Vitrali Moema

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Alunos da rede pública receberão livros literários a partir de 2019

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Publicado no UOL

Estudantes da rede pública receberão livros de literatura em 2019, além do material didático, de acordo com o novo formato do Programa Nacional do Livro e do Material Didático Literário (PNLD). A escolha das obras pelas escolas credenciadas ainda não foi iniciada. A previsão é que o sistema seja aberto para registro a partir do dia 8 de outubro.

De acordo com o Ministério da Educação, a escolha será feita pelas escolas, a partir de uma lista, e levará em conta a opinião dos professores e diretores de escola. No catálogo para o ensino médio, estão livros como a biografia da paquistanesa Malala – a mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz; o clássico de ficção Admirável Mundo Novo, de Aldous Juxley; e poemas de Cecília Meireles.

Até este ano, o programa destinava as obras literárias apenas para as bibliotecas e para serem usadas em salas de aula. A previsão é que os estudantes recebam os dois livros literários.

Para a assessora de projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, é importante o aspecto individual da leitura, mas o papel didático da biblioteca não se deve ser esquecido. Ela defende que a escolha dos livros deve ser a mais democrática possível, envolvendo não só os professores, como prevê o programa, e que os alunos também sejam consultados.

“Sempre falamos da necessidade sobre o processo de gestão democrática dentro da escola. Então, a escolha dos livros didáticos também tem que passar por isso, existe todo um trabalho que é feito e pensado para que as escolas possam ter de fato gestão democrática”, disse. “Se os professores, os diretores, os coordenadores pedagógicos puderem discutir com os estudantes a escolha dos livros de literatura e também os livros didáticos, isso sempre é muito mais frutífero porque uma gestão democrática gera apropriação de cultura, então gera educação e aprendizado”, acrescentou.

Na avaliação de Cândido Grangeiro, sócio de uma pequena editora que teve livros escolhidos para o catálogo literário do programa, houve conquistas com o novo modelo. “Isso é uma conquista enorme [o livro ficar com o estudante] porque o aluno tem um acesso maior à literatura”, disse, ressaltando ser mais um incentivo para publicações no mercado editorial.

Os professores terão acesso a um guia com resenhas das obras selecionadas pelo programa e a escolha será feita após uma reunião de professores e diretoria da escola. Ainda de acordo com as regras, uma mesma editora não poderá ter dois livros escolhidos. As obras serão devolvidas às escolas depois do período de um ano para reutilização. Cada editora pode inscrever quatro obras para serem selecionadas para o catálogo.

O PNLD não permite que as editoras, com obras selecionadas para o catálogo, façam ações promocionais, distribuam brindes ou visitem as escolas. Grangeiro alerta para um disputa desigual entre as grandes e pequenas editoras. “Essas editoras [grandes] trazem toda uma tradição de chegada, um poder comercial mesmo, tem distribuidor, tem dinheiro, enfim, de chegar nas escolas e conseguir concentrar todas as adoções [de livros]. As editoras pequenas não dominam esse universo comercial, nem tem recursos financeiros para esses estudos. A disputa é extremamente desigual”, disse.

 *Colaborou Nelson Lin, da Rádio Nacional

Stephen King: o mestre do terror na literatura e no cinema

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Stephen King, que completa 71 anos nesta sexta-feira (21), é considerado um dos maiores escritores da literatura do terror e suas obras são inspirações para muitas adaptações de filmes e novos escritores

Publicado no 24Horas News

O autor Stephen King é considerado por muitos um mestre da literatura de terror por suas obras assustadoras e de ficção. O escritor completa 71 anos de idade nesta sexta-feira (21) e seu legado na cultura pop só tende a crescer.

Stephen King tem legiões de fãs pelo mundo todo e encanta muitos diretores de cinema. As obras de Stephen King vão muito além de terror. Seus contos abrangem suspense, drama, mistério, ficção científica, aventura e fazem muito sucesso. Uma das principais características do escritor é a criatividade e isso pode ser provado com suas obras.

Em cada livro, o escritor mostra que tem a capacidade de fazer com que histórias do dia a dia sejam reinventadas e transformadas em algo muito assustador e tenebroso, causando desconforto do leitor. Stephen King mexe com a imaginação dos leitores e telespectadores. Um simples palhaço não será visto da mesma forma após o famoso conto “It: A Coisa”.

King tem uma grande influência na cultura pop. Muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema. “Carrie- A Estranha” foi a primeira obra de King que foi adaptada para as telonas em 1976. Foram os primeiros passos que levaram Stephen King ao sucesso e foi o marco de um dos maiores escritores das últimas quatro décadas.

A adaptação conta a história da adolescente Carrie White que enfrenta insultos dos colegas na escola e abuso em casa de sua mãe, uma fanática religiosa. Após diversos acontecimento estranhos, Carrie descobre que tem poderes sobrenaturais.

Outro livro de King adaptado no cinema e que fez grande sucesso foi “O Iluminado” em 1980. O filme fez grande sucesso nos cinemas mesmo King não gostando da versão do diretor Stanley Kubrick. A obra do escritor conta a história do perturbador Jack Torrance. Umas das cenas mais famosas do filme é de Jack com um machado na porta e a cena de sangue saindo pelo elevador.

Saindo um pouco dos filmes de terror, “À Espera de um Milagre” traz um assassino com poderes de cura e que é condenado à morte. Essa obra de King fez muitas pessoas se emocionarem e mostrou que Stephen King é um escritor excepcional em outras áreas da literatura.

Em 1990, o conto “It: A Coisa” ganhou uma adaptação em formato de minissérie. Uma pequena cidade foi aterrorizada por um ser chamado “ A Coisa”e após 30 anos o ele volta a assustar novamente as crianças da cidade. O palhaço assustador foi interpretado pelo ator Tim Curry. Em 2017, a obra ganhou outra adaptação que fez muito sucesso nos cinemas.

Além de escrever, Stephen King também já atuou como produtor em “11.22.63” que é uma minissérie americana de ficção científica e mistério baseada na obra de King. Produção conta a história de Jake Epping (James Franco), um professor de inglês que ganha a oportunidade de viajar de volta no tempo até o ano de 1960 em Dallas, Texas, por meio de um portal do tempo descoberto pelo seu amigo Al Templeton (Chris Cooper).

A famosa série “Stranger Things” tem referências de diversas obras escritas pelo escritor Stephen King. Por exemplo, a cena do nevoeiro no ferro velho em que o grupo fica esperando o demo-cão chegar faz referência ao conto de Stephen King chamando “O Neveiro”. A obra se passa em uma cidade de Brighton, no Maine. A população do local ficam encurralados pela névoa e por monstros que aparecem por todas as partes.

O legado de Stephen King está crescendo cada vez mais e sendo inspiração para novo escritores do ramo do terror e de outros áreas da literatura. Muitos escritores, roteiristas e cineastas se inspiram nas obras do escritor para compor sua própria história. Escritores como André Vianco, Raphael Draccon e Eduardo Spohr são autores que escrevem sobre terror e ficção científica e se inspiram em Stephen King.

É inevitável que as obras de Stephen King não sejam inspirações para cultura pop mundial. King tem o dom para contar histórias em alta qualidade e criatividade. O escritor já vendeu em todo o mundo 350 milhões de exemplares de seus livros e já ganhou mais de 50 prêmios, como o Prêmio Edgar e Bram Stoker Award.

O novo livro do escritor Stephen King chamado “Elevação” deve ser lançado dia 30 de outubro. Livro conta uma comovente história de um homem cuja aflição misteriosa une uma pequena cidade chamada Castle Rock. Scott Carey não quer que mais ninguém o conheça, apenas o Dr. Bob Ellis.
Fonte: IG Gente

It – A Coisa: Segunda parte do filme trará o ritual mais bizarro do livro

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Um desafio visual para o diretor Andy Muschietti.

Renato Furtado, no Adoro Cinema

Os responsáveis pela adaptação audiovisual de It – A Coisa não estão dispostos a abrir mão da fidelidade – mesmo que, para isso, precisem encarar uma das cenas mais bizarras, estranhas e abstratas do livro de Stephen King: o Ritual de Chüd. Em entrevista ao CinemaBlend, o roteirista Gary Dauberman (A Freira) revelou que a peculiar sequência fará parte da continuação de It – A Coisa, novamente dirigida por Andy Muschietti:

“O Ritual de Chüd é desafiador, mas é um componente tão importante do livro que nós precisamos abordá-lo. É uma cena difícil, mas como todos trabalhamos juntos anteriormente, nosso trabalho funciona mais como um diálogo […] É um processo orgânico; nós simplesmente temos que arriscar para encontrar o jeito mais focado e acessível para retratar um dos aspectos mais metafísicos do livro”, contou o escritor, explicando sua relação de trabalho com o cineasta de It – A Coisa: Capítulo 2.

Conhecido como o único meio que possibilita a vitória sobre o Palhaço Dançante (Bill Skarsgård), o Ritual de Chüd é um elemento recorrente nas obras de King e foi criado pelo autor com base em ritos tibetanos e nativo-americanos. Também presente na saga “A Torre Negra” (ed. Suma de Letras), o supracitado Ritual é apresentado ao Clube dos Perdedores por Maturin, a milenar e mística tartaruga gigante que se opõe a It na constituição do universo. No livro, a sequência é descrita como uma “batalha física de vontades” e envolve línguas que se entrelaçam e se mordem e uma sequência de piadas intermináveis. Complexo, hein? Capaz de nem o próprio King ter entendido o que ele escreveu…

De qualquer forma, Dauberman está confiante de que a esquisita cena será traduzida para as telonas com habilidade porque Muschietti já teria encontrado uma “brilhante” forma visual de retratá-la. E a julgar pelo ótimo It – A Coisa, só resta mesmo acreditar que o roteirista e o cineasta sabem bem o que estão fazendo em relação à obra de King. Coestrelado por Jessica Chastain, James McAvoy e Bill Hader, It – A Coisa: Capítulo 2 estreia no dia 5 de setembro, prometendo ser ainda mais assustador e triste que o primeiro filme.

Beren e Lúthien chega ao país e livros de Tolkien serão relançados em 2019

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Publicação faz parte do Projeto Tolkien da HarperCollins

Fábio de SouzaGomes, no Omelete

A HarperCollins vai lançar em novembro no Brasil Beren e Lúthien, livro ainda inédito em português. Além disso, a editora confirmou que em 2019 chegam às livrarias novas versões de clássicos de J.R.R. Tolkien como O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Além das obras máximas do autor, a editora também publicará O Silmarillion, Contos Inacabados e As Cartas de J.R.R. Tolkien. O projeto tem um conselho de tradutores semelhantes ao que é feito na tradução da Bíblia, já que as obras de Tolkien possuem um vocabulário próprio. O conselho é formado por Ronald Kyrmse, Reinaldo José Lopes, Gabriel Brum e Samuel Coto.

As publicações fazem parte do “Projeto Tolkien”, idealizado pela HarperCollins Brasil, que adquiriu os direitos de toda a obra do autor. Todos os títulos serão relançados pela editora com nova tradução

Para entender Caio Fernando Abreu: confira livros, filmes e peças sobre o poeta gaúcho

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Obras de outros autores ajudam a entender a figura de um dos escritores mais populares do Brasil até hoje, data em que completaria 70 anos

Publicado na Gaúcha ZH

Extensa e muito rica, a obra de Caio Fernando Abreu, que completaria 70 anos nesta quarta-feira (12), reúne um vasto número de contos, romances, novelas e peças, que versam sobre temas tão diversos como sexo, relações amorosas, política, psicologia, movimentos contraculturais e a própria trivialidade da rotina. Porém, o tamanho do autor nascido em Santiago, no interior do Rio Grande do Sul, faz com que haja muito mais sobre Caio Fernando Abreu do que compõe seus livros.

A vida e a obra do autor gaúcho, um dos mais populares do Brasil até hoje, rende uma produção contínua e crescente de peças, discos, filmes, documentários, biografias, espetáculos, fotografias e livros que se relacionam à sua figura. Com a ajuda de quem estuda e consome Caio Fernando Abreu, reunimos uma série de obras que ajudam a entender o autor além de sua produção.

Literatura

O livro mais relevante sobre Caio Fernando Abreu é Para sempre teu, Caio F., lançado em 2009 por Paula Dip, escritora e amiga pessoal de Caio – na obra, a autora reúne cartas, bilhetes e particularidades que dividiu com o escritor, além de depoimentos de pessoas importantes na vida de Caio, como Cazuza, Ney Matogrosso, entre outros. Há ainda Caio Fernando Abreu: Inventário de um Escritor Irremediável, lançada no ano anterior por Jeanne Callegari, que usa técnicas de reportagem para cobrir a vida do escritor até sua morte.

Outra obra importante para conhecer mais sobre a personalidade do escritor gaúcho foi lançada em 2016, também por Paula Dip: Numa hora assim escura, a paixão literária de Caio F. e Hilda Hilst reúne correspondências inéditas trocadas entre a poeta paulista – uma das grandes influências literárias de Caio – e o autor gaúcho entre 1971 e 1991.

Há obras, no entanto, que revelam outras facetas de Caio: 360 Graus – Inventário Astrológico de Caio Fernando Abreu, lançado em 2011 pela astróloga Amanda Costa, traça um paralelo entre o campo astrológico e as tramas do autor, um apaixonado pelo misticismo. Já em Caio Fernando Abreu e o Cinema: O Eterno Inquilino da Sala Escura, o cineasta gaúcho Fabiano de Souza traça as relações entre o escritor e a sétima arte, área que também era de sua adoração.

– Nas aulas de literatura que dava, Caio sempre sugeria que seus alunos imaginassem como queriam que as cenas que estavam escrevendo fossem filmadas: em qual enquadramento, com qual movimento, sob que ponto de vista. Apesar de nunca ter feito filmes, ele achava que a imagem da câmera sobre os personagens ajudava a montar uma cena – conta a escritora Paula Dip.

Cinema

O cinema era não só uma paixão de Caio, mas uma influência. Não à toa, muitas de suas obras geraram produções audiovisuais. Em 2016, um evento intitulado Semana Caio Mon Amour, com curadoria de Paula Dip, reuniu uma série de obras relacionadas ao escritor – entre os filmes, uma série de curtas foram exibidos: Dama da Noite (1999), de Mario Diamante; Pela Passagem de Uma Grande Dor (2006), de Bruno Polidoro; Linda, Uma História Horrível (2013), de Bruno Gularte Barreto e Bruno Polidoro; Para Sempre Teu, Caio F. (2014), de Candé Salles e Onde Andará Dulce Veiga (2008), de Guilherme de Almeida Prado.

Outro curta baseado em obra de Caio bastante respeitado é A Visita, com direção de Gilberto Perin, que foi exibido como atração do programa Curtas Gaúchos, da RBS TV.

Mas uma das obras cinematográficas mais relevantes relacionadas a Caio Fernando Abreu, no entanto, é Sobre Sete Ondas Espumantes (2013), documentário de Bruno Polidoro que usa trechos de obras e depoimentos de pessoas relacionadas ao escritor para mostrar lugares que fizeram parte de sua produção literária.


Teatro

Para comemorar os 70 anos de nascimento do autor, uma das peças mais conhecidas entre as baseadas na obra de Caio terá montagem no prédio 40 da PUCRS: Caio do Céu, montagem da Cia. de Solos & Bem Acompanhados, estrelada por Deborah Finocchiaro, parte de textos, cartas e entrevistas do autor para reconstruir dramaticamente o seu universo criativo.

Há outras peças, baseadas ou inspiradas em textos do autor, que se tornaram referência entre os fãs do gaúcho de Santiago: a performance Dama da Noite, de Gilberto Gawronski; o espetáculo de dança Graxa, com Diogo Granato e Henrique Lima; e a peça O Homem e a Mancha: Releitura Drama Multimídia, de Marcos Breda e Luis Artur Nunes, foram exemplos recentes de homenagens a Caio Fernando Abreu que ganharam montagens.


Música

Não é raro encontrar referências a músicas, discos e cantores (normalmente, cantoras) nos textos de Caio Fernando Abreu. Adorador da MPB, citou Angela Rô-Rô como trilha sonora obrigatória para o conto Os Sobreviventes, por exemplo. Com base em trechos de suas obras e em passagens de cartas ou de biografias, o fã Elder Ferreira criou uma playlist de músicas relacionadas a Caio Fernando Abreu, com direito a Cazuza, Marina, Cida Moreira e Caetano Veloso.

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