Diário da Maísa

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Professor transforma dia de prova em “jogos mortais” no AC

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Aliny Gama, no UOL

Professor fantasiado de Jigsaw

Professor fantasiado de Jigsaw

Imagine você entrar na sala de aula e se deparar com o serial killer Jigsaw, do filme “Jogos Mortais”, entregando provas com desenhos de pedaços de corpos, sem perguntas ou respostas. Foi isso que aconteceu durante uma prova do curso de medicina veterinária da UFAC (Universidade Federal do Acre), aplicada no dia 22 de outubro desde ano.

O professor universitário Fernando Andrade Souza se vestiu de Jigsaw e tentou levar a ideia do filme “Jogos Mortais” à aplicação do exame final do semestre do curso. Ele ministra aulas nas disciplinas de obstetrícia, fisiopatologia da reprodução do macho e equideocultura.

A criatividade do docente fez sucesso na internet. A publicação da prova e do professor fantasiado, feita pela página de humor Vet da Deprê, havia recebido, até esta sexta-feira (2) quase 10 mil compartilhamentos, além de mais de 3,7 mil comentários.

Nayara Moreira foi uma das estudantes que se submeteu à prova na cadeira de obstetrícia. “Estudei feito uma condenada para passar. O professor Fernando mitou [virou mito]”, afirmou. Outro estudante, Tiago Damasceno, também elogiou o docente e afirmou que “encarar o professor Fernando não é fácil”. “Olhem aí o que a gente sofre”, completou o estudante Alexandre Augusto Adams.

Mata-mata nas questões

Reprodução/Facebook

Reprodução/Facebook

 

Inspirado pelo filme “Jogos Mortais”, o docente explicou que parte dos alunos teria de elaborar perguntas e a outra parte responder, como num desafio de um “matar” o outro com questões ou respostas que convencessem a pergunta.

“Isso só ocorreu porque tenho cumplicidade com a turma. Foram bons alunos, todos dedicados. Alguns não atingiram a meta dentro do esperado e isso me deu vazão para a brincadeira. Como eram os Jogos Mortais, veio-me um ‘insight’ de que cada um deveria tentar matar ao outro”, disse ao UOL.

Para o professor, a ideia não só fez o aluno elaborar a questão mais difícil possível, mas também o obrigou a buscar algo a mais. Questões mal elaboradas, diz, seriam reprovadas.

“Na prova, resumindo ficou que: se o aluno não prejudicasse seu colega, eu o faria. Assim, meu objetivo foi ver o quanto cada um conseguiria perguntar. Quem não estuda não sabe o que perguntar. Perguntar requer conhecimento, logo melhores perguntas, melhores pontos e pior para quem vai responder”, explicou.

Apesar da rigidez da prova, todos os alunos tiraram a nota que precisavam para serem aprovados, segundo o regimento da faculdade. Durante o período, a nota de corte é 8.

“Foi algo lúdico, buscando um ponto distinto na formação deles. Acredito que alcancei [meu objetivo], pois ninguém reclamou. Cumplicidade, educar é mais do que passar conhecimentos científicos, formamos futuros profissionais”, disse o professor.

Polícia Federal conclui que houve vazamento do Enem 2016

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Estudantes aguardam para realizar a prova do Enem, em São Paulo (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Estudantes aguardam para realizar a prova do Enem, em São Paulo (Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

 

Candidatos receberam, pelo celular, fotos da prova e tiveram acesso ao gabarito e ao tema de redação

Publicado no Guia do Estudante

O Ministério Público Federal no Ceará (MPF-CE) anunciou, nesta quinta-feira (1), que o inquérito da Polícia Federal sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) concluiu que houve vazamento das provas do primeiro e do segundo dia para pelo menos dois candidatos.

No relatório transmitido ao MPF, a Polícia Federal destacou que os candidatos receberam, pelo celular, fotos da prova e tiveram acesso ao gabarito e ao tema de redação antes do início do exame.

Além disso, os candidatos tiveram acesso à frase do caderno de prova rosa, que deve ser transcrita no gabarito. Essa frase permitiu que os candidatos pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito da quadrilha, não importando a cor da prova que tivessem recebido – a prova é corrigida pelo sistema de acordo com as informações que são preenchidas no gabarito.

Os candidatos também receberam o tema da prova de redação com algumas horas de antecedência. A perícia identificou que o tema da redação começou a ser pesquisado por eles no Google a partir das 9h38 do domingo de prova, 6 de novembro.

O relatório também explica que os dois candidatos foram presos em operações diferentes, em Minas Gerais e no Maranhão, mas as fotografias recebidas foram as mesmas, o que permite concluir que o vazamento têm só uma origem.

Outros casos

A PF realizou duas operações (Embuste e Jogo Limpo) em oito estados do Brasil para desarticular organizações criminosas que vendiam o gabarito e o acesso antecipado à prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano. Foram presas 11 pessoas em flagrante.

Segundo a PF, a modalidade de fraude mais comum podia ser feita de duas formas: o candidato realiza a prova e recebe o gabarito através da escuta, ou uma pessoa designada se passa pelo candidato e faz a prova em seu lugar. O valor poderia custar entre R$ 40 a R$ 200 mil.

O trabalho foi feito também em conjunto com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que identificou gabaritos anteriores suspeitos de fraude de pessoas que fariam o exame novamente este ano.

Unicamp tem prova ‘exigente’ e ‘acerta no formato’, dizem professores

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Candidatos resolvem prova da primeira fase do vestibular da Unicamp, em São Paulo, em 2014

Candidatos resolvem prova da primeira fase do vestibular da Unicamp, em São Paulo, em 2014 – Ricardo Matsukawa – 23.nov.2014/UOL

 

Guilherme Zocchio,  na Folha de S.Paulo

A prova da primeira fase do vestibular 2017 da Unicamp, realizada neste domingo (20), exigiu bom domínio do conteúdo, sobretudo nas questões interdisciplinares, e acertou no formato. Essa é a opinião de professores de cursinho ouvidos pela Folha.

O exame foi difícil e precisava não só de atenção, mas também do exercício de diferentes habilidades, segundo eles. “A Unicamp, entre os vestibulares até agora, foi a que teve maior exigência de conteúdo”, afirmou Marcelo Carvalho, coordenador geral do curso Etapa.

As 13 perguntas interdisciplinares foram o diferencial da prova. “O aluno realmente precisava de informações de duas disciplinas para responder”, disse o diretor pedagógico da Oficina do Estudante, de Campinas (interior de São Paulo), Célio Tasinafo.

Para a coordenadora do colégio e curso Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes, “o aluno tinha que ter domínio dos conceitos e boa interpretação textual”

O coordenador do Etapa afirmou que as interdisciplinares pediram tempo para resposta e foram, ao mesmo tempo, o ponto de destaque e de mais dificuldade. “Uma questão ou outra pode ter pecado pela especificidade, mas é interessante porque o mundo de hoje é isso.”

“A prova estava bem estruturada, de média para difícil”, declarou Paulo Moraes, diretor de ensino do Anglo Vestibulares. De acordo com ele, o grau de exigência pesou especialmente para os alunos de humanas, por conta de biologia, que “se ateve a detalhes não muito usuais [no ensino médio]”, e matemática.

“Matemática cobrava, em alguns casos, conteúdos que não eram comuns na primeira fase da Unicamp, como elipse”, afirmou Tasifano, da Oficina do Estudante.

Outra disciplina que apresentou razoável dificuldade, segundo os professores de cursinho, foi geografia. Antunes, do Objetivo, disse que eram “questões muito bem boladas”, mas que precisavam de tempo pelos mapas, figuras e interpretação dos textos.

Língua portuguesa, com 13 questões, não estava exatamente difícil, de acordo com os professores de cursinho, contudo demandava atenção e cuidado para as respostas. O conteúdo dos 12 livros da lista obrigatória esteve em seis questões e precisava de conhecimento e leitura das obras.

“Exigiram do vestibulando não só estrutura linguística, mas também conteúdo. O aluno tinha que fazer uma leitura crítica”, disse a coordenadora do Objetivo.

Moraes, do Anglo, afirmou, porém, que havia alguns problemas na elaboração das questões de língua portuguesa. “Dificultava o aluno a chegar às respostas. A elaboração não deixou muito claro qual foi o comando para o candidato.”

A primeira fase da Unicamp lembrou um pouco o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), para a coordenadora Objetivo. “Todas com figuras, textos, imagens, análise de tabelas.”

Com 90 questões de múltipla escolha e quatro alternativas de resposta, entre 12 perguntas interdisciplinares, além daquelas sobre língua portuguesa (13), matemática (13), história (9), geografia (9), física (9), química (9), biologia (9) e inglês (7), os professores ainda disseram que a Unicamp chegou à sua fórmula ideal.

O exame de primeira fase deste domingo foi, na avaliação deles, a melhor edição, desde as últimas três que a Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp) realizou nos últimos anos.

SEGUNDA FASE

O gabarito com as respostas da prova estará disponível para consulta a partir da próxima terça-feira (22). No mesmo dia, a Comvest também divulgará a nota de corte específica de cada de um dos cursos em que os candidatos concorrem.

A divulgação com o nome dos que irão para a segunda fase da exame será em 13 de dezembro, juntamente com os locais de prova. Os candidatos terão acesso à nota que obtiveram na primeira parte do exame no dia 21 de dezembro.

A segunda fase acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2017. A Comvest alerta para que os estudantes fiquem atentos às datas das provas de habilidades específicas de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais e dança, que ocorrerão entre 23 a 26 de janeiro de 2017.

A lista de livros obrigatórios (confira aqui ) reúne 12 obras e é composta por diferentes gêneros e extensões, que inclui romances, coletâneas de poemas e peças teatrais, mas também textos curtos, como contos, crônicas, peças de oratória ou de crítica, a fim de levar o vestibulando a ampliar o seu campo de estudos sem sobrecarregá-lo no volume de leituras.

APROVADOS

A lista de aprovados será divulgada no dia no dia 13 de fevereiro de 2017, e os candidatos selecionados devem realizar a matrícula não presencial entre os dias 14 e 15 de fevereiro.

A Unicamp não adota o sistema de cotas, mas concede bonificação nas notas da primeira e segunda fases para alunos. Todos os candidatos que fizeram o ensino médio integralmente em escolas públicas recebem 60 pontos na primeira fase e outros 90 pontos na segunda fase.

Os candidatos de escola pública autodeclarados pretos, pardos ou indígenas têm além desses, outros 20 e 30 pontos respectivamente na primeira e na segunda fases.

Neste ano, a primeira fase do exame da Unicamp foi aplicada em Brasília e em 29 cidades do Estado de São Paulo: Araçatuba, Avaré, Bauru, Botucatu, Bragança Paulista, Campinas, Franca, Guaratinguetá, Guarulhos, Jundiaí, Limeira, Marília, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Registro, Ribeirão Preto, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Carlos, São João da Boa Vista, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sorocaba e Sumaré.

Sete coisas que você precisa saber sobre o vestibular da Unesp

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Campus de Ilha Solteira da Unesp (Divulgação)

Campus de Ilha Solteira da Unesp (Divulgação)

 

Professores falam sobre o formato da prova e dão dicas para mandar bem

Paulo Montoia, no Guia do Estudante

Há quem diga que a primeira fase do vestibular da Unesp, que acontece neste domingo (13), é a que mais favorece os candidatos entre os três maiores vestibulares da universidades estaduais paulistas. Um deles é Fernando Nascimbeni, o Fefoso, professor de física e coordenador pedagógico dos cursinhos Anglo da zona oeste da região metropolitana de São Paulo. Ele e Célio Tasinafo, diretor pedagógico do Colégio e do Curso Pré-Vestibular Oficina do Estudante, de Campinas (SP), listaram as características mais importantes da prova e deram dicas valiosas para o candidato se sair bem.

Se vira nos 3 – A prova da primeira fase tem 90 questões de múltipla escolha e duração de 4 horas e meia. “São 3 minutos para responder cada questão. É mais corrido que as provas da Fuvest e Unicamp”, lembra Fefoso.

Todas as questões têm o mesmo peso – Diferentemente do Enem, a Unesp não calcula a nota segundo a TRI. Todas as questões têm o mesmo valor. Assim, a estratégia de responder primeiro as mais fáceis e deixar para depois as difíceis é muito importante. “É melhor garantir ponto logo no começo da prova. O candidato que perde tempo nas difíceis vai se prejudicar”, diz Célio Tasinafo.

Todas as provas têm o mesmo peso – A prova da primeira fase e as duas da segunda fase (que acontecerão em 18 e 19 de dezembro) valem 100 pontos cada uma e têm o mesmo impacto na nota do candidato. “Por isso, quem se sai bem e acima da nota de corte na primeira prova tem mais chances na segunda fase, em que as questões são discursivas e cálculos têm de ser feitos e entregues”, lembra Tasinafo.

A Unesp é mais tranquila para quem não curte muito exatas – Das 90 questões desta primeira fase, 30 são de linguagens, 30 são de ciências humanas e as últimas 30 concentram matemática e as três matérias de ciências da natureza. “A prova procura avaliar a formação geral do candidato e em ciências da natureza e matemática o grau de dificuldade das questões é um pouco menor que a prova da primeira fase da Fuvest”, diz Fefoso. “Os alunos de cursinho costumam considerar esta a mais tranquila entre as três provas de classificação das universidades estaduais de São Paulo. Mas é importante aproveitar porque as questões da segunda fase terão grau de dificuldade maior”, completa.

A prova de exatas traz uma composição ampla de conteúdos – “Em física, por exemplo, ela abrange quase todas as áreas: ao menos uma questão de óptica, uma de térmica, uma de ondulatória, de cinemática e assim por diante, com uma concentração maior em mecânica e eletricidade, e o grau não é dificílimo”, explica Fefoso. Ou seja, mesmo o candidato que não disputa para engenharias sempre poderá resolver algumas e garantir pontos.

Em Linguagens e Códigos, predomina a interpretação de textos – “A prova não cobra muito de literatura. É muito raro que traga perguntas sobre a história literária ou obras específicas, pois não há uma lista de livros obrigatórios. E eles aproveitam textos maiores para fazer duas ou três perguntas”, detalha Tasinafo.

Onde o bicho pega – Segundo os professores, a prova da Unesp sempre cobra filosofia e sociologia de forma mais aprofundada que a prova do Enem (e vale lembrar que Usp e Unicamp não cobram essas matérias).

Caminhos para combater a intolerância literária no Brasil

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É um absurdo completo a não obrigatoriedade de livros literários para o Enem. Ou para qualquer vestibular

Afonso Borges, em O Globo

O tema da redação do Enem foi estimulante: “caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. Para escrever sobre este assunto, os alunos precisam de uma coisa só: terem lidos livros. E será que isso foi feito? Querem apostar que a internet vai ficar recheada de teorias conspiratórias sobre a questão das igrejas evangélicas, eletrônicas e, principalmente, sobre os atentados terroristas?

É um absurdo completo a não obrigatoriedade de livros literários para o Enem. Ou para qualquer vestibular. Ou para qualquer prova classificatória para o ensino superior. Dou aqui sete motivos:

1. Muita gente tem birra da palavra “obrigatório”, aqui mal utilizada. A palavra certa deveria ser “selecionado”. E pronto. Normalmente, são dez livros. E é pouco. Só dez livros que devem ser lidos no curso de um ano, até a data de realização da prova. É pouco;

2. A maioria dos opositores à lista obrigatória alega que ninguém deve ser obrigado a nada. Esta teoria é covarde, porque transfere para um amigo imaginário, bem infantil, a eleição dos títulos que devem ser lidos para a prova do Enem. E pior: tira a responsabilidade do professor, em especial de literatura, de criar um método inteligente de abordagem e análise dos livros selecionados;

3. Está provado e comprovado que a lista de livros para o vestibular aumenta o índice de leitura no país. Muito a contragosto, os estudantes têm que ler. E quem lê, mesmo que obrigado neste momento, tem uma grande, imensa chance de ler outros, por vontade própria;

4. Vamos falar da literatura brasileira. A lista de livros para o vestibular é, tradicionalmente, um tremendo apoio aos autores brasileiros. Tem a lista dos clássicos, claro, sempre cai Machado de Assis, Graciliano Ramos, Clarice Lispector, Fernando Sabino, Rubem Braga. Mas a lista sempre inclui autores novos, e isso é um estímulo às vendas, ao mercado e à popularidade destes autores;

5. Para fazer o Enem não é necessário ler livro algum. Eles defendem a generalidade, que o estudante leia de tudo um pouco, porque pode cair qualquer coisa. Mas que teoria é esta? Se pode cair qualquer coisa, de preferência, o estudante não lê nada. Quando existe uma lista, existe critério, método, pesquisa e análise. Quando existe uma lista, cria-se um hábito. O estudante tem que ler estes dez livros;

6. Vamos falar dos critérios de escolhas dos livros. Olhem para o passado, vejam as listas. São todas, todas, ÓTIMAS. Os clássicos estão ali, mas sempre tem um Carlos Herculano Lopes, uma Lya Luft, um Moacyr Scliar, um Antonio Torres, um Luis Giffoni. Sem a lista, o que temos? Nada. Simplesmente nada. É a vitória da ausência de critério, da ausência de método, da frivolidade irresponsável com que o governo e o Ministério da Educação têm tratado a questão do livro nos últimos anos. Vai ver que é por isso que o governo parou de comprar livros para o ensino básico, coisa que vem sendo feita desde os tempos de Getúlio Vargas. Enfim, parei. Ah, falta o sétimo. O sétimo é cabal: a lista de livros obrigatórios formou leitores que, infelizmente — ou não —, começaram ali a sua vivência literária. Aqui é o Brasil, amigos, lembrem-se disso.

E fica aqui a minha sugestão para o tema de redação do ano que vem: “caminhos para combater a intolerância literária no Brasil”.

Afonso Borges é escritor e produtor cultural

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