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Man Booker Prize anuncia finalistas de 2018

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Man Booker 2018 tem autora mais jovem a entrar na disputa – Agência O Globo

Lista dominada por mulheres tem autora mais jovem da história do prêmio

Publicado em O Globo

RIO — Os finalistas do Man Booker Prize, um dos mais prestigiados prêmios literários do mundo, foram anunciados nesta quinta-feira. A lista, dominada por mulheres, é formada por quatro escritoras e dois escritores.

Entre os concorrentes estão a britânica Daisy Johnson, de 27 anos, que se tornou a autora mais jovem a concorrer ao prêmio com o livro “Everything Under”; e o também britânico Robin Peterson, concorrendo com “The long take”, primeiro romance escrito em versos a disputar a premiação.

Completam a lista o canadense Esi Edugyan (“Washington Black”); a americana Rachel Kushner (“The mars room”); o americano Richard Powers (“The overstory’); e a britânica Anna Burns (“Milkman”).

Segundo o comunicado do prêmio, as obras abrangem uma ampla gama de assuntos, desde um escravo de 11 anos que escapou de uma plantação de açúcar em Barbados, até um veterano do “Dia D” que vive com transtorno de estresse pós-traumático.

O vencedor, que será anunciado no dia 16 de outubro, se tornará o sucessor de George Saunders (“Lincoln no limbo”).

O Man Booker é aberto a escritores de qualquer nacionalidade que escrevam em inglês e tenham publicado no Reino Unido e na Irlanda.

 

Grande vencedor do Emmy, ‘Game of Thrones’ foi a série mais procurada na internet

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Cena de Game of Thrones

História da guerra de tronos venceu o prêmio mais importante do Oscar da TV na noite desta segunda

Publicado na Folha de S.Paulo

São Paulo – “Game of Thrones” não levou apenas o prêmio mais importante do Emmy, como melhor drama, como também foi a série dramática mais procurada no Brasil no último ano.

O levantamento foi feito pela empresa SEMRush que registrou 7,2 milhões de buscas em ferramentas de procura como o Google e o Bing.

Baseada nos livros de George R.R. Martin, o seriado gira em torno de brigas pelo trono e venceu também o prêmio de melhor ator coadjuvante pela interpretação de Peter Dinklage que faz o irrepreensível Tyrion Lannister.

George RR Martin – Mike Blake, Reuters

Depois da série mitológica, o fantasioso “Stranger Things”, com 6,3 milhões de buscas segue em segundo lugar. Apesar da grande procura e de ser considerada o carro-chefe da Netflix, a série não levou nenhum prêmio na noite desta segunda, se contentando apenas com um prêmio técnico.

O elenco da série – David Crotty | Patrick McMullan | Getty Images

Com muitas indicações ao prêmio que é considerado o Oscar da TV, “The Handmaid’s Tale” está no terceiro lugar com 1,9 milhão de buscar. Na concorrência, a série também não se destacou na cerimônia do Emmy e perdeu até em prêmios que tinha três indicações, como de atriz coadjuvante.

Outra da HBO, a ficção “Westworld”, com 1,4 milhão de buscas, está na quarta posição da lista na frente do drama familiar “This Is Us”, com 1,07 milhão.

“The Crown” e “The Americans” tiveram poucas buscas se comparado com os importantes prêmios que levaram no Emmy. Como de melhor atriz para o drama da família real britânica para Claire Foy e de melhor ator para o seriado sobre espiões durante a Guerra Fria para o ator Matthew Rhys.

Nobel alternativo de literatura: muitas mulheres e nenhum autor de língua portuguesa na lista

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Patti Smith, emocionada em sua atuação na cerimônia de entrega do Prêmios Nobel. SOREN ANDERSSON AFP

J.K. Rowling, Margaret Atwood, Patti Smith, Chimamanda Ngozi Adichie e Don DeLillo estão entre os 46 indicados ao prêmio, que será decidido em outubro

Publicado no El País

J.K. Rowling, Elena Ferrante, Patti Smith, Margaret Atwood, Chimamanda Ngozi Adichie, Don DeLillo, Neil Gaiman e Louis Édouard estão entre os 46 candidatos que disputarão o Prêmio Nobel Alternativo, uma iniciativa concebida por uma centena de escritores, atores, jornalistas e outras figuras culturais depois da inédita decisão da Academia Sueca de não entregar o Prêmio Nobel de Literatura em 2018, por causa do escândalo de abusos sexuais que envolveram o dramaturgo Jean-Claude Arnault, vinculado à instituição através de seu clube literário e marido de uma de suas integrantes, Katarina Frostenson. O prêmio deixou de ser concedido em sete ocasiões: 1914, 1918, 1935, e entre 1940 e 43.

Uma nova instituição, chamada New Academy, entregará o seu próprio prêmio em 14 de outubro, seguindo o mesmo cronograma do Nobel oficial. “Fundamos a New Academy para recordar que a literatura e a cultura, em geral, deveriam promover a democracia, a transparência, a empatia e o respeito, sem privilégios, preconceitos por arrogância ou sexismo”, disseram seus membros ao jornal britânico The Guardian em julho do ano passado.

Entre os indicados também estão Paul Auster, Haruki Murakami e Oz Amos, embora mais de metade seja de mulheres. E nenhum escritor em língua portuguesa. O objetivo da New Academy é procurar escritores que tenham contado a história “dos seres humanos no mundo”, em contraste com o Nobel, que tem a intenção de honrar o autor que tiver escrito, nas palavras do testamento de Alfred Nobel, “a obra mais destacada em uma direção ideal”.

A New Academy lançou nesta quinta-feira a votação pública, e os quatro autores mais populares serão submetidos ao escrutínio de um júri dirigido por Ann Pålsson (editora), Lisbeth Larsson (professora da Universidade de Gotemburgo) e Gunilla Sandín (bibliotecária). O ganhador será anunciado em outubro, o mesmo mês em que tradicionalmente se concede o Nobel.

Escândalo sexual atrasa Nobel de Literatura 2018, que será entregue em 2019

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Nas últimas semanas, seis membros decidiram renunciar, incluindo a secretária permanente Sara Danius. (foto: AFP)

Instituição que concede o prêmio está mergulhada em uma crise desde novembro, quando surgiram denúncias de assédio contra Jean-Claude Arnault

Publicado no UAI

A Academia Sueca anunciou, nesta sexta-feira (4), que o Prêmio Nobel de literatura 2018 será concedido no ano que vem, pela primeira vez em quase sete décadas, devido a um escândalo de estupro e agressões sexuais. “O Prêmio Nobel 2018 de Literatura será designado e anunciado ao mesmo tempo que o premiado de 2019”, anunciou a instituição em um comunicado.

Fundada em 1786, a Academia Sueca já suspendeu o prêmio sete vezes: em 1915, 1919, 1925, 1926, 1927, 1936 e 1949. “Em cinco dessas ocasiões, o prêmio foi adiado e entregue ao mesmo tempo que o prêmio do ano seguinte”, afirmou a Academia em um comunicado.

“Os membros ativos da Academia Sueca estão, é claro, plenamente conscientes de que a atual crise de confiança representa um importante desafio em longo prazo e requer um trabalho sólido de reforma”, afirmou o presidente permanente interino, Anders Olsson, citado no comunicado. “Acreditamos que seja necessário destinar tempo para recuperar a confiança pública na Academia antes que se possa anunciar o próximo ganhador”, afirmou.

FURACÃO A instituição está mergulhada em uma crise desde novembro, quando, no contexto da campanha mundial contra abusos sexuais, o jornal sueco Dagens Nyheter publicou os testemunhos de 18 mulheres que afirmavam terem sido violentadas, agredidas sexualmente, ou assediadas por Jean-Claude Arnault, uma influente figura da cena cultural sueca.

Arnault, marido francês da poetisa e membro da Academia Katarina Frostenson, negou as acusações. Essas revelações semearam polêmica e discórdia entre os 18 membros da Academia sobre como reagir e, nas últimas semanas, seis deles decidiram renunciar, incluindo a secretária permanente Sara Danius.

Além disso, outros dois membros não participavam há tempos dos trabalhos da Academia, o que reduzia para dez o número de acadêmicos ativos. Segundo o estatuto da Academia, pelo menos 12 membros ativos (do total de 18) são necessários para eleger um novo membro.

Em novembro, a Academia rompeu qualquer vínculo com Arnault e com seu centro cultural Forum, muito conhecido entre a intelectualidade de Estocolmo, e que também fechou suas portas após o escândalo. O Ministério Público da capital sueca anunciou em março que parte da investigação iniciada contra Arnault havia sido arquivada por prescrição do suposto crime, ou por falta de provas. Ele é acusado de ter cometido estupro e outras agressões sexuais em 2013 e 2015.

A Academia também é alvo de uma investigação financeira sobre a entrega de generosos subsídios ao centro Forum, do qual Arnault e sua mulher eram coproprietários.

SALMAN RUSHDIE Em 1949, quando o prêmio foi adiado pela última vez, a Academia alegou que, naquele ano, “nenhuma das candidaturas respondia aos critérios enunciados em seu testamento por Alfred Nobel”. Um ano depois, o escritor americano William Faulkner foi premiado para 1949. Segundo o estatuto da instituição, o prêmio pode ser reservado até o ano seguinte.

Em conversa com a AFP, Maria Schottenius, crítica literária do jornal Dagens Nyheter, fala de uma “sábia” decisão da Academia, que permitirá evitar “cadeiras vazias” e que a instituição “volte mais forte” no próximo ano.

Na quarta-feira (2), o rei da Suécia, Carlos XVI Gustavo, padrinho da instituição, anunciou uma modificação do estatuto: seus membros, eleitos de forma vitalícia, poderão renunciar e serem substituídos em vida. A nova medida não tem efeito retroativo.

A última vez que a prestigiosa instituição se viu afetada por uma onda de renúncias foi em 1989. Naquele ano, três membros decidiram deixar sua cadeira, furiosos com o fato de a Academia não apoiar publicamente o britânico Salman Rushdie, condenado à morte por seus “Versos satânicos”. A instituição acabou fazendo isso, mas apenas 27 anos depois.

Man Booker Prize tem dois ex-vencedores entre os finalistas de 2018

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Vencedora do Man Booker International Prize em 2016, Han Kang concorre novamente com ‘The white book’ – Lee Jin-man / AP

A sul-coreana Han Kang e o húngaro László Krasznahorkai concorrem novamente ao prêmio

Publicado em O Globo

RIO — O Man Booker Prize anunciou a lista de finalistas para sua edição de 2018, focando em obras de editoras independentes e romances que vão de uma versão de Frankenstein ambientada em Bagdá ou sobre meditação, vindos de países como Iraque, Coreia do Sul, França, Espanha, Hungria e Polônia.

Entre os finalistas, estão dois vencedores do Man Booker Prize. A sul-coreana Han Kang (“The White Book”, que ) foi premiada em 2016 por “A vegetariana” e o húngaro László Krasznahorkai (“The World goes on”) levou no ano anterior, pelo conjunto da obra.

Os outros finalistas de 2018 são o iraquiano Ahmed Saadawi (de “Frankenstein in Baghdad”, que aborda, por meio do mito do monstro, a vida no país após a invasão americana), a francesa Virginie Despentes (“Vernon subutex 1”), o espanhol Antonio Muñoz Molina (“Like a fading shadow”) e a polonesa Olga Tokarczuk (“Flights”).

— A lista é muito representantiva das várias aventuras da ficção, da escrita à leitura. Temos histórias estridentes, sexies, de comentário social, de meditação e atos ousados de imaginação — destacou Lisa Appignanesi, presidente do corpo de jurados.

Um dos maiores prêmios literários do mundo, o Man Booker Prize é voltado para ficção e autores de qualquer língua, desde que tenha edição em inglês. O vencedor (e ganhador das 50 mil libras) do prêmio será anunciado dia 22 de maio.

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