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Pesquisa aponta que 90% dos brasileiros fariam cursos online

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Cursos de idiomas lideram o ranking de preferência na web com 59% de procura (Antonio AntonioGuillemGuillem/iStock)

Cursos de idiomas lideram o ranking de preferência na web com 59% de procura (Antonio AntonioGuillemGuillem/iStock)

 

Os dados também mostram que a qualidade de ensino da educação a distância é a maior preocupação dos interessados pelo assunto

Carla Monteiro, na Veja

Seguindo a tendência da utilização das mídias digitais para resolver assuntos do dia a dia, como serviços bancários, agendamentos, compras, dentre outros, a área da educação a distância também vem conquistando adeptos. No entanto, a desconfiança por parte do público quanto à qualidade dos cursos online ainda limita o crescimento do setor. É o que apontou uma pesquisa feita pela NZN Intelligence, empresa de pesquisa e inteligência, que administra os sites Baixaki, Mega Curioso e Click Jogos.

De acordo com o estudo — antecipado ao site de VEJA e que será divulgado em breve –, 90% das pessoas afirmaram que fariam um curso online em algum momento da vida, sendo que 61% delas já realizaram alguma aula na web. A pesquisa se baseou na coleta de respostas de usuários das páginas da NZN.

Os dados ainda apontaram os desafios da profissionalização online. Entre aqueles que jamais se aventurariam em uma jornada de ensino a distância, 45% apontaram desconfiança acerca da qualidade do ensino como o principal motivo.

A pesquisa ainda mostrou quais as aulas preferidas dos usuários. Cursos de idioma são, disparados, os mais procurados na internet, com 59% de preferência, seguido por Engenharia (25%) e Administração (22%). Confira, no gráfico, a lista completa:

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Ler poesia é mais útil para o cérebro que livros de autoajuda, dizem cientistas

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William Shakespeare

 

Você já podia imaginar, mas agora está evidenciado cientificamente: ler poesia pode ser mais eficaz em tratamentos psicológicos do que livros de autoajuda. E mais: textos de escritores clássicos como Shakespeare, Fernando Pessoa, William Wordsworth e T.S. Eliot, mesmo quando de difícil compreensão, estimulam a atividade cerebral de modo muito mais profundo e duradouro do que textos mais simples e coloquiais.

Marcelo Vinicius, no Obvious

Um texto já publicado pela agência EFE, mas que poderia ser revisto, afinal estamos comentando sobre a velha história da análise crítica sobre Literatura tida como de qualidade e a Literatura tida como de entretenimento, e mais, auto-ajuda: a leitura de obras clássicas estimula a atividade cerebral e ainda pode ajudar pessoas com problemas emocionais, diz estudo.

Ler autores clássicos, como Shakespeare, Fernando Pessoa, William Wordsworth e T.S. Eliot, estimula a mente e a poesia pode ser mais eficaz em tratamentos do que os livros de autoajuda, segundo um estudo da Universidade de Liverpool.

Especialistas em ciência, psicologia e literatura inglesa da universidade monitoraram a atividade cerebral de 30 voluntários que leram primeiro trechos de textos clássicos e depois essas mesmas passagens traduzidas para a “linguagem coloquial”.

Os resultados da pesquisa, antecipados pelo jornal britânico “Daily Telegraph”, mostram que a atividade do cérebro “dispara” quando o leitor encontra palavras incomuns ou frases com uma estrutura semântica complexa, mas não reage quando esse mesmo conteúdo se expressa com fórmulas de uso cotidiano.

Esses estímulos se mantêm durante um tempo, potencializando a atenção do indivíduo, segundo o estudo, que utilizou textos de autores ingleses como Henry Vaughan, John Donne, Elizabeth Barrett Browning e Philip Larkin.

Os especialistas descobriram que a poesia “é mais útil que os livros de autoajuda”, já que afeta o lado direito do cérebro, onde são armazenadas as lembranças autobiográficas, e ajuda a refletir sobre eles e entendê-los desde outra perspectiva.

“A poesia não é só uma questão de estilo. A descrição profunda de experiências acrescenta elementos emocionais e biográficos ao conhecimento cognitivo que já possuímos de nossas lembranças”, explica o professor David, encarregado de apresentar o estudo.

Após o descobrimento, os especialistas buscam agora compreender como afetaram a atividade cerebral as contínuas revisões de alguns clássicos da literatura para adaptá-los à linguagem atual, caso das obras de Charles Dickens.

A ciência explica por que Harry Potter foi um sucesso

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(iStock | cjmacer)

(iStock | cjmacer)

 

Pesquisadores usaram big data e machine learning para descobrir por que algumas histórias nos tocam mais do que outras

Marina Demartini, na Superinteressante

Gosto não se discute, mas para os pesquisadores das universidades de Vermont, nos EUA, e de Adelaide, na Austrália, pode ser analisado. Eles descobriram por que histórias, como Harry Potter e Romeu e Julieta, mexem tanto com as emoções das pessoas e, consequentemente, se tornam tão populares.

A pesquisa é baseada em um glossário de emoções criado pelos próprios autores. Nele, mais de 10 mil palavras comuns na língua inglesa são classificadas. Palavras negativas, como “estupro” e “morte” estão na parte inferior da escala, enquanto palavras alegres, como “amor” e “felicidade” estão no topo.

O glossário foi usado para desenvolver gráficos emocionais de 1.327 histórias da coleção de ficção do Projeto Gutenberg, uma biblioteca digital gratuita. Chamados de “experiências emocionais do leitor”, esses diagramas foram criados a partir de machine learning e big data.

Um exemplo disso pode ser observado no gráfico abaixo (em inglês). Ele revela o alcance emocional de Harry Potter e as Relíquias da Morte, o último livro da série homônima de J.K. Rowling. As emoções dos leitores sobem e descem de acordo com a narrativa. Elas atingem seu pico de felicidade quando Harry está na casa de seu amigo Rony Weasley e de tristeza quando ocorre a batalha de Hogwarts, que causa a morte de vários personagens.

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A partir desse glossário, os cientistas descobriram que há seis tipos de arcos emocionais que correspondem a 85% dos livros analisados. Segundo eles, cerca de um terço das histórias são do tipo “trapos às riquezas”, em que o arco emocional sobe durante a maior parte da narrativa, ou “tragédia”, quando as emoções caem. Exemplos da segunda categoria podem ser encontrados em vários livros de Shakespeare, como Romeu e Julieta.

Outro tipo de arco relatado pelos autores é o “Homem em um buraco”. Nesse, as emoções na narrativa caem para depois subir. É a típica história da pessoa que sofre e depois consegue superar os obstáculos da vida. As Aventuras de Sherlock Holmes é um dos livros que fazem parte dessa categoria.

Uma quarta categoria está relacionada às histórias em que o arco emocional sobe para, logo em seguida, cair. Ela é chamada de “Ícaro”, uma alusão à figura mitológica grega que cai no mar após suas asas de cera derreterem assim que ele voa mais próximo ao sol.

Chamado de “Cinderela”, o quinto arco representa as narrativas em que as emoções se elevam, caem e depois se erguem novamente. A última categoria, a “Édipo”, é o seu oposto. Nela, acontece a queda das emoções, sua ascensão, depois a queda. Um dos livros selecionados pelos autores que pode ser classificado nessa categoria é Frankenstein.

Os pesquisadores concluíram que três tipos de histórias são mais populares entre os leitores: “Ícaro”, “Homem em um buraco” e “Édipo”. Para descobrir isso, eles analisaram a frequência em que os livros com certos arcos emocionais eram baixados no Projeto Gutemberg.

“Naturalmente, os downloads são apenas uma aproximação para o sucesso, e este trabalho pode fornecer um esboço para uma análise mais detalhada dos fatores que impactam medidas significativas de sucesso”, escrevem os autores na conclusão do trabalho.

Segundo eles, a categorização dos livros por arcos emocionais é importante para ensinar o senso comum aos sistemas de inteligência artificial. “Abordagens impulsionadas por dados irão desempenhar um papel crucial na compreensão total das histórias humanas.”

Este conteúdo foi originalmente publicado em Exame.com

Cresce número de jovens que nem estudam nem trabalham no Brasil

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Jovens: 14,4% não estão sequer procurando trabalho ou ocupação, segundo o IBGE (Thinkstock)

Jovens: 14,4% não estão sequer procurando trabalho ou ocupação, segundo o IBGE (Thinkstock)

 

A proporção dos jovens “nem nem”, que não estudam nem trabalham, aumentou em 2015 em relação a 2014

Publicado na Exame

Rio – O número de jovens de 15 a 29 anos que não estudavam nem trabalhavam em 2015 cresceu no País, chegando a 22,5% da população dessa faixa etária. Sequer procuravam trabalho 14,4% dessas pessoas.

A proporção dos chamados “nem nem” cresceu 2,5 pontos percentuais em relação a 2014 (20%) e 2,8 frente a 2005 (19,7%). O grupo de 18 a 24 anos apresentou o maior porcentual em 2015: 27,4%.

Os dados são da Síntese de Indicadores Sociais, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga nesta sexta-feira, 2.

“É quase um quarto dos jovens, e os números mostram que o porcentual dos `nem nem nem’, que não estudam, não trabalham e não procuram trabalho, não varia mesmo em cenários diferentes”, aponta a analista do IBGE Luanda Botelho, referindo-se ao fato de que os “nem nem nem” terem representado 12,8% dos jovens em 2005.

“No caso dos `nem nem’, a piora do mercado de trabalho influenciou o resultado. Quando a economia piora, os jovens são os mais afetados e os que mais demoram a se recuperar.”

Por conta da maternidade e da maior dedicação a afazeres domésticos, o porcentual de mulheres não estudantes e inativas em 2015 era quase o dobro do que o de homens: 29,8%, contra 15,4%.

Em 2005, estas proporções eram 28,1% e 11,1%.Da população feminina de todas as faixas que não trabalhavam nem estudavam, 91,6% ocupava-se das tarefas da casa, incluindo aí os cuidados com os filhos.

Quando se comparam homens e mulheres que trabalham fora, a persistência da sobrecarga sobre elas quanto às atividades domésticas é evidenciada pelos dados do IBGE.

De 2005 a 2015, o número de horas semanais que os homens gastaram com esse tipo de atividade não se alterou: ficou em 10 horas.

Já entre as mulheres o dispêndio de tempo é o dobro disso, e, somada à jornada de trabalho fora, a jornada total semanal feminina é em média cinco horas maior do que a masculina.

A Síntese é feita pelo IBGE desde 1998. Esta edição utilizou números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2015 e do Censo de 2010, entre outras publicações, e trouxe dados relativos a demografia, famílias, educação, trabalho, distribuição de renda e domicílios. O objetivo da síntese é traçar um perfil das condições de vida da população.

Nível de escolaridade dos pais influencia rendimento dos filhos

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Nível de escolaridade dos pais influencia rendimentos dos filhos, segundo IBGE. (Foto: Divulgação)

Nível de escolaridade dos pais influencia rendimentos dos filhos, segundo IBGE. (Foto: Divulgação)

 

Dado é de complemento da Pnad de 2014, do IBGE.
Presença da mãe em casa contribui para maior nível de escolarização.

Daniel Silveira, no G1

O nível de escolarização dos pais influencia na formação profissional e nos rendimentos dos filhos. É o que apontam os dados suplementares da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2014 divulgada nesta quarta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento considerou diversos indicadores relacionados ao grau de instrução, formação profissional e renda dos pais para analisar a mobilidade sócio-ocupacional dos filhos. “A estrutura familiar parece ter uma importância muito grande em relação tanto ao nível de instrução dos filhos quanto aos índices de alfabetização”, disse a gerente da pesquisa, Flávia Vinhaes.

O levantamento abrange entrevistas realizadas em 2014 com 58 mil pessoas de 16 anos ou mais. Foram consideradas as posicionais sócio-ocupacionais dos pais e mães quando os entrevistados tinham 15 anos de idade.

De acordo com a pesquisa, o rendimento dos filhos está associado ao grau de escolaridade dos pais. Em 2014, a média de rendimentos do trabalho de pessoas com nível superior completo cujas mães não tinham instrução era de R$ 3.078, chegando a R$ 5.826 para aquelas com mães com ensino superior completo.

Já em relação ao pai, o rendimento médio do trabalho de pessoas com nível superior era de R$ 2.603 quando o pai não tinha instrução, chegando a R$ 6.739, no caso de pessoa cujo pai tinha nível superior.

Para pessoas com ensino médio completo, o rendimento médio variava de R$ 1.431, quando a mãe não tinha instrução, a R$ 2.209, para aquelas cuja mãe tinha nível superior; e de R$ 1.367, para aquelas cujo pai não tinha instrução, a R$ 2.884,00 no caso de o pai ter nível superior.

Presença familiar
A pesquisa mostrou também que a presença do pai ou da mãe no ambiente doméstico influencia diretamente na escolaridade dos filhos. “O fato dos filhos morarem com a mãe ou com o pai e a mãe teve uma forte influência no índice de formação”, afirmou Flávia Vinhaes.

Segundo a pesquisa, o índice de alfabetização foi menor entre aquelas pessoas que não moravam com a mãe. A taxa de alfabetização daqueles que moravam com a mãe quando tinham 15 anos de idade chegou a 92,2%, enquanto entre aqueles que não moraram com a mãe na mesma idade foi de 88,1%.

Em relação ao grau de instrução, a pesquisa mostrou que foi maior a taxa dos filhos se instrução que moravam somente com o pai aos 15 anos de idade (16,2%). Os menores percentuais das pessoas sem instrução foi observado entre aqueles que moravam com ambos os pais ou somente com a mãe (10,8% e 10,3%, respectivamente.

Ainda segundo a pesquisa, mais da metade dos filhos (51,4%) tiveram ascensão sócio-ocupacional em relação à mãe, enquanto 47,4% tiveram ascensão em relação ao pai.

Segundo a gerente da pesquisa, Flávia Vinhaes, não há pesquisa anterior para se poder comparar os dados. Ela destacou, no entanto, ser possível afirmar que a ascensão a ascensão tanto no nível de escolaridade quanto de renda está relacionada com a estrutura doméstica.

“Não é só com a estrutura ocupacional ou nível de instrução dos pais, mas com o ambiente doméstico, com os estímulos que os filhos recebem. Não é só uma dependência de renda, não é o capital econômico só que influencia econômico social cultural pessoal. Uma criança que recebe atendimento dos pais, um

Questionada sobre por que filhos que moraram só com a mãe tiveram maior ascensão quanto ao nível de instrução, Flávia Vinhaes esclareceu que a pesquisa não tem base de apoio para fazer esta análise. Todavia, ela sugeriu que os cuidados maternos podem ter maior peso na formação sócio-cultural dos filhos que os paternos.

“Uma criança que recebe atendimento dos pais, que é estimulada pelos pais através de um ambiente familiar que propicie isso, que gere algum desenvolvimento cognitivo, ela vai ter uma posição no mercado de trabalho e uma posição social melhor do que uma criança que não teve esses estímulos, esses cuidados. Eu imagino que seja por isso que a importância [da presença da mãe] é tão fundamental”, ponderou.

Primeiro emprego
A pesquisa mostrou ainda que o nível de instrução formal e a ocupação profissional dos pais refletiu o ingresso dos filhos no mercado de trabalho. Considerando aqueles que moravam com o pai, 73,9% dos filhos começaram a trabalhar antes dos 17 anos de idade.

Quanto menos instrução demandava a ocupação profissional do pai, mais cedo o filho começou a trabalhar. A maioria dos filhos (59,6%) cujo pai era trabalhador agrícola, por exemplo, ingressou no mercado de trabalho antes dos 13 anos de idade. Entre os filhos de pais que trabalhavam por conta própria ou que não tinham carteira assinada, 46,6% começaram a trabalhar também antes dos 13 anos de idade.

Entre aqueles que moravam apenas com a mãe, a pesquisa não identificou diferenças relevantes quanto ao ingresso no mercado de trabalho. A maioria (76,6%) dos que moravam apenas com a mãe começou a trabalhar também até os 17 anos. A grande maioria cuja mãe era trabalhadora agrícola (65,9%) também começou a trabalhar antes dos 13 anos de idade.

Outro dado apontado pela pesquisa é em relação aos filhos que reproduziram as ocupações profissionais dos pais. Do total de entrevistados, 33,4% seguiu no mesmo ramo dos pais.

A ocupação que teve maior ingresso dos filhos seguindo a dos pais foi na área das ciências e das artes (46,1%), seguidas pelas áreas dos trabalhadores agrícolas (34,9%), da produção de bens e serviços e de reparação e manutenção (31,4%), e de serviços (26,2%). A área de dirigentes em geral foi seguida por 19,4% dos filhos.

Ainda segundo a pesquisa, 47,4% dos filhos melhoraram suas condições de trabalho em relação aos pais, enquanto 17,2% ocuparam postos de trabalho com rendimento menor e vulnerabilidade maior.

 

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