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Professor chinês faz desenhos incríveis para ilustrar suas aulas

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(Foto: Reprodução/Facebook)

(Foto: Reprodução/Facebook)

 

Isabela Moreira, na Galileu

Há três anos o chinês Chuan-Bin Chung é professor do Departamento de Comunicações Visuais da Universidade de Design de Shu-Te, em Taiwan. Em vez de realizar leituras com seus alunos, Chung desenvolve os conceitos por meio de desenhos na lousa.

“Nós temos um livro, mas não o lemos, preferimos desenhá-lo”, disse o professor em entrevista ao Bored Panda. “Os estudantes que seguem por esta área geralmente não conseguem aprender somente lendo o que está escrito em um livro. Em vez disso, nós aprendemos enquanto desenhamos. Nas minhas aulas, os alunos têm que desenhar o que estou demonstrando na lousa.”

Veja alguns dos desenhos feitos por Chung:

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Como vetos à literatura ocorrem pela ação de gente culta

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O historiador, surpreendido com a censura brasileira, que intimou Sófocles a depor

O historiador, surpreendido com a censura brasileira, que intimou Sófocles a depor

 

Historiador americano Robert Darnton mostra como censores discriminavam um texto refinado de um embuste literário na França, Alemanha e Índia

Rosane Pavam, na Carta Capital

Nem mesmo em 1989 havia alguém tão especializado em Iluminismo quanto o historiador americano Robert Darnton. Eis por que o Brasil o chamava a palestrar sobre o bicentenário da Revolução Francesa. Então aos 50 anos de idade, pai de três filhos, erudito de Harvard e Oxford, ex-repórter policial do New York Times, autor de livros escritos com a clareza dos dias, pesquisados nas profundezas dos arquivos, Robert Darnton mal podia crer em tudo aquilo que presenciava na capital paulista.

Seus habitantes eram cientes do mundo ao redor. Os raios de sol, constantes. Os discursos, inacreditavelmente bem compostos pelo candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva. A ascensão do Partido dos Trabalhadores causava profunda excitação em qualquer historiador. E que livrarias São Paulo tinha.

Em agosto daquele ano, Darnton pegaria na capital paulista um voo para Berlim. Convidado por um instituto de estudos avançados, escreveria ali, por um ano, mais uma monografia sobre seu assunto de imersão. Antes partiria para Halle, na então Alemanha Oriental, para um encontro acadêmico. “Eu havia saído do Brasil, que era a luz, para chegar às trevas”, conta a CartaCapital por telefone a partir de Harvard, onde hoje é professor aposentado e dirige sua biblioteca, a maior entre as universitárias em todo o mundo. “Eu estava, então, na profunda Alemanha Oriental, sob uma atmosfera diferente e fascinante, nas suas cidades em que tudo era poluído, chovia o tempo todo e não havia energia elétrica à noite.”

Em A Vida dos Outros, a Alemanha Oriental vigiada

Em A Vida dos Outros, a Alemanha Oriental vigiada

 

Nem por um momento imaginou, então, que a divisão entre dois sistemas políticos estivesse prestes a se esfacelar. “Queria poder dizer a você que eu sabia antecipadamente que o muro iria cair, mas não tinha a menor ideia”, diz sobre o evento a selar o fim da Guerra Fria. Enquanto estudava a revolução burguesa ocorrida dois séculos antes, uma transformação de fato se dava diante de seus olhos. “O chão começou a tremer. Eu saía, assistia às manifestações, conversava com os habitantes. Assim que o muro caiu, em novembro, interrompi meu livro e passei o tempo a viajar para Berlim Oriental e a escrever artigos sobre o que via.”

Interessou-se pelos arquivos do regime e descobriu que fora distinguido por eles. “Um amigo alemão oriental me contou, em 1992, que eu tinha meu próprio dossiê na polícia política Stasi, citado como um ‘jovem burguês progressista’. Nunca vi esse arquivo. Mas o xingamento me divertiu muito, me pareceu elogioso.” Enquanto pesquisava, descobria um universo inaudito.

Os alemães-orientais não apenas censuraram livros. Eles organizaram um imenso sistema para encaminhar a literatura a seus propósitos ditos revolucionários. Os censores discriminavam um texto refinado de um embuste literário. Quando censuravam, às vezes impossibilitando a carreira de um autor, agiam como professores, o que de fato eram, advindos dos melhores cursos de Letras.

Darnton entrevistou dois desses censores, empenhado em mantê-los próximos com simpatia, conforme lhe ensinara a prática jornalística. Sentiu-se incrédulo que ainda advogassem a permanência do muro, este que mantivera distante dos leitores a realidade do país, apenas descrita nos livros se transcorrida ficcionalmente em países capitalistas (os personagens alcoólatras, por exemplo, tinham de ser americanos). A Alemanha Oriental do período, dos móveis às vestimentas e aos comportamentos, foi descrita em perfeição, crê o historiador, no filme A Vida dos Outros, de Florian Henckel von Donnersmarck.

Censores em Ação, lançado agora no Brasil, é o livro em que Darnton analisa, além do sistema alemão-oriental, o sofisticado veto britânico à produção literária indiana, no século XIX, ocorrido até mesmo contra os ideais libertários de expressão defendidos na Inglaterra, e a censura aos livros na Paris dos anos 1700, quando toda publicação, caso não pudesse obter uma autorização real para se efetivar, deveria tentar a sorte em Amsterdã ou Genebra. Darnton estuda como o diretor do comércio de livros comandava uma cadeia de censores e, com o apoio da polícia, restringia a ação dos livreiros clandestinos.

“Havia um inspetor especializado em literatura na polícia francesa. Ele passava todo o tempo a andar pelas livrarias. Refazia a trilha dos autores, conhecia os iluministas.” Darnton gastou horas a entrevistar, por assim dizer, os inspetores da Paris de 250 anos atrás. “A polícia francesa do século XVIII era muito mais sofisticada do que a americana do século XX, quando comecei no jornalismo.” O historiador perdeu o pai enquanto ele cobria a Segunda Guerra Mundial para o New York Times.

“Órfão aos 3 anos, cresci com a ideia de que ser um repórter de jornal era a melhor coisa que jamais se poderia fazer na vida.” Seu irmão tornou-se jornalista, e sua mãe, igualmente editora daquele jornal, sofreu quando Darnton constatou que os arquivos, com os quais aprendera a lidar em Oxford, davam-lhe muito mais satisfação pessoal do que relatar assassinatos e assaltos a banco. “Eu fui a ovelha negra da família. Me tornei apenas mais um professor universitário.”

Um professor que escreve como jornalista, imbuído das palavras nítidas, e que se propôs a analisar uma ação patrocinada pelo Estado, como subscreve o entendimento da censura. Em seu livro, descreveu casos duros. Na Alemanha Oriental, o editor Walter Janka, apesar de leal à ideologia em curso no país, passou cinco anos em uma solitária, autorizado a ver a mulher por apenas duas horas ao ano, apenas porque protegera George Lukács, um autor que caíra em desgraça no partido.

Darnton, contudo, ressalva que, nos três sistemas por ele estudados, quem cortava textos sabia por que o fazia. Os censores franceses concentravam-se mais em questões de conteúdo e estética e menos em ameaças à Igreja, ao Estado e à moralidade. Um censor que era teólogo atestou certa vez que um livro sobre história natural lhe parecia uma ótima leitura. Ele não conseguiu largar o livro, disse, porque inspirava no leitor “essa curiosidade ávida, mas doce, que nos faz continuar a leitura”. Darnton pergunta-se: “Será essa a linguagem que se espera de um censor?”

Por todo o ensaio, o que o historiador parece desejar é que se desfaça uma ampla relativização do conceito (a seu ver, a censura jamais se dá fora do âmbito estatal) e que ela não seja entendida de modo maniqueísta. “Convenci-me, depois da leitura das correspondências e dos memorandos internos dos censores franceses, que se tratava de indivíduos altamente inteligentes. Tinham boas relações com os autores, melhoravam os textos com sugestões. Tentavam defender a honra da literatura francesa. A censura no século XVIII francês foi positiva. Com a ressalva, claro, de que o Iluminismo não passava pela censura, pois era editado em libelos ou em publicações fora da França.”

Darnton lamenta conhecer pouco a história latino-americana. Contudo, enquanto produz um novo ensaio, em torno do vendedor de livros que, montado a cavalo na França de 1778, realizou uma Tour de France por livrarias, sua releitura de cabeceira é O Aleph, de Jorge Luis Borges. O historiador reage com espanto ao saber que no Brasil os censores nunca foram muito inteligentes. E que, na ditadura, convocaram o filósofo Sófocles a depor sobre uma montagem de Antígone.

Leitor das notícias do Brasil a partir do New York Times, Darnton também ignorava que uma decisão do Legislativo impediu recentemente os professores de Alagoas de opinar em sala de aula e que a Justiça havia proibido os estudantes de uma universidade pública de Minas Gerais a discutir o impeachment. Mais que isso, uma censura de mercado, fundamentalista religiosa, dificulta a impressão de obras tidas por blasfemas, como ocorreu a Gênesis, de Robert Crumb. “Meu coração fica com os brasileiros, porque vivem essa crise tão grande. Só posso me solidarizar com eles.”

Professor de português se veste de drag queen para dar aula no Paraná

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Variedade de gêneros foi debatida com alunos de um curso pré-vestibular em Cascavel com a drag Sofia Ariel, personagem do professor Jonathan Chasko (Foto: Jonathan Chasko/Arquivo Pessoal)

Variedade de gêneros foi debatida com alunos de um curso pré-vestibular em Cascavel com a drag Sofia Ariel, personagem do professor Jonathan Chasko (Foto: Jonathan Chasko/Arquivo Pessoal)

 

Para falar sobre os artigos definidos e indefinidos, professor surpreendeu.
‘É preciso repensar a educação tradicional’, sugere Jonathan Chasko.

Fabiula Wurmeister, no G1

Alunos de um curso pré-vestibular oferecido pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) em Cascavel tiveram uma surpresa em uma das aulas ministradas pelo professor de português Jonathan Chasko. Para falar sobre os artigos definidos e indefinidos – o, a, um, uma – e relacioná-los à discussão sobre gênero, sexo, identidade e diversidade, quem conduziu a aula foi a drag queen Sofia Ariel, personagem interpretada profissionalmente por Jonathan desde o ano passado.

“No começo, quando me viram entrar na sala como uma drag, os alunos se mostraram mais resistentes. Mas, com o passar do tempo eles foram se interessando, fazendo perguntas, tentando se inteirar e tentar entender o que estava sendo apresentado. Foi bastante interessante e gratificante”, lembra o professor, que é homossexual e escolheu o Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia para abordar o assunto com os estudantes.

Segundo o professor, Sofia Ariel deve voltar às aulas em outras oportunidades (Foto: Jonathan Chasko/Arquivo Pessoal)

Segundo o professor, Sofia Ariel deve voltar às aulas em outras oportunidades (Foto: Jonathan Chasko/Arquivo Pessoal)

A ideia, lembra, era usar o tema da aula para falar da luta contra a homofobia e explicar que existem diferentes manifestações de sexualidade.

“Vi uma oportunidade de trazer para a sala uma manifestação artística cultural que está em outros espaços e que seria interessante os alunos conhecerem para saber como a homofobia se dá, quem é o público alvo, como os homossexuais se organizam e como a cultura drag representa esse movimento”, explicou Jonathan.

“Procuro fazer uma analogia com o navio Titanic e o iceberg que o levou a afundar. Tudo o que a gente vê e ouve falar sobre esses temas é só a superfície do iceberg. Embaixo, existe muito mais coisas, um contexto. E, curiosamente, foi a parte submersa que furou o casco do Titanic”, compara.

“Falo para os meus alunos não serem o Titanic, para não se deixarem levar só por aquilo que estão vendo e no final ‘afundar’, serem prejudicados ou vencidos por aquilo que eles não estão vendo”, completa.

Educação
Para Jonathan, é função primordial do professor preparar o aluno para pensar e formar opiniões diversas, sem preconceitos, enxergando e respeitando as minorias. A iniciativa de tratar as diferenças de gênero, pela primeira vez com a ajuda da personagem Sofia Ariel, promete se repetir. O objetivo ao discutir assuntos polêmicos e de uma forma diferente, diz, é uma alternativa de mostrar aos alunos que há muito mais maneiras de abordar e pensar em um assunto que apenas o tradicional.

E, isso pode ser atrelado ao conteúdo formal, mas com cuidado e ponderadamente, para que estas opções de ensino não sejam banalizadas. “O lúdico, no entanto, não pode ser usado como pretexto. Apesar de qualquer terma poder ser abordado assim, não significa que sempre deve ser assim, para que o aluno não se acostume a tudo ser tratado como um joguinho, uma brincadeira”, observa.

O aluno, aponta, muitas vezes não entende para que serve aquilo que está aprendendo, mas é importante que entenda que aquilo fará parte da formação intelectual do aluno. “Antes de fazermos os alunos pensarem, temos que repensar a própria educação e em modos de fazer com que o que a gente ensina seja aplicável na vida real. Todo professor sabe disso, mas nem sempre tem condições de aplicar.”

O cursinho pré-vestibular da Unioeste é administrado pelos acadêmicos de vários cursos que se propõe a ministrar as aulas preparatórias, sempre com a aprovação do Núcleo de Estudos Interdisciplinares (NEI). Procurada pelo G1, a universidade não quis se manifestar sobre o assunto.

Professor no Afeganistão pedala km’s para levar livros a vilas remotas onde não existem escolas

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Publicado no Hypeness

Saber Hosseini, um professor de Bamiyan, no Afeganistão, transformou sua bicicleta em uma biblioteca itinerante, dando inicio ao projeto “Children’s Book Foundation”. Todo fim de semana, ele carrega sua bike com livros e os leva até vilarejos remotos, onde não existem escolas, dando assim oportunidade as crianças locais de terem acesso a livros e educação.

Hosseini conta que a ideia surgiu há seis meses, quando conversou sobre o projeto com alguns amigos. Estes, gostaram da iniciativa, e fizeram algumas doações para ajudar o professor a comprar os primeiros livros. No início, a biblioteca contava com 200 exemplares. Hoje, com a ajuda de mais doadores, a coleção já conta com mais de 6 mil livros.

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Nós usamos a bicicleta por várias razões: primeiro, porque não temos dinheiro suficiente para comprar carros. Segundo, porque algumas aldeias são acessíveis apenas por bicicleta ou moto. E, por último, porque o Taliban tem, por vezes, utilizado bicicletas em seus ataques a bomba. Então a mensagem que quero transmitir é que podemos substituir a violência pela cultura.”, conta o professor.

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O projeto funciona parecido com uma biblioteca. Toda semana, novos livros chegam as comunidades, e os antigos são recolhidos, sendo levados para crianças de outros vilarejos.

“A maioria destas crianças tem idade para estar no terceiro ou quarto ano, mas a verdade é que eles não sabem nem ler ou escrever. Isso não deveria acontecer”, disse Hosseini.

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Sempre que chega aos vilarejos, o professor tenta conversar com as crianças sobre vários assuntos. Certa vez, Hosseini conta que conversou sobre armas, falando que elas deveriam dizer não as armas e sim aos livros. Na semana seguinte, quando retornou ao local, recebeu armas de plástico de todas as crianças do vilarejo, que se reuniram para entregá-las para ele sob uma condição: na outra semana gostariam de ser a primeira parada do projeto, para que pudessem assim escolher os exemplares com mais variedade. “Foi o momento mais alegre da minha vida!”, afirmou o professor.

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O projeto, que já tem uma biblioteca física e mais cinco em construção, agora conta com um financiamento coletivo para arrecadar fundos para mais e mais livros. A cada $1 recebido, até dois livros podem ser comprados. Um valor tão insignificativo para nós, mas que pode ajudar a mudar a vida de uma criança!

Todas as fotos © Children’s Book Foundation

Professor aplica provas vestido de Darth Vader em universidade de Campina Grande, na Paraíba

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Publicado no Frases de Star Wars

Lamartine Lacerda, de 42 anos, é fã de carteirinha pela saga Star Wars. Ele é professor e leciona Direito Penal e Processo Penal em uma universidade de Campina Grande, na Paraíba.

Sabendo que os alunos passam por momentos de tensão e stress na hora das provas, o professor encontrou uma saída muito legal para “aliviar a tensão do momento”: aplicar provas vestido de Darth Vader.

“No começo, os alunos ficam surpresos, mas sempre encaram com bom humor. Pedem para tirar foto e é sempre muito engraçado“, explica o professor, que teve a ideia há cerca de dois anos, quando começou a lecionar as disciplinas, consideradas pesadas pelo corpo docente e discente.

“Sou aficionado pela série. Coleciono bonecos, canecas, camisetas, livros e já perdi as contas de quantas vezes assisti o filme. Fui levado pelo meu irmão para ver ‘O Império Contra Ataca’, o primeiro que assisti, ainda criança. Fiquei fascinado”.

Lamartine é tão fã, que conta que ficou agoniado no final do ano passado, já que a estreia de O Despertar da Força coincidiu com um dia de prova.

“Quase tive um troço. Só assisti dois dias depois e minha esposa ainda teve que aguentar e ver outras duas vezes”.

Quem não gostaria de ter aulas com o Lorde Sith? Que o exemplo de Lamartine seja seguido! =D

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