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Madonna leiloa pintura por R$ 14 milhões para educação de meninas

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Publicado por Folha de S.Paulo

Madonna vendeu uma pintura abstrata do artista francês Fernand Leger por US$ 7,16 milhões (R$ 14, 2 milhões) na terça-feira (6), para arrecadar fundos para projetos de educação de meninas no Afeganistão, no Paquistão e em outros lugares.

A pintura de 1921, “Trois Femmes a la Table Rouge”, que tinha uma estimativa pré-venda de até US$ 7 milhões (R$ 14 milhões), foi adquirida por um comprador não identificado no leilão de arte impressionista e moderna da Sotheby’s, em Nova York, de acordo com o site da casa de leilões.

Quadro "Trois Femmes a la Table Rouge", leiloado por Madonna / Emmanuel Dunand/AFP

Quadro “Trois Femmes a la Table Rouge”, leiloado por Madonna / Emmanuel Dunand/AFP

A cantora pop disse em abril que comprou a pintura em 1990 e que a venda combinaria suas paixões pela arte e a educação ao angariar fundos para a Fundação Ray of Light, uma organização sem fins lucrativos que oferece formação profissional para crianças de rua e agricultoras pobres.

“Eu não posso aceitar um mundo onde as mulheres ou meninas são feridas, alvejadas ou mortas seja por ir à escola ou por ensinar em escolas para meninas. Nós não temos tempo para ser complacentes”, disse Madonna em um comunicado no mês passado.

“Quero trocar algo valioso por algo de valor inestimável –educar meninas.”

Madonna adotou duas crianças do Malaui e planeja construir 10 escolas no país do sul da África.

Jovem de 17 anos diz como aprendeu 23 línguas

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O americano Timothy Doner adotou o hobby de aprender idiomas e se tornou um hiperpoliglota

O estudante Timothy Doner. Ele dedica suas férias e os fins de semana a aprender idiomas (Foto: Emily Berl/The New York Times)

O estudante Timothy Doner. Ele dedica suas férias e os fins de semana a aprender idiomas (Foto: Emily Berl/The New York Times)

Angela Pinho, na Época

Nas ruas de Nova York, é possível ouvir alguém cantando em hebraico, falando híndi ou pedindo uma comida em farsi. É possível que tudo isso esteja sendo feito por uma pessoa só, o estudante Timothy Doner. Aos 17 anos, ele tornou-se sucesso na internet devido à capacidade de aprender idiomas. Muitos. Praticamente sozinho. Afirma que já fala 23, incluindo sua língua materna, o inglês, e promete mais.

Tim, como gosta de ser chamado, resolveu virar poliglota por hobby. Começou quando estudava para seu bar mitzvah, cerimônia que, na tradição judaica, marca a maioridade dos meninos, aos 13 anos. Durante a preparação, aprendeu algumas palavras em hebraico e resolveu continuar os estudos com o mesmo professor. Pegou gosto. Durante as férias, decidiu estudar árabe numa universidade. Com base no novo conhecimento, aprendeu outras línguas do Oriente Médio. Estendeu seus conhecimentos ao sul-asiático e à África. A partir do francês, que aprendeu na escola, passou a outras línguas latinas.

Para se tornar um hiperpoliglota, Tim diz passar praticamente todos os dias de suas férias e os fins de semana estudando de diversas maneiras, que incluem a combinação de diferentes métodos. Para algumas línguas, preferiu engajar-se em aulas de idioma. No caso de outras, apenas mergulhou em livros didáticos. Para praticar a fluência, conta que se beneficiou do caráter multicultural de Nova York, onde vive com os pais. Um de seus passatempos é ir a Chinatown, o bairro chinês, praticar mandarim com os moradores. Tirou também proveito da internet. Há dois anos, seguindo o exemplo do também poliglota Richard Simcott, passou a publicar pequenos vídeos no YouTube falando em diferentes idiomas. Ao final deles, perguntava: “O que vocês acharam da minha pronúncia?”. As respostas o ajudavam a melhorar ainda mais o que já parecia muito bom.

777_personagem2Tim não tem o mesmo nível de conhecimento para todas as línguas – algumas ele fala melhor, outras escreve, outras apenas lê. Sua desenvoltura impressiona quem assiste aos vídeos. “Daqui a dois anos, você poderá ter seu próprio programa na Al Jazeera”, disse um dos primeiros a comentar o vídeo de Tim falando em árabe, postado quando tinha 15 anos. “Você fala melhor que eu!”, afirmou uma afegã sobre o vídeo em que ele fala pachto, uma das principais línguas do Afeganistão. A partir dos amigos conectados à internet, trocou contatos e passou a praticar idiomas com gente do mundo todo por meio do programa de comunicação Skype. Num único dia, chega a falar até dez idiomas. Seu vídeo mais acessado, em que exibe sua fluência em 20 línguas durante 15 minutos, já foi visto por mais de 1,2 milhão de pessoas (assista abaixo). Apesar da fama, Tim rejeita o rótulo de superdotado. “Sou um bom aluno, mas diria que provavelmente sou mediano em todo o resto”, afirmou numa entrevista. É também modesto. Além de pedir opiniões sobre sua pronúncia, em seus vídeos diz coisas como: “No mês passado, comecei a ler em pachto, e não é tão difícil!”. Acha graça de seus amigos que dizem que seu hebraico tem sotaque francês – e vice-versa.

Tim pertence a um grupo de pessoas chamadas de hiperpoliglotas. Pesquisas recentes na área de neurologia descartam uma explicação única para tamanha habilidade. Parte dessa capacidade pode ser do próprio indivíduo – especialistas consideram haver algo de excepcional na facilidade e na agilidade com que Tim aprende línguas. Parte, entretanto, pode ser adquirida.

Aprender uma segunda língua ainda criança ajuda bastante. Alguns hábitos podem ajudar qualquer um a se lançar à tarefa. Em seus vídeos, Tim ensina alguns: não se estressar; não procurar cada palavra no dicionário; ler um pouco na língua estrangeira diariamente, mesmo que apenas um artigo da Wikipédia; misturar métodos até encontrar o mais adequado; tentar falar e ouvir o máximo em músicas, vídeos, novelas e pela internet. Para incentivar o diálogo dentro da rede, Tim estrelou com outros poliglotas o vídeo Skype me maybe, paródia do sucesso Call me maybe, de Carly Rae Jepsen. Ele não se cansa de novos desafios. Em sua coleção, Tim tem um livro sobre português do Brasil. Em breve, deverá falar como um brasileiro.

Série de fotos mostra o que as pessoas lêem no metrô!

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Gustavo Magnani no Literatortura

 

“ON THE ROAD,” BY JACK KEROUAC

 

A coluna de fotografia desta semana se alinha com a maior paixão deste site que vos fala! O que as pessoas leêm no metrô de Nova York é o tema do ensaio da fotógrafa Ben-Haim. Ela disponibliza, inclusive periodicamente, seu trabalho num site próprio para o projeto:  Underground New York Public Library.

Ben sofre de um mal que muito litratorturado sofre por aí – e isso, de fato, é quase uma tortura – descobrir o título do livro que o fulano de tal está lendo: seja no metrô, no ônibus, na faculdade ou numa praça qualquer. A própria fotógrafa admite que quando não consegue descobrir qual o livro, ela simplesmente pergunta e mata a curiosidade.

Entrei em contato hoje mesmo com uma brasileira que descobri fazer a mesma coisa. Tentarei trazer o ensaio de uma maneira bacana para o site em algumas semanas e aí poderemos descobrir  o que as pessoas leêm no metrô BRASILEIRO!

Confira o ensaio:

(mais…)

Obra de Clarice Lispector é finalista do Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos EUA

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Publicano no Boa Informação

A primeira tradução para o inglês de “Um Sopro de Vida” (“A Breath of Life”), último livro de Clarice Lispector (1920-1977), por Johnny Lorenz, é finalista do Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos, na categoria Ficção.

O anúncio dos dez finalistas, escolhidos entre os 25 nomeados, foi feito hoje (10) pelo centro de investigação literária que criou a premiação, o Three Percent, da Universidade de Rochester, no Estado norte-americano de Nova York.

O Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos Estados Unidos é atribuído anualmente à melhor obra vertida ao inglês, publicada no mercado norte-americano, considerando a qualidade narrativa e de tradução.

A cerimônia de entrega dos prêmios ocorrerá em Nova Iorque no dia 4 de junho. O autor e o tradutor das obras premiadas nas categorias de Ficção e Poesia receberão um prêmio de US$ 5.000 (cerca de R$ 9,8 mil) cada, atribuído pela Amazon.

Clarice Lispector decidiu ser escritora em 1933, aos 13 anos. Em 1942, publicou sua primeira obra, Perto do Coração Selvagem. Ela escreveu 36 livros, entre os quais “A Paixão Segundo G.H”, “A Vida Íntima de Laura”, “A Mulher que Matou os Peixes”, “Laços de Família” e “A Maçã no Escuro”.

“Um Sopro de Vida” foi editado nos Estados Unidos em 2012 pela New Directions.

Divulgação
A escritora Clarice Lispector posa para foto em Berna, na Suíça
                                       A escritora Clarice Lispector posa para foto em Berna, na Suíça

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Veja os indicados ao Prêmio de Melhor Livro Traduzido nos EUA, na categoria Ficção:

“Um Sopro de Vida” (“A Breath of Life”), de Clarice Lispector, por Johnny Lorenz
“The Planets”, Sergio Chejfec, traduzido por Heather Cleary (Argentina)
“Prehistoric Times”, de Eric Chevillard, traduzido por Alyson Waters (França)
“The Colonel”, de Mahmoud Dowlatabadi, traduzido por Tom Patterdale (Irã)
“Satantango”, de László Krasznahorkai, traduzido por George Szirtes (Hungary)
“Autoportrait”, de Edouard Levé, traduzido por Lorin Stein (França)
“The Hunger Angel”, de Herta Müller, traduzido por Philip Boehm (Alemanha/Romênia)
“Maidenhair”, de Mikhail Shishkin, traduzido por Marian Schwartz (Rússia)
“Transit”, de Abdourahman A. Waberi, traduzido por David e Nicole Ball (Djibouti)
“My Father’s Book”, de Urs Widmer, traduzido por Donal McLaughlin (Suíça)

Exemplar do primeiro livro impresso nos EUA será leiloado

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Publicação do período colonial pode ser vendida a 30 milhões de dólares

 

Publicado no UAI

O último leilão de um dos 11 exemplares de 'Bay salm book' aconteceu em 1947 (Emmanuel Dunand / AFP)

                                  O último leilão de um dos 11 exemplares de ‘Bay salm book’ aconteceu em 1947
 
 
 

Uma edição muito rara do ‘Bay Psalm Book’ (‘Livro de salmos da baía’), o primeiro livro impresso nas colônias que viriam a ser os Estados Unidos, será leiloado pela Sotheby’s de Nova York em novembro. O leiloeiro calcula que a venda poderá alcançar valores entre 15 e 30 milhões de dólares.

A obra foi redigida em 1640 por pastores puritanos, na baía de Massachusetts, dois anos depois da importação da primeira prensa gráfica. Trata-se de uma nova tradução da versão hebráica de ‘O livro dos salmos’ e um dos 11 exemplares conhecidos dessa edição será leiloado em 26 de novembro. O último exemplar dessa leva havia sido leiloado em 1947, batendo todos os recordes para um livro impresso, segundo a Sotheby’s.
 
O livro que será leiloado pertence a uma igreja de Boston, a Old South Church, que planeja financiar sua reforma e seus programas sociais.
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