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‘Minha terra tem horrores’: versão de poema feita por alunos do Rio causa comoção nas redes sociais

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‘Canção do exílio’, escrita há 170 anos por Gonçalves Dias, foi parafraseada em escola estadual e ganhou tons trágicos. ‘Me leve para um lugar tranquilo, onde canta o sabiá’, diz texto.

Nicolas Satriano, no G1

Há 170 anos, o poeta Gonçalves Dias escrevia a “Canção do exílio”. A poesia atravessou as décadas e foi parafraseada inúmeras vezes. É comum, por exemplo, que na escola professores proponham o exercício aos seus alunos. Nos últimos dias, circula em redes sociais a reprodução de um dos textos elaborado por dois estudantes da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A versão carioca rapidamente comoveu a web: expõe, de modo poético, a triste realidade de quem vive em meio à violência que mata inocentes diariamente – inclusive dentro de colégios, como na morte da menina Maria Eduarda.

Paráfrase de poesia narra violência na Penha (Foto: Reprodução )

Paráfrase de poesia narra violência na Penha (Foto: Reprodução )

No texto, não por acaso, os adolescentes escolhem repetir uma das frases da obra original de Gonçalves Dias: “Não permita Deus que eu morra”.

“Minha terra é a Penha, o medo mora aqui. Todo dia chega a notícia que morreu mais um ali. Nossas casas perfuradas pelas balas que atingiu (sic). Corações cheios de medo do polícia que surgiu. Se cismar em sair à noite, já não posso mais. Pelo risco de morrer e não voltar para os meus pais. Minha terra tem horrores que não encontro em outro lugar. A falta de segurança é tão grande, que mal posso relaxar. ‘Não permita Deus que eu morra’, antes de sair deste lugar. Me leve para um lugar tranquilo, onde canta o sabiá”, escreveram os estudantes.

O G1 tentou contato com os alunos, professores e diretor da escola por meio da Secretaria de Estado de Educação. Em resposta, a Seeduc informou que os docentes e estudantes estavam receosos de tratar do tema e não aceitaram os pedidos de entrevista.

A Penha, assim como outros bairros da Zona Norte da cidade, têm traduzido em números os casos de violência. Comparados os meses de fevereiro de 2016 e 2017, os casos de homicídios dolosos – quando se tem a intenção de matar – dobraram, de três para seis casos, de acordo com dados do Instituto de Segurança Pública. Os números de roubos de veículos na área também assustam. Os índices saltaram de 35 casos registrados no ano passado para 79 este ano.

Caos na segurança invade escolas

O texto dos alunos da escola na Penha transparece o caos na segurança estadual que invade as instituições de ensino. Na última quinta-feira (30), a aluna Maria Eduarda, 13 anos, foi morta por balas perdidas enquanto estava na aula de educação física, na Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Acari. Dois tiros na base do crânio da adolescente foram apontados em laudo como a causa da morte.

Em resposta à morte da aluna da rede municipal, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou que irá blindar escolas em zonas de conflito. Uma argamassa especial para reforçar as paredes já teria sido importada pelo Município. Além disso, a prefeitura também quer que operações policiais próximas a colégios sejam informadas com antecedência à administração municipal.

Na semana seguinte, mais um caso. Nesta quarta-feira (5), criminosos armados fugiam de PMs do Batalhão de Choque que estavam em operação na comunidade da Mangueira, pularam o muro do Zoológico do Rio e entraram no pátio da Escola Municipal Mestre Waldemiro, já em São Cristóvão. A movimentação assustou alunos e professores. As quase 400 crianças que estudam na unidade têm entre 4 e 12 anos.

Poema escrito à mão por Anne Frank vai a leilão

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Anne Frank em foto não datada - Reprodução

Anne Frank em foto não datada – Reprodução

 

Item pode alcançar até R$ 108 mil

Publicado em O Globo

RIO – Um poema de Anne Frank, datado de 28 de março de 1942, vai a leilão e a expectativa é bater os 50 mil euros (cerca de R$ 180 mil). Escrito à mão e com oito linhas, o texto, devidamente assinado, foi encontrado no “livro da amizade” da irmã mais velha de Jacqueline van Maarsen, melhor amiga de Anne.

“Minha irmã (apelidade Cricri) arrancou essa página do livro da amizade dela e me deu, por volta de 1970”, escreveu Jacqueline em carta que acompanha o poema. “Sei que minha irmã não estava tão apegada a esses versos de Anne como eu fiquei com os que ela fez para mim, e esse é o motivo de eu estar colocando isso à venda”.

Segundo a casa de leilões Bubb Kuyper, o poema é um daqueles “tipicamente edificantes, do tipo que costumava ser escrito nesses álbuns de amizade, exortando o dono a fazer o seu melhor e a ser diligente nos trabalhos, para que qualquer um que o reprovasse fosse respondido de maneira honrosa”.

O poema foi escrito meses antes de a família de Anne Frank se refugiar no escritório de Otto, pai de Anne, em fuga pela perseguição dos nazistas aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. Foi lá que Anne escreveu seu diário, publicado postumamente e sucesso no mundo todo.

Milionário excêntrico esconde tesouro de US$ 2 milhões e deixa 9 pistas em poema

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Publicado no UOL

Livro de Fenn é um sucesso de vendas no Novo México

Livro de Fenn é um sucesso de vendas no Novo México

Centenas de objetos de ouro incrustados com rubis, oito esmeraldas, duas safiras do Ceilão, muitos diamantes, duas antigas esculturas chinesas de jade e pulseiras de ouro pré-colombiano.

É assim que o comerciante de arte e ex-piloto Forrest Fenn descreve o tesouro que ele diz ter escondido nas montanhas do condado de Santa Fé, no Estado americano do Novo México.

Fenn, que tem 82 anos e fama de excêntrico, afirma que os objetos podem valer até US$ 2 milhões (R$ 6,4 milhões) e que as nove pistas para encontrá-los estão em um poema de 24 versos publicado em seu livro de memórias.

Fenn calcula que, nos últimos cinco anos, por volta de 65 mil pessoas tentaram encontrar o cofre de bronze no qual ele guardou o tesouro.

E enquanto mais e mais pessoas juntam suas barracas e equipamentos de montanhismo para sair em busca da fortuna, críticos acusam Fenn de incentivá-las a colocar suas vidas em perigo.

Além disso, afirmam que a história não passa de uma estratégia do milionário para vender mais livros.

O desafio já levou a operações de resgate – um caçador do tesouro, por exemplo, está desaparecido há seis meses.

As pistas

O livro de Fenn, Thrill of the C hase (ou “O Prazer da Caçada”, em tradução livre), está à venda por US$ 35 (R$ 113) nas lojas do Novo México e aparece na lista dos mais vendidos nas livrarias locais.

Uma curta sinopse diz que a obra conta “a incrível história real de Forrest Fenn e de um tesouro escondido, oculto em algum lugar nas montanhas de Santa Fé”.

“O livro contém pistas sobre a localização do tesouro”, afirma o texto promocional.

Mas qual seria a motivação de Fenn?

“Fazer com que as pessoas saiam de seus sofás”, declarou o colecionador em um blog que compila informações sobre a história.

Ele também disse que está muito feliz porque as pessoas começaram a sair em busca do tesouro quase imediatamente após a publicação da obra.

“Estou mais do que satisfeito com a forma como (o livro) foi recebido. Muitos o leram várias vezes, buscando pistas adicionais ou sinais que os ajudem na busca”, escreveu Fenn no blog.

Thrill of the C hase foi publicado pelo próprio autor em 2010 – não há dados oficiais sobre a tiragem.

A caçada ao tesouro

Fenn disse receber centenas de e-mails por dia contendo perguntas sobre o tesouro, mas que responde a apenas uma mensagem por semana.

As respostas, no entanto, podem ser mais incompreensíveis do que as pistas incluídas no poema.

O que se sabe até agora é que o cofre está situado em um local a não menos do que 13 quilômetros de distância de Santa Fé, entre as montanhas, e mais de 1,5 mil metros acima do nível do mar.

“Os caçadores me falam genericamente sobre os locais que exploraram. Não sei se alguém esteve perto do tesouro”, disse o autor.

Nas redes sociais, alguns usuários vêm compartilhando fotografias de suas tentativas de encontrar o tesouro – alguns dizem ter passado até três anos em busca do cofre de bronze.

Mas também há críticos que questionam a existência do tesouro ou que especulam se a história toda não seria, na verdade, uma forma de incentivar as pessoas a valorizarem os recursos naturais.

Randy Bilyeu desapareceu após sair em busca do tesouro de Fenn

Randy Bilyeu desapareceu após sair em busca do tesouro de Fenn

Desaparecido há seis meses

Mas nem tudo é diversão e aventura no desafio inventado por Forrest Fenn.

O departamento de buscas e resgates do Novo México informou à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, que há casos de pessoas que se perderam nas montanhas de Santa Fé enquanto procuravam pelo tesouro.

O mais grave foi o de Randy Bilyeu, que está há mais de seis meses desaparecido – não há notícias sobre ele desde o dia 4 de janeiro, quando se despediu dos familiares.

Linda Bilyeu, esposa de Randy, afirmou que ele viajou para o norte do Novo México “em busca de seu sonho”: procurar e encontrar o tesouro de Fenn.

“Sair à procura do tesouro não foi uma decisão sábia, mas… agora nossa missão é encontrar Randy e não vamos parar até conseguirmos”, disse ela.

O serviço florestal de Santa Fé informou à BBC Mundo que desde então a polícia, o departamento de buscas e resgates, voluntários e outras equipes vêm tentando encontrar Bilyeu.

Segundo as autoridades locais, tem havido muita imprudência na caça ao tesouro de Fenn. Mas isso não parece preocupar o autor do desafio.

“Aplaudo os que perseveram nas buscas e desfrutam do que a natureza tem a oferecer. O lugar onde deixei (o tesouro) não é perigoso. Com 85 anos, eu seria capaz de voltar lá e recuperá-lo”, disse.

Na opinião dele, “qualquer lugar pode ser perigoso para qualquer pessoa que desrespeite as regras do senso comum”.

Professor da UFSCar encontra poema esquecido do autor Machado de Assis

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poema machado

Obra foi encontrada em uma edição do jornal Correio Mercantil na internet.
Escrita possui quase 160 anos e passou despercebida por pesquisadores.

Publicado no G1

Um professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) encontrou um poema desconhecido do escritor Machado de Assis publicado no jornal Correio Mercantil quando o autor tinha 17 anos. A obra passou quase 160 anos despercebida pelos pesquisadores e surgiu por meio de uma pesquisa feita pela internet sobre as influências de Machado de Assis.

A assinatura revela o nome que o autor usava na época: Joaquim Maria Machado de Assis. ‘O Grito do Ipiranga’ foi publicado na edição de 9 de setembro de 1956, mas ficou esquecido. Este é o primeiro texto publicado pelo autor em um grande jornal. O achado é do professor de literatura brasileira da UFSCar Wilton Marques que teve uma surpresa enquanto acessava o acervo da biblioteca nacional na internet.

“Fui conferir os poemas associados ao Correio Mercantil, que segundo a crítica Machado só teria publicado algo a partir de 1858. Na pesquisa com o jornal eu ampliei a abrangência para os anos 50 e apareceu”, explicou o professor.

O texto não chama atenção pela qualidade literária, mas por mostrar um Machado adolescente e em fase de amadurecimento intelectual. Os 76 versos são uma forma de homenagem ao dia da independência, uma forma nacionalista que o escritor logo abandonou.

Texto foi encontrado por professor da UFSCar em jornal antigo (Foto: Reprodução/EPTV)

Texto foi encontrado por professor da UFSCar em
jornal antigo (Foto: Reprodução/EPTV)

O texto se espalhou e trouxe agitação para os bastidores literários. O professor de teorias literárias da Universidade Estadual Paulista (Unesp) explica a importância da descoberta. “Tem que ser comemorado o seu achado, porque acima de tudo temos que conhecer todo o texto do Machado de Assis, assim como qualquer escritor que queiramos ter uma ideia acerca do trabalho”, comentou.

A nova descoberta, ao invés de trazer explicações, levanta ainda mais dúvidas sobre uma época pouco conhecida: a adolescência de Machado de Assis. “A grande questão para os machadianos é que não se sabe bem como um jovem intelectual negro, em uma sociedade escravocrata como a brasileira, conseguiu se inserir na intelectualidade brasileira”, apontou Wilton Marques.

Outra questão levantada pelo poema é de se haveriam, no arquivo digital com mais de cinco milhões de textos, outras obras perdidas do autor. “É possível que apareça outras coisas, como dizem os futebolistas, o Machado é uma caixinha de surpresas, ele sempre acaba surpreendendo. Como ele produziu grande parte da obra dele para jornal, então é muito provável que algum outro texto tenha escapado”, explicou Marques.

Governador da Bahia cita poema falso de Clarice Lispector na posse

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Chegada do governador Rui Costa à Assembleia Legislativa para a posse

Chegada do governador Rui Costa à Assembleia Legislativa para a posse

João Pedro Pitombo, na Folha de S.Paulo

O novo governador da Bahia, Rui Costa (PT), iniciou seu discurso de posse, nesta quinta-feira (1º), lendo um poema falsamente atribuído a Clarice Lispector em correntes da internet.

“Peço licença para citar um trecho de um poema que me foi enviado recentemente por um amigo como forma de incentivo”, disse o petista, logo após fazer os agradecimentos, na Assembleia Legislativa do Estado. Ele não mencionou a autoria do texto.

“Sonhe com aquilo que você quer ser/ porque você possui apenas uma vida/ e nela só se tem uma chance/ de fazer aquilo que quer”, diz um trecho lido pelo governador.

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