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George R.R. Martin usa livro de bebês para batizar personagens de ‘Game of Thrones’

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Autor dos livros que deu origem à série da HBO contou que usa livros do tipo ‘Que Nome Dar ao Seu Filho’ para decidir como chamaria alguns personagens

George RR Martin usa livro de bebês para batizar personagens de Game of Thrones (Foto: Divulgação/ HBO)

George RR Martin usa livro de bebês para batizar personagens de Game of Thrones (Foto: Divulgação/ HBO)

Publicado na Caras

Você já teve curiosidade em saber como surgiram os nomes de Khaleesi, Joffrey, Tyrion, Arya e outros personagens de Game of Thrones? O autor George R.R. Martin, que escreve os livros que deram origem à série da HBO, contou que ele tem vários livros feitos para pais escolherem os nomes dos filhos.

“Nomes são difíceis. Não há uma resposta fácil para isso. Tenho uma biblioteca de ‘Que Nome Dar ao Seu Bebê’, mesmo sabendo que eu nunca tive um bebê. E estou sempre pegando um livro novo”, contou ele ao Express UK.

Martin também disse que já tentou usar geradores de nomes fictícios online, mas que todos saíam parecidos com ‘Grisnopple’. “Muitos nomes de fantasia são um pouco demais para mim. Eles são difíceis de pronunciar”, falou.

O autor também falou que se inspirou em nomes britânicos conhecidos na Idada Média.

Nomes próprios devem seguir a Ortografia?

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Professor do Damásio Educacional, Diogo Arrais explica se nomes próprios devem seguir o padrão da língua portuguesa ou não

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Camila Pati, na Exame

Há poucas semanas, ocorreu a edição brasileira do IronMan (literalmente para homens de ferro) – uma competição que envolve 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. O nome do esporte? Triathlon, na forma estrangeira; Triatlo na forma aportuguesada.

Um fato, porém, chamou-me a atenção: o vice-campeão da prova, com um dos melhores tempos de toda a história do IronMan Brasil, o genial atleta brasileiro Santiago Ascenço tem o sobrenome oficialmente registrado com cedilha.

Pergunta-se: nomes próprios devem seguir a Ortografia? Em Portugal, por exemplo, sempre existiu a tradição do registro em acordo à língua-padrão. No Brasil, a recomendação da Academia Brasileira de Letras é que se siga o padrão, apesar de haver o direito individual do nome.

O nome “Neusa”, por exemplo, deve ser grafado com S; pela regra, usa-se S após ditongo. Assim sendo, “Sousa” igualmente com S.
No GRANDE MANUAL DE ORTOGRAFIA GLOBO, de Celso Luft, uma das melhores obras para a consulta dos nomes próprios oficiais, estão os conhecidos ortográficos “Luís”, “Iolanda”, “Piraçununga”, “Teresa”, “Teresinha”.

Assim, pois, voltemos ao grande triatleta ASCENÇO. Seguindo um caminho ortográfico muito prático, palavras – próprias ou não – que possuem ND (asceNDer), RG (imeRGir), RT (inveRTer), CORR (CORRer), PEL (exPELir), SENT (SENTir), no radical, devem fazer uso de S.

O termo ASCENSO, proveniente de ASCENDER, remete a ASCENSÃO e corresponde exatamente ao caminho brilhante do triatleta Santiago (de garoto simples a professor de Educação Física e Triatleta Profissional de muito sucesso, humildade, persistência e recordes).

Linguisticamente curiosa é também a existência dos termos ASSENSO e ACENSO. Este significa “oficial adjunto a alto funcionário, na Roma Antiga”; aquele significa “o ato de dar consentimento ou aprovação; permitir; assentimento”.

Achei curiosa a incrível coincidência do sobrenome à carreira, sempre em plena ascensão, de ASCENÇO. Embora cada um tenha o direito do nome, a ortografia nos nomes próprios é quesito de padronização.

Bienal do Livro da Bahia contará com mais de cem autores

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Publicado em Bahia Notícias

Bienal do Livro da Bahia contará com mais de cem autores

Poeta José Inácio é um dos curadores do evento

Prevista para acontecer entre os dias 8 e 17 de novembro, A 11ª Bienal do Livro da Bahia terá 385 expositores e mais de cem autores nacionais e internacionais. Já estão confirmados nomes como o romancista João Paulo Cuenca; o jornalista, poeta e produtor cultural José Inácio Vieira de Melo; e a poeta, ensaísta e professora de literatura Suzana Vargas. Um dos espaços mais valorizados do evento é o Café Literário, que promete conversas descontraídas entre escritores e público. Em outro espaço, no Território Jovem, vão ocorrer debates em torno do tema tecnologia e cultura digital. Na Praça Cordel e Poesia, voltada para a cultura popular, irão acontecer oficinas, exposições e declamação de poesias. Já no Mundo dos Livros, as crianças vão ser apresentadas à literatura de maneira interativa, além de ouvir contos e fábulas. A Bienal oferece ainda o Fórum de Debates, espaço reservado para realização de encontros de profissionais e palestras voltadas a temas literários, como livros eletrônicos, didáticos e design do livro. O evento ocorrerá mais uma vez no Centro de Convenções da Bahia.

País tem quase mil escolas com nomes de presidentes da ditadura

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Das 3.135 unidades escolares públicas que homenageiam ex-dirigentes da República, 976 pertencem aos cinco generais que comandaram o regime militar

Busto do ex-presidente Costa e Silva divide espaço com desenhos infantis em pátio da escola municipal que leva seu nome, em Botafogo Agência O Globo / Leonardo Vieira

Busto do ex-presidente Costa e Silva divide espaço com desenhos infantis em pátio da escola municipal que leva seu nome, em Botafogo Agência O Globo / Leonardo Vieira

Gustavo Uribe e Leonardo Vieira em O Globo

RIO E SÃO PAULO – Na Escola Municipal Presidente Médici, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, boa parte dos alunos tem pouco a dizer sobre o general que governou o país de 1969 a 1974. “Minha vó falou que ele era um sanguinário”, conta uma aluna do 8º ano. “O professor de Geografia disse que ele não era uma boa pessoa”, afirma uma colega de sala, de 14 anos, quando perguntada sobre o gaúcho ditador, responsável pelo período de maior recrudescimento à liberdade de expressão na ditadura militar brasileira. Dentro da unidade, porém, há um mural com fotos do homenageado e, segundo professores, o nome do colégio é usado para abordar o assunto em sala.

— Durante a aula, temos que explicar o período Médici deixando que eles tenham o seu próprio olhar sobre o ex-presidente, com senso crítico. Nossa função é fazer o aluno se colocar nesse debate. Explicar a razão da homenagem e contextualizá-la com a época — argumenta Gabriella Fernandes Castellano, professora de História.

Inaugurada em 1975, com a presença do próprio Médici, a unidade em Bangu é uma das 160 escolas públicas de ensino básico e pré-escolar no país batizadas com o nome do ditador. Um levantamento feito pelo GLOBO mostra que há no Brasil 976 colégios municipais, estaduais e federais com os nomes dos cinco presidentes do Regime Militar, de 1964 a 1985 (ficaram fora da conta os ministros da junta que chefiou o país de agosto a outubro de 1969). Só o marechal Humberto Castello Branco, que governou de 1964 a 1967, é homenageado em 464 unidades. Ao todo, o país tem 3.135 escolas com nomes de ex-presidentes.

Tributo ao ‘carrasco de Vargas’

Além dos chefes de Estado, pessoas importantes durante o período também batizam instituições de ensino. Chefe da polícia política durante a ditadura de Getulio Vargas, Filinto Müller foi senador e presidente da Arena, o partido que deu sustentação política ao Regime Miltar. Ele dá nome a dez colégios brasileiros, como a Escola Estadual Senador Filinto Müller, uma das mais tradicionais de Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo.

Assim como na unidade municipal em Bangu, onde quase um terço do corpo docente pediu a mudança do nome há cerca de dois anos, parte da comunidade escolar do colégio em Diadema também tentou rebatizar o prédio.

— A comunidade cogitou trocar o nome porque ele teve relação com a ditadura, mas se entendeu que, apesar disso, há uma identidade muito forte em torno do nome e, assim, decidiu-se preservá-lo — explica o professor de História e Geografia Bruno do Nascimento Santos, que lecionou na unidade durante sete anos.

Muitos alunos de Diadema também ignoram o passado do homenageado. Na saída da escola, nenhum estudante abordado pela equipe de reportagem conhecia a história de Filinto, muitas vezes chamado de “carrasco de Vargas”, acusado de fazer prisões arbitrárias e ordenar sessões de tortura. Em 1936, ele foi o responsável pela prisão de Olga Benário Prestes, militante comunista e mulher de Luiz Carlos Prestes, e por sua deportação para um campo de concentração na Alemanha nazista.

— A escola nunca abriu um debate para falar quem foi ele. Não sei, acho que foi um senador — arrisca uma estudante de 17 anos.

A direção da unidade reconheceu, por meio de um comunicado, que não existe na escola um projeto pedagógico específico para tratar sobre a história de seu homenageado.

Por ironia do destino, uma página do Facebook com o nome do colégio, atualizada por professores e alunos, faz uma defesa ideológica ao comunismo tão combatido por Filinto. “Acho que o socialismo talvez possa trazer este acesso à cultura de massa. Fazer como o Mao Tse-Tung fez com a China”, diz a descrição da página na rede social.

Os pais de alguns dos alunos reconhecem que o passado do patrono não é boa influência, mas não veem razão para mudar o nome da escola.

— Os estudantes não sabem disso, já que passou tanto tempo. Acho que um nome não interfere na educação deles — pondera o motorista Samuel de Oliveira, de 45 anos, pai de uma aluna.

O presidente da Comissão da Verdade de São Paulo, deputado estadual Adriano Diogo (PT), planeja apresentar um projeto de lei para modificar o nome da escola pública em Diadema.

— Isso é a eternização da ditadura militar no Brasil. Enquanto não for revisto, a ditadura não acabou — critica ele.

De acordo com a advogada Rosa Cardoso, da Comissão Nacional da Verdade, o tema das escolas com nomes de pessoas ligadas à ditadura militar ainda não foi amplamente discutido. Mas ela garante que a questão fará parte das recomendações ao final dos trabalhos do grupo. A advogada, porém, alerta para os perigos que podem surgir nesse debate.

— Não podemos ter visão totalitária às avessas e mudar nomes só porque são de direita. Mas se houver provas de que são nomes de criminosos, devem ser mudados. E devem ser mudados por movimento da sociedade civil.

A coordenadora pedagógica da Escola Presidente Costa e Silva, em Botafogo, Fabíola Fernandes Martins, é contra a mudança. Inaugurada em 1970, um ano após a morte do marechal gaúcho, a instituição tem, no pátio do recreio, perto de murais com desenhos infantis e uma mesa de totó, um busto do ex-presidente, responsável pelo Ato Institucional número 5 (AI-5), que deu poderes absolutos ao Regime Militar e possibilitou o fechamento do Congresso Nacional. Hoje, 45 anos depois do decreto, Costa e Silva é homenageado em 295 escolas.

Quando a equipe do jornal foi à escola na Zona Sul do Rio, a unidade não estava funcionando, devido à greve de professores, e, portanto, não havia alunos para entrevistar. Mas Fabíola garante que orienta os estudantes a traçar um quadro comparativo do Brasil com regimes de outros países, para que tirem suas conclusões.

— Temos que ter cuidado para não haver uma generalização negativa contra a carreira militar. Procuramos apresentar os fatos históricos, sem contudo, despertar o ódio às Forças Armadas.

Presidente da Associação Nacional dos Professores de História (Anpuh), Rodrigo Pato de Sá Motta enxerga na situação uma excelente oportunidade pedagógica:

— É bom para mostrar que escola também é espaço de disputa política e aproveitar para politizar um pouco mais as aulas. A decisão de mudar o nome passa pela comunidade escolar. Mas não adianta nada mudar o nome e todos continuarem sem saber quem foi a pessoa. O mais importante é fazer a discussão — argumenta o professor de História da UFMG.

dica do Ailsom Heringer

Restauração revela registros íntimos de Frida Kahlo

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Denise Mota, na Folha de S.Paulo

O início de 2014 deve ser marcado no México pela aparição, em versão restaurada, de 369 imagens do acervo pessoal de Frida Kahlo (1907-1954), com a artista de Coyoacán e seu marido, Diego Rivera (1886-1957) -figuras centrais da arte mexicana no século 20-, diante e por trás das câmeras.

Trata-se de uma seleção entre as 6.500 fotografias guardadas na Casa Azul, residência da artista, na Cidade do México, transformada em museu quatro anos após sua morte.

Os registros, que devem estar recuperados para exposição a partir de janeiro, abarcam 70 anos de momentos e pessoas relacionados à trajetória de Kahlo, como um retrato de seu pai, Guillermo.

Além dos mexicanos, entre os autores das imagens em restauração estão nomes como Henri Cartier-Bresson, Man Ray, Sergei Eisenstein, Tina Modotti e Edward Weston, além de Lola e Manuel Álvarez Bravo.

Frente à objetiva, aparecem, por exemplo, os artistas David Alfaro Siqueiros, André Breton e José Clemente Orozco, e o revolucionário comunista Leon Trótski.

Há também vislumbres de momentos do cotidiano, registros de viagens, detalhes de objetos que foram alvo do interesse da pintora.

Registros íntimos de Frida Kahlo

Frida fotografada pelo seu pai, Guillermo, em 16 de outubro de 1932 (Divulgação)

Frida fotografada pelo seu pai, Guillermo, em 16 de outubro de 1932 (Divulgação)

Frida Kahlo no Detroit Institute of Arts (EUA), com mural de Diego Rivera ao fundo, em 1932 ou 1933 (Divulgação)

Frida Kahlo no Detroit Institute of Arts (EUA), com mural de Diego Rivera ao fundo, em 1932 ou 1933 (Divulgação)

Diego Rivera e Frida visitam local onde o botânico Luther Bubanks foi enterrado, nos EUA (Divulgação)

Diego Rivera e Frida visitam local onde o botânico Luther Bubanks foi enterrado, nos EUA (Reprodução)

Frida Kahlo entre os pais, Guillermo e Matilde (Divulgação)

Frida Kahlo entre os pais, Guillermo e Matilde (Divulgação)

Retrato Guillermo Kahlo, pai de Frida (Divulgação)

Retrato Guillermo Kahlo, pai de Frida (Reprodução)

E instantâneos de pura intimidade: em imagem do fotógrafo húngaro Nickolas Muray (amante da artista entre 1931 e 1941), Frida se mostra deitada na cama, de bruços, com a cintura descoberta e um olhar enigmático.

A foto foi feita em Nova York, em 1946, onde ela estava para se submeter a uma entre as várias cirurgias que realizaria ao longo da vida.

ACERVO PESSOAL

As imagens -registradas entre 1880 e 1950- são parte de um acervo de documentos pessoais (entre mapas, desenhos, recortes de jornais, cartões-postais, cartas) de propriedade do casal Kahlo-Rivera e que começaram a ser catalogados em 2005.

Em 2010, a análise do conjunto de imagens guardadas revelou um contingente de 65% de registros com necessidades de restauração.

As que começaram a ser recuperadas agora são as 369 que estão em pior estado. Após a conclusão do projeto, as fotos serão tema de exposição e livro.

“Cada foto representa uma peça de um grande quebra-cabeças da complexa vida de Frida. Permitem entender muitos aspectos de sua personalidade, sua visão política, social e sexual, sua doença, sua frustração por não poder ter um filho, sua intensa vida social e, claro, sua relação com Diego [Rivera]”, disse a diretora da Casa Azul, Hilda Trujillo à publicação “The Art Newspaper”.

O processo de recuperação das fotos, que deve durar aproximadamente seis meses, está sendo custeado pelo Bank of America Merrill Lynch, por meio do seu Projeto de Conservação de Arte. A iniciativa incluiu a América Latina a partir de 2012 e, neste ano, contempla 16 países e 24 propostas, incluindo o Museu de Arte Moderna de São Paulo (leia texto ao lado).

No ano de lançamento do programa, em 2010, o Bank of America informou que “pelo menos US$ 1 milhão” seriam destinados anualmente à totalidade dos projetos escolhidos.

Neste ano, tanto as instituições quanto o banco não informaram os valores que foram cedidos.

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