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Aniversário de Paulo Freire: 5 livros imperdíveis indicados por professores

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Arte: Alice Vasconcellos

Arte: Alice Vasconcellos

O pedagogo faria 96 anos se estivesse vivo. Em sua homenagem, educadores falam sobre a obra do brasileiro

Caroline Monteiro, na Nova Escola

Se estivesse vivo, o pedagogo e filósofo Paulo Freire completaria 96 anos nesta terça-feira, 19 de setembro. Reconhecido não só no Brasil, mas também no exterior, o Patrono da Educação Brasileira é responsável pelo processo de alfabetização que incentiva o uso do vocabulário e conhecimento dos alunos, principalmente jovens e adultos, na aprendizagem da leitura e escrita. Testada na cidade de Angicos (RN) em 1963, a atividade não utilizava cartilhas e alfabetizou 300 catadores de cana em 40 horas de aula distribuídas em 45 dias. Na época, 40% da população brasileira era analfabeta.

No ano seguinte, Paulo Freire foi preso e exilado pela ditadura. Ficou cinco anos no Chile, onde desenvolveu suas teses e trabalhos em programas de Educação de jovens e adultos. O educador viveu também na Inglaterra, na Suíça e em colônias portuguesas da África, como Guiné-Bissau e Moçambique. Foi nesse período de 16 anos fora do Brasil que Freire escreveu várias de suas obras.

Morto em 1997, seu trabalho continua reconhecido por professores e pedagogos brasileiros e estrangeiros, mas o pedagogo é também criticado por ter ideias de esquerda.

Em comemoração ao aniversário do educador, pedimos a cinco professores que indicassem um livro importante de sua obra. Confira:

“Educação como prática de liberdade” (1967)

Indicado por João Paulo Pereira de Araújo, professor de História nas EEs Dr. Pompílio Guimarães e Professor Botelho Reis e no Colégio Equipe, em Leopoldina (MG)

“Fala sobre um método de alfabetização de adultos, mas para isso, Freire faz um passeio pelo passado e conta de suas experiências. O livro me impactou porque, logo no início, coloca para reflexão a importância da compreensão em torno do que é existir. E nesse momento ele explica que existir é muito mais do que apenas estar no mundo, pelo contrário, é preciso participar dele. O pedagogo propõe que é necessário dialogar e se comunicar. Isso é muito importante, por exemplo, quando pensamos na profissão do professor, no existir dentro da sala de aula. De ter o olhar social e compreender que seu papel vai muito além do que se imagina. No livro, Freire apresenta uma trajetória da construção do país e ressalta a ausência do povo nas grandes decisões e faz uma crítica à Educação tradicional, falando da massificação, e das possibilidades que a Educação tem de libertar o homem. Quando fala da sua experiência no ensino de adultos, Freire nos mostra o quanto é possível transformar a nossa realidade.”

“Pedagogia do Oprimido” (1968)

Indicado por Mara Mansani, professora alfabetizadora na EE Professora Laila Galep Sacker, em Sorocaba (SP), e blogueira de Nova Escola

“Quando o li esse livro pela primeira vez, chorei, pois aquelas palavras me falaram fundo. Refleti, me inquietei e me questionei. Que Educação eu vinha fazendo? Minha prática educativa contribuía na opressão, na formação de mais oprimidos e de opressores? Descobri, então, que eu estava acomodada em uma situação de segurança, sem ação. Mas eu não queria mais isso nem para mim, nem para meus alunos. E assim, depois dessa leitura, me esforço sempre para construir para eles e com eles, meus alunos, uma Educação de qualidade, onde juntos, mediatizados pelo mundo, possamos nos libertar, com diálogo, com amor, criticidade, sendo sujeitos ativos na construção da nossa história. De tempos em tempos, volto a ler Paulo Freire para acender a chama da inquietude, da reflexão, da ação e da esperança.”

“A importância do ato ao ler” (1981)
Indicado por Diego Durães, professor de Língua Portuguesa no Sesi 284, Presidente Prudente (SP)

“Ao falar de Língua Portuguesa, a obra me faz refletir sobre as possibilidades de se trabalhar com a leitura na sala de aula, bem como da necessidade de um olhar mais próximo das práticas sociais. O livro apresenta uma intensa discussão sobre as necessidades de se ensinar a ler na escola ler com sentido, com referências, com contextualização, e sobretudo, ler para conhecer e mudar o mundo! Conhecer e reconhecer a obra de Paulo Freire é necessário para a minha prática porque considero que o ensino de Língua Portuguesa contempla, como base em diversos temas e conteúdos, o ato de ler.”

“Professora sim, tia não” (1993)
Indicado por Sunamita Silva de Oliveira, pedagoga na Escola Maria Alice da Veiga Pessoa, em Gravatá (PE)

“A obra de Freire, como um todo, é impactante e indispensável. Não consigo desmembrar um livro do outro. Todos se complementam, mas ‘Professora sim, tia não’ faz uma crítica a forma como, a partir de uma nomenclatura, se compromete a autoridade e se mistura e confunde o papel do professor em sala. Visão patriarcal, paternalista, com um protecionismo exacerbado. A tia é aquela que permite, brinca, diverte e esporadicamente visita em um passeio. A obra de Freire me incentiva a ser uma combatente. Luto, para mim, é de fato, verbo!”

“Pedagogia da Autonomia” (1996)
Indicado por Fabio Augusto Machado, coordenador pedagógico da EMEF Recanto Dos Humildes, São Paulo, e professor de Geografia

“É um livro que considero simples, mas de ideias profundas. Quando ainda cursava a licenciatura em Geografia, fui impactado com a coragem e a ousadia da obra. Freire tem a audácia de definir o que vem a ser o ‘pensar certo’ ou o ‘pensar errado’ no fazer pedagógico. Não há neutralidade. Os ‘saberes necessários’, sobre os quais Freire discorre da primeira à última página, são a própria antítese do projeto Escola sem Partido. Aliás, a superficialidade na prática pedagógica é condenada por ele no livro. É o ‘pensar errado’. Até porque, para ele, ‘ensinar exige compreender que a Educação é uma forma de intervenção no mundo’. Em sua obra, ele destaca que ‘ensinar exige a convicção de que mudar é possível’. É preciso constatar, não apenas para saber como é, mas para transformar. A ‘Pedagogia da Autonomia’ mudou a minha vida, fez com que eu me apaixonasse pela Educação, e gerou consequências na vida dos meus alunos. O projeto ‘A construção da Identidade’, um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10 2016, é uma conseqüência direta dessa obra.”

Listas de Renato Russo são reunidas em livro inédito

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O artista foi fundador e líder das bandas Legião Urbana e Aborto Elétrico

Publicado no Revista News

renato-russo-401x600Além de artista superdotado e de uma criatividade sem limites, Renato Russo era também um ávido consumidor de toda forma de arte. Durante sua vida breve e produtiva, entre um palco e outro, estúdios e turnês, o líder da Legião Urbana usou todo seu tempo livre para descobrir novas obras e revisitar as que amava. Discos, livros, filmes, artistas e referências variadas eram rapidamente integradas ao vasto repertório de Renato, que organizava seu pensamento criativo por meio de listas, muitas listas.

O Livro das Listas foi feito a partir das anotações do artista, até hoje inéditas ao público. Este livro apresenta um panorama de suas grandes influências acompanhadas de informações acerca dos artistas e obras mencionadas. Revelações dos temas de interesse que podem ter influenciado as composições de Renato, as listas não apenas serviam para classificar o que ele já conhecia e para indicar o que ele ainda pretendia ler, ouvir, assistir e viver, como também são uma forma de conhecer o processo criativo de um dos grandes nomes da cultura popular brasileira.

Bienal do Livro do Rio vai reunir mais de 300 autores nacionais

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A 18ª edição do evento literário promoverá 360 horas de programação cultural em área de 80 mil metros quadrados no Riocentro

Publicado no Midia News

O dado é desconhecido da maior parte do público. Portanto, o registro é mais que oportuno: a Bienal do Livro do Rio é o terceiro maior evento em número de público presente do Brasil – fica atrás apenas do carnaval e do réveillon. A grandiosidade da festa poderá ser comprovada mais uma vez, entre a próxima quinta-feira (31) e o dia 10 de setembro.

Na última edição, em 2015, a Bienal atingiu números bastante expressivos: foram 3,7 milhões de livros para um público de 676 mil visitantes. A arrecadação foi de R$ 83 milhões.

A Bienal será realizada mais uma vez no Riocentro e contará com um número recorde de autores nacionais: serão mais de 300 convidados participando de 360 horas de programação – o que, segundo a organização, representa um aumento de 40% nas atividades culturais que acontecerão em um espaço de 80 mil metros quadrados do centro de eventos.

“A meta é sempre ultrapassarmos os 600 mil visitantes. Para atrair esse público, tentamos montar uma programação bastante variada, com escritores de diversos segmentos. Hoje temos autores nacionais bem sucedidos que escrevem desde romances até literatura gastronômica, passando por biografias. Queremos todas essa variedade na Bienal”, explicou a diretora do evento, Tatiana Zaccaro.

A Bienal é dividida em quatro espaços: Café Literário, Arena #SemFiltro, Geek & Quadrinhos e EntreLetras.

No Café Literário, haverá três grupos de assunto. O primeiro aborda temas como igualdade e política, com mesas sobre questões de gênero, racismo, drogas e Operação Lava-Jato.

O segundo discutirá a literatura com sessões sobre a obra de Ferreira Gullar e a vida e obra do autor Lima Barreto. Também haverá encontros sobre grandes lançamentos. Já o terceiro tratará de variedades e celebrações, como os 90 anos de Tom Jobim e os 100 anos da Revolução Russa.

O Arena #SemFiltro é a área jovem da Bienal. Até a última edição, o espaço tinha 90 lugares. A partir desta edição, no entanto, passará a receber 400 pessoas para debates sobre representatividade LGBT, games, feminismo, música e poesia.

O Geek & Quadrinhos abrirá a Bienal para novas narrativas. “A ideia é termos uma área bastante interativa, onde exista muita troca entre o público e os convidados”, explicou o curador Affonso Solano.

“A literatura de fantasia cresceu demais no Brasil nos últimos anos. Tanto que muitas das grandes editoras nacionais possuem um selo voltado a esse segmento. Hoje, a cultura nerd, ou cultura pop, é uma realidade que não pode ser ignorada. Por isso, haverá um espaço dedicado apenas a ela”, justificou Tatiana.

O espaço colocará em pauta temas como representatividade feminina, lembrará as obras mais influentes que continuam a inspirar produções atuais e mostrará a realidade atual da profissão de quadrinista. Nele, ainda haverá mesas de jogos, batalhas medievais e realidade virtual.

Já o EntreLetras Letras, dedicado aos pequenos leitores, vai oferecer ao visitante letras e palavras para que cada um possa criar suas narrativas em diversas estações de brincadeiras. Na área de apresentações, uma fábula com cerca de 15 minutos contará como as palavras teriam surgido. Além disso, o espaço para apresentações vai receber diariamente espetáculos criados especialmente para o evento, em um total de 85 apresentações.

Fã de livros antigos? Descubra os 4 melhores sebos de São Paulo

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Livro, cama e café: tem combinação melhor? (Foto: Thinkstock)

Livro, cama e café: tem combinação melhor? (Foto: Thinkstock)

 

Esses lugares são, praticamente, uma biblioteca de obras raras! Vale super a visita

Flávia Bezerra, na Glamour

Cheiro de livro antigo; folhas amareladas e cheias de história; dedicatórias datadas na primeira página. Vai dizer que você não ama experimentar todas essas sensações em um livro antigo? E não existe lugar melhor para encontrá-los que… Sebos!

Em sintonia com o nosso projeto #MulherBacanaLê, selecionamos os top 4 melhores sebos de São Paulo. Vem ver!

Sebo Avalovara
Aberto desde 2005, o sebo tem mais de 15 mil livros! O acervo (que incluem obras raríssimas, como as primeiras edições de Machado de Assis e José de Alencar; folhetins modernistas da década de 20 e edições de luxo da confraria dos bibliófilos do Brasil) pode ser consultado pela internet neste link.

Além da venda, o sebo está à procura de livros para comprar! Segundo o proprietário Sandro Giuliano, o sebo compra obras regularmente. “É muito importante para nós estarmos sempre comprando livros. A ideia, é oferecer um acervo cada vez mais amplo aos nossos clientes”, diz. “Compramos desde pequenas quantidades, 10, 20 ou 50 livros, até grandes lotes de 500, 1000 ou 2000 exemplares”, complementa. O preço é avaliado pela qualidade dos títulos e edições, além do estado de conservação. A especialidade do acervo são as obras voltadas às áreas humanas, como artes, filosofia, psicologia, sociologia e história, além de literatura, poesia, teatro e até arquitetura. “Não trabalhamos com livros jurídicos, nem técnicos de medicina e engenharia”, diz Sandro. (Av. Pedroso de Morais, 809, Pinheiros)

Desculpe a Poeira
Famosos no Instagram (o sebo tem quase 40 mil seguidores, acredita?!), o Desculpe a Poeira, criado pelo jornalista Ricardo Lombardi, funciona na garagem de prédio, no bairro de Pinheiros, e tem um acervo com mais de 5 mil livros. Vale a visita! 😉 (R. Sebastião Velho, 28, Pinheiros.)

Sebo do Messias
Um dos mais tradicionais de São Paulo, o Sebo do Messias está em funcionamento desde a década de 70. (Praça Doutor João Mendes, 140, Centro)

Sebo Central
Precisando de um livro jurídico? O sebo Central é o lugar. Localizado bem no coração de São Paulo, o local é praticamente uma biblioteca: são mais de 200 mil obras! (Rua Riachuelo, 62, Sé)

8 livros destruidores de ficção científica que você precisa conhecer

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Capa de "Um Estranho Numa Terra Estranha", de Robert A. Heinlein, Ed. Aleph (Foto: Reprodução )

Capa de “Um Estranho Numa Terra Estranha”, de Robert A. Heinlein, Ed. Aleph (Foto: Reprodução )

 

Nathan Fernandes, na Galileu

Não é de hoje que a literatura de ficção científica surpreende, com escritores como Arhur C. Clarke e Isaac Asimov. Mas muitos autores clássicos têm obras que, apesar de obscuras, continuam atuais.

Além disso, o gênero se renova a cada ano, com lançamentos que trazem discussões importantes para a sociedade. Separamos alguns livros que vão fazer bonito na sua estante e na sua mente:

Quem Teme a Morte, Nnedi Okorafor (Geração Editorial, R$ 44,90, 412 páginas)
A escritora Nnedi Okorafor escolheu representar a África, seu continente natal, no livro Quem Teme a Morte. De origem nigeriana, Okorafor narra a história de um mulher incomum que é tida como a escolhida para salvar a humanidade, numa terra devastada por uma hecatombe nuclear. Poderia ser apenas mais uma narrativa da já batida jornada do herói, de Joseph Campbell, mas a autora — que venceu os prêmios Hugo e Nebula, em 2016, pela novela Binti — dá um olhar único à história.

Estação Perdido, China Mieville (Boitempo, R$ 89, 608 páginas)
Formado em antropologia social e doutor em filosofia do direito internacional, o inglês narra os conflitos do relacionamento interespécie entre a artista Lin e o excêntrico cientista Isaac Dan, que se dedica a uma pesquisa sobre “energia de crise”. A trama, que venceu o prêmio Arthur C. Clarke em 2001, se passa num universo distópico habitado por seres fantásticos, mas sujeitos às menores trivialidades de nossa realidade. Leia nossa entrevista com o Mieville.

Todos os Pássaros do Céu, Charlie Jane Anders (Morro Branco, R$ 49,50, 480 páginas)
A autora Charlie Jane Anders não poderia escapar do tema da exclusão social em sua obra. Vencedora dos prêmios Nebula e Locus, em 2016, a trama mostra dois personagens desajustados que lutam em lados opostos de facções que querem salvar o planeta. Inspirada pelo realismo fantástico de Gabriel Garcia Márquez e Isabel Allende, Jane usa um contexto de ficção científica para refletir sobre temas como sua própria transsexualidade.

O Conto da Aia, Margareth Atwood (Rocco, R$ 44,90, 368 páginas)
Em um futuro próximo, no qual os Estados Unidos foram substituidos por uma república totalitária, as mulheres são colocadas em categorias. Com a função de procriadora, a protagonista Offred precisa lidar com um passado no qual era casada e tinha uma filha. A obra inspirou a série The Handmaid’s Tale, uma das melhores estreias do ano.

O Perfuraneve, Jacques Lob, Benjamin Legrand, Jean-Marc Rochette (Aleph, R$ 64,90, 280 páginas)
A clássica graphic novel francesa mostra como vivem os últimos sobreviventes de um acidente climático que fez a Terra atingir os 90 graus negativos. Presos no comboio sem destino, os ricos têm o conforto dos vagões dourados a sua disposição, enquanto os pobres se espremem nos últimos carros, dando origem a uma luta de classes insana. A HQ também inspirou uma adaptação para o cinema: O Expresso do Amanhã, com direito a Tilda Swinton no elenco e direção do sul-coreano Joon-ho Bong, de Okja.

Os Despossuídos, Ursula K. Le Guin (Aleph, R$ 49,90, 384 páginas)
Influenciada pelos movimentos culturais da década de 1960, neste obra, Le Guin narra uma história fortemente marcada pelo embate entre o capitalismo e o comunismo, numa alusão à Guerra Fria marcada pelos conflitos entre dois planetas com sistemas políticos opostos. A trama se passa no mesmo universo do clássico A Mão Esquerda da Escuridão, e arrematou o combo de prêmios Nebula, Hugo e Locus, na década de 1970.

Um Estranho Numa Terra Estranha, Robert A. Heinlein (Aleph, R$ 69,90, 576 páginas)
O autor que venceu o prêmio Hugo, em 1962, traz a história de um humano que foi criado em Marte e, ao retornar à Terra, precisa se esforçar para entender os estranhos costumes e regras de uma sociedade que ele não entende. Marco dos anos 1960, a obra se tornou um manifesto do movimento hippie graças a sua mensagem de amor e liberdade.

Ubik, Philip K. Dick (Aleph, R$42, 240 páginas)
Além de mestre em nos fazer duvidar da realidade, Dick também é mestre em inspirar obras para o cinema, como Blade Runner, Minority Report e O Vingador do Futuro — sem considerar a fantástica série O Homem do Castelo Alto. Com tantas ficções de peso, Ubik passa quase desapercebida. Mas não se engane. A trama que conta a história de uma sociedade que mantém os mortos em stand by para que os vivos possam entrar em contato é uma das melhores histórias do escritor. Tanto que foi considerado um dos 100 melhores romances em língua inglesa pela revista Time.

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