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Recém-lançada no Brasil, biografia traça perfil positivo de Michael Jackson

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Autor defende que, apesar de viver em uma ‘realidade alternativa’, o Rei do Pop tinha sentimentos puros em relação às crianças e permaneceu virgem até morrer, aos 50 anos

André Miranda em O Globo

Michael Jackson sempre teve sua sexualidade debatida publicamente Foto: Lee Celano/AFP/20-4-2002

Michael Jackson sempre teve sua sexualidade debatida publicamente Foto: Lee Celano/AFP/20-4-2002

RIO – Foram muitas bizarrices na vida de Michael Jackson para caber apenas num parágrafo, mas a gente pode se ater às principais: nascido em 1958, ídolo já na infância com o grupo Jackson 5, ele sofreu bullying do próprio pai, fez tratamento de pele para se tornar branco, operou tantas vezes o nariz que teve que usar próteses para tapar o buraco deixado em seu rosto, construiu um rancho para receber crianças, batizou esse rancho de Terra do Nunca, foi acusado de pedofilia, teve casamentos e namoros armados para afastar os boatos de que seria gay e acabou morrendo de maneira tão polêmica e misteriosa quanto foram esses vários fatos de sua vida.

Porém, para o jornalista americano Randall Sullivan, autor de “Intocável: a estranha vida e a trágica morte de Michael Jackson”, biografia que acaba de ser lançada no Brasil pela Companhia das Letras, Michael Jackson era uma pessoa normal.

— É claro que ele viveu numa realidade alternativa desde os 6 anos. Mas eu acho que ele era o oposto de muitos políticos que nós conhecemos, aqueles que agem com normalidade aos olhares externos, mas são estranhos privadamente. Michael parecia estranho, mas era bem mais normal em seus sentimentos do que aparentava — diz Sullivan. — Deve-se debater o quanto de sua imagem foi construída por ele e o quanto foi imposta por circunstâncias externas.

Irmãs ameaçaram processo

Colaborador e editor da revista “Rolling Stone” por mais de 20 anos, Sullivan começou a escrever “Intocável” logo depois da morte de Jackson, em 25 de junho de 2009. A ideia original era fazer um longo artigo para a revista, mas muitas perguntas foram aparecendo na frente de Sullivan, perguntas que não poderiam ser respondidas com simplicidade:

— Havia muitas contradições, muitos Michaels para dissecar. Então o livro nasceu meio que naturalmente, desse desejo de esclarecer minhas próprias curiosidades, mais sobre sua personalidade do que sobre o artista. Por exemplo, a grande pergunta, a mais nebulosa e que estava no centro de tudo para mim, é se ele foi mesmo pedófilo e abusou de crianças.

Como mostra o livro, Michael Jackson enfrentou duas acusações na Justiça de cometer abusos sexuais contra crianças, a primeira em 1993, e a segunda em 2005. Em ambos os casos, ele foi inocentado por falta de provas, mas chegou a pagar uma quantia em dinheiro na década de 1990 para que o dentista Evan Chandler retirasse a acusação de que Michael teria molestado seu filho. Talvez por coincidência, talvez não, Chandler cometeu suicídio cinco meses depois da morte de Jackson.

A conclusão a que Sullivan chega, portanto, é que o “intocável” artista era na verdade intocado. O autor diz não ter encontrado provas de que Michael tenha se relacionado sexualmente com crianças, homens ou mulheres. O astro teria morrido virgem.

— Não achei nada que me levasse a acreditar que ele teve relações sexuais. Isso não quer dizer que ele não tenha tido algum contato sexual com alguém, mas uma relação mesmo, eu acredito que ele não teve — afirma Sullivan. — Eu também acredito no que ele dizia sobre estar perto das crianças, que aquilo lhe permitia experimentar a infância perdida. Sei que são impulsos semelhantes aos que formam a psicologia de um pedófilo, mas não há como ser conclusivo sobre uma suposta pedofilia de Michael. Quando mil crianças testemunham dizendo que nada aconteceu, e apenas três dizem que aconteceu, me parece que há uma motivação financeira para as famílias dessas três.

Mesmo com esse retrato positivo de seu biografado, Sullivan não deixou de enfrentar a ira dos fãs. Na internet, algumas centenas deles já haviam escrito comentários acerca do livro antes mesmo de “Intocável” ser lançado, alegando inverdades e um suposto tom sensacionalista.

Também a família de MJ se rebelou contra a biografia. Assim que um trecho foi publicado numa revista, os advogados de La Toya e Janet, irmãs do cantor, enviaram cartas ameaçando processar Sullivan.

— O que peço aos fãs é que leiam o livro antes de falar qualquer coisa. Alguns fizeram uma campanha organizada contra mim, o que poderia ter sido péssimo para a divulgação do livro, mas no fim acabou ajudando a vender mais exemplares — diz o autor. — Já as ameaças das irmãs não me incomodaram. Tenho tudo documentado, tudo o que está no livro é público. No caso de La Toya, ela queria negar o que estava gravado num vídeo (em 1993, a cantora disse, sobre Michael Jackson, que não seria “uma cúmplice silenciosa de seus crimes contra as criancinhas”). Se ela quisesse brigar, o vídeo ia acabar circulando, e acho que ela não queria isso.

 

Livro investiga trio David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop, que mudou o rock

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Cadão Volpato, na Folha de S.Paulo

A morte de Lou Reed, em 27 de outubro último, colocou um ponto final numa era. Um clarão de lucidez saltou do noticiário naquela manhã de domingo: o mundo havia perdido um de seus artistas mais importantes.

O fundador do Velvet Underground esteve no centro dos períodos mais rebeldes, estranhos e energéticos que a música jovem viveu nos últimos 50 anos.

Ele é um dos vértices do triângulo apresentado no excelente “Dangerous Glitter – Como David Bowie, Lou Reed e Iggy Pop Desceram ao Inferno e Salvaram o Rock’n Roll”, escrito por Dave Thompson, um jornalista inglês autor de cem livros sobre cultura pop.

David Bowie (esq.) e Lou Reed se encontram no Dorchester Hotel, em julho de 1972 (Divulgação)

David Bowie (esq.) e Lou Reed se encontram no Dorchester Hotel, em julho de 1972 (Divulgação)

Thompson cruzou os caminhos dessas três figuras, contando suas trajetórias desde o princípio e levando-as ao ápice de seus movimentos selvagens –o tempo de muita purpurina, salto alto, penteados horrorosos, maquiagem de travesti e androginia de butique conhecido como “glitter” ou “glam rock” nos anos 1970.

Ele entrevistou diversas testemunhas ao longo do tempo, falou com as estrelas e soltou a mão com senso de humor e inteligência.

O resultado é um livro de caráter histórico, ainda mais com o desaparecimento de um de seus protagonistas.

“Dangerous Glitter” nos leva ao interior da Factory, a central nova-iorquina de Andy Warhol onde o Velvet Underground –ainda uma banda barulhenta e estilosa– encontrou o seu ninho.

Lá, Lou Reed é apresentado a Nico, a modelo-cantora alemã que seduziu a todos –de Jim Morrison e Alain Delon a Iggy Pop– e com quem viveu um romance.

Lou é o catalisador das forças que levaram o rock cheio de flores do verão do amor de 1967 para o inferno das drogas e do excesso do “glam rock”.

“The Velvet Underground & Nico”, o clássico “disco da banana”, lançado no ano do apogeu hippie e também de “Sgt. Peppers”, dos Beatles, já deixava claro que os subterrâneos eram bem mais cabeludos do que supunha a filosofia da paz e do amor.

Seus temas eram o sadomasoquismo, as drogas pesadas, a prostituição, o tráfico, tudo embalado em barulho, microfonia e uma viola (tocada por John Cale) cujo som lembrava uma motosserra.

Por trás de tudo vinha a poesia barra-pesada e lírica de Lou, que havia estudado literatura e fora amigo do escritor Delmore Schwartz, autor de “Nos Sonhos Começam as Responsabilidades”.

Bowie era fã de Lou e não tinha nenhum sucesso na manga, a não ser “Space Oddity”, que havia gravado certeiramente em 1969, o ano em que o homem pisou na Lua.

Também era fã de Iggy, um baixinho enfurecido que comandava o Stooges, uma das bandas mais ensandecidas de todos os tempos.

O livro traça esses destinos improváveis até o momento em que os três se transformam em estrelas tão exageradas que, mesmo sem purpurina, como no caso de Iggy, acabariam atraindo a ação e a reação de um movimento que recolocaria o rock em sua selvageria inicial: o punk.

O que teria sido do gênero sem Iggy Pop e Lou Reed –e sem David Bowie como contraponto? O livro de Dave Thompson responde a essa e outras perguntas com louvor.

Novas tecnologias de difusão pedem uma ficção mais afinada com o caos urbano

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Em artigo, o escritor Marcelo Benvenutti fala sobre a proposta de transcendência da literatura pop

Publicado no Zero Hora

Antigamente a rádio propagava música para milhões pelo preço de algumas pilhas, enquanto a literatura fazia com que o leitor tivesse que procurar o livro. O livro tinha que ser impresso. Distribuído. Vendido. Hoje a distribuição literária está numa velocidade cada vez maior. Criam-se quebras de protocolos rígidos que foram impostos por séculos de preconceitos. A literatura não é para qualquer um, diria um escritor de então. Assim também diziam os músicos eruditos ao ouvirem brancos que piravam no jazz, negros que pululavam no blues rural ou enclausurados intelectuais ao escutar populares em uma roda de samba. A música era restrita a poucos até surgirem aparelhos que a reproduzissem para as massas. Escravos que colhiam algodão puderam propagar seus lamentos para lugares que jamais imaginariam terem suas músicas ouvidas. Quando a distribuição se alterou, o que antes nem se sabia que existia, agora era música. Com a literatura não seria, e nem será, diferente.

Literatura é tudo aquilo que, ao se propagar, é lido como ficção e aceito pelo público. A propagação em massa nos traz o potencialmente bom e o potencialmente péssimo, mas nos dá o direito de escolha. Não deixem que outros escolham o que vocês devem ler ou escrever. Nós, escritores urbanos da América Latina, devemos tentar ao máximo escapar de associações históricas e localistas com que críticos (se é que eles ainda existem) nos analisam. Obviamente que a América do Sul ainda é maculada pelo fantasma da literatura fantástica. Julio Cortázar, por exemplo, escreveu histórias com situações absurdas, das melhores, mas também escreveu ótimos contos que se passam em Paris e Buenos Aires e em nada se enquadram nos estereótipos da crítica. São histórias urbanas. Histórias de pessoas comuns. Que amam. Brigam. Trabalham. Bebem. Que vivem. Só que o resenhista lembrará apenas de suas histórias fantásticas em que homens repetem números ou criaturas coabitam em um universo paralelo. Cortázar também é pop.

Sua história, caro escritor, pode ser sobre a imensa vontade de uma mulher que quer voar ou que chova Cadillacs azuis em uma cidade. Controle-se. Não deixe que o fantástico entranhe em você e o resenhista, preguiçoso e mal pago, acabe com sua carreira, jogando-a no limbo da literatura latino-americana. É muito fácil ele fazer isto. Você não precisa viver em Nova York, Londres ou Barcelona para ter histórias para contar. Seja em São Paulo, Cuiabá ou Garanhuns, vivemos em uma sociedade urbana. Deixe os romances históricos para os roteiristas da Globo. Estabeleça uma nova ordem. Todo romance é histórico? Claro que é! Se eu escrevo agora uma história que se passa em Porto Alegre com linguagem atual, pessoas e situações urbanas da capital, é um romance histórico? Ainda não é. Mas se sobreviver aos bits e bytes, no futuro será.

Existem escritores que só consideram alguém escritor se tiver lançado um romance. A literatura pop contesta. O pop se propõe a transcender, se apropria da transcendência que já acontece, os conceitos estanques e paradigmáticos do contemporâneo. Você é um escritor quando se propõe a criar uma história fictícia, baseada em fatos, reais ou não, acontecimentos plausíveis, impossíveis ou inexistentes. Você criou um universo através das letras. Como um compositor ou um pintor criou um mundo próprio. Somente com a imaginação. Quem coordena tudo ainda é a imaginação. Não se deixe cair nos guetos. A literatura fantástica ou o romance histórico são alguns deles. Quem é esse sujeito falando de pop se eu nem sei quem ele é? Mas aí é que está! Para ser pop não é necessário ser conhecido. Basta estar inserido na cultura pop. Conhecido já entra em outra classificação: a dos famosos. Famosos não fazem literatura. A literatura se faz deles. São elementos passivos. A literatura é pop. O autor, não.

A literatura submersa nas relações doentias da sociedade virtual, perdida entre verdades, mentiras e jogos irreais, se apruma em meio à confusão das redes sociais. Um post no Facebook pode ser tão literário quanto um romance. Basta fazer-se crível em meio à balbúrdia de sentimentos exarcebados por trás do teclado. O texto virtual é, muitas vezes, mais literário que a própria literatura. No momento em que alguém se mete atrás de um avatar, mera representação do seu eu verdadeiro, transforma-se em personagem de si mesmo. O personagem, muitas vezes confuso, uma persona diferente do original, joga o escritor-leitor-ator em meio a outros tantos personagens a interagirem no Twitter, Facebook ou qualquer outro aplicativo que venha a ser apresentado em um futuro próximo. Os escritores-atores de suas próprias histórias se movimentam nas ruas, tiram fotos, contam o que acontece em suas vidas, o que comem, bebem, com quem conversaram, quem beijaram, suas aventuras e desejos. Emitem opiniões e discutem, confundindo realidade com o que se passa nas suas cabeças. Distúrbios da vida real. A fragmentação desse mundo, entrecortado, nervoso, cut-up de cenas, memórias coletivas e textos curtos, se reflete na literatura, em sua caminhada rumo ao pop.

Por que a literatura deve ser pop? Porque não existe outro caminho. No return! O caminho linear nos leva ao começo. É um círculo. A fragmentação funciona como a maré. Tudo é jogado ao mar e tudo retorna. A literatura pasmacenta, ensimesmada na técnica das academias, retorna ao seu próprio umbigo, fugindo da interação e se tornando instrumento do autor. O pop, que se expande e se joga em meio ao calhamaço de informações e bobagens da internet, entranha-se e se alimenta da sociedade, virtual e real. A literatura pop é uma revista de papel barato num banco de rodoviária. É o punk, o beat, a libertação ressuscitada em mentes conectadas. O imaginário do autor está lá. As características do escritor que se interpõe e propõe o texto. Aquele que não se esquiva do combate e do debate. Textos espaçados por sites e redes se formam com o tempo na mente do leitor-personagem. O próprio leitor, inserido na internet, se torna leitor e ator da história, sendo incompatível separar vida e obra. O que diferencia um agente ativo de um passivo na literatura pop é a proposição. E aquele que dá a partida, corta em um lugar para colar em outro, assume a autoria de uma obra coletiva significada por sua personalidade. Seu texto, que faz a sinapse entre links e mentes, cria o imaginário em sua base: a mente humana individual. É quando retrato, reflexo e personagem se confundem em seu próprio tempo. Não se assuste com as palavras que vierem dos “entendidos”. Serão apenas palavras de quem quer criar um mundo próprio de mentiras e regras. Não existem regras. Quer dizer, existem. Mas não as respeite. Isso é o pop.

Marcelo Benvenutti é escritor, autor, entre outros, dos livros de contos Vidas Cegas (2002) e Arquivo Morto (2009)

Reino Unido impede cantora de deixar país com anel de Jane Austen

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Publicado por Folha de S.Paulo

O governo britânico está tentando impedir a cantora pop norte-americana Kelly Clarkson de retirar do país um raro anel de ouro e turquesa que pertenceu à escritora Jane Austen (1775-1817), no século 19.

A cantora, primeira vencedora do programa de calouros “American Idol”, há mais de uma década, comprou a joia em um leilão no ano passado, por mais de US$ 227 mil (R$ 519 mil).

O ministro britânico da Cultura, Ed Vaizey, proibiu temporariamente a exportação do anel, e pediu a um comprador do próprio Reino Unido que se apresente e mantenha a peça no país.

A cantora Kelly Clarkson, dona de um anel que pertenceu à escritora britânica Jane Austen (1775-1817) / John Shearer - 10.fev.13/Associated Press

A cantora Kelly Clarkson, dona de um anel que pertenceu à escritora britânica Jane Austen (1775-1817) / John Shearer – 10.fev.13/Associated Press

“Ela (Austen) é uma das nossas maiores escritoras e dos nossos maiores tesouros nacionais, e acho que as pessoas vão lamentar muito se o anel deixar o Reino Unido”, disse Vaizy à rádio BBC na sexta-feira (2).

O anel é uma das três joias ainda existentes que sabidamente pertenceram à autora de “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”. Ele está acompanhado de documentos que descrevem sua história dentro da família.

Os compradores têm até 30 de setembro para cobrir o valor de 152 mil libras que Clarkson pagou pelo anel. Se nenhum comprador privado ou institucional aparecer até lá, a licença de exportação será concedida a Clarkson, que se diz uma “grande fã” de Austen.

Mas a decisão sobre a autorização pode ser adiada até 30 de dezembro caso haja provas de que algum comprador britânico tem a firme intenção de arrecadar a quantia necessária.

Nenhum porta-voz de Clarkson foi localizado para comentar.

Madonna leiloa pintura por R$ 14 milhões para educação de meninas

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Publicado por Folha de S.Paulo

Madonna vendeu uma pintura abstrata do artista francês Fernand Leger por US$ 7,16 milhões (R$ 14, 2 milhões) na terça-feira (6), para arrecadar fundos para projetos de educação de meninas no Afeganistão, no Paquistão e em outros lugares.

A pintura de 1921, “Trois Femmes a la Table Rouge”, que tinha uma estimativa pré-venda de até US$ 7 milhões (R$ 14 milhões), foi adquirida por um comprador não identificado no leilão de arte impressionista e moderna da Sotheby’s, em Nova York, de acordo com o site da casa de leilões.

Quadro "Trois Femmes a la Table Rouge", leiloado por Madonna / Emmanuel Dunand/AFP

Quadro “Trois Femmes a la Table Rouge”, leiloado por Madonna / Emmanuel Dunand/AFP

A cantora pop disse em abril que comprou a pintura em 1990 e que a venda combinaria suas paixões pela arte e a educação ao angariar fundos para a Fundação Ray of Light, uma organização sem fins lucrativos que oferece formação profissional para crianças de rua e agricultoras pobres.

“Eu não posso aceitar um mundo onde as mulheres ou meninas são feridas, alvejadas ou mortas seja por ir à escola ou por ensinar em escolas para meninas. Nós não temos tempo para ser complacentes”, disse Madonna em um comunicado no mês passado.

“Quero trocar algo valioso por algo de valor inestimável –educar meninas.”

Madonna adotou duas crianças do Malaui e planeja construir 10 escolas no país do sul da África.

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