Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Confira principais destaques de hoje da Flipelô

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Emicida debate temas sociais com poesia na Flipelô, nesta quinta (10) (Foto: José de Holanda/Divulgação)

Emicida debate temas sociais com poesia na Flipelô, nesta quinta (10) (Foto: José de Holanda/Divulgação)

Vanessa Brunt, no Correio 24Horas

A Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô) deixou de ser um sonho antigo da Fundação Casa de Jorge Amado e ganhou a sua primeira edição. A iniciativa abre para o público a partir de hoje (10) e comemora os 30 anos da Fundação, que abre as portas gratuitamente durante todo o mês de agosto em homenagem aos escritores Jorge Amado, Zélia Gattai e Myriam Fraga, curadora do projeto, que faleceu em fevereiro de 2016.

Não à toa, no primeiro dia de eventos gratuitos e comemorativos da programação também se comemora a data de nascimento do autor que dá nome ao local responsável pela Flipelô. A quinta-feira de Jorge movimenta o Pelourinho com debates, shows, espetáculos, exposições, saraus e atividades gratuitas, como cursos que abraçam a vida do escritor e temas contemplados em sua literatura. Mas, artistas como o rapper Emicida, vão além da memoração e marcam presença hoje levantando temáticas diferenciadas.

Jorge Amado, que faria 105 anos, foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos, além de ser o autor brasileiro mais adaptado do cinema, do teatro e da televisão. Sucessos como Dona Flor e Seus Dois Maridos, Tenda dos Milagres, Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Tereza Batista Cansada de Guerra foram criações suas. As obras literárias de Jorge Amado, com 49 livros ao todo, foram traduzidas em 80 países, em 49 idiomas, bem como em braille e em fitas gravadas para cegos.

Confira os destaques que acontecem no dia do aniversário do escritor baiano, separados em dois blocos (Sendo Amado e Além de Amado):

Sendo Amado

O artista visual Denissena faz grafite ao vivo (Foto: Divulgação)

O artista visual Denissena faz grafite ao vivo
(Foto: Divulgação)

 

Concerto para Jorge Amado e outras homenagens da Casa do Governo

A calçada da Casa do Governo será palco da Orquestra ComPassos, apresentando o Concerto Para Jorge Amado. A apresentação é composta por canções de co-autoria de Jorge e composições inspiradas na obra do escritor. Serão realizadas duas apresentações. A primeira hoje (10), às 16h30, e a última, no encerramento da festa, domingo (13), às 16h.

Vizinha da Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, a sede do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) será, entre os dias 10 e 13 de agosto, a Casa do Governo na Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô). O espaço será aberto para uma grande diversidade de ações promovidas pelo Estado, através da Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA). Abertas ao público, as atividades envolvem exposições diversas, oficinas temáticas, exibição de documentário, palestra e concertos.

Ainda na Casa do Governo, o hall de entrada da casa, durante todos os dias da festa, será espaço onde os visitantes poderão conferir exposições como Vida e História de Jorge Amado, composta por 22 quadros grafitados pelo artista visual Denissena, que vai preparar parte da mostra ao vivo; também estarão expostos figurinos de baianas tradicionais, a camisa do Ypiranga (time do coração de Jorge) e brinquedos de culturas populares, como as burrinhas, bonecões mamulengo e boi multicor, além de Teatro Lambe-Lambe com os esquetes O Quarto de Dona Flor e O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá. Durante a Flipelô, os visitantes da casa conferem a exibição do documentário Jorge Amado 100 Anos.

Carybé

O escritor Jorge Amado também ganha destaque no Centro Cultural Solar Ferrão com a exposição 100×100 Carybé Ilustra Jorge Amado, com horário especial: das 9h às 17h. Criada para comemorar o centenário dos dois artistas, a mostra busca promover uma reflexão sobre a cultura da Bahia através do relato da amizade entre dois grandes ícones responsáveis por obras de que mesclam originalidade e beleza. A exposição traz ilustrações de obras como O Sumiço da Santae Jubiabá, além de fotos que revelam diferentes momentos da amizade entre Jorge e Carybé.

Durante a festa, o Solar Ferrão recebe até sábado (12) a oficina A Arte do Livro de Pano, das 08h30 às 12h. A atividade acontece na Galeria tendo como público-alvo os professores do ensino fundamental e médio, e demais pessoas interessadas. Com o sub-tema Do Conto Oral à Criação do Livro de pano a proposta da oficina é o estudo do conto popular e o processo de criação de textos. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo telefone: 3116-6714 ou e-mail: labdimus@gmail.com (o número máximo de participantes é de 25 pessoas).

Mostra Audiovisual na Sala de Arte Cine XIV

A Sala de Arte Cine XIV produz mostras audiovisuais que dão enfoque hoje para a obra A Morte e a Morte de Quincas Berro D’Água, de Jorge. Considerado um clássico da literatura brasileira, o livro conta a história de Joaquim Soares da Cunha, respeitável cidadão casado e com filhos, que leva uma vida pacata de funcionário público. Um dia porém, o personagem resolve mudar seu destino, e assim, comete o grave disparate de abandonar a família para viver como um vagabundo, entregando-se aos vícios mundanos, especialmente a bebida, quando recebe o apelido de Quincas Berro D’água. A obra percorre as mortes metafóricas do personagem principal. Antes da exibição, serão também contempladas as obras Auto da Compadecida, do autor Ariano Suassuna, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

Além de Amado

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O Espetáculo Minas de Conceição Evaristo faz parte da programação, às 10h
(Foto: Jessé Oliveira/Divulgação)

Debates, bate-papos e mais no Teatro Sesc-Senac

Pela manhã, às 10h, o Espetáculo Minas de Conceição Evaristo, homenagem à escritora mineira de mesmo nome, preenche as programações com participação de Vera Lopes, Alexandra Pessoa e Emillie Lapa. Literatura infantil e contação de histórias dão prosseguimento aos eventos do dia no Sesc-Senac, às 14h, ainda trazendo bate-papo com o autor Ilan Brenman e mediação de Mônica Menezes. Para às 15h30, a contadora de histórias Danielle Andrade faz narrações com o tema Histórias de Mundo Afora.

E a poesia toma conta do fim da tarde no teatro. Às 16h, a Oficina de poesia com o poeta, músico e dramaturgo Denisson Palumbo anima o local e torna-o mais reflexivo com o Poesia em voz alta. As inscrições gratuitas podem ser feitas pelo e-mail: literatura@sescbahia.com.br. Já às 17h, o CandomBlackesia: Axé e Poesia na Batida, traz alegria e profundidade com Nelson Maca & Afro-Power-Trio.

À noite, o Sesc recebe Alexandra Lucas Coelho, de Portugal, e Gildeci de Oliveira Leite, da Bahia, 18h30, para a conferência Deus-dará: 500 anos de história entre Portugal e Brasil.

O rapper Emicida fecha as programações do dia, 20h, participando da mesa de discussão do projeto A Rua é Nóiz – Poesia e protesto. O artista estará ao lado de João Jorge, presidente do Olodum, com mediação de Larissa Luz.

Debate também no Museu Eugenio Teixeira Leal

Às 16h, o Museu apresenta mesa de discussão com Ronaldo Correia de Brito, Salgado Maranhão e mediação de José Inácio Vieira de Melo. O tema do debate gira em torno da indagação: Com a Palavra o escritor – Como anda a literatura brasileira contemporânea?

Recitais na Fundação Casa de Jorge Amado – com espaço para novos artistas

No Café Teatro Zélia Gattai, dentro da Fundação, acontece o projeto A Voz Edita, com declamações de poemas e a participação de 12 poetas brasileiros, com curadoria de José Inácio Vieira de Melo. Os saraus, que ocorrem de 18h à 19h, também trarão mais dinâmica à palavra escrita e cantada, com momentos espalhados por toda programação. Nomes da literatura como Cleberton Santos, Igor Fagundes, Walter César, Salgado Maranhão, Elizeu Moreira Paranaguá e Rita Santana estão confirmados para a quinta-feira. “O evento inteiro segue uma linha mais informal, com café e muita troca de ideias. Poderemos também abrir espaço para que pessoas do público mostrem a própria arte”, afirma Angela Fraga Sá, atual diretora da fundação.

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O músico Amadeu Alves realiza sarau com Fabrício Rios
(Foto: Divulgação)

Sarau no Largo do Pelourinho

O Largo não fica de fora dos movimentos culturais da Flipelô e também traz declamações. Às 21h30, as ruas são tomadas pelo sarau com o músico Amadeu Alves e Fabrício Rios (Rede Sonora).

Editoras baianas

O espaço das editoras baianas fica por conta da Casa Amarela, que mora ao lado da Fundação Casa de Jorge Amado. A Edufba, editora da Ufba, marca presença junto com outras editoras universitárias, como a Eduneb, a Editus e a Editora da Uefs. Na Casa Amarela estarão também editoras como Caramurê, Solisluna, Corrupio, Mondrongo e Humanidades.

Outras exposições

Mais exposições podem ser vistas na Casa de Arte Oxum, com o tema Aquarela do Descobrimento e no Centro de Formação Artesanal do Sesc (CFA), com o Artesanato e Literatura Exposição, que apresenta livros sensoriais.

Temas da atualidade que podem cair no Enem e vestibulares 2014/15

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Enem 2014: confira os temas da atualidade que podem aparecer na prova (Thinkstock)

Enem 2014: confira os temas da atualidade que podem aparecer na prova (Thinkstock)

Crise energética, água e 50 anos do golpe militar estão entre apostas dos professores. Saiba como se preparar para as provas deste ano

Bianca Bibiano, na Veja

Em junho do ano passado, VEJA.com pediu a professores que apontassem uma série de temas a partir dos quais os candidatos poderiam se preparar para a redação do Enem (clique para ver o conteúdo especial). A ideia não era tentar prever o tema da redação, mas oferecer assuntos que provocassem reflexão e propiciassem treinamento para os estudantes. Entre os assuntos elencados pelo time de especialistas apareceu o seguinte: lei seca. Quem realizou a prova oficial, em novembro, deve se lembrar do tema da redação do Enem 2013: efeitos da implantação da lei seca no Brasil. O acerto, raro em provas como o Enem, revela a importância da preparação: quem conferiu o conteúdo elaborado por professores e publicado por VEJA.com, ganhou um reforço no estudo.

Para o Enem e os vestibulares 2014/2015, VEJA.com voltou a conversar com professores de alguns dos principais cursos preparatórios do país. A tarefa agora é elaborar uma lista de assuntos da atualidade que de fato podem aparecer nas provas. A lista abaixo traz um resumo das apostas dos mestres, explica como os assuntos podem aparecer na avaliação e oferece links para reportagens de VEJA relacionadas aos temas: a leitura delas pode ampliar a visão do candidato sobre os tópicos tratados.

Acompanhar assuntos que são discutidos no Brasil e no mundo é um fator importante para um bom desempenho no Enem e nos vestibulares em geral. Ao contrário de outros vestibulares, o Enem não cobra de seus candidatos informações pontuais sobre atualidades. Mas o exame é permeado de assuntos do cotidiano que exigem do estudante conhecimentos básicos sobre o que está em debate no país e no mundo.

“O Enem não é factual, não cobra do aluno detalhes de um assunto que ganhou as manchetes dos jornais às vésperas da prova, mas exige atenção a temas que pautaram as discussões no Brasil nos últimos doze meses”, diz Paulo Moraes, coordenador da área de geografia do Anglo Vestibulares, de São Paulo. “Os temas apresentados, portanto, podem introduzir questões que testam as habilidades específicas do aluno e medem seu conhecimento geral.”

Extração de gás e petróleo de xisto

A extração de gás e petróleo a partir das rochas de xisto tem crescido a cada ano, ganhando destaque nas discussões sobre matriz energética. Em 2013, o petróleo obtido a partir desse minério representou 29% da produção total do produto nos Estados Unidos. O gás de xisto, por sua vez, representou 40% do total.

O tema é uma das principais apostas dos professores Joel Pontin, do Cursinho da Poli, e Alexandre Gobbis, do Cursinho do XI, para o Enem 2014. Segundo Pontin, é imprescindível que os estudantes conheçam os processos de extração e entendam a importância desse minério para a economia mundial. “O grande comprador de energia são os Estados Unidos, que estão priorizando o xisto. Essa questão pode alterar todo o cenário energético mundial”, diz.

As reservas desse minério representam 10% do total de petróleo e 32% do gás disponível no planeta. O país que mais detém reservas é a Rússia, seguida por Estados Unidos, China e Argentina. Já os países com maiores reservas de gás de xisto — encontradas entre as camadas do mineral — são China, Argentina, Argélia e Estados Unidos. O Brasil  também possui grandes quantidades do minério e, em 2013, o governo chegou a realizar leilões de exploração da reserva. A produção a partir desse material, entretanto, está paralisada por falta de regulamentação específica.

Para produzir petróleo e gás a partir do xisto é preciso explodir as rochas do minério por um processo chamado de “faturamento hidráulico”, que injeta grandes quantidades de água misturada a produtos químicos sob grande pressão. A técnica, porém, é questionada por ambientalista e já foi proibida na França e na Bulgária.

Água e crise no sistema hídrico

As anomalias verificadas nos índices pluviométricos, que tiveram como consequências a falta de água em São Paulo e enchentes em outros Estados da região Sudeste, também estão entre as apostas dos professores de cursinho. “O stress hídrico esteve na pauta dos jornais por meses e o tema abre margens para toda a sorte de perguntas no Enem, que pode cobrar desde conhecimentos sobre mananciais até a fórmula química da água”, afirma Joel Pontin, do Cursinho da Poli.

No início do verão, houve muitas chuvas em Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No leste de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo, não chovia tanto desde 1979. Essa umidade, entretanto, não alcançou a cidade de São Paulo. Dezembro de 2013 foi o terceiro mês menos chuvoso dos últimos 71 anos na capital, só perdendo para os anos de 1999 e 1963. Ainda assim, as chuvas na capital só atingiram o volume de 237,9 milímetros, inferior à média histórica de 265,6 milímetros. Com isso, o reservatório da Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, teve sua capacidade reduzida. Na última terça-feira, o volume armazenado de água caiu para 11,9% da capacidade.

Já na região Norte, o excesso de chuvas deixou diversos pontos de Porto Velho (RO) submersos e o Acre ilhado em função da cheia do Rio Madeira, que em março de 2013 bateu recorde histórico com 25,44 metros de profundidade. A cheia afetou pelo menos 66.000 pessoas e deixou famílias desabrigadas em dez cidades da região, além de interromper o tráfego nas principais rodovias de Rondônia, como a BR-364 e a BR-319.

Crise energética

A crise no setor energético é um dos temas constantes no Enem, afirma Paulo Moraes, do Anglo Vestibulares. “É um tema que mistura questões de física, química e biologia, uma interdisciplinaridade que é típica de questões do exame federal”, explica. O Brasil tem atualmente capacidade elétrica instalada de 120.000 megawatts, mas desde 2013 enfrenta dificuldades no abastecimento, com registros de apagões em diversas regiões do país que acarretaram problemas para a economia.

Em janeiro, foram registrados os dez maiores picos de consumo de energia da história do Brasil e, em fevereiro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) registrou apagões em onze Estados das regiões Norte, Sudeste e Sul. Só na região Sudeste, a falha no sistema elétrico pode ter atingido 950.000 pessoas. Pelas normas de segurança, o sistema elétrico brasileiro precisa trabalhar com sobra de energia equivalente a 5% da eletricidade consumida no país. Entretanto, em janeiro, essa marca atingiu 2%.

Uma das justificativas para o problema apresentadas pela ONS foi uma interrupção no fornecimento de 5.000 megawatts/hora para essas regiões. Outra explicação para os apagões é a de que descargas atmosféricas (raios)  provocaram curtos-circuitos no sistema nacional, causando a queda de energia. Entretanto, apesar de o Brasil ser um dos países com maior quantidade de raios do mundo, o sistema elétrico foi montado para ser à prova de descargas elétricas, com a proteção de uma grande rede de para-raios.

O principal gerador de energia no país são as usinas hidrelétricas, que respondem pela geração de 86.923 MW, seguidas das termelétricas a gás (9.816 MW), as usinas a biomassa (8.870 MW) e usinas a óleo e bicombustíveis (5.297 MW). Outras formas de energia respondem por parcelas menores do fornecimento, como as pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras hidrelétricas, que somaram no ano passado 4.805 MW de capacidade de geração. As usinas a carvão mineral registraram 3.152 MW, as eólicas marcaram 2.181 MW e as nucleares, 2.007 MW.

Problemas urbanos e sistemas modais

Outro assunto “clássico” do Enem são as questões relacionadas a problemas urbanos. “Esse é um assunto frequente, que é renovado com os temas que estiveram na imprensa nos últimos meses”, afirma Paulo Moraes, do Anglo Vestibulares. Este ano, o transporte é uma das apostas do educador, tendo como ponto de partida as manifestações de 2013 que reivindicaram melhorias no transporte público e colocaram o tema no topo das agendas governamentais. “As questões do Enem não devem abrir margem para o debate político. Elas provavelmente vão cobrar conhecimentos sobre os sistemas modais mais usados no Brasil”, explica.

Atualmente, mais de 80% da população vive nos centros urbanos, nos quais o transporte mais utilizado é automotivo. Em 2012, a frota de carros no Brasil chegou a 50,21 milhões. A cada minuto, 152 novos automóveis deixam as fábricas do mundo para ganhar as ruas. Comparativamente, usando como base a cidade de São Paulo, a frota de ônibus representa apenas 8,2% do total de carros. A desproporção acarreta imensos congestionamentos nas grandes capitais e, ao mesmo tempo, dificulta a locomoção em cidades menores, que sofrem com a falta de linhas de transporte nos bairros mais afastados.

A pressão da sociedade por melhor transporte público acabou chegando ao gabinete da Presidência. Em julho do ano passado, a presidente Dilma Rousseff falou da necessidade de uma mudança na matriz do sistema de transporte, enfatizando o aumento das redes de metrô, trens leves e corredores de ônibus. Dilma também anunciou a liberação de 50 bilhões de reais para empreendimentos de mobilidade urbana.

Movimentos sociais

A partir das manifestações por melhorias no transporte em junho 2013, a onda de protestos organizados por movimentos sociais e por grupos como os black blocs ganhou força em todo o país. Exatamente pelo destaque que teve nos últimos meses, o tema é uma das apostas do professor Samuel Loureiro, do Cursinho do XI, para o Enem. “A discussão sobre os protestos pode abrir caminho para o questionamento sobre a trajetória histórica dos movimentos sociais”, analisa.

Saber quais foram as motivações dos principais movimentos sociais do Brasil e fazer a correlação entre os antigos e os atuais é um dos caminhos para compreender como eles influenciaram e ainda influenciam o país, explica o professor.

O movimento feminista é um dos que pode aparecer na prova do Enem, segundo Loureiro. “É um grupo que conseguiu influenciar as políticas públicas e já foi citado em exames anteriores”, explica. Conquistas do grupo, como a Lei Maria da Penha e a ação de movimentos internacionais como o Femen, também podem cair na prova. Ainda segundo o professor, para entender melhor os movimentos sociais e se preparar para a prova, os estudantes devem pesquisar um pouco sobre as ideologias políticas e ecônomicas que pautam esses grupos. “O aluno tem que saber diferenciar o comunismo do anarquismo e entender quais outras ideologias estão presentes no cenário mundial hoje. Isso é imprescindível para garantir o bom desempenho nas questões relacionadas à sociologia, geopolítica e história.”

50 anos do golpe militar

Há 50 anos o Brasil foi palco de acontecimentos políticos tão dramáticos e relevantes que ainda hoje continuam em discussão: o golpe militar de 1964. O ação, que resultou em mais de 20 anos de regime militar, também é uma das grandes apostas dos professores de cursinho para o Enem este ano. “A importância histórica desses fatos e a quantidade de documentos da ditadura que foram revelados recentemente levaram o tema com mais força para as salas de aula”, explica Samuel Loureiro, do Cursinho do XI.

O mês de março deste ano foi palco de protesto contra o golpe, que destitui do poder o então presidente João Goulart, e também de uma nova marcha da família, em homenagem à Marcha da Família com Deus pela Liberdade de 1964, que reuniu cerca de 100.000 pessoas na Cinelândia, no Rio de Janeiro, dias antes da tomada do poder pelos militares. A correlação histórica é necessária para entender os efeitos da ditadura e o processo de redemocratização do país, garante Loureiro.

Outro assunto relacionado à ditadura que também pode aparecer na prova é a Comissão da Verdade. Instituída em 2012 pela presidente Dilma Rousseff, a comissão tem a missão de apurar crimes cometidos durante a ditadura. Entre as medidas tomadas pela comissão, está a exumação dos restos mortais de João Goulart para analisar a causa de sua morte.

Vacina contra o vírus do HPV

Em março deste ano, o governo federal começou a vacinar gratuitamente meninas de 11 a 13 anos de idade contra o vírus do HPV. O tema, apesar de recente, já havia passado por discussão em 2013 e é um dos assuntos com grande probabilidade de cair no Enem neste ano. Para o professor Joel Pontin, do Cursinho da Poli, o assunto pode servir de gancho para perguntas sobre biologia. “Vacinação, de modo geral, não é um assunto muito presente no Enem, que pode usar a grande repercussão dessa vacina para introduzir algumas questões”.

A vacina contra o HPV é capaz de prevenir a transmissão do vírus causador do câncer do colo do útero, que pode ser contraído por meio de relação sexual, contato direto com pele ou mucosa infectadas, e também no momento do parto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 290 milhões de mulheres no mundo sejam portadoras do HPV, sendo que 32% são infectadas pelos tipos causadores do câncer. Por ano, 270.000 pessoas morrem em decorrência da doença.

Até 2016, o governo quer expandir a vacinação para meninas de nove anos, faixa etária considerada ideal para evitar a propagação do vírus do HPV, segundo especialistas. Para o professor Pontin, é importante que os estudantes pesquisem mais informações sobre o vírus do HPV e sobre a atuação da vacina no corpo humano. “O tema pode aparecer em uma pergunta mais ampla sobre a vacinação, abrangendo inclusive outros tipos de vacinas”, explica.

’50 tons de cinza’ ultrapassa a marca de 100 milhões de cópias vendidas

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Capa do livro ‘Cinquenta tons de cinza’ Reprodução

Capa do livro ‘Cinquenta tons de cinza’ Reprodução

Outras séries que conseguiram o mesmo feito são ‘Harry Potter’ e ‘Crepúsculo’

Publicado em O Globo

RIO – A série erótica “50 tons de cinza”, de E L James, ultrapassou a marca de 100 milhões de cópias vendidas mundialmente, disse a editora americana Vintage Books nesta quarta-feira. É uma marca impressionante para uma trilogia que começou como uma “fan fiction” e se tornou uma das séries mais populares da história da literatura.

Poucas séries conseguiram o mesmo feito. Entre elas, estão “Harry Potter”, “Crepúsculo” e “James Bond”.

A Vintage Books adquiriu “50 tons de cinza” em março em 2012 (no Brasil, é publicado pela Editora Intrínseca) e lançou os três livros nas semanas seguintes. A trilogia também apareceu na lista de bestsellers do “The New York Times” durante 100 semanas.

A adaptação cinematográfica, estrelada por Jamie Dornan e Dakota Johnson como os protagonistas Christian Grey e Anastasia Steele, será lançada em fevereiro do ano que vem.

Menino de 7 anos escreve livro para apoiar irmã que precisa usar óculos

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Garota tinha vergonha de ser chamada de ‘Quatro Olhos’ pelos colegas. Para resolver impasse, irmão criou a história da ‘Princesa que usa óculos’.

Publicado no ExpessoMT

Crédito: Gabriela Lima/G1

Rafaela se diverte com história infantil criada pelo irmão Alexandre

Desde que aprendeu a falar, Alexandre Raizer Landim Silva, de 7 anos, é considerado pelos pais um contador de histórias nato. Mesmo assim, o menino surpreendeu ao fazer um livro infantil para ajudar a irmã, de 5 anos, em Goiânia. Com problemas de visão, Rafaela Raizer Landim Silva relutava para não usar óculos. Ele, então, por iniciativa própria, escreveu e ilustrou a história “A Princesa que usa óculos”, dedicada à caçula da família.

Rafaela tem astigmatismo e hipermetropia. Apaixonada pelas heroínas dos contos de fadas, ela  argumentava com os pais que não existia princesa de óculos. “Ficava vendo ela reclamar e pensei: ‘Vou resolver esse problema'”, explicou Alexandre ao G1. O autor mirim conta que escreveu a história em apenas uma noite e fez as ilustrações no dia seguinte.

O trabalho surpreendeu e emocionou os pais, o auditor fiscal Eugênio César da Silva e a assistente social Luciana Raizer da Silva, que agora buscam uma forma de publicar o livro. “O que mais chamou a nossa atenção foi o caráter educativo da história. Pode ajudar outras crianças”, diz o pai.

A personagem principal do livro de Alexandre é a princesa Rafa, inspirada na irmã. A história fala da importância dos óculos para a princesa poder enxergar direito. Em poucas palavras, o menino conseguiu passar a mensagem, com uma boa dose de aventura, com direito a vilão e até um pouco de romance. “É claro que tem um príncipe”, adianta o garoto.

Rafaela diz que adorou a surpresa: “Achei muito lindo”. Depois de ter ganhado o livro do qual é a protagonista, ela agora usa óculos sem chorar. “Eu enxergo melhor”, admite.

Rafaela conta outro motivo pelo qual não gostava de usar óculos: “Na escola, os meus colegas falavam que eu tinha quatro olhos”. Por isso, os pais tiveram a iniciativa de imprimir e encadernar a história para distribuir entre alguns amigos da filha.

Na hora de distribuir os livros impressos pelos pais, Alexandre se mostrou empreendedor. “Ele me perguntou por que estávamos dando os livros e disse que a gente tinha que vender”, diz Eugênio, que ri ao lembrar do episódio.

Os pais contam que sempre estimularam o desenvolvimento intelectual dos filhos, mas o garoto demonstra mais aptidão para escrever. “Eu sempre brinquei com eles com atividades envolvendo letras e números. O Alexandre, antes de 1 ano, já conhecia o alfabeto”, orgulha-se o pai.

Segundo Luciana, o sonho de Alexandre, quando mais novo, era aprender a ler. Atualmente, ele gosta de escrever redações, muitas delas engraçadas.

Mas o garoto, aluno de 2º ano do ensino fundamental, não faz o estilo CDF, de acordo com a mãe. Às vezes, ele reclama na hora de fazer o dever de casa, além de ser bastante ativo e extrovertido na escola. “Já recebi reclamações”, revela.

De acordo com Luciana, o que Alexandre gosta mesmo é de criar personagens e contar as histórias para as pessoas. Ele concorda e revela que já tem outro livro em mente. “Dessa vez, vou contar uma história das minhas aventuras com meus amigos”, diz, ao mostrar um rascunho do novo trabalho digitado um tablet.

Mesmo com todo o talento para escritor, o menino responde que, quando crescer, quer ser médico, cientista e mágico. “Quero ser médico para cuidar das pessoas. Também quero ganhar muito dinheiro para comprar uma Ferrari conversível. É muito elegante”, revela, decidido.

Padre deixa o inferno para trás

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Kairós sobe, Inferno desce e a internet vira livro

Cassia Carrenho, no PublishNews

kairos capa4acapa 3.inddO livro Kairós (Principium) voltou a subir no altar, mandando Inferno (Arqueiro) para o 3º lugar da lista geral. Em 2º lugar assumiu A culpa é das estrelas (Intrínseca), que já havia discretamente fincado seu pé nas primeiras posições. O interessante é que a diferença das vendas entre os três primeiros foi bem pequena. Do 1º para o 2º lugar, a diferença foi de apenas 75 exemplares; do 2º para o 3º lugar, 236.

Mas um novo fenômeno vem sacudindo as listas do PublishNews: sucessos do YouTube. Começou com o lançamento do livro Porta dos fundos (Sextante), na semana passada, que nessa ganhou a companhia do Não faz sentido (Casa da Palavra/LeYa), do vlogueiro, ator e engraçadinho Felipe Neto.

A lista infantojuvenil é a que menos mudou nos últimos meses. O eterno livro de miss, O pequeno príncipe (Agir), não apenas não some nunca da lista, como chegou essa semana ao 1º lugar. Outra curiosidade é a concentração de autores na lista infanto-juvenil: dos 20 livros, 6 são do autor Jeff Kinney, com a série Diário de uma banana (Vergara&Riba), outros 6 de Rick Riordan, com a série do herói Percy Jackson (Intrínseca) e 3 livros são da autora Paula Pimenta, dois da série Minha vida fora de série (Gutenberg), e O livro das princesas (Galera Record) em que é co-autora.

Outras novidades na semana foram: em ficção Amante finalmente (Universo dos livros); autoajuda, Bolsa blindada (Thomas Nelson Brasil) e A arte da sabedoria (BestBolso).

No ranking das editoras, as três primeiras posições mantiveram-se iguais: Sextante, Record e Intrínseca, respectivamente.

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