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Admirável mundo sem livros
0Sérgio Rodrigues, na Veja
O Pop Literário de Sexta volta com o curta-metragem inglês The last bookshop (“A última livraria”), de Richard Dadd e Dan Fryer, produção independente recém-saída do forno que imagina um futuro distópico com toques de “Admirável mundo novo” e “1984”.
Resta no mundo uma única – e maravilhosa – livraria. Essa notável resistência comercial se deve exclusivamente à teimosia do velho dono, que não vê um cliente cruzar a porta da loja há vinte e cinco anos. Até que um dia aparece por lá um garoto e…
Um alerta: com vinte minutos de duração, o filme tem diálogos e não está disponível em versão legendada. Atenção para o nome do Grande Irmão, que é revelado perto do final triste e pessimista (mas não completamente): GamaZone. (Via Paris Review.)
Sergipana de 10 anos expõe livro em uma das principais feiras do mundo
0‘O Monstro de Chocolate’ faz parte da The London Book Fair, na Inglaterra.
Livro aborda desaparecimento de crianças e ensina evitar situação de risco.
Marina Fontenele, no G1
A sergipana Alice Vitória Rocha Silva, 10 anos, é considerada uma menina prodígio. Começou a ler aos três anos de idade e aos cinco escreveu ‘O Monstro de Chocolate’, primeiro livro infantil do Brasil a ser publicado simultaneamente em português, inglês, francês e espanhol. O livro está sendo exposto na The London Book Fair, na Inglaterra, que acontece até esta quarta-feira (17).
O Monstro de Chocolate aborda a problemática do desaparecimento de crianças e ensina que não se deve abrir a porta para estranhos, neste caso, um homem utiliza o doce para atrair as vítimas. A publicação é ilustrada e tem linguagem de fácil compreensão justamente porque foi escrita por uma criança. O livro faz parte do acervo bibliotecário da rede de escolas públicas de Sergipe e já foi citado no programa Domingão do Faustão na TV Globo.
Alice leu mais de 1,5 mil contos infantis, está cursando o 7º ano do Ensino Fundamental e sonha em ser médica veterinária. “Sempre gostei muito de ler porque quando a gente lê se sente como se estivesse dentro da história”, afirma Alice. Crepúsculo foi um dos últimos livros que ela leu, mas só após a mãe conhecer o texto e saber se era adequado para a faixa etária.
A rotina diária de Alice é igual a de uma criança comum e inclui fazer as tarefas da escola, brincar com os irmãos e animais de estimação, ir para a aula à tarde, assistir desenho animado e ler antes de dormir. Entre as brincadeiras preferidas: pega-pega, pique-esconde, boneca e faz de conta, onde interpreta um personagem dos livros.
Reconhecimento
A menina está se preparando para o lançamento do segundo livro A Bruxinha Boazinha e os Ratinhos de Circo no dia 26 de abril. Alice já tem outras 15 histórias escritas, todas com intenção educativa e tratam temas como inveja, amor, desobediência e gratidão. “Eu vou escrevendo o que acho que pode ajudar as crianças do mundo todo. Penso nos assuntos que aprendo em casa, na escola e até o que escuto às vezes quando meu pai está assistindo o jornal”, afirma a garota.
O Monstro de Chocolate foi lançado em 2010, mesmo ano em que participou da Bienal Internacional do Livro em São Paulo e autografou livros para os escritores da literatura infantil Maurício de Sousa, Ziraldo e Laé de Souza. Desde então, Alice passou a ser convidada para participar de eventos de incentivo ao hábito da leitura a crianças.
Já a Bruxinha Boazinha e os Ratinhos de Circo terá o prefácio feito por Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica. O texto aborda a necessária compreensão das diferenças entre as pessoas, superação do preconceito e a valorização do talento artístico e cultural como instrumento de transformação das pessoas e do meio em que vivem.
Projeto
Os pais de Alice acreditaram no talento da filha e resolveram publicar os livros com recursos próprios. “Ela me chamou para ler O Monstro de Chocolate e não dei muita atenção no início até que parei para ver o que ela tinha escrito. Me surpreendi com a simplicidade e coerência da história e resolvi atender o pedido de levar o ensinamento para o máximo de crianças no mundo. Ela foi no site tradutor e colocou o texto em 20 idiomas, mas a convenci que só nos idiomas mais usados já seria suficiente”, lembra o pai dela, André Amoroso Jorge Silva.
Para financiar o primeiro livro, Amoroso pediu um empréstimo de R$ 20 mil que ainda está pagando com a renda da comercialização, mesma fonte de renda do projeto ‘Um sonho possível’ que tem como objetivo incentivar a leitura e revelar talentos literários.
“Nossa ideia é publicar livros infantis coletivos com historinhas escritas exclusivamente por crianças de todo o Brasil. O projeto transforma ainda a vida de famílias que passam a ter participação no lucro da comercialização dos produtos publicados”, explica Amoroso.
Uma minilivraria na porta de casa
0Little Free Library é feita de material reaproveitado e pode ficar no quintal
Alice Sant’Anna, no O Globo
Apesar do tamanho exíguo, a ideia é grandiosa. Inaugurada em 2009 nos Estados Unidos, a intenção da Little Free Library é, como diz o nome, ser uma pequena biblioteca de graça, onde os livros circulam livremente. É uma biblioteca de bairro: pode ficar dentro de um café, por exemplo, ou no quintal de casa. A condição é que a casinha, feita com material reaproveitado, sirva como ponto de partida e de chegada de obras literárias.
O projeto, que inicialmente almejava algo em torno de 2.500 pontos, deslanchou. Se em 2011 os criadores Todd Bol e Rick Brooks festejavam a marca de cem bibliotecas, em 2013 viram o número extrapolar para seis mil, somando um total de dois milhões de livros trocados em mais de 32 países.
No Google Maps, há um mapeamento de todas as coleções registradas, incluindo três na África (bit.ly/JDzl7o). Na América do Sul, ainda não há nenhuma. A estimativa é que, seguindo esse ritmo, até o fim do ano o projeto alcance impressionantes 25 mil registros.
As pessoas que doam seus livros são encorajadas a escrever um pequeno bilhete apresentando o conteúdo. E os leitores seguintes, de preferência, devem adicionar suas impressões ao papel. A ideia é que a seleção seja formada por “títulos preferidos” — incluam-se aí romances e histórias infantis — e também por ensinamentos práticos, como manuais.
Para cadastrar uma biblioteca na Little Free Library em sua cidade, é preciso pagar uma licença no valor de US$ 35. O preço cobrado pela casinha varia, mas no site (littlefreeli brary.org.) há instruções completas para se construir uma (aí sim, de graça), usando elementos recicláveis e resistentes. A criatividade cuida do resto.
Alunos de Oxford pedem readmissão de bibliotecário após ‘Harlem Shake’
0Um grupo de estudantes da Universidade de Oxford está pedindo a readmissão de um bibliotecário que teria sido demitido após a gravação de um vídeo no estilo “Harlem Shake”.
Cerca de 30 estudantes participaram de uma versão da dança, que virou mania na internet, gravada na biblioteca do Saint Hilda College, que faz parte da universidade. O vídeo teve mais de 5 mil visualizações no You Tube.
O Saint Hilda’s Junior Common Room, uma espécie de entidade que representa estudantes da instituição, aprovou uma moção em que pede que o bibliotecário seja reintegrado.
Um porta-voz da Universidade de Oxford disse que a entidade não vai fazer nenhum comentário sobre o assunto.
A presidente da associação dos estudantes, Esther Gosling, disse que o bibliotecário foi demitido e cinco estudantes multados em quantias entre 30 e 60 libras (cerca de R$ 90 a R$ 180) depois que o vídeo foi postado na internet, em fevereiro.
Gosling acrecentou que a gravação ocorreu na biblioteca pouco antes da meia-noite. Ela insistiu que o bibliotecário não estava envolvido na organização e “não poderia ter evitado o ocorrido”.
“Não queremos julgar as autoridades da faculdade ou as decisões que elas tomam, mas, neste caso, acho que a reação foi excessiva, e a demissão é injusta”, completou.
Gosling disse ainda que a faculdade respondeu à associação de alunos que não poderia comentar assuntos de seu departamento pessoal.
Aluna pode ter visão comprometida por causa de trote na escola
0Estudante de 14 anos foi atingida por um ovo no olho direito, enquanto deixava o colégio, em Porto Alegre
Publicado em O Globo
Caso ganhou visibilidade na internet após desabafo da mãe da adolescente no Facebook
RIO – A estudante Isabela Hartmann Rost, de 14 anos, corre o risco de ter a visão comprometida após ter sido atingida por um ovo no olho direito, durante um trote na porta do Colégio Anchieta, escola tradicional de Porto Alegre (RS), onde estuda. Ela se preparava para entrar no carro do pai quando foi alvo da ação de um aluno do terceiro ano do ensino médio da mesma instituição. Atividade mais frequente nas turmas de primeiro período do ensino superior, o “trote” é uma ação comum entre os estudantes da região no início do ano letivo, de acordo com a Anchieta.
O episódio ganhou visibilidade na internet desde que a mãe de Isabela, Claudia Hartmann, passou a publicar desabafos no Facebook. Em um dos textos, ela conta que a garota tem agora uma nova rotina, nada agradável, na qual precisar ir, diariamente, ao banco de olhos da cidade ou ao oftalmologista para medir a pressão ocular. Além disso, a menina apresenta quadros de ansiedade por temer não voltar a enxergar como antes. Tanto que, logo ao acordar, pela manhã, procura logo um espelho para verificar se houve melhora no olho machucado, que permanece com sangue coagulado.
Os posts da mãe são compartilhados por colegas e internautas e já receberam comentários que ironizam ou minimizam a situação. Em resposta, na tarde desta quarta-feira (13), Isabela pediu à mãe para digitar um texto seu, já que ela não pode ficar diante do computador:
“Eu não acho esses trotes uma atitude legal, e sei que por ter essa opinião muitos poderão vir me chamar de chata, careta. Mas é que notei os riscos dessa brincadeira (…). A minha visão piorou, porque estou com o olho bem inflamado. (…) os anti-inflamatórios aumentaram, ainda tem o risco de descolamento de retina tardio”, diz a garota, em um trecho do post.
O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado no Estado do Rio Grande do Sul (Sinepe-RS), Osvino Toillier, adiantou que o assunto será debatido com as escolas na próxima segunda-feira, durante uma reunião. Segundo ele, o objetivo será buscar maneiras de evitar episódios semelhantes, por meio de uma atuação compartilhada entre pais, professores e alunos.
— Sabemos que os adolescentes têm, muitas vezes, atitudes inconsequentes. Então, precisamos encontrar maneiras para evitar que cheguem até incidentes como este — disse, pontuando que o episódio é visto como um caso isolado pela entidade.
A direção do Colégio Anchieta ainda não localizou o aluno responsável pelo “trote” e informou, em nota, que ainda avalia as providências que serão tomadas.
Leia a íntegra do comunicado da escola:
“Diante do ocorrido entre um aluno do terceiro ano do ensino médio e uma aluna de série inferior, o Colégio Anchieta está tomando as providências cabíveis preconizadas pelo seu Regimento Interno. O fato, sem dúvida, é profundamente lamentável e inaceitável. As avaliações que estão sendo feitas pela Direção e o Serviços terão como balizamento os princípios e valores da instituição, em geral, e a proposta da Convivência Escolar, em particular, que se pauta por um adequado convívio social. Agredir um colega sempre é um desrespeito aos princípios da convivência humana em qualquer lugar, sendo merecedor dos procedimentos cabíveis que se aplica”.



























