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Professores indígenas protestam a favor de melhor educação para etnias

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Grupo também quer reverter decisões sobre demarcação de terra.
Manifestantes entregaram documento no Planalto e no Supremo.

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Publicado no G1

Um grupo de professores indígenas organizou um protesto nesta quarta-feira (29) na Esplanada dos Ministério. Eles reivindicam melhores condições na educação indígena e a revisão de processos de demarcação de terra no Supremo Tribunal Federal (STF).

Pela manhã, seis manifestantes foram recebidos pelo Palácio do Planalto, onde protocolaram um manifesto sobre a educação escolar indígena no Brasil.

O grupo de cerca de 50 pessoas está em Brasília desde terça (28) e deve ficar na capital federal até sexta (31) à noite. Eles dizem representar 48 etnias espalhadas pelo Brasil.

“A viagem é cansativa, mas vale a pena. Esperamos que alguma coisa seja resolvida”, disse o professor Luiz Carlos Madega, que trabalha no Acre. “Nas escolas, não existe estrutura, material escolar e os salários são baixos.”

O mesmo documento apresentado no Planalto foi levado ao STF pela tarde. Os professores subiram aos gabinetes ministeriais. “Fizemos questão de entregá-lo diretamente aos ministros”, disse a professora Teodora de Souza, do Mato Grosso do Sul.

egundo o advogado do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Rafael Modesto, a estratégia da defesa é reverter decisões sobre demarcações de terra no Supremo. “[Os índios] não foram chamados para discutir e apresentar defesa”, afirmou Modesto.

O advogado disse que tentará cancelar dois mandados de segurança, favoráveis a fazendeiros, que tratam de regiões no Maranhão e no Mato Grosso do Sul.

O STF informou que a demanda será analisada por um ministro do tribunal.

Amazon passa a vender livro em papel no Brasil

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Publicado no UOLphoto-1378249079083-1-0-size-320

A varejista online Amazon lança no Brasil, nesta quinta-feira (21), a venda de livros em papel em português. A empresa já vendia livros digitais aqui. Com um catálogo de 150 mil títulos de 2.100 editoras, a loja terá obras a preços mais baixos que os praticados em livrarias.

Em promoção de lançamento sem data para terminar, o frete será grátis para as compras acima de R$ 69 no país todo. Na cidade de São Paulo, consumidores que adquirirem livros antes das 11h terão a opção de recebê-los no dia útil seguinte. Essa modalidade de entrega, mais rápida que a convencional, só estará disponível para algumas regiões da cidade.

“Decidimos abrir a loja de livros físicos porque já vendemos milhões de livros digitais no Brasil e temos experiência com o consumidor daqui”, disse Alex Szapiro, diretor da Amazon no Brasil. O executivo afirma que uma das condições mais importantes para lançar a loja foi a inteligência do algoritmo da Amazon, que gera recomendações de compra para o cliente baseadas em suas buscas e navegações no site.

O site também inaugura no país uma ferramenta que permite a leitura do livro digital enquanto o livro físico não chega à casa do cliente, o Leia Enquanto Enviamos.

A Amazon chegou ao Brasil em dezembro de 2012, com um catálogo de 13 mil títulos de livros digitais em português. Hoje, são mais de 35 mil títulos. “O segmento de livros digitais deve terminar o ano com uma fatia de 4% a 5% do mercado de livros”, diz Szapiro. “Ainda não é uma parcela muito representativa, mas há dois anos ela era praticamente inexistente.”

Escritores criticam estratégia da Amazon

A empresa do americano Jeff Bezos, é criticada pelo mercado editorial em alguns países por adotar uma estratégia feroz de descontos e promoções.

Na semana passada, mais de 900 escritores americanos assinaram uma carta, publicada no jornal “The New York Times”, na qual afirmam que a Amazon boicota editoras que se recusam a diminuir as margens de lucro, atrasando entregas e retirando seus livros das posições de destaque no site.

Dias depois, mais de mil escritores alemães se manifestaram em carta aberta na internet, dizendo que editoras alemãs também estão sendo prejudicadas.

Estudantes da UFPE usam trajes de banho em protesto contra calor

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Manifestação “Abaixo as saunas de aula” contou com dezenas de alunos, que fizeram caminhada bem-humorada no campus, em Recife. Eles exigem manutenção dos aparelhos de ar condicionado

Publicado em O Globo

Protesto contra calor na UFPEFoto: Divulgação

Protesto contra calor na UFPEFoto: Divulgação

RIO – Estudantes da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE), em Recife, fizeram um ato bem-humorado para protestar contra o calor nas salas de aula. O protesto “Abaixo as saunas de aula”, que aconteceu na tarde desta quinta-feira, contou com a participação de dezenas de alunos do Centro de Artes e Comunicação (CAC) vestidos com trajes de banho, usando biquinis, maiôs ou até enrolados em toalhas.

“Há anos os estudantes da UFPE sofrem com o calor nas salas de aula”, disse no Facebook a aluna Jenniffer Nascimento, uma das organizadoras da mobilização. “Esse protesto tomou ainda mais força depois que a coordenação do curso de Arquitetura e Urbanismo criou um abaixo assinado pedindo a climatização das aulas e que uma professora disse que preferia dar aula nos banheiros (reformados recentemente), pois eles tem mais conforto do que as salas”.

Vestidos a caráter, os estudantes caminharam da sede do CAC até o prédio da reitoria, onde foram recebidos pela pró-reitora de assuntos acadêmicos e pela prefeita do campus. Na manhã desta sexta-feira, uma equipe foi enviada para avaliar o problema. De acordo com o departamento de infraestrutura do CAC, todas as salas do centro têm ar condicionado, mas pelo menos 30% dos aparelhos não estão funcionando por falta de manutenção. Alguns ambientes têm aparelhos novos presos à parede, mas eles são incompatíveis com o sitema elétrico do prédio.Ainda segundo o departamento de infraestrutura, a prefeitura da Cidade Universitária abriu uma licitação para adquirir novos equipamentos, mas os trâmites burocráticos desse processo atrasam sua conclusão. Enquanto isso, os alunos e professores sofrem com as altas temperaturas da capital pernambucana.- O calor é muito intenso e, infelizmente, ventiladores não são o bastante – comenta Vianey Bezerra, coordenador de infraestrutura do CAC.

Historiador T. J. Clark é um dos destaques da Flip

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Antônio Gonçalves Filho no Estadão

O historiador e crítico de arte marxista britânico T. J. Clark, um dos convidados da 11.ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começa na quarta-feira, 3, não acreditou em seus olhos quando viu pela internet imagens das manifestações de protesto nas ruas do Brasil. Grande teórico de arte com vários livros publicados no País (entre eles A Pintura na Vida Moderna), o professor aposentado de Harvard e Berkeley, aos 70 anos, ainda não desistiu de sua fama de polêmico. E é nessa condição que ele chega a Paraty para fazer, na quinta, 4, às 19h30, uma palestra sobre o conteúdo político da Guernica de Picasso (ele é grande especialista na obra do pintor e autor de um livro fundamental sobre ele, Picasso and Truth, inédito aqui).

 

Aproveitando sua passagem por Paraty, os organizadores da Flip programaram para sábado, 6, no mesmo horário, um debate com ele, o psicanalista Tales Ab?Saber e o filósofo Vladimir Safatle. O tema: as diferenças entre os manifestantes de rua brasileiros e a multidão que lota os estádios na Copa das Confederações. Para quem ainda não o conhece, a Editora 34 acaba de colocar no mercado um livro destinado a informar e provocar, principalmente seus companheiros de ideologia: Por Uma Esquerda Sem Futuro.

 

Dito assim, parece que Clark abjurou seu passado marxista, mas ele esclarece em entrevista à reportagem, por telefone, de Londres, que desconhece alternativa ideológica capaz de barrar o avanço da Europa rumo a um novo fascismo de direita, ainda mais terrível que o dos ditadores do passado, como previu Pasolini. Clark é pessimista, admite, mas não como Nietzsche, que cita em seu livro – o filósofo alemão diz que nós, modernos, “não somos material para uma sociedade”.

 

Talvez não sejamos mesmo. No entanto, o que preocupa Clark é a marginalização e a imobilidade da esquerda na Europa. Não há fórmula pronta para que ela tenha maior representatividade, mas o historiador aconselha a seus companheiros que troquem seus ideais utópicos por demandas presentes – daí seu interesse particular no recente fenômeno das manifestações no Brasil, que expulsaram os partidos da rua para afirmar sua independência ideológica. Seriam esses manifestantes representantes da “esquerda sem futuro” de Clark, uma esquerda não estabelecida?

 

Para Clark, a crise não é só da esquerda, mas da modernidade, que ingenuamente acreditou no “capitalismo de consumo”, erro “infantil” que, segundo o historiador, tem levado os intelectuais de esquerda a perder o foco e mirar o futuro com esperança messiânica, acreditando ainda ter a história uma lógica ou direção. O “sem futuro” do título de seu livro é, assim, simultaneamente, uma crítica e uma convocação à esquerda para que repense o presente e se importe menos com a tomada do poder num futuro remoto. Mais foco nas injustiças sociais e menos messianismo.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Escola atingida por veneno agrícola é depredada, em Rio Verde, GO

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Unidade teve o portão arrancado e seis salas de aulas destruídas.
Vândalos deixaram recado no quadro: ‘Protesto veneno’.

Publicado por G1

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Uma das salas de aula destruídas por vândalos, em Rio Verde (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A escola rural do Assentamento Pontal dos Buritis foi depredada na noite deste domingo (30). O local, a 115 quilômetros de Rio Verde, região sudoeste de Goiás, teve seis salas de aula destruídas. Os vândalos jogaram pedras em vidraças, quebraram prateleiras, bebedouro e ar-condicionado, arrancaram um portão e ainda deixaram um recado no quadro-negro de uma sala: “Protesto veneno”. Alunos da unidade foram atingidos por agrotóxico despejado de um avião agrícola no último dia 3 de maio.

O agricultor Eraldo Silva Santos, que mora perto da escola, afirma que não viu os suspeitos. “Eu até ouvi um barulho à noite, levantei e acendi a luz de casa, mas as pessoas devem ter corrido”, acredita.

Mãe de uma estudante, Maria Divina Faria conta que um filho já estudou na unidade e que foi para faculdade. “Eu batalho para minha outra filha ir também para a faculdade e aí você vê uma tristeza dessa. Dá vontade até de chorar”, desabafa.

O diretor da escola, Hugo Alves dos Santos, disse que a polícia já foi até o local e investiga o caso. Os prejuízos ainda não foram contabilizados, mas o colégio passará por uma reforma. Caso a obra não seja finalizada até o final das férias do mês de julho, 250 alunos terão de ser transferidos para outra unidade, também na zona rural.

O prédio não possui câmeras de segurança. A delegada titular do 1º Distrito Policial, Jaqueline Camargo Machado Queiroz, disse ao G1 que os suspeitos do crime ainda não foram identificados. “Acreditamos que sejam alunos. Parece que acontecia uma festa próxima e pode ser que estudantes foram até a escola para praticar vandalismo”. Ela acrescenta que não se sabe quantos eram, mas que a perícia coleta digitais para identificação.

A unidade foi atingida por agrotóxicos na manhã do dia 3 de maio, quando uma aeronave despejou o veneno em uma lavoura próximo à escola. No momento em que o agrotóxico foi despejado, 122 alunos estavam no estudando e dezenas foram intoxicadas. Na ocasião, foi constatado que o inseticida utilizado não poderia ser usado em aviões, mas apenas aplicado via terrestre.

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