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Posts tagged O Destino

Nada a perder, muito a ganhar

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Segundo volume do livro de Edir Macedo lidera lista geral

Cassia Carrenho, no PublishNews

1Repetindo a estratégia usada no primeiro livro (mega lançamentos com milhares de fiéis), Nada a perder vol.2 (Planeta) disparou na liderança da lista geral, vendendo 31.123 exemplares, três vezes mais do que o 2º lugar, 1889 (Globo). “Perder”, só no nome mesmo.

Em 3º lugar, com uma diferença de apenas 40 exemplares, ficou Kairós (Principium), que ainda trouxe de volta para a lista de autoajuda, Ágape (Globo), do mesmo autor Padre Marcelo.

Um 20º lugar na lista de ficção pode parecer pouco, mas para um selo recém chegado no mercado, com apenas 5 livros publicados, é um resultado surpreendente. O livro De repente, o destino, da Única, selo de ficção da Editora Gente,vendeu 638 exemplares e garantiu seu lugar na lista de ficção.

Steve Jobs ainda continua influenciando o mundo e a lista dos mais vendidos. Com a estreia do filme Jobs, dois livros sobre o tema voltaram para a lista: O fascinante império de Steve Jobs (Universo do Livro) e Steve Jobs (Companhia das Letras). A velha dobradinha de sucesso, pipoca e livro.

Outras novidades na lista da semana foram: em ficção, Peça-me o que quiser (Suma das Letras) e Uma prova de amor, da autora Emily Giffin Novo Conceito); infantojuvenil, De volta aos quinze (Gutenberg), Chico Bento moço (Panini) e Risque, rabisque, desenhe e pinte para meninas (Usborne); negócios, Terapia financeira (DSOP).

No ranking das editoras, a Sextante manteve o 1º lugar, com 15 livros, Intrínseca, 2º lugar, com 13, e Record em 3º lugar, com 10. Em 4º lugar, Vergara & Riba, com 8. Todos da coleção Diário de um banana.

Concurso Cultural Literário (14)

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Dez anos depois do aclamado O caçador de pipas (que ganha agora edição comemorativa pela Globo Livros), o escritor afegão Khaled Hosseini volta à cena literária com O silêncio das montanhas. O romance, que chega às livrarias em 21 de maio, traz como protagonistas os irmãos Pari e Abdullah, que moram em uma aldeia distante de Cabul, são órfãos de mãe e têm uma forte ligação desde pequenos. Assim como a fábula que abre o livro, as crianças são separadas, marcando o destino de vários personagens.

Paralelamente à trama principal, Hosseini narra a história de diversas pessoas que, de alguma forma, se relacionam com os irmãos e sua família, sobre como cuidam uns dos outros e a forma como as escolhas que fazem ressoam através de gerações. Assim como em O caçador de pipas, o autor explora as maneiras como os membros sacrificam-se uns pelos outros, e muitas vezes são surpreendidos pelas ações de pessoas próximas nos momentos mais importantes.

Segundo o próprio Hosseini, o novo título “fala não somente sobre a minha própria experiência como alguém que viveu no exílio, mas também sobre a experiência de pessoas que eu conheci, especialmente os refugiados que voltaram ao Afeganistão e sobre cujas vidas tentei falar tanto como escritor quanto como representante da Organização das Nações Unidas. Espero que os leitores consigam amar os personagens de O silêncio das montanhas tanto quanto eu os amo”.

Seguindo os personagens, mediante suas escolhas e amores pelo mundo – de Cabul a Paris, de São Francisco à Grécia –, a história se expande, tornando-se emocionante, complexa e poderosa. É um livro sobre vidas partidas, inocências perdidas e sobre o amor em uma família que tenta se reencontrar.

“Dizem que a gente deve encontrar um propósito na vida e viver este propósito. Mas, às vezes, só depois de termos vivido reconhecemos que a vida teve um propósito, e talvez um que nunca se teve em mente” (trecho do livro)

Para participar desta nova edição do concurso cultural basta responder na área de comentários qual você considera ser o maior propósito de sua vida.

Três internautas vão enriquecer a biblioteca com um exemplar de O silêncio das montanhas, novo sucesso de Khaled Hosseini, autor do best-seller “O caçador de pipas”.

O resultado será divulgado dia 3/10 às 17h30 neste post e no perfil @livrosepessoas.

Lembrete: Se você for participar pelo Facebook, por gentileza deixe um e-mail de contato.

Boa sorte! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: João Paulo Brito, Paulo Gilmar Borges Guimarães e Ranniery A. Marques
Enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com em até 48hs.

Saiba como agir quando o jovem não quer fazer faculdade

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Alternativas como cursos de ensino médio profissionalizante e cursos técnicos devem ser consideradas

Alternativas como cursos de ensino médio profissionalizante e cursos técnicos devem ser consideradas

Catarina Arimatéia, no UOL

“O que você vai ser quando crescer?” é uma das perguntas mais frequentes que as crianças escutam dos adultos em geral. Nem sempre a resposta é óbvia. Se há aqueles que sempre souberam que seriam médicos, engenheiros ou advogados, há também os que demoram a se encontrar profissionalmente. Ou que simplesmente não querem fazer faculdade, deixando os pais sem saber como agir.

“Hoje, a felicidade passa pela autonomia pessoal, profissional e financeira. Para que isso ocorra, é preciso ter um conhecimento especializado e cabe à família deixar clara essa importância”, afirma Neide Noffs, diretora da Faculdade de Educação da PUC de São Paulo.

Infância prolongada
Muitas vezes, os pais são os principais responsáveis pela demora dos filhos em decidir o destino profissional. “Ao contrário do que ocorre em muitos países, nossa cultura está prolongando a infância, o que faz com que a criança entre na adolescência de uma forma bem diferente do que ocorre no Japão ou nos Estados Unidos, por exemplo”, afirma Neide. Ela explica que nesses países o jovem tem condições de administrar boa parte de sua vida, o que não tem acontecido aqui.

O que se observa é um efeito cascata em que a adolescência e a vida adulta são empurradas para mais adiante. Resultado: os estudos profissionalizantes e o trabalho ficam para depois.

Incentivo
No processo de amadurecimento dos filhos, os pais têm o importante papel de incentivar. “Os adultos devem defender o valor do aprendizado e mostrar que o estudo pode ser encarado de maneira leve e como parte natural do processo de crescimento de cada um”, diz Cristiane Moraes Pertusi, doutora em psicologia do desenvolvimento humano pela USP. Cristiane ressalta que essa filosofia deve ser adotada pelos pais desde a mais tenra idade das crianças.

Segundo Cristiane, a maneira como os filhos encaram os estudos na adolescência é reflexo de como os pais vêm lidando com a questão desde a infância. “Se a trajetória em relação ao estudo foi de conflitos, brigas, imposições e pressões, será mais difícil mudar esse padrão na adolescência, exigindo um maior esforço e mais dedicação dos pais nessa fase.”

Formas de estudar
Também é preciso deixar claro que a escolha profissional é sempre uma decisão do filho. Muitas vezes, o jovem não quer cursar faculdade, mas se interessa por um curso técnico.

“O importante é adquirir o conhecimento, seja por meio do ensino superior ou não. Há muitos cursos superiores de péssima qualidade, formando profissionais que ou não conseguem emprego ou não são capazes de se manterem nele”, afirma Neide Noff.

Alternativas como cursos de ensino médio profissionalizante e técnicos devem ser consideradas pelos adultos como forma de o jovem buscar um caminho profissional.

“Os jovens precisam vivenciar algum tipo de atividade para perceberem seus gostos e preferências”, diz Cristiane Moraes Pertusi. O curso técnico pode ser um caminho inicial para a confirmação, com mais certeza, de uma profissão. Além disso, pode também trazer um resultado profissional mais rápido e prático –e esse é um fator que pode incentivar o jovem a continuar seus estudos.

Só trabalho
Há também casos em que o adolescente não quer mais estudar e, sim, apenas trabalhar. Nessas situações, o diálogo entre pais e filhos deve prevalecer. “Proibir não é a solução”, diz Cristiane. O que deve ser feito é conversar, negociar e tentar entender a razão de tal decisão.

Ao mesmo tempo, os pais devem mostrar a importância da formação. E se o filho insistir em trabalhar, a família pode sugerir alternativas, como trabalho temporário, de meio período ou durante as férias, que podem ser realizados sem prejudicar a dedicação aos estudos.

Nem trabalho nem estudo
Situações extremas, em que o filho não quer nem estudar nem trabalhar, devem ser tratadas com toda a atenção. “Nesse caso, é possível oferecer possibilidades como cursos ligados a hobbies, música por exemplo. Mas é importante incentivar o filho a ocupar seu tempo e a torná-lo produtivo”, afirma Cristiane.

Mas a demora em escolher uma profissão nem sempre deve ser um fator de preocupação para os pais. “Em alguns casos, ela pode ser positiva, desde que o jovem esteja dando um tempo para saber o que realmente quer fazer”, declara a psicóloga Regiane Machado.

“Pode ser apenas uma fase, talvez o jovem esteja sem saber o que estudar. Se estiver trabalhando, com a própria atividade, ele pode descobrir habilidades e buscar cursos relacionados”, fala Regiane.

A preocupação é inevitável, mas é preciso tomar cuidado com os exageros de cobrança e a imposição de achar que o filho tem de fazer o que os adultos querem.

“Há muitos jovens que se sentem obrigados a decidir rapidamente o que fazer e acabam optando por um curso só para agradar aos pais ou por pressão de amigos. E aí acabam não terminando a faculdade escolhida”, fala a especialista.

Ajuda especializada
A psicoterapeuta familiar Miriam Barros vai além. “Como afirmava Freud, o que define a saúde psíquica de uma pessoa é a sua capacidade de amar e de trabalhar. Portanto, ficar sem produzir não é uma boa opção para a psique se manter saudável. Se o jovem não trabalha e não estuda, como irá ocupar seu tempo? Acho que isso não deve ser aceito pelos pais. Precisa ser negociado e conversado. E, se for o caso, os adultos devem buscar ajuda psicológica para o filho. Esse desinteresse pela vida pode ser sinal de depressão.”

Quando o caso mais parece de acomodação, os pais precisam colocar limites. A saída pode ser suprir as necessidades básicas do jovem, como alimentação e moradia, mas não regalias, como passeios e carro próprio.

Ao mesmo tempo, é imprescindível procurar ajuda de profissionais, principalmente aqueles especializados em orientação vocacional.

Ficção feita por fãs vira negócio para a Amazon

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Ronaldo Lemos, na Folha de S.Paulo

Todo mundo já sabe. Os livros da trilogia “Cinquenta Tons” foram escritos como fanfiction da série “Crepúsculo”. A autora E. L. James redigiu a trama na internet a partir do universo criado pela escritora Stephenie Meyer, tratando dos recatados vampiros Bella e Edward.

Com o sucesso na rede, James mudou o nome dos personagens e a série vendeu 70 milhões de livros, aumentando em 75% o lucro da editora Random House em 2012.

Esse acidente vira agora modelo de negócios oficial para a Amazon. Na semana passada a empresa anunciou o serviço Kindle Worlds, que transforma a fanfiction em atividade profissional.

Funciona assim: a Amazon está adquirindo direitos não apenas sobre livros em si, mas também sobre seus universos ficcionais, como as séries “Gossip Girl” e “The Vampire Diaries”.

Quem entrar no Kindle Worlds pode escrever tramas baseadas nesses universos, mudando o destino dos personagens e criando novas possibilidades.

Se a narrativa vender, a Amazon paga 35% do valor para o fã que fez o texto e um valor não revelado para o autor original do universo. É uma aposta que enxerga a criação literária como processo coletivo.

O problema é a pasteurização da fanfiction. As diretrizes da Amazon vedam conteúdo “ofensivo” ou “pornográfico” e a mistura de universos ficcionais diferentes.

Considerando que essa é a essência da fanfiction (como demonstra “Cinquenta Tons”), autores mais ousados vão permanecer nos fóruns underground. Em todo caso, a Amazon dá mais uma sacudida no mercado literário.

Templo do livro, modelo em xeque

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Maria Fernanda Rodrigues, no Estadão

A atual fase da era digital, marcada pela expansão do mercado de e-books, vem acentuando o debate sobre o destino das bibliotecas tradicionais – e o seu incontornável impacto na formação de leitores

Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: “As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo”. A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.

Márcio Fernandes/AE Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader

Márcio Fernandes/AE
Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader

Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos – existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.

“A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil”, comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.

Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais – algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.

Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.

Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.

O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.

De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos – caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras. (mais…)

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