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Casas em que viveram grandes 14 escritores hoje são museus

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Quem é apaixonado por livros não pode perder esse rolê literário, de Cora Coralina a Ernest Hemingway

Ludmila Balduino, no Viagem e Turismo

Livros de grandes escritores nos levam a viajar. E nos fazem pensar sobre o contexto em que foram escritos. Para um leitor-viajante, nada é mais satisfatório do que descobrir detalhes sobre o seu autor favorito e a sua história de vida. Entender as motivações que o levaram a escrever obras tão fascinantes.

E quem é um verdadeiro leitor-viajante vai adorar passear por essas 15 casas de grandes escritores da história da humanidade. Nem que seja apenas admirando as fotos dos casarões abaixo.

1. Casa e museu de Mark Twain em Hartford, Connecticut, nos Estados Unidos


Mark Twain (Hartford, Connecticut, Estados Unidos) O autor de “As Aventuras de Tom Sawyer” nasceu no Mississippi e passou a viver em Hartford em 1874, após se casar com Olivia Clemens. Com ajuda de um arquiteto, os dois planejaram todos os detalhes da casa, que demorou três anos para ficar pronta – e, segundo o próprio Twain, perfeita para abrigar a família do escritor norte-americano. Apesar de parte da história de Sawyer se passar na terra natal de Twain, foi nessa casa em Connecticut que ele escreveu a obra que o tornou famoso no mundo inteiro

Mark Twain (Hartford, Connecticut, Estados Unidos) O autor de “As Aventuras de Tom Sawyer” nasceu no Mississippi e passou a viver em Hartford em 1874, após se casar com Olivia Clemens. Com ajuda de um arquiteto, os dois planejaram todos os detalhes da casa, que demorou três anos para ficar pronta – e, segundo o próprio Twain, perfeita para abrigar a família do escritor norte-americano. Apesar de parte da história de Sawyer se passar na terra natal de Twain, foi nessa casa em Connecticut que ele escreveu a obra que o tornou famoso no mundo inteiro

2. La Sebastiana, casa de Pablo Neruda em Valparaíso, Chile


Pablo Neruda (Valparaíso, Chile) O poeta chileno, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1971, mantinha três casas em seu país de origem: La Chascona, em Santiago; Isla Negra, na cidade costeira homônima, a 96 km de Santiago; e La Sebastiana (foto), em Valparaíso. As três construções têm arquiteturas interessantíssimas, dignas de um poeta tão criativo como ele foi – e são obrigatórias para quem é apaixonado pelos versos sonoros e que relatam tão profundamente a sociedade e a natureza do Chile

Pablo Neruda (Valparaíso, Chile) O poeta chileno, vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1971, mantinha três casas em seu país de origem: La Chascona, em Santiago; Isla Negra, na cidade costeira homônima, a 96 km de Santiago; e La Sebastiana (foto), em Valparaíso. As três construções têm arquiteturas interessantíssimas, dignas de um poeta tão criativo como ele foi – e são obrigatórias para quem é apaixonado pelos versos sonoros e que relatam tão profundamente a sociedade e a natureza do Chile

3. The Fitzgerald Museum, casa dos Fitzgerald, em Montgomery, Alabama, Estados Unidos


F. Scott Fitzgerald (Montgomery, Alabama, Estados Unidos) O autor do clássico “O Grande Gatsby” viveu nessa casa no Alabama, Estados Unidos, com a esposa Zelda, entre o outono de 1931 e a primavera de 1932. Apesar de ficarem ali por pouco tempo (principalmente por causa da vida boêmia de Scott e da internação de Zelda em um hospício), o museu que a casa abriga conta a história completa do casal, da época em que viviam, e mostram aos fãs como os escritos de Fitzgerald reproduziram tão fielmente a cultura norte-americana do momento

F. Scott Fitzgerald (Montgomery, Alabama, Estados Unidos) O autor do clássico “O Grande Gatsby” viveu nessa casa no Alabama, Estados Unidos, com a esposa Zelda, entre o outono de 1931 e a primavera de 1932. Apesar de ficarem ali por pouco tempo (principalmente por causa da vida boêmia de Scott e da internação de Zelda em um hospício), o museu que a casa abriga conta a história completa do casal, da época em que viviam, e mostram aos fãs como os escritos de Fitzgerald reproduziram tão fielmente a cultura norte-americana do momento

4. Casa de William Faulkner em Oxford, Mississippi, Estados Unidos


William Faulkner (Oxford, Mississippi, Estados Unidos) Construída em 1844, a casa – que fica em uma fazenda e é cercada por carvalhos gigantescos – foi o local preferido de Faulkner para escrever sua extensa obra que o levou a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1949. Ele e sua família mudaram-se para esse casarão em 1930, e ali Faulkner viveu até o fim de sua vida, em 1962

William Faulkner (Oxford, Mississippi, Estados Unidos) Construída em 1844, a casa – que fica em uma fazenda e é cercada por carvalhos gigantescos – foi o local preferido de Faulkner para escrever sua extensa obra que o levou a receber o Prêmio Nobel de Literatura em 1949. Ele e sua família mudaram-se para esse casarão em 1930, e ali Faulkner viveu até o fim de sua vida, em 1962

5. Casa da escritora Pearl S. Buck, na Pensilvânia, Estados Unidos


Pearl S. Buck (Dublin, Pensilvânia, Estados Unidos) Foi nessa casa no subúrbio da Filadélfia que a escritora Pearl S. Buck criou um de seus livros mais famosos, “A Boa Terra”, que relata o dia-a-dia de uma família na China rural. A norte-americana conquistou o Prêmio Nobel de literatura em 1938 e foi uma grande ativista sobre os direitos das mulheres e dos descendentes de asiáticos nos Estados Unidos. No casarão em que viveu por 40 anos, é possível encontrar objetos da época em que morou na China, e até presentes de Dalai Lama e do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon. Seu túmulo fica no terreno da casa, e também é muito visitado

Pearl S. Buck (Dublin, Pensilvânia, Estados Unidos) Foi nessa casa no subúrbio da Filadélfia que a escritora Pearl S. Buck criou um de seus livros mais famosos, “A Boa Terra”, que relata o dia-a-dia de uma família na China rural. A norte-americana conquistou o Prêmio Nobel de literatura em 1938 e foi uma grande ativista sobre os direitos das mulheres e dos descendentes de asiáticos nos Estados Unidos. No casarão em que viveu por 40 anos, é possível encontrar objetos da época em que morou na China, e até presentes de Dalai Lama e do ex-presidente dos EUA, Richard Nixon. Seu túmulo fica no terreno da casa, e também é muito visitado

6. Casa de Fernando Pessoa em Lisboa, Portugal


Fernando Pessoa (Lisboa, Portugal) É nesta casa em Campo de Ourique que o poeta português passou os últimos 15 anos de sua vida. Além de atividades culturais, a Casa Fernando Pessoa expõe o quarto em que ele morou, decorado como se ele ainda vivesse ali, junto com algumas relíquias, como o óculos de armação arrendodada, o bloco de anotações, e a máquina de escrever. Diz a lenda que foi naquele quartinho que ele escreveu, na noite de 8 de março de 1914, três dos seus poemas mais famosos: “O Guardador de Rebanhos”, “A Chuva Oblíqua” e “Ode Triunfal”

Fernando Pessoa (Lisboa, Portugal) É nesta casa em Campo de Ourique que o poeta português passou os últimos 15 anos de sua vida. Além de atividades culturais, a Casa Fernando Pessoa expõe o quarto em que ele morou, decorado como se ele ainda vivesse ali, junto com algumas relíquias, como o óculos de armação arredondada, o bloco de anotações, e a máquina de escrever. Diz a lenda que foi naquele quartinho que ele escreveu, na noite de 8 de março de 1914, três dos seus poemas mais famosos: “O Guardador de Rebanhos”, “A Chuva Oblíqua” e “Ode Triunfal”

7. Casa de Ernest Hemingway na Flórida, Estados Unidos


Ernest Hemingway (Key West, Flórida, Estados Unidos) O casarão ensolarado, de janelas amplas e piscina, fica na pontinha sul da Flórida. A casa em que o norte-americano viveu entre 1931 e 1940 com a ex-mulher, Pauline, e dois filhos, mantém a mobília original e objetos que Pauline trouxe da França. As dezenas de gatos que vivem por ali também são uma atração: dizem que eles são descendentes dos gatos que Hemingway e a família criaram. O autor ficou famoso por obras como “O Velho e o Mar”, “O Sol Também se Levanta” e “Por Quem os Sinos Dobram”

Ernest Hemingway (Key West, Flórida, Estados Unidos) O casarão ensolarado, de janelas amplas e piscina, fica na pontinha sul da Flórida. A casa em que o norte-americano viveu entre 1931 e 1940 com a ex-mulher, Pauline, e dois filhos, mantém a mobília original e objetos que Pauline trouxe da França. As dezenas de gatos que vivem por ali também são uma atração: dizem que eles são descendentes dos gatos que Hemingway e a família criaram. O autor ficou famoso por obras como “O Velho e o Mar”, “O Sol Também se Levanta” e “Por Quem os Sinos Dobram”

8. Casa de Shakespeare no Reino Unido


William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, Reino Unido) Há cinco casas no Reino Unido que contam a história do maior escritor inglês de todos os tempos. Uma delas é a da foto acima: foi nessa casa que ele nasceu e viveu até por volta dos seus 20 anos, quando casou-se e mudou-se para o seu segundo lar (que também pode ser visitado). Dentro da casa, é possível descobrir detalhes sobre como a personalidade do escritor foi moldada – o local era agitado, sempre cheio de gente (Foto: David Iliff) + Doze melhores destinos no Reino Unido, a partir de Londres

William Shakespeare (Stratford-upon-Avon, Reino Unido) Há cinco casas no Reino Unido que contam a história do maior escritor inglês de todos os tempos. Uma delas é a da foto acima: foi nessa casa que ele nasceu e viveu até por volta dos seus 20 anos, quando casou-se e mudou-se para o seu segundo lar (que também pode ser visitado). Dentro da casa, é possível descobrir detalhes sobre como a personalidade do escritor foi moldada – o local era agitado, sempre cheio de gente (Foto: David Iliff) + Doze melhores destinos no Reino Unido, a partir de Londres

9. Casa de Carlos Drummond de Andrade em Itabira, Minas Gerais


Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais)Foi neste sobrado do século 19 que Carlos Drummond de Andrade morou dos 2 aos 13 anos. Foi um período marcante na vida e na obra do poeta: vários poemas escritos por Drummond relembram o tempo em que ele morou no casarão. Depois que foi transformada em museu, a casa expõe objetos pessoais do brasileiro, como a sua primeira máquina de escrever, cartas, fotografias e prêmios literários

Carlos Drummond de Andrade (Itabira, Minas Gerais)Foi neste sobrado do século 19 que Carlos Drummond de Andrade morou dos 2 aos 13 anos. Foi um período marcante na vida e na obra do poeta: vários poemas escritos por Drummond relembram o tempo em que ele morou no casarão. Depois que foi transformada em museu, a casa expõe objetos pessoais do brasileiro, como a sua primeira máquina de escrever, cartas, fotografias e prêmios literários (Divulgação/Divulgação)

10. Casa do escritor Victor Hugo em Paris, França


Victor Hugo (Paris, França) Foi neste apartamento, hoje localizado na Place des Vosges, que o escritor francês viveu entre 1832 e 1848. A decoração atual tem vários objetos que pertenciam ao autor de “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, mas os cômodos também contam a história de sua vida. A foto acima, por exemplo, é do quarto chinês, que expõe o período em que ele ficou em exílio, em Guernsey, na Costa da Normandia. A estante de pratos na parede foi uma ideia criativa do escritor, que adorava decoração

Victor Hugo (Paris, França) Foi neste apartamento, hoje localizado na Place des Vosges, que o escritor francês viveu entre 1832 e 1848. A decoração atual tem vários objetos que pertenciam ao autor de “Os Miseráveis” e “O Corcunda de Notre Dame”, mas os cômodos também contam a história de sua vida. A foto acima, por exemplo, é do quarto chinês, que expõe o período em que ele ficou em exílio, em Guernsey, na Costa da Normandia. A estante de pratos na parede foi uma ideia criativa do escritor, que adorava decoração

11. Casa da escritora Agatha Christie, na Inglaterra


Agatha Christie (Devon, Reino Unido) Depois de ficar rica e famosa por causa de sua série de livros de mistério, em 1938 a inglesa Agatha Christie comprou essa casa construída entre os anos 1780 e 1790. Aberta ao público desde 2000, o casarão e seu extenso jardim serviam como refúgio da família da escritora nos feriados. Eles costumavam passar a primavera, o fim do verão e os Natais na tranquilidade do lugar. Durante a visita, é possível encontrar jogos de tabuleiro em frente à lareira, o piano de cauda da escritora, além de de áudios que contam a história de como o lugar é querido pela família

Agatha Christie (Devon, Reino Unido) Depois de ficar rica e famosa por causa de sua série de livros de mistério, em 1938 a inglesa Agatha Christie comprou essa casa construída entre os anos 1780 e 1790. Aberta ao público desde 2000, o casarão e seu extenso jardim serviam como refúgio da família da escritora nos feriados. Eles costumavam passar a primavera, o fim do verão e os Natais na tranquilidade do lugar. Durante a visita, é possível encontrar jogos de tabuleiro em frente à lareira, o piano de cauda da escritora, além de de áudios que contam a história de como o lugar é querido pela família

12. A Casa do Rio Vermelho – Jorge Amado e Zélia Gattai


Jorge Amado (Salvador, Bahia) Além da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a cidade de Salvador presta outra grande homenagem ao seu maior escritor: a casa em que ele morou, no bairro do Rio Vermelho, também foi transformada em museu – e tem mais objetos pessoais do baiano que gostava de usar camisas floridas do que em qualquer outro lugar. Ali, é possível voltar ao passado e quase sentir a presença dele e de sua companheira inseparável, Zélia Gattai. Principalmente ao ouvir a voz dele ecoando pelos cômodos cheios de referências aos livros que ele escreveu

Jorge Amado (Salvador, Bahia) Além da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a cidade de Salvador presta outra grande homenagem ao seu maior escritor: a casa em que ele morou, no bairro do Rio Vermelho, também foi transformada em museu – e tem mais objetos pessoais do baiano que gostava de usar camisas floridas do que em qualquer outro lugar. Ali, é possível voltar ao passado e quase sentir a presença dele e de sua companheira inseparável, Zélia Gattai. Principalmente ao ouvir a voz dele ecoando pelos cômodos cheios de referências aos livros que ele escreveu (Divulgação/Divulgação)

13. Museu Casa de Cora Coralina, Goiás (GO)


Cora Coralina (Goiás, Goiás) A senhorinha que encantou o Brasil e o mundo com seus poemas singelos, e ao mesmo tempo extremamente fortes, que relatavam o dia a dia de uma menina que morava na casa da ponte, vivia mesmo em um casarão à beira da ponte sobre o Rio Vermelho, em Goiás. Uma das representantes mais famosas da cidade histórica rodeada pela Serra Dourada, no meio do estado de mesmo nome, Cora Coralina precisou fazer doces para vender nos últimos anos de sua vida. Por isso, a cozinha é um dos pontos altos da visita. A casa da ponte – como é carinhosamente chamada pelos visitantes – ainda tem um jardim enorme e florido (tem até uma bica de água fresquinha), conserva as roupas que ela usou, a cama em que dormiu e a sua poltrona preferida, de onde recebia visitas ilustres

Cora Coralina (Goiás, Goiás) A senhorinha que encantou o Brasil e o mundo com seus poemas singelos, e ao mesmo tempo extremamente fortes, que relatavam o dia a dia de uma menina que morava na casa da ponte, vivia mesmo em um casarão à beira da ponte sobre o Rio Vermelho, em Goiás. Uma das representantes mais famosas da cidade histórica rodeada pela Serra Dourada, no meio do estado de mesmo nome, Cora Coralina precisou fazer doces para vender nos últimos anos de sua vida. Por isso, a cozinha é um dos pontos altos da visita. A casa da ponte – como é carinhosamente chamada pelos visitantes – ainda tem um jardim enorme e florido (tem até uma bica de água fresquinha), conserva as roupas que ela usou, a cama em que dormiu e a sua poltrona preferida, de onde recebia visitas ilustres

14. Casa de Vladimir Nabokov em São Petersburgo, na Rússia


Vladimir Nabokov (São Petersburgo, Rússia) Foi aqui que o escritor russo nasceu, em 1899, e viveu até a adolescência, em 1917. A família fugiu da revolução Russa, esperando passar poucos meses fora do país, mas nunca mais voltou à casa. Nos anos 1990, o térreo foi aberto para expor os objetos pessoais da família, como a extensa coleção de livros – são mais de 10 mil volumes. Também dá para se ter uma ideia da fascinação que Nabokov tinha por borboletas – suas coleções de desenhos de borboletas, e de borboletas que ele caçou, estão entre os pontos altos do museu

Vladimir Nabokov (São Petersburgo, Rússia) Foi aqui que o escritor russo nasceu, em 1899, e viveu até a adolescência, em 1917. A família fugiu da revolução Russa, esperando passar poucos meses fora do país, mas nunca mais voltou à casa. Nos anos 1990, o térreo foi aberto para expor os objetos pessoais da família, como a extensa coleção de livros – são mais de 10 mil volumes. Também dá para se ter uma ideia da fascinação que Nabokov tinha por borboletas – suas coleções de desenhos de borboletas, e de borboletas que ele caçou, estão entre os pontos altos do museu

Brasil tem 12 dos melhores museus da América do Sul

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Dois deles também estão na lista dos melhores do mundo

museu

Publicado em Universia Brasil

O Brasil têm 12 dos 25 melhores museus da América do Sul, segundo um levantamento realizado pelo Tripadvisor, site de viagens que é referência mundial em turismo e hospedagem.

Os resultados foram baseados nas avaliações feitas pelos próprios usuários do site, que dão notas aos museus e centros culturais após visitá-los.

No primeiro lugar do ranking está oInstituto Ricardo Bernnand, que fica na cidade de Recife, em Pernambuco. Em seguida, na segunda colocação, está o Instituto Inhotim, grande acervo de arte contemporânea a céu aberto, localizado em Brumadinho, Minas Gerais. Já o terceiro lugar ficou com o Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, na Argentina.

Além dos dois primeiros colocados, também aparecem no ranking o Museu da Língua Portuguesa, de São Paulo, o Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba, o Museu Imperial, localizado em Petrópolis, entre outros.

Melhores museus do mundo

O Tripadvisor também listou os 25 melhores museus do mundo. As três primeiras colocações ficaram com o Museu Metropolitano de Arte de Nova York (MoMa), o Musée d’Orsay, que fica em Paris, na França, e o Instituto de Artes de Chicago.

O Instituto Ricardo Bernnand e o Instituto Inhotim também estão na lista dos melhores do mundo, na décima nona e vigésima colocações, respectivamente.

Museus devem incentivar perguntas no lugar de dar respostas

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Sabine, no Blog Folha

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Crianças devem frequentar museus de ciências para aprender sobre ciência, certo? Errado.

De acordo com Robert Semper, um dos diretores do museu Exploratorium, que fica em São Francisco, EUA, o objetivo de espaços de divulgação científica como os museus é despertar a curiosidade das crianças para as ciências e não ensinar conceitos que devem ser memorizados. “Isso é função da escola”, diz. “Espaços não formais de educação devem instigar a curiosidade dos visitantes.”

Essa conversa interessante surgiu durante uma visita técnica ao Exploratorium, acompanhada de Semper e de um colega saudita, Amr Almadani, que coordena um espaço de interação de ciências voltado para a questão energética (Mishkat Interactive Center for Atomic and Renewable Energy). A ideia era entender como os museus de ciência contribuem para a educação científica e como podem estimular as crianças para as carreiras de ciência e as engenharias (“STEM”, na sigla em inglês).

Curiosamente, EUA, Arábia Saudita e Brasil –os três países envolvidos nesse encontro– sofrem por falta de mão-de-obra nas carreiras científicas. O Brasil, por exemplo, forma menos de 50 mil engenheiros por ano (precisaria de pelo menos o dobro) e carece de profissionais em áreas como física e química. De acordo com o MEC, há pelo menos 70 mil vagas sem dono para ministrar aula nessas áreas. A preferência nacional dos estudantes é por cursos como administração e direito.

Para Semper, os museus de ciência servem para atrair o aluno para aquilo que ele está aprendendo na escola, mas não devem ter o propósito de ensinar.”A escola é obrigatória e a maioria dos alunos não liga para o que está estudando. Aqui, as crianças vêm ao museu porque querem, no final de semana, e se conectam com aquilo que vêm.”

No Exploratorium, as crianças (e adultos –vi vários deles) interagem com luzes e espelhos, brincam com aparelhos que mostram com a propagação do som, interagem com uma bola eletromagnética famosa por deixar os cabelos em pé. Tudo simples, barato e manuseável. “Se alguma coisa quebrar, a gente conserta facilmente aqui mesmo na nossa oficina”, diz Semper.

E como avaliar se os vistantes aprenderam os conceitos científicos apresentados no museu? De acordo com Semper, não se trata de fazer os visitantes preencherem um formulário respondendo a perguntas conceituais. “A proposta é que as pessoas saim do museu mais questionadoras, mais interessadas e com perguntas mais inteligentes.”

TREINAMENTO

Isso tudo que acontece no museu, claro, não é desconectado da escola. Hoje, 30% do orçamento do Exploratorium (que vem do governo, de associações e do ingresso individual –em torno de R$50,00) é despendido com treinamento de professores. Quem dá aula nos EUA pode aplicar para uma espécie de bolsa do Exploratorium e, se aprovados, passam as férias de verão em treinamento no espaço de São Francisco, recebendo um salário extra.

Outros espaços de ciência que conheci nos EUA, como o Lawrence Hall of Science, que fica no topo de uma montanha na Universidade de Berkeley, igualmente na Califórnia, também trabalham com professores. O Lawrence Hall é conhecido pelo seu programa de desenvolvimento de currículo e de material didático para as aulas de ciências, exportado, hoje, para 25 países. Um dos projetos principais desenvolvidos lá junta ciência e literatura, por meio de livros sobre a lua, por exemplo. Afinal, por que não ler sobre ciência?

No Brasil, há museus de ciência igualmente ricos e interessantes, como o Catavento, que fica no centro de São Paulo. O problema é que a maioria dessas iniciativas está concentrada justamente em São Paulo, onde, estima-se, 18% da população frequenta museus (indicador semelhante ao encontrado em países europeus). Se considerarmos o país todo, apenas 4% da população declara visitar museus com frequência, de acordo com um estudo do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Considerando que os museus de ciência contribuem para estimular as pessoas para as áreas científicas, será que não está na hora de aumentarmos esse indicador?

Esse post foi escrito da São Francisco, onde estou conduzindo uma pesquisa com Amr Almadani e outros colegas sobre inovação, empreendedorismo e educação com apoio da Einsenhower Fellowships.

Do outro lado do mundo, brasileira é autorizada a educar os filhos em casa

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Thais Saito, de 31 anos, tem quatro filhos e aderiu ao ‘unschooling’.
Governo da Nova Zelândia autorizou mãe a tirar os mais velhos da escola.

Thais Saito mora na Nova Zelândia com os quatro filhos; Coral no colo, João (cabelo comprido), Melissa (de vermelho) e José (cabelo raspado) (Foto: Arquivo pessoal)

Thais Saito mora na Nova Zelândia com os quatro filhos; Coral no colo, João (cabelo comprido), Melissa (de vermelho) e José (cabelo raspado) (Foto: Arquivo pessoal)

Vanessa Fajardo, no G1

Trinta e um anos, quatro filhos e a missão de garantir que as crianças aprendam sem ir à escola. Thais Saito é brasileira e mora em Auckland, na Nova Zelândia, há dois anos e meio. Há pouco mais de uma semana, ela e o marido Angelo Damião, de 31 anos, também brasileiro, receberam ‘sim’ do governo neozelandês ao pedido de tirar os filhos Melissa e João, de 9 e 8 anos, da escola.

Para ter a ‘licença’, o casal teve de apresentar um projeto bem detalhado de como fariam para ensinar as crianças em casa. Eles listaram quais atividades seriam trabalhadas para desenvolver competências em literatura, ciência e tecnologia, saúde e bem-estar, artes e música, história e geografia, e alfabetização em matemática. Cada área foi discriminada com uma série de ações, como desenhar mapas em geografia, por exemplo, cozinhar e observar a alteração das matérias em ciências, e fazer origami e montar quebra-cabeça para ajudar na alfabetização em matemática.

Os brasileiros vão seguir a mesma burocracia em julho, quando José completar 6 anos e atingir a idade obrigatória, segundo a legislação da Nova Zelândia, para frequentar a escola. De quebra, a caçula Coral, de 1 ano, vai acompanhar os irmãos e aprender as lições da família.

Para educar as crianças, Thais vai se basear no conceito unschooling (desescolarização), cujo objetivo é ensinar por meio da vivência e não através de aulas tradicionais. As habilidades e conhecimentos serão desenvolvidos por meio de visitas a museus, parques, praias, observação da natureza, cozinhando, lendo, fazendo arte, entre outras atividades.

Melissa e João frequentavam uma escola da rede particular da Nova Zelândia até o mês passado. Os irmãos gostavam das aulas, mas Thais e o marido cogitaram a hipótese de mudar as regras da família por ideologia e também em função de José, que está prestes a atingir a idade obrigatória para ir às aulas. Segundo a mãe, o terceiro filho não está pronto para encarar esta etapa da vida, e o casal pretende entrar com o pedido de unschooling assim que ele completar 6 anos. Se for concedido, o garoto nem deve ser matriculado.
“José gosta muito de ficar em casa, de ficar perto da gente. Chegamos para as crianças e falamos: ‘Vamos pedir para o concil (governo de Auckland) para o Zé fazer o unschool. Vocês gostariam de tentar também?’ Foi uma festa!”

Thais Saito é brasileira e tem quatro filhos: Coral (no colo), Melissa (bermuda vermelha), João (camiseta verde) e José (roupa branca, de costas) (Foto: Arquivo pessoal)

Thais Saito é brasileira e tem quatro filhos: Coral (no colo), Melissa (bermuda vermelha), João (camiseta verde) e José (roupa branca, de costas) (Foto: Arquivo pessoal)

Thais diz que matriculou os dois filhos na escola depois dos 5 anos mais por necessidade do que por vontade. “Eu sempre gostei das férias, onde eles estavam comigo. Eu descobri uma frase do John Holt [educador americano defensor do unschooling] que é alguma coisa do tipo ‘não importa quão boa as escolas são, o lar é sempre o melhor lugar para aprender’. Tomamos esta decisão por acreditar que a gente pode fazer melhor. Tem muita gente que diz que o filho pediu para ir para a escola, isso nunca aconteceu aqui em casa”, afirma.

Na primeira vez que eu ouvi alguém falar de unschool, eu assustei. Fiz mil perguntas, nunca imaginei que faria. Hoje, depois de pesquisar bastante e conversar com muita gente, descobri que não é difícil. Só precisa dedicação. E isso, bom, quase toda mãe tem. Qualquer mãe que quisesse conseguiria”
Thais Saito, 31 anos, quatro filhos

O unschooling ainda é novidade na vida de Thais. que tem aproveitado cada momento com as crianças para ensinar e, principalmente, aprender. Para exemplificar, a brasileira conta que há pouco tempo estava na praia com os quatro filhos quando eles viram um bichinho azul na areia. “Minhas crianças acharam que era uma bexiguinha que estava se mexendo por causa do vento. Só que vimos muitas e de vários tamanhos. Perguntamos para uma moça. Ela, também mãe de crianças unschooled, foi para o carro e voltou correndo com uma enciclopédia. Descobrimos que era uma água viva.”

“Eles viram que elas vêm com as ondas, a água vai embora e elas não conseguem ir junto. Descobriram que elas se acumulam mais em alguns lugares, que elas ficam presas em algas, onde queimam e onde não queimam. Depois pesquisamos juntos na internet sobre elas. Nas quatro horas que ficamos na praia, eles aprenderam muito e ninguém precisou falar nada. A gente aprendeu juntos. Eu também não sabia sobre a água viva.”

Thais e Damião pensaram por três meses na possibilidade de aderir ao unschool, levaram mais um mês para finalizar o pedido ao governo e três semanas até receber a resposta. “Ir para a escola não fazia sentido em muitas coisas, por exemplo, na socialização. Meus filhos têm muitos amigos na sala, mas não se relacionam com ninguém que não seja do círculo. Eu não acredito que isso seja socialização.”

Entre as vantagens que ela vê na técnica é o fato de que os filhos vão aprender em português –hoje eles entendem o idioma, mas só falam em inglês–, além de poderem seguir o próprio ritmo e não ter de acompanhar uma sala de aula. “Também vamos poder viajar e fazer as coisas juntos. A regra é que as crianças recebam educação tão boa quanto e na mesma frequência que as escolas do governo. A gente vai fazer muito mais do que isso.”

Thais com as crianças em Northland, na Nova Zelândia: todo passeio é um aprendizado (Foto: Arquivo pessoal)

Thais com as crianças em Northland, na Nova Zelândia: todo passeio é um aprendizado
(Foto: Arquivo pessoal)

Apesar de sentir a aprovação dos filhos, Thais encara a novidade como projeto-piloto. Se no próximo ano as crianças pedirem para voltar à escola, os pais pretendem atender a vontade deles. “Na primeira vez que eu ouvi alguém falar de unschool, eu assustei. Fiz mil perguntas, nunca imaginei que faria. Hoje, depois de pesquisar bastante e conversar com muita gente, descobri que não é difícil. Só precisa dedicação. E isso, bom, quase toda mãe tem. Qualquer mãe que quisesse conseguiria. Eu não pretendo ensinar nada, só quero estimular a vontade deles de aprender”, afirma.

A brasileira diz que estava preparada para ser bombardeada de críticas quando tomou a decisão de tirar os filhos da escola, mas recebeu mais manifestações de apoio do que de desaprovação. “Incrível como tem tanta gente insatisfeita com as escolas no mundo inteiro!” Thais, no entanto, está acostumada a contrariar o sistema e tomar decisões não-tradicionais: depois de encarar uma cesariana para dar à luz a filha primogênita, teve os três filhos seguintes de parto natural, em casa.

Gutto Thomaz, de 19 anos, é mágico (Foto: Arquivo pessoal)

Gutto Thomaz, de 19 anos, é mágico
(Foto: Arquivo pessoal)

‘Unschooling’ no Brasil

No Brasil, o unschooling não é legalizado nem proibido. Sabe-se que algumas famílias o praticam, mas, como não há regra, elas podem ser denunciadas à Justiça e terão de provar ao juiz que não há abandono intelectual. Caberá ao juiz decidir que tais crianças podem ou não ser mantidas fora da escola.

Em São Paulo, a educadora Ana Thomaz atendeu, há 5 anos, ao pedido do filho Gutto para deixar de ir à escola. Na época, ele tinha 14 anos, não gostava das aulas, dos grupos que se formavam, e se sentia desestimulado. A mãe, a princípio, negou a vontade do filho, mas depois topou o desafio de ajudá-lo a descobrir suas paixões em casa.

“Meu filho queria aprender algo de verdade. Fiz um projeto como educadora, tinha uma estratégia de vida, não separava o ensino da vida. Via o que ele estava precisando: amor por aprender. Ele era alfabetizado, mas nunca tinha lido um livro, achava que era uma coisa chata”, diz Ana.

O garoto passou a ter aulas de artes plásticas, música, filosofia, futebol. Tudo em casa. Mas existia uma regra: ele não podia ficar se distraindo, por isso foram cortados televisão, videogame e computador. “Ele topou e foi maravilhoso. Cinco meses depois, ele descobriu a mágica, começou a estudar, hoje virou mágico profissional, faz shows, ganha dinheiro e viaja pelo mundo.”

Meu filho queria aprender algo de verdade. Fiz um projeto como educadora, tinha uma estratégia de vida, não separava o ensino da vida. Via o que ele estava precisando: amor por aprender. Ele era alfabetizado, mas nunca tinha lido um livro, achava que era uma coisa chata”
Ana Thomaz, educadora e adepta do unschooling

Para Ana, dificilmente o filho se tornaria mágico se continuasse na escola. “Não entraria no ócio criativo, não estava desperto nele a vontade de fazer algo. Ele criou a realidade de que a vida era chata, pois tinha de ir para a escola aprender algo que não interessava. A mágica começou a virar seu veículo para pensar, de uma maneira mais ampla, a neurociência da mágica. O fato de, por exemplo, a pessoa não ver algo na frente dela que é óbvio.”

A educadora diz que, quando tomou a decisão de ensinar Gutto em casa, teve como maior crítica a dela mesma. “Pensava: será que não estou arriscando demais? As pessoas falavam: que coragem!” A “briga” de Ana não é com a escola, e sim com uma cultura. “Uma cultura de que é mais importante consumir do que produzir, mais importante ter uma profissão do que ter uma vocação. A escola é ferramenta dessa cultura e quero mudar esse paradigma.”

Ana define o unschooling como a prática de aprender 24 horas por dia, não escolarizar o aprendizado, despertar a curiosidade da criança para que ela entre em contato com algo que lhe interessa de verdade. Deu certo com Gutto.

Livro reúne 60 objetos que nunca deixam os porões dos museus

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“The secret museum”, lançado pela britânica Molly Oldfield, mostra, por exemplo, pedaços da macieira que inspirou Newton e cadernos de rascunho de Van Gogh

Cadernos de rascunho de Vincent Van Gogh fazem parte do acervo do museu que leva seu nome em Amsterdam DIVULGAÇÃO/MOLLY OLDFIELD

Cadernos de rascunho de Vincent Van Gogh fazem parte do acervo do museu que leva seu nome em Amsterdam DIVULGAÇÃO/MOLLY OLDFIELD

Cristina Tardáglia, em O Globo

No Brasil, autora visitou quatro museus e se encantou com “Exu boca de fogo”, do Museu Afro-brasileiro, e seis telas de Ricardo Ozias, do Museu Internacional de Arte Naïf

RIO – Guardados a sete chaves na Royal Society de Londres estão três pedaços da macieira que um dia inspirou o físico e matemático inglês Isaac Newton (1643-1727) a formular a Lei da Gravidade. Com menos de dez centímetros de comprimento, os pedacinhos da árvore que sombreava a casa em que o cientista cresceu, em Lincolnshire, estão nos arquivos da famosa sociedade científica desde 1800, quando a macieira foi derrubada. De lá, no entanto, nunca saíram. No Museu Van Gogh, em Amsterdã, também inacessíveis, estão quatro cadernos de rascunho do famoso pintor holandês. Van Gogh (1853-1890) gostava de desenhar imagens que o impressionassem “no ato”, caso da igreja de Nuenen, que, mais tarde, apareceu numa de suas pinturas.

Essas e outras 58 peças que contam parte da história do mundo e da arte, mas seguem distantes dos olhos do público, mobilizaram a escritora e roteirista da BBC Molly Oldfield durante todo o ano passado. E agora ganham os holofotes em “The secret museum” (“O museu secreto”). Lançado na última quinta-feira, o livro foi parar na lista dos cem mais vendidos da Amazon em menos de 24 horas.

— Existe um universo de objetos que o grande público simplesmente não pode ver — diz Molly, em entrevista ao GLOBO, por telefone, de Londres. — Há muito mais peças guardadas do que à mostra. E não há nada que possa ser feito em relação a isso.

Em sua pesquisa, Molly encontrou diversas razões para a existência dos “museus secretos”: do valor das peças à sua fragilidade, passando pela vontade dos curadores.

— Há objetos, como a maravilhosa cruz de pedras preciosas do Museu de Arte Sacra de Salvador, na Bahia, que são simplesmente valiosas demais para serem postas à mostra sem um superesquema de segurança. Existem ainda peças que já estão tão frágeis que não podem nem ver a luz. É o caso do “The Diamond Sutra”, a impressão mais antiga do mundo (de 868 a.C). Ela está numa caixa arquivada pela British Library.

Comandante Nelson x príncipe Charles

Em “The secret museum”, cada uma das 60 peças toma um capítulo inteiro e traz uma historinha. No caso da bandeira espanhola usada na Batalha de Trafalgar, que envolveu França, Espanha e Inglaterra, em 1805, Molly conta que, em 2005, durante uma exposição em homenagem ao comandante Horatio Nelson (vencedor do conflito e considerado um dos maiores estrategistas navais do mundo), o National Maritime Museum tomou coragem e decidiu desenrolá-la em seu saguão. Chamou os jornalistas para registrar o momento, mas, na hora combinada, o príncipe Charles anunciou seu casamento com Camilla Parker Bowles e capturou a atenção de todos.

Molly visitou cem instituições pelo mundo.

— No Brasil, achei incrível a estátua “Exu boca de fogo” feita em madeira, que está guardada no Museu Afro-brasileiro, em Salvador. Os curadores não a expõem porque acham que ela passa a impressão de que o orixá é uma figura ameaçadora, com língua e chifre. No Rio, fiquei impressionada com seis telas do pintor naïf Ricardo de Ozias. Feitas com a ponta dos dedos e com escovas de dente, elas representam o sofrimento da escravidão. Estão guardadas porque o Lucien Finkelstein (fundador do Museu Internacional de Arte Naïf, no Cosme Velho) morreu (em 2008) antes de decidir quando exibi-las.

Em São Paulo, a escritora encontrou a cabeça do menor dinossauro da América do Sul. E todas essas peças também estão em “The secret museum”. Unem-se, por exemplo, aos três fragmentos comprovadamente vindos de Marte que fazem parte do acervo do Observatório do Vaticano.

— Meu livro é apenas a minha seleção de peças ocultas. Quem percorrer o mesmo caminho encontrará muitas outras — conclui Molly.

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