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Prêmio Jabuti promove mudanças para tentar se manter relevante

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Lygia Fagundes Telles recebe homenagem do Prêmio Jabuti, em 24 de novembro de 2016 Foto: JF DIORIO /ESTADÃO

 

60.ª edição da distinção literária terá 18 categorias e vai pagar R$100 mil para o livro do ano; cerimônia revela os vencedores no dia 8 de novembro

Guilherme Sobota, no Estadão

A Câmara Brasileira do Livro (CBL) anunciou nesta terça-feira, 15, uma série de mudanças para o Prêmio Jabuti. Agora a premiação tem 18 categorias (eram 29 no ano passado), premia apenas o primeiro colocado de cada uma delas, e escolhe um vencedor como Livro do Ano, que vai receber R$100 mil — o vencedor de cada categoria recebe agora R$ 5 mil (eram R$3,5 mil em 2017).

Os vencedores serão conhecidos na cerimônia de entrega do Prêmio, no dia 8 de novembro, às 19h, no Auditório do Ibirapuera, em São Paulo. Antes disso, a CBL anuncia 10 finalistas de cada categoria.

Duas novas categorias foram criadas: formação de novos leitores e impressão.

A primeira vai selecionar iniciativas que despertem interesse pela leitura. A segunda vai prestigiar processos de impressão (o livro e a editora serão premiados, e quem recebe o prêmio em dinheiro é a gráfica responsável).

“O Jabuti é uma edificação pronta, só estamos fazendo a reestruturação”, disse o curador Luiz Armando Bagolin em coletiva de imprensa na sede da CBL nesta terça. “Ele foi criado como um prêmio para celebrar o mercado editorial e se tornou um ativo cultural da sociedade brasileira, as mudanças então são uma homenagem do mercado ao leitor.”

O Prêmio agora se divide em quatro eixos, cada um com subcategorias. Literatura (Romance, Poesia, Conto, Crônica, Infantil e Juvenil, Tradução, HQ); Ensaios (Biografia, Humanidades, Ciências, Artes, Economia Criativa); Livro (Capa, Projeto Gráfico, Ilustração, Impressão); Inovação (Formação de Novos Leitores, Livro Brasileiro Publicado no Exterior).

Cada uma das 18 categorias terá apenas um vencedor, e não três, como ocorria no passado. Todos os livros vencedores no eixos Literatura e Ensaios concorrem ao prêmio de Livro do Ano.

O recebimento das obras (exceto daquelas inscritas no eixo Livro) agora passa a ser digital, em formato PDF, e não mais com os livros enviados.

Autores independentes, sem vínculos com editoras, também passam a ter desconto no valor de inscrição (R$327 contra R$430 para não associados da CBL; associados pagam R$285 por inscrição). De qualquer forma, respeitando a Lei do Livro, o regulamento exige que os livros tenham ISBN e ficha catalográfica (que não precisa ser feita por uma editora).

O júri de cada categoria será formado por nomes indicados à CBL e referendados pelo conselho curador do Jabuti (como ocorreu ano passado). As inscrições das indicações ao júri abrem nesta terça-feira, 15, e vão até o dia 15 de junho. Os jurados, três por categoria, terão um prazo para indicar 13 obras do universo de inscritos no Jabuti e dois meses para avaliação dos títulos.

“Sugestões podem vir de todos os envolvidos, e conflitos de interesse serão resolvidos pelo conselho”, explica Bagolin. “A consequência de mudar esse processo é a de evitar só acadêmicos no júri, a tendência é democratizar.”

O conselho curador é formado por Tarcila Lucena, Mariana Mendes, Pedro Almeida e Jair Marcatti.

Todas as mudanças têm por objetivo aproximar o Jabuti dos leitores e também dar mais reconhecimento à promoção da leitura, segundo o curador.

Para ele, a diminuição no número de categorias não representa necessariamente uma redução no número de contemplados. “Tudo que existia antes (como livros mais técnicos) ainda pode ser contemplado. Nosso foco é o leitor, não é mais o nicho”, disse.

Bagolin ainda explica que a decisão de retirar os segundo e terceiro lugares pretende tornar mais valioso o prêmio de primeiro lugar, mais competitivo. “Mais importante do que a valoração financeira é a premiação simbólica”, disse. “O Jabuti se tornou carne de vaca, todo mundo ganhou. Nessa atualização, a gente quer que ele volte a ser um prêmio disputado.”

Personalidade Literária

A distinção que nos últimos três anos premiou Mauricio de Sousa, Lygia Fagundes Telles e Ruth Rocha também segue existindo no âmbito do Jabuti.

“Nós reunimos a diretoria e cada um faz sua sugestão”, diz o presidente da CBL, Luís Antonio Torelli. “Não existem critérios fechados, partimos do princípio de homenagear quem ainda está vivo, é bem abrangente. Democraticamente faemos uma votação entre os diretores.”

Aos 29 anos, morre no Rio o escritor Victor Heringer

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O escritor Victor Heringer, morto nesta quarta-feira – Mônica Imbuzeiro / Agência O Globo

De talento precoce, autor foi laureado com o Prêmio Jabuti pelo romance de estreia, ‘Glória’

Mônica Imbuzeiro, em O Globo

RIO — O escritor carioca Victor Heringer foi encontrado morto próximo ao prédio em que morava, em Copacabana, na tarde desta quarta-feira. A Companhia das Letras e o Instituto Moreira Salles confirmaram a morte, mas sem detalhes sobre a causa.

Victor Heringer, que tinha 29 anos, mostrou de cara sua vocação para a literatura. Em 2013, foi laureado com o Prêmio Jabuti por seu primeiro romance, “Glória” (7Letras), sobre um artista plástico que procura uma mulher impossível.

Três anos depois, lançou “O amor dos homens avulsos” pela Companhia das Letras, com o objetivo de “vencer a indiferença do mundo” com uma história de afeto entre dois meninos. O livro tem como pano de fundo a evolução, em dois tempos, de um bairro suburbano fictício do Rio, o Queím. Nos anos 1970, a vida de um garoto que precisa de muletas para andar se transforma quando seu primeiro amor é morto num caso brutal de preconceito. Nos dias de hoje, já adulto, ele tenta exorcizar o trauma depois de um encontro inesperado.

 

— Eu, que antes buscava a saída pela ironia distanciada, pela teoria seca ou pela indignação paralisante, resolvi que a ternura pode ter uma potência também — explicou Heringer em entrevista ao GLOBO, na época do lançamento do romance.

Criado em Friburgo, região serrana do Rio, Heringer começou a frequentar Del Castilho ainda criança, para visitar a avó. Aquele cenário suburbano foi fundamental para a concepção do bairro fictício onde se passava a história de seu último livro. Coincidentemente, ele havia deixado o Rio para trás em 2013 para viver em São Paulo.

— O Rio é como o carnaval, se prepara o ano inteiro para ver o que acontece. Depois, as alegorias mudam e se recomeça tudo de novo — disse ele em 2016 ao GLOBO.

Recentemente, Heringer havia voltado a viver no Rio, onde trabalhava no Instituto Moreira Salles.

Prêmio Jabuti terá categoria decidida por voto popular

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O troféu Jabuti - Gabriel Colombara / Divulgação

O troféu Jabuti – Gabriel Colombara / Divulgação

 

Após anúncio de finalistas nesta sexta-feira, leitores poderão votar em site

Publicado em O Globo

SÃO PAULO – A Câmara Brasileira do Livro acaba de anunciar que, a partir deste ano, os finalistas do Prêmio Jabuti nas categorias romance, contos e crônicas e poesia concorrerão a um prêmio do público, o Prêmio Jabuti Escolha do Leitor. A iniciativa é uma parceria com a Amazon, que participará da iniciativa oferecendo a plataforma para a votação popular.

Após o anúncio dos finalistas nesta sexta-feira, os leitores poderão acessar o site www.amazon.com.br/premiojabuti (o endereço só será habilitado após a divulgação dos concorrentes), baixar amostras gratuitas dos livros e deixar uma avaliação —não há necessidade de comprar as versões eletrônicas das obras. Os melhores avaliados receberão o prêmio do público, que será anunciado junto com os títulos vencedores.

Na sexta-feira, será realizada a apuração da primeira fase do Jabuti 2016, com a escolha dos dez finalistas em cada uma das 27 categorias do prêmio. Os vencedores serão anunciados no dia 24 de novembro.

As obras vencedoras em cada uma das categorias receberão, além do Jabuti dourado, R$ 3,5 mil. Os Livros do Ano (ficção e não ficção) ganham R$ 35 mil. Já os primeiros colocados nas categorias do Prêmio Jabuti Escolha do Leitor levarão para casa a estatueta e um Kindle.

 

Rio recebe pela primeira vez o evento Jabuti entre autores e leitores

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Cidade Olímpica | Foto Naira Amorelli

Cidade Olímpica | Foto Naira Amorelli

 

Casa Brasil sedia bate-papos com autores premiados como parte da programação que apresentará, entre outras atividades, a diversidade cultural do País durante os Jogos Olímpicos

Publicado no Jornal Dia a Dia

Nos dias 13 e 14 de agosto, cariocas e turistas terão pela primeira vez a oportunidade de se encontrar com autores consagrados pelo Prêmio Jabuti no espaço localizado na recém-revitalizada Praça Mauá. Criada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), a série de encontros Jabuti entre autores e leitores, em parceria com a Agência Brasileira de Promoção e Exportações e Investimentos Brasileiros (Apex-Brasil), levará os escritores Edney Silvestre, Miriam Leitão, Ruy Castro e Sérgio Rodrigues para dois bate-papos com o público, mediados pelo editor de livros Carlos Andreazza, na Casa Brasil – espaço de promoção do Brasil no Rio de Janeiro durante o período dos Jogos.

Em sintonia com o clima esportivo vivido no Rio de Janeiro, Ruy Castro, ganhador de dois prêmios Jabuti, em 1996 com o livro “A estrela Solitária” e em 2006 com “Carmem: uma biografia” e Sérgio Rodrigues, finalista em 2014 na categoria Romance com a obra “O Drible”, falam sobre a “Literatura e Futebol do Brasil para o mundo” no dia 13, às 16 horas.

Da cobertura jornalística para a literatura, Miriam Leitão, ganhadora do melhor livro de Não-Ficção 2012 com a obra “Saga brasileira: a longa luta de um povo por sua moeda” e Edney Silvestre, 1º Lugar na categoria Romance em 2010 com o título “Se eu fechar os olhos agora”, conversam com o público no dia 14, também às 16 horas, sobre a “Literatura Brasileira de hoje para o mundo de hoje”.

O projeto Jabuti entre Autores e Leitores, que já teve outras 11 edições de sucesso em São Paulo, chega à sua primeira sessão inédita no Rio de Janeiro, mantendo seu objetivo de tornar o Prêmio, suas obras e autores mais conhecidos, além de estimular a leitura e despertar interesse do público pelos mais variados gêneros literários.

Após o encontro os autores autografarão suas obras que estarão disponíveis para venda no local do evento.

Abertas as inscrições para o Prêmio Jabuti 2016

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Publicado no Jornal O Dia

A partir de 16 de maio, editores e autores brasileiros poderão inscrever suas obras no mais tradicional e prestigiado prêmio literário do Brasil, o Prêmio Jabuti.

Outorgado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) a 27 categorias, o Jabuti confere aos vencedores o reconhecimento da comunidade intelectual brasileira, do mercado editorial e, principamente, dos leitores.

“É missão da CBL elevar o livro e a leitura a novos patamares. É com orgulho e satisfação que lançamos a 58a edição do Prêmio Jabuti, que coroa esforços e valoriza editores, escritores, ilustradores, capistas, designers e tradutores nas diferentes categorias da criação e produção editorial do livro”, afirma Luís Antonio Torelli, presidente da CBL.

Para marcar o lançamento da edição 2016 do prêmio, a CBL organizará um bate-papo sobre livro e leitura com os acadêmicos José Goldemberg, Ruth Rocha e Walcyr Carrasco, com moderação da professora Marisa Lajolo e do professor Gabriel Chalita, no próximo dia 19, na Academia Paulista de Letras, em São Paulo.

“Como curadora do Jabuti, mobilizamos esforços para reforçar a relevância do prêmio como agente necessário para a qualificação da leitura no Brasil”, comenta Marisa Lajolo.

Atuando ao lado da Curadora, a Professora Marisa Lajolo, fazem parte do Conselho Curador do Jabuti 2016:

* Antonio Carlos de Morais Sartini, diretor do Museu da Língua Portuguesa

* Frederico Barbosa, escritor e professor, dirigiu a Casa das Rosas por doze anos

* Luís Carlos de Menezes, professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo

* Pedro Almeida, editor

Como concorrer?

Para concorrer, a obra deverá ser inédita e ter sido escrita por autor brasileiro e publicada em língua portuguesa no Brasil, em primeira edição, entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2015.

A obra vencedora em primeiro lugar de cada categoria receberá, além do Troféu Jabuti, um prêmio no valor de R$ 3.500,00. O Prêmio Jabuti também é concedido para o Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não Ficção, cujos vencedores recebem, cada um, R$ 35.000,00.

As inscrições vão até 15 de julho e podem ser feitas tanto pelo autor, como pela editora da obra, no site www.premiojabuti.org.br, onde está disposto o regulamento completo da premiação.

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Curiosidade: Prêmio Jabuti – História e Nome

A história do Prêmio Jabuti começa por volta de 1958, em um período repleto de desafios para o mercado editorial, com recursos escassos e baixa articulação do segmento. Apesar das adversidades, não faltava entusiasmo aos dirigentes da Câmara Brasileira do Livro naquela época. A primeira premiação ocorreu no final do ano de 1959, em solenidade simples e despretensiosa, realizada no auditório da antiga sede da CBL, na avenida Ipiranga. Foram laureados autores como Jorge Amado, na categoria Romance, pela obra “Gabriela, Cravo e Canela”. A Saraiva ganhou o prêmio de Editor do Ano.

Mas por que um jabuti para nomear um prêmio do livro? A resposta tem explicação no ambiente cultural e político da época, influenciado, sobretudo, pelo modernismo e nacionalismo, pela valorização da cultura popular brasileira, nas raízes indígenas e africanas, nas suas figuras míticas, símbolos seculares carregados de sabedoria e experiência de vida e legados de uma geração à outra.

E foi Monteiro Lobato, provavelmente, o mais prolífico na recriação literária das histórias desses personagens meio enigmáticos, meio reveladores e sempre sedutores do folclore nacional. Um desses personagens da literatura infantil de Lobato é, como se sabe, o jabuti. O pequeno quelônio, já familiar no imaginário das culturas indígenas tupi, ganhou vida e personalidade nas fabulações do autor das “Reinações de Narizinho”, como uma tartaruga vagarosa, mas obstinada e esperta, cheia de tenacidade para vencer obstáculos, para enganar concorrentes mais bem-dotados e chegar na frente ao fim da jornada. Com essas credenciais, ganhou também a simpatia e a preferência dos dirigentes da CBL. Eles o elegeram para inspirar e patrocinar um prêmio para homenagear e promover o livro.

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