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Criança consegue vaga em escola de MT após campanha no Facebook

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Mãe publicou fotos da filha pedindo uma vaga em escola de Rondonópolis.
Menina ficou dois anos sem ir à escola e, nesta segunda, foi matriculada.

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Júlia segura último cartaz após conseguir vaga em escola de Rondonópolis. (Foto: Arquivo/Facebook)

Dhiego Maia, no G1

Uma semana depois de uma campanha iniciada em uma rede social, a mãe da pequena Júlia Jasche Quadros, de quatro anos, comemorou o ingresso da filha em uma escola de educação infantil na rede pública da terceira maior cidade de Mato Grosso, Rondonópolis, localizada a 218 quilômetros de Cuiabá.

Sem conseguir matricular a garota em nenhuma unidade escolar da cidade desde 2011, Melissa Jasche Quadros, de 36 anos, passou a publicar fotos da filha segurando um cartaz com uma mensagem informal ao prefeito Percival Muniz e à secretária de Educação da cidade, Ana Carla Muniz. Nos cartazes, as mensagens diziam as seguintes palavras: “Hoje não fui para a escola, pois não há vaga para eu estudar”.

A Secretaria de Educação de Rondonópolis reconheceu ao G1 que há um déficit de vagas para alunos na idade de Júlia. De acordo com a pasta, 49 unidades escolares contam, no momento, com 8.373 crianças de zero a cinco anos. Outras 2.933 crianças estão na fila de espera. A secretaria disse ainda que foram criadas neste ano 530 vagas e que mais 1,4 mil vagas devem ser criadas quando novas unidades estiverem construídas.

Nesta segunda-feira (6), Júlia estampou o último post da campanha com um cartaz mostrando a escola em que foi matriculada. Ela participou da primeira aula na Escola Municipal de Educação Infantil Elaine Aparecida e, segundo a mãe, saiu do local feliz. “Ela gostou muito da escola e disse que uma professora é legal. A escola fica bem longe da minha casa, mas o mais importante é que a Júlia está estudando”, afirmou Melissa.

Até conseguir a vaga para a filha, Melissa contou ao G1 que enfrentou vários problemas. Ela é estudante de Geografia no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Sem ter onde deixar Júlia, ela perdeu as contas das vezes que levou a menina para a universidade.

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Mãe pediu vaga para a filha em rede social. (Foto: Reprodução/Facebook)

Em 2011, para atenuar o problema, a família resolveu economizar para pagar uma escola particular para a menina. A mensalidade de R$ 220 por mês pesou no orçamento da família e Júlia teve que abandonar as aulas. “Não tive condições de pagar e ainda estou devendo duas mensalidades”, declarou Melissa.

No início deste ano, Melissa afirmou ter passado por uma decepção. Ela colocou o nome da filha em uma lista de espera em uma escola próxima da casa dela. Dias depois, quando retornou, o local estava fechado. “O espaço para os pequenos era anexo a uma escola. Quando fui lá para ver se tinha vaga para minha filha, o local não estava funcionando”, disse.

Mudança
Segundo o Ministério da Educação (MEC), uma alteração na Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, tornou obrigatória a matrícula de crianças na educação básica a partir dos 4 anos de idade. De acordo com a lei 12.796, publicada no dia 4 de abril deste ano, estados e municípios têm até 2016 para garantir a oferta a todas as crianças a partir dessa idade.

Kroton e Anhanguera se unem e criam maior grupo de educação do mundo

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Juntas, empresas terão mais de 1 milhão de alunos e valor de mercado de R$ 12 bilhões

Pedro Carvalho, no IG

Greg Salibian/iG -  Rodrigo Galindo, presidente da empresa resultante da fusão: "possibilidade de sinergias relevantes"

Greg Salibian/iG -
Rodrigo Galindo, presidente da empresa resultante da fusão: “possibilidade de sinergias relevantes”

A Kroton e a Anhanguera, os dois maiores grupos de educação do País, anunciaram uma fusão nesta segunda-feira (22), numa operação que cria o maior conglomerado do setor do mundo. A companhia resultante teria faturamento bruto de R$ 4,3 bilhões, mais de um milhão de alunos e valor de mercado próximo a R$ 12 bilhões.

A Kroton terá cerca de 57,5% da empresa combinada, enquanto os acionistas da Anhanguera ficarão com 42,5%. As ações da Anhanguera serão incorporadas pela Kroton. Os atuais acionistas da Anhanguera receberão 1,364 ação da Kroton após a aprovação da fusão, que depende de análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O presidente da empresa será Rodrigo Galindo, atual presidente da Kroton, e o conselho de administração passa a ser comandado por Gabriel Mário Rodrigues, que lidera o conselho da Anhanguera. “Será uma empresa maior e mais eficiente, os dois grupos têm complementaridade geográfica e possibilidade de sinergias relevantes”, disse Ricardo Scavazza, atual presidente da Anhanguera, que fará parte do conselho da empresa resultante, em teleconferência com o mercado financeiro nesta manhã.

A Anhanguera tem forte presença em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Kroton está mais estabelecida no Mato Grosso, Minas Gerais, Bahia, Santa Catarina e Paraná. Na empresa resultante, 73% da receita virá do ensino superior em campus, 23% do ensino superior em polos associados e 4% de educação básica. O grupo terá cerca de 800 unidades de ensino superior e 810 escolas associadas.

Além de aumentar a área de atuação, a complementaridade geográfica faz os administradores acreditarem que não haverá maiores problemas no Cade. “Nosso market share [ participação de mercado ] nacional é baixo, e os múnicipios onde há sobreposição de atuação [ ou seja, onde essa participação subiria ] são muito poucos”, diz Galindo.

“Teremos valor de mercado próximo a US$ 5,9 bilhões (R$ 12 bilhões), o dobro da segunda maior empresa do setor [ a chinesa New Oriental, que vale cerca de US$ 3 bilhões ]. O ebitda [ lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ] será de cerca de US$ 1 bilhão, seremos uma empresa bastante relevante”, afirma Galindo.

As duas empresas são listadas no Novo Mercado da BM&F Bovespa e, segundo Galindo, existe expectativa de que agora o grupo passe a fazer parte do IBovespa, índice de referência da bolsa paulistana. O anúncio da fusão fez os papéis da companhias dispararem. A ação da Kroton saltou 8,14%, a R$ 27,19, enquanto o da Anhanguera fecharam com alta de 7,91%, a R$ 36,85. O Ibovespa subiu 0,68%.

Após a aprovação do negócio, serão emitidas 198,8 milhões de ações da Kroton. No dia 30, a empresa vota em assembleia um desdobramento de ações, que poderia alterar a relação de troca dos papéis – os acionistas da Anhanguera passariam a receber 0,45 ação da Kroton.

“Foi um negócio entre iguais, o espírito é de uma fusão”, disse Galindo. “Poderia haver emissões tanto de uma empresa quanto de outra, mas vimos vantagens jurídicas na emissão da Kroton”, afirmou.

Até a aprovação do Cade, as empresas se mantêm independentes. “Não haverá, por enquanto, troca de informações estratégicas e nenhuma integração”, afirma Galindo. “O time de integração terá representantes das duas companhias, que têm várias integrações e captações de sinergia em seus históricos”, lembra, uma vez que os grupos cresceram em parte com fusões e aquisições.

Justiça condena professor que fez alunos de sete anos segurarem gelo seco

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Ao todo 14 estudantes foram hospitalizados. Um precisou de tratamento especial

Do ABC Austrália O estudante que sustentou a dor por mais tempo teve queimaduras severas e precisou de tratamento especializado

Do ABC Austrália
O estudante que sustentou a dor por mais tempo teve queimaduras severas e precisou de tratamento especializado

Publicado por R7

O professor de ciências uma escola que fez alunos segurarem gelo seco para testar quem aguentaria mais tempo foi condenado pela Justiça australiana, de acordo com a imprensa local nesta segunda-feira (22).

Segundo o jornal Daily Telegraph, Damien Hilton fez com que os alunos cronometrassem o tempo de seus colegas.

O estudante que sustentou a dor por mais tempo — dois minutos em 20 segundos — teve queimaduras severas e precisou de tratamento especializado. Ao todo, 14 alunos foram hospitalizados. Todos eles na faixa dos sete anos de idade.

A juíza Jennifer Atkinson, de Newcastle, entendeu que o professor instruiu mal os alunos e não deu a importância devida a uma “atividade perigosa”, além de não ter dado as instruções corretas sobre o manuseio do gelo, de acordo com o site ABC.

Hilton pode pegar até dois anos de prisão pelos ferimentos causados aos alunos em fevereiro do ano passado. A defesa do professor vai recorrer da decisão.

Diretora de escola no Rio diz ter sido agredida por aluno de 15 anos

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Segundo diretora-adjunta, “a violência não é comum na escola”.
Estudante foi transferido para outro colégio, diz secretaria.

Os alunos da escola João Kopke fizeram um cartaz escrito "Violência não" na manhã desta segunda (25), após diretora ter sido agredida por aluno. (Foto: Isabela Marinho / G1)

Os alunos da escola João Kopke fizeram um cartaz escrito “Violência não” na manhã desta segunda (25), após diretora ter sido agredida por aluno. (Foto: Isabela Marinho / G1)

Isabela Marinho, no G1

A diretora da Escola Municipal João Kopke, Leila Soares, em Piedade, no Subúrbio do Rio, afirma ter sido espancada quinta-feira (21) por um aluno de 15 anos. Segundo informou nesta segunda-feira (25) a diretora-adjunta da escola, Ana Paula, Leila sofreu lesões no rosto, ficou com a face muito machucada e está de licença. Ainda de acordo com Ana Paula, o caso foi “pontual” e “a violência não é comum na escola”.

Assista ao vídeo aqui.

A mãe de uma aluna de 13 anos, identificada apenas como Aline, contou ao G1 nesta segunda que desde que a diretora Leila chegou à escola, ela tenta “melhorar o ambiente”. Os alunos da escola fizeram um cartaz escrito “Violência não” na manhã desta segunda.

De acordo com Aline, antes de o aluno agredir a diretora, uma briga entre dois jovens, na semana retrasada, movimentou a escola. “Minha filha me contou que um aluno jogou pedra em outro, que revidou”, disse. A mãe ressaltou ainda que o consumo de drogas no entorno da escola é comum.

Jennifer foi aluna da escola há cinco anos e seu irmão estuda na instituição atualmente. Segundo ela, naquela época, já havia presenciado a tentativa de agressão de um aluno à mesma diretora.

“Acho que é porque ela quase não fica na escola. É difícil encontrá-la aqui. E quando chega quer botar moral e não consegue”, afirmou a ex-aluna. De acordo com Jeniffer, o irmão dela costuma comentar que “a pancadaria” na escola é frequente.

Uma professora da escola, que não quis ser identificada, contudo, disse que a diretora subiu para ver o que estava acontecendo no corredor. Segundo ela, o aluno estava dando uma gravata “de brincadeira” em um colega. O rapaz deu um empurrão e xingou a professora, que disse que chamaria o responsável do aluno. Foi quando ele deu um soco na diretora.

“Ela foi para a sala, ele a imobilizou, deu vários socos nela. Saiu muito sangue, enchemos uma lixeira com papeis. Ela também machucou o ouvido”, contou a professora. A diretora foi encaminhada para o Hospital Salgado Filho. A história foi publicada pelo jornal “O Dia” nesta segunda.

Medo

A professora disse ainda que os professores estão com medo, porque o aluno fez ameaças de que caso fosse expulso, voltaria para matar todo mundo.

Segundo a professora, a afirmação da ex-aluna de que Leila é omissa é uma inverdade e que “ela é muito dedicada” e fica na escola além do horário.

A mãe de uma outra aluna, que não quis se identificar, chegou na porta da escola por volta de 11h20, preocupada.

“Recebi a ligação de uma amiga me dizendo que o aluno que agrediu a diretora é morador do Morro do Urubu e que os traficantes viriam à escola pegar a diretora. Não sei o quanto disso é verdade, mas fiquei com medo e vim aqui ver. Fiquei tranquila quando vi que as portas da escola estão trancadas e que as coisas estão calmas”, contou.

Segundo nota da Polícia Civil, a vítima procurou a delegacia informando ter sido agredida por um aluno de 15 anos. O menor foi ouvido e a vítima encaminhada para exame de corpo de delito. De acordo com a delegada Cristiane Carvalho, da 24ª DP (Piedade), a vítima compareceu à delegacia sem apresentar lesões externas, contudo, foi encaminhada ao IML para averiguar lesões internas, no ouvido.

Ainda segundo a polícia, na delegacia, o aluno contou que agrediu Leila após a diretora do colégio o repreender por ele não voltar à sala após o intervalo de aula.

A Secretaria Municipal de Educação esclareceu, em nota, que não admite este tipo de conduta nas escolas da Prefeitura do Rio e já aplicou o Regimento Escolar Básico do Ensino Fundamental ao caso, com a transferência do aluno para uma outra unidade.

“É triste e lamentável. Não admitimos qualquer tipo de violência nas nossas escolas”, declarou a secretária de Educação, Claudia Costin.

De acordo com a Polícia Civil, o caso foi enviado a Vara da Infância e Juventude e foi registrado na 24º DP (Piedade).

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