Ruina e Ascensão

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‘Casal vestibular’ do interior de SP acumula 21 aprovações em medicina

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O casal Larissa e Matheus celebram juntos a aprovação em 21 universidades. Maurício Glauco/EPTV

O casal Larissa e Matheus celebram juntos a aprovação em 21 universidades. Maurício Glauco/EPTV

Larissa se qualificou em 11 vestibulares um ano após Matheus passar em 10. Jovem de Franca (SP) escolheu estudar na USP e será caloura do namorado.

Publicado no Midia News

Primeiro foi ele. Recém-saído do ensino médio, ainda com 16 anos, Matheus de Freitas foi aprovado em dez vestibulares para o curso de medicina – seis em universidades estaduais e federais. Um ano depois, é a vez de sua namorada, Larissa Rodrigues Garcia, de 18 anos, que comemora a aprovação em 11 vestibulares, sendo sete em instituições públicas. E o destino dos dois é a Universidade de São Paulo (USP), onde Larissa será caloura do namorado.

A história do casal começou em 2013, um ano e meio antes das 21 aprovações, em um colégio de Franca (SP), onde o clima de romance já dividia espaço com a pressão do vestibular. Foram muitas horas de estudo e poucas de diversão.

“No começo estudávamos juntos, já que eram os dois prestando vestibular. Íamos até juntos para as provas. Já sabíamos que queríamos medicina e estávamos nos esforçando por isso”, conta Matheus.

Aprovação

Para ele, a recompensa veio rápido: assim que terminou o terceiro ano do ensino médio, foi aprovado em dez universidades, entre elas a Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e Universidade de São Paulo (USP).

Como preferia ficar perto de casa e da namorada, o estudante escolheu a USP, cujo campus é em Ribeirão Preto (SP), a 90km de Franca. Só que mesmo antes de escolher, a sorte já estava ao lado dos namorados: a família de Larissa se mudou para a mesma cidade.

“Além de ele ser uma inspiração para mim, ver o Matheus lá dentro da universidade aumentou a minha vontade de conseguir [a vaga]”, lembra Larissa. As longas horas de estudo, que muitas vezes chegaram a 14 horas diárias, colocou à prova a força da relação dos dois, que, por mais que vivessem momentos diferentes, queriam estar juntos. Enquanto ele fazia novos amigos e era apresentado ao mundo das festas universitárias, ela só tinha como companhia os livros.

Matheus conta que não foi fácil. “Eu tive que sacrificar muitas coisas para manter o relacionamento bom e ajudar ela. Eu quis mantê-la o mais estável possível e equilibrada, para que ela passasse na faculdade esse ano”. O resultado foi ainda melhor que o esperado.
A vez dela

Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Estadual de Maringá (UEM), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), USP, Unesp e UFTM, além de outras quatro particulares. Foi na lista de todas essas faculdades que Larissa viu seu nome aparecer entre os aprovados de 2015.

“Não foi milagre, não foi inteligência extrema. Foi sentar e estudar. Mas, mesmo assim, eu nunca esperava esse resultado. Para mim, uma só já seria esplêndido, mas 11 foi inacreditável”, afirma.

Além da realização de um sonho, o resultado tem duplo motivo de comemoração. Assim como Matheus, Larissa optou pela USP, onde já fez até matrícula e será caloura do namorado, que foi para o segundo ano. “Eu já tenho vida em Ribeirão, minha família aqui, e meu namorado, até dentro da USP. Está tudo indicando que aqui é meu lugar”, comemora Larissa.

Matheus também não podia estar mais satisfeito. “É muito bom pensar que ela vai estar lá também. Espero que a gente fique mais junto, possa sair mais e curtir”, destaca.

Paraibano nota mil na redação do Enem prefere livros a festas

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Paraibano nota mil na redação do Enem prefere livros a festas

Publicado no Portal AZ

Escolher os livros ao invés de festas e baladas. Uma rotina diferente da maioria dos adolescentes, que ajudou o estudante Leoberto Batista, de 17 anos, a conseguir atingir a nota máxima na prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e também da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em 2015. Ele mora no município de Patos, sertão paraibano, e está entre entre os 250 candidatos que conseguiram atingir mil pontos nesta edição do Enem. “Prefiro ficar com os livros a sair. Estudo o dia inteiro e, quando recebo um convite, meus amigos já sabem a resposta: tenho que estudar”, disse Leoberto.

No Sertão da Paraíba, o estudante frequentou sempre escolas particulares onde no ano passado concluiu o ensino médio. Da primeira vez em que realizou a prova, 900 pontos foram alcançados na redação. Neste ano, sua preparação para a prova do exame nacional ocorreu em um cursinho pré-vestibular, também particular. Para atingir a nota máxima nesta edição, ele contou que além de passar o dia inteiro estudando, a experiência fez toda a diferença. “Como já conhecia a prova, comecei logo pela redação, de cabeça fria”, contou ele.

Caseiro, o estudante aproveita todo o tempo possível com a leitura de livros, que vão de ficção à literatura clássica, e com os estudos de outras disciplinas. Segundo ele, festas, baladas ou coisas do tipo nunca fizeram parte da sua rotina. “Ainda hoje só saio de casa para ir à Igreja, meus amigos já sabem”, explicou o estudante.

Um segredo pessoal para uma boa redação foi revelado por ele: “debater as redações consigo mesmo antes de entregá-las”. Além disto, o estudante, que é leitor assíduo de Machado de Assis e Aluísio de Azevedo – seus autores preferidos, disse ter encontrado na leitura desses escritores uma boa base crítica para o seu texto.

“Apesar da surpresa do tema da prova, o olhar crítico da sociedade me ajudou bastante e ajudaria para qualquer tema. Na redação citei um pensamento de Karl Marx sobre a alienação comunista enfatizando essa crítica social, em conjunto, também citei um pouco do conhecimento histórico”, explicou Leoberto.

O sonho dele é cursar medicina. No momento em que viu sua nota, o sonho pareceu mais próximo da realidade. “Cheguei a chorar de alegria com a minha mãe e depois com o restante da família. No começo não queria que muitas pessoas ficassem sabendo do resultado, mas agora não é mais possível”, comentou o estudante.

Primeiro dia da 2ª fase da Fuvest 2015 foi exigente, segundo professores

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Primeiro dia da 2ª fase da Fuvest 2015 foi exigente, segundo professores

Tema da redação foi considerado bom e contemporâneo

Carolina Vellei, no Guia do Estudante

Neste domingo (4), os candidatos selecionados para a segunda fase do vestibular da Fuvest 2015 fizeram provas de português e redação. Para os professores, a Fuvest manteve o nível exigente de outras edições e mostrou que candidato deveria ter profundo conhecimento das obras literárias da lista de leituras obrigatórias para responder bem às questões.

“Só quem leu os livros conseguiria responder de fato as questões da prova, não bastava apenas ter lido resumos ou assistido a videoaulas”, explica Luís Ricardo Arruda, coordenador do Anglo Vestibulares. Para ele, além de exigir uma leitura interpretativa das obras aos estudantes, a prova também pedia uma base de conhecimentos sobre o contexto histórico das livros. Por exemplo, na questão número 8 os estudantes precisaram relacionar correntes filosóficas e científicas da época em que Memórias Póstumas de Brás Cubas foi escrito com o conceito de Humanitismo, “sistema de filosofia” presente no livro. Para o professor Célio Tasinafo, diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, essa pergunta, assim como outras da prova, exigiam uma boa preparação do aluno: “A prova não foi difícil, mas foi bem feita e exigente”.

Sobre a redação, os professores elogiaram o tema “Camarotização: a segregação da sociedade”. “A redação teve um tema bem específico, mas com base em uma questão que é bem discutida no Brasil”, diz Tasinafo. O professor de redação do Anglo Vestibulares, Aníbal Telles, concorda sobre a abordagem de uma proposta contemporânea. “Não foi um tema óbvio, foi um tema interessante e do universo cultural do candidato. Embora o tema seja atemporal, os exemplos que poderiam ser usados na argumentação poderiam ter sido recentes, dados a partir do cotidiano do estudante”, entende Telles. Como exemplo, o professor cita alguns pontos que poderiam ter feito parte da abordagem do estudante: “Poderiam ter falado dos ‘rolezinhos’ que ficaram famosos no começo de 2014, quando jovens de classes menos privilegiadas começaram a ocupar locais que antes eram frequentados apenas por pessoas mais abastadas como símbolo de contestação e até mesmo ter falado da resistência recente de moradores de Higienópolis em aceitar uma estação de metrô e ciclovias no local com medo de uma ‘invasão’ de pessoas mais pobres”.

O maior risco, na prova de redação, é a fuga do tema, segundo os professores. “É o maior problema a pessoa fugir do tema e não ler os textos de apoio apresentados e colocar o que está na cabeça”, argumenta o coordenador Arruda. “Era preciso seguir a diretriz da coletânea e do tema proposto, sem fugir para outras questões, como por exemplo abordar apenas a distribuição de renda como assunto central da redação”, comenta Tasinafo.

Segunda fase continua nesta segunda-feira (5)

Para o segundo dia, que terá 16 questões sobre as disciplinas do núcleo comum obrigatório do Ensino Médio (História, Geografia, Matemática, Física, Química, Biologia, Inglês e questões interdisciplinares), Tasinafo espera uma prova mais trabalhosa do que hoje. “É o dia com maior número de questões, mas com o mesmo tempo dos outros dias. O ideal é que o aluno saiba controlar bem o tempo”, aconselha o professor.

A segunda fase da Fuvest 2015 termina na terça-feira (6), com 12 questões de duas ou três disciplinas incluindo questões interdisciplinares, de acordo com a carreira escolhida.

Provas de habilidades específicas

Para os candidatos de Música (Ribeirão Preto), Artes Cênicas, Curso Superior do Audiovisual, Arquitetura e Design, o vestibular continuará com as provas de habilidades específicas entre os dias 7 e 9 de janeiro de 2015.

Resultado

A primeira lista de aprovados no vestibular 2014 da Fuvest poderá ser consultada em 31 de janeiro.

Professor aprovará alunos que conseguirem 2.000 seguidores em rede social

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(FOTO: MKHMARKETING/FLICKR/CREATIVE COMMONS)

(FOTO: MKHMARKETING/FLICKR/CREATIVE COMMONS)

Outra condição para não fazer a prova é receber 20 comentários de “interesse informativo” de diferentes internautas

Um professor universitário chinês isentará os alunos da prova final de sua disciplina sobre internet se conseguirem mais de dois mil seguidores no Weibo, o “Twitter chinês”, ou se 50 pessoas compartilharem alguma de suas publicações originais, segundo informou a agência estatal “Xinhua”.

Em seu blog, o professor da Universidade de Estudos Internacionais de Sichuan, no sudoeste da China, Zhang Chunlin, explicou que seus estudantes poderão solicitar a isenção da prova final de sua disciplina “Comunidade Eletrônica e Internet de Sobrevivência” sempre que seus microblogs receberem mais de duas mil visitas ou que os usuários compartilharem mais de 50 vezes suas publicações no Weibo.

Outra das condições para não fazer a prova é receber pelo menos 20 comentários de “interesse informativo” de diferentes internautas nas publicações.

Este novo método de avaliação provocou grande repercussão no ciberespaço chinês, onde as regras de Zhang Chunlin parecem ter tido uma boa aceitação de acordo com os usuários.

“Eu gostaria que ele fosse meu professor”, escreveu um usuário do Weibo, sobre os métodos inovadores de avaliação.

No entanto, a atitude do professor também foi alvo de críticas por facilitar que os estudantes “escapem” das provas finais. Segundo Zhang, o procedimento, criado para aprofundar a capacidade dos alunos na era da internet, foi mal-interpretado por alguns.

Apesar da controvérsia, a maioria dos estudantes apoiaram a iniciativa de Zhang Chunlin, uma nova forma de passar em uma matéria, método que deixa para trás a necessidade de investir horas de estudo diante de um livro.

É o caso de Zhang Bin, calouro de jornalismo, que prefere as novas regras a ter que decorar livros de texto, um novo método que, para ele, “é outra forma de testar suas habilidades práticas”.

Com prova considerada “difícil”, Fuvest aborda crise hídrica de SP

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Lucas Rodrigues, no UOL

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Segundo os candidatos que fizeram a primeira fase da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) 2015 no prédio da Escola Politécnica de Engenharia Civil, na Cidade Universitária, o exame estava “difícil” e abordou a crise hídrica do Estado de São Paulo em uma das questões.

Teodoro Bava, de 16 anos, é treineiro de humanas e pretende fazer o curso de publicidade no futuro. O estudante achou o vestibular da Fuvest mais difícil do que pensava. “É meu primeiro vestibular. Antes só fiz o Enem”, conta. “Achei complicado. Sabia do nível da Fuvest, mas superou as minhas expectativas de dificuldade.”

Bava se lembra de uma charge na prova de geografia, na qual estavam dois vasos, um com as folhas mortas, representando a União Europeia, e outro ilustrava a China. “Mostrava um vaso grande com plantas enormes, que era a China, e o pequeno com uma mulher regando. E eles tinham uma ligação por baixo da terra”, diz. “Era como se a União Europeia alimentasse a economia da China. Foi a que mais me chamou a atenção.”

Em literatura, o jovem afirma que foram abordados os livros indicados para a prova de literatura e que os enunciados não estavam tão grandes quanto no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Em uma das questões, era perguntado qual o motivo da seca no Estado de São Paulo. “As alternativas falavam um pouco sobre a questão política, administrativa, social e demográfica.”

Mariana Ribeiro tem 17 anos e quer prestar nutrição. Ela também se recorda da questão envolvendo a represa da Cantareira. “Eles queriam saber quais eram os motivos de ter acontecido a seca em São Paulo”, conta.

No geral, a estudante achou a prova difícil, com destaque para a área de exatas. “As partes maiores eram falando sobre os livros. Caiu bastante e pedia para comparar um com o outro”, acrescenta.

Giovana Piovan, de 16, também é treineira de humanas e pretende fazer arquitetura. Ela também afirma que boa parte das questões de português abordavam os livros obrigatórios da Fuvest. “Noventa por cento da prova eram os livros Cortiço, Memórias Póstumas, Vidas Secas e Til”, diz. “Tinha um trecho de livro e perguntava com qual outro ele se assemelhava.”

A estudante teve dificuldades na parte de exatas. “Muita matéria eu ainda não tinha visto na escola. A parte de física tive que chutar, mesmo eles dando alguns dados na prova”, conta. “Como eu sou treineira, não estava muito preocupada.” Ela se recorda ainda de muitos mapas e uma questão sobre placas tectônicas na prova de geografia e um exercício misturando física e história envolvendo termodinâmica.

Abstenção

A primeira fase do vestibular da Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) 2015 registrou abstenção de 10,2%, segundo informações instituição.

Neste domingo (30), 14.457 inscritos faltaram à prova de seleção da USP (Universidade de São Paulo) e da faculdade de medicina da Santa Casa. Em comparação ao ano passado, o índice de faltosos diminuiu 1,3%. Em 2013, estavam inscritos na prova da Fuvest 172.027 candidatos, faltaram 19.867 (abstenção de 11,5%).

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