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Less Than Zero | Hulu está desenvolvendo série baseada em livro de Bret Easton Ellis

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Rafael Gonzaga, no Omelete

O Hulu, serviço de streaming que ainda não está disponível no Brasil, anunciou que está desenvolvendo Less Than Zero, uma nova série baseada no romance homônimo de Bret Easton Ellis. O próprio Ellis, o roteirista Craig Wright (Lost, Six Feet Under) e a Fox 21 Television Studios se uniram para dar vida à adaptação. Ellis e Wright serão os produtores executivos da série. (via ComingSoon)

Less Than Zero é oficialmente descrita da seguinte forma: “Situada na Los Angeles do início dos anos 1980, Less than Zero se tornou um clássico atemporal. Este romance hipnotizante é um retrato cru e poderoso de uma geração perdida que experimentou sexo, drogas e insatisfação em uma idade muito precoce. Vivem em um mundo moldado pelo niilismo casual, pela passividade e pelo excesso de dinheiro em um lugar desprovido de sentimento ou esperança.

Clay volta para casa para as férias de Natal e reingressa em uma paisagem de privilégio ilimitado e entropia moral absoluta, onde todos dirigem Porches, jantam em restaurantes caros e cheiram montanhas de cocaína. Ele tenta renovar seu sentimentos por sua namorada, Blair, e por seu melhor amigo do colegial, Julian, que está se envolvendo com ilegalidade e heroína. O feriado de Clay se transforma em uma vertiginosa espiral de desespero que o leva através das festas implacáveis ​​em mansões reluzentes, bares decadentes e clubes de rock underground e também pelo mundo obscuro de LA depois de escurecer.”

Less Than Zero já foi adaptado para o cinema em 1987, no filme Abaixo de Zero estrelado por Robert Downey Jr., James Spader, Jami Gertz e Andrew McCarthy. Ellis co-escreveu o filme com Harley Peyton e também escreveu uma continuação do livro, publicada em 2010. Os livros de Ellis anteriormente transformados em filmes também incluem Psicopata Americano, Regras da Atração e Informers – Geração Perdida.

Não há previsão para o lançamento de Less Than Zero.

Autobiografia da cantora Rita Lee vai virar filme

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O livro “Rita Lee – Uma Autobiografia” vai virar filme com lançamento previsto para 2019! || Créditos: Divulgação / Reprodução Facebook

Publicado no Glamurama

A semana termina com uma ótima notícia para os fãs da cantora Rita Lee: a autobiografia dela, “Rita Lee – Uma Autobiografia”, vai virar filme. Depois de se enveredar pelo mundo literário onde já lançou três livros desde 2013, incluindo “Dropz”, uma coletânia de 61 contos e o “Storynhas”, a cantora acaba de anunciar por meio de comunicado oficial que a produtora Biônica Filmes é quem será a responsável pelo longa que contará em vídeo sua vida.

Com lançamento previsto para 2019, o filme ainda não possui uma Rita Lee para chamar de seu e a busca pela atriz que interpretará Rita nas telonas deve começar ainda este semestre. O melhor? Um documentário e uma série também estão previstos em contrato – ambos ainda sem data de lançamento.

Lya Luft lança novo livro que mescla ensaio, romance e ficção

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“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso", diz Lya Luft Foto: Divulgação

“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso”, diz Lya Luft
Foto: Divulgação

 

Em ‘A Casa Inventada’, a escritora gaúcha trata de fatos corriqueiros do cotidiano humano

Publicado no JCOnline

Era uma casa muito inventada essa de Lya Luft. Tinha teto, chão e paredes, mas os cômodos possuíam funções que vão muito além das utilitárias. A porta de entrada serve também para observar; o espelho para enxergar seu alter ego; a sala de estar é palco das alegrias e intrigas familiares, onde os não ditos às vezes revelam muitas coisas; o quarto das crianças representa as descobertas da infância e aquelas perguntas que deixam os adultos sem respostas; no porão, ficam guardas as dores das perdas, mortes e doenças; no pátio, a lucidez e a cotidianidade da vida tentam prevalecer; enquanto no jardim, último local por onde o visitante leitor passa, a morte deixa todos mais reflexivos. Ilusão ou soma de muitas experiências vividas?

A própria autora não se importa muito com a resposta a esta pergunta. Assim como em seus livros anteriores, a autora gaúcha tece reflexões sobre acontecimentos corriqueiros em A Casa Inventada, recém-lançado pela Record (112 páginas, R$ 29,90).
A obra é uma mescla de diversos gêneros literários, como romance, autobiografia, ensaio e até ficção surrealista. “Muitas coisas são fragmentos de lembranças trabalhados pela fantasia”, conta Lya, em entrevista por e-mail.

“Toda escrita é um desafio, mas pra mim é prazeroso. A maior parte do que escrevo é invenção, com pequenas doses de memória elaboradas pela imaginação. A realidade é uma sombra.” Conhecida por traçar muitas analogias em seus escritos, a sua casa inventada é, acima de tudo, uma grande metáfora da vida. Nela quase tudo se passa, desde as primeiras descobertas infantis às maiores perdas adultas, e questões existenciais são abordadas de maneira fluída através da vida da protagonista, uma menina sem nome, ao não ser por aquele dado pela sua amiga imaginária Pandora, outra protagonista da história.

A escolha de não nomear personagem é bastante coerente com as temáticas tratadas ao longo dos capítulos, já que são assuntos que abrangem o cotidiano de todos. “(…) o bom da vida são os desafios, o não entendido, e por favor – como já escrevi há muitos anos – não queiram me prender no alfinete da interpretação”, ela avisa na introdução. Cada capítulo – A Porta de Espiar, O Espelho de Pandora, A Sala da Família (e o biombo do silêncio), O Quarto das Crianças, O Porão das Aflições, O Pátio Cotidiano e O Jardim dos Deuses – é precedido de um poema, uma uma constante da vida e obra de Lya Luft.

Apesar dela não lançar um volume de poesias há alguns anos, sempre integra alguns versos em seus ensaios e romances. “Nunca parei de escrever poesia e gosto de abrir os capítulos com um poema, às vezes feito na hora, como um tipo de introdução para o leitor”, pontua.

VIDA E PERDAS

Nascida na cidade gaúcha de Santa Cruz do Sul, em 1938, Lya completou no último mês de setembro 79 anos e vem se dedicando à literatura há mais de 50. Formada em Pedagogia e em Letras Anglo-Germânicas, ela começou a carreira traduzindo antes de publicar. Em 1964, quando tinha 24 anos, escreveu o Canções do Limiar, livro de poemas, e 16 anos depois publicou seu primeiro romance, As Parceiras. Um de seus livros mais famosos data, entretanto, de 2003.

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Em Perdas e Ganhos, ela discorre sobre a passagem do tempo, o envelhecimento e a morte. Esta última, infelizmente, ultrapassou as páginas de seus livros e marcou alguns momentos de sua vida. Aos 49 anos, se viu viúva de seu segundo esposo e, aos 57, perdeu Celso Pedro Luft, seu primeiro marido e pai de seus três filhos, com quem tinha voltado a se relacionar. O amor conjugal voltou na vida da escritora há alguns anos quando ela conheceu o engenheiro e também autor Vicente Britto Pereira. Mas no início deste mês, ela perdeu seu filho André, vítima de um infarto.

“Acho que a vida tem mais valor se reconhecemos e admitimos tristezas e lutas, sem deixar de curtir as alegrias. Ou ficamos fúteis e infelizes”, analisa. Sobre estar completando mais de 55 anos de carreira, Lya ainda se identifica como fascinada pelo mundo e pelas pessoas. “Não tenho mais a pressa e agilidade da juventude, mas não perdi o gosto de viver e o assombro diante das coisas e do mundo. Atualmente, estou numa fase muito sombria em que procuro me isolar, pois acabo de perder tragicamente um de meus filhos. Mas não conheço revolta nem amargura: ele entrou no Mistério.”

Leia um trecho do livro:

“Os fios mais complicados, da trama maior e mais apertada – que pode ser rede de salvação, balanço de alegria tela de prisão –, são aqueles urdidos na família: onde tudo é mais complexo, mais obscuro, mais terno, mais amoroso, e às vezes mais cruel.
Onde mais nos sentimos abrigados ou julgados. Onde mais se comentem amores e injustiças. Onde os cuidados estendem braços amorosos, e o ciúme espreita sob pálpebras apertadas. Onde somos mais acompanhados, e mais sozinhos. Salvos ou condenados, euforia ou danação: família.

E a sala da família é o aposento que, como um arquiteto que mostra seu projeto, eu desenrolo agora: cenário de papel com muitos desenhos, móveis, quadros, tapetes, pessoas. A mesa de jantar. Na frente ela mais um grande espelho, que estranhamente tem um vago tom de rosa antigo.

Pandora não quer se revelar ali: ela acha, ao contrário de mim, que numa família só se desenrolam farsas. Mas eu sei que não.
– Deixa de ser cínica, Pandora.
Ela faz uma careta:
– Com família a gente só tem dois caminhos, amiga: cinismo ou ingenuidade. Você foi criada para acreditar em tudo. – E começou a desfiar, contando nos dedos: – Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, Cegonha…
Ela gosta de me humilhar? Mas, se ela é meu reflexo, sou eu mesma que me humilho. Nem sempre concordo com ela.”

Brasil tem 13 milhões de analfabetos e não consegue redução há três anos, diz Unesco

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Charge que consta no Relatório de Monitoramento Global da Educação 2017/8 da Unesco (Foto: Reprodução)

Charge que consta no Relatório de Monitoramento Global da Educação 2017/8 da Unesco (Foto: Reprodução)

 

‘A educação é uma responsabilidade compartilhada entre todos nós – governos, escolas, professores, pais e atores privados’, diz a diretora-geral da UNESCO, Irina Bokova.

Publicado no G1

O Brasil ainda tem 13 milhões de analfabetos e não consegue reduzir esse número há três anos, segundo relatório da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) divulgado nesta terça-feira (24).

Os dados são da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que apresentou o “Relatório de Monitoramento Global da Educação 2017/8”. O tema da pesquisa é “Responsabilização na educação: cumprir nossos compromissos”.

A conclusão do relatório é que de faltam incentivos para a educação profissionalizante e para o aluno terminar o ensino médio. Em todo o mundo, são 100 milhões de analfabetos.

Os resultados do relatório avaliam como os países conseguem ou não cumprir o “Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 4 da ONU: assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”.

O relatório alerta que a culpa desproporcional sobre qualquer ator para problemas educacionais sistêmicos pode ter sérios efeitos colaterais negativos, além de ampliar a inequidade e prejudicar a aprendizagem.

Os dados mostram que, nos países ricos, 84% dos jovens concluem o ensino médio, enquanto no Brasil o índice é de 63%. Os resultados obtidos também são distintos: no Brasil, menos de 50% dos alunos demonstram habilidades em ciências. No Japão, esse percentual é de 90%.

Destaques pelo mundo

Países associados à Unesco têm, ao menos, 264 milhões de crianças e jovens que não frequentam a escola.

*Atualmente, 82% das constituições nacionais têm previsão legal sobre o direito à educação. Mas em pouco mais da metade as leis não responsabilizam os governos, ou seja, os cidadãos não podem processar o governo por violações a esse direito.
*Em 42 dos 86 países que enviaram dados à Unesco, suas constituições, leis ou políticas se referem explicitamente à educação inclusiva, sugerindo uma tendência contra escolas especiais e a favor de programas inclusivos em escolas regulares.
*Em alguns países, professores e escolas estão sendo penalizados devido a resultados fracos em avaliações
*De 70 sindicatos de professores em mais de 50 países, mais de 60% nunca ou raramente foram consultados sobre materiais didáticos.
*Dos relatórios nacionais de monitoramento da educação, apenas um terço engloba a educação de adultos.
*Apenas 14 de 34 países de renda baixa e média estabeleceram padrões para a educação infantil e sistemas de monitoramento de seu cumprimento
*Apoio com bolsas de estudo caiu 4% no mundo entre 2010 e 2015, sendo o gasto subestimado em países como Brasil, China e Índia.

Machado de Assis é homenageado pelo Google em 178º aniversário

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Um Doodle cheio de referências: os hipopótamos de “Memórias Póstumas”; o cachorro de Rubião, chamado Quincas Borba; as batatas de “ao vencedor, as batatas!” e o bebê Ezequiel, de “Dom Casmurro”, entre outros (Google/Reprodução)

Um Doodle cheio de referências: os hipopótamos de “Memórias Póstumas”; o cachorro de Rubião, chamado Quincas Borba; as batatas de “ao vencedor, as batatas!” e o bebê Ezequiel, de “Dom Casmurro”, entre outros (Google/Reprodução)

O maior escritor brasileiro de todos os tempos foi homenageado com uma ilustração que cita suas principais obras

Ligia Helena, no M de Mulher

178 anos hoje (21) e por isso ganhou uma merecida homenagem do Google: um belíssimo Doodle na home do site de buscas.

A ilustração homenageia algumas das principais obras de Machado de Assis, como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.

Nascido Joaquim Maria Machado de Assis, ele veio ao mundo no Morro do Livramento, na área central da cidade do Rio de Janeiro, próximo à região portuária. Neto de escravos libertados, Machado de Assis era negro e sofreu com o racismo enquanto viveu: imaginem que a escravidão só foi oficialmente abolida no Brasil em 1888, quando ele já tinha 49 anos.

(Reprodução/Academia Brasileira de Letras)

(Reprodução/Academia Brasileira de Letras)

Machado de Assis não teve muito acesso à educação formal, mas insistiu em seu sonho de estudar literatura. Em 1854, aos 15 anos, foi trabalhar em uma tipografia, estabelecimento onde imprimiam-se livros e folhetos. Lá, começou a fazer poemas e escrever histórias. Trabalhou como tipógrafo até 1858, e em paralelo escrevia para revistas e jornais, até que passou a se dedicar apenas ao texto. Tornou-se fundador da Academia Brasileira de Letras e foi presidente da ABL por 10 anos.

As Obras

Machado de Assis produziu muito durante a vida. Escreveu poesia, teatro, crônica, conto, romance e ainda crítica e fez traduções como a de “Os Trabalhadores do Mar”, de Victor Hugo. No teatro, escreveu peças de comédia como “Quase Ministro” e “Deuses de Casaca”.

Mas a consagração se deu por meio dos nove romances que escreveu. O primeiro, “Ressurreição”, foi publicado em em 1872. Depois vieram obras-primas como Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro, Esaú e Jacó e Quincas Borba, lidas e celebradas até os dias de hoje.

Livros de Machado de Assis de graça

Como a obra de Machado de Assis já é de domínio público, você pode encontrar todos os livros disponíveis gratuitamente na versão digital, na Biblioteca de Domínio Público Brasileira.

No site de Machado de Assis da Academia Brasileira de Letras, são disponibilizadas inclusive as primeiras edições de cada obra. Vale a visita!

O trabalho de Machado de Assis já foi lido, revisto e adaptado centenas de vezes. De histórias em quadrinhos a ópera, as tramas imaginadas pelo carioca se espalharam pelo mundo.

Na TV, uma das adaptações mais recentes foi a minissérie Capitu, baseada em “Dom Casmurro”, e que tenta responder à pergunta: Capitu, afinal, traiu Bentinho? A resposta mora na cabeça de cada um que leu o clássico.

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