Os Meninos Que Enganavam Nazistas

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Editora disponibiliza livros de suspense para download gratuito

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Editora disponibiliza livros de suspense para download gratuito | Fonte: Shutterstock

Editora disponibiliza livros de suspense para download gratuito | Fonte: Shutterstock

O Corvo, de Edgar Allan Poe, é um dos livros de suspense disponíveis para download gratuito

Publicado no Universia Brasil

Você é fã de suspense? Então, vai gostar de saber que tem exemplares deles te esperando para download gratuito! São obras consagradas como O Corvo, de Edgar Allan Poe, e Partes do Eu, de Augusto dos Anjos.

Especializada nos gêneros terror, suspense e fantasia, a Editora Darkside Books liberou alguns clássicos da temática em sua plataforma online de previews. Além de visualizar as obras disponíveis, o leitor ainda pode conferir prévias de lançamentos e outras obras consagradas, como Psicose, de Robert Bloch.

Para baixar, não é preciso fazer cadastro, apenas acessar a plataforma.

A estranha polêmica dos “leitores sensíveis”

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Foto: DAMIEN MEYER/AFP

Foto: DAMIEN MEYER/AFP

Danilo Venticinque, no Estadão

Causou polêmica recentemente a notícia de que editoras brasileiras estão contratando “leitores sensíveis”. São profissionais cujo trabalho é ler livros que abordam temas potencialmente delicados e avaliar, antes da publicação, se o conteúdo da obra pode ofender leitores que pertençam a alguma minoria.

Foi o suficiente para que inúmeros autores e profissionais do mercado editorial ficassem em polvorosa e manifestassem sua indignação em redes sociais. Houve quem falasse em censura, ditadura do politicamente correto, fim da literatura.

A reação me parece despropositada. Na Europa e nos Estados Unidos, a função de sensitivity reader existe há anos, e a literatura vai bem, obrigado. Não há razão nenhuma para acreditar que a adoção do serviço por editoras brasileiras terá o efeito catastrófico que tanta gente está prevendo.

Chamar de censura o trabalho dos leitores sensíveis é desconhecer a função e atribuir-lhes um poder que não tem. Em primeiro lugar, são pouquíssimos os livros que passam pelas mãos de leitores sensíveis—em geral, obras de autores que escreveram sobre uma minoria sem conhecê-la a fundo e que, portanto, podem se beneficiar com a opinião de alguém que entenda do assunto. Na reportagem que iniciou a polêmica, é citado o exemplo de uma leitora sensível que ajudou na elaboração de um glossário de termos do universo transgênero. Não entendo, sinceramente, como isso pode ser considerado negativo.

Para a maioria dos autores, não mudará nada. O serviço de leitor sensível é exercido por freelancers e as editoras não têm o menor interesse em desperdiçar dinheiro submetendo todos seu lançamentos ao crivo deles. A julgar pelo barulho nas redes sociais, muita gente está imaginando um exército de censores pronto para canetar obras de todo e qualquer escritor brasileiro. Na vida real, o que teremos são dois ou três freelancers se estapeando para disputar meia dúzia de projetos por ano. Soa muito pouco ameaçador.

Outro exagero é atribuir aos leitores sensíveis o poder de vetar uma obra literária. Na pior das hipóteses, o máximo que o leitor sensível pode fazer é emitir um parecer negativo. A decisão de publicar o livro ou não segue nas mãos do editor, como sempre. O mesmo vale no caso de um parecer sugerir alterações na maneira como um assunto é tratado numa obra literária: outra vez, o leitor sensível não tem o poder decidir se e como as mudanças serão feitas. A decisão, outra vez, é do editor—em conjunto com o autor.

Em resumo: as chances de um livro de brasileiro ser submetido a um leitor sensível é mínima— e a probabilidade de que um leitor sensível vete uma obra unilateralmente é zero. O que temos visto é um barulho enorme por uma questão que terá um impacto praticamente nulo na vida dos autores e leitores brasileiros.

Trata-se de mais uma polêmica literária vazia cujo principal efeito é distrair-nos do verdadeiro problema: quase metade da metade da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro na vida. Dentro da parcela que lê, a maioria lê pouco e mal. É essa a verdadeira tragédia para a literatura nacional, e a maior ameaça ao ganha-pão de escritores brasileiros.

Apesar disso, vejo inúmeros escritores e profissionais do mercado editorial discutindo apaixonadamente uma questão irrelevante como a dos leitores sensíveis e quase ninguém falando em educação e incentivo à leitura. Confesso que não entendo essas prioridades. Algo está errado.

‘O Conto de Aia’, de Margaret Atwood, será ‘escondido’ em 11 cidades

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Série baseada em ‘O Conto de Aia’ foi produzida por serviço de streaming (Foto: Take Five-Hulu)

Série baseada em ‘O Conto de Aia’ foi produzida por serviço de streaming (Foto: Take Five-Hulu)

 

Livro lançado na década de 1980 e transformado em série está, infelizmente, mais atual do que nunca; iniciativa é uma parceria da Rocco e do Leia Mulheres

Maria Fernanda Rodrigues, no Babel

Romance distópico lançado por Margaret Atwood em 1985, O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale) voltou aos debates no mundo inteiro depois da eleição de Donald Trump, em 2016, e também às listas de mais vendidos dos Estados Unidos – assim como 1984, de George Orwell.

O livro é situado num futuro próximo em que fundamentalistas de direita tomam o poder nos Estados Unidos e criam a República de Gilead – um estado totalitário e teocrático em que mulheres férteis são feitas escravas sexuais para criarem novas vidas.

Na Marcha das Mulheres Contra Trump, no ano passado, eram vistos cartazes com os dizeres: Make Margareth Atwood Fiction Again, em referência ao slogan do então candidato (Make America Great Again), e ao medo de que o que a autora canadense escreveu fosse premonitório.

Canadian writer Margaret Atwood speaks during an interview at a hotel in Havana, Cuba, February 8, 2017. Picture taken on February 8, 2017. REUTERS/Alexandre Meneghini

Margareth Atwood voltou às listas de mais vendidos com ‘O Conto de Aia’ (Foto: Alexandre Meneghini/Reuters)

 

Recém-adaptado pelo serviço de streaming Hulu, O Conto de Aia é alvo de uma parceria entre a Rocco, que edita a obra no Brasil, e o projeto Leia Mulheres, que organiza clubes de leitura – só de obras escritas por mulheres – em mais de 40 cidades.

No próximo fim de semana, 15 e 16, exemplares do livro serão escondidos em 11 cidades: São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília, Boa Vista, Maceió, Curitiba, Ribeirão Preto, Niterói e Natal. Os livros serão deixados com um bilhete para os leitores com as hashtags #LeiaMulheresERocco e #AcheOContoDaAia, para que eles possam compartilhar o achado nas redes sociais.

Uma prévia da ação foi realizada recentemente no Rio de Janeiro, com exemplares espalhados por diferentes bairros. A inspiração para ação veio de Emma Watson, que fez isso em Paris.

Conheça cinco livros para perder o medo da matemática

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Thinking girl  in blue singlet holding her head against big blackboard with mathematical symbols and formulas, back view, rear view

Rômulo Neves, no Metrópoles

No Brasil, parece que há uma resistência geral à matemática. A disciplina é vista como difícil e complicada. Mas não funciona assim no mundo todo. Aliás, nem mesmo no Brasil inteiro. Eu mesmo, quando criança, tinha uma obsessão por estatística. Fazia todas, em papel quadriculado, dos pontos do Campeonato Brasileiro e da Fórmula 1, quando Piquet e Senna ainda eram os melhores.

Pois bem, uma ótima forma de superar essa resistência é ler belas obras que tratam a matemática de maneira leve e, mais do que tudo, interessante. Não se trata de guias de estudo da disciplina, pelo contrário, são livros que contam histórias dessa linguagem tão interessante.

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O primeiro é “Alex no País dos Números”, lançado no Reino Unido em 2010, indicado a vários prêmios naquele país. A brincadeira do título com “Alice no País das Maravilhas” faz referência ao nome do autor, Alex Bellos. Jornalista, formado em matemática e filosofia, Bellos conhece bem o Brasil. Foi correspondente do Guardian aqui, onde escreveu “Futebol: o Brasil em Campo”, além da autobiografia de Pelé. Como eu, Bellos é apaixonado por esporte e por números.

Bellos escreve primorosamente bem e vai apresentando alguns elementos matemáticos como se fossem personagens, cenários e fábulas. Alguns dos melhores momentos são as passagens sobre os diferentes sistemas de contagem, a história do Pi, do ábaco, uma espécie de calculadora ancestral, e os exemplos de como a disciplina integra a cultura de alguns países, como o Japão e a China.

Valem muito a pena, também, os textos sobre a aproximação das médias, a matemática e o crochê, as histórias sobre o Sudoku, aquele jogo de organizar os números num quadrado, de maneira que nenhuma linha ou coluna tenha números repetidos, a proporção áurea e o curioso sistema de contagem chinês que, com as partes do corpo, pode descrever qualquer número até 10 bilhões!

Em seguida, temos “As Grandes Equações – A História das Fórmulas Matemáticas mais Importantes e os Cientistas que as Criaram”, lançado em 2008 por Robert Crease, um historiador da ciência, que também publicou no Brasil “Os Dez mais Belos Experimentos Científicos”.

Como o próprio nome diz, o livro conta quando, por que e como surgiram as equações mais famosas da matemática, assim como um pouco da vida de seus formuladores e seus efeitos e usos ao longo da história. Brigas e conflitos entre teorias e cientistas também aparecem na obra.

Dê uma olhada nesse interessante livro se quiser conhecer um pouco da história do Teorema de Pitágoras, da da descoberta da Lei da Gravidade, da formulação da Equação de Schrödinger (a base da teoria quântica) ou da famosa equação de Einstein sobre a relação de Energia e Massa (E=MC2). Einstein, aliás, aparece em várias passagens.

Além do famoso “Alice no País das Maravilhas”, que trabalha sutilmente com vários temas da lógica matemática (Lewis Carrol era matemático de formação), há várias passagens do tema na literatura, mas fico com essa, de George Orwell, em 1984: “Liberdade é poder dizer que dois mais dois são quatro”.

E se estiver na pilha de ler outras obras sobre números e ciência, sugiro ainda: “Numerati”, do jornalista Stephen Baker, sobre os profissionais da ciência e da matemática que moldam o estilo de vida atual, por meio da programação de tudo o que conhecemos a partir do uso de dados em massa (big data); “25 Grandes Ideias – Como a Ciência Está Transformando Nosso Mundo”, de Robert Matthews, sobre pesquisas de ponta que podem revolucionar o modo como vivemos; e “Google – a biografia”, do ex-funcionário Steven Levy, que discute temas sensíveis do negócio da gigante da computação. Divirta-se!

Livros do mundo todo salvam biblioteca destruída pelo Estado Islâmico

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Biblioteca da Universidade de Mosul antes da destruição (Foto: Divulgação)

Biblioteca da Universidade de Mosul antes da destruição (Foto: Divulgação)

Publicado na Galileu

O blogueiro anônimo conhecido como Mosul Eye está coletando livros para reconstruir a biblioteca da Universidade de Mosul, no Iraque, destruída pelo Estado Islâmico durante o período em que a milícia terrorista dominou a área. As doações podem chegar de todos os lugares do mundo, e as obras podem falar sobre qualquer assunto e estar em qualquer língua.

“As pessoas têm nos mandado livros da Austrália, Europa, Estados Unidos… Todos de diferentes assuntos e línguas”, contou o ativista ao BuzzFeed.

Desde 2014, quando a cidade foi tomada pelos radicais, o blogueiro tem noticiado o que ocorre em Mosul por meio de seu site, mas nunca se identificou por medo do que poderia acontecer. Segundo ele, as obras literárias foram destruídas e queimadas porque o Estado Islâmico as considerava blasfemas ou porque apresentavam fatos de ciência “inútil” ou “ilegítima”.

Durante a ocupação da cidade, o grupo terrorista fez com que alguns professores reescrevessem os livros da biblioteca de acordo com o que o Estado Islâmico acredita ser melhor para a educação do califado.

Voluntários ajudam na reconstrução da biblioteca (Foto: Mosul Eye/Reprodução)

Voluntários ajudam na reconstrução da biblioteca (Foto: Mosul Eye/Reprodução)

Até agora 10 mil livros já foram arrecadados por Mosul Eye, mas o objetivo é chegar a 200 mil. Os esforços agora estão centrados em conseguir obras de medicina, ciência e humanidades, além de um local para a biblioteca ser reconstruída.

O endereço para enviar contribuições é: Iraq – Erbil – Sadunawa, atrás do prédio do Hotel Erbil International (Sheraton).

Informações de contato com o blogueiro Mosul Eye (Foto: Reprodução)

Informações de contato com o blogueiro Mosul Eye (Foto: Reprodução)

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