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O Hobbit | 80 anos do lançamento do clássico de J.R.R. Tolkien

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Muitas vezes visto como um elemento menor diante de O Senhor dos Anéis, a história de Bilbo foi essencial para o trabalho de Tolkien

Fábio de Souza Gomes, no Omelete

O início é uma aula de como prender o leitor na primeira frase. “Numa toca no chão vivia um hobbit”. Não importa se naquele momento ninguém tem a menor ideia do que seja um hobbit ou porque viveria numa toca. É impossível deixar de seguir em frente e descobrir que a toca na verdade é uma confortável residência de muitos cômodos cujo dono é fã de muito conforto. No momento que os hobbits são descritos como criaturas com “quase” nenhum poder mágico, não há mais como abandonar a história.

O cinema transformou os filmes baseados nos livros do J. R.R. Tolkien numa franquia de US$ 5,8 bilhões de dólares, mas nada disso teria acontecido sem O Hobbit. Uma aventura ágil, cheia de suspense, com toques de humor e ambientada numa era distante na qual a magia ainda era cotidiana, o livro cativou leitores e críticos com a história de Bilbo, um hobbit que se envolve numa série de aventuras, culminando com a luta contra um dragão. Lançada em 21 de setembro de 1937, a primeira edição de 1500 exemplares publicada na Inglaterra pela editora George Allen and Unwin Ltd esgotou-se em dezembro do mesmo ano, um grande feito para um autor estreante. Habituado a criar histórias para os filhos, antes de O Hobbit Tolkien havia publicado apenas alguns poemas, e depois dele, dezessete anos se passaram antes que o autor tivesse uma nova obra pronta. E, para desagrado de quem o aguardava, o novo livro não seria a continuação de O Hobbit solicitada, e sim o gigantesco e complexo O Senhor dos Anéis, que está longe de ser ágil e é mais apropriado ao público jovem e adulto.

Mas O Hobbit dessa primeira edição também não é o livro que hoje habita as prateleiras. Não havia planos para uma continuação na história publicada em 1937, assim, o anel que Bilbo e Gollum disputam é apenas um anel mágico capaz de tornar seu usuário invisível. Tanto que ao propor um jogo de adivinhação, Gollum diz a Bilbo que lhe dará um presente caso o hobbit ganhe. Mas quando Bilbo vence, Gollum pede desculpas, pois percebe que havia perdido o anel e não tem presente algum para dar ao vencedor. Bilbo, que a esta altura já havia encontrado o anel em um túnel, diz que aceita como prêmio a ajuda de Gollum para encontrar o caminho e está tudo bem. Gollum mostra a saída ao hobbit e cada um segue com a vida. Foi só quando passou a trabalhar no que seria O Senhor dos Anéis e decidiu colocar o anel de Bilbo no centro da história é que Tolkien resolveu transformá-lo no Um Anel, o Anel do Poder, criando um enorme problema de continuidade. Assim, em 1951, a Allen e Unwin publicou uma edição revisada de O Hobbit com o encontro com Gollum devidamente alterado para encaixar-se na nova história.

Se as origens de O Senhor dos Anéis estão no sucesso de O Hobbit, as raízes da aventura de Bilbo estão ainda mais distantes. Em uma carta ao poeta W. D. Auden em 1955, Tolkien conta que escreveu uma história sobre um dragão aos sete anos, o que não pode ser considerado incomum para um garoto britânico. Mas é revelador que ele não se lembre do enredo e sim do fato de sua mãe ter corrigido seu texto explicando que o correto não era “um verde grande dragão”, mas sim “um grande dragão verde”. Apaixonado pelo estudo de línguas, Tolkien se tornaria professor de anglo-saxão, idioma falado na Inglaterra entre os séculos 5 e 12 e no qual foi escrito Beowulf, poema sobre um guerreiro que entre outras tarefas, enfrenta um dragão. Especialista no texto, Tolkien foi um dos primeiros a defender seu estudo como obra literária e não apenas histórica. Ele acumulava ainda conhecimentos de latim, gótico, celta, espanhol, galês e finlandês, porta de entrada para outra história épica, o Kalevala, além de verdadeira paixão por criar idiomas fictícios.

Todas essas referências já transitavam pelos escritos de Tolkien, uma coleção de textos produzidos durante a Primeira Guerra Mundial, em especial em períodos passados em hospitais. Mas o livro responsável por apresentar a Terra-média aos leitores e transformar seu autor no responsável pelo ressurgimento do gênero de fantasia só nasceria nos anos 30, quando Tolkien enfrentava a cansativa tarefa de corrigir provas e deu de cara com uma folha em branco. Nela ele escreveu a primeira frase de O Hobbit. O aluno que largou o inspirador espaço em branco na prova permanece desconhecido, mas outro garoto passou à posteridade como responsável pela publicação do livro. Filho do editor Stanley Unwin, Rayner Unwin tinha apenas dez anos quando recebeu do pai a tarefa de ler o manuscrito e escrever um relatório a respeito, onde elogiou o volume e o indicou para crianças entre cinco e nove anos. Se tivesse a menor ideia do que estaria iniciando ali, o garoto na certa cobraria mais do que o xelim que recebeu pela resenha.

Escritor britânico John Le Carré recupera seu espião mais famoso em novo livro

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TOLGA AKMEN/AFP (foto: TOLGA AKMEN/AFP)

TOLGA AKMEN/AFP (foto: TOLGA AKMEN/AFP)

Vinte e sete anos depois, George Smiley está de volta em A legacy of spies

Publicado no UAI

O escritor britânico e mestre da literatura de espionagem John Le Carré traz de volta, 27 anos depois, seu herói George Smiley para seu novo romance, A legacy of spies. “Não se pode criar um personagem sem deixar algo de si mesmo”, disse ele ao público durante lançamento no centro cultural Southbank, em Londres, transmitido ao vivo para mais de 200 salas de cinema no Reino Unido, para angariar fundos para a organização Médicos Sem Fronteiras.

Ambos têm muito em comum, começando pela espionagem. Le Carré, cujo nome real é David Cornwell, trabalhou para os serviços de Inteligência britânicos entre 1950 e 1964 e se dedicou inteiramente à literatura após o sucesso de O espião que saiu do frio, o primeiro papel importante de Smiley, em 1963.

Além disso, o autor completará 86 anos em outubro, e seu personagem fictício tem em torno dessa idade. Os dois atuaram na Guerra Fria que opôs o bloco comunista aos países ocidentais, uma mina para romances de espionagem. A inspiração de Le Carré não sofreu com a queda do Muro de Berlim. Seu romance seguinte sobre o comércio de armas, The night manager (O gerente noturno), em 1993, foi adaptado para uma série de televisão de sucesso.

CARÁTER

John e George compartilham certos traços de caráter. “É difícil para ambos lembrar momentos felizes. Não é algo que aconteça comigo naturalmente, eu tenho que me esforçar”, explicou o escritor ao Times. Eles compartilham a discrição, e é inútil procurar Le Carré nas colunas sociais. Nem há nada de chamativo sobre Smiley, um anti-James Bond, cada vez mais taciturno com a idade e, certamente, um exemplo mais acurado de um espião do que o 007 dos Dry Martinis, das mulheres belíssimas e das geringonças incríveis. O contraste entre o sex symbol e o mestre dos espiões é manifesto, por mais que os dois sejam britânicos.

As ideias políticas de ambos também são próximas. “Escrevi o livro em uma espécie de frenesi durante [Donald] Trump e o Brexit. Odeio toda essa operação do Brexit, assim como Smiley”, desabafou Le Carré ao Times, referindo-se à decisão britânica de deixar a União Europeia. “Todos os governos culpam a Europa por seus próprios fracassos, porque nunca se envolveram com a ideia de uma Europa unida”, critica.

Embora as aborrecidas negociações para a saída da UE dificilmente inspirem um romance de espionagem, o Smiley de A legacy of spies se mostra profundamente europeu. Quando seu ex-assistente Peter Guillam pergunta ao espião se ele trabalhou toda a sua vida para o Reino Unido, ele responde: “Não, para a Europa”.

Le Carré abordou a questão, explicando que a Guerra Fria consistiu, para Smiley, na luta pela “alma da Europa”. “Foi, para ele, a frente de batalha da Guerra Fria. Foi onde lutou pela alma da Europa. Então, quando olha para trás – como eu faço, neste caso –, ele vê a futilidade de tudo isso.” (AFP)

Homem de Aço protege imigrantes

Os vilões já não são mais os gênios do mal ou alienígenas invasores: Super-Homem tem agora a missão de proteger imigrantes dos abusos de supremacistas brancos.

Na última edição da série Action comics, que publica as aventuras do Super-Homem desde 1938, o Homem de Aço age para impedir um operário desempregado de matar imigrantes.

Com camisa azul e bandana com as cores da bandeira dos Estados Unidos, o vilão bigodudo representa todos os clichês que cercam o trabalhador americano pobre. De arma na mão, ele ameaça mulheres de véu e arremete contra hispânicos, os quais acusa de roubar seu emprego.

“Trabalham por quase nada, não falam inglês e assim não podem exigir nem um centavo a mais. Tomaram o meu trabalho! Meu modo de vida! Por tudo isso, vão pagar”, diz o operário antes de atirar. Porém, no momento exato aparece o Super-Homem, desviando as balas com seu peito para salvar os imigrantes. “A única pessoa responsável por sua escuridão, que sufoca a sua alma, é você”, diz o herói de capa vermelha ao supremacista branco.

O episódio evoca a recente violência em manifestações de extremistas de direita nos Estados Unidos, como ocorreu em agosto passado, em Charlottesville, na Virgínia. (AFP)

John Green lerá 1º capítulo de “Tartarugas até lá embaixo” em seu canal

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Graziele Fontes, no Cabana do Leitor

O autor de A Culpa é das Estrelas, John Green, anunciou que vai ler em seu canal no Youtube, vlogbrothers, o primeiro capítulo de “Tartarugas Até Lá Embaixo”, seu novo livro. O anúncio foi feito em seu último vídeo postado em seu canal, que você assiste logo abaixo, onde ele fala que assinou 200 mil autógrafos que serão incluídos em cópias lançadas nos EUA. Aqui no Brasil, o livro será distribuído pela Editora Intrínseca.

Essa não é a primeira vez que o autor faz isso. Em 2008 e em 2011, ele também leu o primeiro capítulo de Cidades de Papel e A Culpa é das Estrelas.

John Green tem quatro best-sellers publicados no Brasil e, juntos, os livros venderam no país mais de 4,5 milhões de exemplares.

Tartarugas até lá embaixo chega as livrarias dia 10 de outubro.

‘Origem’, novo livro de Dan Brown, será lançado em outubro

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Imagem: Divulgação

Imagem: Divulgação

Laís Dias, no Beco Literário

Origem, o quinto livro protagonizado por Robert Langdon será lançado em outubro pela editora Arqueiro. Nesse novo volume, o protagonista passará pelas cidades espanholas Barcelona, Bilbao, Madri e Sevilha.

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Dan Brown é conhecido pelos sucessos Anjos e Demônios (2000), O Código Da Vinci (2003), O Símbolo Perdido(2009) e Inferno (2013). Langdon conhecerá o Mosteiro de Montserrat, a Casa Milà e A Sagrada Família, em Barcelona. Em Bilbao, ele passará pelo Museu Guggenheim, o Palácio Real em Madri e a Catedral de Sevilha. Dan Brown sempre utiliza os cenários de seus livros como peça chave para o entendimento da história.

Em uma entrevista, Brown afirma que escolheu a Espanha como cenário porque foi o primeiro país que ele visitou. Além disso, para ele, o país apesar de possuir uma rica tradição não deixa de mirar no futuro.

De acordo com ele, Langdon assistirá um anúncio no Museu Guggenheim em Bilbao que mudará os rumos da ciência para sempre.

O romance “Origem” tem estreia marcada para o dia 5 de outubro.

Game of Thrones | Vinte personagens que morreram na série vão aparecer no novo livro

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Conversando com o Metro, George R.R. Martin comentou mais uma vez sobre as diferenças entre Game of Thrones e a série de livros de As Crônicas de Gelo e Fogo. Segundo o autor, cerca de vinte personagens morreram na série, mas aparecerão no próximo romance, The Winds of Winter:

Os livros e a série seguem caminhos diferentes. Na TV, personagens são mortos a todo momento. Uns vinte deles já morreram lá mas continuam vivos e vão aparecer nos próximos livros.

Martin mais uma vez foi questionado sobre a demora para escrever The Winds of Winter e respondeu que esse é o seu padrão:

Eu não estou escrevendo mais devagar. Eu trabalhei no primeiro livro por seis anos e no segundo por outros quatro. Escritores que lançam romances todos anos não trazem livros grandes. Os livros deles não tem mais de 1000 páginas como os meus, costumam ter 500. Além disso, eu envelheci. A idade não te traz mais ânimo.

Na mesma entrevista, o escritor falou sobre as semelhanças que alguns fãs apontam entre os acontecimentos dos livros e o mundo real:

Sete Reinos estão tentando se unir contra um inimigo comum, os Caminhantes Brancos. Mas isso não é uma alegoria. Se eu quisesse escrever sobre o mundo real, eu teria escrito.

The Winds of Winter segue sem previsão para ser lançado.

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