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Morre editora americana que resgatou o ‘Diário de Anne Frank’

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Escritora Judith Jones, conhecida por ter resgatado o diário de Anne Frank de uma pilha de livros descartados (Facebook/Reprodução)

Escritora Judith Jones, conhecida por ter resgatado o diário de Anne Frank de uma pilha de livros descartados (Facebook/Reprodução)

 

Judith Jones retirou diário de Anne Frank de uma pilha de material rejeitado, em Paris

Publicado na Veja

Judith Jones, a lendária editora que resgatou o diário de Anne Frank de uma pilha de material rejeitado, em Paris, morreu nesta quarta-feira aos 93 anos. Judith Jones, que trabalhou para o Grupo Editorial Knopf Doubleday por mais de meio século, até 2011, faleceu em sua casa em Vermont, anunciou a editora. “É com muita tristeza que compartilho a notícia de que a editora da Knopf de longa data — Judith Jones — faleceu”, disse Sonny Mehta, diretor e editor-chefe da empresa. “Judith era uma lenda na indústria editorial. Quando jovem assistente, resgatou o Diário de Anne Frank de uma pilha em Paris.”

O diário de Anne Frank foi publicado na Holanda em 1947, seguido por edições em francês e alemão em 1950, antes de sair em inglês na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, em 1952. A primeira edição do livro nos Estados Unidos foi modesta, com 5.000 cópias, e tinha um prefácio da ex-primeira-dama Eleanor Roosevelt.

Judith Jones também convenceu Alfred Knopf a publicar o livro da chef Julia Child Dominando a Arte da Culinária Francesa, de 1961, um grande volume que introduziu a cozinha francesa a gerações de americanos.

“Não é exagero dizer que (Jones) influenciou profundamente não apenas a forma como os Estados Unidos leem, mas a maneira como cozinham”, disse Sonny Mehta.

Judith Jones manteve também uma colaboração próxima com escritores como John Updike, Anne Tyler, William Maxwell, John Hersey, Peter Taylor e Sharon Olds. Seus autores ganharam cinco prêmios Pulitzer, cinco National Book Awards e três National Book Critics Circle Awards, e seus autores de livros de culinária venceram dezenas de prêmios, indicou a editora.

(Com agência France-Presse)

Editora Record vai lançar obra completa de Anne Frank

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Publicado na Veja

Em 2017, a editora Record vai lançar pela primeira vez no mercado brasileiro um volume único com todas as versões de O Diário de Anne Frank. Complete Works reúne tanto os textos originais incompletos de Anne como a versão final do diário, editada por seu pai, Otto Frank.

Há também pequenas histórias e cartas assinadas pela garota, como a mensagem da jovem para a avó, em 1936, mostrada na imagem ao lado. O volume também traz textos complementares, tabelas de cronologia, documentos e fotos. A obra será traduzida para o português diretamente do holandês.

No mesmo ano, a editora promete publicar no país O Diário de Anne Frank em quadrinhos. O projeto será lançado simultaneamente em vários países, com ilustrações de David Polonsky, um dos autores da graphic novel Valsa com Bashir. A ideia é aproximar o texto clássico da atual geração de jovens.

A Record detém os direitos sobre a obra de Anne Frank desde 1976, quando o próprio Otto assinou com a editora no Brasil. A adolescente, morta no campo de concentração, na II Guerra Mundial, escreveu duas versões originais do seu diário, ambas consideradas incompletas após o fim da guerra. Otto foi o responsável por unir o material na edição que hoje se conhece como O Diário de Anne Frank.

‘O Diário de Anne Frank’ é livro favorito de alunos em São Paulo

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Publicado no Surgiu

O livro “O diário de Anne Frank” foi escolhido como o favorito dos estudantes da rede estadual de ensino de São Paulo. A obra, um relato de 1947 de uma jovem judia que se esconde com a família em um porão durante a ocupação nazista na Holanda, foi a mais votada em uma pesquisa feita pela secretaria de Educação do estado.

O levantamento, divulgado nesta terça (8), durou dois meses e contou com a participação de mais de 150 mil alunos dos ensinos Médio, Fundamental, e do programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As opiniões foram coletadas pela internet, por meio do Portal da Educação. Os estudantes indicaram o livro de sua preferência dentro de uma lista que incluía 50 títulos diferentes, entre nacionais e estrangeiros, de diversos gêneros. Todas as obras que estavam na disputa fazem parte do acervo das bibliotecas das escolas estaduais.

Além da obra literária mais votada, a secretaria de Educação também divulgou o “top 10” da votação. Confira os livros favoritos dos alunos:

1º – “O Diário de Anne Frank”, de Anne Frank.
2º – “O Saci”, de Monteiro Lobato.
3º – “O Meu Pé de Laranja Lima”, de José Mauro de Vasconcelos
4º – “A Droga da Obediência”, de Pedro Bandeira.
5º – “Aventuras de Pedro Malasartes”, de Nelson Albissú.
6º – “O Poço do Visconde”, de Monteiro Lobato
7º – “A Invenção de Hugo Cabret”, de Brian Selznick.
8º – “Dom Quixote de La Mancha”, de Miguel de Cervantes.
9º – “Nova Reunião: 23 Livros de Poesia”, de Carlos Drummond de Andrade.
10º – “O Menino Poeta”, de Henriqueta Lisboa.

19 livros que todos deveriam ler na escola

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(Foto: Raul Lieberwirth/ flickr/ creative commons)

(Foto: Raul Lieberwirth/ flickr/ creative commons)

Luciana Galastri, na Galileu

Perguntamos a nossos fãs no Facebook que livros eles gostariam de ter lido na escola – e quais deles eles indicariam para os estudantes de hoje, para estimular o gosto pela leitura. Confira aqui algumas das respostas e veja a lista completa de indicações no fim do post – vale comentar por lá e deixar a sua indicação também:

O Diário de Anne Frank, Anne Frank

O emocionante relato de uma menina judia, escrito durante a Segunda Guerra Mundial, quando se manteve escondida dos nazistas com sua família.

O Mundo de Sofia, Jostein Gaarder

‘Romance filosófico’, funciona como um guia básico para as principais ideias da filosofia, usando a história de Sofia Amundsen, uma garota prestes a completar 15 anos.

Fahrenheit 451, Ray Bradbury

Um romance distópico que servia como crítica à sociedade americana quando foi publicado, em plena Guerra Fria, faz uma análise interessante e atual sobre o conceito de censura e de acesso ao conhecimento.

Série Harry Potter, J.K. Rowling

As famosas aventuras do bruxinho foram apontadas por vários de nossos leitores como porta de entrada para o mundo da literatura.

O apanhador no campo de centeio, J.D. Salinger

O livro foi publicado, originalmente, para adultos – mas com o passar dos anos se tornou uma obra juvenil, por tratar de temas típicos da adolescência. O protagonista, Holden Caulfield, pode ser considerado um ícone da rebeldia da juventude.

Série Vaga-Lume, editora Ática

Publicado especialmente para o público infanto-juvenil, as aventuras da série Vaga-Lume são praticamente unanimidade entre os nossos leitores. Contém clássicos como ‘O Escaravelho do Diabo’ e ‘A guerra do lanche’. Veja uma lista completa com todos os livros da coleção.

Orgulho e Preconceito, Jane Austen

Escrito há alguns séculos, o romance entre Elizabeth Bennet e Mr. Darcy poderia ser uma história água-com-açúcar sobre uma mocinha em busca do amor. Mas Jane Austen usa a ideia desse amor para fazer uma crítica à sociedade inglesa da época e também à construção do casamento.

As vantagens de ser invisível, Stephen Chbosky

Adaptado para os cinemas recentemente, esse novo clássico americano conta a história de Charlie, um adolescente com vários problemas e com dificuldades de fazer amigos. Através de cartas, Charlie conta como conhece Sam e Patrick e como a amizade acaba mudando sua vida. Emocionante.

O Caçador de Pipas, Khaled Hossein

Enquanto conta a história de Amir, homem atormentado pela culpa de trair o seu melhor amigo de infância, Hassan, Hossein também relata acontecimentos políticos que definiram o Afeganistão atual: a queda da monarquia na década de 70, o golpe comunista, a invasão soviética até a implantação do regime Talibã.

1984, George Orwell

Também um clássico, retrata como um regime totalitarista resulta na opressão individual. É famosos por cunhar o conceito do ‘Grande Irmão’, a ideia de que o governo está sempre observando, acabando com a privacidade.

Eleanor & Park, Rainbow Rowell

Apesar de ter sido publicado em 2012 (o livro mais novo da lista) o romance entre Eleanor e Park é ambientado em 1986. Durante a história, que aborda a temática do primeiro amor, os pontos de vista se alternam entre os dois protagonistas.

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry

Se você acha que, pelo nome e pelas belas ilustrações coloridas, se trata de um livro (só) para crianças pequenas, está muito enganado. Com ideias profundas como “você se torna eternamente responsável por aquilo que cativa”, tem um alto teor filosófico.

Uma breve história do tempo, Stephen Hawking

Ok, é um livro de forte teor científico – mas Hawking consegue explicar a um leigo conceitos importantes da física e da cosmologia, como buracos negros e a teoria das supercordas.

Bilhões e Bilhões, Carl Sagan

Livro publicado um ano após a morte de Sagan, foi descrito como um testamento do cientista – sim, tem discussões sobre ciência e sobre sua carreira, mas também seus pensamentos em relação a questões como o aborto e até sobre sua própria morte.

A Revolução dos Bichos, George Orwell

O segundo Orwell da lista, conta como animais de fazenda se revoltam contra seu dono humano e instauram um novo regime. Uma sátira da União Soviética, mostra como a corrupção toma conta do sistema e como esse sistema logo se torna uma ditadura.

Capitães da Areia, Jorge Amado

Na Salvador dos anos 30, um grupo de meninos abandonados, liderados por Pedro Bala, rouba para sobreviver e, dentro de sua pequena comunidade, criam um sistema similar ao de uma família na falta de figuras paternas e maternas.

Meu pé de laranja lima, José Mauro de Vasconcelos

Conta a história de um menino de cinco anos chamado ‘Zezé’. Criado em uma família pobre, com muitos irmãos, tem em um pé de laranja-lima seu maior confidente, contando à árvore todas as suas aventuras.

O Hobbit, J. R.R. Tolkien

A introdução ao mundo de Tolkien, que se desenrola em “O Senhor dos Anéis”, conta a jornada de Bilbo Bolseiro, que sai de sua zona de conforto no Condado para ajudar um grupo de anões a recuperar seu tesouro e sua cidade, roubados por um dragão. É considerado um dos melhores romances infanto-juvenis da história.

Admirável mundo novo, Aldous Huxley

A distopia mostra uma sociedade dividida por castas (os mais bonitos/fortes são das castas principais), em que pessoas são condicionadas biologicamente e psicologicamente a obedecer a um sistema. Em meio à essa paz, chega um desconhecido, fruto de uma relação espontânea e fora do controle desse sistema, e, com ele, surgem questões sobre o estilo de vida dominante.

Não ficção para jovens é um dos destaques da Feira de Frankfurt

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Visitantes chegam à feira de Frankfurt, que foi aberta com discursos dos presidentes da Alemanha e da Finlãndia, cujo país é homenageado deste ano (Foto: Daniel Roland/AFP)

Visitantes chegam à feira de Frankfurt, que foi aberta com discursos dos presidentes da Alemanha e da Finlãndia, cujo país é homenageado deste ano (Foto: Daniel Roland/AFP)

Roberta Campassi, na Folha de S.Paulo

Uma tendência notada na Feira do Livro de Frankfurt, maior evento editorial do mundo, que acabou no domingo (12), foi o aumento no número de obras de não ficção para jovens –público que já abocanha enorme fatia do mercado com livros de ficção.

Muitas dessas obras são adaptações de livros adultos –biografias, autoajuda, história– para os leitores jovens.

Nos EUA, alguns exemplos são a versão juvenil de “Invencível”, de Laura Hillenbrand, e de “O Poder dos Quietos”, de Susan Cain.

No Brasil, um sinal do interesse dos jovens adultos na não ficção foi a volta de “O Diário de Anne Frank” às listas de livros mais vendidos —tudo porque no romance “A Culpa É das Estrelas”, de John Green, os personagens vão ao museu Casa de Anne Frank.

“Quem compra o Diário’ é o mesmo jovem que lê ficção. É um público voraz”, afirma Bruno Zolotar, diretor de marketing da Record.

Na feira, a Record adquiriu o infantil “Malala, a Brave Girl from Pakistan/Iqbal, a Brave Boy from Pakistan”, de Jeanette Winter. A Companhia das Letras tem a versão juvenil de “Eu Sou Malala”, da Nobel Malala Yousafzai.

Para o público adulto, houve disputa maior por literatura de qualidade, na avaliação de Otávio Marques da Costa, publisher da Companhia. Provam isso as negociações concorridas de “The Girls”, de Emma Cline, e “Fates and Furies”, de Lauren Groff. Ambos ficaram com a Intrínseca.

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Frankfurt em números

270 mil
foi o número de visitantes, ante 275 mil no ano passado, a menor visitação em seis anos; para editores, a comunicação via internet reduz ano a ano a importância de encontro

58 editoras brasileiras
participaram do evento, ante cerca de 170 em 2013, quando o Brasil foi o país convidado da feira

US$ 2 milhões
é, segundo especulações do mercado, o valor pelo qual a Random House adquiriu a trilogia literária “The Girls”, da estreante Emma Cline, que aqui ficou com a Intrínseca

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