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Posts tagged Obrigada

Como a gente se sente #1

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Márcia Lira, no – 1 na estante

Como uma boa fã de gifs animados e do genial tumblr Como eu me sinto quando, decidi abrir uma seção no blog pra gente fazer um post semanal inspirado nessa vibe. Digo a gente, porque realmente só vai dar certo se vocês gostarem e me ajudarem. É só lembrar das situações que vivemos envolvendo livros e encontrar gifs animados que as retratem com bom humor.

Sexta-feira, convoquei os fãs do Facebook do blog e contei com a participação de Paula Alvarez, Maria Eduarda e Luciana Brito. Foi beeeem divertido. Obrigada, meninas! Vejam o resultado.

Quando o personagem principal do livro morre:

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Quando dou de cara com o dono daquele livro que eu não devolvi há 5 anos:

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Quando descubro que o livro que quero entrou numa super promoção:

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Quando sem querer estrago a capa de um livro que peguei emprestado:

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O que dá vontade de fazer com quem devolve livro estragado:

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Quando o livro não acaba como eu imaginei que acabaria:

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Quando o carteiro entrega aquele livro tão esperado:

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Vejo um filme e percebo que mudaram quase tudo do que está no livro:

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Como se pronuncia Camus, ou por que é importante conversar sobre livros

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Marcela Ortolan, no Livros e Afins

Sempre lembro de um livro que li quando tinha uns 11 ou 12 anos chamado Crescer é Perigoso, de Marcia Kupstas. Em vários momentos da narrativa não sabia do que o autor estava falando. Por exemplo, quando o personagem falava do livro O Cortiço, de Aluísio de Azevedo, dizendo que achava um máximo que a escola obrigasse a ler um livro que tivesse tanta sacanagem, só fui entender do que o personagem estava falando quando conheci e li (também obrigada pela escola) O Cortiço aos 14 anos.

Crescer é uma atividade  de alta periculosidade.

Crescer é uma atividade de alta periculosidade.

Algo engraçado desse livro é que eu não sabia o que era e não tinha a menor ideia de como se pronunciava a palavra walkman. Cheguei a procurar no dicionário, que sempre ficava por perto, e obviamente não achei. Só muitos anos mais tarde fui descobrir o que era e como pronunciava essa palavra misteriosa. Lembrei disso especialmente hoje por que estava lendo o texto Flerte da Caminhante Diurno em que ela relata a  de algo semelhante e do mesmo problema com o significado de uma palavra desconhecida. (Destaque especial para o video que ilustra o texto).

Alias, esse problema se repete até hoje comigo em diversas situações. Hoje é mais raro ter problemas com significado ou pronuncia de palavras, um pouco pelo extenso treino de leitura, mas principalmente pelos buscadores e dicionários on-line que nos deixam a par de significados inatingíveis há poucos anos.

O mais comum é errar a pronuncia do nome de algum autor. Demorei vários meses para descobrir que Camus se pronuncia “camí”. E essa dificuldade recorrente com nomes de autores me fez perceber o quanto é difícil de encontrar pessoas que gostam de literatura dispostas a conversar.

A Internet ajuda, mas, em geral a comunicação se da da forma escrita o que não colabora na descoberta da pronuncia correta.

Boa parte da experiencia de leitura de um livro acontece no momento em que conversamos com alguém sobre ele. Ao compartilhar as impressões sobre um livro visualizamos novas nuances da história, outras interpretações, enriquecemos com outros pontos e vista e amadurecemos como leitores. Eventualmente, até descobrimos a pronuncia correta de uma palavra ou nome. Por fim, tudo isso potencializa o poder da leitura.

Para ler mais e melhor cultive seus amigos leitores.

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