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Conheça St. Gallen, a cidade que inspirou livro ‘O nome da rosa’

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© iStock

Município suíço também é famoso por suas rendas

Publicado no Notícias ao Minuto

A cidade de St. Gallen, na Suíça, surpreende os visitantes com as centenas de janelas de sacada que decoram as fachadas de suas habitações. Com uma história e tradição milenares, a capital do cantão homônimo se torna uma ótima opção para uma semana de inverno.

St. Gallen impressiona com suas famosas rendas, com o Museu do Tecido e o Museu Kunst, que exibe obras de Monet, Picasso e Klee, além da inesquecível biblioteca do mosteiro, reconhecida pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.

O nome da cidade se deve ao monastério fundado pelo monge irlandês São Galo, em 612. Já em 747, a igreja de St. Gallen aplicou a regra que previa o estudo contemplativo de livros, o que exigia a criação de uma biblioteca. Então, durante a Idade Média, a cidade se tornou um importante polo cultural e de formação da Europa.

Mosteiro – A joia da cidade, com certeza, é seu mosteiro, que conserva na biblioteca um mapa que serviu de inspiração para o escritor italiano Umberto Eco em “O nome da rosa”. O ambiente foi erguido em estilo rococó e preserva mais de 50 mil documentos.



Museu Têxtil
– Esse é outro lugar imperdível de St. Gallen, onde se pode admirar mais de 30 mil objetos, desde tecidos de peças arqueológicas funerárias do Antigo Egito até achados históricos do século 14, de rendas trabalhadas a mão a utensílios para o trabalho manual.



Maestrani
– Já a cidade de Flawil, vizinha a St. Gallen, conta com a fábrica da célebre marca suíça de chocolate Maestrani, que revela segredos da produção e permite entrar em um fantástico mundo de emoções. (ANSA)

Conheça a biblioteca mais antiga de SP, lar de monges e fechada ao público

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Renata Nogueira, no UOL

O coração de São Paulo abriga a biblioteca mais antiga da cidade, que também é uma das mais antigas do país. Com 418 anos de história, a coleção de livros do Mosteiro de São Bento é conservada em amplas salas no segundo andar do histórico prédio localizado a poucos metros do local onde a metrópole nasceu.

Os títulos da biblioteca do Mosteiro de São Bento estão disponíveis para consulta dos próprios monges, que têm a leitura como um de seus hábitos diários, e para os alunos da Faculdade de São Bento. O acesso ao ambiente da biblioteca, no entanto, é de claustro e restrito aos 40 monges beneditinos que lá vivem.

A reportagem do UOL teve a oportunidade de conhecer o local na companhia do monge bibliotecário, Dom João Baptista. O alagoano de 34 anos vive no mosteiro há oito e abriu as portas do claustro para dividir um pouco da história dos 115 mil livros que lá chegaram desde 1598 junto com os primeiros monges.

Os exemplares mais antigos – como uma bíblia de Gutenberg do século 15 – foram trazidos da Europa pelos monges vindos do Velho Mundo ou sob encomenda. Já os mais recentes datam deste ano e atendem à demanda dos cerca de 200 alunos dos cursos de Filosofia e Teologia oferecidos pela Faculdade de São Bento.

Muito além da religião

O monge beneditino Dom João Baptista, produtor cultural e responsável pela biblioteca

O monge beneditino Dom João Baptista, produtor cultural e responsável pela biblioteca – Junior Lago/UOL

 

Se engana, porém, quem pensa que apenas títulos de filosofia e teologia fazem parte do acervo. Obras de literatura, como “O Pequeno Príncipe”, e ficção, como o polêmico “O Código Da Vinci”, de Dan Brown, fazem companhia aos muitos títulos religiosos. “Temos que nos adaptar e adquirir essas obras. A gente tem que acompanhar sempre, não estagnar”, explica Dom João.

O menino louro criado por Saint-Exupéry em 1943 ganhou até uma exposição, “O Pequeno Príncipe Descobre o Mosteiro”, em cartaz até o dia 6 de agosto. Segundo Dom João, que também exerce o cargo de produtor cultural do mosteiro, esta é uma forma de aproximar a população da biblioteca exclusiva dos monges. “Eu uso as obras da biblioteca em 80% das exposições”, explica o monge bibliotecário.

Livros mais populares, como auto-ajuda ou biografias de artistas, só não entram no acervo por falta de espaço físico. A biblioteca, antes restrita a um clássico salão repleto de estantes de madeira escura e um mezanino, hoje também ocupa um amplo espaço que antes servia como dormitório dos monges.

Os alunos da faculdade têm à disposição uma antessala com mesas e computadores, onde podem consultar as obras trazidas pelos poucos funcionários da biblioteca. O ambiente onde os livros ficam armazenados tem acesso restrito aos bibliotecários e aos monges que leem diariamente seguindo o capítulo 48 da Regra de São Bento. “A conservação dessa maneira acabou salvando nossa cultura”, defende o monge.

Os livros “proibidos”

"O Nome da Rosa", do ateu Umberto Eco - Junior Lago/UOL

“O Nome da Rosa”, do ateu Umberto Eco – Junior Lago/UOL

“A biblioteca é um local de consulta de arquivo para você resguardar conhecimento, seja ele qual for. O livro é como uma faca de dois gumes. Ele pode trazer uma verdade ou não. Temos no acervo Dan Brown e tantos outros autores, inclusive obras que destroem a ideia e teorias do ‘Código da Vinci’. Mesmo porque a gente tem que saber o que está acontecendo e o que as pessoas estão lendo para saber rebater”. Com cerca de 80 milhões de cópias vendidas no mundo, a obra do escritor americano causou polêmica ao questionar a divindade de Jesus Cristo.

O monge entende o sucesso da obra de Dan Brown como uma salada de teorias que já existiam e que viraram uma literatura interessante. Ao segurar um exemplar de “O Nome da Rosa”, do escritor italiano ateu Umberto Eco, Dom João retoma a ideia do que avalia como uma boa ficção que atrai leitores comuns e curiosos sobre a vida religiosa. “Nós (monges) temos que ter acesso para que saibamos lidar com o assunto. Não basta repetir que não presta. Por que não presta? Essa barreira seria de uma ignorância extrema.”

O Index deixou de existir, mas a ideia de cuidado de como você vai ler deve prevalecer. Isso não é censura, é simplesmente cuidado
Dom João Baptista, monge responsável pela biblioteca mais antiga de São Paulo

As obras polêmicas fazem lembrar o Index Librorum Prohibitorum, lista de livros proibidos pela igreja que esteve em vigor até o início dos anos 60. O monge explica que esses livros sempre estiveram presentes nas bibliotecas, inclusive as monásticas. Os títulos apenas ficavam longe do alcance de uma interpretação equivocada da massa. Nomes fundamentais para a filosofia, como René Descartes, estavam presentes no índice elaborado pela igreja católica.

“O Index deixou de existir, mas a ideia de cuidado de como você vai ler deve prevalecer. Isso não é censura, é simplesmente cuidado”, defende o monge. “As pessoas tinham pouco acesso à educação e essas obras poderiam causar um tumulto, um terror”.

Obras raras

Comentário da bíblia datado do ano 1500 está entre as obras raras da biblioteca - Junior Lago/UOL

Comentário da bíblia datado do ano 1500 está entre as obras raras da biblioteca – Junior Lago/UOL

 

Uma bíblia de Gutenberg, o pai da imprensa, é o livro mais raro do acervo da biblioteca de São Bento. Datada de 1496, cerca de cem anos antes de os monges chegarem ao Brasil, e quatro anos mais velha que o nosso país, a bíblia fica isolada em uma sala com umidade e temperatura controladas e acesso restrito às pessoas que conservam estas obras e a estudiosos.

O UOL teve acesso a cinco exemplares raros da coleção: um comentário da bíblia de 1500, uma bíblia em alemão de Lutero, de 1656, a enciclopédia “História Natural do Brasil”, de 1658, os tratados de Aristóteles, de 1607, e um antifonal – base para o canto gregoriano – de 1715. Os exemplares, impressos em latim, grego e alemão, estão bastante conservados também pela alta qualidade do papel usado na época.

Uma das curiosidades sobre os exemplares mais antigos é que alguns – como o comentário da bíblia de 1500 – usavam os antigos papiros como material de encadernação. O monge conta que existem lombadas mais valiosas do que as próprias obras que carregam. Como grande parte dos livros raros possuem edições mais recentes, as obras raras ficam restritas à conservação museológica.

“Essa biblioteca é uma descoberta diária. Eu não sei todas as obras que estão aqui. Vamos andando pelos corredores e descobrindo”, revela o monge bibliotecário. Apenas 25% do acervo está digitalizado. Os outros 75% estão catalogados em fichas de papel dispostas em um antigo armário de ferro. Os livros novos e de consulta aos alunos da faculdade têm prioridade na digitalização. “É um processo lento. Sinto que vou sair daqui e ainda deixar essa tarefa para o próximo.”

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Umberto Eco em 25 frases: “Vivemos para os livros”

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Entre excertos dos livros que escreveu e citações publicadas em entrevistas, o escritor italiano deixou pouco por explicar. Ou então fez-nos acreditar nisso. Recordamos algumas confissões.

Tiago Pereira, no Observador

É um dos maiores exemplos de um cliché criativo: a sua vida continuará na obra que deixou. E neste caso por obra entenda-se “palavra”. Mestre acadêmico da semiótica e da lógica da linguagem, romancista apaixonado por códigos, história e conspirações, Umberto Eco era sempre o mesmo, num trabalho científico ou num romance. Como o era entre livros e entrevistas. A linguagem era a mesma, a nossa interpretação também. Esta é uma recolha de uma parte ínfima desse legado – dos livros “O Nome da Rosa” ou “O Pêndulo de Foucault” e conversas com o Guardian, a Paris Review, O Der Spiegel, o Telegraph, a Publisher’s Weekly ou a revista Interview.

Sobre os livros

1. “Vivemos para os livros”

2. “Os livros não foram feitos para serem acreditados mas para que os questionemos. Quando lemos um livro, devemos perguntar a nós próprios não o que diz mas o que significa”

3. “Há dois autores que me influenciaram, o Joyce e o Borges”

4. “Tenho cerca de 50 mil livros. Quando a minha secretaria disse que ia catalogá-los disse-lhe para não o fazer, os meus interesses mudam constantemente.”

5. “Sempre me considerei um acadêmico que num fim de semana de Verão decidiu escrever um romance”

6. “Para sobreviver é preciso contar histórias”

7. “Quando conheci o Dan Brown disse-lhe que ele me devia ter dado royalties”

Sobre a lógica e as interpretações

8. “Como disse o homem, para cada problema complexo há uma solução simples e está errada.”

9. “Um cão não mente. Quando ladra é porque está alguém lá fora”

10. “Por vezes a frase de Flaubert, ‘a Madame Bovary sou eu’, não é verdade. Por vezes eu não sou as minhas personagens”

11. “As pessoas nunca são tão completamente e entusiasticamente más como quando o são ao agirem por convicção religiosa”

12. “Há muitas conspirações pequenas e muitas delas são expostas. Mas a paranóia da conspiração universal é mais poderosa porque dura para sempre”

Sobre os tempos recentes

13. “Berlusconi é um gênio da comunicação, se não fosse nunca tinha ficado tão rico”

14. “Os jornais envolvem os fatos em comentários. É impossível transmitir simples fatos sem estabelecer pontos de vista”

15. “Sou um velho consumidor de jornais, não consigo evitar ler os meus jornais todas as manhãs, uso a TV para as notícias, os concursos de perguntas e, às vezes, para bons filmes”

16. “Não estou no Facebook nem no Twitter porque o propósito da minha vida é para evitar mensagens, recebo demasiadas mensagens vindas do mundo”

17. “O Google faz uma lista mas no instante em que olho para ela, a mesma lista já mudou. Estas listas podem ser perigosas”

Sobre ele próprio

18. “Ele [o pai] morreu muito cedo, em 1962, mas só depois de eu ter publicado alguns livros. Eram coisas acadêmicas, provavelmente confusas para o meu pai, mas descobri que à noite ele tentava lê-los.”

19. “Uma mãe tem orgulho no seu filho, mesmo que o filho seja completamente estúpido”

20. “Escrevia histórias e princípios de livro quando tinha 10, 12 anos”

21. “Numa determinada idade, aos 15 ou 16 anos, a poesia é como masturbação. Ainda bem que desisti cedo.”

22. “Eram tempos estranhos. Mussolini era muito carismático e como acontecia com qualquer miúdo na altura, eu estava envolvido com o movimento fascista”

23. “Durante os primeiros dez anos da minha vida fui educado por fascistas, na escola, e eles faziam uso de uma conspiração universal, de que os ingleses, os judeus e os capitalistas conspiravam contra o pobre povo italiano”

24. “Há uma boa razão para nunca ter realizado um filme. É porque sou impaciente. Num filme, se precisas de um elefante e o elefante não está lá, tens de esperar dois dias. Eu não posso esperar dois dias por um elefante.”

25. “Não escrevo nenhuma espécie de autobiografia mas os romances são a minha autobiografia, há uma diferença.”

Aos 84 anos, morre na Itália o escritor Umberto Eco

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Foto: Massimo Valicchia / NurPhoto/AFP

Foto: Massimo Valicchia / NurPhoto/AFP

 

Causas da morte do autor de O Nome da Rosa ainda não foram divulgadas

Publicado no Zero Hora

O escritor, semiólogo e professor italiano Umberto Eco faleceu nesta sexta-feira na Itália, aos 84 anos, noticiou o jornal Corriere Della Sera. Ainda não há informações sobre as causas da morte.

Nascido em Alexandria, Itália, em 1932, Eco escreveu O Nome da Rosa (1981), sua obra mais famosa. Além destas, publicou: Kant e o ornitorrinco (1997) e Sobre a literatura (2002), Diário mínimo (1963), O segundo diário mínimo (1990), Cinco escritos morais (1997), La Bustina di Minerva (2000), O pêndulo de Foucault (1988), A ilha do dia Anterior (1994), Baudolino (2000) e A misteriosa chama da rainha Loana (2004). Também é autor de História da beleza (2004), História da feiura (2007) e Não contem com o fim do livro (2010).

5 livros estrangeiros para ler nas férias

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Fonte: Shutterstock

Fonte: Shutterstock

 

Veja o que você pode ler para se distrair e aumentar sua bagagem cultural

Publicado no Universia Brasil

A leitura é algo extremamente importante para aumentar a bagagem cultural dos leitores e até mesmo fazer com que eles escrevam melhor. Muitos títulos tornam-se muito famosos em diversos locais do mundo e, ao entrar em contato com eles, os leitores passam a ter uma experiência sobre novas culturas por meio das páginas dos livros. A seguir, confira 5 livros para ler nas férias:

1 – O Nome da Rosa, Umberto Eco

Esse livro italiano foi traduzido para diversas línguas e conseguiu até mesmo uma adaptação cinematográfica em 1986. O enredo do livro trata sobre uma morte em um monastério italiano na idade média, relatando um pouco sobre a realidade da época e fazendo com que o leitor aprenda mais sobre esse universo.

2 – O Pequeno Príncipe

A obra francesa é um clássico da literatura infantil, mas também encanta muitos adultos. O livro é mundialmente conhecido e foi traduzido para diversos idiomas. Escrito por Antoine de Saint-Exupery, o foco é tratar de amor, amizade, solidão e perdas.

3 – Ensaio Sobre a Cegueira

O livro de José Saramago, autor português ganhador do Prêmio Nobel, fala sobre uma cidade que é acometida por uma cegueira coletiva, da qual ninguém consegue escapar. Por meio de suas páginas, o autor encanta os leitores e faz com que aprendam muito mais sobre a vida em si.

4 – As Viagens de Gulliver

Escrito pelo irlandês Jonathan Swift, o livro tornou-se bastante famoso em muitos luagres de mundo, sendo que muitas pessoas conhecem, ao menos, o título da história criada por Swift. O enredo fala sobre um rapaz, Lemuel Gulliver, que gostava muito de viajar. Em uma de suas viagens, ele é pego de surpresa por uma tempestade e acaba chegando a uma ilha habitada por pessoas muito pequenas. Nessa ilha, ele passa por diversas aventuras.

5 – Meu Nome é Vermelho

Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 2006, o autor turco Orhan Pamuk escreveu o livro que trata sobre um assassinato misterioso. Os leitores que gostam de suspense, amor e tensões tendem a se envolver facilmente com essa obra.

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