Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Mr. Mercedes: Série inspirada em obra de Stephen King é renovada para a segunda temporada

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Produção estrelada por Brendan Gleeson e Harry Treadaway vai se basear nos demais livros da trilogia de King.

Vitória Pratini, no Adoro Cinema

Mr. Mercedes, adaptação da obra homônima de Stephen King, foi renovada para a segunda temporada. O anúncio foi feito pela emissora AT&T’s Audience Network nesta terça-feira (10), às vésperas da exibição do último episódio do primeiro ano da série.

A primeira temporada foi focada em Brady Hartsfield (Harry Treadaway), um motorista de caminhão de sorvete que, secretamente, é um assassino em série, e no detetive Bill Hodges (Brendan Gleeson), que deixou sua aposentadoria para cuidar do caso do Assassinato do Mercedes. Já a segunda será inspirada nos outros livros da trilogia protagonizada por Bill Hodges: Finders Keepers (Achados e Perdidos, em português) e End of Watch (Último Turno).

O showrunner David E. Kelley (Big Little Lies) novamente vai escrever o roteiro dos novos episódios, enquanto Jack Bender (Game of Thrones) voltará à cadeira de diretor. Os dois também vão continuar como produtores executivos, ao lado de Stephen King e de Dennis Lehane, que contribuirá para o roteiro.

“Estamos emocionados que a primeira parte de Mr. Mercedes chamou a atenção de um público tão amplo”, disse Christopher Long, presidente da Audience Network (via Variety). “David E. Kelley, Jack Bender, Dennis Lehane e Sonar [Entertainment] fizeram um trabalho magistral criando uma série que honrou a obra original de Stephen King. Estamos ansiosos para ter a oportunidade de criar uma segunda temporada com essa equipe incrível”.

“Mr. Mercedes é Stephen King escrevendo sobre os monstros dentro de seus personagens ao invés de fora”, afirmou Bender. “Nós fomos extremamente sortudos por atrair um elenco impressionante, liderado por Brendan Gleeson e Harry Treadaway, para trazer à vida esses personagens complexos e imperfeitos. Com a Sonar e a AT&T, juntamente com ótimos roteiros e nossa talentosa equipe em Charleston, estou feliz por continuar contando esta história.”

Com dez episódios, a nova temporada deve começar a ser filmada em fevereiro de 2018.

1922, filme baseado em obra de Stephen King, ganha trailer

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Priscila Ganiko, no Jovem Nerd

Com a estreia marcada para outubro na Netflix, o filme 1922, baseado no livro de mesmo nome escrito por Stephen King, acaba de ganhar um trailer, e você pode conferi-lo acima.

A história acompanha Wilfred James, um fazendeiro que assassina a própria esposa com a ajuda de seu filho. Depois do acontecido, ele começa a ser perseguido por ratos e acredita que sua esposa o está assombrando.

O filme é estrelado por Thomas Jane, Molly Parker, Dylan Schmid, Kaitlyn Bernard, Brian d’Arcy James e Neal McDonough. A direção é de Zak Hilditch.

1922 estreia na Netflix no dia 22 de outubro de 2017.

‘Game of Thrones’: Jornalista diz que ler os livros é ‘perda de tempo’

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Em coluna, jornalista dá três razões para não ler a obra e apenas uma para lê-la, e revolta fãs.

Edmarcio Augusto Monteiro, no Blasting News

A jornalista Ana Carolina Leonardi publicou um texto que gerou certa polêmica entre os fãs da obra de George R. R. Martin esta semana. Seu artigo, que saiu na revista Superinteressante, em tom pessoal, explicita porque não é uma boa ideia ler os #Livros da saga, segundo sua visão.

O primeiro motivo, segundo Ana Carolina , é que As Crônicas de Gelo e Fogo são livros de fantasia “tradicionalzona”. “É uma #Literatura que, às vezes, fica popular, mas em geral é de nicho, assim como a ficção científica. E não é feita para ser fácil”, explica ela.

A jornalista cita os termos arcaicos (palavras e expressões que já caíram em desuso) e chama os livros de “difíceis”.

Ainda assim, segundo ela, Martin é mais acessível do que Tolkien (de O Senhor dos Anéis). Ela também lembra que são mais de 4 mil páginas já publicadas, e que muita gente para no meio.

O segundo motivo citado por ela é o fato de que não houve uma boa tradução para os primeiros livros da saga, que foram adaptados do português de Portugal, o que compromete a imersão do leitor no mundo mágico que a obra cria. Esses erros e adaptações acabam por “engasgar” a leitura.

Já o terceiro motivo é a demora do autor em terminar sua saga. Martin anunciou o primeiro livro em 1993. A ideia é que fosse uma trilogia, mas a coisa se estendeu muito mais, como se pode notar. O primeiro livro, A Guerra dos Tronos, saiu em 1996. Depois disso vieram mais dois, com intervalo de dois anos: Fúria de Reis, em 1998, e Tormenta de Espadas, em 2000.

A partir daí, Ana Carolina Leonardi lembra como a obra começa a se arrastar: Festim dos Corvos só saiu em 2005 e Dança dos Dragões, em 2011. Apesar de afirmar que já possui boa parte do sexto livro, a obra começa a ser postergada pela editora e por Martin.

A série de TV, segundo Ana Carolina, é uma boa maneira de acompanhar as histórias principais sem passar pela longa espera entre um livro e outro. Martin chegou a anunciar que o sexto livro sairia em 2017, mas em julho voltou atrás e decretou que ainda faltam muitos meses. Isso, segundo ela, é falta de respeito com o leitor.

Repercussão

Na página oficial do Facebook da revista Superinteressante, muitos leitores consideraram um “desserviço” o texto da jornalista, alegando que em um país em que poucas pessoas leem, dizer que livros são “perda de tempo” é algo irresponsável: “Nunca li algo tão sem sentido na vida”, comentou uma seguidora da página.

Muitos defenderam a obra, dizendo que ela não é necessariamente difícil e que, pelo contrário, é muito envolvente e interessante.

E que a autora do texto é que parece “não gostar de ler”. Houve também quem considerasse a questão mesquinha e “preguiçosa”.

O bom motivo

A jornalista, no entanto, comenta que há sim um bom motivo para ler a obra: a série [VIDEO] da HBO decaiu em qualidade e há algumas histórias e personagens [VIDEO] nos livros que não aparecem na TV. Para quem quiser conhecer essas boas histórias que foram excluídas, vale a pena ler os livros.

No entanto, o leitor já deve ter ciência de que a obra não foi terminada ainda. E que a série de TV dará o final da história antes que os leitores que começaram a acompanhar o enredo ainda nos anos 1990 consigam ter lido a página final.

Cansado dos exercícios do Enem? Veja 7 filmes que podem te ajudar na prova

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Getty Images/iStockphoto

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Leonardo Martins, no UOL

Faltam menos de dois meses para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e é consenso entre os professores quais são os dois principais requisitos para dominar as matérias cobradas na prova: reflexão e debate.

É nesse sentido que os filmes ajudam muito o aluno a desenvolver seu senso crítico sobre os temas abordados no exame, auxiliando na interpretação dos textos da parte de língua portuguesa e, principalmente, na hora da redação.

Mas não pode confundir: o filme não substitui o estudo. É o que adverte Luis Otávio Targa, orientador educacional do Colégio Vértice. Segundo ele, o filme serve para relembrar alguns conceitos anteriormente estudados pelo aluno, fazendo com que ele possa aplicá-los em diferentes situações e contextos.

“Os filmes auxiliam o aluno a relembrar conceitos que ele possa aplicar àquela situação do filme e, depois, essa reflexão deve ser levada para uma discussão com um professor. O filme é um complemento que vai ajudar muito, sobretudo, a aumentar ainda mais a coletânea do aluno para a redação”, explica Targa.

Então, confira a lista de 7 filmes preparada por Targa que podem te ajudar na prova do Enem:

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A 13ª emenda

Com a direção de Ava DuVernay, “A 13ª emenda” é um documentário em que estudiosos e personalidades políticas analisam a relação entre a criminalização da população negra nos EUA e o crescente aumento do sistema prisional. O racismo e a regulamentação das drogas são os principais temas abordados na obra

 

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Clash

Mohamed Diab foi quem dirigiu essa obra que abrange, de forma atual, a questão da Primavera Árabe no Egito e seu reflexo nas questões do Oriente Médio, como a formação dos grupos terroristas e as disputas políticas da região

 

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Nunca me sonharam

Com a produção de Cacau Rhoden, o documentário brasileiro “Nunca me sonharam” mostra a realidade no ensino médio público do Brasil pelo ponto de vista dos estudantes. Nele, há reflexões sobre o sistema educacional com depoimentos de professores, alunos e especialistas

 

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Fome de Poder

A obra “Fome de Poder” retrata a ascensão do que hoje é a maior rede de fast-food do mundo: o McDonald’s. Nele, o aluno consegue correlacionar e compreender os conceitos do sistema capitalista, do fordismo e da produção em série, o que pode ser uma ótima referência atual para a redação
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Okja

Dirigido por Bong Joon-ho, o filme é uma sátira que questiona e nos faz refletir sobre a produção dos alimentos no século 21. A obra remete a discussão dos alimentos transgênicos, assunto sempre presente na parte de biologia do Enem

 

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O Círculo

O filme “O Círculo” retrata a relação dos jovens atuais com as redes sociais e a internet, o que pode vir a ser cobrado e relacionado no Enem com conceitos de sociologia e filosofia

 

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O Planeta dos Macacos

A trilogia “Planeta dos Macacos”, obra de ficção norte-americana em que os macacos e os seres humanos entram em conflito, pode auxiliar o aluno com a parte de biologia, uma vez que o filme promove uma reflexão a cerca da teoria da evolução humana e o que nos diferencia dos nossos ancestrais

Um guia para A Torre Negra: O que é exatamente a maior obra de Stephen King?

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Em meio a tantos elementos da história de um dos principais nomes da literatura fantástica/terror da atualidade, que tal conhecer um pouco do básico para começar a se aventurar nesta obra?

Robinson Samulak Alves, no Cinema com Rapadura

Belos dias e longas noites, fiéis leitores rapadurianos. Eis que a épica saga de Roland rumo à Torre Negra enfim ganha uma versão oficial ao cinema. Porém, o que exatamente é essa tal de Torre Negra? E quem diabos é Roland? E por que é tão importante que ele chegue à Torre (porque uma viagem que leva sete livros e cerca de 4 mil páginas, só pode ser muito importante, certo?)?

Para começar, é importante ter em mente que a série “A Torre Negra” é a magnum opus de Stephen King. Não por se tratar de sua mais longa narrativa, mas por ser a trama que conduz (quase) todo o restante dos livros do autor. É como se os livros do King se passassem em alguns universos, sendo o Mundo Médio o local onde tudo se conecta. Mas então, o que seria o tal “Mundo Médio”?

Stephen King tem uma base literária formada pela influência de diversos escritores. Um dos autores que influencia muito sua narrativa é J.R.R. Tolkien e sua Terra Média. Dessa forma, o chamado Mundo Médio foi a forma que Stephen King pensou em deixar claro que estava tomando o conceito criado por Tolkien, sem necessariamente copiar. Porém seria muito reducionista afirmar que o cenário da obra é uma versão da Terra Média.

Há diversas influências, além de uma infinidade de criações próprias, que compõem o cenário principal. A mais relevante obra a ser citada é o poema “Childe Roland à Torre Negra Chegou” de Robert Browning. Mas esteticamente, talvez possamos imaginar que o Mundo Médio é o lugar onde a obra de Tolkien se encontra com a de Sérgio Leone. Talvez tenhamos assim um bom ponto de partida.
Os Livros

Desenvolvida ao longo de duas décadas, a história de como Roland chega à Torre Negra se inicia com uma simples frase:

“O Homem de Preto fugia pelo deserto, e o pistoleiro ia atrás”.

Dessa forma, acompanhamos ao longo do primeiro livro o início da construção do protagonista Roland, o último pistoleiro de Gilead (cidade onde ele nasceu).

Somos jogados em um universo que já existe, e como o próprio autor deixa claro, já seguiu adiante. Não trata-se da construção de uma mitologia. Nós apenas acompanhamos uma narrativa que acontece em um lugar já estabelecido. E dessa forma, Stephen King nos bombardeia com informações que em um primeiro momento parecem sem sentido. Algumas serão respondidas ainda no primeiro volume, e outras teremos que aguardar um pouco mais.

O que importa aqui é saber que há um pistoleiro e que ele precisa encontrar o tal Homem de Preto, um feiticeiro que assume diversos nomes (um deles sendo Walter).
Os personagens

Walter não é exatamente um vilão, apesar de haver muita vilania nele. O Homem de Preto esteve envolvido com Roland há tempo demais. Ao mesmo tempo que quase foi um carrasco, ele serve como uma ponte. É um personagem que retorna no futuro da saga (assim como irá retornar no passado). Se parece confuso, é porque Stephen King quer deixar bem marcado que neste universo já aconteceram muitas coisas.

Além do Homem de Preto (ou Walter), vale citar Jake, um garoto que é encontrado por Roland no meio do nada e que assume um papel extremamente importante ainda no primeiro livro. Além de impulsionar o protagonista da série, Jake ajuda na construção do personagem principal da obra. Um acontecimento em especial nos faz compreender Roland e sua obsessão pela Torre.

Jake também está ali para nos dar uma pista de algo muito importante. Em determinado momento, ele diz a seguinte frase:

“Vá então. Há outros mundos além deste”.

Mas sobre esses “outros mundos” nós conversamos daqui a pouco.

Jake também serve para introduzir um dos principais conceitos criados por Stephen King para esta obra: o ka-tet.

Ka significa algo próximo do destino de cada pessoa. Nessa mitologia, cada pessoa tem sua própria missão. A de Roland é chegar à Torre Negra. Ao mesmo tempo, outras pessoas têm cada uma seu próprio destino. Em alguns casos, os caminhos se cruzam e enquanto um grupo de pessoas está ligado pelo destino, elas formam um ka-tet. Esse grupo, por ter uma ligação tão forte, acaba conseguindo se conectar de alguma forma. A grosso modo, podemos comparar com o dom da iluminação, apresentado no livro “O Iluminado”.

A série também apresenta uma variedade enorme de criaturas e monstros. Cada um possui seu próprio propósito, muitas vezes não sendo nem bons ou maus. Esse conceito vai variar dependendo de quem interage com eles e como acontece esta interação. Dentre essas criaturas, podemos citar os Taheens. Também conhecidos como “O terceiro povo”, são criaturas meio humano, meio feras.
O lema dos pistoleiros

Existe um ritual pelo qual todo o pistoleiro deve passar durante o treinamento. Ao desafiar seu mestre e vencê-lo, o jovem está apto a ser considerado um pistoleiro no Mundo Médio. Roland compartilha seu passado aos poucos. E conforme ele revela mais informações, é possível perceber que aqueles dignos de viver como pistoleiros fazem parte de uma casta privilegiada e honrada.

Uma das lições que todo o pistoleiro aprende é como usar sua arma. E para isso ele recitam um lema:

“Eu não miro com a mão. Aquele que mira com a mão esqueceu o rosto do pai. Eu miro com o olho.

Eu não atiro com a mão. Aquele que atira com a mão esqueceu o rosto do pai. Eu atiro com a mente.

Eu não mato com a arma. Aquele que mata com a arma esqueceu o rosto do pai. Eu mato com o coração.”

Esse lema é uma forma de lembrar a cada pistoleiro a nunca errar um alvo. É o que os torna figuras lendárias e uma forma de esvaziar a mente e se concentrar no objetivo (ou no alvo).
Os Universos Paralelos de Stephen King

Já que citamos “O Iluminado”, é importante lembrar que não estamos falando apenas da maior obra de Stephen King, mas também daquela que conecta todas as outras. Mesmo não havendo uma relação direta com alguns dos romances ou contos, é possível estabelecer paralelos. Alguns são confirmados com informações apresentadas nos livros, outras fazem parte das “teorias dos fãs”, mas nem por isso são menos prováveis.

Durante a construção da saga, King aproveitou elementos de seus trabalhos já publicados até então para fazerem parte de um multiverso próprio. E por mais que pareça gratuito em alguns momentos, está tudo bem amarrado e justificado. É dessa forma, por exemplo, que podemos ver personagens de “A Hora do Vampiro” surgirem no quinto livro, “Lobos de Calla”, podendo ser vistos como vilões ou heróis, dependendo da obra.

A mesma dinâmica acontece em outros dois livros, que não citam a Torre Negra diretamente, mas aproveitam o multiverso por ela criado para se justificarem. “Desespero” e “Os Justiceiros” são chamados de livros irmãos. Ambos foram lançados no mesmo dia, e contam “a mesma história”, mas em universos diferentes e a partir de pontos de vistas diferentes.

Mas para tornar a relação mais interessante, em “Lobo de Calla”, há um momento em que Jake está em Nova York e vê um exemplar de um livro de autoria de Claudia Inez Bachman. Trata-se da esposa fictícia de Richard Bachman, pseudônimo de Stephen King que foi utilizado para assinar alguns de seus livros, entre eles, “Os Justiceiros”.

Vale ainda a citação de “Insônia”, que nos apresenta o terrível Rei Rubro, um dos principais vilões criados por Stephen King, e a maior ameaça na saga da Torre Negra. Ele pode assumir algumas formas, sendo uma aranha a principal (o que também aparece em outros livros).

Em “Os Olhos do Dragão” e “A Dança da Morte”, temos a presença de Randall Flagg. Este personagem já foi chamado em outros momentos de Walter, assim como o Homem de Preto. Ele também é um dos aliados mais importantes do Rei Rubro.

Mas e a tal da Torre Negra?

Há uma espécie de ambiguidade no que diz respeito ao final da grande saga de Stephen King. Diversos fóruns debatem o que exatamente é a Torre Negra, ou como ela afeta os diversos mundos existentes. Em partes essa discussão tem um motivo.

Talvez Stephen King sofra com o final de um livro. Longos projetos criam laços entre obra e autor, por isso é comum eles terem um significado especial. E como você encerra algo que fez parte da sua vida por mais de 20 anos?

Dessa forma, Stephen King oferece um “pré-final” de sua obra. Ele para em um ponto que deveria bastar para qualquer um que acompanhou a narrativa por tanto tempo e tantas páginas. Não apenas para deixar feliz seu leitor, pois nem tudo acaba bem. Mas por se sentir satisfeito.

Porém, o autor sabe que existem aqueles que não se contentam com o “como aconteceu” e precisam saber enfim “o que aconteceu”. A estes (e a todos os curiosos que não conseguem se controlar) o autor dedica as páginas finais, porém não antes de deixar um alerta.

Dessa forma, confira você as palavras do próprio Stephen King sobre o final de sua mais importante saga. O trecho a seguir é uma citação direta do que antecede o derradeiro final. Para evitar um prolongamento desnecessário e eventuais spoilers, alguns trechos foram omitidos, porém sem tirar o real significado do que o autor quis dizer. Para esclarecimento, trechos com (…) foram retirados por espaço e trechos com […] foram retirados por spoilers.

“Levei minha história do início ao fim e estou satisfeito. Foi (…) cheia de monstros e maravilhas e viagens de um lado para o outro. Posso parar agora, pousar a caneta e repousar minha mão cansada (…). Posso fechar os olhos para o Mundo Médio (…). Mas sei que alguns de vocês,(…), provavelmente não pensam exatamente assim. (…). São as pessoas cruéis que negam os Portos Nevoentos, onde os personagens cansados vão para descansar. Dizem que querem saber como tudo acaba. Dizem que querem acompanhar Roland até […].

Espero que a maioria de vocês saibam que não é bem assim. (…) . Espero que tenham vindo realmente ouvir a história, não apenas mastigar as páginas até o final. (…). Os finais, porém, não têm coração. Um final é uma porta fechada que nenhum homem […] consegue abrir. (…)

E assim, meu caro e Fiel Leitor, eu lhe digo o seguinte: você pode parar aqui. Pode deixar sua última memória ser […]. É um belo quadro, não é? Eu penso que sim. E também parece bastante perto do felizes para sempre. […]

Se você continuar, ficará certamente desapontado, talvez até de coração partido. Tenho uma chave guardada no meu cinto, mas tudo que ela abre é aquela porta final, […]. O que está por trás dela não vai melhorar a vida afetiva de ninguém (…). Não existe essa coisa de final feliz. (…)

Os finais não têm coração.

O final é só outro nome para o adeus.

(…)

Ainda queres?

Muito bem, então vem. Aí está [..].

Olhe-a, eu te peço.“

Esse é um resumo do que há de essencial no universo da Torre Negra. Muito disso pode ser citado ou ignorado no filme. Mas nos livros está tudo relacionado. É um universo que se prende a cada novo livro lido. E nos apresenta um pouco do que há por dentro da cabeça de um dos maiores nomes da literatura contemporânea. Cabe a você, fiel leitor, decidir se pretende parar por aqui, ou seguir em frente. Assim como na Torre Negra, a responsabilidade pelo que irá encontrar é completamente sua.

Arte por Mikołaj Birek

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