Posts tagged Nada

Em Belo Horizonte, ex-faxineira vira “celebridade” por falar quatro línguas

0

Carlos Eduardo Cherem, no UOL

Não restou outra alternativa nesta sexta-feira (17) à administração do Mercado Central de Belo Horizonte: arrumar um uniforme novo para as imagens e organizar as entrevistas da ex-faxineira Maria da Conceição da Silva, após a súbita fama da pernambucana, quando os colegas descobriram que ela fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de “arranhar” alemão, árabe e hebraico, e contaram para a diretoria do mercado.

Com isso, em pouco mais de 15 minutos de conversa, com o superintendente do mercado Luiz Carlos Braga, informado no início de maio, que, além de poliglota, a faxineira tem formação superior em contabilidade, Maria da Conceição foi promovida a atendente turística do Mercado Central. Seu salário passou de R$ 674 (salário mínimo) para R$ 1.100, com a promoção.

“Estamos organizando. É para ficar mais ajeitado”, afirma o superintendente, que pede que os jornalistas formem uma fila para falar com a empregada do mercado.

Maria da Conceição atendeu a reportagem do UOL, entre os desfiles que fez nos corredores do mercado para as imagens e as entrevistas individuais que concedeu aos repórteres. A agora atendente turística disse que há exageros na repercussão do caso e que não se sente celebridade.

“Senhor, estão exagerando. Eu só falo quatro línguas. O alemão, árabe e hebraico, eu só arranho o alemão, árabe e hebraico. Não tem nada disso não”, diz Maria da Conceição.

“O hebraico estava aprendendo com um amigo marroquino. Eu só arranho, não falo”.

O mundo sem fronteiras

Ex-faxineira do Mercado Central Maria da Conceição da Silva fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de "arranhar" alemão, árabe e hebraico (foto: Carlos Eduardo Cherem/UOL)

Ex-faxineira do Mercado Central Maria da Conceição da Silva fala inglês, holandês, italiano e espanhol, além de “arranhar” alemão, árabe e hebraico (foto: Carlos Eduardo Cherem/UOL)

“Sou filha de pais separados. Meus irmãos mais velhos foram criados pela minha avó materna. Um outro foi criado por parentes. Minha mãe me doou ainda bebê. Mas arrependeu-se e me buscou mais tarde.

Aos 11 anos, Maria da Conceição trabalhava como recepcionista e, a mãe, como doméstica. “Estudava em colégio de freiras. No escritório, fazia serviços gerais e datilografia”. Mudou-se com a mãe para Fortaleza e lá fez o ensino fundamental num colégio militar.

Após o período na capital cearense, transferiu-se novamente com a mãe para Elesbão Veloso (PI), onde morou na casa de uma irmã. De lá, foi para Teresina e concluiu o ensino médio no Colégio Salesiano. Mudou-se com a mãe para Campina Grande (PB), onde trabalhou em diversas profissões.

“Comecei no levantamento de estoque em uma loja de autopeças, depois fui para o balcão. Aprendi muito. Fiz serviços hidráulicos e de servente de pedreiro também. Fui doméstica e até em oficina mecânica trabalhei”. Nessa cidade paraibana, em 1991, a mãe morreu.

Em 2005, Maria da Conceição trabalhava numa oficina de informática quando conheceu um alemão, um espanhol e uma holandesa. Eles faziam intercâmbio no país e foram embora. Mas a amizade foi mantida por meio de contatos pela internet. “Numa dessas conversas, entrou uma mineira, dez anos mais nova, que se tornou minha companheira. Sou homossexual”.

As duas foram convidadas pela amiga holandesa para se mudarem para lá. Toparam e, em Amsterdam, fizeram faxina e reforma de residências para sobreviver. Foi aí, que Maria da Conceição começou a aprender, “com uma certa facilidade”, as línguas que hoje domina.

Voltou o ano passado, após ter conhecido boa parte da Europa, e veio morar com uma irmã em Belo Horizonte e, óbvio, teve de procurar emprego.

Acabou arrumando o de faxineira do mercado e, agora, a promoção, quando foram descobertas suas qualificações.

15 minutos de fama

Dá um sorriso largo e avisa à reportagem, quando se prepara para atender outro jornalista, já impaciente na fila: “Eu sei disso tudo. São os 15 minutos de fama…”

“Você acha que eu sou boba? Isso tudo passa rápido”. Entretanto, não esconde uma leve expectativa com a súbita fama: “Emprego? É. Isso pode ser que melhore um pouco”, afirma Maria da Conceição, antes de partir para outra entrevista.

Em Belo Horizonte, desde setembro do ano passado, procurou trabalhar em escritórios mas não conseguiu. “As pessoas criavam dificuldades: veio da Europa? O que fazia lá? Já passou dos 40? Tem curso superior, precisamos de pessoas com formação até o ensino médio”, diz.

“Fiquei sabendo que havia vaga na faxina do mercado e fui ao escritório. Mas não apresentei currículo e omiti a formação superior e o fato de falar outras línguas”, afirma.

Ela afirma teve dificuldades para arrumar emprego em Belo Horizonte, mesmo com a boa formação educacional. Por isso, foi para a faxina do mercado e, agora, o atendimento aos turistas.

Mas não tem um descontinho?

0

1

Hillé Puonto, no Manual Prático de Bons Modos em Livrarias

é quase sempre assim: freguês chega com o livro, pergunta o preço como quem não quer nada (mas querendo muito) e, depois de escutar a resposta, emenda:

- e tem desconto?

a pergunta rola mesmo se o livro estiver com o preço bacana de 9,90. a pergunta rola até no caso daqueles folhetos só com o primeiro capítulo de determinado título, que algumas editoras deixam nas livrarias. e o diálogo que aconteceu esses dias foi mais ou menos assim:

freguês: moça, tem desconto?
livreira: mas é amostra grátis, não é o livro.
freguês ah… mas tem desconto?
livreira: meu senhor, pode levar.
freguês: mas com desconto?

(SOCORRO? qual parte do ‘amostra grátis’ eu esqueci de falar?)

e quando a livreira responde que não, que infelizmente não há descontinho camarada, o harlam shake começa:

- moça, mas nem pra estudante? (não. beijo, meia-entrada)

- nem pra professor? (deveria, mas não tem)

- nem pra advogado? (não. a não ser que eu tenha desconto quando eu for no seu escritório pra tentar processar a vida por danos morais)

- nem se eu pagar em dinheiro? (mas nem se o senhor pagar em tomates)

- nem se eu levar esse exemplar rasgadinho? (não, nem assim)

- olha, eu tenho um problema de visão, será que rola? (MEU AMIGO… MEU AMIGO, NÃO)

- mas é meu aniversário hoje, moça? (cê tá de parabéns, curta um montão na balada, mas não)

- e pra ex-BBB? (só se no seu rg estiver escrito TINA DAS PANELAS)

manual prático de bons modos em livrarias: galera, entenda: não adianta chorar, dançar ou declarar amor na hora de pedir desconto para nós, pois a maioria dos livreiros não tem esse poder. “ah, e se eu conversar com o gerente?”. daí a conversa muda e eu digo: vocês que são lindos, que se entendam. eu, hillé, não sou gerente, não mando em nada, mas posso mostrar o caminho do bem para vocês: aqui ó. o cuponation é um lugar maneiro onde é possível encontrar várias promoções de livros todos os dias. recomendo a lot. e sem fazer qualquer desconto na propaganda.

Quero ser lido em Marte e outros links

0

Sérgio Rodrigues, no Todoprosa

1A notícia que começou a circular há alguns dias parece piada, mas não é. Trata-se apenas de um concurso literário do outro mundo: a Nasa, agência espacial americana, vai escolher três haicais num concurso de mensagens poéticas para Marte e gravá-los num DVD a ser levado ao Planeta Vermelho na missão Maven, com lançamento marcado para novembro (via Guardian).

Como se sabe, haicai (também chamado haiku) é um poema de apenas três versos, de origem japonesa. As inscrições são abertas a todos e vão até 1º de julho. Uma votação online apontará os vencedores.

Não, ninguém espera encontrar em Marte um público leitor para os poeminhas. A mensagem é dirigida aos próprios terráqueos, em busca de apoio popular para a contestada causa da exploração espacial. Isso é tornado mais evidente pela promessa de que os nomes de todas as pessoas que entrarem em contato com a missão manifestando esse desejo também serão gravados no tal DVD.

Depois de refletir longamente sobre tudo isso, pensei em enviar minha modesta contribuição:

Nada de arte, Marte:
A Terra é feita de terra
Água e marketing.

Mas desconfio que desclassifiquem textos em português.

*

O cineasta Steven Soderbergh, de “Sexo, mentiras e videotape” e “Traffic”, está publicando desde 28 de abril uma novela policial no Twitter (twitter.com/Bitchuation). Chama-se Glue e tem o apoio de fotografias. O décimo quarto dos capítulos curtinhos acaba de chegar ao fim (via Salon.com).

Se eu estou gostando? Não exatamente. Ficções mais longas servidas como picadinho no Twitter ainda estão naquela fase que se chama de “experimental”, em que os melhores esforços costumam merecer, no máximo, adjetivos como “interessante” ou, pior, “válido”.

O principal desafio é impedir que o limite de 140 caracteres soe arbitrário e gratuito, características que costumam ser hostis à qualidade literária, principalmente quando se trabalha com formas sucintas.

Embutir na própria história um sentido para a forma soluçante é algo que, na minha opinião, ninguém fez melhor até agora do que Jennifer Egan em seu já clássico Blackbox. Talvez Soderbergh concorde, pois usa uma voz narrativa (em segunda pessoa) que tem semelhanças com a da novelinha de Egan.

Será que você devia, como autor de ficção, permitir que seus personagens tenham sonhos? Algumas pessoas acham uma má ideia, mas não há nada que o impeça: as pessoas sonham mesmo, sonham todas as noites, e ter personagens que não sonham de jeito nenhum é como ter personagens que não comem. Mas isso também não é um problema: algumas histórias não tratam de sonhos nem de comida. Ficaríamos chocados se Sherlock Holmes, James Bond ou Miss Marple começassem de repente a contar seus sonhos, embora novas gerações de heróis de thrillers e romances policiais sejam autorizados hoje – eu percebo – a ter mais vida pessoal. O que pode incluir mais sonhos. Mas não muitos mais. Você não vai querer que os sonhos atravanquem o caminho dos cadáveres.

Deixe o personagem sonhar se for preciso, mas tenha em mente que os sonhos dele – diferentemente dos seus próprios – terão um significado atribuído a eles pelo leitor. Seus personagens terão sonhos proféticos, prevendo o futuro? Terão sonhos sem consequência, como na vida real? Usarão os relatos de seus sonhos para irritar ou agredir ou iluminar outros personagens? Muitas variações são possíveis. Como em tantos outros aspectos, não é uma questão de fazer ou deixar de fazer, mas de fazer bem ou fazer mal.

Numa série que vem sendo publicada pelo blog da “New York Review of Books” sobre o papel dos sonhos na ficção, é a vez das considerações práticas e caseiras da escritora canadense Margaret Atwood (em inglês, aqui).

Escola em SP tem salas de aula inundadas e portões enferrujados

0

Alunos e funcionários não tem segurança no estabelecimento

Publicado por R7

Funcionários e alunos da Escola Estadual Conselheiro Antonio Prado, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo, denunciam falta de conservação no prédio ocupado pela instituição. Construído em 1903, o edifício tombado pelo patrimônio histórico não passa por reformas, apenas por “remendos”.

A estrutura da escola está visivelmente comprometida com rebocos de paredes solta, grades e portões enferrujados, luminárias despencadas e em dias de chuva as salas da aula ficam inundadas.

A diretora da escola afirma que a falta de reforma é um problema burocrático porque o prédio é tombado.

— Nós não podemos fazer nada, nem pintar. Tivemos algumas notícias sobre licitações para fazer a reforma do prédio, mas trabalho nessa escola há seis anos e até o momento nada pode ser feito.

Segundo o gerente de obras metropolitana do Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico), os contratos para as obras foram assinados e a reforma deverá ser iniciada na próxima semana.

Assista ao vídeo:

Site permite ler livros online. Conheça!

2

Wellington Ferreira, no O vendedor de Livros

1Na minha incansável e incessante pesquisa na internet em busca de novidades e curiosidades literárias, eis que, me deparo, com um site bem interessante e inovador, é o: Hot Free Books. Nele é possível ler o livro on line, sem precisar baixar. Como é isso?

No Hot Free Books você vai ter a oportunidade de pesquisar uma base de livros com mais de 22 mil obras, entre clássicos e livros mais recentes. O sistema de leitura do site permite também mudar o tamanho da letra, a largura da página e até o contraste da página. Todos os livros estão com seus textos completos e todo processo é 100% gratuito.

Ainda é possível, caso não entenda o significado de uma palavra, acessar a sua definição automaticamente, para isso, basta clicar duas vezes sobre ela que uma nova janela se abrirá com o seu sentido. E agora, na minha opinião, a grande sacada do Hot Free Books, nele é possível também marcar a página onde você parou a leitura, e continuar depois, para isso, basta apenas dar um duplo clique sobre a linha que você parou e ao voltar ao site e selecionar o livro, clicar em “Go to last book mark“, que a leitura recomeça de onde você parou, sensacional, né?

Então, se você tá meio quebrado, sem dinheiro para comprar livros e não gosta de ficar baixando arquivos em “PDF” de fontes duvidosas, o Hot Free Books é uma solução atraente e vantajosa para quem busca comodidade e facilidade nas suas leituras, e o melhor, sem gastar nada.

E você amigo leitor, já conhecia o site? Tem o hábito de ler livros no formato digital no computador?

Dê a sua opinião e compartilhe conosco as suas impressões.

Um abraço e boas leituras!!!

dica do Jarbas Aragão

Go to Top