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3 livros que todo aspirante a escritor deve ler

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Sarah Ferragoni, no Beco Literário

Há muitos manuais de escrita espalhados pelas livrarias que prometem ajudar os aspirantes a escritores a aprimorarem suas habilidades mas, muitos deles, são repletos de regras e fórmulas que pouco ajudam quem está começando. Esses 3 livros te ajudarão de forma verdadeira e inspiradora a tirar da cabeça suas histórias e colocá-las, enfim, no papel.

Sobre Escrita – Stephen King

Nesse livro, o leitor pode entrar na cabeça do autor e entender o processo de criação de seus livros. A obra é separada em “Currículo” parte na qual ele apresenta sua história de vida e todos os acontecimentos que o levaram a ser o escritor que é – desde sua infância e suas inúmeras histórias que enviava à revistas, até a publicação de livros bem sucedidos como “Carrie, a estranha”. Essa primeira parte leva o leitor a conhecer as inspirações e motivações de King, por meio das peculiaridades e interesses do autor que conta, inclusive, sobre seu problema com álcool e o acidente que quase o matou em 1999.
A segunda e terceira parte, “Caixa de ferramentas” e “Sobre Escrita”, trazem um compilado de dicas e sugestões aos aspirantes a escritores, mostrando as ferramentas necessárias para aprimorar a escrita. De maneira muito inspiradora e sem ditar regras absolutas, King traça os caminhos para produzir uma boa obra, analisando alguns livros seus e de outros autores. Os conselhos vão desde questões técnicas, até organização e manejamento do seu espaço de trabalho. Segundo ele, não é possível transformar um escritor ruim em um bom escritor, mas é possível transformar um escritor competente em um bom. A leitura é quase obrigatória para todos que se interessam por escrita, seja de horror ou ficção no geral.

Para ler como um escritor – Francine Prose

O livro da escritora, jornalista e professora é de grande importância para quem deseja tornar-se autor de romances. Ela divide, didaticamente, o livro em capítulos como “Leitura atenta”, “Palavras”, “Parágrafos” e “Diálogos”, analisando obras de grandes autores como Fitzgerald, Virginia Woolf e Tchekov. Francine defende o método “close reading”, no qual há uma leitura atenta às obras, pensando sobre questões como a estruturação dos parágrafos e a escolhas das palavras feita pelo autor ao escrever o livro. Além disso, o livro traz uma vasta e excelente gama de referências bibliográficas – livros que são importantes para serem tomados como guia, devendo ser lidos atentamente por aquele que deseja escrever. Sem apresentar regras fixas de escrita, a autora analisa os livros e, através de exemplos, defende que há o aprendizado ocorre por meio de uma leitura minuciosa e atenta das grandes obras.

A Jornada do Escritor – Christopher Vogler

Vogler construiu a obra com base na teoria da Jornada do Herói, de Joseph Campbell (O Herói de Mil Faces), teoria na qual se apresenta o percurso similar que os heróis da ficção percorrem. O livro de Christopher Vloger apresenta, então, a jornada de um escritor de modo a dividir o livro em 19 partes, desde a primeira, com “O mundo comum”, até O “Chamado à aventura” e, por fim, o “Retorno com o elixir”. O autor analisa o estudo de Campbell acerca do herói através de diversos filmes importantes na indústria cinematográfica. A obra não é um manual de escrita, mas apresenta pontos importantes em relação à construção de um enredo e personagens.
Vale mencionar que o livro remete muito ao ambiente cinematográfico, portanto, é uma boa opção para quem se interessa pelo assunto, sobretudo construção de roteiro. É interessante a análise feita pelo autor acerca das histórias famosas hollywoodianas, como Star Wars.

A pilha de livros só aumenta? Confira sete obras que podem ser lidas em um dia

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

Ah, aquela semana entre o Natal e o Ano Novo em que parece que nada acontece! Muitas empresas estão em recesso, escolas e universidades estão em férias e a gente fica buscando coisas para fazer, sem sucesso, claro.

Mas seus problemas acabaram! Listamos aqui 7 livros que podem ser lidos em um dia, para você matar seu tédio de fim de ano e ainda complementar sua lista de leitura de 2017!

O Estranho caso do Dr. Jekyll e do Sr. Hyde, de Robert Louis Stevenson

Popularmente conhecido como O Médico e o Monstro, o livro de Robert Louis Stevenson conta a história do Dr. Henry Jekyll, um médico que inventa uma substância que supostamente consegue eliminar a maldade de quem a toma. Desacreditado pelos colegas de profissão, Jekyll decide testar a fórmula em si mesmo. Mas algo dá errado e liberta o Edward Hyde, um assassino frio que representa tudo de ruim que existe em Jekyll.

A ficção científica escrita em 1886 tem como temas centrais a luta entre o bem e o mal em cada um de nós, além de criticar a hipocrisia da sociedade britânica da época. Com 160 páginas e uma escrita fluída, é possível matar esse livro em uma tarde!

Um Estudo em Vermelho, de Arthur Conan Doyle

O primeiro romance de Sherlock Holmes traz 169 páginas e uma aventura fascinante do começo ao fim. Na aventura, o detetive e o dr. John Watson precisam investigar algumas mortes misteriosas que estão acontecendo em Londres.

Aqui, Arthur Conan Doyle alterna entre o ponto de vista da dupla e a perspectiva do assassino, criticando principalmente o fanatismo dos mórmons, movimento religioso que estava em alta na época.

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury

A ficção científica escrita em 1953 traz uma sociedade distópica em que os livros são proibidos. A trama acompanha Montag, um bombeiro incumbido de destruir as obras que acaba ficando desiludido com seu trabalho e se junta a um grupo de resistência que visa preservar a produção intelectual da humanidade.

Bradbury escreveu o livro pouco tempo após o final da Segunda Guerra Mundial e critica principalmente o anti-intelectualismo de sociedades conservadoras e totalitárias, alertando sobre os perigos de uma população ignorante. Fahrenheit 451 tem 158 páginas e uma história que prende o leitor a cada parágrafo.

O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, de C.S. Lewis

O primeiro volume das Crônicas de Nárnia (segundo, na cronologia da narrativa) conta com 133 páginas e uma história cativante. Acompanhamos os irmãos Pevensie, três crianças que precisaram escapar dos horrores da Segunda Guerra Mundial e se refugiaram na casa de um excêntrico professor no interior da Inglaterra. Lá, eles descobrem um guarda-roupa que abre as portas para o mundo mágico de Nárnia, e lá eles se veem no meio de uma batalha entre o bem e o mal.

Na obra, Lewis fala principalmente sobre princípios cristãos e usa a fantasia como uma forma de alegoria a eles. O livro foi adaptado para os cinemas em 2005.

Matadouro 5, de Kurt Vonnegut

Encaixar Matadouro 5 em um único gênero é uma tarefa difícil. O clássico de Vonnegut é um livro de guerra. Mas também é uma comédia de humor negro. E uma ficção científica. Uma maluquice! Mas uma maluquice excelente! Aqui acompanhamos Billy Pilgrim, um soldado do exército americano que lutou na Segunda Guerra Mundial e que acaba sendo capturado por uma espécie alienígena que possui um zoológico com espécies de todo o Universo.

O livro tem 224 páginas e uma linguagem bem fluida, com parágrafos ligeiros que representam o pensamento de Billy. Na trama, Vonnegut faz um grito anti-guerra e critica vários aspectos da mentalidade dos EUA na época, além de colocar elementos autobiográficos na narrativa.

Sempre Vivemos no Castelo, de Shirley Jackson

Considerada uma das maiores escritoras de terror, Shirley Jackson revolucionou o gênero com seus livros. Em Sempre Vivemos no Castelo, acompanhamos a jornada de Merricat Blackwood, uma moça que vive em uma grande mansão numa pequena cidade da Nova Inglaterra e é marginalizada por conta de um bizarro assassinato que aconteceu em sua família.

No livro, que tem 214 páginas, Jackson fala sobre o preconceito e como as pessoas podem nutrir um ódio muito forte e irracional dentro de si só pela presença de alguém diferente. O tema também esteve presente em outras obras da autora, como A Assombração da Casa da Colina e The Sundial.

Casino Royale, de Ian Fleming

O livro que deu origem a James Bond! Em 213 páginas, Fleming nos apresenta ao espião e uma trama complexa envolvendo Le Chiffre, um mafioso que trabalha para uma agência de inteligência soviética, e um jogo de pôquer que pode ser mortal.

Todos os elementos de uma história clássica de James Bond estão aqui: cenários exóticos, missões de vida ou morte, uma Bondgirl e o espião chutando a bunda de todos que aparecem em seu caminho. Apesar disso, alguns fãs do filme podem se espantar com as diferenças entre o personagem que vemos na telona e aquele que nos é apresentado nos romances.

Paraisópolis terá escola de inglês de elite gratuita para até mil alunos

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Julia Barbon, na Folha de S.Paulo

De um lado, prédios de luxo, do outro, uma das maiores favelas da capital paulista. Em um terreno às margens de Paraisópolis que até 2010 era só mato e hoje serve de estacionamento, a Cultura Inglesa vai construir uma unidade para até mil alunos.

A escola de inglês será exatamente igual à que existe a 2 km dali, na região do Morumbi (zona oeste), onde alunos pagam ao menos R$ 2.400 por cada semestre de aula. Mas com uma diferença: os cursos serão gratuitos, voltados para a comunidade.

A intenção é iniciar as obras no começo de 2018 e que elas durem cerca de um ano, para que haja aulas em 2019. A Cultura tem outros projetos sociais em favelas, mas essa é a primeira vez que terá um prédio estruturado desse tipo.

A ideia toda na verdade surgiu por causa da creche municipal que existe há sete anos a alguns metros desse terreno e é gerida pela Catedral Anglicana de São Paulo.

A história é antiga. O reverendo Aldo Quintão, que comanda o templo e já é figura conhecida na mídia por celebrar casamentos de gays e batizados de famosos, tinha o sonho de construir uma escola infantil para mil crianças ali.

“Eu vim de uma família muito simples. Minha mãe era faxineira de escola, e meu pai, sapateiro. Se eu tivesse tido uma creche na minha vida, teria sido muito melhor”, diz ele.

Com a ajuda da iniciativa privada, que recebeu incentivos fiscais, conseguiu erguer uma unidade hoje com 430 alunos de até quatro anos de idade em Paraisópolis (a média na cidade é de 138 crianças por creche).

Como vai ficar a escola de inglês, que terá 850 m², e o prédio novo da creche, com 3.600 m²

Como vai ficar a escola de inglês, que terá 850 m², e o prédio novo da creche, com 3.600 m²

Neste ano, ele viu a possibilidade de ampliá-la e atingir seu objetivo inicial quando o prefeito João Doria (PSDB) e o deputado estadual Fernando Capez (PSDB) foram assistir a uma missa na catedral.

Ele chamou o prefeito para subir no altar e falou: “Se o senhor me permite, eu construí o maior prédio de creche do Brasil, com 4.000 m², mas ele foi feito para ter 8.000 m²”.

Os dois políticos prometeram mediar a procura por empresas que aceitassem custear as obras. Dias depois, um conselheiro da Cultura Inglesa participou de uma reunião com a gestão municipal, o reverendo e empresários.

“Ele trouxe a ideia para o conselho, levantamos os custos e topamos”, diz o presidente da escola de inglês, Derek Barnes. Segundo ele, a única contrapartida foi a posse do terreno onde a unidade da Cultura será feita.

“Como somos uma instituição sem fins lucrativos, já temos certa vantagem em termos fiscais”, afirma. “Estamos fazendo isso porque faz parte da nossa missão. Era uma parceria natural, temos origem inglesa e a catedral também é anglicana.”

A Cultura então ficou com 15% da área de 10 mil m². No total, planeja gastar R$ 16 milhões: dois terços disso com a ampliação da creche e o resto com a escola de inglês.

Milton Barbieri, engenheiro voluntário que é responsável pelo projeto da creche e acompanha o sonho do reverendo há dez anos, brinca que a obra é “subfaturada”. “Quando comecei a frequentar a catedral só tinha um papel com um desenho e não tínhamos dinheiro. Atender mil crianças vai ser sensacional.”

A CRECHE QUE JÁ EXISTE

A atual diretora da creche, Cristina Xavier, vai ser a responsável por controlar mais 500 crianças quando o novo prédio ficar pronto. Ela, no entanto, não mostra preocupação. Já se acostumou com a gritaria nos corredores e salas. “Nem ouço mais”, brinca.

17343185Segundo a pedagoga, cerca de 95% dos alunos hoje são de Paraisópolis, e a renda média das famílias varia entre R$ 1.000 e R$ 1.500.

O distrito onde fica a unidade, a Vila Andrade (zona sul), é um dos que têm o menor percentual de crianças atendidas com relação à demanda por vagas em creches. A fila na região ultrapassava um ano e três meses em 2015.

Como é conveniada, a Creche Anglicana segue a lista de espera da prefeitura, com prioridade para alunos mais pobres. O município paga, por cada criança, cerca de R$ 400 mensais à catedral –que também mantém outras quatro creches em São Paulo.

Esse dinheiro não é suficiente para gerir a estrutura de quase 500 alunos, 66 funcionários, 44 pedagogos e cinco refeições por dia, então a igreja arrecada o resto com festas, doações e leilões de objetos.

Para o início das obras da nova ala, só falta a aprovação do projeto pela prefeitura. As novidades vão ser apresentadas às crianças de Paraisópolis na festa de Natal da catedral, neste domingo (10).

Programa ‘Geladeiras Literárias’ incentiva a leitura nos terminais urbanos de Jundiaí

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Terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento (Foto: Fotógrafos PMJ)

Terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento (Foto: Fotógrafos PMJ)

Publicado no G1

Como parte da programação em homenagem ao aniversário de 362 anos de Jundiaí (SP), os terminais urbanos da cidade estão recebendo o programa “Geladeiras Literárias”, para incentivar a leitura.

Cada terminal conta com uma “geladeira” que dispõe de diversos livros para retirada e leitura pelos usuários. Após o uso, o livro deve ser devolvido em qualquer um dos sete terminais. O terminal Vila Arens foi o primeiro a receber o equipamento, na segunda-feira (4).

Segundo o gestor da Unidade de Cultura, Marcelo Peroni, a ideia é fomentar o gosto pela leitura na população. “Quem pegar um livro para ler pode devolver em qualquer um dos locais. E quem tiver uma obra em casa e quiser deixar na geladeira para que outros leiam também é permitido”, explica.

O projeto literário oferece opções para todos os gostos e idades. Ao todo, o governo municipal recebeu quatro toneladas de livros em doações, entre obras infantias, romances, poesias e contos.

Confira os locais das próximas apresentações:

Quarta-feira (6): Terminal Central – Zumba com a Unidade de Esporte e Lazer
Quinta-feira (7): Terminal Cecap – Intervenção circense Gravidade Zero
Segunda-feira (11): Terminal Eloy Chaves – Coral 28 de Setembro
Terça-feira (12): Terminal Colônia – Capoeira Angolinha
Quarta-feira (13): Terminal Hortolândia – Dança do Ventre Portal do Egito

Steven Knight, criador de Peaky Blinders, irá adaptar livros de Charles Dickens para a BBC

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Christmas-Carol

Diretor Riddley Scott e ator Tom Hardy serão produtores executivos das adaptações.

Luis Gustavo, no Cinema com Rapadura

Os livros escritos pelo britânico Charles Dickens em breve ganharão uma nova versão para a televisão. Segundo o Deadline, a BBC irá adaptar várias das obras do autor, que serão comandadas por Steven Knight, criador das séries “Peaky Blinders” e “Taboo“.

A primeira obra a ser adaptada será “A Christmas Carol” (“Um Conto de Natal“), que será divida em três partes. A trama, que já foi adaptada diversas vezes para o cinema, como em “Os Fantasmas Contra Atacam”, estrelado por Bill Murray e “Os Fantasmas de Scrooge”, “multi-protagonizado” por Jim Carrey, acompanha o rico Ebenezer Scrooge, um homem avarento que abomina a época natalina. Numa véspera de Natal, Scrooge é visitado por três espíritos – o do Passado, Presente e o Futuro -, que o conduzem por uma jornada que transformará a vida do amargo homem e o fará repensar suas atitudes.

As produções terão como produtores executivos o diretor Riddley Scott (“Alien: Convenant“) e o ator Tom Hardy (“Dunkirk“). Ainda é incerto se Hardy, que trabalhou ao lado de Knight em “Peaky Blinders” e “Taboo“, irá atuar em alguma das adaptações. Outras informações sobre o elenco também não foram reveladas.

A adaptação de “A Christmas Carol” deve ser lançada no fim de 2019.

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