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Conhecido por aplicar provas fantasiado, professor se veste de palhaço Pennywise durante teste no AC

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Professor aplica prova fantasiado de palhaço Pennywise, do filme “It, A Coisa. (Foto: Arquivo pessoal)

Professor há 11 anos, Giovanni Casseb faz aplicação de teste fantasiado de personagens de filme de terror com a intenção de motivar e deixar os alunos mais descontraídos na hora da prova.

Karolini Oliveira, no G1

que você faria se encontrasse com um personagem malvado, acostumado a desaparecer com crianças indefesas? Atender às perguntas que fossem feitas.

É isso que um professor da Universidade Federal do Acre (Ufac) fez na quarta-feira (6) ao aplicar prova aos alunos do curso de medicina, vestido do temido palhaço Pennywise, personagem do filme ‘It, A Coisa’.

Professor há 11 anos, Giovanni Casseb, contou ao G1 que era uma prova da disciplina de Fisiopatologia e a intenção era motivar e deixar os alunos mais descontraídos na hora da prova. “É uma maneira de descontrair, porque é uma prova oral difícil. E aí acaba descontraindo os alunos”, explica.

Casseb, que dá a disciplina há 4 anos, conta que começou a fazer as provas temáticas em 2015, sempre com vilões diferentes. Para este ano, ele diz que escolheu o palhaço Pennywise por ser um personagem marcante do filme “It, A Coisa”.

“Eu já vinha aplicando as provas dessa disciplina fantasiado de vilão. Como gostei do último filme do ‘It, A coisa’, decidi usar. Faço todo semestre na prova oral”, ressalta Casseb.

Palhaço Pennywise, personagem do filme 'It, A Coisa', foi escolha do professor Giovanni Casseb para usar no dia da aplicar a prova de Fisiopatologia. (Foto: Arquivo pessoal)

Palhaço Pennywise, personagem do filme ‘It, A Coisa’, foi escolha do professor Giovanni Casseb para usar no dia da aplicar a prova de Fisiopatologia. (Foto: Arquivo pessoal)

Personagens como Freddy Krueger, Coringa, Pinguim e até Donald Trump já foram escolhidos como fantasia para a prova temática do professor. E ele garante que os alunos aprovam a iniciativa.

“O professor tem que ser versátil em tempos de tecnlogia. É uma metodologia que eu uso para entreter e mostrar a importância da disciplina que eles [os alunos] estão estudando. E eles adoram. Na verdade, eles até ficam curiosos para saber o personagem que eu vou utilizar”, ressalta.

Professor usa método para descontrair alunos na hora da prova (Foto: Arquivo pessoal)

Professor usa método para descontrair alunos na hora da prova (Foto: Arquivo pessoal)

O professor conta que a empolgação dos alunos começa dias antes, quando passa a mandar e-mails com falas do personagem que ele vai usar. “Mando algumas dicas e eles ficam curiosos”, conta.

Os alunos também entraram no clima e participaram da prova de uma forma diferente, usando capas amarelas, assim como no filme. A acadêmica do 4º período de medicina Fernanda Magela, de 20 anos, foi uma das alunas que fez a prova e diz que viveu uma experiência positiva.

“Foi uma experiência ótima, porque, apesar de ser uma temática difícil e ter a pressão psicológica de uma prova oral, a didática que ele utiliza torna a experiência muito mais prazerosa”, destaca.

A estudante lembra ainda que se sentiu parte do filme com toda a ornamentação e preparo do professor. “O nosso bloco também tinha balões espalhados. Tudo isso influencia um pouco. Tive a sensação de fazer parte do filme”, conta.

Casseb chegou a receber comentários negativos sobre seu trabalho com as fantasias, mas diz que a responsabilidade dele é com os alunos. “Faço isso pelos alunos, não pra me promover ou querer mídia. Não ligo para os comentários negativos, não significam nada pra mim. O que importa é a opinião dos alunos que se amarram”, destaca.

 

O professor disse ainda que já o aconselharam a participar de concursos de fantasia, mas garante que as atividades que desenvolve é apenas pelos alunos. “O que eu faço é para eles”, finaliza.

Novo livro de Stephen King será lançado em 2018

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Fernando Rhenius, no Vavel

Fugindo do tema terror, King volta sua escrita para uma história nos mesmo moldes da trilogia Bill Hodges.

(Foto: Divulgação)

(Foto: Divulgação)

Os leitores e fãs de Stephen King não tem do que reclamar. O ano de 2017 foi marcado por produções como IT, A Torre Negra, Jogo Perigoso, O Nevoeiro, Mr. Mercedes, 1922. No campo literário, o lançamento de Belas Adormecidas em parceria com o filho Owen e Gwendy’s Button Box ao lado de Richard Chizmar, este ainda inédito no Brasil

Para 2018 um novo livro, uma nova história. Seguindo os passos da trilogia Bill Hodges (Mr. Mercedes, Achados e Perdidos e Último Turno), The Outsider, leva o leitor a acompanhar um novo suspense. Em diversas entrevistas King deixa claro que o terror característico do autor produzido nos anos 80, não estão mais na ordem do dia.
A história

O corpo de um menino de 11 anos é encontrado no parque da cidade. Após investigações e coleta de impressões digitais a polícia chega a Terry Maitland, treinador da Liga da Meninas, professor, marido e pai de duas meninas. Uma pessoa bem relacionada na comunidade.

Coube a Ralph Anderson detetive e conhecido de Maitland, já que seu filho foi um dos alunos do professor, resolver o caso. Ralph manda prender o suspeito de forma rápida e para muitos arbitrária. Mesmo com um álibi, amostras de DNA e as digitais botam por terra os argumentos do professor. Testemunhas garantem que Maitland é culpado.

A investigação avança, fatos terríveis começam a aparecer. Terry Maitland é realmente o bom moço e exemplo para a cidade? Existe um outro lado?

De acordo com o site oficial do autor, o lançamento está marcado para junho de 2018. A edição americana já está em pré-venda no site da Amazon e conta com 576 páginas.

Enem: bullying e obesidade são temas prováveis para redação

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Estudantes ansiosos na reta final para realização do Enem 2017 (Foto: Adailson Calheiros)

Estudantes ansiosos na reta final para realização do Enem 2017 (Foto: Adailson Calheiros)

 

Assuntos ligados às minorias e à saúde são apostas para edição deste ano do exame

Evellyn Pimentel, na Tribuna Hoje

Bullying, obesidade, deficiência física, índios e público LGBT são temas apontados num ‘Top 5’ entre os mais cotados para a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. É o que analisa o professor Thalles Barros, que atua há oito anos em cursos preparatórios.

E justamente a redação é o motivo de maior preocupação para os participantes, de acordo com o professor.

“Tem alguns temas que estão em alta há algum tempo. Por exemplo, Bullying é um bom tema para esse ano, temas relacionados a minorias também, já que o Enem acaba abordando sempre nessa área. As minorias que ainda não foram contempladas que podem aparecer esse ano são deficientes físicos, índios, homossexuais. E um tema que corre por fora já que mudaram a banca é obesidade, porque nunca caiu no Enem temas relacionados à saúde. No entanto, mais importante que saber o tema é saber escrever. É o caminho construído ao longo do ano para que o aluno tenha a segurança de que sabe escrever sobre qualquer tema”, explica.

Para Barros, a preocupação em torno de uma boa redação é atribuída não só pelo peso na nota final do exame, mas também pelas dificuldades que grande parte dos participantes tem de produzirem bons textos.

“O jovem hoje tem pouquíssima prática de leitura. Essa dificuldade em ler acaba prejudicando na hora de produzir um texto, de escrever, já que a proposta do Enem é produzir um texto dissertativo argumentativo. A maioria não está preparada para um debate, muitas vezes eles acabam se esquivando de temas importantes para a discussão social”.

Coordenadora de um cursinho preparatório em Maceió, Rosemée Gomes de Lima também aponta a produção textual como o ‘bicho de sete cabeças’ dos alunos.

“Falta de leitura acontece muito, por isso eles têm tanta dificuldade, porque não têm mais hábito ou paciência. Quando fala no livro, eles perguntam quando vai sair o filme… o resumo… Eles não querem mais abrir o livro, ler, marcar no livro, pesquisar, é tudo na internet, é tudo muito rápido e as coisas que demoram muito para surtir efeitos eles não querem. Querem coisas rápido. E isso precisa ser corrigido agora”, destaca.

Rosemée explica ainda que a preparação para as provas começa em janeiro e segue até setembro num ritmo acelerado. A partir daí começa a parte de revisão, principalmente para os temas da redação.

“Temos as aulas de redação desde janeiro, as oficinas e duas vezes na semana a correção das redações feitas pelos alunos. O professor chega a corrigir 39 redações por período. Alguns alunos chegam às 6h da manhã para garantir que o nome vai entrar na lista e seu texto vai ser corrigido, eles se preocupam muito com isso”, detalha.

CONTANDO OS DIAS

Há 19 anos atuando com turmas em preparatórios, o professor de História Gilberto Rodrigues explica que nos dias que antecedem as provas os candidatos ficam em uma situação máxima de estresse.

“Neste momento existem dois sentimentos conflitantes. O primeiro é a tensão de estar se aproximando do Enem. O segundo é a ansiedade. Por incrível que pareça, muitos alunos estão ansiosos para que chegue logo. Chega o momento que você se prepara tanto que quanto mais distante, mais ansioso fica. Tem muita gente realmente que quer que o Enem seja amanhã, até para aliviar essa carga de adrenalina, a pressão”, expõe.

Até ano passado as provas ocorriam no mesmo fim de semana (sábado e domingo). Este ano o Ministério da Educação (MEC) fez algumas reformulações. As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, 5 e 12 de novembro. A ordem das áreas de conhecimento também mudou: O primeiro domingo terá linguagens, ciências humanas e redação, com cinco horas e meia de prova; e o segundo, matemática e ciências da natureza, com duração máxima de quatro horas e meia. A novidade é avaliada como positiva, segundo o professor.

“Ajuda demais. A principal mudança, a mais significativa é que a redação é uma prova que pesa muito, pela necessidade de produção intelectual e escrita, boa e legível. Mas o nervosismo pesa na hora de escrever. É necessário ter um momento especial. Quando você pega a prova e divide, você diminui a carga da prova na hora da redação. Outro benefício é trabalhar melhor os conteúdos específicos na semana que antecede a prova”, reforça.

Para a estudante Vitória Fidelis, de 16 anos, fazer o Enem este ano servirá como treino para o ano que vem, quando a prova ‘vale’ o ingresso no curso desejado: Medicina.

“Vou testar este ano. Quero fazer Medicina. Mas acho que estou preparada para o que vier. Estou treinando diversos temas para redação, por exemplo. Estudo nos três horários, escola pela manhã, cursinho à tarde e à noite, em casa também. É bem pesado”, explica a moça.

Já para Vivian Couto de 17 anos, a preparação é intensa e segue um cronograma definido pela própria estudante.

“Terminei ano passado e este ano estou tentando realmente entrar. Quero Medicina. Basicamente fico o dia todo estudando. Acordo às 6h da manhã e às 7h já começo a estudar. À tarde estou no cursinho e à noite, estudando em casa. Para mim o segredo é estar sempre praticando, pedir sempre para o professor corrigir meus erros, treinar bastante”, diz.

Após demissão, professor faz videoaulas de biologia e vira fenômeno na internet

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Paulo Jubilut é biólogo e tem 37 anos (Foto: Will Koetzler/ Divulgação)

Paulo Jubilut é biólogo e tem 37 anos (Foto: Will Koetzler/ Divulgação)

 

Paulo Jubilut tem canal no YouTube com mais de 1 milhão de assinantes; ele criou uma empresa que vende pacotes de videoaulas.

Vanessa Fajardo, no G1

Após ser demitido em 2011, o professor de biologia Paulo Jubilut, de 37 anos, publicou algumas videoaulas na internet como legado. A ideia era explorar outros campos de trabalho. Para sua surpresa, a visualização foi muito grande e ele vislumbrou ali um novo negócio: ser professor na internet.

A trajetória de Jubilut é um exemplo de como o profissional formado em ciências biológicas pode se reinventar. Nesta semana, o G1 aborda vários aspectos da biologia na série Guia de Carreiras, que traz o retrato de dez profissões mais procuradas no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2016.

“Eu dava aula em um curso elitizado. Tinha uma aluna malcriada que havia tido problemas com uma professora. Ela fez uma piada grossa comigo, falei umas verdades para ela. Acontece que o pai dela é uma pessoa influente, ele ligou pro dono do cursinho e ameaçou um processo. A escola me demitiu logo em seguida” – Jubilut.

Formado em licenciatura e bacharelado de ciências biológicas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jubilut começou a procurar trabalho em outras áreas, não só as ligadas à educação. Mas como os vídeos publicados na internet fizeram sucesso, e ele foi convidado pelo YouTube a criar um canal ensinando biologia. “Na época não sabia que dava para monetizar. Não tinha youtuber ainda. As videosaulas que existiam eram formais, e eu levei uma linguagem informal e humor no tempo que não existia o politicamente correto.”

Hoje ele é referência do ensino de biologia na internet. Com linguagem informal e bom humor, Jubilut já arrebatou mais de 1 milhão de inscritos em seu canal. Viaja o mundo inteiro para gravar vídeos explicando conceitos da biologia na prática. Em 2013, criou sua empresa, a Biologia Total, que vende pacotes de videoaulas sobre todas as áreas da biologia. Há conteúdo para ensino médio, específico para preparação de vestibulares e Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), além de ensino superior. O site também disponibiliza aulas de física e química, outros campos das ciências da natureza, que não são ministradas por Jubilut.

Ele não fala em números ou faturamento por conta da concorrência, mas diz que são milhares de assinantes, os “jubialunos.” Já são 32 pessoas trabalhando na empresa. Jubilut ainda dá aulas, mas hoje está mais focado em montar o que chama de “aulas conceito.”

“No ano passado fui para a África gravar aulas, falei de predação com vídeo mostrando o leão atrás, e herbivoria com girafas ao fundo. Nesse ano fomos para a Ásia e falamos sobre o uma espécie em extinção do orangotango.”

Saudade da sala de aula?

Foram 12 lecionando em escolas formais da redes pública e privada, os últimos focados em cursinhos pré-vestibular.

“Não sinto falta de dar aulas 40, 50 aulas por semanas. Falamos muito em formação de professor. Mas como melhorar se o professor dá 50 aulas por semana? O professor tem o texto decorado, sem tempo para se aprimorar.”

Para matar a saudade do contato direto com o alunos, um dos lados bons da profissão, segundo ele, Jubilut planeja receber na sede da empresa, em Florianópolis, turmas de até 20 estudantes para o que batizou de sala de aula do futuro. Um quadro digital estará conectado com os notebooks dos alunos. Os escolhidos estarão entre os assinantes dos cursos do seu site. Neste projeto, o objetivo também é treinar professores.

“Não usamos quadro e giz e temos dificuldade de encontrar professores, eles não estão preparados. A tecnologia não é a solução, mas pode ajudar a tornar o aprendizado do aluno mais rápido. Mas nada substitui o excelente professor, que sabe contar uma história.”

Com a empresa consolidada, Jubilut pretende seguir para Universidade Stanford, nos Estados Unidos, para um mestrado em educação e tecnologia.

Professor com pós-doutorado pede emprego no semáforo em Taubaté

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Professor com pós-doutorado pede emprego no sinal em Taubaté (Foto: Arquivo Pessoal/Luana Ribeiro)

Professor com pós-doutorado pede emprego no sinal em Taubaté (Foto: Arquivo Pessoal/Luana Ribeiro)

Ele está desempregado há um ano e oito meses e recorreu à placa no sinal para tentar uma oportunidade.

Poliana Casemiro, no G1

Um doutor em literatura pela Universidade de São Paulo (USP) está pedindo emprego no semáforo em Taubaté. Eduardo Cobra, 57 anos, trabalhou 20 anos como professor em universidades, mas está há quase dois anos desempregado. Ele estava vendendo doces nas ruas, mas conta que tomou a atitude ‘radical’ porque precisa manter a família.

O professor relata que até 2015 dava aulas em uma universidade em Pindamonhangaba, mas foi demitido depois de um corte no orçamento. Após a perda, tentou vagas em outras instituições, mas não conseguiu – foram mais de 600 currículos enviados. Com o tempo, desistiu de buscar uma vaga apenas em sua área e chegou a fazer bicos.

“A gente se esforça para ser o melhor no que faz, mas diante da necessidade, tudo vale. Minha última atividade foi vendendo doces nas ruas da cidade, mas não foi o bastante para manter minha família”, conta Eduardo.

Ele afirma que, apesar de querer voltar à sala de aula, aceita propostas fora da sua área. Familiares têm ajudado com as contas da casa, relata o professor.

Há uma semana ele passa cerca de sete horas no semáforo da avenida Nove de Julho com uma placa em que pede emprego e onde mostra suas formações acadêmicas. No currículo constam licenciatura em história, bacharelado em teologia, mestrado em ciências da religião, doutorado em educação e pós-doutorado em letras. O último curso, de acordo com a USP, onde ele foi realizado, foi concluído no início de 2016.

O professor conta que começou a atuar na área de educação ainda jovem e que se especializou acreditando no potencial da troca de conhecimentos. “Foram anos de renúncia, de estudo e qualificação para oferecer o melhor aos meus alunos. Mas é triste ver que a educação também é negligenciada. Com tantos títulos, terminei pedindo qualquer emprego no semáforo”, diz.

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