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Bolsa de pós-graduação é única fonte de renda de muitos estudantes

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Os cursos de Ciências Agrárias foram os que mais receberam bolsas de pós-graduação no Brasil em 2011, segundo dados da Capes. A área abrange os cursos de Agronomia, Engenharia Agrícola e Recursos Florestais e Engenharia Florestal. No total, são 5.916 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado --mais da metade é para o mestrado Jean Marconi/Flickr

Os cursos de Ciências Agrárias foram os que mais receberam bolsas de pós-graduação no Brasil em 2011, segundo dados da Capes. A área abrange os cursos de Agronomia, Engenharia Agrícola e Recursos Florestais e Engenharia Florestal. No total, são 5.916 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado –mais da metade é para o mestrado Jean Marconi/Flickr

Mariana Tokarnia, no UOL

Com valores mensais entre R$ 1.000 e R$ 4.000, as bolsas de pós-graduação são, quase sempre, a única fonte de renda de muitos estudantes no país. Eles se dedicam exclusivamente às dissertações, teses, à publicação de artigos e a leituras. É com a bolsa também que pagam despesas como o aluguel e a alimentação. O valor, segundo bolsistas, é insuficiente para algumas localidades, ou dá apenas para pagar as contas. Para aqueles que deixam a família e se mudam para estudar, a bolsa é o que garante a fixação na localidade. A partir deste mês, os estudantes recebem um reajuste de 10% nos valores.

O reajuste das bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado ofertadas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) foi anunciado em março. Os novos valores começam a ser pagos agora: a bolsa de mestrado passa de R$ 1.350 para R$ 1.500, a de doutorado, de R$ 2.000 para R$ 2.200 e a de pós-doutorado de R$ 3.700 para R$ 4.100.

“A bolsa é interessante porque legitima a nossa função como estudantes, nos dá um aval de pesquisadores”, diz o doutorando em literatura da UnB (Universidade de Brasília) Douglas Sousa. “Mas o valor é ainda mais interessante para aqueles que não são de Brasília [onde o custo de vida é alto], que moram em residência própria. Eles podem usar a bolsa apenas para manutenção do curso, gastam com lanches, livros e viagens para congressos. Para nós que somos de outros Estados, temos que pagar aluguel, alimentação, além de bancar nossa participação em eventos científicos, que é quase uma obrigatoriedade para pós-graduandos”.

Custo de vida
Douglas veio de Socorro do Piauí, a 457 quilômetros da capital piauiense, Teresina. No Estado de origem fez graduação e mestrado. Para o doutorado, escolheu Brasília pelo intercâmbio cultural que teria: “Não precisa sair de Brasília para ter um pedacinho do mundo aqui”. Mas o preço é alto, apenas o aluguel consome 40% do que ganha.

“Eu posso dizer que não vivi Brasília culturalmente. Pesquiso dramaturgia e não tenho dinheiro suficiente para ir a várias apresentações”, diz o mestrando em literatura da UnB Francisco Alves. Ele veio de Boa Vista, Roraima. Francisco conta que sempre viveu intensamente as universidades por onde passou, sendo monitor e participando de projetos de pesquisa. “Em Roraima, na graduação, minha mãe alugou um quarto para mim perto da universidade. Disse que pagava o aluguel e o resto, eu me virasse”.

Ambos estudam uma média de seis a oito horas por dia. A bolsa é uma ajuda para que se dediquem exclusivamente à pós. Na UnB, de um total de 7,6 mil alunos de pós-graduação, 4,5 mil, quase 60%, são brasileiros que não residiam no Distrito Federal.

“Temos muitos alunos que vêm de outros Estados, alunos de classe média baixa que têm muita dificuldade em se fixar. A família sustenta na graduação, mas quando chega na pós, o estudante já é adulto e às vezes fica mais difícil para a família. Além disso, eles estão em uma fase da vida em que começam a se casar, ou já são casados, têm família para sustentar e isso dificulta enormemente a vida acadêmica”, constata o decano de pesquisa e pós-graduação da universidade, Jaime Martins.

“O valor da bolsa melhorou um pouco, mas ainda não é suficiente para que os estudantes possam viver em boas condições e para se dediquem exclusivamente à pesquisa. Não se trata de uma visão romântica, é algo prático, para que o estudante possa ter mais tempo dedicado ao trabalho e fazer aquilo da melhor forma possível. Com dedicação, melhor será o trabalho, melhor a publicação e mais mérito acadêmico para o aluno e para a universidade”, diz o decano.

Confira as áreas que mais recebem bolsas de pós-graduação no Brasil

Professores usam imaginação e música para atrair a atenção de alunos

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Sambista usa o cavaquinho para dar aulas de história.
Professor de química virou fenômeno na internet usando o funk em aula.

Publicado por G1

1Professores têm usado a criatividade para atrair a atenção de alunos em colégios do Rio. Com a ajuda da música, eles aprimoram a técnica de ensinar através do funk, samba e diversos estilos musicais, conforme mostrou o Jornal das Dez, da Globo News.

André Diniz, um dos compositores do samba enredo da Vila Isabel, escola campeã do carnaval carioca em 2013, trabalha como professor de história e não larga o cavaquinho nem para ensinar. “Eles gostam de tudo que saia do cotidiano, da rotina. Cria um clima de felicidade, cria um clima de alegria e fixa. Porque a música não tem jeito, fica na cabeça e não sai nunca mais”, afirma o professor.

“Eu matava muita aula no colégio. Quinta-feira à tarde era a aula dele e era a única que eu ia no colégio. Tive vontade de ser professor por causa dele”, diz um dos alunos.

Autor de um funk que virou fenômeno na internet, o professor Sílvio Predis, diz que já foi até reconhecido na rua depois do sucesso. Ele cria letras de funk para ensinar uma das matérias mais temidas pelos jovens: a química. O vídeo de uma de suas aulas caiu na rede semana passada e foi visto mais de 1,3 milhão de vezes.

“Cheguei no banco para pagar contas e a menina do caixa estava me olhando. Me olhou uma, me olhou duas, aí, na terceira vez, ela olhou e falou assim: “Já te falaram que você é a cara do professor do Youtube?”, contou Predis.

“Super divertidas as aulas deles. Mantém muita a nossa atenção”, afirma uma das alunas.
Apaixonado por música, Sílvio já compôs várias letras. Parodia funk, música sertaneja e até forró para explicar conceitos complicados.

Confira a letra do funk que virou sucesso na internet:
“Vem, vem, vem, vem, vem, vem,
na oxidação o anodo é negativo
onde ocorre a corrosão
eletrodo corroído concentrando a solução
os elétrons vão partindo pro catodo boladão
e o nox vai subindo
um beijão no coração”

Biblioteca Pública ‘anistia’ devedores de multas para recuperar livros

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Publicado por G1

Livros da biblioteca de Santa Helena, no PR, estão sumidos há quatro anos.
Levantamento interno mostra que pelo menos 200 livros estão perdidos.

Sem títuloA Biblioteca Pública de Santa Helena, no oeste do Paraná, decidiu “anistiar” os devedores de multas à instituição. O objetivo é recuperar os livros que foram emprestados e não devolvidos sem onerar os devedores, já que um levantamento interno mostrou que existem livros que deveriam ter sido devolvidos há quatro anos.

Entre os livros “perdidos” estão clássicos das literaturas brasileira e estrangeira, em um total que chega a 200 exemplares. De acordo com a secretária de Educação, Cultura e Esporte, Roseli Martineli, a biblioteca precisa dos livros para reorganizar o acervo, que totaliza 40 mil exemplares atualmente.

“Neste momento agora nossa intenção é recuperarmos o acervo – termos de volta os livros. Então o cidadão não precisa ficar preocupado com essa conta”, disse.

Assista ao vídeo aqui

Primeiro livro do fundador do WikiLeaks chega ao Brasil

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Cypherpunks: Liberdade e o Futuro da Internet é o primeiro livro escrito por Julian Assange.

Wikerson Landim no TecMundo

 

Primeiro livro do fundador do WikiLeaks chega ao Brasil (Fonte da imagem: Divulgação/Boitempo)

Chega ao Brasil nesta semana o livro “Cypherpunks: Liberdade e o Futuro da Internet”, a primeira obra escrita por Julian Assange, o fundador do site WikiLeaks. A edição brasileira é responsabilidade da Boitempo Editorial e tem a colaboração do filósofo esloveno Slavoj Zizek e da jornalista Natalia Viana.

A obra é uma reflexão de Julian Assange sobre o seguinte tema: a comunicação eletrônica vai nos deixar mais livres ou nos escravizar? Além, um grupo de ativistas (Jacob Appelbaum, Andy Mueller-Maguhn e Jéremie Zimmermann) também participam do livro.

De acordo com o autor, haverá no futuro uma onda de repressão à internet a ponto de ela ser considerada uma ameaça à civilização. Sites como o Google e o Facebook seriam, juntos, a maior máquina de vigilância que já existiu, capaz de rastrear continuamente a nossa vida. O livro tem preço sugerido de R$ 29.

Fonte: Adrenaline

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