Marcelo Nova - o Galope do Tempo

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CEO da Amazon promove clube de leitura para inspirar líderes

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Jeff Bezos contou em entrevista à CNBC que usou a estratégia para estimular seu time de executivos e discutir sobre os negócios neste verão

Jeff Bezos: "Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor", diz sobre clube de leitura / Mario Tama / Getty Images

Jeff Bezos: “Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor”, diz sobre clube de leitura / Mario Tama / Getty Images

Luísa Melo, na Exame

São Paulo – Uma das estratégias de Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon, para inspirar o seu time de executivos é organizar um clube de leitura. Ele revelou a atividade durante uma entrevista à CNBC, nesta quarta-feira, para falar da nova linha de Kindles lançada pela compahia.

No meio da conversa, o repórter Jon Fortt pergunta a Bezos o que ele faz para impulsionar, motivar ou questionar o seu time de liderança quando está junto dele no Lab 126, local onde são desenhados os projetos de hardware da companhia, no Vale do Silício. Bezos então conta: “o que eu fiz neste verão, é que nós tivemos três clubes de leitura. O nosso time de líderes se encontrou e tivemos durante três dias inteiros esses clubes de leitura e bons jantares”.

“Uma das coisas que nós fizemos foi ler esses livros de negócios juntos e falar sobre estrátegia, visão e o contexto. Esses livros realmente viraram ferramentas de trabalho que nós usamos para falar de negócios. Foram ótimas conversas deram a todos nós a chance de conhecer uns aos outros melhor”, avaliou.

Durante a entrevista, o presidente da Amazon não disse quais foram os três livros lidos pelo time de executivos, mas Jon Fort divulgou os títulos em uma postagem em seu perfil no LinkedIn.

São eles: “The Effective Executive”, de Peter Drucker, “The Innovator’s Solution”, do autor Clayton Christensen e “The Goal”, de Eliyahu Goldratt.

Veja o vídeo da entrevista:

dica do Chicco Sal

Poesia de Drummond ajuda a entender assuntos de português

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Professor Nestor Accioly interpretou a poesia “Caso Pluvioso”.
Boa interpretação começa com a leitura do título do texto.

Publicado por G1

1A poesia de Carlos Drummond de Andrade, além de encantar quem a lê, pode servir para a explicação de conceitos de análise sintática, morfológica e interpretação de texto da língua portuguesa. Nesta quarta-feira (11), o professor Nestor Accioly mostrou detalhes do poema “Caso Pluvioso”, na reportagem do Projeto Educação.

Uma boa interpretação de texto começa com a leitura do título. Em “Caso Pluvioso”, já podemos notar a relação com a água. “A leitura do título é fundamental porque, se você entende bem o título, você vai começar a entrar no texto com muito mais cuidado. [O título é formado por] um substantivo e um adjetivo. São chamados de nomes e há uma concordância nominal”, destacou o professor.

Há muito mais nos versos que se seguem. “A chuva me irritava”. Nestor Accioly explica: “Eu tenho um sujeito, ‘chuva’, com um adjunto adnominal, ‘a’. Tenho um verbo transitivo direto, ‘irritar’, e tenho o pronome ‘me’, usado em próclise, que funciona como objeto direto”.

Professor Nestor Accioly ajudou na interpretação (Foto: Reprodução / TV Globo)

Professor Nestor Accioly ajudou na interpretação
(Foto: Reprodução / TV Globo)

O poema continua até uma de suas mais famosas frases: “Até que um dia descobri que maria é que chovia.” “’Até que um dia’ dá um elemento temporal. Em ‘descobri’, veja que o eu lírico está usando a primeira pessoa, então há a função emotiva da linguagem. E descobri o que? Que maria é que chovia. Observe que esse ‘é que’ não tem valor nenhum, a não ser o de embelezar a frase. O verbo ‘chover’ é intransitivo, não precisa de complemento, se basta, é completo. E é impessoal, não possui sujeito. Mas veja o que Drummond diz, ele pessoaliza o verbo: ‘maria é que chovia’. Mas o verbo ‘chover’, como indica fenômeno da natureza, é um verbo impessoal”, disse o professor.

No verso “A chuva era maria”, encontra-se uma estrutura de equivalência. E também é preciso perceber que a palavra ‘maria’ aparece escrita com letra minúscula. “Quando estou estudando poesia, estou estudando uma arte fonética. A poesia é para ser ouvida, como a música também. Mas a poesia, neste caso, está sendo lida. Então, “Maria”, para quem está ouvindo, é um substantivo próprio. Mas, quando eu vou ler, ou seja, partir de uma arte fonética para uma arte visual, vejo que ‘maria’ está com letra minúscula. ‘Maria’ é substantivo próprio, mas é um nome comum. Então, quando ele disse que ‘maria é que chovia’, posso entender que ‘maria’ representa qualquer mulher que machuca a vida do sujeito”, destacou Nestor Accioly.

O professor ainda revelou que essa passagem de Drummond não é machista, que pode ser aplicada aos homens também. Afinal, no poema em que o escritor diz: “E agora, José?”, a palavra “José” se refere à situação dos seres humanos em geral.

Detetive criado por Agatha Christie volta em novo livro de autora britânica

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Publicado no UOL

Escritora Sophie Hannah dá vida à personagem Hercule Poirot, critado por Agatha Christie

Escritora Sophie Hannah dá vida à personagem Hercule Poirot, critado por Agatha Christie

Hercule Poirot, o famoso detetive criado por Agatha Christie em 1920, voltará à vida em um romance escrito pela britânica Sophie Hannah, indicou nesta quarta-feira a Acorn Productions, que detém os direitos da escritora morta em 1976.

Este novo romance, que ainda não tem título, será publicado em setembro de 2014 no Reino Unido pela editora HarperCollins.

“Escrito com o total aval da família”, ele será o primeiro a prolongar as aventuras inventadas por Agatha Christie, 38 anos após “O Último Enigma” (Sleeping Murder), o último opus da “Rainha do Crime” publicado em 1976.

O famoso detetive belga apareceu pela primeira vez em 1920 no romance intitulado “O Misterioso Caso de Styles.

Evocando a escolha de Sophie Hannah, Mathew Prichard, neto de Agatha Christie, expressou todo o seu entusiasmo: “Sua história é tão atraente e sua paixão tão forte pelo trabalho da minha avó, que sentimos que era hora de um novo (romance de Agatha) Christie ser escrito” postumamente.

“Espero criar um quebra-cabeça que vai confundir e frustrar o incomparável Hercule Poirot por pelo menos alguns capítulos”, declarou Sophie Hannah, autora de oito thrillers psicológicos publicados em mais de 20 países e adaptados para a televisão.

A escritora, que também é poetiza, disse que “Agatha Christie é a autora que provocou o seu amor por romances de suspense aos 13 anos de idade”.

Agatha Christie escreveu 80 romances policiais e de notícias, que já venderam um bilhão de cópias em inglês e outro bilhão em outras línguas.

Documentário mostra como a escola mudou a vida de meninas em 9 países

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Ao terem acesso à escola, elas quebram ciclo de pobreza, diz produtor.
Filme retrata histórias em países como Haiti, Peru, Afeganistão e Etiópia.

As nove protagonistas do filme: Senna, Wadley, Suma, Amina, Sokha, Ruksana, Mariama, Yasmin e Azmera (Foto: Divulgação/Girl rising)

As nove protagonistas do filme: Senna, Wadley, Suma, Amina, Sokha, Ruksana, Mariama, Yasmin e Azmera (Foto: Divulgação/Girl rising)

Ana Carolina Moreno, no G1

Um documentário lançado em março deste ano nos Estados Unidos sobre os efeitos transformadores que a educação tem na sociedade foi exibido pela primeira vez no Brasil nesta quarta-feira (14) em uma sessão na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). O filme “Girl rising” (“A ascensão da garota”, em tradução livre do inglês) retrata a história de nove meninas de 7 a 16 anos que vivem em comunidades de países pobres e recebem a oportunidade de ir à escola.

De acordo com Justin Reever, um dos produtores do documentário, o filme mostra que dar às garotas acesso à educação é uma maneira de “quebrar ciclos de pobreza, acabar com longas tradições de injustiça e educar filhos e filhas de maneira igualitária”.

Nele, são contadas as histórias de garotas como Azmera, uma etíope que, aos 13 anos, se recusou a casar à força, Ruksana, uma menina que vivia nas ruas da Índia e cujo pai se sacrificou para garantir educação à filhas, e Wadley, uma menina de 7 anos que mora no Haiti e, mesmo sendo rejeitada pelos professores, volta à escola todos os dias para exigir seu direito de estudar.

Cena do documentário 'Girl rising' (Foto: Divulgação/Girl rising)

Cena do documentário ‘Girl rising’
(Foto: Divulgação/Girl rising)

As outras protagonistas do documentário são Senna, uma poeta do Peru, Sokha, uma órfã do Cambódia, Suma, uma musicista do Nepal, Yasmin, uma pré-adolescente do Egito, Mariama, uma radialista de Serra Leoa, e Amina, que vive no Afeganistão.

Solução para quebrar ciclos

Em entrevista ao G1, Justin, que trabalha como diretor de parcerias do The Documentary Group, produtora do documentário, afirmou que, apesar de as histórias mostrarem vidas difíceis e impactantes, o filme traz uma mensagem de esperança.

Segundo ele, a ideia do filme surgiu há mais de cinco anos, antes do ataque contra Malala Yousafzai, uma garota paquistanesa que foi baleada na cabeça pelos radicais do Talibã por defender seu direito à escola e trouxe à tona o debate sobre a discriminação de gênero na educação em diversas partes do mundo.

Em uma pesquisa em vários países, os produtores de “Girl rising” visitaram diversas comunidades empobrecidas para entender as causas da miséria e as alternativas e soluções para o problema.

“Em comunidades presas em situações de pobreza, o que a gente encontrava é que havia muitas maneiras de acabar com esse problema, mas uma solução simples era educar as garotas”, contou ele. Foi assim que surgiu a ideia de encontrar e retratar histórias de meninas que ajudaram a transformar sua comunidade depois de receberem a oportunidade de ir à escola.

Capítulo sobre Wadley, a garota do Haiti (Foto: Divulgação/Girl rising)

Capítulo sobre Wadley, a garota do Haiti
(Foto: Divulgação/Girl rising)

A partir daí, a equipe formou parcerias com sete ONGs de setores como promoção da saúde, construção de bibliotecas e mobilização internacional, e visitou nove países selecionados e conhecer dezenas, às vezes centenas, de meninas. Depois de passar alguns dias com elas, os produtores pré-selecionavam cerca de cinco garotas com histórias ou características que chamavam sua atenção.

A escolha final das nove protagonistas foi feita pelas nove escritoras contratadas como autoras de cada capítulo. Elas também eram dos mesmos países e foram escolhidas para produzir os roteiros. As filmagens aconteceram entre 2010 e o fim de 2012.

Ainda de acordo com Justin, o diretor Richard Robbins usou nove técnicas cinematográficas diferentes para dar a cada história um toque específico. O capítulo de Senna, a adolescente peruana estimulada por seu pai a se dedicar aos estudos, foi filmado em preto e branco, por exemplo. Ao contar a história da radialista Mariama, foram usados efeitos de animação.

Para narrarem os capítulos, a produtora convidou atrizes como Meryl Streep, Anne Hathaway, Salma Hayek e a cantora Alicia Keys, que doaram suas vozes ao projeto.

Desde o lançamento do documentário, em março, mais de US$ 1 milhão (cerca de R$ 2,3 milhões) já foram arrecadados para as ONGs que apoiam as protagonistas e outras garotas pelo mundo que ainda não têm acesso à escola.

No Brasil, o documentário ainda não tem previsão de lançamento nas salas de cinema. Além do evento na USP, a Intel, que financiou a produção do filme, pretende organizar exibições em Campinas, no fim de agosto, e no Rio de Janeiro, ainda sem previsão. Segundo Justin, pelo site oficial do filme é possível agendar exibições pontuais, e uma campanha está sendo feita para que diversos apoiadores transmitam o filme no mesmo dia, em 11 de outubro, quando se celebra o Dia Internacional da Menina.

Escritora Jane Austen estará nas próximas notas de 10 libras britânicas

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Publicado por AFP [via Folha de S.Paulo]

A nova nota de 10 libras, com o rosto da escritora Jane Austen (1775-1817)

A nova nota de 10 libras, com o rosto da escritora Jane Austen (1775-1817)

A escritora britânica Jane Austen (1775-1817) terá seu retrato estampado nas futuras notas de 10 libras, uma vitória para centenas de feministas britânicas.

A autora de “Orgulho e Preconceito” substituirá Charles Darwin nas notas a partir de 2017, anunciou nesta quarta-feira (24) o Banco da Inglaterra.

Desde 1970, personalidades podem estar nas notas britânicas, além da rainha Elizabeth 2ª, cujo rosto está representado em todos as notas e moedas em circulação.

Jane Austen é a terceira mulher a ser escolhida para receber esta homenagem.

O anúncio em abril da substituição em 2016 nas notas de 5 libras da reformista do século 19, Elizabeth Fry (1780-1845) por Winston Churchill (1874-1965) irritou muitas feministas, que passaram a temer que a rainha fosse a única mulher presente nas notas.

Uma petição, que recolheu 35 mil assinaturas, foi lançada para que uma mulher fosse escolhida para a nova nota de 10 libras. Suas iniciadoras comemoraram a escolha de Austen como um “dia excepcional para as mulheres e fantástica para o poder do povo”.

“Sem esta campanha, sem as 35 mil pessoas que assinaram nossa petição, o Banco da Inglaterra teria varrido as mulheres da história”, declarou a jornalista Caroline Criado-Perez, que lançou a petição.

Jane Austen, que publicou seis grandes romances de sucesso, incluindo “Orgulho e Preconceito”, morreu em 1817 aos 41 anos.

EXPLICAÇÕES

O Banco da Inglaterra assegurou nesta quarta-feira que nunca teve a intenção de banir de suas notas figuras femininas.

A instituição convidou a população a propor ideias para melhorar o processo de seleção das figuras históricas.

“Queremos que a população confie em nosso compromisso com a diversidade”, declarou o novo diretor do Banco, Mark Carney.

“Jane Austen merece seu lugar no círculo de figuras históricas representadas em nosso dinheiro”, acrescentou, ressaltando que a escritora é “reconhecida como uma das maiores da literatura inglesa”.

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