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Concurso Cultural Literário (95)

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capa novos

O primeiro casamento ficou muito abaixo de suas expectativas e você, mais do que ninguém, quer que agora dê certo. Poderá dar (e esperamos que dê), mas para isso você precisa reconstituir sua família.

Admita: pensar sobre a integração de seus novos filhos sob o mesmo teto já o faz perder o sono. E os desafios não param aí. Você precisa juntar os cacos emocionais e lidar com questões difíceis, como as relacionadas com a disciplina, a ira e a incompreensão, além dos sentimentos de perda e traição.

Nessas horas, nada como ter ao lado um experiente conselheiro que já auxiliou milhares de homens e mulheres a enfrentarem desafios semelhantes ao seu. E, sabendo que você não tem muito tempo, Kevin Leman separou o que é essencial para quem, como você, esté em busca de uma nova e bem-sucedida experiência familiar.

Vamos sortear 3 exemplares de “Novo casamento… Novos filhos“,  novo livro de Kevin Leman publicado pela Mundo Cristão.

Se você está enfrentando o desafio de começar de novo ou tem amigos passando por essa situação, basta enviar um e-mail para concurso@livrosepessoas.com e você já estará concorrendo. Por favor, mencione na linha de assunto “Novo casamento”.

O sorteio vai ocorrer no dia 14 de outubro e o resultado será divulgado neste post.

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Parabéns aos ganhadores: Alessandra Rodrigues, Leonardo e Eva Miranda. \o/

Por gentileza enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com em até 48 horas.

Novos autores apostam na autopublicação

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Fernanda Reis, na Folha de S.Paulo

O bancário aposentado Toshio Katsurayama, 71, quis escrever um livro sobre a história de sua mãe. Procurou editoras, mas não houve interessados. Juntou “um dinheirinho” e o publicou por conta própria, para realizar um sonho e “brincar de escritor”.

Como Toshio, outros autores que não encontram editoras dispostas a lançar suas obras optam pela autopublicação, às vezes contratando empresas para auxiliá-los em cada etapa do processo.

Para publicar seu livro, Toshio contratou a consultoria Tire Seu Livro da Gaveta, criada por Cássio Barbosa em 2012. A empresa faz um orçamento e cuida de todas as etapas da produção: da revisão ortográfica à impressão.

Cássio Barbosa, dono da consultoria Tire Seu Livro da Gaveta, que faz orçamentos e ajuda autores  - Davi Ribeiro/Folhapress

Cássio Barbosa, dono da consultoria Tire Seu Livro da Gaveta, que faz orçamentos e ajuda autores
- Davi Ribeiro/Folhapress

Barbosa, dono da editora Reino Editorial, que publica livros e revistas técnicas, diz que percebeu a existência de uma grande quantidade de pessoas interessadas em imprimir pequenas tiragens de seus livros, para venda ou distribuir entre os amigos.

“Se o autor publica seu próprio livro e o vende diretamente, fica com a margem da editora, da distribuidora e da livraria”, diz Barbosa. Segundo ele, os palestrantes, que vendem livros em eventos, e líderes religiosos, que os vendem em igrejas, são alguns dos maiores beneficiados.

Para publicar um livro, ele passa por uma revisão —ortográfica e de incoerências. Depois, o texto deve ser diagramado, enquanto um capista cuida da capa. A última etapa é a impressão.

Para imprimir 300 exemplares de seu livro, Toshio desembolsou cerca de R$ 5.000. “Ainda tenho condições de gastar para ter o prazer de ter meu livro publicado”, diz ele, que não quer vender a obra.

Há autores que optam pela publicação totalmente independente. Foi a escolha do jornalista Junior Bellé, 29, ao lançar seu primeiro livro de poesias, “O Sonhador que Colhe Berinjelas na Terra das Flores Murchas”, em 2010, com tiragem de 200 exemplares.

“Uma amiga fez a diagramação, um amigo fez a capa, banquei a gráfica e saí por aí vendendo por R$ 5″, diz.

A artista plástica Estela Miazzi, 24, também teve a ajuda de amigos para publicar seu “Maria”, em 2012. A designer Lila Botter participou de todas as escolhas, “desde o papel, a capa, até a gráfica”, diz. Para publicá-lo, arrecadou R$ 13 mil no site de financiamento coletivo Catarse.

EDITORAS PEQUENAS

Outra opção para autores iniciantes é buscar editoras menores, como a Patuá, que lançou o segundo livro de Bellé, “Trato de Levante”.

O editor Eduardo Lacerda é o único funcionário fixo da empresa, que recebe em média 150 originais e lança de oito a dez livros por mês.

“Percebi que dá para fazer tiragens pequenas com a qualidade de uma editora grande sem cobrar de autores”, diz. A tiragem inicial de seus livros é de cem exemplares.

Novos livros com poemas atribuídos a Gregório de Matos desmontam imagem do ‘Boca do Inferno’

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Ilustração de manuscrito do séc. 18 que reuniu poemas de Gregório de Matos, supostamente

Ilustração de manuscrito do séc. 18 que reuniu poemas de Gregório de Matos, supostamente

Nelson de Sá, na Folha de S.Paulo

O que se sabe do homem Gregório de Matos e Guerra (1663?-1699?) é muito pouco. Por exemplo, de próprio punho, sobrevive uma única assinatura, no livro de matrícula do curso de direito canônico na Universidade de Coimbra, em Portugal.

Mas ele foi, mais do que um homem, um gênero literário na Bahia do século 17, dizem João Adolfo Hansen, 72, da USP, e Marcello Moreira, 47, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia.

No final deste mês, chegam às livrarias cinco volumes com os poemas atribuídos a Gregório, editados e analisados por ambos. Reproduzem o códice (manuscrito em pergaminho com as folhas unidas como num livro) “Asensio-Cunha”, reunido no século 18, antes da lenda.

O Gregório proto-nacionalista e obsceno, imagem que resiste até hoje, teria sido uma invenção dos críticos e historiadores românticos do século 19, diz Hansen. “Eles transformaram a poesia na expressão psicológica de um indivíduo-autor.”

Assim, Silvio Romero (1851-1914) “vai dizer que Gregório não era nem índio nem branco nem negro: já era mazombo, um autêntico nacionalista”. E José Veríssimo (1858-1916) “vai dizer que é um canalha, um neurótico”.

SISTEMA

As visões românticas culminam em Antonio Candido, de “Formação da Literatura Brasileira” (1957), “que afirma que não existe, na Colônia, um sistema coeso de autor-obra-público”. É exatamente o que a nova edição de Gregório refuta.

Autor da história literária mais influente ou, como descreve Hansen, “totem que já virou tabu”, Candido vê ausência de condições materiais no século 17 para a disseminação literária -da proibição de imprensa pela Coroa portuguesa ao analfabetismo.

“Mas hoje a gente sabe que existia um sistema absolutamente consistente”, questiona Hansen. Havia outros modos de escrever e ler, na Salvador então com 30 mil habitantes e no Recôncavo Baiano com 150 mil.

Muitos dos poemas de Gregório são descritos como “Tonilhos para cantar” ou “Letrilhas para cantar”. O próprio levava consigo uma viola de cabaça. “Era prática difusa entre a população pouco letrada”, diz Moreira. “Escravos memorizavam e cantavam as poesias, acompanhando-se de viola.”

Mais importante, as poesias circulavam na Bahia em forma manuscrita, nas folhas volantes que seriam recolhidas depois no códice “Asensio-Cunha”. “As sátiras eram lançadas sob frinchas de portas, à noite, e afixadas em lugares públicos, para serem lidas em voz alta.”

TARADO

Junto com os manuscritos, por vezes, aparecia uma “Vida” do poeta, que “não é uma biografia, como compreendida hoje”. Servia como prólogo, introduzia o poeta como um personagem.

“O que aconteceu a partir do século 19 é que a ‘Vida’ deixou de ser lida como gênero literário e passou a ser lida como documento empírico”, diz Hansen. “E a partir daí a psicologia entrou. O homem era um doente, um nevropata, um tarado.”

A poesia atribuída a Gregório, na realidade, “propõe muitas deformações dos tipos que ela ataca”. Segue as convenções clássicas da sátira, em que “o poeta deve usar maledicência, pornografia, termos chulos”.

Quando desqualifica os índios “pela ideia de que seu pênis é pequeno”, é para atingir “os descendentes de Diogo Álvares e Catarina Paraguaçu, que haviam recebido títulos de nobreza da Coroa”.

O que Gregório —ou quem quer que tenha escrito— afirma é que “a verdadeira aristocracia é branca, católica, tem sangue, família”. Em outras palavras, diz Hansen, “a desigualdade era algo evidentemente natural”.

Distante do Gregório antropofágico dos concretistas ou do “arauto da independência”, o poeta que surge na nova edição “tem a racionalidade da Corte, é integrado à hierarquia, exige que a boa ordem seja mantida”.

Imagem do códice 'Asensio-Cunha', base da nova edição

Imagem do códice ‘Asensio-Cunha’, base da nova edição

GDF investiga entrega de uniforme escolar que traz ensino com ‘C’

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Secretaria nega que camiseta tenha sido produzida pelo governo.
Aluno notou erro na sexta; diretor diz que há outras peças com problema.

Raquel Morais, no G1

Camiseta de uniforme escolar do DF que traz ensino escrito com 'C' (Foto: Taynara Santos/Arquivo pessoal)

Camiseta de uniforme escolar do DF que traz ensino escrito
com ‘C’ (Foto: Taynara Santos/Arquivo pessoal)

A Secretaria de Educação do Distrito Federal informou que vai investigar como um uniforme escolar que trazia a palavra “encino” foi entregue a um estudante do Centro de Ensino Médio 01 de Brazlândia há duas semanas. De acordo com a pasta, a camiseta não foi produzida pela Fábrica Social, entidade responsável pela confecção das peças. A suspeita é de que a roupa tenha sido falsificada.

O problema foi notado pela irmã de Maykon dos Santos na sexta-feira (14). Como o uniforme era grande para ele, o garoto de 18 anos nunca o havia usado. O estudante cursa a aceleração e faz o 1º e o 2º ano do ensino médio ao mesmo tempo.

“Eu achei estranho quando ela falou”, disse o rapaz. “A gente recebeu as camisetas de graça na escola, mas, como ficaram grandes, paguei R$ 15 em outra e nem reparei nessa.”

Uma foto da camiseta foi postada em uma rede social. Em 14 horas, a imagem recebeu mais de 7,4 mil compartilhamentos.

Página de irmã do estudante Maykon Santos, com a foto do uniforme escolar que traz a palavra ensino escrita com C (Foto: Facebook/Reprodução)

Página de irmã do estudante Maykon Santos, com a foto do uniforme escolar que traz a palavra ensino escrita com C (Foto: Facebook/Reprodução)

As camisetas, com gola vermelha e o símbolo do Estádio Nacional, foram distribuídas há duas semanas na instituição. O colégio atende mais de 1,3 mil alunos entre 14 e 18 anos. Por telefone, o diretor Helton Lima informou ao Bom Dia DF que outras camisetas também apresentaram erro na escrita e que vai substituí-las a partir desta segunda.

Novos uniformes
O Fábrica Social confeccionou as camisetas e doou cerca de duas unidades para cada estudante da rede pública. A escolha do modelo é uma homenagem à Copa do Mundo.

dica do João Marcos

Você é um “Ledor”? Saiba a diferença entre leitor e essa estranha classificação

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Rafhael Peixoto, no Literatortura

Este texto teve início em 2010, quando trabalhei como ledor no ENEM. Na época, não conhecia o que era o “ser ledor” e na internet era quase impossível encontrar elementos que esclarecessem as minhas dúvidas. Assim sendo, resolvi publicar o relato da minha experiência como forma de ampliar a visão que se tinha e permitir que outras pessoas pudessem ter um norte como referência. (para ler o relato, clique aqui. Três anos se passaram e a literatura em torno da questão continua escassa ou marginalizada (as margens do foro principal). Hoje, o texto serve então a outro objetivo: apresentar a figura do ledor e o processo estabelecido perante o mesmo. Sem falar, é claro, na amplitude dada ao tema, trazendo novos olhares a partir do Literatortura.

A primeira grande questão a ser trabalhada é a diferença de papeis entre o ledor e o leitor, que causa certa estranheza. Todos nós somos leitores, no sentido mais amplo da palavra. Segundo Maria Helena Martins (1982), tem-se que compreender que cada indivíduo nasce capacitado para exercer a função de leitor. Os sentidos que são concebidos aos seres humanos aos nascer permitem conhecer o mundo, o aprendizado natural, aquele que nos coloca diante do desconhecido como receptores. “Na verdade o leitor pré-existe à descoberta do significado das palavras escritas” (Martins, Maria. 1982, pág 17). A inserção do individuo no âmbito escolar vem apenas ajudá-lo a conceber com maior clareza o signo linguístico, o código lingüístico de seu povo. O ledor, por sua vez, é aquele que lê em voz alta para um outro, neste caso, para os portadores de Deficiência Visual (DV). Assim, leitor e ledor realizam o ato da leitura. Neste processo, para além do ato de leitura do signo linguístico, é preciso que observemos outras questões, tais como velocidade, tempo, dicção, altura da voz, tonalidade das palavras – habilidades que podem ser desenvolvidas em algumas pessoas, mas que passará longe de tantas outras. Logo, não é todo leitor que pode se aventurar a ser ledor.

O trabalho como ledor é também um processo que necessita compromisso e dedicação por parte daqueles que assumem tal jornada – percebe que é preciso aperfeiçoar-se para tal? Ele deve estar relacionado aos objetivos de vida que vão além da necessidade corrente de curar a si mesmo de uma patologia, como a depressão, por exemplo, quando muitas pessoas buscam a cura através do trabalho voluntário. Assim, uma vez assumido a sua posição, o ledor, junto ao leitor, estabelecerão as relações que permitam o fluxo da leitura. A relação estabelecida entre os mesmos precisa ser de empatia, respeito e diálogo.

A questão acima, ou seja, como as pessoas se comprometem por motivos às vezes equivocados, foi uma das questões pontuadas por Robenildo Nascimento no documentário “Lendo Vozes”. A película fala sobre a relação entre o leitor x ledor e o processo estabelecido por ambos, trazendo depoimentos de pessoas com deficiência visual e ledores. Outra questão ainda pontuada pela mesma é o olhar social para a pessoa com deficiência visual. Destacada no documentário, a questão é apresentada quando o DV coloca que o trabalho como ledor permite ao individuo ressignificar o olhar para a pessoa cega. Em sua reflexão, ele questiona porque a pessoa cega ocupa este lugar no imaginário social, como uma figura que necessita de ajuda, e de como as pessoas pensam no DV como um ser não escolarizado. Acreditam, por exemplo, que a leitura se dará com revistas em quadrinhos e não com material teórico, não visualizando o portador de necessidades especiais cursando um mestrado, doutorado ou graduação.

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Esta reflexão permitirá entender a necessidade do ledor para auxiliar o leitor deficiente visual na leitura de textos, bem como ser compreendida a partir do contexto social em que vivemos. Segundo a Fundação para cegos Dorina Nowill, no Brasil existem cerca de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 528.624 pessoas cegas e 6.056.654 com grande dificuldade para enxergar. Apesar do elevado número de pessoas com deficiência visual, o que determina de certa forma a necessidade do papel do profissional ledor é a baixa produtividade de material em Braille e a difícil capacitação das pessoas para a sua leitura – através da escolarização. O sistema educacional não está preparado para recepcionar de forma adequada este público, assim sendo, muitas vezes a exclusão do individuo de um processo educativo amplo faz com que o nível de educação formal dado a estas pessoas seja baixo – isto não implica dizer que ela não exista. É preciso lembrar também que não é necessária apenas a inserção, mas que sejam dadas as ferramentas necessárias para a sua permanência – acessibilidade, treinamento dos professores, etc. Para além do material produzido em Braille, que é difícil de encontrar e armazenar, existem outras ferramentas tecnológicas utilizadas para captação do material escrito produzido. Existem programas, por exemplo, que fazem a leitura do texto escrito. O problema destas tecnologias, contudo, é a linearidade da leitura, diferente do ledor, que estará ali para ler, reler, alternar os parágrafos, dar ênfases e variação de vozes de acordo a necessidade do leitor.

Desta forma, é preciso compreender que, apesar das dificuldades encontradas e das limitações impostas pela deficiência visual, há um mundo que precisa e deve ser explorado por todos nós. Que percebamos a real necessidade de inserção deste público e que aprendamos a ver o mundo desta outra perspectiva.

Para encerrar a matéria – apesar de acreditar que ainda existam inúmeras colunas em branco neste assunto, tive essa semana à oportunidade de ver um vídeo chamado “As cores das flores”, que fala sobre a inserção do individuo com DV em escolas – muito interessante, por sinal, e que acredito ser capaz de nos ajudar a refletir não somente sobre esta temática, mas também sobre outros processos do cotidiano. Assistam:

Para este texto, utilizei como referencia o texto “Qualquer maneira de ler vale a pena: Sobre leituras, ledores e leitores cegos” de Luciene Maria da Silva; o livro “O que é leitura”, de Maria Helena Martins; e o documentário “Lendo Vozes”, também de Luciene Maria; Os dados estatísticos foram obtidos através da fundação Dorina Nowill.

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