Vitrali Moema

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Conto de Hemingway é publicado pela primeira vez

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Publicado no UOL

Um conto escrito por Ernest Hemingway já nos seus últimos anos de vida e que se passa na Paris recém-libertada da ocupação nazista será publicado pela primeira vez na revista britânica The Strand Magazine, anunciou nesta quinta-feira (02/07) a própria publicação.

“A Room on the Garden Side” (“Um Quarto Que Dá Para o Lado do Jardim”, em tradução livre) foi escrito por Hemingway em 1956 e é pouco conhecido fora dos círculos de estudiosos da obra do escritor, um dos mais populares e influentes do século 20 e que ganhou o Prêmio Nobel em 1954.

“O profundo amor de Hemingway pela sua cidade favorita quando ela está começando a emergir da ocupação nazista está em plena evidência, assim como as marcas distintivas da sua prosa”, afirmou o editor da Strand Magazine, Andrew F. Gulli.

A guerra é um tema recorrente na obra de Hemingway, que trabalhou como motorista de ambulância durante a Primeira Guerra Mundial. Suas experiências foram aproveitadas no clássico “Adeus Às Armas”. Já a Guerra Civil Espanhola é o pano de fundo de “Por Quem os Sinos Dobram”.

O escritor foi correspondente de imprensa durante a Segunda Guerra Mundial e estava em Paris em agosto de 1944, quando a cidade foi finalmente libertada da ocupação nazista.

“A Room on the Garden Side” se passa no hotel Ritz e é narrado em primeira pessoa pelo escritor Robert, um alter-ego de Hemingway que compartilha com este até mesmo o apelido de Papa. Robert e seus amigos bebem vinho, citam Baudelaire e debatem “o negócio sujo da guerra.”

Hemingway deixou várias histórias e relatos não publicados depois de sua morte por suicídio, em 1961, aos 61 anos. O mais conhecido, publicado três anos depois, é “Paris É Uma Festa”, suas memórias de quando viveu na cidade-luz, nos anos 1920.

Em agosto de 1956, ele contou ao editor Charles Scribner Jr. que havia concluído cinco histórias, entre elas “A Room on the Garden Side” e “The Cross Roads”, a única delas até agora publicada, com o título de “Black Ass at the Crossroads”.

Hemingway era um autor de frases curtas, claras e precisas, influenciadas pelo seu trabalho como jornalista. Seu estilo foi melhor definido por ele mesmo na famosa Teoria do Iceberg, segundo a qual o significado profundo de um conto deve ficar oculto e ser apenas insinuado de forma implícita – assim como o topo do iceberg não revela o real tamanho da parte submersa.

Ele também é um dos primeiros escritores cuja vida pessoal é tão venerada e admirada quanto seus livros, devido à sua personalidade impetuosa, seu estilo de vida aventuroso – o que inclui a participação nas duas Grandes Guerras e na Guerra Civil Espanhola – e sua fascinação por caçadas, pescarias, safáris e touradas.

Reencontro em Paris é o novo livro de Danielle Steel

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Úrsula Neves, no Cabine Cultural

Aos 50 anos, Carole Barber é uma famosa atriz que há algum tempo não atua em novos filmes. Sua carreira foi extensa, iniciada quando tinha apenas 18 anos. Desde que seu marido morreu, ela se manteve fora das produções cinematográficas, mas agora está focada em realizar um antigo sonho: escrever um livro. Carole escolhe Paris, cidade onde já morou, para ser a inspiração do seu enredo. Porém, após um grave acidente, ela acorda sem nenhuma lembrança do seu passado.

images.livrariasaraiva.com.br

Danielle Steel é considerada a dama do romance e já vendeu mais de dois milhões de exemplares só no Brasil. Reencontro em Paris chega às livrarias em dezembro pela Record. Danielle Steel é amada por legiões de leitores. Seus livros já venderam mais de 650 milhões de exemplares em todo o mundo, foram traduzidos para 43 idiomas e publicados em 69 países. Seus vários best-sellers incluem: Bangalô 2, Hotel Bevery Hills, O segredo de uma promessa, O anel de noivado, Final de verão, Vale a pena viver, Cinco dias em Paris, entre outros.

Universidade de Nantes oferece curso de francês online e gratuito

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Imagens © Divulgação/StockSnap

Imagens © Divulgação/StockSnap

Publicado no Nômades Digitais

A Universidade de Nantes, localizada a sudoeste de Paris, na França, disponibilizou em seu site um curso online de francês totalmente gratuito.

A escola pública, fundada oficialmente em 1961, abriu recentemente as inscrições para o módulo 3, dedicado a estudantes de nível intermediário. As aulas começam em outubro, e são destinadas ao público que já tem alguma noção do idioma.

A duração é de 6 semanas, e todos os alunos recebem um atestado de participação no final do curso, após serem avaliados por professores especializados.

Morre editora americana que resgatou o ‘Diário de Anne Frank’

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Escritora Judith Jones, conhecida por ter resgatado o diário de Anne Frank de uma pilha de livros descartados (Facebook/Reprodução)

Escritora Judith Jones, conhecida por ter resgatado o diário de Anne Frank de uma pilha de livros descartados (Facebook/Reprodução)

 

Judith Jones retirou diário de Anne Frank de uma pilha de material rejeitado, em Paris

Publicado na Veja

Judith Jones, a lendária editora que resgatou o diário de Anne Frank de uma pilha de material rejeitado, em Paris, morreu nesta quarta-feira aos 93 anos. Judith Jones, que trabalhou para o Grupo Editorial Knopf Doubleday por mais de meio século, até 2011, faleceu em sua casa em Vermont, anunciou a editora. “É com muita tristeza que compartilho a notícia de que a editora da Knopf de longa data — Judith Jones — faleceu”, disse Sonny Mehta, diretor e editor-chefe da empresa. “Judith era uma lenda na indústria editorial. Quando jovem assistente, resgatou o Diário de Anne Frank de uma pilha em Paris.”

O diário de Anne Frank foi publicado na Holanda em 1947, seguido por edições em francês e alemão em 1950, antes de sair em inglês na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, em 1952. A primeira edição do livro nos Estados Unidos foi modesta, com 5.000 cópias, e tinha um prefácio da ex-primeira-dama Eleanor Roosevelt.

Judith Jones também convenceu Alfred Knopf a publicar o livro da chef Julia Child Dominando a Arte da Culinária Francesa, de 1961, um grande volume que introduziu a cozinha francesa a gerações de americanos.

“Não é exagero dizer que (Jones) influenciou profundamente não apenas a forma como os Estados Unidos leem, mas a maneira como cozinham”, disse Sonny Mehta.

Judith Jones manteve também uma colaboração próxima com escritores como John Updike, Anne Tyler, William Maxwell, John Hersey, Peter Taylor e Sharon Olds. Seus autores ganharam cinco prêmios Pulitzer, cinco National Book Awards e três National Book Critics Circle Awards, e seus autores de livros de culinária venceram dezenas de prêmios, indicou a editora.

(Com agência France-Presse)

O encontro que ajudou sem-teto a se tornar escritor best-seller após 27 anos nas ruas

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THOMAS SAMSON/AFP/Getty Images Image caption Roughol pedia esmola na avenida Champs-Élysées quando encontrou o político Jean-Louis Debré

THOMAS SAMSON/AFP/Getty Images
Image caption Roughol pedia esmola na avenida Champs-Élysées quando encontrou o político Jean-Louis Debré

 

Jean-Marie Roughol viveu nas ruas de Paris por 27 anos, até que um encontro casual mudou sua vida. De sem-teto, ele se tornou escritor de um best-seller.

Publicado na BBC Brasil

Ele pedia esmola na avenida Champs-Élysées, próximo ao Arco do Triunfo, quando Jean-Louis Debré, ex-ministro do Interior e ex-presidente da Assembleia Nacional da França, chegou de bicicleta.

“Eu estava tomando conta da bicicleta dele”, contou Roughol ao programa Outlook da BBC. “A gente estava conversando, quando ouvimos algumas pessoas dizendo: ‘olha, é aquele político, o Jean-Louis Debré, e ele está conversando com um mendigo'”.

O tom do comentário não agradou o político, que reagiu com uma proposta que abriria um novo capítulo na vida de Roughol.

“Naquele momento, a expressão de Jean-Louis mudou. Ele não gostou da forma que se referiam a mim. Foi nessa hora que ele falou: Jean-Marie, por que você não escreve um livro sobre sua experiência? Aí as pessoas vão ver como é a vida sob sua perspectiva. Vamos publicá-lo”, relembra.

KENZO TRIBOUILLARD/AFP/Getty Images Image caption Jean-Louis Debré, ex-ministro do Interior, encorajou Roughol a escrever o livro

KENZO TRIBOUILLARD/AFP/Getty Images
Image caption Jean-Louis Debré, ex-ministro do Interior, encorajou Roughol a escrever o livro

O livro, intitulado Je tape la manche : Une vie dans la rue (“Eu peço esmola: uma vida na rua”, em tradução livre para o português), já vendeu 50 mil cópias.

“Eu jamais poderia imaginar que o livro seria um sucesso. Achava que se conseguisse vender 50 cópias, seria um milagre. E, de repente, eu estava concedendo um monte de entrevistas”, conta.

Era a primeira vez que Roughol se aventurava no mundo da escrita.

“Não comecei imediatamente. Se passaram 6 meses até eu pegar papel e caneta. Jean-Louis me encorajou a escrever quando eu pudesse, aos poucos. Eu sempre carregava um caderninho comigo e ia preenchendo com a minha história”, relata.

Jean-Louis Debré, que foi um político de perfil conservador e ministro durante a Presidência de Jacques Chirac, fez questão de se envolver pessoalmente na revisão da obra.

“Ele (Debré) achou uma editora para mim e fazia as correções”, relata Roughol. “Eu cometia muitos erros, já que não terminei a escola. Mas ele dizia: ‘não se preocupe, escreva o que você quiser e eu dou uma olhada”, diz.
Infância conturbada

O livro relata a trajetória de Roughol, que tem origem em uma infância conturbada.

“Eu era maltratado. Não tínhamos o suficiente para comer. Natal simplesmente não exisita. Aniversários nunca eram comemorados. Eu chorava no meu quarto. E uma vez, pensei em me matar”, conta.

Aos 12 anos, ele foi morar com o pai. Mas o ambiente tampouco era acolhedor.

“Meu pai era alcoólatra. Quando estava bêbado, me batia muito. Foi quando comecei a fugir de casa e matar aula. Minha infância foi um inferno. Foi uma época terrível. E isso eventualmente me levou a viver nas ruas.”

“Se eu tivesse pais normais e cuidadosos, minha vida seria bem diferente. Meu sonho na infância era ser arqueólogo. Eu era apaixonado por história”, relata.

Ele tinha 19 anos quando dormiu na rua pela primeira vez.

“Foi no dia seguinte que terminei de servir o Exército. Só tinha 200 francos comigo. Passei a noite no metrô. Esperei o último trem partir e passei a noite na estação”, recorda-se.
‘Um dia de cada vez’

Sem endereço fixo, Roughol não conseguia arrumar emprego. E, para completar, teve os documentos roubados.

“Eu pedia esmola então. Há alguns anos, as pessoas eram bem generosas. Eu passava de três a quatro horas por dia pedindo esmola e era suficiente para o dia. Recentemente, ficou mais difícil. Eu tinha que passar 15 horas por dia pedindo dinheiro. Quando se mora na rua, você vive um dia de cada vez”, afirma.

Além de lutar pela sobrevivência, ele convivia constantemente com o medo de ser roubado.

“É muito difícil encontrar lugares seguros para dormir. Você não quer ficar sozinho para não ser um alvo fácil para assaltantes. Já roubaram meus sapatos enquanto eu dormia. Na primeira noite, você dorme com um olho aberto. Na segunda noite, também. Na terceira, você está tão cansado que nada é capaz de te acordar. É nesse momento que os ladrões te atacam e roubam seus pertences”, afirma.

Apesar da fama repentina, Roughol continuou dormindo na rua por um período, até receber o primeiro pagamento pelo livro.

“Eu continuei pedindo esmola por um tempo. As pessoas eram mais generosas. Me viam na TV e vinham me dar dinheiro. Isso foi antes de eu receber os royalties pelo livro. Quando recebi o dinheiro, consegui meu próprio apartamento, onde vivo há um ano”.
Lar, doce lar

Da solidão das ruas para o conforto do lar, houve um processo de adaptação. A primeira noite em casa foi comemorada com uma bela refeição.

“No início, eu andava pelo apartamento, sem saber o que fazer. Na primeira noite, decidi fazer um bife. Nas ruas, você só come comida barata – sanduíche, kebab, pizza… Então na minha primeira noite no apartamento, eu queria comer algo bem bacana. Foi um momento incrível para mim”, diz.

Roughol se dedica agora a escrever seu segundo livro, uma adaptação da obra para o teatro. E espera que sua história inspire uma mudança de comportamento nas pessoas.

“O importante é não julgar as pessoas que vivem nas ruas. Todo mundo pode acabar na rua. Até mesmo CEOs de grandes empresas. Eu só espero que as pessoas se esforcem mais para falar com moradores de rua. Mesmo que você não dê dinheiro, converse com eles”, sugere.

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