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Projeto promove troca gratuita de livros em Fortaleza

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Ninho de Livro (Foto: Divulgação)

Ninho de Livro (Foto: Divulgação)

Publicado no G1

Se e você tem livros que queira se desfazer pode deixá-los em um dos oito Ninhos de Livros instalados em Fortaleza. A iniciativa é da Satrápia, agência carioca de benfeitorias que cria ações de inovações para as cidades. Em Fortaleza, foram espalhadas as “bibliotecas colaborativas” em formato de casas de passarinho em diversos pontos da cidade.

De acordo com a agência, o objetivo da ação é democratizar o acesso à leitura e disseminar a cultura de troca. O projeto funciona da seguinte forma: a casinha é instalada com alguns livros e cada pessoa que pegar um livro poderá deixar outro ali dentro promovendo, assim, uma grande troca.

O projeto Ninho de Livro tem como conceito “Um espaço para que seus livros possam voltar a voar por aí” e o grande objetivo é incentivar a leitura e ocupação de espaços da cidade, além de estimular a boa convivência entre os moradores dos bairros que recebem o ninho. Em Fortaleza, os ninhos estão localizados na Praça da Imprensa, Praça do Ferreira, Praça Portugal, Parque da Criança, Centro Cultural Dragão do Mar, Rua Idelfonso Abano com Avenida Historiador Raimundo Girão, Avenida Beira Mar e Shopping Iguatemi.

Sobre o projeto
O primeiro Ninho de Livro foi instalado em fevereiro de 2015, na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. Ao todo já são mais de 20 ninhos espalhados pela cidade. Em julho do mesmo ano, a Satrápia levou o projeto para Fortaleza e agora retorna à cidade. Em outubro de 2016, 20 ninhos foram instalados em São Paulo e o objetivo é que alcance o país inteiro com o apoio da sociedade, poder público e da iniciativa privada.

Projeto leva escritores para conhecerem instituições e ações sociais

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Escritor Solidário - Fotógrafo Fábio Alexsander Almeida

O resultado é um programa web que une literatura e solidariedade

Arisson Tavares, no Escritor Solidário

Existe alguma ligação entre as palavras “literatura” e “solidariedade”? Para o escritor Arisson Tavares e Giliard Cruz, a resposta é sim. Juntos, eles estruturaram o programa Escritor Solidário, que estreou no início de fevereiro na internet. Diferente dos tradicionais formatos de entrevista voltados para a literatura, o projeto traz uma proposta nada convencional, já começando pelo cenário. Ao invés de estúdios ou belas paisagens, os bate papos acontecem dentro de uma instituição sem fins lucrativos. “A cada mês, levamos um escritor para conhecer uma ONG. A proposta não é levar autores para simplesmente divulgarem suas obras. Queremos levantar um debate sobre a conexão entre literatura e solidariedade”, explica Arisson, que apresenta o programa.

A inspiração surgiu durante a vida acadêmica do escritor, que tem dois livros de crônicas publicados. O trabalho como jornalista na Abrace, instituição que oferece assistência a crianças e adolescentes com câncer, também incentivou Arisson a consolidar a ideia. “Na faculdade, conheci o trabalho do jornalista Marcelo Canellas e sempre quis fazer algo do gênero. A sensibilidade das matérias dele são inspiradoras e despertam em quem assiste uma reflexão. Quando produzo algo, penso: será que é isso que eu quero que meus filhos e netos vejam? Precisamos deixar o nosso legado, seja qual for a profissão escolhida. No meu caso, sou escritor e jornalista. Nada melhor do que unir estes dois universos”, conta ele.

No primeiro episódio, o escritor Alex Almeida visita o Lar de São José, que tem como objetivo principal atender crianças e adolescentes sob medida protetiva. Além do programa, publicado no Youtube, o autor convidado disponibilizou um texto inédito sobre a participação no projeto. “A escolha desta instituição não foi por acaso. O meu livro, ‘Depois das Cinzas’, é um romance ambientado durante o período da Ditadura Militar contando a trajetória de Davi, um rapaz órfão que ingressou no mundo adulto tentando fugir de um sistema opressor e buscando pessoas com as quais ele pudesse criar referências sadias”, destaca.

Após participar do projeto, Alex não teve dúvidas: existe uma ligação entre literatura e solidariedade. “Sair daquele ambiente sabendo que as letras que transformei em palavras, em frases, parágrafos, capítulos… em um livro, traziam um pouco daqueles que ali estavam. Fez do meu personagem mais humano a meus olhos”, conclui o escritor.

Confira o vídeo:

Projeto incentiva a leitura em escolas e transforma a vida de alunos

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INCENTIVO DE CASA – Marcos foi premiado com uma bola pelo “Ler é Viver”. “É um menino muito inteligente”, diz a avó Zilda

INCENTIVO DE CASA – Marcos foi premiado com uma bola pelo “Ler é Viver”. “É um menino muito inteligente”, diz a avó Zilda

 

Thais Oliveira, no Hoje em Dia

A estudante Vitória Alves Freitas, de 9 anos, não tinha o costume de ler. Os colegas dela, Erick Gabriel Barreto Moreira dos Santos, de 7 anos, e Marcos Paulo Paulene, de 9, não gostavam nem mesmo de ouvir em falar em leitura. Hoje, porém, a realidade dessas crianças é bem diferente. Vitória leu 50 livros neste semestre. Erick e Marcos perderam a conta, mas sabem que podem ter chegado à marca de 44 exemplares. A mudança ocorreu após a chegada do projeto “Ler é Viver” à Escola Estadual Sarah Kubitschek, no bairro São Geraldo, em Belo Horizonte, onde estudam. Parte dos mais de 50 mil alunos beneficiados pela iniciativa, o trio é prova de que o incentivo à leitura pode transformar vidas.

Vitória, por exemplo, avançou nos estudos. E não foi só em português. “Melhorei em tudo. Acho que ler ajuda a me concentrar mais”, diz a garota, que tem o hábito da leitura entre os preferidos. “Gosto de ler por causa das aventuras e para aprender novas palavras e saber os significados”, afirma. Fascinada por esse mundo, a menina tem contagiado a família. “Antes eu lia, mas não era tanto”, confessa a irmã dela, Laura Freitas, de 19 anos. “Percebo que a Vitória conversa melhor em casa e está mais ativa”, emenda a jovem.

A introdução dos livros na rotina de Erick também repercutiu no lar. Aos 36 anos, a mãe do estudante, a assistente técnica de educação básica Alexia Barreto, acabou comprando pela primeira vez na vida um livro para ela. “Nunca tinha me sentado para ler, mas percebi que é interessante. Estou sempre lendo agora. Troco livros com uma colega e, se vou viajar, sempre levo um na bagagem”, conta Alexia.

Influência da família

Sonhando ser escritor no futuro, Marcos já treina para o ofício desde agora. “Faço uns livrinhos. Pego folhas de caderno e escrevo histórias”, afirma. A ideia, claro, surgiu após receber incentivo para ler. Além do projeto, a família tem tido papel crucial no despertar do garoto para a literatura. “Minha mãe me mostrou que também lia na infância. Então, comecei a me interessar pela história dela e a ler do mesmo jeito”, explica Marcos.

Vendo hoje como a educação faz falta, a avó do estudante, Zilda Pereira Hermes, é “embaixadora” da leitura. Ela só foi para a escola aos 9 anos, não completou os estudos e diz não ter aprendido a ler bem. “O que eu não tive, quis passar para ele para que, no futuro, consiga um emprego melhor”.

O projeto

Iniciativa do Instituto Gil Nogueira, o “Ler é Viver” completou dez anos em 2016. Mais de 1 milhão de livros foram lidos e interpretados pelos participantes, que têm de 6 a 11 anos e são de 18 escolas públicas de BH, três de Congonhas e uma de Conselheiro Lafaiete, além de dois projetos sociais. Cada turma recebe 50 livros infantis por semestre. Os exemplares são emprestados e, ao fim de cada campanha, os alunos são premiados de acordo com o número de livros lidos.

Aluno de escola pública vence votação de Harvard com projeto sobre câncer

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Lucas de Almeida, 17, vence votação de Harvard com projeto para baratear o diagnóstico de câncer de pele

Lucas de Almeida, 17, vence votação de Harvard com projeto para baratear o diagnóstico de câncer de pele

 

Publicado no UOL

Aos 17 anos, o estudante Lucas de Almeida, da rede estadual de ensino do Espírito Santo, tem um objetivo ousado. Ele quer baratear o diagnóstico de câncer de pele, usando o exame de sangue. A maneira como o jovem quer alcançar sua meta é, talvez, tão arrojada quanto. Ele pretende contar com a ajuda da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

E, não duvide, essa parte está cada vez mais próxima de se tornar realidade. Lucas está participando do programa “Village to Raise a Child”, de Harvard, que tem como objetivo desenvolver o empreendedorismo social entre jovens. A universidade norte-americana, reconhecida como sendo um dos principais institutos de pesquisa do planeta, vai escolher cinco projetos. Os autores passarão uma semana nos Estados Unidos e, depois, contarão com a tutela de Harvard para continuar a pesquisa, por um ano, em seus países natais.

Em uma das etapas do programa, os projetos precisaram passar por uma votação popular pela internet para avançar. Lucas conseguiu 23.423 votos, o maior número da história do programa. Agora, o jovem vai passar por uma entrevista com representantes de Harvard. O resultado final deve ser divulgado no próximo dia 25 de julho.

Lucas está ansioso para a etapa final. De férias do 3º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Professor Agenor Roris, em Vila Velha (ES), o jovem está estudando para a entrevista.
O projeto

O estudante não tinha nenhum motivo familiar para se interessar pelo câncer de pele. No entanto, ao ler uma pesquisa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) que dizia que 26% dos casos de câncer que serão diagnosticados no Brasil neste ano são de pele, decidiu fazer algo a respeito.

“Eu não dava tanta importância ao assunto e comecei a pesquisar na internet. Daí, vi que as pessoas ignoram manchas na pele. Isso atrasa o tratamento e a cura do câncer”, afirmou. “Pensei que se as pessoas descobrirem precocemente, a chance de cura aumenta. Por isso, tive a ideia de diagnosticar o câncer de pele por meio do exame de sangue”, completou.

Com a ajuda de professores, Lucas chegou à conclusão de que o diagnóstico pode ser feito com o uso de biomarcadores em mapeamento genético e marcadores moleculares. É possível, até mesmo, saber o estágio da doença.

A ideia de participar do “Village to Raise a Child” foi do próprio jovem, que descobriu o programa em uma rede social.

“Mandei cartas em inglês e fiz um vídeo. Fui pré-selecionado. Todos os dias, eu ficava das 14h até a meia-noite trabalhando no projeto”, contou.

Na fase da votação online, Lucas contou com o apoio de muita gente. E também percorreu vários órgãos públicos para apresentar seu projeto e conseguir ainda mais apoio.

“Ganhei apoio da população, da secretaria de Educação, das rádios. Discursei na Assembleia Legislativa e em uma comissão de saúde. Alguns médicos me procuraram para me elogiar”, disse.
Aluno de escola pública

Filho de uma vendedora e de um técnico de informática, Lucas nunca saiu do Espírito Santo, nunca voou de avião e sempre estudou em escola pública.

Segundo o jovem, parte de seu objetivo é também dar um bom exemplo a outros estudantes da rede pública que possam se sentir desmotivados.

“Quero quebrar o tabu dos estudantes escolas públicas. Muitos pensam que não vão conseguir entrar em uma faculdade por causa da qualidade do ensino. Eles não têm a expectativa de sonhar grande. É preciso acabar com esse pensamento”, afirmou.

Este projeto quer que você leia todo dia o melhor da literatura pelo WhatsApp

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Smartphone chat notifications concept

Caio Delcolli, no Brasil Post

O projeto Leitura de Bolso quer incentivar os brasileiros a lerem mais. Como? Simples: enviando diariamente pelo WhatsApp trechos de textos de escritores convidados que você pode ler em até cinco minutos.

Segundo pesquisa da Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ), sete em cada dez brasileiros não leram pelo menos um livro em 2014.

O Leitura de Bolso sugere uma solução para isso no site oficial: “As pessoas não leem por medo da quantidade das páginas dos livros. E é por isso que vamos aos poucos”.

Para receber sua pequena dose diária de literatura, basta se cadastrar no site. Músicas, vídeos e imagens farão parte do conteúdo.

Não precisa baixar nenhum aplicativo ou ir a uma biblioteca ou livraria. Além disso, seu número de telefone será mantido sobre sigilo e você não receberá propagandas.

Os autores convidados escreverão em um formato exclusivo para o projeto, com trabalhos inéditos ou não.

A ideia é do escritor Roberto Klotz, de Brasília (DF), que será o primeiro a contribuir enviando um texto.

Mais um motivo para não largar do celular?

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