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10 livros que valem uma aula sobre ter sua própria empresa

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Livros para o sucesso: o melhor antídoto para o medo de empreender é a preparação (Archive/Thinkstock)

Livros para o sucesso: o melhor antídoto para o medo de empreender é a preparação (Archive/Thinkstock)

 

Empreendedores consultados por EXAME.com indicam obras com lições fundamentais sobre gerenciar um negócio. Confira a lista:

Mariana Fonseca, na Exame

São Paulo – O melhor jeito de sentir na pele como é ser um empreendedor é, claro, abrir seu próprio negócio. Mas, diante da possibilidade de cometer erros que podem ser fatais (para o coração e para o bolso), muitos desistem do sonho de ser o próprio chefe.

O melhor antídoto para esse medo de empreender é a preparação. Uma dica de aprendizagem econômica e que nunca envelhece é ler de tudo: dos clássicos do empreendedorismo aos livros mais atuais, com desafios contemporâneos da administração de negócios.

Por isso, EXAME.com consultou empreendedores brasileiros para conhecer quais obras são fundamentais sobre ter sua própria empresa, da boca de quem vivencia essa rotina de líder.

As indicações foram dadas por Diego Gomes, co-fundador da Rock Content; José Eduardo Mendes, fundador do Hotel Urbano; Renato Mendes, mentor Endeavor e sócio da aceleradora de startups Organica; e René Abe, CEO da Rakuten Digital Commerce.

Confira dez livros que valem uma aula sobre ter sua própria empresa:

1 — Criatividade S/A
Criatividade S/A, de Edwin Catmull

Criatividade S/A (“Creativity, Inc.”) é um livro sobre o sucesso do mais importante e lucrativo estúdio de animação da atualidade: a Pixar. A obra é assinada por Edwin Catmull, que co-fundou o estúdio junto a nomes como Steve Jobs e John Lasseter.

Dos encontros da equipe ás sessões de brainstorm, Catmull mostra como se constrói uma cultura da criatividade, num livro definitivo para quem busca inspiração para os próprios negócios. O autor mostra que o ingrediente essencial para uma história bem-sucedida é um ambiente empresarial que estimula a ousadia e renega a convenção.

René Abe, CEO da Rakuten Digital Commerce, reforça como Catmull cita o banco de cérebros da Pixar: esse grupo de profissionais qualificados faz críticas e propõe soluções para problemas nos projetos do estúdio, a partir de um trabalho em equipe.

“Já deu para perceber que o empreendedorismo não é um movimento isolado e depende de vários elementos. Como você tem trabalhado a comunicação, o trabalho em equipe e os feedbacks na sua empresa?”, indaga o empreendedor.

Criatividade S/A (“Creativity Inc.”)
Autor: Ed Catmull
Editora: Rocco

2 — Elon Musk
Elon Musk – Como o CEO Bilionário da Spacex e da Tesla Está Moldando Nosso Futur, de Ashlee Vance

“Elon Musk – Como o CEO Bilionário da Spacex e da Tesla Está Moldando Nosso Futuro” é um livro sobre um dos empreendedores mais excêntricos e visionários da atualidade: o sul-africano Elon Musk.

Ele é o homem por trás dos cobiçados esportivos elétricos da Tesla Motors, dos painéis e baterias de energia solar popularizados pela SolarCity e dos foguetes espaciais da SpaceX, construídos do zero com recursos privados e muito mais baratos que qualquer versão já lançada pelas agências governamentais. Entre as próximas metas de Musk, consta nada menos que a colonização de Marte.

No livro, o jornalista de tecnologia Ashlee Vance apresenta um olhar inédito sobre a vida e as realizações inacreditáveis do “homem mais audacioso do Vale do Silício”.

“É quase impossível falar em inovação e empreendedorismo e não citá-lo. Musk quer transformar as formas como nos locomovemos, nos comunicamos e utilizamos a tecnologia para tornar nosso dia a dia mais prático”, afirma Abe, da Rakuten Digital Commerce. “É um banho de motivação para empreendedores que estão sempre dispostos a surpreender.”

Elon Musk
Autor: Ashlee Vance
Editora: Intrínseca

3 — “High Output Management”
High Output Management, de Andrew Grove

“High Output Management”, livro ainda não traduzido para o português, é um guia para a arte e a ciência da administração. Seu autor, Andrew Grove, é fundador da gigante de tecnologia Intel. O livro ensina quais técnicas e indicadores você pode usar para fazer um recrutamento preciso; como tornar seus funcionários e colegas de trabalho em um time altamente produtivo; e, basicamente, revoluciona a maneira pela qual trabalhamos. Recrutamento certeiro: Veja 7 ações para contratação de pessoas incríveis, elencadas pela ContaAzul Patrocinado

“O ex-CEO da Intel costumava dar lições de gestão para sua equipe. Esses ensinamentos são preciosíssimos e me inspiraram muito sobre o desafio de liderar pessoas. Mudou minha vida!”, afirma Diego Gomes, fundador da Rock Content.

“High Output Management”
Autor: Andrew Grove
Editora: Vintage

4 — O Lado Difícil das Situações Difíceis
O Lado Difícil das Situações Difíceis, de Ben Horowitz

Em “O Lado Difícil das Situações Difíceis – Como Construir Um Negócio Quando Não Existem Respostas Prontas”, Ben Horowitz, um dos empreendedores mais respeitados e experientes do Vale do Silício, conta a história de como ele mesmo fundou, dirigiu, vendeu, comprou, geriu e investiu em empresas de tecnologia, oferecendo conselhos essenciais e normas de sabedoria prática para ajudar os empreendedores a resolver os problemas mais difíceis – aqueles de que as faculdades de administração não tratam.

Horowitz, grande fã de rap, ilustra as lições empresariais com letras de suas músicas favoritas e fala a verdade nua e crua sobre os assuntos mais espinhosos, desde como demitir um amigo até saber o melhor momento para vender a empresa.

“A grande sacada é que um livro muito duro e realista”, afirma Renato Mendes, da Organica. “Costumamos ouvir os empreendedores enfatizando a boa parte de ter um negócio, mas esse livro mostra o lado contrário. Você aprende muito, porque é uma obra muito real, com o lado cruel do empreendedorismo.”

O Lado Difícil das Situações Difíceis (“The Hard Thing about Hard Things”)
Autor: Ben Horowitz
Editora: Martins Fontes

5 — A Marca da Vitória
A Marca da Vitória, de Phil Knight

Aos 24 anos, depois de se formar e viajar como mochileiro pelo mundo, o empreendedor Phil Knight decidiu que não seguiria um caminho convencional. Em vez de trabalhar para uma grande corporação, iria à luta para criar algo próprio, dinâmico e diferente.

Com 50 dólares emprestados pelo pai, ele abriu em 1963 uma empresa com uma missão simples: importar do Japão tênis de alta qualidade e baixo custo. E mal acreditou quando conseguiu vender rapidamente todos os calçados de suas primeiras encomendas.

Mas o caminho até tornar a Nike uma das marcas mais emblemáticas, inovadoras e rentáveis do mundo não foi fácil, e Knight fala em detalhes dos riscos que enfrentou, dos concorrentes implacáveis e de seus muitos triunfos e golpes de sorte no livro “A Marca da Vitória – A Autobiografia do Criador da Nike”.

“Nessa obra, o leitor confirma que toda operação comercial tem seus altos e baixos, além de concluir que a vitória é resultado de persistência e gestão de valores”, afirma Abe, da Rakuten Digital Commerce.

“O autor também ressalta os pilares do sucesso: ter líderes fortes, investir em algo que se ama fazer, vislumbrar as oportunidades acima das perdas e não temer o erro são alguns deles.”

A Marca da Vitória (“Shoe Dog”)
Autor: Phil Knight
Editora: Sextante

6 — Nada Easy
Nada Easy, de Tallis Gomes

Tirar uma ideia do papel é uma arte; fazer isso em um cenário hostil como o mercado brasileiro, é quase impossível. Escalar seu negócio, crescer exponencialmente é o sonho de todo empreendedor, porém, como fazer isso?

No livro “Nada Easy”, Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e da Singu, apresenta o passo a passo das etapas para validar de forma correta a sua ideia, abrir seu empreendimento e fazê-lo crescer, sem desperdiçar tempo e recurso produzindo algo pelo qual as pessoas não pagariam. Tallis já foi listado pela revista Forbes como um dos 30 jovens mais transformadores do Brasil, eleito o Young Leader of The Year nos EUA e eleito pelo MIT um dos jovens mais inovadores do país.

“A maior qualidade de um empreendedor é não ter medo de errar, tomar riscos e de eventuais fracassos. Quando observo o Tallis [Gomes], percebo nele essas qualidades”, afirma José Mendes, fundador do Hotel Urbano.

Nada Easy
Autor: Tallis Gomes
Editora: Gente

7 — Organizações Exponenciais
Organizações Exponenciais, de Michael S. Malone, Salim Ismail e Yuri Van Geest

Os autores Michael S. Malone, Salim Ismail e Yuri Van Geest, da Singularity University, pesquisaram exaustivamente os padrões das empresas exponenciais mais importantes do mundo nos últimos seis anos, tais como Waze, Tesla, Airbnb, Uber, Xiaomi, Netflix, Valve, Google (Ventures), GitHub, Quirky e 60 outras empresas, incluindo empresas de sucesso, como GE, Haier, Coca Cola, Amazon, Citibank e ING Bank.

Entrevistando mais de 70 líderes globais e pensadores, trazem uma nova e ampla visão sobre as tendências organizacionais e tecnológicas essenciais, que podem ser aplicadas nas startups, nas empresas de médio porte e nas grandes organizações.

“O livro é base para quem quer entender o mindset da nova economia. Mostra por dentro o funcionamento de startups de alto impacto, como os seus empreendedores pensam, como se organizam e como atuam”, explica Mendes, da Organica.

Organizações Exponenciais (“Exponential Organizations”)
Autores: Michael S. Malone, Salim Ismail e Yuri Van Geest
Editora: HSM

8 — Sem Limites – A História da Netshoes
Sem Limites – A História da Netshoes, de José Eduardo Costa

 

O livro “Sem Limites – A História da Netshoes” conta a história de dois primos de ascendência armênia, Marcio Kumruian e Hagop Chabab, que em 2000 abriram uma loja de calçados na rua Maria Antônia, na capital paulista, e a transformaram na maior varejista digital de itens esportivos da América Latina.

A Netshoes fatura hoje mais de 2 bilhões de reais e emprega mais de 2 mil colaboradores. O livro conta como se deu a migração da loja de rua para o comércio eletrônico, os sucessivos desafios superados pelos primos, das conversas para a compra da plataforma de e-commerce com os americanos, sem que nenhum dos sócios falasse inglês, à montagem do primeiro centro de distribuição automatizado. Da loja física para a virtual: Veja com a Tray 6 dicas para a transição Patrocinado

“É inspirador ver o quão longe um empreendedor brasileiro pode chegar”, afirma Gomes, da Rock Content. “O livro e a trajetória da Netshoes são o maior case recente de uma empresa brasileira que cresceu e escalou em alta velocidade, resultando no seu IPO.”

Sem Limites – A História da Netshoes
Autor: José Eduardo Costa
Editora: Gente

9 — A Startup Enxuta
A Startup Enxuta, de Eric Ries

Eric Ries criou uma abordagem revolucionária de administração, que transformou a maneira pela qual os novos produtos são criados, desenvolvidos e lançados. “A Startup Enxuta” ensina administradores, empreendedores e líderes empresariais a serem mais bem-sucedidos na condução de seus negócios sem, contudo, desperdiçar tempo e recursos.

“Indicado em todos os círculos acadêmicos quando o assunto é empreendedorismo, esse livro é leitura indispensável se você quer tirar um projeto do papel. O autor criou um grande movimento que vem ajudando diferentes tipos de negócios tecnológicos a decolarem”, diz Abe, da Rakuten Digital Commerce. “Não deixe de conferir as dicas de um dos gurus do Vale do Silício.”

A Startup Enxuta (“The Lean Startup”)
Autor: Eric Ries
Editora: Casa da Palavra

10 – Supere o Não: Negociando Com Pessoas Difíceis
Supere o Não: Negociando Com Pessoas Difíceis, de William Ury

Todos querem chegar ao “sim” em uma negociação. Mas e se o outro repetidamente diz “não” para você? Como negociar com sucesso com um chefe obstinado, um cliente irritado ou um colega de trabalho malandro?

O especialista William L. Ury apresenta no livro “Supere o Não” táticas infalíveis para negociar com qualquer tipo de pessoa. A obra dá estratégias para todas as situações de negociação possíveis, apontando alternativas eficientes e maneiras de identificar e neutralizar os truques de seu oponente.

“Um clássico no mundo das negociações, este livro de William L. Ury reúne técnicas práticas para que você consiga lidar com diferentes interlocutores, defendendo seus argumentos de forma organizada e aumentando suas chances de sucesso”, diz Abe, da Rakuten Digital Commerce.

“É um guia apurado de como reverter os ‘nãos’ que todo empreendedor encontra em sua jornada para ingressar ou mesmo crescer em seu ramo de atuação.”

Supere o Não: Negociando Com Pessoas Difíceis
Autor: William L. Ury
Editora: Best Seller

Amazon vai distribuir série baseada em Punição para a Inocência, de Agatha Christie

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João Abbade, no Jovem Nerd

Depois do primeiro trailer do Expresso do Oriente, a Amazon fechou um grande acordo com a Agatha Christie Limited — empresa que cuida dos direitos da autora — para distribuir diversas séries originais baseadas nos livros de mistério da britânica. A primeira série desta parceria já começou a ser produzida no início de julho e será uma adaptação episódica de Punição para a Inocência.

As sete sete séries encomendadas estão sendo produzidas pela Mammoth Screen junto com a BBC One — que também exibirá o título no Reino Unido. As adaptações de ‘Não Sobrou Nenhum’ e ‘The Witness for the Prosecution’ já foram exibidas na BBC em 2015 e 2016 respectivamente e também serão distribuídos no serviço da Amazon.

O formato da minissérie será semelhante ao de Sherlock, com três capítulos de maior duração fechando uma história da autora.

Sarah Phelps, que escreveu a adaptação de “Não Sobrou Nenhum”, assina o roteiro da série que conta com Bill Nighy (Simplesmente Amor), Alice Eve (Star Trek: Além da Escuridão), Ella Purnell (O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares), Matthew Goode (The Good Wife), Catherine Keener (Corra!), entre outros.

Em comunicado oficial, o CEO da Agatha Christie Limited disse que a parceria com a Amazon já era forte por conta dos livros, então este era o passo natural:

Nós estamos felizes de trabalhar com a Amazon na TV também. Obviamente eles foram de enorme importante no nosso negócio de livros nos últimos anos, então estamos animados em levar este conteúdo ao Prime Video.

Sebos virtuais são uma opção prática para o leitor

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Foto: DINO

Foto: DINO

 

Publicado no Terra

Depois de uma leitura e talvez uma releitura, possivelmente o livro vai ficar encostado em uma estante apenas acumulando espaço. Uma alternativa seria a venda do produto para um cliente interessado. E isso pode ser feito sem sair de casa por meio do sebo virtual, o nicho de mercado ainda não explorado mas extremamente interessante.

Qual a real diferença entre o livro novo e usado? O conteúdo é o mesmo. E alguns donos são tão conservadores que até plastificam para garantir a originalidade da capa e nem ao menos escrevem seu nome para manter a obra com estado de novo. Foi pensando nisso que o mercado do sebo (um dos mais antigos na venda de livros no Brasil) se tornou tão procurado nos últimos tempos.

Os principais atrativos de uma compra no sebo de obras escritas é o preço baixo. Segundo pesquisa realizada pela Folha de São Paulo em 2015, mais de 25% dos universitários resolveram partir para a compra de livros de segunda mão em algum livreiro online ou em sua cidade.

Comprar livros usados também é uma vantagem quando falamos da categoria material escolar. Pode representar uma economia de mais de 30% no total da lista de compras obrigatório para os pais. Também pode gerar uma nova renda para compra das edições seguintes quando o estudante passa de ano.

Livraria virtual de usados é uma ótima dica para encontrar a obras raras

Algumas obras não são tão fáceis de encontrar no mercado. Títulos de estudo são raros e com custos elevados em sua nova edição, muitas vezes não modificando nada ao longo de suas edições, apenas a capa. Juliana Nogueira, estudante de história, passou meses peregrinando por livrarias em busca de alguns títulos para seu projeto de pesquisa na universidade.

“Quando me falaram dos sebos virtuais, meu projeto ficou muito mais fácil. Não precisava sair toda semana para saber se alguém tinha deixado meu livro para venda em alguma feira ou loja de livros usados”, conta a estudante. Depois que conheceu a plataforma de um sebo virtual de obras antigas não parou mais de comprar.

Muitos dos vendedores colocam obras raras à disposição porque não tem espaço ou não necessitam mais aquele tipo de leitura. Não é difícil encontrar livros esgotados nas editoras à venda em livraria virtual que já não são mais de apreciação dos seus donos.

Sebo online é uma forma de negócio também

Quem possui livros em casa sem uso e deseja ganhar dinheiro com eles, pode anunciar em um sebo online. Há muitos bons sites prestando serviços deste tipo que permitem fechar negócio apenas utilizando a Internet. O Livreiro Online é um deles.

O site é uma grande loja de compras com ponto de encontro entre compradores e vendedores de livros usados. Ao realizar o cadastro qualquer cliente pode anunciar um livro e esperar o aviso no seu e-mail de um interessado. A negociação é feita através da plataforma, mas é de inteira responsabilidade do vendedor fazer a entrega, que pode anunciar o preço do frete ou dispensar o valor da taxa de entrega se achar necessário de acordo com o endereço do cliente.

E existe mercado para todo tipo de cliente. De literatura brasileira a livros de ficção científica, todos os dias surgem interessados na plataforma virtual buscando algum produto. No Livreiro Online é só anunciar e esperar a procura para fechar a venda.
Outros pontos fortes para entrar no mercado do sebo virtual é a possibilidade de renovar a biblioteca. Se a obra não vai ser mais lida, por que acumular? Pode dar a oportunidade a um novo leitor e ainda arrecadar uma verba para novas compras.

Por: Keslley Cremonezi

Empresário defende em livro ‘pensar dentro da caixa’

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Empresário Thiago Oliveira, sócio da IS Log & Services (Foto: Divulgação)

 

Thiago Oliveira conta como montou um negócio de R$ 60 milhões focado mais na melhoria de
processos que na busca de uma grande ideia

Publicado na Época Negócios

Em 2002, aos 20 anos, o empresário Thiago Oliveira vivia em São Miguel Paulista, na periferia de São Paulo, e decidiu largar um emprego de office boy para trabalhar como “agregado” em uma empresa de logística. Pediu o carro do pai emprestado e passou a fazer entregas de documentos e produtos, até estranhar alguns detalhes na rotina. Diariamente, os clientes recebiam duas visitas. Uma para a retirada de malotes, pela manhã, e outra para a entrega, no final da tarde. Oliveira percebeu também que a mistura nos mesmos veículos de documentos e produtos atraia mais a atenção de ladrões. “Resolvi sugerir ao meu chefe mudanças”, diz o empresário. Fazer uma só visita ao dia, para entrega e retirada, e limitar a atuação da empresa ao transporte de documentos, menos arriscado. “Mas não me deram atenção”, afirma. Sem espaço dentro da empresa, Oliveira resolveu montar o próprio negócio para colocar suas ideias em prática. Encontrou um sócio disposto a apostar R$ 17 mil e criou a IS Log & Services, de logística. Este ano, a empresa espera crescer 30% e faturar R$ 60 milhões, mesmo em meio à crise econômica enfrentada pelo país.

A história de empreendedorismo de Oliveira é similar a de muitas empresas tradicionais. Uma ideia simples, disciplina e muita transpiração. Mas, em tempos de culto à inovação disruptiva — startups, aplicativos, Uber a Airbnbs —, Oliveira acredita que a receita foi esquecida a ponto de desestimular potenciais empreendedores. “Hoje em dia, a molecada fica esperando ter uma grande ideia e não empreende”, afirma. “E não precisa ser assim.”

Para incentivar outras pessoas com o desejo de empreender, resolveu contar a própria história em livro e lança, no dia 22 de setembro, o título “Pensando dentro da caixa – aprenda a enxergar oportunidades e empreenda em qualquer cenário”. Na entrevista a seguir, ele fala sobre o conceito, oposto a um dos lemas mais populares no mundo dos negócios.

No seu livro, você defende que a ideia de “pensar dentro da caixa” para empreender e gerar inovação. É o oposto de um dos conceitos mais difundidos no mundo dos negócios. O quer dizer?
A caixa a que eu me refiro é a nossa vida. O nosso trabalho é uma caixa, a nossa escola, a faculdade, a família. Vivemos em “caixas”. É nesse sentido que afirmo que temos que criar oportunidades pensando dentro da caixa. A ideia é você olhar em volta, pegar o que já existe e faz parte da sua rotina e melhorar. Melhorar dentro da caixa. Melhorar processos. Processos são mal vistos nas empresas, porque são burocráticos. Ninguém gosta de fazer. Mas se você pegar processos que não são bem feitos, você consegue ganhar dinheiro. Pensar dentro da caixa é isso. As pessoas tem a ideia romântica de pensar “fora da caixa”. Mas a verdade é uma só. É difícil você pensar fora da caixa com uma rotina que te consome. Trabalho, escola, filhos. São muitos problemas para resolver. É legal pensar fora da caixa, mas nem todo mundo tem tempo. É mais fácil pensar dentro da caixa, pegar coisas que existem, que estão ligadas ao seu dia a dia, à sua rotina, e melhorar. Vão surgir novos Bill Gates, mas vai demorar. No caso de aplicativos no Brasil, não há nenhum unicórnio, novas empresas que valem mais de um bilhão de dólares. É muito difícil. O Vale do Silício é um mundo à parte. As pessoas ficam perdendo muito tempo pensando em lançar aplicativos que podem mudar o mundo. Então eu digo, pegue algo dentro da caixa e melhore. Você vai num restaurante, que é uma caixa, vai jantar. Percebe um processo que não foi bem feito e melhora. Empreende dentro daquilo que não funcionou. É essa visão que eu tento passar um pouco.

Por que processos são tão importantes?
O processo te permite escalonar. Com um processo bem feito, você tem um padrão. Hoje, todas as minhas filiais têm o mesmo padrão, têm processos bem definidos. É o que me permite ganhar dinheiro. Eu montei minha empresa sobre serviços que já existiam. Não reinventei nada, não fiz um aplicativo que revolucionou o mundo. Só melhorei o que existia. Só melhorei o processo. Se alguém tem uma visão de negócios para montar um aplicativo, se tem uma oportunidade de mudar o mundo, vá frente. Mas, à espera da grande ideia, muita gente não empreende.

É preciso então ter uma postura mais ativa, de buscar oportunidades.
Exato. Aplicativo é a febre do momento. Eu entendo. Mas a molecada hoje só pensa nisso.

Como você sabe se tem um processo bem feito?
Nunca está pronto, na verdade. Existe sempre a possibilidade de melhorar. Estamos sempre melhorando. A ideia é procurar sempre formas de fazer mais com menor custo. Toda vez que a gente vai mexer, a gente encontra uma oportunidade de ganho.

No livro, você também chama a atenção para coisas que parecem básicas em gestão. A valorização da equipe de vendas, definir os indicadores mais importantes para o negócio, pensar no futuro. Você acha que elas são negligenciadas pelos empreendedores?
Muito. Eu mesmo tive essa experiência. Eu passei muito tempo sem medir nada. Fiquei dez anos sem medir números importantíssimos da empresa. No final de 2012 para 2013, implantei na empresa um novo processo, uma rotina de reuniões de resultado mensais. Hoje, eu sento com todo o meu time e a gente trata do resultado do mês anterior. Mas eu demorei seis meses para conseguir implantar essa reunião. Um mês um departamento não conseguia entregar, outro mês era outro. É uma guerra. Porque toda mudança gera um estresse. Você precisa estar disposto a pagar esse preço. Eu também tive colaboradores que não se adaptaram, gente boa, inclusive. Mas não se gerencia o que não se mede. E fez diferença quando implantei. Em coisas que eu achava que estava indo superbem, eu estava indo mal. Em coisas que achava que estava mal, eu estava bem. E já era uma empresa com 230 funcionários. Hoje, quando eu vou conversar com muitas outras empresas mais ou menos do mesmo tamanho que a minha, é a mesma coisa. Não conhecem os números. Se eu tivesse feito o modelo de gestão que adotei em 2013 quatro anos mais cedo, certamente hoje estaria bem melhor. Mas eu nunca tive ninguém para me direcionar. Quando tive oportunidade, e estava precisando de ajuda, fui procurar. Estava crescendo tudo errado, torto, colocando gente. Estava perdido.

E quais os erros mais comuns dos jovens empreendedores?
Primeiro, contratar quem não pode demitir. Segundo, achar que ser líder é ser popular. Terceiro, e que eu falo muito, é esquecer de gerir os números, em geral. O quarto é não saber quais as suas responsabilidades dentro do negócio. Você vai ser sócio de uma empresa, mas qual vai ser a sua responsabilidade? Vai ser vender? Vai ser administrar? Vai ser o financeiro? Qual a sua parte dentro do negócio? Eu já cometi esse mesmo erro, querer fazer tudo. Acaba não fazendo nada bem feito. Fica que nem um pato. Voa mal, anda mal e nada mal. Em determinado momento, eu não sabia qual era a minha responsabilidade dentro do meu próprio negócio. Esse é um dos maiores erros. Você querer cuidar de tudo. Não, você não consegue cuidar de tudo. Ninguém consegue. O negócio é ter duas pessoas. Uma vendendo e uma administrando. Ou uma na operação, outra na venda.

Você falou de achar que ser líder é ser popular, explique melhor.
Um dos maiores erros que eu vejo em liderança hoje é o cara que acredita que agradando todo mundo vai ser um bom líder. É o que a gente mais vivencia aqui. O líder fica se adaptando ao colaborador. É onde o sujeito acaba errando.

Como surgiu a ideia de escrever o livro?
Várias pessoas vinham falar comigo sobre empreender. Inclusive colaboradores da empresa. E eu notei que muitas pessoas ficam aguardando uma grande ideia. Principalmente a molecada de hoje. Eu sempre falo que existem muitas oportunidades mudando processos. Foi pensando nesse pessoal que eu tive a ideia de escrever o livro.

“Estou disposto a morrer pelo livro físico” diz livreiro

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Publicado originalmente No Mundo & Nos Livros

O proprietário da Lemúria Bookstore, John Evans, discutiu o impacto, ou falta dele, que teve a disponibilidade de e-books para o seu negócio. “Eu não estou interessado em vender e-books”, disse ao ao Ledger “Eu estou, sim muito disposto em viver e morrer pelo livro físico em minha comunidade. Sim, e-books são mais baratos. A coisa que eu pergunto é quantas pessoas compram com a intenção de lê-los, mas nunca o fazem?”

Evans comentou ainda que se o livro fosse inventado hoje seria uma grande invenção. É portátil. É fácil de transportar com você. Se há algo que você gosta, você pode sublinhar ou fazer anotações.

A mesma coisa poderia ser dito sobre um jornal: Se ele acabasse de ser inventado que grande invenção seria. É portátil. É fácil para transportá-lo. Se há algo que você gosta, você pode escrever sobre ele, ou melhor, você pode arrancar algo para guardar para mais tarde. “Ler algo na tela do computador não é páreo para o prazer de manusear e ler um livro ou um jornal.”

Site da livraria: http://www.lemuriabooks.com/

 

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