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Pessoas mais velhas e ricas são as que mais baixam livros piratas, diz estudo

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(Foto: Jonathan Auxier / The Scoop)

(Foto: Jonathan Auxier / The Scoop)

Lucas Carvalho, no Olhar Digital

A empresa antipirataria Digimarc, em parceria com o instituto de pesquisa Nielsen, divulgou nesta semana um curioso estudo sobre o perfil das pessoas que baixam conteúdo pirata na internet. O foco da pesquisa, porém, é naqueles que têm o hábito de piratear livros digitais.

O objetivo do estudo foi o de identificar que tipo de pessoa baixa ebooks piratas: gênero, idade, renda e outros detalhes. Para a surpresa dos pesquisadores, o estudo concluiu que pessoas mais velhas e de classes mais altas são as que mais recorrem à pirataria.

A maioria dos entrevistados (60%) tem mais de 30 anos de idade, enquanto 65% ganham mais do que US$ 60 mil por ano – equivalente a uma média de R$ 15 mil por mês, em conversão direta. A maioria também tem ensino superior completo (40%), enquanto outros 32% são pós-graduados.

Mas por que pessoas, em tese, mais ricas e mais velhas preferem baixar livros piratas em vez de comprar ebooks, que costumam ser bem mais baratos do que livros físicos, por exemplo? Para 58% dos participantes no estudo, a pirataria é “mais conveniente” do que pagar por uma cópia digital original.

Ainda assim, 42% disseram que, além de piratear livros, também compram ebooks originais pela internet, a partir de plataformas como a da Amazon e o iTunes. Na hora de baixar um conteúdo ilegalmente, 31% fazem isso por torrent ou por sites de troca de conteúdo direto, como o 4shared.

Por fim, a pesquisa conclui que o mercado editorial perde US$ 315 milhões por ano graças ao download ilegal de ebooks. O estudo foi feito com 516 pessoas identificadas pela Nielsen como “piratas” ao longo dos últimos seis meses.

Via TorrentFreak

A importância da leitura para o sucesso de uma pessoa

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Entenda porque esse hábito é tão primoroso e eficaz

Pablo de Paula, no Administradores

Ler é uma das minhas maiores paixões. Quando tenho um livro nas mãos me sinto leve, flutuante, quase como se pudesse voar. Minha imaginação se conecta ao enredo e minha alma vai desenhando a sublimidade e o destemor das ilusões minuciosamente nobres e belas. Desde criança sou encantado pelos inigualáveis contos de Shakespeare, pelas maravilhosas frases de Nietzsche e Chaplin, pelas mágicas filosofias de Platão e Aristóteles, pelos intrigantes acontecimentos bíblicos, pelas ideias de Erasmo de Roterdã e Jorge Luis Borges, pela irreverência dos pensamentos de Oscar Wilde e Sêneca, pelos incríveis desenhos poéticos de Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade e por toda a egrégia catedral que a literatura formosamente preserva, ostenta e eterniza no universo.

Livros nada mais são do que pedaços de corações humanos em suas formas mais perfeitas e excepcionais, em uma poderosa e singular união de ideias que cada autor primorosamente rabiscou com sua própria arte e vocação. Em outras palavras, é um sagrado baú de lembranças incomparavelmente majestosas e louváveis feito para abençoar a consciência daqueles que ousam contemplá-lo.

Tragicamente, nem todas as pessoas pensam dessa forma. Aliás, muitas consideram a leitura um ofício chato, desimportante e totalmente penoso. Decerto, essas pessoas ainda não compreenderam o valor que existe dentro desse maravilhoso universo, que é capaz de transformar e potencializar inúmeras mentes e corações contritos. Não foi por acaso que Mario Quintana sagazmente disse: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.”

A leitura, assim como muitas coisas dessa vida é uma questão de gosto, de deleitosa apreciação. Logo, não adianta tentar fazer com que uma pessoa faça leituras sobre temas que não a empolgam, pois serão assuntos que não despertarão prazeres e magias em sua alma. Por exemplo: se uma pessoa gosta de histórias de guerras e conflitos medievais, ela jamais apreciará um desenho com personagens fofinhos e carinhosos, ou se ama enredos lógicos e realistas, em hipótese alguma admirará contos utópicos e exageradamente fictícios.

Uma outra reflexão importante é a forma como os livros são apresentados em nossa sociedade. Posso citar como caso verídico algumas escolas que frequentei ao longo da existência, onde muitos materiais foram mostrados de forma repetitiva e enfadonha para os alunos, ao qual professores com uma didática tola e atrasada apresentaram grandes obras de maneira ineficaz e desmotivadora, criando numerosas barreiras aos desejos da leitura e inúmeras resistências a aqueles que buscavam aprender.

Além desses importantes fatores expostos, é fundamental que a leitura produza vantagens e elevações no cotidiano do leitor, de modo que ele possa enriquecer seus hábitos e virtudes por intermédio da assimilação dos referidos conteúdos. Usando letras trocadas, a leitura se engrandece quando potencializa os dons de seus leitores, fazendo com que se tornem pessoas mais eficientes, sábias e assertivas por meio da utilização dos conceitos que foram externados nos livros.

Como podemos observar, quando o ser humano conecta paixão, primor e objetividade a leitura, ele constrói um poderoso castelo feito da mais suprema essência intelectual, gerando dotes e faculdades preciosas que transformarão suas ações em ofícios criativos e vastamente inovadores. Foi por isso que o grande escritor Jorge Luis Borges sabiamente disse: “Sempre imaginei que o paraíso será uma espécie de biblioteca.”

Por conseguinte, navegue por esse maravilhoso oceano de ideias para que sua vida seja repleta de surpresas e incontáveis satisfações, aprendendo a criar formas de desenvolvimento e aprimoração por meio do ato mais significativo da Terra: o de ler. E nunca se esqueça de valorizar aquilo que os deuses mais veneram e invejam nos mortais, a saber: o preclaro talento e dom de imaginar.

Livraria reorganiza obras para evidenciar desigualdade de gênero

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“Vendo livros há mais de 20 anos, e todo mês de março destaco o trabalho das mulheres”, disse Harriet Logan, fundadora e dona da livraria, ao BuzzFeed. “Mas neste ano eu quis fazer algo diferente, algo que destacasse não só os bons trabalhos feitos pelas mulheres, mas também a disparidade na indústria.”

“Vendo livros há mais de 20 anos, e todo mês de março destaco o trabalho das mulheres”, disse Harriet Logan, fundadora e dona da livraria, ao BuzzFeed. “Mas neste ano eu quis fazer algo diferente, algo que destacasse não só os bons trabalhos feitos pelas mulheres, mas também a disparidade na indústria.”

 

Publicado no Catraca Livre

Uma livraria norte-americana decidiu fazer uma ação em março para mostrar a desigualdade de gênero na literatura. A Loganberry Books, localizada em Cleveland (EUA), girou todas as obras de autores homens de suas prateleiras, escondendo as lombadas, enquanto as escritas por mulheres não foram alteradas.

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Em entrevista ao “BuzzFeed”, Harriet Logan, fundadora e dona da livraria, afirmou: “Vendo livros há mais de 20 anos e todo mês de março destaco o trabalho das mulheres. Mas neste ano eu quis fazer algo diferente, algo que destacasse não só os bons trabalhos feitos pelas mulheres, mas também a disparidade na indústria”.

De acordo com Logan, apenas 37% dos livros de ficção de sua loja foram escritos por mulheres. No total, cerca de 10 mil volumes escritos por homens foram virados. A mudança foi feita em uma apresentação aberta aos clientes.

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“A reação dos clientes foi fantástica. Muitas pessoas só ficaram lá, paradas, olhando e balançando as cabeças em desaprovação”, disse a fundadora do local.

“Eu quero que as pessoas pensem: ‘Existe uma disparidade, mas por quê? Como é a estante de livros na minha casa? O que pode ser feito para mudar esse desequilíbrio?’, e que depois procurem um título de uma autora que ainda não conhecem e experimentem lê-lo”, finalizou.

O projeto de Logan parece ter tido um efeito também em outros lugares.

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“Um professor de St. Agustine, na Flórida, me disse que depois fez a mesma coisa com os livros em sua sala de aula e discutiu com seus alunos sobre a disparidade entre os gêneros na educação”, disse Logan.

Jovem monta biblioteca pública em praia de Vila Velha, ES

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Suzana Lordelo Braga monta biblioteca pública na Praia da Costa (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)

Suzana Lordelo Braga monta biblioteca pública na Praia da Costa (Foto: Vitor Jubini/ A Gazeta)

 

Publicado no Jornal Floripa

Neste mês de janeiro, a tradutora Suzana Lordelo Braga, de 24 anos, marca presença na orla da Praia da Costa, em Vila Velha , Grande Vitória, nas manhãs de terça e quinta. Com mochila nas costas e um carrinho de supermercado cheio de livros, ela implantou uma biblioteca pública nas areias da praia.

A jovem contou que decidiu pela iniciativa porque queria oferecer alternativas gratuitas de leitura para quem passa pela orla. Suzana disse que, como o acesso a livros é difícil, já que muitas vezes eles não são baratos, e as opções de bibliotecas são bem limitadas, ela decidiu emprestar os cerca de 120 obras que arrecadou em dezembro de 2016.

Suzana explica que escolheu a praia para realizar o projeto porque o local é um ambiente democrático, frequentado por pessoas de todas as origens e classes sociais.

“Eu achei que seria legal ser na praia porque, assim, eu consigo ter acesso a todas as comunidades. Às vezes, aquela pessoa que está na periferia fica distante do acesso a esses serviços. Mas a praia é para todos”, falou.

O trabalho feito pela tradutora é voluntário e, atualmente, ela tem se esforçado bastante para conseguir carregar todos os livros que expõe em uma tenda na praia para poder ajudar as pessoas a adquirirem o hábito da leitura.

A biblioteca funciona em uma tenda instalada na orla da Praia da Costa, próximo ao cruzamento entre a avenida Antônio Gil Veloso com a rua Pernambuco, às terças e quintas, das 9h30 às 17h30, com pausa para almoço.

Para pegar um livro emprestado, o interessado deve fazer um cadastro. O empréstimo é de uma semana.

Quem quiser doar livros para o projeto pode levá-los até a tenda nos mesmos dias em que a biblioteca funciona ou buscar pela tradutora Suzana Lordelo Braga no Facebook e oferecer as obras.

Leitor assíduo, Obama diz que livros o ajudaram durante a Presidência

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Barack Obama e sua mulher, Michelle, fazem leitura do livro "Onde Vivem os Monstros" para crianças

Barack Obama e sua mulher, Michelle, fazem leitura do livro “Onde Vivem os Monstros” para crianças

 

Michiko Kakutani, na Folha de S.Paulo via New York Times

Nenhum presidente americano desde Abraham Lincoln moldou sua vida, convicções e visão de mundo tão fundamentalmente na leitura e escritura de livros quanto Barack Obama.

Na sexta-feira (13), sete dias antes de deixar a Casa Branca, Obama sentou-se no Salão Oval para falar do papel indispensável desempenhado pelos livros em sua Presidência e sua vida –desde sua infância solitária e marcada por frequentes deslocamentos, quando “esses mundos portáteis” lhe serviam de companheiros, até sua juventude, quando os livros o ajudaram a entender quem ele era, o que pensava e o que era importante.

Durante seus oito anos na Casa Branca –uma era marcada pela sobrecarga de informações, o partidarismo extremo e as reações instantâneas–, os livros foram uma fonte de ideias e inspiração para o presidente, ajudando a apreciar as complexidades e ambiguidades da condição humana.

“Numa época em que os acontecimentos são tão velozes e tanta informação é transmitida”, ele disse, a leitura oferece a possibilidade de “desacelerar de vez em quando e ganhar uma perspectiva mais ampla”, além da “possibilidade de colocar-se na pele de outra pessoa”. Essas duas coisas, disse Obama, tiveram valor enorme para ele. “Se me fizeram um presidente melhor, não sei dizer. Mas o que posso dizer é que me ajudaram a conservar o equilíbrio ao longo de oito anos, porque este é um lugar que as coisas se sucedem rapidamente, sem parar e sem descanso.”

Os escritos de Lincoln, de Martin Luther King Jr., Gandhi e Nelson Mandela foram especialmente úteis, Obama disse, “quando você busca um senso de solidariedade”, acrescentando: “Nos momentos muito difíceis, a Presidência pode nos isolar muito”. Há uma cópia manuscrita do Discurso de Gettysburg, escrito por Abraham Lincoln em 1863, no dormitório que leva o nome do ex-presidente, e Obama disse que às vezes, à noite, ele saía de sua sala de trabalho para ler o texto.

Como Abraham Lincoln, Obama se ensinou a ler, e também para ele as palavras se tornaram uma maneira de se definir e de comunicar seus ideais e ideias ao mundo. Na verdade, há uma luz forte que liga Lincoln, King e Obama. Em discursos como os proferidos nas cidades de Charleston e Selma, Obama seguiu o caminho desses predecessores, colocando seu domínio da linguagem a serviço de uma visão histórica abrangente que, como a deles, situa nossas lutas atuais contra o racismo e a injustiça em um contínuo histórico que revela o quanto já andamos e o caminho que ainda nos falta percorrer.

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CONTEXTO EM BIOGRAFIAS PRESIDENCIAIS

As biografias de presidentes passados forneceram contexto, ajudando Obama a superar a tendência a pensar que “o que está acontecendo agora é singularmente desastroso, espantoso ou difícil”, ele disse. “É útil pensar em Roosevelt tentando conduzir o país durante a Segunda Guerra Mundial.”

A leitura continua a formar uma parte essencial do cotidiano de Obama. Ele recentemente deu à sua filha Malia um Kindle carregado de livros que quer compartilhar com ela –incluindo “Cem anos de solidão”, “O Caderno Dourado”, de Doris Lessing, e “The Woman Warrior” (“A Guerreira”, em tradução livre), de Maxine Hong Kingston. E, quase todas as noites na Casa Branca, ele passava uma hora lendo tarde da noite –uma leitura profunda e ecumênica, abrangendo desde ficção literária contemporânea –o romance mais recente que ele leu foi “The Underground Railway” (“A Ferrovia Subterrânea”, em tradução livre), de Colson Whitehead)– até romances clássicos e obras inovadoras de não ficção, como “Rápido e Devagar: Duas Formas de Pensar”, de Daniel Kahneman, e “A Sexta Extinção”, de Elizabeth Kolbert.

Para o presidente, esses livros eram uma maneira de ele trocar de marcha mental, para escapar da bolha da Casa Branca. Alguns romances o ajudavam a “imaginar o que se passa na vida das pessoas” em todo o país –por exemplo, Obama achou que os romances de Marilynne Robinson o colocaram em contato emocional com as pessoas que encontrou no Iowa durante a campanha de 2008 e também com seus próprios avós, naturais do meio-oeste americano, e os valores de trabalho árduo, honestidade e humildade, próprios das pequenas cidades do interior.

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AUTOR DE CONTOS

Obama se ensinou a escrever quando jovem, escrevendo um diário e redigindo contos quando era organizador comunitário em Chicago; ele escrevia quando voltava para casa, depois do trabalho, inspirando-se nas histórias das pessoas que encontrava no trabalho. Muitas das histórias eram sobre pessoas mais velhas, sendo inspiradas por sentimentos de decepção e perda. “Nos meus textos não há muita coisa tipo Jack Kerouac, de jovem na estrada, fazendo descobertas”, ele comentou. “São textos mais melancólicos e reflexivos.”

Essa experiência reforçou o poder da empatia. Sendo ele mesmo um “outsider” (com pai queniano, que deixou a família quando Obama tinha 2 anos, e mãe do Kansas, que o levou para morar na Indonésia por algum tempo), Obama sentia empatia com muitas pessoas que conheceu nas igrejas e ruas de Chicago, que se sentiam deslocadas pelo isolamento e as mudanças, e levou a sério a observação de seu chefe de que “o que une as pessoas para compartilharem a coragem de entrar em ação para mudar suas vidas não é apenas o fato de se importarem com os mesmos problemas, mas de terem histórias compartilhadas”.

Essa lição se tornaria uma das bases da visão do presidente de uma América em que as preocupações compartilhadas –sonhos simples de um emprego decente, um futuro decente para os filhos das pessoas– pudessem lançar uma ponte sobre divergências e divisões. Afinal, muitas pessoas enxergavam-se na história de Obama –uma história americana, como ele disse em seu discurso na Convenção Nacional Democrata de 2004, que não seria possível “em nenhum outro país do mundo”.

Obama chegou à Presidência como escritor e em breve voltará à vida de cidadão comum como escritor, com o plano de redigir suas memórias, que serão baseadas no diário que escreveu na Casa Branca (“mas não com a disciplina que eu teria desejado”). Ele possui uma sensibilidade de escritor –a capacidade de estar no momento e ao mesmo tempo colocar-se como observador, o olhar e o ouvido de um romancista, uma voz precisa, mas elástica, capaz de deslocar-se com facilidade entre o lirismo, o vernáculo e o profundo.

Na semana passada, Obama almoçou com cinco romancistas que admira –Dave Eggers, Colson Whitehead, Zadie Smith, Junot Diaz e Barbara Kingsolver–, e não apenas conversou com eles sobre a paisagem política e midiática como também de questões profissionais deles, perguntando como estavam suas turnês de promoção de livros e dizendo que gosta de escrever o primeiro rascunho de seus textos à mão, em blocos amarelos.

Obama diz que espera no futuro utilizar o site de seu centro presidencial “para ampliar o público dos bons livros”, coisa que ele já tem feito com listas regulares de livros recomendados, e incentivar a discussão pública sobre livros.

Ele disse: “Em um momento em que uma parte grande de nossa política consiste em tentar controlar o choque de culturas gerado pela globalização, a tecnologia e a migração, é mais importante que nunca o papel dos livros em unificar em oposição a dividir, engajar em lugar de marginalizar”.

Tradução de CLARA ALLAIN

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