Posts tagged mundo

Cinco livrarias para conhecer em Nova York

0

Taynara Prado, no Casa e Jardim

Strand (Foto Divulgação)

Strand
A livraria favorita dos nova-iorquinos vive lotada e faz jus à fama de maior loja de livros de segunda mão do mundo. Disputada por moradores locais, turistas e pesquisadores, o estabelecimento possui um estoque de mais de 3 milhões de livros. Por lá você encontra edições raríssimas de títulos antigos do mundo inteiro. Localizada próxima à Union Square, é possível levar seu próprio café e se acomodar em algum espaço dos seus dois andares para ler desde best-sellers da ficção até poesia erudita.

Rizolli (Foto Divulgação)

Rizzoli
Referência em livros de design, arquitetura e interiores, a Rizzoli de Nova York é ponto de encontro dos arquitetos de Manhattan. Com decoração clássica, há quem diga que é a livraria mais sofisticada da cidade por suas estantes imponentes e ambiente silencioso. Sua sessão de livros de gastronomia conta com os títulos mais vendidos da editora inaugurada em 1964.

Bookbook (Foto Divulgação)

Bookbook
Situada no coração do bucólico bairro Greenwich Village, a BookBook é uma livraria independente com ares vintage e curadoria alternativa. Frequentada por celebridades e escritores, seus corredores são estreitos, as estantes superlotadas e os achados literários imperdíveis. A sessão infantil é parada obrigatória para quem está de passagem com crianças.

Taschen (Foto Divulgação)

Taschen
Com entrada clean e piso de cimento, a livraria da editora Taschen no bairro Soho é parada obrigatória para quem curte livros de moda, cinema, histórias em quadrinhos, viagens e sexo. No fundo da livraria, desça as escadas para conferir uma curadoria especial de fotografias e edições limitadas dos maiores clássicos da editora.

Bookmarc (Foto Divulgação)

Bookmarc
A famosa livraria do estilista Marc Jacobs é o lugar certo para quem quer investir em livros de arte. Com uma curadoria especial de design, moda e fotografia, a livraria tem ainda uma linha exclusiva de papelaria e ítens escolares personalizados. Localizada na esquina da tradicional Bleecker Street, embaixo de um prédio charmoso da década de 1950, a Bookmarc de Nova York é tão charmosa quanto suas unidades de Paris e Londres.

Drag queens leem histórias a crianças em livrarias e escolas dos EUA para incentivar respeito à diversidade

0

Crianças participam de atividades durante a contação de histórias. — Foto: Reprodução/Facebook

Projeto usa livros infantis com temáticas relacionadas à tolerância e à liberdade. Ataques de grupos conservadores têm sido frequentes, de acordo com as drags.

Luiza Tenente, no G1

Uma drag queen, com roupas coloridas, maquiagem, perucas e muito brilho, reúne um grupo de famílias com crianças para ler uma história. O encontro pode acontecer em escolas, bibliotecas ou livrarias dos Estados Unidos. Depois, todos cantam uma música e podem perguntar o que quiserem para a drag.

“Você é um menino ou uma menina?”, questiona uma das crianças. A resposta é sempre uma forma de estimular o respeito à diversidade, conforme relata ao G1 um dos fundadores do projeto, Jonathan Hamilt. “Nós explicamos que as drags escolhem uma forma de mostrar ao mundo o que desejam ser. Ensinamos que cada um deve respeitar a forma como o outro se veste – com tolerância e sem bullying”, diz.

A ideia de fundar a “Drag Queen Story Hour” surgiu justamente dessa necessidade de mostrar ao público infantil a importância da liberdade de expressão individual. “Queremos um mundo em que as pessoas possam se caracterizar do jeito que desejarem”, explica Jonathan.

A escolha da história que é contada às crianças leva sempre em conta a faixa etária dos ouvintes. As opções foram selecionadas em uma visita à biblioteca pública do Brooklyn, em Nova York. Entre os preferidos das drags, está “Julián é uma sereia”, de Jessica Love. Na obra, a autora conta a aventura de um menino que tem vontade de se fantasiar de sereia, mas teme que sua avó o julgue.

Cada história é escolhida com base na faixa etária do público do evento. — Foto: Reprodução/Facebook

Perfis das famílias

Jonathan conta que, em geral, as famílias que frequentam a “hora da leitura” querem mostrar às crianças que não há nada de errado em ser gay, lésbica, transexual ou drag queen, por exemplo. “Não necessariamente os meninos e meninas que nos acompanham fazem ou vão fazer parte do grupo LGBTQ. Mas eles precisam aprender a ter empatia e a respeitar a diversidade de gênero”, diz o fundador do projeto.

Drag queens leem histórias infantis para crianças nos Estados Unidos. — Foto: Divulgação

Financiamento

O projeto não tem a intenção de gerar lucro para grandes empresas. Para se sustentar, aceita o apoio das livrarias e de organizações locais. Além disso, a drag que conta a história passa um chapéu para que o público, se quiser, coloque alguma contribuição em dinheiro durante o encontro.

Histórias foram escolhidas durante visita a uma biblioteca pública. — Foto: Divulgação

Ataques

Apesar de o projeto declarar que busca o incentivo à tolerância, tem sido frequentemente atacado e criticado por entidades dos Estados Unidos. A “Family Policy Alliance”, organização religiosa americana, lançou uma campanha para pressionar legisladores a proibir os eventos nas livrarias.

Grupos conservadores também fizeram protestos do lado de fora dos estabelecimentos em que ocorreram as horas de leitura.

“Nosso objetivo é fortalecer nossa organização para enfrentar essas reações negativas. Esperamos apoio de quem quer transformar o mundo em um lugar com maior aceitação”, dizem os organizadores do projeto.

Viúva de Paulo Freire lança livro com artigos inéditos dele

0

Nita Freire é a guardiã das obras de Paulo Freire Foto: Bárbara Lopes / Agência O Globo

Publicação de Nita Freire reúne ainda discursos feitos de improviso em diferentes países

Julia Amin, em O Globo

RIO — Viúva de Paulo Freire, Ana Maria Araújo Freire vai lançar, em novembro, mais um livro com artigos inéditos do educador. “Pedagogia do compromisso — América Latina e educação popular” reúne transcrições de entrevistas, conferências e discursos feitos de improviso na Argentina, no Chile e no Uruguai, além de um manifesto em homenagem ao povo da Nicarágua. Nita, como é chamada, afirma que é a guardiã das obras de Freire e que lutará “até as últimas forças” para expandir o legado dele .

Para ela, o fato de Freire ser tão combatido atualmente tem relação com a forma pela qual ele entendia educação. Alfabetizar significava para ele fazer com que as pessoas se tornassem conscientes de suas posições no mundo. Depois de terem uma formação crítica, a partir da leitura e da escrita, deixariam de ser oprimidas, e estariam, de fato, inseridas na sociedade, com participação ativa nas tomadas de decisão e em assuntos do país.

— Paulo tinha necessidade de fazer um programa de educação no país porque ele viu que grande parte do povo não se sentia igual a nós, vivia à sombra porque não sabia ler e escrever. Ele disse: “Eu quero tornar todo brasileiro sujeito de sua própria história, e para isso tenho que começar a alfabetizar”. Isso foi apavorante para o regime militar. Ele não estava lá para alfabetizar e as pessoas falarem blá-blá-blá. O intuito dele era fazer com que homens e mulheres fossem conscientes de suas posições no mundo, de seu direitos e deveres — explica Nita, que dentre alguns livros de sua autoria publicou “Paulo Freire: uma história de vida”, obra vencedora do Prêmio Jabuti em 2007.

Nita também ressalta o reconhecimento mundial de Freire, com milhares de prêmios recebidos. Só de títulos de doutor honoris causa foram 46, sendo o brasileiro a ganhar mais vezes a honraria. Em 2016, Elliot Green, professor associado da London School of Economics, divulgou um estudo em que mostrou que Paulo Freire foi o terceiro pensador mais citado em trabalhos acadêmicos de língua inglesa, com 72.359 aparições.

— Paulo é um homem brilhante, ilumina educadores do mundo todo. A revolução dele não é pegar em armas, é sobre mexer com a infraestrutura do país para mudar a superestrutura. Se a parte de baixo mexe, a de cima vai mexer também — afirma Nita.

Faculdade de Direito na Índia terá curso sobre Harry Potter

0

João Abbade, no Nerd Bunker

Assim como aconteceu no Brasil com a USP, a Índia também terá um curso focado em discutir e analisar aspectos específicos da mitologia do mundo mágico de Harry Potter. Ministrado na Universidade Nacional de Ciências Jurídicas de Bengala Ocidental, em Kolkata, o curso oferece aulas sobre as legislações do mundo fictício, dissecando os direitos e a ética por trás dos elfos domésticos e das maldições imperdoáveis, por exemplo.

O coordenador que criou o curso é o professor de direito Shouvik Kumar Guha, que pede que seus alunos tenham lido a saga de livros de J. K. Rowling pelo menos duas vezes. No conteúdo programático do curso, estão aulas como “Maldições Imperdoáveis”, “Snape e a Ordem da Fênix” e “Agentes do bom e servos do mal”

“De certa forma, eu acho que nós não estávamos incentivando o pensamento fora da caixinha”, diz o professor em entrevista.

O mundo mágico destaca o limite das leis. Fala sobre problemas de um judiciário quando ele não é totalmente independente e de quando a mídia é reduzida.

As leis da ficção podem ser bons paralelos para discutirmos e melhorarmos a nossa compreensão das leis do nosso mundo. A prova disso é que o curso “Uma interface entre Literatura de fantasia e direito: foco especial no Potterverso de Rowling” já está lotado e com fila de espera.

Amazon vai adaptar série de livros de fantasia A Roda do Tempo

0

Amanda Gongra, no Cinema com Rapadura

A série épica de fantasia literária de Robert Jordan, “A Roda do Tempo”, vai ser oficialmente desenvolvida pela Amazon Studios. Depois de adquirir os direitos de “Senhor dos Anéis”, a empresa ainda teve dinheiro para contratar Rafe Judkins (“Agents of S.H.I.E.L.D”) como roteirista e produtor da nova série de fantasia. A diretora da empresa Jennifer Salke demonstrou animação com a decisão:

“‘A Roda do Tempo’ é infinitamente fascinante e ressoa enormemente com os fãs como uma das franquias de livros mais vendidas globalmente, e nós fomos atraídos para a sua narrativa oportuna com mulheres poderosas no núcleo. Estamos entusiasmados em estender nosso relacionamento com os fãs antigos que acharam a série de livros transformadora e damos as boas-vindas aos novos, trazendo a série à vida no Prime Video para os telespectadores em todo o mundo.”

A história se passa num mundo épico onde a magia existe, mas só mulheres conseguem usar. “A Roda do Tempo” acompanha Moiraine, membro de uma obscura e influente organização apenas de mulheres chamada Aes Sedai, enquanto ela embarca numa jornada perigosa ao redor do mundo com cinco jovens. Moiraine está interessada nesses cinco pois acredita que um deles pode ser a reencarnação de um indivíduo poderoso, ao qual uma antiga profecia se refere como quem salvará a humanidade – ou quem irá destruí-la.

A série literária de Jordan contem 14 livros (o autor faleceu em 2007, com Brandon Sanderson assumindo a partir do 12º por escolha da viúva e editora de Jordan, através de suas anotações) e uma prequel, o que faz com que exista bastante material para uma série recorrente durante vários anos.

A adaptação de “A Roda do Tempo” ainda não tem maiores informações sobre elenco, equipe ou início das produções.

Go to Top