Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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Poemas inéditos de Leonard Cohen serão publicados em 2018

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O músico Leonard Cohen trabalhava no livro de poemas 'The flame' até pouco antes de morrer, em 7 de novembro de 2016. (foto: JOEL SAGET/DIVULGAÇÃO)

O músico Leonard Cohen trabalhava no livro de poemas ‘The flame’ até pouco antes de morrer, em 7 de novembro de 2016. (foto: JOEL SAGET/DIVULGAÇÃO)

 

Um concerto em homenagem ao artista estava aconteceu nesta segunda-feira, 06, em Montreal, no Canadá

Publicado no UAI

Os últimos poemas de Leonard Cohen (1934-2016), completados alguns dias antes de sua morte, serão publicados em uma antologia em 2018, conforme anunciou seu antigo representante. Intitulado The flame (A chama), o livro incluirá os poemas não publicados de Cohen, bem como textos em prosa, ilustrações e letras para as músicas de seus últimos três álbuns.

Explicando a metáfora do título, Robert Kory, que era o representante de Cohen, disse que o artista nascido em Montreal terminou o livro dias antes de sua morte, em novembro de 2016, e que “revela a intensidade total de seu fogo interior”. “Durante os últimos meses de sua vida, Leonard se concentrou particularmente em terminar este livro, composto principalmente por seus poemas inéditos e seleções de suas anotações”, afirmou Kory em um comunicado.

O livro, que tem editores nos Estados Unidos, Canadá e Grã-Bretanha, deverá ser colocado à venda em outubro de 2018. Cohen morreu aos 82 anos em sua casa, em Los Angeles, em 7 de novembro. Poeta consumado antes de colocar música em suas letras, escreveu várias canções sobre o amor e a natureza do divino.

Um concerto em homenagem à sua memória estava previsto para esta segunda-feira, 06, em Montreal, com a presença dos artistas britânicos Sting e Elvis Costello e do americano Philip Glass.

Confira programação que celebra 115 anos de Carlos Drummond

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(foto: Acervo CDA/Fundação Casa de Rui Barbosa)

(foto: Acervo CDA/Fundação Casa de Rui Barbosa)

 

Leitura de poemas eróticos por Thiago Lacerda, palestra com Humberto Werneck e show de Pedro Morais são algumas das atrações

Mariana Peixoto, no UAI

A passagem de Carlos Drummond de Andrade (1902/1987) por Belo Horizonte foi curta, porém célebre. Os 14 anos vividos aqui (de 1920 a 1934, além de alguns meses em 1916, quando estudou no Colégio Arnaldo) foram eternizados em poemas como o pesaroso Triste horizonte (“Não quero mais, não quero ver-te”) e o elogioso Jardim da Praça da Liberdade (“Versailles entre bondes”).

O período foi determinante em sua vida. Foi aqui que se formou a intelectualidade literária dos primeiros anos da nova capital, junto a Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Pedro Nava e Aníbal Machado. Foi também aqui que Drummond se graduou em farmácia, que se casou com Dolores, que teve seus dois filhos, Carlos Flávio e Maria Julieta, e que estreou na literatura com Alguma poesia (1930).

Belo Horizonte realiza, de hoje a quarta-feira, um grande evento dedicado ao poeta maior. #Drummond115 vem celebrar seus 115 anos de nascimento (em 31 de outubro de 1902, em Itabira) por meio de ações que misturam cultura, educação, inclusão social e gastronomia. A iniciativa dessas ações conjuntas – há ainda homenagens isoladas – é do Governo de Minas, Codemig e do projeto Sempre um Papo. A Biblioteca Pública, o Rainha da Sucata e a Praça da Liberdade vão concentrar a programação, que terá desdobramentos em outras regiões da cidade.

E os 14 anos passados por Drummond na cidade são o ponto de partida. “Belo Horizonte é uma referência cultural do ponto de vista literário a que ninguém dá o devido valor”, comenta o produtor cultural Afonso Borges, do Sempre um Papo. Para colocar as coisas em seu devido lugar, o jornalista e escritor Humberto Werneck, que lança, em 2018, pela Cia. das Letras, biografia do poeta, faz amanhã, na Biblioteca Pública, a palestra “Drummond e seu tempo em Belo Horizonte”. Werneck, também um mineiro que deixou BH (só que a trocou por São Paulo, onde vive desde 1970), ainda participa de uma leitura de poemas em presídio da região metropolitana.

AMOR NATURAL O ator Thiago Lacerda chega hoje à cidade para apresentar, nesta segunda, no Teatro Bradesco, os poemas eróticos de Drummond, reunidos no livro póstumo O amor natural (1992). A leitura tem enfrada franca, e as senhas para ingresso serão distribuídas a partir das 19h. O prédio conhecido como Rainha da Sucata, na Praça da Liberdade, vai ser palco de várias ações. Em seu teatro de arena estão previstas apresentações de teatro, declamações e até mesmo um slam poético (disputa de poesia falada).

Uma das ações mais simples, e que deve causar impacto, será realizada amanhã. Das 12h às 13h, a Praça da Liberdade será o cenário da #OcupaçãoDrummond. É basicamente uma leitura coletiva da obra do poeta – para participar, basta ir ao local com um livro dele. O Memorial Minas Gerais Vale anunciou que transferirá para o espaço aberto da praça a divulgação dos áudios de poemas de Drummond lidos por ele mesmo. As gravações fazem parte do acervo permanente da sala dedicada ao itabirano no museu.

As ações incluem ainda um sósia, o ator Valmir Cavalcante, que deverá circular pela cidade tal qual Drummond fazia há quase um século.

#DRUMMOND115
De hoje a quarta, em vários espaços de BH,
com entrada franca. Programação completa: www.drummond115.wordpress.com.

Conheça as principais obras do poeta Ferreira Gullar

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O poeta Ferreira Gullar - Simone Marinho / Divulgação/ Simone Marinho

O poeta Ferreira Gullar – Simone Marinho / Divulgação/ Simone Marinho

 

Artista múltiplo, escritor construiu uma sólida carreira ao longo de seis décadas

Publicado em O Globo

RIO – Poeta, artista plástico, dramaturgo, compositor, ensaísta, crítico, memorialista. Os predicados de Ferreira Gullar, que morreu na manhã deste domingo, são múltiplos. O artista construiu uma carreira sólida desde os anos 1940, em São Luís, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Moscou, Santiago. Abaixo, uma lista das obras fundamentais de Gullar ao longo de seis décadas.

– “A luta corporal”, de 1954

Primeiro livro do poeta, que já tinha publicado textos em jornais do Rio de Janeiro e de São Luís, a obra traz experimentações gráficas que abriram caminho para os concretistas de São Paulo na segunda metade da década de 1950, os irmãos Haroldo e Augusto de Campos e Décio Pignatari à frente.

– “Manifesto neoconcreto” e “Teoria do não-objeto”, de 1959

Os dois textos se tornaram marcos conceituais do neoconcretismo, movimento surgido no Rio de Janeiro que se afastava dos concretistas de São Paulo ao ampliar o espaço da subjetividade na obra de arte. Gullar já tinha rompido com os paulistas dois anos antes, por discordar do artigo “Da psicologia da composição à matemática da composição”.

– “João Boa-Morte, cabra marcado para morrer”, de 1962

Em determinado período da carreira, Ferreira Gullar acreditava que era mais importante que sua poesia se comunicasse com um maior número de pessoas — mesmo que, com isso, fosse obrigado a sacrificar a sua qualidade formal. Seus poemas em forma de cordel, como os que estão presentes nesse livro, partem dessa preocupação em levar a luta política a um grande público.

– “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, de 1966

A peça em três atos, escrita em parceria com Oduvaldo Vianna Filho, estreou em abril de 1966 no Rio de Janeiro no Teatro Opinião. No elenco, o próprio Vianna Filho, Sérgio Mamberti, Agildo Ribeiro, Antônio Pitanga, Francisco Milani, entre outros. A peça recebeu os prêmios Molière, Saci e Governador do Estado de São Paulo, como melhor peça e melhores autores do ano.

– “Dentro da noite veloz”, de 1975

No exílio desde 1971, após passar longo período na clandestinidade, o poema traz um Gullar preocupado com a necessidade de mudanças radicais no país. É resultado de sua busca de uma poesia que trata das questões políticas e sociais brasileiras, mas mantém sua qualidade literária, sem fazer concessão ao panfletário.

– “Poema sujo”, de 1976

A obra mais conhecida do escritor chegou ao Brasil contrabandeada por Vinícius de Moraes no ano anterior. Exilado em Buenos Aires, Gullar gravou em uma fita cassete sua leitura do poema, que acabou lançado no Brasil sem a sua presença.

– “Na vertigem do dia”, de 1980

Os poemas reunidos no livro mostram um poeta maduro em suas realizações literárias, estéticas e intelectuais e fazem um mergulho profundo nas entranhas da condição humana.

– “Argumentação contra a morte da arte”, de 1993

Nesta série de ensaios, Gullar exercita o seu lado de crítico de arte para atacar as vanguardas e abordar questões delicadas da arte contemporânea, na sua opinião ameaçada pela falsidade e pela tolice dos jogos de marketing.

– “Muitas vozes”, de 1999

Nos 54 poemas do livro, o escritor trata da morte, da vida, da poesia, das paisagens, dos medos e das reflexões provenientes da experiência no mundo moderno. Entre os destaques da obra, que ganhou os prêmios Jabuti e Alphonso de Guimarães, da Biblioteca Nacional, estão “Nasce o poeta”, em que retrata o fazer poético, e “Visita”, em que Gullar fala da morte do filho.

– “Em alguma parte alguma”, de 2010

Lançado mais de dez anos após seu último livro de poemas, “Em alguma parte alguma” traz de volta temas abordados em “Muitas vozes”, como a reflexão poética sobre a existência.

– “Autobiografia poética e outros textos”, de 2015

Além de um ensaio autobiográfico inédito, a obra traz entrevistas, artigos, depoimentos e um caderno de fotos que compõem um amplo painel da vida e da obra do poeta maranhense.

Editora Autêntica lançará dois livros de Ferreira Gullar em 2017

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Gabriela Sá Pessoa, na Folha de S.Paulo

Ferreira Gullar trabalhava em duas novas edições de suas obras, previstas para sair em 2017 pela Autêntica. A casa publicou, em 2015, a “Autobiografia Poética” do escritor.

O primeiro é uma reedição do livro infantil “Dr. Urubu e Outras Fábulas”, com ilustrações de Cláudio Martins e publicado originalmente em 2005. O segundo, uma coletânea de textos sobre crítica de arte publicados pelo poeta ao longo da vida —inclusive em suas colunas na “Ilustrada”.

Segundo a editora e amiga Maria Amélia Mello, que cuida da obra de Gullar há três décadas, os projetos eram encaminhados pelo próprio poeta e ele deu a última palavra sobre os mais de cem ensaios selecionados para o livro.

O autor de “Poema Sujo” (1975) morreu na manhã deste domingo (4), aos 86 anos. Seu corpo está sendo velado nesta noite na Biblioteca Nacional, no Rio, e seguirá em cortejo às 9h de segunda (5) até a Academia Brasileira de Letras, de que era membro.

“Ele deixou orientações, que vou repetir”, disse Mello. A editora conta que Gullar seguia trabalhando de seu leito no Hospital Copa D’Or, em Copacabana, onde ficou hospitalizado por 20 dias em razão de problemas respiratórios.

Em sua penúltima visita, há cerca de dez dias, “ele estava escrevendo, querendo saber das coisas. E assistindo televisão, expressando opinião. E rindo muito”. Ela o visitou no sábado (3), quando já o percebeu mais abatido e a saúde, debilitada. Segundo Claudia Ahimsa, mulher do poeta, ele disse no hospital: “Se você me ama, me deixa ir embora”.

Até a internação, Mello conta que Gullar seguia a rotina de sempre: usava o transporte público, ia sozinho à padaria e à banca de jornal, fazia as compras no supermercado, conhecia todos no bairro, desenrolava os próprios problemas. “Nos falávamos todos os dias. Quando passava quatro dias sem ligar porque minha vida enrolava, no próximo telefonema ele perguntava: ‘O que aconteceu? Por que você não me ligou? Está tudo bem?’.”

Gullar andava rápido, “naquele passo dele, o cabelo branco voando”. “O mais importante é essa trajetória: ele manteve a coerência, o que ele escreve é o que ele está pensando. Tinha a lucidez como norte da vida dele. Se o chamassem para ir a uma escola se encontrar com jovens, ele ia. A um grande evento, também. Não ficava enclausurado em casa, cheio de glórias. Você ligava na casa dele e ele mesmo atendia.”

Além dos dois livros previstos para 2017, o escritor aparecerá aos leitores em um DVD, encartado em nova edição da “Autobiografia Poética”. Dirigido por Zelito, o filme documental registra o poeta maranhense falando sobre a própria obra, filmado ao ar livre, mais jovem, nos anos 1980.

“Ele falava muito bem, além de ter uma voz muito bonita —não se esqueça que ele começou a vida como locutor de rádio”, diz Mello.

Estas 5 intervenções urbanas levaram a literatura para as ruas

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Publicado no Hypeness

Quem disse que a literatura foi feita só para ficar quietinha dentro dos livros esperando pacientemente por um leitor? Não mesmo! Hoje, ela passeia pelas ruas de mãos dadas com outros projetos artísticos e serve de inspiração para quem passa desavisado.

Estas cinco intervenções urbanas foram responsáveis por mostrar que a literatura pode fazer parte da nossa rotina. Espia só!

1. Intervenção Urbano-Literária

Há alguns anos Porto Alegre recebeu uma narrativa diferente, em que cada parte da história era contada onde realmente havia acontecido. A trama, composta por Alessandro Garcia, foi dividida em 17 trechos, aplicados em forma de lambe-lambe pela cidade, buscando um diálogo maior entre espaço urbano e literatura. Além de ser possível acompanhar a história caminhando pelas ruas, ela também ficou disponível online.

2. Tá Escrito em Sampa

Uma conta no Instagram que se dedica a compartilhar os escritos encontrados nos muros de São Paulo. Poesia, pixo, lambe-lambe e muita identificação rolam soltas na conta @taescritoemsampa, que já tem mais de 57 mil seguidores.

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Fotos: Reprodução Instagram

3. Poemas de chuva

Em Boston, nos Estados Unidos, os dias de chuva são uma oportunidade para apreciar a poesia olhando para o chão. O grupo de artistas Mass Poetry pintou as calaçadas da cidade com tinta transparente à prova d’água. Assim, sempre que chove por lá é possível ver poemas pelo chão. Genial, né?

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Fotos: Mass Poetry

 

4. Um poema em cada árvore

Na cidade de Governador Valadares, em Minas Gerais, surgiu a ideia de “plantar poemas”. Desde 2010, são pendurados poemas contemporâneos nas árvores da cidade. O projeto foi idealizado pelo poeta Marcelo Rocha e colocado em prática pelo Instituto Psia e a iniciativa já foi replicada em mais de 130 cidades brasileiras em uma incrível mobilização nacional.

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5. Roteiros da Cidade

Laura Guimarães vinha pensando em como ocupar a cidade de São Paulo. Foi quanto decidiu usar sua literatura para isso – e uma série de micro-contos de até 140 caracteres foi espalhada pelas ruas em forma de lambe-lambes. O projeto ganhou o nome de “microrroteiros das cidade”.

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