Posts tagged Projeto

Que tal conhecer uma casa de Hobbit? Projeto do Kickstarter busca financiamento de um Condado

0

590054

Um complexo de tocas de hobbits será construído no interior da Inglaterra, sob a supervisão de um especialista em Tolkien. Quem contribuir, garante a visita.

Rodrigo Torres, no Adoro Cinema

 

Que tal tirar uma foto como essa de Peter Jackson?! Que tal tirar essas onda??? Um sonho de milhões de fãs de J.R.R. Tolkien que a empresa especializada em chalés temáticos West Stow Pods pretende realizar, com a ajuda desses mesmos fãs do autor e/ou das trilogias Senhor dos Anéis e O Hobbit.

A entrada externa e a entrada interna do Poddit.

A entrada externa e a entrada interna do Poddit.

Via Kickstarter, a empresa abriu um financiamento coletivo para levantar a grana necessária para reconstituir o Condado em Suffolk, interior da Inglaterra. O projeto promete a supervisão de Alan Baxter, membro da Sociedade Tolkien, para garantir a satisfação do cliente ao visitar o complexo de tocas, tal qual imaginamos nos livros e viemos a testemunhar, fielmente reproduzidas, nas telonas.

Os aconchegantes quarto e sala da casa de hobbit.

Os aconchegantes quarto e sala da casa de hobbit.

Escondido atrás de uma porta amarela redonda, e com dois quartos duplos, uma cozinha e um banheiro, além de uma acolhedora lareira, o local promete não só reconstituir com perfeição a mitologia de Tolkien, mas também muito conforto. Caso o crowdfunding dê certo, o projeto será construído por uma empresa especializada em construções sustentáveis, de baixo impacto ambiental

Imagens do projeto e das entradas das primeiras "tocas" construídas.

Imagens do projeto e das entradas das primeiras “tocas” construídas.

Apoiadores do Podditon podem doar de 2 a mil libras, e têm contrapartida, claro. Quem contribuir com £15, por exemplo, ganha apenas uma t-shirt, mas quem doar £80 ganhará estadia por uma noite na Toca Poddit. Aqueles que contribuirem com £250 ganharão um passaporte de duas noites e uma visita guiada por todo o vilarejo, que inclui uma vila anglo-saxônica vizinha, construída pelo mesmo West Stow Pods.

O objetivo são 50 mil libras. Mesmo de longe, fico na torcida. Quem sabe um dia…?!

GPS para cegos criado por estudante de PE vence concurso mundial da ONU

0

gps

Publicado em Folha de S.Paulo

Os óculos inteligentes criados pelo pernambucano Marcos Antônio da Penha, 27, foram os vencedores do WSYA 2014 (World Summit Youth Awards), na noite desta quarta-feira (17). Com a finalidade de auxiliar pessoas com deficiência visual a se locomoverem, o dispositivo competia com mais 18 projetos em seis categorias.

O estudante de ciências da computação conta como foi receber o resultado. “Eu fiquei feliz demais. Não conseguia parar de gritar.” Para o presidente do WSA (World Summit Award), Peter Bruck, o projeto do brasileiro “é realmente um salto em inovação tecnológica”.

ÓCULOS INTELIGENTES

Chamado de PAW (Project Annuit Walk), o protótipo desenvolvido pelo grupo de pesquisas WearIt, do qual Marcos participa, localiza objetos num ângulo de 120º e calcula o melhor trajeto. Além disso, é possível mapear os pontos mais críticos de uma cidade, onde exista mais obstáculos.

O grupo trabalha na criação de tecnologias “vestíveis”, acopladas ao próprio corpo, para resolver problemas simples do cotidiano. Dentro desse ramo, os pesquisadores viram na tecnologia assistiva, voltada para um público com algum tipo de deficiência, um nicho de mercado.

Entre os concorrentes dos óculos inteligentes estavam uma iniciativa guatemalteca para reduzir a gravidez na adolescência, um aplicativo indiano de caronas e um documentário dinamarquês sobre a vida nas favelas.

Abaixo, leia a entrevista completa com Peter Bruck, presidente da WSA.

Folha – Como você avalia o projeto vencedor?
Peter Bruck – Eu acho que ele combinou duas coisas de uma maneira muito particular, é realmente um salto em inovação tecnológica. Ele combinou computação com tecnologia de apoio a pessoas com deficiência num modelo de negócio social.

O que qualifica os 18 projetos finalistas?
Eu acho que os finalistas apresentam um uso criativo da tecnologia e são muito bons em adaptar essas tecnologias às necessidades de suas comunidades. Por exemplo, para algumas situações, é melhor ter um serviço de mensagens de texto que uma internet de alta velocidade. Já em outras, é preciso um vídeo interativo para contar uma boa história ou um banco de dados potente. O que se encontra aqui é uma verdadeira combinação entre habilidades tecnológicas, criatividade no design, compreensão da importância do conteúdo e um empreendedorismo que prioriza o impacto social ao invés do lucro rápido.

Em que o WSYA 2015 se diferencia das edições anteriores?
Este evento foi único por causa da forte interligação que se tem com os jovens usando tecnologia aqui em São Paulo. Nós tivemos dois parceiros muito fortes localmente e muito ativos também. O Engajamundo é muito comprometido e entende a importância global da iniciativa da ONU na sociedade da informação e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a ProjectHub é uma empresa nova que realmente incentiva a criatividade digital.

O que a edição de hoje traz de diferente da primeira, em 2005, especificamente?
Todos os aplicativos hoje são para o celular, integraram, de uma maneira ou de outra, um componente de rede social e são tecnologicamente mais maduros. Antes não havia essa maturidade. A outra coisa que eu preciso dizer é, se observar as pessoas que vem da Indonésia, do Irã, da Índia ou da Armênia, todos eles compartilham uma percepção global de apoderamento através da tecnologia. As pessoas aqui estão unidas no espírito de que eles podem usar tecnologia para tomar iniciativa nos problemas sociais.

Qual é o objetivo do prêmio?
O que nós descobrimos aqui, e isto também é algo único, é que, ao procurar a usabilidade social, as pessoas são mais criativas do que se estivessem atrás de sucesso financeiro. E isso é muito importante porque, no longo prazo, é muito mais importante para a sociedade ter pessoas que são visionárias no que diz respeito ao uso criativo do que pessoas se limitam a tecnologias de sucesso no mercado.

O que você achou do Brasil?
O que eu acho incrível, e é completamente diferente de dez anos atrás, é como os jovens são cosmopolitas, falam bem inglês e têm um pensamento progressista, muito mais que gerações passadas.

Universidade de Cambridge estuda contratar ‘professor de Lego’

0

Cargo dirigirá centro de pesquisa sobre ensino por meio de brincadeiras.
Projeto será financiado por uma doação multimilionária da Fundação Lego.

professor_lego_brincadeira

Publicado no G1

A Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estuda criar uma vaga de “professor de Lego”. O candidato escolhido para ocupar o curioso cargo, que virou notícia em todos os jornais britânicos nesta terça-feira (16), deve começar a trabalhar no novo Centro de Pesquisa sobre Brincadeiras na Educação, no Desenvolvimento e na Aprendizagem (PEDaL, na sigla em inglês) a partir de outubro, no início do ano letivo 2015-2016 da instituição.

De acordo com a instituição, o novo professor, que terá vínculo com a Faculdade de Educação de Cambridge, também receberá o cargo de diretor do centro, que tem como objetivo “avançar na pesquisa sobre o papel das brincadeiras na educação, no desenvolvimento e na aprendizagem, especialmente na primeira infância”.

A recomendação da criação do posto de trabalho, batizado resumidamente de “cadeira Lego”, foi decidida em 3 de junho pelo Conselho Geral da universidade, mas os detalhes ainda não foram formalmente definidos, segundo o relatório da instituição.

Financiamento da Lego
Neste ano, a Fundação Lego, braço do grupo empresarial que vende as peças de montar por todo o mundo, ofereceu uma doação de 1,5 milhão de libras (cerca de R$ 7,2 milhões) à instituição, que foi aceita pelos dirigentes, e será paga no curso de três anos.

“Se as recomendações forem aprovadas”, diz o relatório, “a cadeira será financiada com uma benfeitoria de 2,5 milhões de libras [R$ 12 milhões] por parte da Fundação Lego, como doação confiada à universidade”.

professor_lego

A Fundação Lego confirmou oficialmente a “colaboração de vários anos com pesquisadores da Universidade de Cambridge” em um “esforço conjunto de explorar novos modos de aprendizado” e disse que o lançamento do centro está marcado para outubro. Mas, em um comunicado, ela afirmou que só vai divulgar mais detalhes no futuro, porque o projeto ainda está na “fase de desenvolvimento”. Segundo a fundação, a notícia acabou vazando prematuramente por causa da legislação do Reino Unido sobre a liberdade da informação.

No relatório divulgado pela universidade, porém, já há outros detalhes concretos sobre o projeto. Segundo o documento, qualquer pessoa qualificada que pesquise o tema poderá se candidatar ao cargo, e uma banca será formada para selecionar o novo professor. A data do início do trabalho está marcada para 1º de outubro de 2015.

Jovem lê livros em locais inusitados para apoiar hábito de leitura

0

homem-livro-Books-Calling_3

Publicado em Catraca Livre

Para apoiar e promover o hábito da leitura, o eslovaco Jakub Pavlovsky, de 21 anos, criou um ensaio fotográfico no qual aparece lendo em locais bastante inusitados. Intitulado “Book’s Calling” (“O livro está chamando”), o projeto procura provar que livros são ótimas companhias em qualquer lugar ou momento.

homem-livro-Books-Calling_6-450x450

Nas imagens, o jovem é capturado sentado em calçadas, no chão de supermercados, em lojas de bolsas e outros locais nada convencionais para ler um livro. Com isso, ele espera influenciar as pessoas a criarem um hábito de leitura, independente da hora ou do lugar.

Em entrevista ao site, Jakub relatou: “Há alguns meses, eu percebi que as pessoas não estavam mais lendo tanto quanto elas liam hoje, eles preferem as tecnologias modernas a um livro interessante. Eu criei um projeto chamado Book’s Calling nas mídias sociais. Quero espalhar uma ideia tradicional em um sistema moderno”.

homem-livro-Books-Calling_7

homem-livro-Books-Calling_9

Literatura muda a vida de jovens infratores no Distrito Federal

0

grades2

Luiza de Carvalho Fariello, na Agência CNJ de Notícias

“Para se ter opinião e senso crítico é preciso ler muito, se dotar de conhecimento”. A afirmação é do adolescente Vítor*, jovem infrator que cumpre medida socioeducativa há um ano na Unidade de Internação de Santa Maria, Distrito Federal. Quando entrou no sistema, Vítor jamais havia lido um livro, e seus planos giravam em torno das drogas e do crime. A mudança brusca é resultado do “Projeto Leitura – a Arte do Saber”, uma biblioteca itinerante que percorre a unidade entregando livros aos 150 jovens do local.

O projeto foi desenvolvido pela Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude em parceria com a Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, por meio da Rede Solidária Anjos do Amanhã, e com a rede de postos de gasolina Gasol, que já doou mil livros. A intenção é ampliar o projeto para as outras cinco unidades de internação do DF, com a arrecadação dos livros contemplando cerca de 900 jovens.

De acordo com o juiz titular da Vara de Infância e Juventude, Renato Rodovalho, os jovens leem os livros e passam por acompanhamento. Uma equipe de voluntários avalia e corrige os resumos feitos por eles, condição fundamental para que passem a ter acesso a outras leituras.

“A medida socioeducativa, sem acesso à leitura, perde sua natureza. Embora exista a reprimenda e cerceamento de liberdade, a intenção é propiciar um contexto socioeducativo”, diz Rodovalho. Para ele, a cultura e o livro abrem um mundo diferente para o ser humano, justamente no momento em que esses adolescentes se encontram em uma fase de projeto de vida.

Outra realidade – Esse foi o caso de Vítor, que quando chegou à instituição não fazia ideia da importância que os livros poderiam ter para sua vida. “O livro me levou para outra realidade, passei a me sentir como outra pessoa na sociedade. Li livros de história e passei a querer ser igual ao Mandela, Kant, a querer fazer a diferença. A gente aprontou, matou, roubou, fez várias coisas ruins, mas somos capazes de nos dotar de conhecimento e mudar”, diz o jovem, que terminou o ensino médio e estuda para o Enem. “Eu queria ser independente e o crime era um dinheiro fácil. Agora eu só quero mostrar quem sou por meio da dança, da música. Vou me afastar das pessoas que eu conhecia, a minha vida será de batalha. Hoje eu alcanço minha calma na leitura”, acredita.

Os livros que fazem parte do projeto são arrecadados nas varas de Justiça, fóruns, secretarias do governo e até em postos de gasolina. De acordo com o juiz Rodovalho, a maioria dos adolescentes internados já estava afastada da escola antes de cumprir a medida. “A gente verifica o crescimento do adolescente, uma mudança de atitude que beneficia não só ele como toda sociedade, uma vez que o projeto colabora para diminuir a reincidência criminal”, acredita o magistrado.

Na Unidade de Internação de Santa Maria, não há televisão nos quartos, o que facilitou a aproximação dos jovens com os livros. “No módulo não tem televisão, eu acho bom, se eu tivesse eu não chegaria à leitura. Mas agora nada pode me separar dela, mesmo que tivesse TV eu ia querer ler, isso vou levar para a vida toda”, conta Vítor. Ele ainda não sabe qual faculdade quer cursar, mas tem um sonho: “quero mostrar para uma criança da periferia que o sonho dela pode ser alcançado sem precisar entrar para o crime. Eu poderia ter tido outro destino na vida”, diz.

Quer doar livros? Veja os postos de coleta:

– Secretarias de Educação; Cultura; Ciência, Tecnologia e Inovação; Esporte e Lazer; Desenvolvimento Humano e Social; Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos; e Secretaria de Políticas para Crianças, Adolescentes e Juventude;

– Palácio do Buriti (sede e anexo);

– Biblioteca Nacional;

– Câmara Legislativa;

– Unidades do Na Hora;

– Fóruns de Justiça do DF.

*Nome fictício em respeito a Estatuto da Criança e do Adolescente

 

Go to Top