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Editora Nemo e os quadrinhos feitos por mulheres

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“Placas Tectônicas”, de Margaux Motin, fala sobre relacionamentos, maternidade real e amizade entre mulheres.

“Placas Tectônicas”, de Margaux Motin, fala sobre relacionamentos, maternidade real e amizade entre mulheres.

 

Amanda Alboino, no Lady’s Comics

Dos 22 títulos publicados pela Editora Nemo em 2016, 13 tiveram pelo menos uma mulher na equipe criativa.­

2016 foi um grande ano para as autoras de quadrinhos no Brasil. Dos 22 títulos publicados este ano pela Editora Nemo, do Grupo Autêntica, 13 contaram com a participação de mulheres desenhando, escrevendo ou roteirizando narrativas gráficas. Desses, 3 HQs foram escritas ou roteirizadas por brasileiras: Bear 3 (Bianca Pinheiro), O Mundo de Dentro (Bruna Vieira e Lu Caffagi) e Fazendo o Meu Filme (Paula Pimenta). Tudo isso ajudou a reforçar a imagem da Nemo como uma das grandes editoras brasileiras incentivadoras do quadrinho feito por mulheres.

Para entender como foram planejadas as publicações durante este ano e as perspectivas para 2017, conversamos com a editora assistente da Nemo (e também colaboradora Lady’s Comics), Carol Christo!

É perceptível que a Nemo está publicando mais obras de mulheres. Isso é um posicionamento de valor da empresa, ou vocês estão seguindo uma tendência de mercado?
Não foi algo pensado. Percebemos que a maioria dos títulos selecionados para publicação pela editora eram de mulheres. Então, quando nos demos conta disso, vestimos a camisa da proposta, porque significou que os quadrinhos de grande qualidade, pelos quais tanto nos interessamos, eram de mulheres. Acho que isso por si só diz muito do mercado. Não é simplesmente uma tendência, é uma realidade, nua e crua. As mulheres estão conquistando espaço pela qualidade.

Avaliando as obras que foram publicadas em 2016, como você faz o balanço da recepção do público sobre obras feitas por mulheres? Elas venderam mais, menos ou equivalente? A que você atribui esse fato?
É muito difícil fazer uma constatação geral, porque publicamos coisas muito diferentes umas das outras. Se pensarmos no todo, o resultado é muito positivo. Margaux Motin, Lu Cafaggi, Bianca Pinheiro foram muito bem.

É comum receber sugestões de quadrinhos para serem publicados pela editora?
É bastante comum. Elas geralmente chegam pelas redes sociais.

Além do terceiro volume de “Bear”, Bianca Pinheiro publicou a graphic novel “Mônica”, da MSP.

Além do terceiro volume de “Bear”, Bianca Pinheiro publicou a graphic novel “Mônica”, da MSP.

 

Como você avalia o mercado de quadrinhos para autoras e artistas aqui no Brasil?
O mercado está mudando muito. Ainda bem! Há poucos anos a dominação masculina era evidente, e pouco se via da produção de mulheres por aí. Agora, o jogo está virando. Entre os nomes de destaque no Brasil, está sempre presente o nome de uma mulher: Cris Peter, Lu Cafaggi, Cristina Eiko, e tantos outros nomes. Agora, o desafio é conquistar ainda mais espaço, continuar apostando e contribuindo para o desenvolvimento da produção de quadrinhos feitos por mulheres. Temos muito ainda por fazer.

Como você avalia o mercado para editoras de quadrinhos aqui no Brasil?
É um mercado em ascensão. Temos muito espaço para crescer, mas os quadrinhos ainda são recebidos com menos interesse por parte dos livreiros. Nossa missão é tentar mudar essa mentalidade, para que os quadrinhos conquistem espaço também nas livrarias e se tornem itens de desejo. Ainda existe muito aquela ideia de que quadrinho é coisa de criança, mas estamos abrindo caminho. A cada ano conquistamos mais leitores.

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Você percebe diferenças de recepção de obras masculinas e femininas?
Acredito que homens e mulheres podem se divertir e se emocionar com quadrinhos feitos tanto por homens ou mulheres quanto com personagens homens ou mulheres. Quadrinhos são para todo mundo. Não acredito em “temáticas femininas”, isso me assusta. Acredito que tudo faz parte da vida de todos, de um jeito ou de outro. Não faço ideia de porque homens não podem se divertir lendo Margaux Motin ou Lu Cafaggi, mas infelizmente isso ainda existe, essa é a diferença na recepção, essa coisa de não querer ler um quadrinho porque “ele é para mulher”. É outra barreira que precisamos transpor. E, aos poucos, estamos conseguindo.

Para 2017, o que podemos esperar em relação a quadrinhos feitos por mulheres?

Muitas obras de mulheres vão ser publicadas em 2017. Estamos com uma grade linda, que tenho certeza de que será muito bem recebida. Aurélie Neyret é uma das nossas novidades! Ela tem um traço espetacular. Teremos também a Lucy Knisley, além de outros nomes que não podem ser divulgados ainda.

Concurso Cultural Literário (172)

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A Gigantesca Barba do Malbarbadomal

Stephen Collins (autoria), Eduardo Soares (tradução)

UM BESTSELLER DO THE NEW YORK TIMES

Na ilha de Aqui tudo é meticulosamente organizado e certinho. As ruas são asseadas, a grama é bem aparada e os homens são rigorosamente barbeados.

Dave não foge à regra. Tem um emprego que lhe permite pôr em prática todo o seu senso de organização, bem como distrair a mente de pensamentos indesejáveis, e encontra paz numa rotina totalmente ordeira.

Num dia fatídico, porém, Dave se vê como a raiz de um gigantesco problema: uma barba que irrompe de seus poros e desafia a lógica e a ciência. Logo ela se tornará uma questão de segurança pública e irá abalar as estruturas de Aqui, figurativa e literalmente. Uma fábula arrojada, que faz lembrar Roald Dahl e convida a refletir sobre algumas das questões humanas deste século.

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Em parceria com a Nemo, vamos sortear 2 exemplares do lançamento “A gigantesca barba do mal”.

Para concorrer, mencione na área de comentários o nome de um amigo que usa barba. Se participar via Facebook, mencione o nome dele. Você e ele vão ganhar um exemplar desta obra inteligente e engraçada.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 29/11 neste post.

Boa sorte. 🙂

 

Atenção para os ganhadores: Danilo Kossoski e Alisson do Nascimento. Parabéns! Entraremos em contato via e-mail.

Concurso Cultural Literário (162)

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Uma morte horrível

Pénélope Bagieu (autoria), Fernando Scheibe (tradução)

Zoé trabalha em excesso e ainda precisa suportar o namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um escritor de sucesso à procura de inspiração.

Nada intelectual, ela não sabe diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta… porque Thomas esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo literário do século.

De uma das quadrinistas mais conhecidas da França, Uma morte horrível é uma história de amor e ambição com uma heroína inesquecível.

***

Em parceria com a Nemo, vamos sortear 2 exemplares do superlançamento “Uma morte horrível“, de Pénélope Bagieu.

Para concorrer, mencione na área de comentários o nome de uma amiga (parente,  conhecida etc.) que curte graphic novels. Por certo será um ótimo presente pra ela… 🙂

Se participar via Facebook, por favor deixe seu e-mail de contato.

Para ficar sempre por dentro das novidades e promoções, sugerimos que curta as páginas dos envolvidos neste concurso cultural:

O resultado será divulgado dia 04/08 neste post.

Divulgue e participe.

 

Atenção para as ganhadoras: Rosi Melo e Jéssica Leite. Parabéns! Entraremos em contato via e-mail!

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