BKO WAVE SAÚDE

Posts tagged Nas Laterais

Como cuidar dos seus livros

1

1

Thais Godinho, no Vida Organizada

Ter uma biblioteca em casa é maravilhoso, mas os livros precisam de cuidados, pois são feitos de matéria orgânica (papel). Veja algumas dicas para conservá-los:

– Sempre que trouxer um novo livro para casa, especialmente se você tiver o hábito de comprar livros usados, dê uma folheada geral para ver se não há traças ou sujeira entre as páginas. Passe um escovão (se puder, tenha um somente para este fim) seco na parte de cima e nas laterais, para tirar o pó acumulado. Se estiver engordurado, passe um pano úmido na capa e deixe secar ao sol. Só então guarde-o na estante.

– Procure não manusear os livros com as mãos sujas ou engorduradas. Dica básica, eu sei, mas vale lembrar.

– De uma a duas vezes por ano, pegue o mesmo escovão e limpe a parte de cima e as laterais de todos os seus livros para remover a sujeira e a poeira acumulada.

– Se a estante fica em um lugar com um pouco de umidade, espalhe pelas prateleiras algodão embebido em terebintina (vendida em lojas de produtos para artes). Troque a cada três meses.

– Para prevenir os livros das traças, existe uma série de receitas. A mais indicada é espalhar querosene por toda a estante. Sinceramente, eu nunca fiz isso. Primeiro, porque sequer sei onde deve vender querosene. Segundo, porque acho perigoso. Terceiro, porque minha estante não é envernizada e passar querosene a deixaria manchada. Assim, o que eu faço é manter sempre a área dos livros arejada, com as janelas abertas sempre que possível, e deixar pastilhas de cânfora pelas prateleiras (podem ser encontradas em farmácias de manipulação). Bolinhas de naftalina, cravo da índia, grãos de pimenta do reino e folhas de louro também funcionam, mas é preciso trocar mensalmente. É fundamental manter os livros limpos.

– Para capas de couro, a melhor alternativa é cobrí-las com uma camada leve de vaselina, pois isso mantém o tecido hidratado.

– Mantenha os livros na vertical. Se eles ficarem “deitados” na diagonal, se deformarão. Na horizontal também, além de ficarem com a capa marcada.

– Se as páginas dos livros estiverem manchadas, tente esfregar miolo de pão. Se forem manchas de mofo, elas devem ser removidas esfregando um paninho umedecido em vinagre, e depois passando algodão seco.

– Para evitar que os livros criem bolor, passe perfume neles. As essências de alfazema e terebintina são as mais indicadas.

– Se o livro estiver úmido, coloque-o para tomar sol.

– Para a limpeza no dia a dia, use um espanador bem peludo para remover a poeira constantemente.

– Estantes com portas de vidro são as mais recomendadas para guardar livros, pois os mantém protegidos dos insetos e também da poeira. Mas tudo bem se você só tiver uma estante aberta, pois é a mais comum mesmo. Basta ter esses cuidados.

– Procure não manter livros que você não goste, que não estejam sendo úteis ou que não tenham valor emocional para você. Doar livros ajuda outras pessoas e libera espaço na estante, fazendo o ar circular.

Cuidar dos livros dá um pouco de trabalho, mas é um trabalho necessário a todos aqueles que amam seus exemplares e querem mantê-los por um longo período de tempo. Vale a pena ter esse cuidado.

Mercado de aulas particulares transforma professores em celebridades na Ásia

0

Professores-celebridades como Kelly Mok são promovidos em cartazes de ônibus

Yojana Sharma, no BBC

Em Hong Kong, um dos principais centros financeiros da China, modelos e artistas agora disputam o status de celebridade com professores.

Chamados de “reis e rainhas da aula particular”, professores fazem pose em cartazes glamourosos nas laterais de ônibus e em shoppings centers.

Alguns tornaram-se milionários e já deixaram de contabilizar o número de vezes em que apareceram na televisão.

Tratados como ídolos pelos alunos, muitos deles também não deixam de cuidar da aparência, importante em um local como Hong Kong, onde impera a cultura do consumo.

“Se você quiser ser um professor de sucesso, tem de ser jovem e atraente. Os estudantes prestam atenção no seu look”, disse Kelly Mok, de 26 anos, professora do Gloria King, um dos colégios mais tradicionais da região administrativa especial.

Engana-se quem pensa que Mok usa roupas de grife e acessórios apenas para ilustrar os cartazes espalhados pelas ruas do centro financeiro chinês. Ela gosta de se vestir assim fora das salas de aula.

Mok lembra, contudo, que seus serviços não seriam tão demandados se ela não conseguisse que seus alunos obtivessem as melhores notas na disciplina que ensina: inglês.

‘Astro do rock’

Kelly Mok: ‘Se você quiser ser um professor de sucesso, tem de ser jovem e atraente’

Richard Eng, da Beacon College, é considerado o pioneiro dos professores-celebridades de Hong Kong.

Ex-docente de uma escola tradicional, ele conta que teve a ideia (de investir na imagem como autopromoção) depois de aparecer em fotos de divulgação de um trabalho feito por sua irmã, que é artista.

“Na escola, todos os professores têm a mesma aparência; não transparecem emoção”, argumenta.

A foto dele aparece nas apostilas contendo dicas de estudo e também em canetas e outros materiais escolares.

Os objetos tornaram-se objeto de cobiça dos estudantes, catapultando a imagem de Eng para fora das salas de aula.

O fenômeno dos professores-celebridades é reflexo do crescimento do estudo fora de casa na Ásia.

O sistema é alimentado por pais cada vez mais exigentes e ambiciosos, que querem ver seus filhos nas melhores universidades do país.

Em sociedades onde o sucesso depende de boas notas, a ansiedade dos pais transforma-se em um “fluxo de renda constante” para os tutores, segundo um estudo do Banco Asiático de Desenvolvimento (ADB, na sigla em inglês).

A indústria dos professores particulares, ou “educação à sombra”, como chamou o banco, tornou-se muito popular na Ásia, devido ao crescimento das universidades e do aumento da proporção de abandono escolar.

Segundo o professor da Universidade de Hong Kong, Mark Bray, um dos autores do estudo, 72% dos estudantes no último ano escolar de Hong Kong recorrem aos serviços de tutores particulares.

Famílias mais abastadas sempre pagaram professores particulares a seus filhos. A novidade, entretanto, é que esses professores oferecem dicas e revisão de provas a grupos de até 100 alunos, permitindo que famílias menos favorecidas possam aproveitar o serviço.

Coreia do Sul

O fenômeno das aulas particulares não está restrito a Hong Kong. Na Coreia do Sul, 90% das crianças da escola primária frequentam tais classes.

Na Coreia do Sul, Tailândia, Sri Lanka e Índia, escolas dedicadas a aulas particulares passaram a contratar professores-celebridades. “É uma maneira de atrair os jovens”, explica Bray.

Na China, onde as aulas particulares eram desconhecidas até a abertura da economia na década de 90, a escola New Oriental Education and Tecnology cresceu tanto a ponto de se tornar um dos maiores centros de ensino na Ásia, com cerca de 2,4 milhões de estudantes só neste ano.

O instituto emprega 17,6 mil professores em 49 cidades e alimenta uma rede online com mais de 7,8 milhões de usuários.

Com tamanho sucesso, seu fundador, Michael Yu, também conhecido como Yu Minhong, tornou-se um bilionário conhecido e decidiu abrir o capital de seu negócio na Bolsa de Nova York, em 2006.

Temor

Mas nem sempre esse tipo de serviço contou com o apoio do governo.

Na década de 80, o governo sul-coreano emitiu uma proibição geral de aulas particulares.

Embora não tenha se mostrado executável, a proibição serviu para criar uma discussão no país sobre a pressão exercida sobre os alunos.

Naquela ocasião, os próprios professores reclamavam dos alunos que dormiam na sala de aula depois de longas noites de aulas adicionais.

Em 2009, o governo sul-coreano tomou medidas para limitar o número de horas de permanência nos centros de aulas particulares, em uma tentativa de reduzir o estresse infantil e aumentar o nível de pensamento criativo.

No entanto, o impacto tem sido limitado, fazendo com que muitas dessas aulas de apoio sejam realizadas online.

O relatório do ADB informa que, em toda a Ásia, as famílias estão gastando uma quantidade considerável de sua renda em aulas particulares.

No entanto, o órgão alerta que, ao mesmo tempo em que o investimento possa contribuir para melhorar o desempenho dos alunos individualmente, pode também agravar as desigualdades sociais.

Isso porque, se por um lado, há alunos que podem pagar por uma “consultoria” individualizada ou por um professor-celebridade, há outros que ou não podem pagar ou ficam restritos à aprendizagem virtual.

Go to Top