Vitrali Moema

Posts tagged Pra

Conceição Evaristo é atração na Feira do Livro de Porto Alegre nesta quarta e quinta-feira

0
Conceição participará de mesa redonda e falará ao público da Feira do Livro | Foto: Divulgação / CP

Conceição participará de mesa redonda e falará ao público da Feira do Livro | Foto: Divulgação / CP

 

Além de sessões de autógrafos, escritora tem três atividades agendadas no evento

Publicado no Correio do Povo

Um dos principais nomes da literatura contemporânea brasileira, a mineira Conceição Evaristo participa da 63ª Feira do Livro de Porto Alegre nesta semana. Nesta quarta-feira, entre 18h e 19h15min, a escritora estará na mesa redonda “Conceição Evaristo: a palavra como herança”, ao lado de Priscila Pasko, editora do blog Veredas, e do professor convidado da Ufrgs Luiz Maurício Azevedo. Antes da abertura da atividade, a atriz e professora Celina Alcântara fará a leitura dramática de um texto da autora. Após, às 19h30min, haverá sessão de autógrafos de “Becos da Memória” (2006) e “Olhos d’Água” (2014), na Praça de Autógrafos.

Já na quinta-feira, às 10h30min, Conceição Evaristo encontra estudantes na Tenda de Pasárgada, e às 18h30min fala no Auditório Barbosa Lessa do Centro Cultural Ceee Erico Verissimo (Andradas, 1223). Depois, às 19h30min, ela autografa “Ponciá Vicêncio” (2003), na Praça de Autógrafos.

Nascida em Belo Horizonte em 1946, Conceição Evaristo conciliou os estudos com o trabalho como empregada doméstica, até concluir o curso Normal, em 1971, aos 25 anos. Mudou-se então para o Rio de Janeiro, onde passou em um concurso público para o magistério e estudou Letras na UFRJ. Também é Mestra em Literatura Brasileira pela PUC-Rio, e Doutora em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense.

Na década de 1980, Conceição entrou em contato com o Grupo Quilombhoje. A estreia dela na literatura foi em 1990, com lançamentos na série Cadernos Negros. Suas obras, em especial o romance “Ponciá Vicêncio”, abordam temas como a discriminação racial, de gênero e de classe. O livro foi traduzido para o inglês e publicado nos Estados Unidos em 2007.

Confira programação que celebra 115 anos de Carlos Drummond

0
(foto: Acervo CDA/Fundação Casa de Rui Barbosa)

(foto: Acervo CDA/Fundação Casa de Rui Barbosa)

 

Leitura de poemas eróticos por Thiago Lacerda, palestra com Humberto Werneck e show de Pedro Morais são algumas das atrações

Mariana Peixoto, no UAI

A passagem de Carlos Drummond de Andrade (1902/1987) por Belo Horizonte foi curta, porém célebre. Os 14 anos vividos aqui (de 1920 a 1934, além de alguns meses em 1916, quando estudou no Colégio Arnaldo) foram eternizados em poemas como o pesaroso Triste horizonte (“Não quero mais, não quero ver-te”) e o elogioso Jardim da Praça da Liberdade (“Versailles entre bondes”).

O período foi determinante em sua vida. Foi aqui que se formou a intelectualidade literária dos primeiros anos da nova capital, junto a Milton Campos, Abgar Renault, Emílio Moura, Pedro Nava e Aníbal Machado. Foi também aqui que Drummond se graduou em farmácia, que se casou com Dolores, que teve seus dois filhos, Carlos Flávio e Maria Julieta, e que estreou na literatura com Alguma poesia (1930).

Belo Horizonte realiza, de hoje a quarta-feira, um grande evento dedicado ao poeta maior. #Drummond115 vem celebrar seus 115 anos de nascimento (em 31 de outubro de 1902, em Itabira) por meio de ações que misturam cultura, educação, inclusão social e gastronomia. A iniciativa dessas ações conjuntas – há ainda homenagens isoladas – é do Governo de Minas, Codemig e do projeto Sempre um Papo. A Biblioteca Pública, o Rainha da Sucata e a Praça da Liberdade vão concentrar a programação, que terá desdobramentos em outras regiões da cidade.

E os 14 anos passados por Drummond na cidade são o ponto de partida. “Belo Horizonte é uma referência cultural do ponto de vista literário a que ninguém dá o devido valor”, comenta o produtor cultural Afonso Borges, do Sempre um Papo. Para colocar as coisas em seu devido lugar, o jornalista e escritor Humberto Werneck, que lança, em 2018, pela Cia. das Letras, biografia do poeta, faz amanhã, na Biblioteca Pública, a palestra “Drummond e seu tempo em Belo Horizonte”. Werneck, também um mineiro que deixou BH (só que a trocou por São Paulo, onde vive desde 1970), ainda participa de uma leitura de poemas em presídio da região metropolitana.

AMOR NATURAL O ator Thiago Lacerda chega hoje à cidade para apresentar, nesta segunda, no Teatro Bradesco, os poemas eróticos de Drummond, reunidos no livro póstumo O amor natural (1992). A leitura tem enfrada franca, e as senhas para ingresso serão distribuídas a partir das 19h. O prédio conhecido como Rainha da Sucata, na Praça da Liberdade, vai ser palco de várias ações. Em seu teatro de arena estão previstas apresentações de teatro, declamações e até mesmo um slam poético (disputa de poesia falada).

Uma das ações mais simples, e que deve causar impacto, será realizada amanhã. Das 12h às 13h, a Praça da Liberdade será o cenário da #OcupaçãoDrummond. É basicamente uma leitura coletiva da obra do poeta – para participar, basta ir ao local com um livro dele. O Memorial Minas Gerais Vale anunciou que transferirá para o espaço aberto da praça a divulgação dos áudios de poemas de Drummond lidos por ele mesmo. As gravações fazem parte do acervo permanente da sala dedicada ao itabirano no museu.

As ações incluem ainda um sósia, o ator Valmir Cavalcante, que deverá circular pela cidade tal qual Drummond fazia há quase um século.

#DRUMMOND115
De hoje a quarta, em vários espaços de BH,
com entrada franca. Programação completa: www.drummond115.wordpress.com.

Flip 2017: venda de lote extra de ingressos abre na sexta-feira

0
greja Matriz em Paraty, que vai receber os debates da programação principal da Flip 2017 - Divulgação

Igreja Matriz em Paraty, que vai receber os debates da programação principal da Flip 2017 – Divulgação

 

No mês passado, entradas para a programação principal se esgotaram em poucas horas

Publicado em O Globo

RIO – RIO – A venda do lote extra de ingressos para a programação principal da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) será aberta na próxima sexta-feira, a partir das 10h. No mês passado, as entradas se esgotaram em poucas horas.

Os ingressos podem ser comprados pela internet, no site da Ticket for Fun, ou nos pontos de venda autorizados. Os preços são de R$ 55 (inteira) e R$ 27,50 (meia) por mesa. A venda é limitada a duas entradas por CPF para cada mesa.Flip 2017: venda de lote extra de ingressos abre na sexta-feira.

Neste ano, a programação principal, que tradicionalmente ocupava a Tenda dos Autores, será levada para a Igreja Matriz Nossa Senhora dos Remédios, na Praça da Matriz. A capacidade do rebatizado Auditório Matriz será de 450 lugares, cerca de 50% a menos do em edições anteriores. Em compensação, haverá 700 lugares cobertos gratuitos no Auditório da Praça, onde haverá transmissão pelo telão.

Entre os nomes confirmados nesta Flip estão a escritora Conceição Evaristo, o ator Lázaro Ramos, o jamaicano Marlon James, o escritor Alberto Mussa, a crítica Beatriz Resende e a historiadora Lilia Moritz Schwarcz, autora de recém-lançada biografia de Lima Barreto.

Ciclistas doam livros para pessoas em situação de rua em São Paulo

0
Robson Mendonça, do Movimento Estadual de População em Situação de Rua recebe doações de livros para a Bicicloteca Foto: Agência Brasil

Robson Mendonça, do Movimento Estadual de População em Situação de Rua recebe doações de livros para a Bicicloteca
Foto: Agência Brasil

Após a arrecadação na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, os ativistas pedalaram até a Praça do Patriarca, próximo à prefeitura, onde entregaram os livros ao projeto

Publicado no Diário do Litoral

Ciclistas fizeram ontem (7) uma doação de livros para o projeto Bicicloteca, que distribui livros para pessoas em situação de rua na capital paulista. Após a arrecadação na Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, os ativistas pedalaram até a Praça do Patriarca, próximo à prefeitura, onde entregaram os livros ao projeto. Foram arrecadados cerca de 100 títulos.

Robson Mendonça, presidente e fundador do Movimento Estadual de População em Situação de Rua, é responsável pela Bicicloteca. Ele conta que a ideia surgiu da sua própria experiência como morador de rua, durante um período de seis anos. “A maior dificuldade que tinha era conseguir um livro para ler. Quando entrava na biblioteca, o pessoal se levantava e não queria ficar perto de um morador de rua. Eu não podia retirar o livro para ler porque precisava de um comprovante de residência. Eu criei uma biblioteca que não precisasse de burocracia para ter direito ao livro”, disse.

No projeto, Robson usa uma bicicleta comum baú para levar os livros aos diferentes pontos do centro de São Paulo, funcionando como uma biblioteca itinerante. O objetivo é proporcionar inclusão social por meio da leitura. Desde 2010, mais de 100 mil livros foram emprestados. Desse total, 99 mil foram devolvidos.

“O nosso intuito não é a devolução do livro, apesar de nós termos uma devolução muito maior que as bibliotecas convencionais. Queremos que o livro circule. Quando terminar de ler falamos que, se tiver outra pessoa interessada, você passa para outra pessoa”, conta Robson. “A população de rua diz para mim que não vai ficar com o livro porque vai chover, vai estragar, então devolve para outro poder ler”, diz ele.

Denis Meireles de Carvalho, 36 anos, deixou as ruas há 4 dias. Ele foi ajudado por Robson, após permanecer por 1 ano como morador de rua, embaixo do viaduto da Praça da Bandeira. “Foi por causa do álcool, festa e falta de responsabilidade. Eu perdi o emprego, não tive como pagar aluguel. Sou órfão, vim do Rio de Janeiro em busca de trabalho como pizzaiolo”, lembra ele.

Agora, Denis quer voltar ao mercado de trabalho e manter o novo hábito da leitura. “Através do seu Robson, estou começando a me interessar por leitura de teatro, estou lendo roteiros. Eu me interessei por teatro, porque sempre quis atuar”, disse.

O cicloativista Alex Gomes Peixoto, de 37 anos, professor de história da arte, fez uma doação hoje de sete livros e dois conjuntos de cartões postais. “Às vezes, isto fica encostado em casa. Aqui, coloco para circular, para as pessoas lerem, especialmente as pessoas em condições de rua, que não conseguem ter o acesso às bibliotecas. A gente sabe dos vários bloqueios que existem nesses locais”, disse.

A Bicicloteca está a cada dia da semana em um ponto do centro, onde doações são aceitas e os moradores de rua podem retirar os livros. A programação é: segunda-feira na Praça da Sé, terça-feira na Praça do Patriarca, quarta-feira na Rua Barão de Itapetininga, quinta-feira na Praça da República e sexta-feira em Santa Cecília. As doações podem ser entregues também na Rua José Bonifácio, número 395, loja 10, na Sé. Mais informações pelo telefone: (11) 94833-7093.

Por mensalidade baixa, brasileiro escolhe cursar medicina na Rússia

1

Economia no pagamento da mensalidade de despesas foram determinantes.
Segundo a Aliança Russa. n° de interessados aumentou 40% neste ano.

Anaísa Catucci, no G1

Brasileiros que escolheram fazer o curso no exterior (Foto: Marcos Freitas/ Arquivo Pessoal)

Brasileiros que escolheram fazer o curso no
exterior (Foto: Marcos Freitas/ Arquivo Pessoal)

Apesar da polêmica sobre a revalidação do diploma de médicos formados em instituições estrangeiras para atuar em programas do governo federal como o “Mais Médicos”, dezenas de estudantes deixam o Brasil para cursar medicina na Rússia, a 11 mil quilômetros de distância e que tem temperatura média anual de 5ºC .
A experiência cultural e a concorrência nas instituições públicas são alguns pontos levados em consideração na escolha. No entanto, o chamariz que tem atraído alunos de classe média é o preço cobrado pelo curso, com uma mensalidade que equivale a R$ 920, valor inferior aos cobrados pelas faculdades particulares, que dificilmente cobram mensalidades menores do que R$ 2,7 mil.

Depois de analisar os valores, o estudante de Campinas (SP) Marcos Vinícius de Freitas resolveu encarar o desafio, enfrentar ao menos seis anos de invernos rigorosos e as dificuldades do idioma para realizar o sonho de ser médico. “Medicina sempre foi um sonho pra mim. Somando mensalidades, custo de vida, eu vou ter uma economia de 300%”, revela. Para ajudar nas despesas, Freitas contará com o apoio financeiro da família, que ficou no interior paulista.

O curso de Medicina na Universidade Estatal Médica de Kursk, que fica a 500 km de Moscou, custa US$ 2.450, em torno de R$ 5,5 mil, por semestre e é cobrada uma taxa para a reserva de alojamento, também semestral.

Segundo dados da Aliança Russa, o número de interessados pelo curso nas seleções feitas entre abril e setembro deste ano aumentou em 40% se comparado com o mesmo período de 2012, mas são selecionados de 80 a 100 estudantes. Com a conclusão do curso, o profissional também adquire o passe livre para trabalhar em toda a Europa. No caso de Freitas, a ideia é fazer uma especialização no exterior antes do retorno.

Família de Marcos no aeroporto no embarque para a Rússia (Foto: Marcos de Freitas/ Arquivo Pessoal)

Família de Marcos no aeroporto no embarque para
a Rússia (Foto: Marcos de Freitas/ Arquivo Pessoal)

Plano de estudos
Antes de iniciar o curso de graduação, os brasileiros fazem a Faculdade Preparatória e terão aulas de Ciências Biológicas em inglês, que integra o processo de adaptação à metodologia russa para praticarem o idioma oficial das aulas. A grade curricular é padrão em toda a Rússia e têm mais de 11 mil horas, sendo que a carga mínima aceita no Brasil é de 7.350 horas. A oferta de vagas para os brasileiros ocorrem de abril a outubro.

A aventura também tem suas barreiras afirma Freitas, como o preconceito, a distância da família e dos amigos. “Acho que todo mundo tem um preço a pagar para alcançar seus sonhos. Enquanto isso, só nos resta a internet mesmo para matar a saudade”, desabafa.

Atrativos
Segundo Carolina Perecini, diretora da Aliança Russa, o interesse do governo da Rússia é atrair brasileiros para apresentar a cultura. O Brasil é o único país da América Latina para o qual vagas do programa são oferecidas. A triagem dos alunos é feita por meio de currículo, notas escolares e análises de perfis com entrevistas com os interessados e os responsáveis.

Revalida
Para quem busca concluir o sonho e trabalhar no país, após superar as adversidades do período de aulas, o profissional ainda terá que revalidar o diploma para exercer a profissão. Segundo a Aliança Russa, dos três alunos formados em 2012, dois ficaram na Rússia fazendo residência médica e um fez a inscrição neste ano e passou na primeira fase. Dos 11 formados em 2013, todos estão trabalhando no programa “Mais Médicos”.

Marcos com duas amigas que irão fazer medicina na Rússia (Foto: Marcos de Freitas/ Arquivo Pessoal)

Marcos com duas amigas que irão fazer medicina na Rússia (Foto: Marcos de Freitas/ Arquivo Pessoal)

Go to Top