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Homem ‘quase’ paga R$ 40 mil reais de multa na biblioteca por livro esquecido há 79 anos

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Publicado no Jornal Ciência

Os funcionários da biblioteca disseram que o livro deveria ter sido devolvido há 79 anos.

O romance Master of Men foi retirado da Leicester County Library em 1934 e nunca foi devolvido.

Keith Dolphin, 64 anos, encontrou o livro em casa e ficou surpreso quando viu o bilhete da biblioteca que estava dentro. A data marcada de devolução era para o dia 28 de maio de 1934 – o bilhete foi impresso, mas não tinha carimbo que provasse que havia sido devolvido.

O conselho da biblioteca da cidade de Leicestershire disse que o valor total ultrapassava os R$ 40 mil reais!

Sensibilizados, a diretoria da biblioteca resolveu isentar o senhor de uma taxa tão gigantesca e cobrou apenas R$ 24,00.

Eu achei o livro numa parte velha da casa quando estava limpando. Eu estava ajudando um amigo. Havia alguns livros em pedaços. O rapaz que vivia na casa está morto agora”, disse Keith.

O livro é muito antigo, mas é possível lê-lo. Ele conta a história de um vigário que tem segredos que irão mudar tudo o que as pessoas pensam sobre a realidade de suas vidas.

Concurso Cultural Literário (19)

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Baseado na minissérie de sucesso, assistida por mais de 100 milhões de pessoas.

A história que todo mundo conhece contada de uma maneira que você nunca viu.

Desde crianças, estamos acostumados a ouvir as histórias da Bíblia. Mesmo que nunca tenhamos parado para ler o livro sagrado, a saga de homens como Noé, Sansão, Moisés e Jesus sempre povoou nosso imaginário. São relatos incríveis, repletos de guerras, traições, dramas e romances.

A leitura da Bíblia, no entanto, pode parecer cansativa, pois ela foi escrita há muitos séculos, numa linguagem rebuscada e cheia de parábolas. Assim, essas histórias extraordinárias acabam afastando aqueles que têm interesse em conhecê-las mais a fundo.

Foi pensando em resgatar essas passagens mais emocionantes que Roma Downey e Mark Burnett escreveram o roteiro para uma série de televisão. Ao mostrá-lo para algumas pessoas, todas ficaram fascinadas e disseram coisas como “Eu nunca tinha conseguido imaginar as histórias da Bíblia com tanta clareza” e “Vocês deveriam publicar este roteiro”.

Os autores resolveram aceitar o desafio e transformaram o roteiro da minissérie em um romance. E assim nasceu A Bíblia: A história de Deus e de todos nós.

Este livro que você tem em mãos conta a trajetória bíblica de uma forma que você nunca viu. A partir da vida de alguns dos personagens mais importantes do Antigo e do Novo Testamento, ele traz detalhes da busca do povo judeu pela Terra Prometida, das dez pragas do Egito e a travessia pelo Mar Vermelho, das profecias de Samuel, da traição de Davi e seu romance com Bate-Seba, do ministério de Jesus e da perseguição que ele enfrentou até o dia de sua morte.

Com uma narrativa ágil e emocionante, este livro vai fazer você olhar a Bíblia com outros olhos – não apenas como a história da criação da humanidade, mas como um romance que você não consegue largar.

Mark Burnett e Roma Downey são casados. Ele é produtor executivo de programas como Survivor e The Voice e já ganhou o Emmy quatro vezes. Roma foi indicada para o Globo de Ouro e o Emmy pela sua atuação no seriado O toque de um anjo. É produtora da série Little Angels e interpreta Maria na minissérie A Bíblia.

Vamos sortear 3 exemplares de “A Bíblia“.

Para participar, responda: Qual a importância da Bíblia em sua vida? Por gentileza, use no máximo 3 linhas e deixe um e-mail de contato caso use o Facebook para fazer o comentário.

O resultado será divulgado dia 16/10, às 17h30 nesse post e também no nosso perfil do twitter: @livrosepessoas.

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Parabéns aos ganhadores: Danni Barbosa, Fayles Gomes e Flavius de Marabá. =)

Por gentileza enviar seus dados completos para livrosepessoas@gmail.com em até 48hs.

 

Aluno com 20% de visão passa em 1º lugar em concurso no litoral de SP

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Gabriela Lousada, no UOL

Ter apenas 20% da visão não foi um empecilho para que Edson dos Santos Junior, de 15 anos, conseguisse o 1º lugar na prova que seleciona jovens estudantes para participar de um programa profissionalizante em Itanhaém, no Litoral Sul de São Paulo.

Ele superou 230 candidatos e alcançou a liderança no programa Camp (Círculo de Amigos dos Menores Patrulheiros), que seleciona alunos do primeiro ano do Ensino Médio e os direciona ao mercado de trabalho.

"Algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez", afirma o estudante Edson Junior

“Algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez”, afirma o estudante Edson Junior

Junto com os outros candidatos aprovados, Edson passará por um curso preparatório que aborda matérias como segurança pública, direitos trabalhistas e previdenciários e introdução a aprendizagem profissional.

Depois, será encaminhado a uma das empresas parceiras do programa para iniciar sua trajetória no mercado de trabalho.

“Gosto muito de estudar, mas não esperava esse resultado. Estava um pouco difícil (a prova) e fiquei até surpreso por ser o primeiro, mas eu achava que ia me classificar bem porque estudei bastante. Fiquei muito surpreso e feliz com a primeira colocação”, diz o adolescente.

O dia a dia de Edson é um pouco diferente da rotina dos outros alunos da classe do colégio particular onde estuda. Ele não utiliza o método Braille para ler, o que exige mais esforço para enxergar.

Precisa manter os livros a poucos centímetros do rosto para que as palavras ali escritas se formem no seu campo de visão.

Se o esforço é muito grande, Edson passa mal. “Ficar olhando para as letras por muito tempo me deixa enjoado, aí eu preciso fazer uma pausa. Cansa, mas é um esforço necessário”, diz.

De acordo com o oftalmologista Antonio Luiz Moreira Filho, que atua há 37 anos na área, quem possui 20% da visão pode ter qualidade de vida, desde que haja a “educação da deficiência”.

“A pessoa precisa ter a consciência dessa limitação e tomar atitudes que facilitem a vida dela, podendo ter um rendimento praticamente normal com o auxílio de recursos óticos (lentes) e não óticos (materiais adaptados para facilitar a rotina do deficiente visual). Não é fácil, é necessário ter dedicação”, diz.

Segundo o oftalmologista, na sala de aula, ações realizadas por Edson, como ir até a lousa para ler o que está escrito e aproximar o caderno do rosto ajudam a facilitar o aprendizado.

Os recursos não-óticos citados pelo oftalmologista, já estão incluídos no dia a dia do adolescente. Além do esforço complementar para ler a lousa, Edson utiliza cadernos e material de estudo com pauta, contraste e fontes maiores que o usual, para facilitar ao máximo o entendimento das palavras.

A informação é reforçada pela pedagoga Ana Carolina Silva, que leciona Estimulação Visual e Orientação e Mobilidade no Centro de Educação e Reabilitação Lar das Moças Cegas, em Santos (SP).

“Os recursos não óticos são muito eficientes e importantes na adaptação de um deficiente visual, principalmente no ensino”, afirma.

A pedagoga diz que a estimulação visual, quando bem aplicada, facilita a rotina de quem possui problemas na visão. “Para auxiliar o deficiente, trabalhamos com contrastes, tamanhos e texturas”.

Além dos recursos, Edson conta diz que não necessita da ajuda de ninguém para estudar, apenas presta bastante atenção nas aulas e na explicação dos professores. “Gravo na cabeça, assim fica mais fácil”, afirma.

Pais e irmão também são deficientes visuais
A família já esperava uma boa classificação do filho na prova do Camp, mas não a nota 8, que garantiu a liderança entre os aprovados.

“Tento mostrar para as pessoas que não é uma limitação que vai te impedir de ser bom no que deseja fazer, por isso que eu sempre me dedico ao que faço em todas as ocasiões”, diz Edson, que tem o exemplo em casa.

O adolescente mora com os pais e o irmão mais novo, no bairro Belas Artes. A mãe, professora da Rede Municipal de Ensino, Maria Isabel de Oliveira Santos, e o pai Edson dos Santos, fisioterapeuta, também são deficientes visuais.

Ela tem 8% da visão e ele ficou cego devido a um tumor no cérebro, quando tinha 12 anos. O irmão mais novo, Leonardo dos Santos, 13 anos, possui hoje 5% da visão.

Segundo o pai, isso não os impede de levar uma vida normal. “Meu filho (Edson) chega da escola, faz as lições de casa, brinca, tem aulas de inglês e música durante a semana”, afirma.

Ansiedade para entrar no mercado de trabalho
Junior nunca trabalhou, mas está ansioso para entrar no mercado de trabalho.

Quando não está jogando videogame com o irmão, ele passa horas estudando matemática e língua portuguesa, mas a sua matéria preferida é física.

“Quero cursar a faculdade de engenharia elétrica. Como não me dei bem com esportes, escolhi me empenhar nos estudos”, declara.

De acordo com o adolescente, “algumas oportunidades a gente tem apenas uma vez. O importante é que as pessoas nunca desistam dos seus sonhos porque é a partir deles que conseguimos fazer qualquer coisa”.

Livro de pseudônimo de JK Rowling sai dia 1º de novembro

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A escritora britânica JK Rowling, autora de Harry Potter (Jeff J Mitchell/Getty Images)

A escritora britânica JK Rowling, autora de Harry Potter (Jeff J Mitchell/Getty Images)

Publicado por Veja

O Chamado do Cuco, como foi batizado em português o livro The Cuckoo’s Calling, chegará às livrarias do Brasil em 1º de novembro pela editora Rocco, com a modesta tiragem inicial de 100.000 exemplares, que deve se esgotar rapidamente, se a obra acompanhar por aqui o ritmo do sucesso alcançado em outros países.

O romance policial de Robert Galbraith, pseudônimo da escritora britânica J.K. Rowling, autora da série infanto-juvenil Harry Potter, está há seis semanas na lista de best-sellers do The New York Times, sendo duas consecutivas em primeiro lugar.

Os fãs mais afoitos terão a chance de ler o primeiro capítulo do livro traduzido na Bienal do Livro do Rio de Janeiro, onde ele está sendo distribuído gratuitamente até o dia 8 de setembro.

Antes de ser descoberta como a real autora da história, a Rocco, que já havia comprado os direitos da obra no Brasil, pensava em uma tiragem de 15 000. Quando J.K. Rowling assumiu ser Robert Galbraith, as vendas pelo mundo chegaram a subir 1.400%, o que também aumentou a tiragem brasileira.

Com longas filas e paciência, 175 mil visitam a Bienal do Livro do RJ no 1° fim de semana

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Até o dia 8 de setembro, haverá mais de 100 sessões de debates e bate-papos com autores Esta edição terá a maior leva de convidados estrangeiros, 27. Entre eles, o americano Nicholas Sparks, um dos autores mais lidos no mundo, com quase 100 milhões de exemplares de romances como "Diário de uma Paixão", "Querido John" e o recente "À Primeira Vista", traduzido para 45 línguas

Até o dia 8 de setembro, haverá mais de 100 sessões de debates e bate-papos com autores Esta edição terá a maior leva de convidados estrangeiros, 27. Entre eles, o americano Nicholas Sparks, um dos autores mais lidos no mundo, com quase 100 milhões de exemplares de romances como “Diário de uma Paixão”, “Querido John” e o recente “À Primeira Vista”, traduzido para 45 línguas

Fabíola Ortiz, no UOL

O primeiro fim de semana da 16ª Bienal Internacional do Livro no Rio de Janeiro terminou com o saldo de 175 mil visitantes que circularam pelos três pavilhões do Riocentro, em Jacarepaguá.

Além de muitas filas para comprar livros, ir ao banheiro, lanchar na praça de alimentação e histeria na hora de tentar uma senha para ver os best-sellers, o visitante também precisou de uma boa dose de paciência para enfrentar o longo congestionamento para chegar e sair do centro de convenções.

Desde quinta-feira (28), primeiro dia da feira, até domingo (1), foram contabilizados 227 mil visitantes. O dia mais agitado na feira foi sem dúvida sábado (31) com o pico de 90 mil pessoas que circularam pelos 950 stands de expositores e acompanharam as 15 atrações e mesas de debate no Café Literário, na Conexão Jovem, Placar Literário, #AcampamentoBienal e Mulher e Ponto.

Nicholas Sparks e Thalita Rebouças autografam
O sábado foi marcado pelas seis horas de sessão de autógrafo do americano Nicholas Sparks, a representante do gênero Chick-Lit Emily Giffin, além de brasileiros como Laurentino Gomes, Mary del Priore e a dupla Thalita Rebouças e Maurício de Sousa, que inaugurou uma recente parceria no livro “Ela disse, Ele disse – o namoro”.

Hélio de la Peña falou sobre literatura e futebol e Marcelo Rubens Paiva sobre “Cinquenta Tons ou Mais” em Mulher e Ponto. A ex-Rebelde Mel Fronckowiak, 25, namorada de Rodrigo Santoro lançou no stand da Revista Capricho “Inclassificável – Memórias da estrada” sobre momentos na turnê da banda.

Já domingo, o dia ficou marcado pela presença de Corey May, roteirista dos jogos eletrônicos Assassin’s creed – um dos mais populares da atualidade com 50 milhões de cópias comercializadas no mundo e o elenco do canal de humor Porta dos Fundos. Sem contar o encontro no Café Literário do moçambicano Mia Couto, Ana Maria Machado e Luiz Ruffato. A jovem blogueira de apenas 14 anos, Isadora Faber, de o “Diário de Classe” também conversou com fãs.

E-books invadem Bienal
Para além da programação oficial e das dezenas de lançamentos de livros das grandes editoras, a Bienal contou com uma novidade que tem ganhado cada vez mais adeptos e espaço no mercado editorial. Antes marginalizados, os chamados e-books ou livros digitais entraram com força na feira de livros com editoras que lançam também obras no mundo virtual. Plataformas eletrônicas promovem o acesso fácil aos livros online como também a possibilidade de autopublicação, o que tem barateado e muito os custos de um autor ter sua obra publicada.

Pela primeira vez, a Amazon expõe em um evento literário na América Latina com sua loja Kindle que oferece dezenas de títulos, muitos dos quais gratuitos (cerca de 2.700).

Outra estreante na Bienal é a multiplataforma digital Kobo que está com seu mais novo lançamento online “O Silêncio das Montanhas” de Khaled Hosseini, que vendeu três vezes mais no seu pré-vendas em formato e-book se comparado com o livro físico.

“Muitas vezes as pré-vendas de livros digitais são maiores que o livro físico”, explicou ao UOL Wellington Queiroz, diretor de marketing da Kobo.
Enquanto existem mais de três milhões de títulos de e-books disponíveis, a maioria em inglês, apenas 16 mil livros estão em português brasileiro. A indústria do livro digital no mundo movimenta 100 bilhões de dólares por ano e, na América Latina, cerca de 5 bilhões de dólares. O Brasil é responsável por metade deste volume na região.

No entanto, o e-book representa 1,5% no mercado editorial brasileiro. A expectativa, segundo o setor, é que esta fatia ultrapasse a 15% até 2017.

Para isso, as editoras e plataformas online estão investindo em peso em divulgação como na Bienal, o maior evento do mercado editorial no Brasil.

É o caso da Kobo e da Amazon que aproveitaram a Bienal para vender a preços promocionais seus e-readers, ou leitores eletrônicos para e-books. E a concorrência tem crescido apesar de ser algo super novo pelo lado da tecnologia. Alguns leitores digitais tem alta definição e carregam até 30 mil livros, uma biblioteca ambulante.

O e-book desembarcou no Brasil em 2009, mas ainda permanecia marginalizado. “Foi uma mudança grande de paradigma. O livro digital é a democratização da literatura no Brasil. O grande desafio sempre foi a distribuição, pois o livro chegava nos estados mais afastados a preços muito caros”, disse ao UOL Camila Cabete, diretora de relações com editores da Kobo.

Por ser uma alternativa lucrativa e com menos gastos envolvendo impressão, estoque e logística, a autopublicação se tornou uma alternativa para muitos autores.

Sebos ainda atraem público
Enquanto livros digitais brigam por espaço entre novos e lançamentos nas prateleiras das grandes editoras, os sebos tentam preservar seu espaço como fonte de títulos mais baratos.

Pela segunda vez na Bienal, o Estante Virtual que reúne cerca de 1.300 sebos pelo país lançou um desafio: aquele que encontrasse um livro que não esteja em seu acervo ganhará um vale de R$100 para compras. O site oferece livros didáticos a partir de R$ 5 e da coleção do Harry Potter a partir de R$ 10.

“É difícil achar um livro que a gente não tenha. Temos uma diversidade enorme de livros novos, seminovos, usados e esgotados”, disse ao UOL Maria Eduarda Bandeira do site.

Há 8 anos, o site vende 11 mil livros por dia. Na Bienal, a perspectiva é de que 70 mil pessoas circulem pelo stand, dos quais 7 mil participem do desafio.

Palavra cruzada gigante
Para os amantes das palavras cruzadas, foi montado o maior painel interativo do mundo com três metros de comprimento por 1,2 metro de largura. Os visitantes têm o desafio de completar as 16 mil cédulas e 3.200 definições de diferentes níveis de dificuldade.

As crianças ainda têm o momento lúdico para conhecer livros interativos enquanto leem as histórias, como o “Pop-up” (da Ed. Girassol) com abas que ensinam os pequenos a criarem o seu próprio livro com dobraduras que saltam das páginas. Vale tudo, até efeitos em espiral e mecanismos sonoros para despertar o interesse do público mirim para o universo literário.

A 16ª edição da Bienal no Rio termina no próximo domingo, dia 8 de setembro.

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