Sua Segunda Vida Começa Quando Você Descobre Que Só Tem Uma

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O Senhor dos Anéis: Amazon comprou os direitos e oficializou a série

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Já existe vencedor da disputa pelos direitos televisivos dos livros de “O Senhor dos Anéis”. Entre a Netflix, a Amazon e a HBO, a vencedora foi a Amazon.

Catarina Fernandes, no Magazine HD

No início do mês de novembro surgiu o rumor de que a Warner Bros. planeava expandir o sucesso da saga literária de J.R.R. Tolkien dos cinemas para a televisão. A Netflix e a Amazon Studios eram as principais concorrentes na compra dos direitos televisivos de “O Senhor dos Anéis”, com a segunda plataforma de streaming apontada como a favorita. Agora, o rumor tornou-se realidade.

Segundo o Deadline, a Amazon apresentou uma melhor proposta que os representante da HBO e da Netflix. O serviço pagou 200 milhões de dólares norte-americanos para transformar a obra numa série. Este valor não inclui quaisquer custos de produção, apenas os direitos.

A Amazon já aprovou a série para pelo menos duas temporadas. O site adiantou ainda que a produção televisiva não se trata de uma nova adaptação, mas de uma história que preencha as lacunas da história original, provavelmente do tempo passado entre “O Hobbit” e “O Senhor dos Anéis”. O acordo prevê também a possibilidade da criação de um spin-off

No cinema, a trilogia de “O Senhor dos Anéis” foi realizada por Peter Jackson e lançada entre 2001 e 2003.

A série ainda não tem previsão de estreia.

Harry Potter vai ganhar documentário da BBC

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Cesar Gaglioni, no Jovem Nerd

A BBC anunciou um documentário que vai celebrar os 20 anos de Harry Potter. Intitulado Harry Potter: A History of Magic, o filme vai explorar o processo criativo de J.K. Rowling na escrita da série de livros e também mostrar os bastidores da exposição de mesmo nome que será inaugurada na British Library, em Londres.

A exposição, que começa em 20 de outubro, dá a possibilidade do público ver pela primeira vez os manuscritos originais da série, desenhos assinados por Rowling, objetos que inspiraram elementos vistos na franquia e até mesmo um pergaminho do século 16 assinado por George Ripley e que mostra a suposta fórmula para se obter a Pedra Filosofal.

O documentário não tem data de exibição definida.

Sim, é possível viver como escritor no Brasil

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Imagem: Google

 

Raphael Draccon, no Observatório da Imprensa

Meu pai foi a primeira pessoa a quem revelei que seria escritor e a primeira que disse que eu morreria de fome. Ele viu meu primeiro livro ser publicado, mas morreu sem saber que eu ganharia com livros mais do que ele juntou a vida inteira como corretor de imóveis. Faz sete anos que ele morreu, mas o mantra ainda é repetido a qualquer um que queira viver da escrita.

É positivo se revisar esse discurso para não restar apenas a impressão de que o autor brasileiro está destinado a viver um fardo. Para isso, é preciso concordar, antes de mais nada, que escrever é uma profissão.

Outro ponto é que na literatura ainda existe o mito de que um escritor deveria ter receio do sucesso comercial.

Encontraremos autores que preferem “ser lidos”, mas “não vender muito” ou “ganhar dinheiro”. É um relato curioso. Quanto mais lido um autor for, mais livros venderá, mais dinheiro ganhará e mais tranquilidade terá para viver da escrita.

Além disso, existe o velho discurso de que a “boa literatura” e a “literatura comercial” não podem andar de mãos dadas. Esse argumento atravanca o crescimento do mercado editorial, ao contrário de outros nos quais tal raciocínio foi superado, como o de cinema e de games.

A diferença

Ter a escrita como profissão envolve disciplina e paciência. Não se vive de literatura de um dia para o outro, como em qualquer profissão. Demora-se anos e várias obras. Para cada jogador de futebol milionário existem centenas ganhando salário mínimo. Mas os holofotes costumam focar os que saíram do nada e venceram. Opta-se pelo exemplo, não pelo desestímulo.

Nas livrarias, brasileiros e estrangeiros disputam o mesmo espaço. O maior obstáculo era o preconceito com o autor nacional. Hoje temos nomes que vão de Eduardo Spohr a Leandro Narloch, de Paula Pimenta a Laurentino Gomes, de Carina Rissi a Isabela Freitas, de Carolina Munhóz a Raphael Montes. Uma geração que se comunica diretamente com seu público e seduz novos leitores. E nem é preciso citar gigantes como Paulo Coelho, Pedro Bandeira, Augusto Cury, Mauricio de Sousa e tantos outros.

Nunca se leu tanto. É pouco ainda para um país gigantesco, mas é mais do que em qualquer época. Olhe ao redor: as pessoas estão obcecadas em telas portáteis, lendo e escrevendo o tempo todo. Leitores acampam na frente de Bienais. Temos algumas das maiores bases mundiais de fãs de sagas literárias, que também se apaixonam por livros brasileiros.

Um escritor brasileiro tem o direito de dizer que não sabe como se comunicar com esse mercado. Mas não que ele ainda não existe.

Recebemos e-mails emocionados, somos parados nas ruas, chegamos às outras mídias e negociamos contratos de seis dígitos. Mas, quando tudo era um sonho, foi preciso desafiar o mantra e descobrir que viver disso é diferente de viver isso. E essa geração hoje vive isso. Por isso, a cada dia mais, ela vive disso.

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Raphael Draccon, 33, é escritor, autor de “Cemitérios de Dragões” (Rocco) e da série “Dragões de Éter” (Leya), entre outros, e vive de livros

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