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ONG em Macapá vai ‘vender’ livros em troca de boas ações

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Livros serão 'comprados' com boas ações, em Macapá (Foto: Nexa/Divulgação)

Livros serão ‘comprados’ com boas ações, em Macapá (Foto: Nexa/Divulgação)

 

Clientes precisam demonstrar algum ato de atenção ao próximo para ‘comprar’ livro. ONG recebe doações de livros até o dia 27 de abril para trocar em feira no dia 29.

Fabiana Figueiredo, no G1

Uma campanha em Macapá quer incentivar a leitura e estimular gestos de bondade gratuitos entre as pessoas. A 4ª edição do projeto “Feira 1010 maneiras de comprar um livro sem dinheiro” acontecerá no dia 29 de abril, em um shopping no bairro Trem, Zona Sul da capital.

O projeto é realizado nacionalmente e no Amapá é organizado pela ONG Núcleo de Ex-Achievers do Amapá (Nexa), que leva educação empreendedora a jovens. De acordo com o vice-gerente da Nexa, Willian Amorim, de 19 anos, o projeto começa com a arrecadação dos livros e depois há a “compra” dos produtos cujo “pagamento” é alguma boa ação.

“Além de proporcionar essa reflexão do uso do dinheiro, é também para fazer a pessoa voltar a fazer algo que ela foi esquecendo com o tempo, e valorizar as pessoas. São 1010 ações que as pessoas vão precisar fazer para ‘comprar’ um livro”, explicou Amorim.

Para colocar em prática o evento, a ONG está recebendo livros de diversos segmentos. As doações acontecem até o dia 27 de abril em postos de arrecadação na sede do Sebrae Amapá e na escola Augusto Antunes, em Santana, a 17 quilômetros da capital. Não são aceitos livros didáticos, mas os de estilo literário, gibis, revistas e até mesmo paradidáticos podem ser doados para o projeto.

Após as doações, os livros serão catalogados e se estiverem em boas condições serão colocados à disposição na feira, que acontecerá durante todo o dia 29 de abril. Para adquirir o produto, a pessoa deve obedecer a uma ação indicada em cada livro, como ligar para alguém e dizer que ama, falar que os amigos são pessoas importantes, entre outros gestos gratuitos de bondade.

Número de moradores de rua com curso superior cresce 75% em 1 ano no RJ

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Moradores de rua dormem em frente à Defensoria Pública; muitos se arrumam ali antes de irem trabalhar (Foto: Bruno Albernaz / G1)

Moradores de rua dormem em frente à Defensoria Pública; muitos se arrumam ali antes de irem trabalhar (Foto: Bruno Albernaz / G1)

 

No Centro, área de maior concentração, muitos deles dormem por ali para ficar perto do trabalho, sem gastar passagem ou aluguel.

Bruno Albernaz, no G1

No período de 2015 a 2016, o número de moradores de rua com ensino superior completo aumentou de 40 para 70, representando um crescimento de 75%, de acordo com dados estatísticos do Programa de Apoio e Inclusão Social à População de Rua. O estudo é da Prefeitura do Rio.

No Centro, área de maior concentração de moradores em situação de rua, muitos deles dormem por ali para ficar perto do trabalho. Sem dinheiro para passagem e aluguel, acordam bem cedo e se arrumam debaixo de marquises, como a do prédio da Defensoria Pública, e em becos.

Conheço engenheiros, ex-gerentes financeiros de multinacional, advogados. Muitos morando na rua. E não por causa de droga. Uns usam droga, mas para muitos o motivo é outro. É o pessoal que está aí por causa da vida mesmo, da crise”, disse ao G1 um morador de rua.

Ele pediu para ter a imagem preservada para manter a possibilidade de voltar ao mercado de trabalho. Com curso superior e experiência no mercado marítimo em empresas de offshore – termo da língua inglesa que significa “afastado da costa”, ou o trabalho embarcado –, ele conta que a crise financeira que atingiu o mercado levou ele e outros profissionais com curso superior completo a morar nas ruas do Rio.

Número triplica de 2013 para 2016

Índices do levantamento mostram ainda que o número total de moradores de rua vem aumentando ano a ano: saltou de 5.580, em 2013, para quase 15 mil em 2016. Praticamente triplicou em três anos.

O morador aposta no fim da corrupção e na reativação da economia para voltar ao mercado de trabalho.

“Solução é difícil, mas é tentar formas de reativar a economia a qualquer custo para o pessoal voltar, inclusive eu, para o mercado de trabalho. Não vão conseguir debelar essa corrupção totalmente, mas, pelo menos, não chega aos níveis em que estava no último governo. É preciso que o contexto do Brasil melhore.”

O taxista Jorge Claudio Guilhermino trabalha ao lado das sedes da Defensoria Pública e do Ministério Público. Ele diz observar o comportamento dos moradores de rua há, pelo menos, dois anos. Segundo ele, muitos acordam cedo para ir trabalhar.

“Muitos deles trabalham. Por volta das 5h30 da manhã eles pegam suas mochilas e vão para o trabalho. Há quase dois anos que venho observando. E vem aumentando gradativamente o número de moradores de rua”, comenta o taxista.

Guilermino conta ainda que muitos moradores procuram os taxistas para desabafar e contar os motivos pelos quais foram parar na rua. “Pela conversa, muitos têm o grau de cultura bem elevado”, diz.

De acordo com a prefeitura, a cidade do Rio tem, atualmente, 38 abrigos próprios, 22 conveniados e dois Hotéis Acolhedores, destinados a quem quer apenas pernoitar. Com o aumento da população de rua, as 2.177 vagas disponíveis não são suficientes para atender quase 15 mil pessoas.

Café da manhã solidário

Uma das iniciativas para atender os moradores de rua é o Projeto Voar, feito por voluntários de diversas frentes religiosas, que se reúnem uma vez por semana para oferecer a primeira refeição do dia aos moradores de rua.

Café da manhã é oferecido por voluntários todas as segundas-feiras em praça no Flamengo (Foto: Bruno Albernaz / G1)

Café da manhã é oferecido por voluntários todas as segundas-feiras em praça no Flamengo (Foto: Bruno Albernaz / G1)

 

Em uma praça no Flamengo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, voluntários levam sucos, café, sanduíche e roupas. Em filas organizadas, essa população é alimentada e ainda ouve palavras de incentivo durante a ação solidária do grupo. Segundo o advogado e voluntário Chrisóstomo Telésforo, muitos possuem empregos e estão na rua de forma transitória.

Pedido por doações

Os voluntários do Projeto Voar contam ainda que o alimento oferecido gratuitamente não é suficiente para alimentar toda a população de rua.

“O grupo se esforça muito para fazer o trabalho. Mas aumentou muito a população de rua. Nós atendemos mais de 300 moradores. O café consiste em frutas, café com leite, chocolate, água, suco e sanduíche. Fazemos isso com muito sacrifício. O que a gente pede é que venham até a gente trazendo sua contribuição”, diz uma voluntária.

Chrisóstomo Telésforo diz que conhece gente que conseguiu arrumar um emprego, como, por exemplo, cozinheiro e segurança, e pôde sair das ruas.

“Muitas pessoas estão na rua e querem sair. Eles usam a rua como forma transitória. Assim que eles arrumam esses empregos com carteira assinada, eles conseguem, em pouco mais de um mês, dormir em um alojamento. Ou arrumam um lugar para ficar”, diz o advogado.

O pintor Luiz Cláudio Nascimento, de 46 anos, veio de Minas Gerais para o Rio com o sonho de trabalhar na construção civil no estado. Segundo ele, tem dia que não é possível ir trabalhar por falta de dinheiro.

Eu trabalho, sou pintor de parede. Às vezes não é possível ir trabalhar por não ter como comprar a passagem. Banho, por exemplo, é muito difícil. Eu tomo banho no meu trabalho. É muito difícil ficar na rua. Eu estou só esperando juntar meu dinheirinho para ir embora”, conta Luiz Cláudio.

O idoso Waldecir Pereira é morador de rua e também ajuda o grupo com trabalho voluntário. Para ele, quem mora na rua só não se alimenta e não trabalha se quiser.

Quem tá na rua e disser que passa fome é mentira. Só se não correr atrás de nada mesmo. Se não trabalhar e não correr atrás, aí passa fome. Até trabalho tem. Cata lata, cata papelão, alguma coisa a pessoa tem que fazer para poder se manter na rua.

Pessoas mais velhas e ricas são as que mais baixam livros piratas, diz estudo

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(Foto: Jonathan Auxier / The Scoop)

(Foto: Jonathan Auxier / The Scoop)

Lucas Carvalho, no Olhar Digital

A empresa antipirataria Digimarc, em parceria com o instituto de pesquisa Nielsen, divulgou nesta semana um curioso estudo sobre o perfil das pessoas que baixam conteúdo pirata na internet. O foco da pesquisa, porém, é naqueles que têm o hábito de piratear livros digitais.

O objetivo do estudo foi o de identificar que tipo de pessoa baixa ebooks piratas: gênero, idade, renda e outros detalhes. Para a surpresa dos pesquisadores, o estudo concluiu que pessoas mais velhas e de classes mais altas são as que mais recorrem à pirataria.

A maioria dos entrevistados (60%) tem mais de 30 anos de idade, enquanto 65% ganham mais do que US$ 60 mil por ano – equivalente a uma média de R$ 15 mil por mês, em conversão direta. A maioria também tem ensino superior completo (40%), enquanto outros 32% são pós-graduados.

Mas por que pessoas, em tese, mais ricas e mais velhas preferem baixar livros piratas em vez de comprar ebooks, que costumam ser bem mais baratos do que livros físicos, por exemplo? Para 58% dos participantes no estudo, a pirataria é “mais conveniente” do que pagar por uma cópia digital original.

Ainda assim, 42% disseram que, além de piratear livros, também compram ebooks originais pela internet, a partir de plataformas como a da Amazon e o iTunes. Na hora de baixar um conteúdo ilegalmente, 31% fazem isso por torrent ou por sites de troca de conteúdo direto, como o 4shared.

Por fim, a pesquisa conclui que o mercado editorial perde US$ 315 milhões por ano graças ao download ilegal de ebooks. O estudo foi feito com 516 pessoas identificadas pela Nielsen como “piratas” ao longo dos últimos seis meses.

Via TorrentFreak

A importância da leitura para o sucesso de uma pessoa

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Entenda porque esse hábito é tão primoroso e eficaz

Pablo de Paula, no Administradores

Ler é uma das minhas maiores paixões. Quando tenho um livro nas mãos me sinto leve, flutuante, quase como se pudesse voar. Minha imaginação se conecta ao enredo e minha alma vai desenhando a sublimidade e o destemor das ilusões minuciosamente nobres e belas. Desde criança sou encantado pelos inigualáveis contos de Shakespeare, pelas maravilhosas frases de Nietzsche e Chaplin, pelas mágicas filosofias de Platão e Aristóteles, pelos intrigantes acontecimentos bíblicos, pelas ideias de Erasmo de Roterdã e Jorge Luis Borges, pela irreverência dos pensamentos de Oscar Wilde e Sêneca, pelos incríveis desenhos poéticos de Vinicius de Moraes e Carlos Drummond de Andrade e por toda a egrégia catedral que a literatura formosamente preserva, ostenta e eterniza no universo.

Livros nada mais são do que pedaços de corações humanos em suas formas mais perfeitas e excepcionais, em uma poderosa e singular união de ideias que cada autor primorosamente rabiscou com sua própria arte e vocação. Em outras palavras, é um sagrado baú de lembranças incomparavelmente majestosas e louváveis feito para abençoar a consciência daqueles que ousam contemplá-lo.

Tragicamente, nem todas as pessoas pensam dessa forma. Aliás, muitas consideram a leitura um ofício chato, desimportante e totalmente penoso. Decerto, essas pessoas ainda não compreenderam o valor que existe dentro desse maravilhoso universo, que é capaz de transformar e potencializar inúmeras mentes e corações contritos. Não foi por acaso que Mario Quintana sagazmente disse: “Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem.”

A leitura, assim como muitas coisas dessa vida é uma questão de gosto, de deleitosa apreciação. Logo, não adianta tentar fazer com que uma pessoa faça leituras sobre temas que não a empolgam, pois serão assuntos que não despertarão prazeres e magias em sua alma. Por exemplo: se uma pessoa gosta de histórias de guerras e conflitos medievais, ela jamais apreciará um desenho com personagens fofinhos e carinhosos, ou se ama enredos lógicos e realistas, em hipótese alguma admirará contos utópicos e exageradamente fictícios.

Uma outra reflexão importante é a forma como os livros são apresentados em nossa sociedade. Posso citar como caso verídico algumas escolas que frequentei ao longo da existência, onde muitos materiais foram mostrados de forma repetitiva e enfadonha para os alunos, ao qual professores com uma didática tola e atrasada apresentaram grandes obras de maneira ineficaz e desmotivadora, criando numerosas barreiras aos desejos da leitura e inúmeras resistências a aqueles que buscavam aprender.

Além desses importantes fatores expostos, é fundamental que a leitura produza vantagens e elevações no cotidiano do leitor, de modo que ele possa enriquecer seus hábitos e virtudes por intermédio da assimilação dos referidos conteúdos. Usando letras trocadas, a leitura se engrandece quando potencializa os dons de seus leitores, fazendo com que se tornem pessoas mais eficientes, sábias e assertivas por meio da utilização dos conceitos que foram externados nos livros.

Como podemos observar, quando o ser humano conecta paixão, primor e objetividade a leitura, ele constrói um poderoso castelo feito da mais suprema essência intelectual, gerando dotes e faculdades preciosas que transformarão suas ações em ofícios criativos e vastamente inovadores. Foi por isso que o grande escritor Jorge Luis Borges sabiamente disse: “Sempre imaginei que o paraíso será uma espécie de biblioteca.”

Por conseguinte, navegue por esse maravilhoso oceano de ideias para que sua vida seja repleta de surpresas e incontáveis satisfações, aprendendo a criar formas de desenvolvimento e aprimoração por meio do ato mais significativo da Terra: o de ler. E nunca se esqueça de valorizar aquilo que os deuses mais veneram e invejam nos mortais, a saber: o preclaro talento e dom de imaginar.

Livraria reorganiza obras para evidenciar desigualdade de gênero

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“Vendo livros há mais de 20 anos, e todo mês de março destaco o trabalho das mulheres”, disse Harriet Logan, fundadora e dona da livraria, ao BuzzFeed. “Mas neste ano eu quis fazer algo diferente, algo que destacasse não só os bons trabalhos feitos pelas mulheres, mas também a disparidade na indústria.”

“Vendo livros há mais de 20 anos, e todo mês de março destaco o trabalho das mulheres”, disse Harriet Logan, fundadora e dona da livraria, ao BuzzFeed. “Mas neste ano eu quis fazer algo diferente, algo que destacasse não só os bons trabalhos feitos pelas mulheres, mas também a disparidade na indústria.”

 

Publicado no Catraca Livre

Uma livraria norte-americana decidiu fazer uma ação em março para mostrar a desigualdade de gênero na literatura. A Loganberry Books, localizada em Cleveland (EUA), girou todas as obras de autores homens de suas prateleiras, escondendo as lombadas, enquanto as escritas por mulheres não foram alteradas.

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Em entrevista ao “BuzzFeed”, Harriet Logan, fundadora e dona da livraria, afirmou: “Vendo livros há mais de 20 anos e todo mês de março destaco o trabalho das mulheres. Mas neste ano eu quis fazer algo diferente, algo que destacasse não só os bons trabalhos feitos pelas mulheres, mas também a disparidade na indústria”.

De acordo com Logan, apenas 37% dos livros de ficção de sua loja foram escritos por mulheres. No total, cerca de 10 mil volumes escritos por homens foram virados. A mudança foi feita em uma apresentação aberta aos clientes.

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“A reação dos clientes foi fantástica. Muitas pessoas só ficaram lá, paradas, olhando e balançando as cabeças em desaprovação”, disse a fundadora do local.

“Eu quero que as pessoas pensem: ‘Existe uma disparidade, mas por quê? Como é a estante de livros na minha casa? O que pode ser feito para mudar esse desequilíbrio?’, e que depois procurem um título de uma autora que ainda não conhecem e experimentem lê-lo”, finalizou.

O projeto de Logan parece ter tido um efeito também em outros lugares.

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“Um professor de St. Agustine, na Flórida, me disse que depois fez a mesma coisa com os livros em sua sala de aula e discutiu com seus alunos sobre a disparidade entre os gêneros na educação”, disse Logan.

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