Posts tagged Pela Internet
Ato na USP reúne alunas de gravata, rapazes de top e ‘pebolim de saias’
0Evento ‘USP de saia’, nesta quinta, teve 3 mil adesões no Facebook.
Ideia do ‘saiaço’ é refletir sobre padrões e preconceito, dizem estudantes.

Estudantes disputam partida de pebolim no Centro Acadêmico da Escola de Comunicações e Artes da USP (Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Ana Carolina Moreno, no G1
Estudantes da Universidade de São Paulo promoveram nesta quinta-feira (16) o ato “USP de saia” em apoio ao estudante Vitor Pereira, que foi ofendido pela internet depois de vestir saia para ir à aula no campus da USP na Zona Leste. Pelas ruas do campus da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo, foi possível encontrar homens usando saia, top e até vestido e mulheres de gravata. Teve até “pebolim de saias”. O ato também teve adesão nos outros campi da USP, como o da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, USP Leste, Ribeirão Preto e São Carlos.
Pelo Facebook, mais de 3 mil pessoas confirmaram presença no “saiaço”. Cinco campi da instituição aderiram à manifestação simultânea, mas o “saiaço” também saiu das fronteiras do estado. Estudantes da Universidade Estadual de Santa Catarina (Udesc) também planejaram uma manifestação semelhante nesta quinta. Na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), o preconceito será debatido na sexta-feira (17), quando se celebra o Dia Mundial de Combate à Homofobia.
As organizadoras e organizadores do evento na USP afirmaram ao G1 que “esse tipo de movimento já vinha timidamente acontecendo” na instituição. Os estudantes da USP se reúnem em grupos específicos, como a Frente GLBTT, que debatem diversos temas e propõem ações para incentivar a reflexão.
De acordo com o grupo por trás da manifestação, “o caso do estudante da EACH foi apenas um dos muitos atos de repressão impostos àqueles que desejam quebrar padrões”.
Segundo eles, o objetivo é fomentar uma discussão ampla sobre as questões de gênero, não só em relação às roupas, mas aos papeis sociais atribuídos aos gêneros como um todo.
“Nossa ideia é confrontar a realidade, mostrar que as coisas podem ser diferentes, nenhum padrão é eterno. Os costumes são adquiridos social e historicamente, assim eles se transformam. Na idade média uma mulher que usasse roupas de homem seria condenada à morte, era uma heresia gravíssima.”

Na USP Leste, o estudante Vítor Pereira (de saia amarela) desfila com os colegas (Foto: Sérgio Castro/Estadão Conteúdo)
No campus Butantã, o “saiaço” dura todo o dia: os alunos homens foram convidados a vestir saias e vestidos, enquanto as mulheres participantes planejaram vestir roupas convencionalmente atribuídas aos homens, como paletó e gravata. O evento será encerrado com um encontro às 18h desta quinta na Praça do Relógio da Cidade Universitária, na Zona Oeste de São Paulo, no período de intervalo entre os aluns que têm aulas à tarde e os que estudam à noite.

Estudantes da Faculdade de Direito da USP, no
Largo São Francisco, descem as escadas usando
saia (Foto: Felipe Rau/Estadão Conteúdo)
Olhares ostensivos
Os alunos de publicidade Daniel Drumond, de 19 anos, e Pedro Bisordi, de 18, jogaram pebolim de saias no início da tarde. Daniel afirmou que é a sua primeira vez com saia. “Acho que estou muito bonito, porque estava todo mundo me olhando de cima a baixo”, afirmou ele sobre sua visita ao restaurante universitário.
O estudante disse que se incomodou com os olhares ostensivos. Ele emprestou a saia de uma colega após a aula, na manhã desta quinta-feira. No banheiro, ele diz que um funcionário da instituição o olhou de maneira reprovadora. Um dos primeiros a chegar ao restaurante, ele acabou virando alvo de algumas risadas e chacotas e, em determinado momento, parou de cruzar os olhos com as outras pessoas. “Só fiquei de boa porque estava com os meus amigos.”

Aluna de artes cênicas emprestou a saia para o
colega participar do ato
(Foto: Ana Carolina Moreno/G1)
Os estudantes de artes cênicas Pedro Oliveira, de 20 anos, e Felipe Lima, de 22, esqueceram que hoje era o dia de saia na USP. Felipe, porém, decidiu pegar a saia que a colega Juliana Prado, de 20 anos, trouxe para um ensaio. “Dá uma ventilada, é muito gostoso”, disse ele.
Assim como Felipe, a maioria dos meninos emprestaram a peça de roupa de alguma colega. Yasmin conta que seu pai lhe emprestou a gravata, já com o nó feito, para o ato desta quinta.
Leonardo Rudi, aluno de relações públicas que vestiu uma saia azul emprestada de uma amiga, conhece o estudante Vitor Pereira, da USP Leste, e condenou as ofensas recebidas por ele. O aluno defende que a universidade tem que ter um papel transgressor. “É o papel mais importante dela”, afirmou ele.
Os organizadores do evento defendem que “é função dos universitários que detêm o privilégio de estudar em uma universidade pública não apenas estudar, ganhar seu próprio diploma e fazer uma carreira”. Eles afirma que o alto custo da universidade pública só é justificado por esse retorno que esses estudantes dão à sociedade. “Se é uma questão que se mostra importante de ser discutida e alvo de preconceitos, como os estereótipos de gênero, a universidade é o lugar ideal (embora não o único) para esse debate se iniciar.”
Homem compra livro de Martin Luther King e descobre dedicatória e autógrafo do autor
0Título original “Compra livro de Luther King por 3,5 dólares e descobre dedicatória e autógrafo do autor”
Álvaro Cerqueira no PT Jornal

Um jovem comprou pela Internet uma cópia do livro ‘Força para Amar’, por 3,5 dólares (cerca de três euros). A surpresa veio a seguir: ao folhear o livro, descobriu uma dedicatória com autógrafo de Martin Luther King. Especialistas consideram que o livro deve valer uma pequena fortuna.
Pagou um valor quase simbólico pela publicação e terá feito o melhor negócio da sua vida… Comprou através da Internet uma cópia do livro de Martin Luther King, ‘Força para Amar’ e descobriu que o livro tem dedicatória do autor, com assinatura.
Mesmo sem este ‘pormenor’, o livro foi uma autêntica pechincha, porque é muito procurado quer por devoradores de livros, quer por colecionadores e, naturalmente, por apreciadores da escrita de Luther King. ‘Força para Amar’ é uma publicação histórica, com data de 1963.
A veracidade da assinatura do ativista afroamericano não é posta em causa: as semelhanças entre a assinatura de Martin Luther King e aquela que surge no livro são enormes.
O comprador anunciou o negócio na rede social Reddit, onde fala de “um dos maiores momentos de sorte” da sua vida.
Professora de escola pública vira milionária vendendo livros pela internet
0Publicado por Terra
Uma professora de escola pública nos Estados Unidos se tornou a primeira milionária de um site que reúne educadores que vendem materiais didáticos pela internet. Segundo o site Business Insider, Deanna Jump já vendeu US$ 1,775 milhão no programa Teachers pay Teachers.
O site consiste em um agrupador onde professores podem vender livros e outros materiais que eles mesmos preparam. Deanna, que vive no Estado da Georgia, é professora do pré-primário há 15 anos e tem uma remuneração mensal de US$ 80 mil – mais que o salário médio de um banqueiro, segundo o Business Insider.
dica do Jarbas Aragão
Escolas britânicas afastam 3 mil alunos por ano por conduta sexual imprópria
0Bullying sexual é responsável por 15 suspensões por dia
Ações incluem bullying sexual, assédio, ataque, comportamento indevido ou pichação obscena
Publicado em O Globo
Mais de três mil estudantes, incluindo crianças com menos de 11 anos, são suspensas ou expulsas das escolas britânicas por comportamento sexual inadequado por ano, informam os jornais “Daily Mail” e “Independent” nesta terça-feira. Em média, 15 são afastadas por dia, sendo pelo menos uma delas do ensino fundamental básico.
De acordo com dados do Departamento de Eduacação, entre o período letivo de 2010 e 2011, 3.030 crianças foram afastadas por ações como bullying sexual, assédio, ataque, comportamento obsceno ou por fazerem pichações sexuais. No ano anterior, o número foi ainda maior: 3.300.
As reportagens vêm em meio a uma preocupação crescente sobre o “sexting”, o envio de fotos de nu por celular. Para educadores, a sexualização precoce das crianças, aliada ao fácil acesso à pornografia pela internet, pode estar ligada ao alto número nas suspensões e expulsões de alunos.
Uma pesquisa realizada no Reino Unido no ano passado mostrou que 30% dos professores do ensino médio e 11% dos professores do ensino fundamental tinham conhecimento de incidentes envolvendo comportamento sexual coercitivo envolvendo seus alunos em relação aos colegas.
“As estatísticas sobre expulsões confirmam a sensação que muitos pais têm de que nossos filhos estão convivendo em uma cultura cada vez mais sexualizada que se prolonga à sala de aula”, disse Claire Perry, conselheira do primeiro-ministro sobre infância, ao “Daily Mail”.
O Departamento de Educação, no entanto, ressalvou que as exclusões por conduta sexual imprópria são “extremamente raras e estão decrescendo”. “Essas estatísticas representam menos de 0,05% dos alunos no país”, diz um comunicado do departamento.
Em blogs, viciados em drogas relatam histórias e medos
0Publicado por MSN
“Hoje passei o dia meio eufórico, vi o passarinho verde e, como aprendi na clínica, isso não é bom…

Nilton Fukuda/AE – “Estudante de Direito, ex-usuário de cacaína e craque conta sobre suas tentações”
“Hoje passei o dia meio eufórico, vi o passarinho verde e, como aprendi na clínica, isso não é bom. Tenho de me concentrar para manter o meu humor controlado, pois qualquer alteração brusca pode desencadear a vontade de usar drogas. Lembro-me que na ativa a alegria, a tristeza, a euforia, o estresse, o medo e qualquer outra alteração de humor me levavam a usar drogas. Eu não sei lidar com minhas emoções.”
As tentações, o medo, a alegria que vem com cada dia sem recaída inspiram os cada vez mais numerosos blogs mantidos por viciados em drogas ou parentes de dependentes químicos. O trecho acima foi escrito pelo autor do blog Diário de um Adicto, um estudante de Direito de 30 anos, morador de Diadema e ex-usuário de cocaína e crack.
“Tinha acabado de sair de uma internação, era um momento em que eu estava perdido. A coisa que eu mais gostava – que era usar drogas – me havia sido tirada e eu sentia um enorme vazio, que não tinha coragem de relatar a qualquer pessoa por medo da reação”, contou, em entrevista por e-mail ao Estado. “Então, eu criei um perfil e, protegido pelo anonimato proporcionado pela internet, me senti mais à vontade para extravasar meus medos e aflições.”
O histórico dos blogs mostra a evolução de alguns e o desespero de outros. Uma súbita interrupção nos textos acaba levando o leitor a se perguntar se, depois de tanto esforço, o autor sucumbiu às drogas novamente.
Dono da página Limpo, só por hoje, o consultor Junior Souza, de 39 anos, já está há sete anos longe das drogas. Sua vida parece um roteiro de filme. Ele fumou maconha dos 9 aos 11 anos e daí para a frente injetou cocaína, provou LSD e passou a usar crack. Ainda menino, virou cobrador do tráfico de drogas e respondeu por nove assassinatos na prisão. Era um criminoso temido em Pernambuco. Agora morando no Maranhão, continua famoso. Mas como exemplo de recuperação. “Como eu trabalho com grupos de mútua ajuda, a interação que o blog proporciona ajuda muito na minha recuperação”, diz ele, que também dá palestras.
Segundo especialistas, dividir experiências, na web ou não, segue a lógica de tratamento de grupos como Narcóticos Anônimos (NA) e Alcoólicos Anônimos (AA). “Fui a uma sessão do AA a troco de uma garrafa de cachaça e, ao contrário de todo lugar que eu ia, não me disseram que tinha de parar. Eu era contra me mandarem fazer as coisas. Não obedecia nem a lei e ia obedecer psicólogo?” Aos poucos, porém, Souza foi largando a bebida, a cocaína, o crack e, por último, a maconha.
Os blogs também ajudam os chamados codependentes, termo usado para designar parentes e familiares que passam a viver em função dos viciados.
A assistente contábil Giuliana Fisher Fatigati, de 28 anos, faz parte de uma rede de cerca de 30 blogueiras que escrevem sobre o assunto. O relacionamento dela com um usuário de crack acabou sem final feliz, com ele de volta às drogas. Além do blog Valeu a Pena, escreveu um livro sobre o assunto. “A codependência é uma doença também. Dá a impressão de que você vai suportar, que você é a mais forte, uma heroína”, diz. “No final, está arrasada, com a autoestima baixa.”
Vivendo há quase metade da sua vida com um viciado em crack, a representante comercial Luciana Laura, de 35 anos, criou no ano passado o blog 14 anos lutando por um dependente químico. “Por meio do blog, conheci inúmeras pessoas que passam pelo mesmo problema. Encontrei amigos que amo incondicionalmente e me ajudam a passar pelos traumas que a dependência química traz aos familiares.
WEB AJUDA PACIENTE QUE TEM VERGONHA DE FALAR EM GRUPO
O psiquiatra Marcelo Niel, do Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes da Universidade Federal de São Paulo, diz que os blogs podem ajudar dependentes químicos que não conseguem dividir experiências em público.
“Muitos têm fobia social. Pode ser muito difícil para um paciente ansioso falar em grupo. Esse é o maior fator de não adesão a tratamentos”, diz o médico.
No caso dos familiares, afirma Niel, publicar relatos em blogs pode ajudá-los a descobrir que não são os únicos passando por esse tipo de problema. “Há uma carga muito grande sobre a família, que sente vergonha. É importante que eles saibam que outras pessoas passam por problema parecido”, afirma.
TRECHOS
“Há 69 dias, minha sogra faleceu. Pedi dinheiro emprestado para minha mãe para ajudar no sepultamento. O dinheiro virou droga que usei antes do enterro. Para disfarçar, tomei seis comprimidos de Diazepam que me deixaram grogue.”
“Minha doença age de forma traiçoeira, comendo pelas beiradas, aproveitando qualquer falha na minha armadura e esta semana não foi diferente.” waladicto.blogspot.com.br
?
“Ontem, ele saiu para trabalhar e até agora nada, não voltou… E o pior de tudo é que eu mais uma vez emprestei meu carro para ele, o que será que tenho na cabeça?
As vezes, não consigo entender como a codependência nos engana tanto, nos fazendo acreditar nas palavras do adicto. Em duas semanas, ele teve 3 recaídas. Estamos passando por momentos difíceis em casa, pois ele praticamente parou de trabalhar… Estou cansada de carregar tudo nas costas. Sem perceber, fui facilitando o vício dele nas drogas, pois aqui em casa eu pago aluguel, água, luz e telefone… Deixei para meu esposo apenas as despesas com a compra e infelizmente nem isso ele está fazendo…” lucianalpsm.blogspot.com.br
?
“Tudo começou na parte da manhã, quando uma nota de R$ 50 que minha mãe havia deixado por descuido na mesa da sala sumiu.
Naquela época, ele já estava morando na minha casa, mas ainda pouco sabíamos a respeito da dependência dele, pouco sabíamos sobre o crack. Logo que minha mãe deu falta, eu ‘saquei’ o que estava acontecendo, eu tive a certeza dentro de mim de que havia sido ele, o rapaz por quem eu havia me apaixonado, o rapaz a quem eu sempre chamava de anjo, e eu travei uma batalha interna dentro de mim para aceitar que aquele anjo fosse capaz de fazer algo do tipo.
E então o jogo começou! O jogo de manipulações, de chantagem emocional, de apelos e tudo mais o que vocês possam imaginar, mas quem estava jogando esse jogo era eu, não ele.” livrovaleuapena.blogspot.com.br
?
“Ainda bem que tenho um ‘piloto automático’ que logo me diz que estou no caminho errado.
Ainda bem que, mesmo recaído espiritualmente, emocionalmente e psicologicamente, e com todas as insanidades, eu não consumei a recaída no sentido de voltar ao uso de drogas. Mas eu preciso admitir que a minha vida está sem controle em alguns (ou vários) aspectos; tenho de admitir que preciso de ajuda.
Ontem, encontrei um brother das antigas, que estava em reclusão por tráfico e saiu há dois meses. Ele estava com o uniforme da empresa onde está trabalhando e isso me alegrou muito. Disse estar sendo crente e que está dormindo no albergue. Disse que não tem mais nem vontade de usar, que já recebeu várias propostas para comercializar novamente, mas não pretende mais voltar ao crime.” limposporhoje.blogspot.com.br






















