Vitrali Moema

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Twitter revoluciona compreensão da literatura, diz filósofa

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Getty Images

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Publicado por INFO

São Paulo – O Twitter pode ajudar a revolucionar a forma de entender a literatura graças à utilização exclusiva de seus 140 caracteres, pelo menos na opinião da escritora e filósofa Márcia Tiburi, que participou nesta quarta-feira da Social Media Week, que acontece nesta semana em São Paulo.

“Podemos fazer uma pequena revolução em nome de uma vasta e longa literatura, que pode ser lida em conta-gotas pelos 140 caracteres do Twitter”, ressaltou Márcia durante o encontro, que é realizado simultaneamente em diferentes cidades do mundo.

Segundo os especialistas em mídias sociais reunidos no evento, essas ferramentas não só estão ajudando a modificar a forma de ler livros, mas também em sua difusão.

“Hoje as pessoas podem pôr trechos de livros no Facebook e no Twitter, e desta forma a internet está sendo importante na ampliação de novos conhecimentos”, afirmou por sua vez a jornalista Mona Dorf.

Na opinião de Mona, a limitação dos caracteres de Twitter não é um problema, mas uma característica que “potencializa” a ampliação do acesso ao conhecimento.

“Nunca escrevemos tanto como na era online, vivemos em um mundo que as pessoas se enviam mais mensagens do que falam. As pessoas se comunicam através da língua escrita e através dos dedos”, destacou a jornalista.

Durante a Social Media Week, que acontecerá até sexta-feira no Museu da Imagem e do Som de São Paulo, cerca de 160 conferencistas abordarão assuntos relacionados com a internet, inclusive a espionagem nas redes sociais.

Além da capital paulista, o encontro, que foi criado em 2009 em Nova York, acontece em Berlim, Bogotá, Chicago, Londres, Los Angeles, Mumbai e Toronto.

dica do Ailsom Heringer

Mia Couto aponta reinvenção do português como processo político

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Publicado por Folha de S.Paulo

Um dos mais celebrados autores de língua portuguesa na atualidade, o escritor moçambicano Mia Couto, vencedor do prêmio Camões e autor de livros como “Terra Sonâmbula”, participou de encontro no último sábado no teatro Geo, em São Paulo.

Em quase duas horas de conversa, Couto falou sobre sua maneira de reinventar a língua portuguesa ao escrever, seu envolvimento com a luta pela independência de seu país, a relação dos africanos com o Brasil e os estereótipos que rondam a África e a literatura do continente.

No evento organizado pela Folha, o Fronteiras do Pensamento, a Companhia das Letras e a Livraria da Vila, Couto foi entrevistado por Raquel Cozer, repórter e colunista da Folha, e Eliane Brum, escritora e colunista da revista “Época”.

O escritor Mia Couto durante o encontro / Zanone Fraissat/Folhapress

O escritor Mia Couto durante o encontro / Zanone Fraissat/Folhapress

Leia a seguir os principais trechos da conversa.

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Língua portuguesa

Hoje o português é a língua nacional dos moçambicanos, mas a maior parte deles tem outra língua materna. É uma língua em constante movimento, e isso para um escritor é muito sedutor. Essa reinvenção da língua ocorre como um processo social.

João Guimarães Rosa foi uma grande influência. Era como um sinal verde que na literatura se pudesse fazer esse processo de reinvenção da língua. É a reinvenção da nação como linguagem. E Guimarães dá conta desse Brasil ameaçado pelo moderno. É uma coisa que vivemos em Moçambique. A linguagem vira campo de resistência.

Força das mulheres

É como se as personagens femininas se impusessem em minha obra. Mesmo sendo de uma geração em que era preciso dar provas de ser homem, eu venci o medo de encontrar essa mulher em mim.

Eu escutava as histórias que as mulheres contavam sentado fazendo o dever de casa no chão da cozinha. Eu me fiz escritor ali. Via as suas saias passando, ondulando. As mulheres produziram em mim essas memórias.

Imagem da África

O Brasil tem uma ideia muito mistificada da África. A gente imagina que, por ser negro, um brasileiro teria mais intimidade com a África, mas isso é uma bobagem.

Essa visão reducionista e simplificada também é uma coisa que os próprios africanos adotaram. Muitos deles traduziram uma África que os próprios europeus criaram.

Não houve a África do bom selvagem, em que todos viviam em harmonia até a chegada dos colonizadores. Houve uma mão de dentro até na escravatura, cumplicidades entre africanos e europeus.

Quando [os escritores] saímos do estereótipo da África com seus bichos e feiticeiros, enfrentamos outros preconceitos. Mas a África tem de fazer esse esforço.

Prosa e poesia

Sou mais poeta quando escrevo prosa do que quando escrevo poesia. Quando vejo algo que me espanta, escrevo até num guardanapo, em notas de dinheiro, em coisas que nem posso dizer. Tem de haver uma urgência naquilo.

Teor político

Minha literatura é política porque quero dizer coisas com a intenção de produzir um mundo melhor. Fiz parte de uma geração que lutou pela independência e venceu. Tem esse sentimento épico.

Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo (RS) começa nesta terça-feira

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Com o tema “Leituras Jovens do Mundo”, debates devem incluir assuntos como sexualidade e afeto, relações de trabalho, autonomia e consumo

Foto: Diogo Zanatta / Especial

Foto: Diogo Zanatta / Especial

Publicado por Zero Hora

A 15ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo começa nesta terça-feira em um novo espaço – sai a tradicional lona do circo, entra um pavilhão desmontável – e com a expectativa para a revelação do vencedor do Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura, que será anunciado à noite.

O tema geral deste ano é Leituras Jovens do Mundo, e os debates devem incluir assuntos como sexualidade e afeto, relações de trabalho, autonomia e consumo.

— A jornada é a continuação de um movimento cultural que tem 32 anos. Não é só um evento que ocorre de dois em dois anos. Tem desdobramentos que acontecem durante todo o ano, como o Livro do Mês, o programa de televisão Mundo da Leitura, o Centro de Referência de Literatura e Multimeios e muitas outras programações — destaca a coordenadora do evento, Tânia Rösing.

Uma das novidades deste ano será a realização de um Encontro Internacional de Bibliotecários e Mediadores de Leitura. Convidados da Colômbia, Chile, Argentina, Portugal e Brasil irão debater as novas possibilidades de integração entre a biblioteca e a comunidade. Outras programações paralelas à Jornada são a Jornadinha, voltada para crianças, o Encontro Estadual de Escritores e o Festival de Gastronomia Páginas Saborosas. Para atrair o público de 14 a 25 anos, alunos do EJA e de escolas públicas, foi criada a programação noturna da JorNight, que já está na segunda edição.

— Estamos trazendo escritores que não estão na pauta do Rio Grande do Sul, como André Vianco, Raphael Draccon e Bruna Beber. Isso isso faz com que os contatos fiquem mais próximos e esses autores comecem a aparecer em outros eventos — diz Tânia, referindo-se aos escritores que participam da JorNight.

A coordenadora assinala que o modelo da Jornada tem sido copiado por outros países da América Latina e da Europa. Por isso, o desejo de incentivar a leitura e ampliar ainda mais o número de participantes do evento, apesar das dificuldades crescentes para encontrar apoiadores e patrocinadores.

Todo o empenho da Jornada se reflete positivamente na região. Passo Fundo tem o maior índice de leitura do país, comprovado pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, da Câmara Brasileira do Livro. São 6,5 livros por habitante ao ano, média muito acima da nacional, que é de 1,8. Além disso, a cidade recebeu o título de Capital Nacional da Literatura, sancionado por lei de janeiro de 2006.

Entre os debatedores convidados, estão os escritores José Castello e Marcelino Freire e o músico Emicida.

dica do Jarbas Aragão

Não julgando o livro pela capa

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Alessandro Martins, no Livros e Afins

Basicamente, esta livraria resolveu vender livros evitando que o leitor os julgue pela capa. A única maneira de ver se o livro lhe interessa são as poucas palavras escritas no papel pardo que o embrulha. É o encontro às cegas com um livro. Boa sorte.

Flip terá três mesas sobre protestos

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Publicado por Veja

A edição de 2013 da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que acontece na próxima semana, de 3 a 7 de julho, não vai deixar passar batida a onda de protestos que tomou o país nas últimas semanas. A organização do evento anunciou três novas mesas que debaterão as manifestações políticas recentes, no dia 4, quinta-feira, e no dia 6, sábado. Entre os nome confirmados para a programação extra estão T.J. Clark, Vladimir Safatle e André Lara Resende.

Na quinta-feira, às 21h30, dentro da programação FlipMais, acontece a mesa “Narrar a rua”, com participação de Marcus Vinicius Faustini, Pablo Capilé, Fabiano Calixto e Juan Arias e mediação de Cristiane Costa. O encontro vai discutir a cobertura dos protestos em jornais, revistas, blogs e redes sociais.

No sábado, às 19h30, em substituição à mesa com o escritor francês Michel Houellebecq, que cancelou a vinda ao país nesta terça-feira, acontece o debate “Da arquibancada à passeata, espetáculo e utopia”. T.J. Clark, Tales Ab’Saber e Vladimir Safatle discutem as diferenças entre duas multidões: a que se reúne fora dos estádios onde acontecem os jogos da Copa das Confederações e a que se encontra dentro deles.

Mais tarde, às 21h30, acontece a última mesa extra, com o título “O povo e o poder no Brasil”, com Marcos Nobre e André Lara Resende, mediados por William Waack. O debate vai colocar em pauta a insatisfação do povo com a classe política brasileira.

Os interessados podem comprar os ingressos para as mesas a partir do dia 3 de julho, às 9h, apenas na bilheteria oficial da Flip, em Paraty. As três novas mesas serão transmitidas em tempo real pelo site do evento e gratuitamente em um telão extra na cidade de Paraty. Os ingressos adquiridos para a mesa “Encontro com Michel Houellebecq” passam a valer automaticamente para a mesa “Da arquibancada à passeata, espetáculo e utopia”. A organização também oferece a opção de reembolso no site Ingresso Rápido, pelo telefone 4003-2051, de segunda a sábado, das 9h às 22h.

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