantes podem derrotar o NRA” – a sigla NRA refere-se ao nome em inglês da Associação Nacional do Rifle, principal grupo defensor de armas nos Estados Unidos.

“Essa não é apenas a geração que cresceu com tiroteios em escolas, é também a geração que cresceu lendo Harry Potter”, continuou Alter.

Como escreveu Neil Gaiman em 2002, “os contos de fada vão além da verdade: não porque nos dizem que dragões existem, mas porque nos dizem que dragões podem ser derrotados”. Gaiman é o criador da série de histórias em quadrinho Sandman.

É uma lembrança de que, por baixo da açucarada iconografia da série Harry Potter, a narrativa aborda temas pesados, como limpeza étnica, desigualdade, escravidão, governos corruptos e tortura.

Em sua essência, os livros Harry Potter são sobre o bem contra o mal. O centro da narrativa fala da tentativa do vilão Lorde Voldemort e seus capangas de exterminarem os “trouxas”, como são chamadas na história as pessoas sem poderes mágicos, e os “sangues-ruins”, os filhos dos trouxas nascidos com poderes mágicos.

Se isso teve ressonância quando os livros foram lançados pela primeira vez, agora tem efeito dobrado sobre a geração de estudantes que participaram dos protestos contra massacres em escolas em um mundo cada vez mais tenso.

Mas o uso dos memes de Harry Potter não é, como dizem os mais críticos, sobre uma esperança ingênua de que um assunto como o controle de armas possa ser resolvido com um passe de mágica, metaforicamente ou não.

Como os fãs de Harry Potter bem sabem, o bruxo e seus companheiros enfrentam problemas típicos do mundo real quando combatem Voldemort.

Lições do mundo real

Um exemplo: o vilão, apoiado pelos seus servos, os comensais da morte, é obcecado por pureza racial, com uma sensibilidade niilista claramente nietzschiana. “Não há bem e mal”, diz um dos seus soldados. “Há apenas poder e os que são fracos demais para buscá-lo”‘.

Ainda assim, há uma miríade de tons de cinza na série. Como o padrinho de Harry, Sirius Black, lhe diz, “o mundo não está dividido entre pessoas do bem e os comensais da morte. Todos nós temos luz e sombra dentro de nós. O que importa é com qual parte decidimos agir”.

Outra lição crucial que os livros nos ensinam é sobre complacência. O mundo da escola de Hogwarts, onde Harry estuda magia, foi construído usando escravidão, graças ao serviço dos elfos domésticos.

Quando Hermione tenta ficar ao lado deles ao fazer uma campanha pela libertação de todos os elfos domésticos, ela é ridicularizada por seus colegas. A injustiça social é facilmente normalizada, a ponto de alguns elfos ficarem ofendidos com ofertas de recompensa pelos seus serviços.

A questão sobre quem deve ser respeitado também tem suas nuances. Apesar de os estudantes de hoje marcharem sob a bandeira de Albus Dumbledore, o diretor da escola de Harry, sabe-se que até ele tem manchas em sua reputação.

Sim, há a turma do mal, como Dolores Umbridge, a professora e, depois, diretora da escola que praticava bullying. Mas, e quanto a Cornelius Fudge, o ministro da Magia, que parecia tão bem intencionado, mas depois se recusou a enfrentar o perigo mortal que ameaçava o mundo dos magos e não-magos?

Mais uma vez, a autoridade é vista como algo que não deve ser respeitada sem questionamentos. E há também a importância de uma imprensa livre e o incentivo à ação direta – pequenas atitudes sempre contam, às vezes de maneira grandiosa.

Apesar da magia ajudar e de o amor ser a arma derradeira de Harry, Voldemort é vencido principalmente pela cooperação e organização.

Essa lição específica é promovida desde 2005 pela Aliança Harry Potter, uma ONG criada para mobilizar fãs a se manifestarem contra os males do mundo real, como intolerância e mudanças climáticas.

“Nós sabemos que a fantasia não é apenas uma fuga do nosso mundo, mas um convite a ir mais fundo nele”, diz o grupo em seu site.

A própria J. K. Rowling disse que seus romances são imbuídos de mensagens de resistência a qualquer tipo de tirania. “Os livros de Potter são em geral um longo argumento em prol da tolerância, um apelo prolongado pelo fim da intolerância”, afirmou ela em 2007.

“Acho que é uma das razões pelas quais algumas pessoas não gostam dos livros, mas acho que é uma mensagem muito saudável a se passar para jovens: a de que você deve questionar a autoridade e não presumir que as instituições ou a imprensa lhe digam toda a verdade.”

Isso não é novidade. Desde as tragédias gregas, passando por Shakespeare, O Senhor dos Anéis e até mesmo Star Wars, a ficção inspira a luta por liberdade. O poder da imaginação – de uma mensagem imbuída em uma narrativa humana e fantástica ao mesmo tempo – sempre será um forte manifesto.

Mas há ainda outra dimensão do fenômeno Harry Potter. Seu mundo sempre foi sobre pertencer e estar junto, como acontece na própria história dos livros.

Os primeiros fãs da série, agora na casa dos 30 anos, faziam fila do lado de fora de livrarias toda vez que saía um novo livro da série – e viram fotos dessas filas virarem notícia.

Essa enorme legião de fãs – e a dos novos jovens leitores que os seguiram – provaram o sabor do que é fazer parte de uma história maior que a sua própria. Em uma sociedade secular e atomizada, isso é poderoso. Quão poderoso? Ainda vamos descobrir.

Bill Gates tem um novo livro preferido “de toda a vida”

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Livro favorito do fundador da Microdoft indica que QI médio global está subindo cerca de 3 pontos por década

Suria Barbosa, na Exame

Por anos, Bill Gates, fundador da Microsoft, indicou The Better Angels of Our Nature (em português, “Os anjos bons da nossa natureza”), de Steven Pinker, como seu livro preferido. Ele costumava dizer que se pudesse recomendar apenas um leitura para qualquer pessoa, seria esta.

Em The Better Angels, Pinker mostra resultados de pesquisas detalhadas para argumentar que a humanidade vive a época mais pacífica. “Eu nunca tinha visto uma explicação tão clara sobre o progresso”, declara Gates.

Porém, em 2018, o magnata anunciou em seu site pessoal, Gates Notes, que o seu novo livro favorito “de toda a vida”, mudou. Enlightenment Now (ainda sem tradução), também de Steven Pinker, utiliza a mesma abordagem com a qual a violência foi investigada no primeiro livro.

No entanto, no mais novo, o autor trata de outros 15 medidores de progresso. Entre eles, qualidade de vida, conhecimento e segurança. “O resultado é uma imagem holística de como e porque o mundo está melhorando”, diz Gates.

Seus fatos favoritos de Enlightenment Now

Para ilustrar sua premissa de que o mundo está em sua melhor fase, Pinker descreve acontecimentos históricos e os contextualiza com dados. Gates listou 5 dos seus fatos preferidos que o livro traz:

*Você tem 37 vezes menos chance de ser morto por um raio do que tinha na virada do século.
*O tempo gasto lavando roupa caiu de 11,5 horas por semana, em 1920, para 1,5, em 2014.
*É menos provável que você morra no trabalho.
*O QI médio global está subindo cerca de 3 pontos por década.
*A guerra é ilegal.

Crítica de Bill Gates

Além dos indicadores usuais de evolução – como redução nas taxas de morte infantil e de pobreza, em geral – Gates aprecia que Pinker traz à tona tópicos mais ignorados.

A explicação psicológica da desconexão entre o progresso real e a percepção que as pessoas têm dele também impressiona Gates. Isso porque ele sempre tentou entender a questão:

Pessoas de todo o mundo vivem vidas mais longas, saudáveis ​​e mais felizes, então por que muitos pensam que as coisas estão piorando?

Segundo o magnata, o autor, que é psicólogo, faz um bom trabalho esclarecendo o assunto. Pinker detalha como a humanidade é mais atraída para o pessimismo e como isso influencia na abordagem do progresso.

Apesar de Gates concordar com a maioria dos argumentos de Pinker, ele critica o otimismo do autor em relação à inteligência artificial. Embora ele próprio “não pense que estamos em perigo de viver um cenário estilo O Exterminador do Futuro”, considera que, em algum momento, o assunto deverá ser discutido pelas instituições globais.

“Os grandes problemas acerca da automação são a prova de que o progresso pode ser uma coisa bagunçada e difícil – mas isso não significa que estamos indo na direção errada”, diz o magnata.

Este artigo foi originalmente publicado pelo Na prática, portal da Fundação Estudar

Os livros do Oscar

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Texto de Anna Ramalho

Neste domingo, tem premiação em Hollywood, e, como todo ano, entre os concorrentes, há diversas – quase vinte!!! – adaptações cinematográficas de livros – sem falar nas onipresentes produções baseadas em quadrinhos. Há livros e filmes para todos os gostos e idades, começando pelo simpático O touro Ferdinando (Intrínseca, R$ 39,90), de Munro Leaf e Robert Lawson, que se tornou popular pelo curta da Disney de 1938 e agora virou animação assinada pelo brasileiro Carlos Saldanha, e a mais recente montagem de A Bela e a Fera (Zahar, R$ 32,90), que na caprichada edição da coleção Clássicos Zahar traz duas das mais antigas versões da lenda, de 1740 e 1756.

Histórias românticas continuam encantando o público, entre elas A forma da água (Intrínseca, R$ 39,90), de Guillermo Del Toro, e Me chame pelo seu nome (Intrínseca, R$ 39,90), de André Aciman, ambas falando sobre paixões que desafiam as convenções. Del Toro traz o confronto do amor com a insensibilidade política ao contar o romance de uma faxineira e um homem-peixe aprisionado por norte-americanos em plena Guerra Fria. Já Aciman mostra a doçura amarga do primeiro amor entre dois rapazes, um italiano e um americano, durante um verão na Itália, no início dos anos 1980.

Abrir mão de um pouco de Todo o dinheiro do mundo (Harper Collins, R$ 39,90) era dramático para o bilionário americano John Paul Getty, que levou meses até pagar o resgate pelo neto de 16 anos, sequestrado na Itália, em 1973. Getty capitulou quando os sequestradores lhe enviaram uma mecha dos cabelos e uma orelha do rapaz como “prova de vida”. Mesmo assim, conseguiu regatear valores, como conta John Pearson no livro que rendeu a indicação do veteraníssimo Christopher Plummer ao Oscar de melhor ator coadjuvante. Dinheiro também é a mola mestra de A grande jogada (Intrínseca, 39,90), autobiografia de Molly Bloom, a “Princesa do Pôquer”, que ganhou fortuna e prestígio montando mesas de jogo ilegal para celebridades de Hollywood.

A Segunda Guerra Mundial continua inspirando o cinema. Na safra deste ano estão O destino de uma nação (Crítica, R$ 49,90), de Anthony McCarten, e Dunkirk, a história real por trás do filme (Harper Collins, R$ 29,90), de Joshua Levine. O primeiro mostra as decisões estratégicas do primeiro-ministro inglês, Winston Churchill, tomando a dianteira da resistência aos nazistas. O segundo tem subtítulo explicativo. O diretor Christopher Nolan contou com a consultoria do historiador Levine para montar seu filme sobre a retirada de 300 mil homens das tropas aliadas da praia de Dunquerque, na costa da França, ao longo de dois meses, em 1940.

Ainda entre os concorrentes o novo Blade Runner, que continua a lidar com os dramas existenciais do primeiro filme, baseado em Androides sonham com ovelhas elétricas? (Aleph, R$ 29,90), de Phillip Dick, que conta a busca do caçador de recompensas Rick Deckard por seis androides fugitivos. Fora do Oscar, já chegou ao mercado brasileiro a nova edição de A Livraria (Bertrand Brasil, R$ 32,90), de Penelope Fitzgerald, finalista do Booker Prize, quando lançado em 1978. O filme de Isabel Coixet, com elenco todo britânico, acaba de conquistar o Goya, o maior prêmio do cinema espanhol, ao mostrar a luta do arcaico contra o novo na batalha da protagonista para abrir uma livraria numa cidadezinha na costa da Inglaterra.

10 adaptações literárias que chegam aos cinemas em 2018

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De fantasia ao horror – passando pelo romance policial brasileiro -, fique por dentro das principais adaptações literárias para o cinema neste ano

Publicado no Portal AZ

Adaptações literárias para o cinema transitam num limiar de possibilidades. Existem aquelas que oferecem uma abordagem completamente diferente da obra original, reconhecendo a diferença de narrativas entre o texto escrito e o audiovisual. Outras buscam se manter o mais fiel possível ao livro, assumindo os riscos de tal escolha. Fato é que a possibilidade de poder assistir aquela história que tanto nos emocionou na mídia física é interessantemente ambígua.

Em 2018 já tivemos alguns bons exemplos de adaptações muito competentes, como “Me Chame pelo Seu Nome” e “A Grande Jogada”. Mas como o ano ainda está começando, o Cinema com Rapadura preparou uma lista com as principais estreias de obras baseadas em livros. Veja só:

“Operação Red Sparrow” (Baseado no livro “Roleta Russa”, de Jason Matthews)

A adaptação conta a história de Dominika Egorova (Jennifer Lawrence, de “Mãe!”), uma bailarina que é recrutada pela Sparrow School, um serviço de inteligência russo, onde é forçada a usar seu corpo como arma letal, tornando-se a melhor assassina do país.

O longa também conta com Joel Edgerton (“Bright“), Mary-Louise Parker (“Tudo Para Ficar Com Ela”), Jeremy Irons (“Liga da Justiça“), Matthias Schoenaerts (“A Garota Dinamarquesa”), Charlotte Rampling (“Assassin’s Creed“) e Ciarán Hinds (“Liga da Justiça”). A direção é de Francis Lawrence (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final“) e o filme chega aos cinemas no dia 1º de março.

“Jogador Nº 1” (Baseado no livro homônimo, de Ernest Cline)

Na trama do longa, James Halliday (Mark Rylance, de “Dunkirk”), o criador do OASIS, morre e deixa sua fortuna como recompensa para quem conseguir desvendar todos os enigmas de uma caça ao tesouro. O jovem Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) decide entrar na disputa, competindo com empresários e adversários que farão de tudo para ganhar a recompensa. O livro contém diversas referências a ícones culturais dos anos 80, incluindo produções de Steven Spielberg (“The Post – A Guerra Secreta”), diretor desta adaptação.

O elenco conta ainda com Olivia Cooke (“Eu, Você e a Garota Que Vai Morrer”) como Art3mis, T.J. Miller (“Deadpool”) vivendo i-R0k, Ben Mendelsohn (“O Homem da Máfia”) como Nolan Sorrento, o executivo-chefe da IOI, empresa maligna da trama, e Simon Pegg (“Star Trek: Sem Fronteiras”) como Ogden Morrow, melhor amigo de Halliday. O filme estreia no dia 29 de março.

“Uma Dobra no Tempo” (Baseado no livro homônimo, de Madeleine L’Engle)

O longa conta a história da família Murry, cujo pai (Chris Pine, de “Mulher-Maravilha”) pesquisava a possibilidade de viajar no tempo, quando desapareceu misteriosamente. Assim, Meg (Storm Reid, de “American Girl: Lea To The Rescue”), seu amigo Calvin (Levi Miller, de “Peter Pan”) e seu irmão Charles (Deric McCabe, de “Stephanie”) precisarão viajar para outros pontos do tempo e do espaço para que Meg resgate seu pai. O trio também enfrentará forças do mal, conhecerá novos seres e planetas e descobrirá o tesseracto, que é a dobra no tempo da história.

O elenco ainda é composto por Reese Witherspoon (“Vício Inerente”), Oprah Winfrey (“Selma – Uma Luta Pela Igualdade”), Zach Galifianakis (“Amor e Tulipas”), Michael Peña (“My Little Pony: O Filme”) e Mindy Kalling (“Sexo, Drogas e Jingle Bells”). Com direção de Ava DuVernay (também de “Selma”), a estreia está prevista para o dia 29 de março.

“Berenice Procura” (Baseado no livro homônimo, de Luiz Alfredo Garcia-Roza)

O filme vai adaptar um dos principais nomes do romance policial brasileiro. Na trama, Berenice (Cláudia Abreu, de “Rio, Eu Te Amo”) é uma mulher de 35 anos, extremamente dedicada ao seu trabalho de taxista que a faz passar 10 horas diárias dentro de seu carro, num trânsito caótico. Ela tem uma paixão especial por fatos policiais e cenas de crimes. Seu ex-marido é Domingos (Eduardo Moscovis, de “Amor em Sampa”), um repórter policial que trabalha num programa sensacionalista de muita audiência, chamado “Cidade Justa”. É através dele e das páginas criminalísticas dos jornais, que lê toda manhã antes de sair para trabalhar, que a taxista se mantém informada sobre as ocorrências policiais da cidade. Um dia, Berenice se vê envolvida no caso de um assassinato no bairro de Copacabana e decide fazer sua própria investigação, vivendo uma história de mistério e emoção. Com lançamento previsto para o dia 12 de abril, a direção fica por conta de Allan Fiterman (“Embarque Imediato”).

“Submersão” (Baseado no livro homônimo, de J.M. Ledgard)

O thriller romântico gira em torno dos amantes James (James McAvoy, de “Atômica”) e Danielle (Alicia Vikander, de “Tomb Raider: A Origem”), que são separados por milhares de quilômetros. Enquanto a bióloga explora o oceano, James luta por sua vida ao ser preso por um grupo de jihadistas na Somália. A direção fica por conta de Wim Wenders (“Os Belos Dias De Aranjuez“) e o elenco ainda conta com Alexander Sidding (da série “Gotham“) e Celyn Jones (“A Batalha das Correntes“). A estreia está marcada para 12 de abril.

“The Little Stranger” (Baseado no livro “Estranha Presença”, de Sarah Waters)

O filme contará a história de uma família que vive em uma grande mansão na Inglaterra, no período pós-guerra, e chama o Dr. Faraday (Domhnall Gleeson, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”), um respeitado médico da região, para atendê-los em casa. O profissional, no entanto, acaba descobrindo grandes segredos desta família, que não deveriam ter sido revelados. No elenco ainda estarão presentes Will Poulter (“Maze Runner: A Cura Mortal”), Charlotte Rampling (“O Sentido Do Fim”), Ruth Wilson (“O Último Capítulo”) e Anna Madeley (“Na Companhia de Estranhos”) e a direção fica por conta de Lenny Abrahamson (“O Quarto de Jack”). O filme estreia no dia 31 de agosto nos Estados Unidos.

“Mentes Sombrias” (Baseado no livro homônimo, de Alexandra Bracken)

A história retrata um mundo em que a maioria das crianças e adolescentes dos EUA foram dizimadas por uma pandemia. Quando os poucos sobreviventes começam a desenvolver poderes, eles são todos aprisionados em um local provido pelo governo. A adaptação será estrelada pela atriz Amandla Stenberg (“Jogos Vorazes”) como Ruby, uma menina de 16 anos com poderes telecinéticos. A direção fica por conta de Jennifer Yuh Nelson (“Kung Fu Panda 3”), fazendo sua estreia no cinema live action. Shawn Levy (“Uma Noite no Museu 3 – O Segredo da Tumba”) irá produzir o longa que estreia no dia 30 de agosto.

“The House with a Clock in its Walls” (Baseado no livro “O Mistério do Relógio na Parede”, de John Bellairs)

O filme acompanha um jovem de 10 anos que se torna órfão e se vê obrigado a morar com o tio. Desconfiado, o garoto acaba descobrindo um mundo cheio de magia e mistérios na casa em que passa a viver, encontrando um relógio capaz de desencadear o apocalipse. Kyle MacLachlan (“Divertida Mente”) vai viver Isaac Izard, o antigo dono da casa. O elenco também conta com Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”), Jack Black (“Jumanji: Bem-Vindo à Selva”) e Owen Vaccaro (“Pai em Dose Dupla 2”). A direção é de Eli Roth (“Bata Antes de Entrar”) e o lançamento será no dia 20 de setembro.

“A Garota na Teia de Aranha” (Baseado no livro homônimo, de David Lagercrantz)

A trama contará a história do jornalista Mikael Blomkvist (Sverrir Gudnason, de “Borg McEnroe”) tentando recuperar o prestígio da revista Millenium, quando surge um novo mistério a ser desvendado por ele, fazendo seu caminho novamente se cruzar com o de Lisbeth Salander (Claire Foy, de “Uma Razão Para Viver”). Este será mais um capítulo da saga “Millenium“, mas a produção será uma adaptação totalmente diferente da feita por David Fincher (“Garota Exemplar“) em 2011. O longa será baseado no quarto livro da série contará com a direção de Fede Alvarez (“O Homem nas Trevas”), com estreia marcada para o dia 25 de outubro.

“Máquinas Mortais” (Baseado no livro “Máquinas Infernais”, de Philip Reeve)

A trama mostra um mundo dizimado pela Guerra dos 60 Minutos, um desastre nuclear repentino. Os poucos seres humanos que restam são forçados a viverem em cidades móveis – estruturas gigantescas e mortais obrigadas a atacaram cidades menores para se reabastecerem de novos recursos.

No elenco estão Hera Hilmar (“Amor em Tempos de Guerra”), Robert Sheehan (“Tempestade: Planeta em Fúria”), Jihae (da série “Mars”), Ronan Raftery (“Animais Fantásticos e Onde Habitam”), Stephen Lang (“O Homem nas Trevas”) e Hugo Weaving (“Até o Último Homem”). Previsto para chegar aos cinemas em 13 de dezembro, o filme tem direção de Christian Rivers (“Minutes Past Midnight”) e produção de Peter Jackson (“O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”)

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