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Trilogia “Cinquenta Tons de Cinza” impulsiona comércio de livros no Reino Unido
0Publicado por Folha de S.Paulo
A comentada trilogia “Cinquenta Tons”, da escritora britânica E.L. James, tem ajudado o mercado editorial local a se manter distante da crise. De acordo com dados de 2012 divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo The Publishers Association (PA), que reúne as maiores editoras do Reino Unido, o declínio apresentado neste mercado em 2011 se reverteu.
O aumento na venda de livros –considerados os formatos digitais e em papel– foi de 4% em 2012, ultrapassando a casa dos £ 3,3 bilhões, algo em torno de R$ 10 bilhões.
A recuperação foi encabeçada pelo sucesso da trilogia da qual faz parte o romance “Cinquenta Tons de Cinza”, o que, de acordo com o periódico britânico “The Guardian”, se explica pelo “insaciável apetite britânico pelo erotismo”. Os três volumes lideram a lista dos mais vendidos de 2012, com dez milhões de cópias vendidas.
Em quarto lugar –atrás de “Cinquenta Tons de Cinza”, “Cinquenta Tons mais Escuros” e “Cinquenta Tons de Liberdade”– está a trilogia “Jogos Vorazes”, da escritora norte-americana Suzanne Collins, que soma 2 milhões de cópias vendidas.
Apesar do aumento geral, a venda nos livros impressos retraiu 1%, mas foi compensada pela alta de 66% nas vendas dos livros em formato digital. Se levados em consideração apenas os livros digitais de ficção –categoria na qual, entre outros, se inserem “Cinquenta Tons” e “Jogos Vorazes”–, o aumento foi de 149%.
Com cruzes e roupas pretas, alunos de medicina da UFSCar protestam
0Estudantes simbolizaram o luto pelo fim do sonho de formação em medicina.
Eles reclamam da falta estrutura no curso e da indefinição sobre estágios.
Publicado por G1
Cruzes e roupas pretas simbolizando luto marcaram um protesto realizado, na tarde desta quarta-feira (24), pelos estudantes do curso de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que estão completando 40 dias em greve. Eles reclamaram da falta de estrutura do curso e da demora para a aprovação do acordo de estágios nas unidades de saúde da cidade. Em nota, a Prefeitura afirmou que o anteprojeto está sendo elaborado pelo setor jurídico e deve ser encaminhado aos vereadores na próxima semana.
A manifestação aconteceu nas ruas do campus. Os alunos caminharam vestidos de preto e com cruzes representando o fim do sonho de formação em medicina. Eles também levaram uma faixa criticando o Ministério da Educação (MEC) pela situação do curso.
Também houve a leitura de um obituário simbólico sobre os projetos ideais da educação médica no país. Em seguida, as cruzes foram colocadas no terreno da Praça da Bandeira.
O MEC informou, em nota, que a pauta de reivindicações dos estudantes foi debatida com a universidade e os pontos já foram equacionados. “O entendimento sobre a realização de estágios na rede municipal, porém, depende da ultimação de tratativas entre o executivo municipal e a Câmara dos Vereadores”, dizia um trecho do comunicado.
A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o anteprojeto ainda está sendo elaborado pelo setor Jurídico para ser enviado à Câmara, já que o acordo com a UFSCar prevê mudança na jornada de trabalho dos médicos.
“Para isso, é necessário uma análise do plano de carreira dos profissionais para que não haja nenhum entrave”, informou a assessoria. A previsão é que o projeto seja enviado na próxima semana para votação dos vereadores.
Greve
Os estudantes de medicina da UFSCar entraram em greve no dia 15 de março, já que havia falta de estrutura para continuarem estudando. Estágios paralisados nos postos da cidade, falta de professores, atraso na entrega de laboratórios e internatos em outras cidades foram os principais problemas apresentados.
No dia 5 de abril, a Prefeitura e a universidade entraram em um acordo para o novo contrato para o credenciamento de médicos preceptores, que orientam os alunos nos postos de saúde. Porém, 19 dias depois, o projeto ainda não foi aprovado pela Câmara de Vereadores, o que gerou reclamações dos estudantes..
Eles também cobram um posicionamento do Ministério da Educação (MEC) sobre os problemas do curso, que não teria estrutura. Segundo eles, faltam professores e a entrega do 2º departamento de medicina, que vai abrigar alguns laboratórios, está atrasado.
Em entrevista o Jornal Regional do dia 1º de abril, o reitor da UFSCar, Targino de Araújo Filho, disse que seis vagas para professores em aberto e que novos concursos serão feitos. Ainda explicou que outros professores podem assumir o lugar dos que estão faltando. Sobre o 2º Departamento, ele admitiu que houve atraso por problemas com a empresa responsável pela obra e que a primeira parte será entregue até o final de abril.
Editora vende livros em triciclo em forma de carrinho de sorvete
0Venda de livros alternativos acontece nos ‘points’ da cidade, e roteiro é divulgado pelo Facebook
Mariana Filgueiras, em O Globo
Desde que fundou no Rio uma editora alternativa com foco em “narrativas visuais”, a escritora Rachel Araújo sabia que não seria fácil formar seu público. Aos poucos, no entanto, foi ampliando os domínios d’A Bolha. Para atrair os leitores até a sede-livraria, no alto da antiga fábrica Bhering, no Santo Cristo, bolou eventos culturais de fim de tarde, com cinema e jazz, organizou feiras de arte impressa e montou até uma piscina de plástico no terraço para quem quisesse levar as crianças. A ideia agora é levar os produtos exclusivos da editora — que tem no catálogo títulos como “O Babaca”, primeira obra do quadrinista punk americano Gary Panter publicada no Brasil, ou “Gigantes do jazz”, biografias ilustradas de músicos do gênero, assinadas pelo historiador americano Studs Terkel — para toda parte. Para isso, as sócias Rachel e Stephanie Mauer compraram um carrinho de sorvete, batizaram a minilivraria de A Bolha Móvel e encheram a caçamba de livros.
A partir deste fim de semana, A Bolha Móvel estará em algum lugar da cidade às quarta-feira, aos sábado e aos domingo. Sempre com muito humor, como se vê pelos condutores de máscaras nas fotos acima. O local exato será divulgado na página da editora no Facebook, mas pode ser na Rua Joaquim Silva, na Lapa; nos jardins do MAM, no Aterro; na Praça Paris, na Glória; ou na orla de Copacabana…
— O importante é repensar estruturas tradicionais de distribuição. Se os leitores não chegam até o Santo Cristo, nós chegamos até eles — diz Rachel, que lançou a ideia há alguns dias, numa versão itinerante da livraria, montada na loja da estilista Isabela Capeto, em Ipanema. — Vamos usar as redes sociais para indicar nossa localização, como fazem aqueles food trucks americanos. Quem sabe não conseguimos levar essa ideia para Brasília e São Paulo? — aposta Rachel, que lança este mês “Shrimpy e Paul”, do cartunista canadense (e nonsense) Marc Bell, e acaba de produzir o lançamento de “Cartas de um sedutor”, da escritora Hilda Hilst, para lançamento nos Estados Unidos em coedição com a renomada Nighboat Books.
— É o projeto “Obá obá”, como a gente diz, para combater a inexistência da literatura brasileira na América do Norte.
dica do Ailsom F. Heringer
Sergipana de 10 anos expõe livro em uma das principais feiras do mundo
0‘O Monstro de Chocolate’ faz parte da The London Book Fair, na Inglaterra.
Livro aborda desaparecimento de crianças e ensina evitar situação de risco.
Marina Fontenele, no G1
A sergipana Alice Vitória Rocha Silva, 10 anos, é considerada uma menina prodígio. Começou a ler aos três anos de idade e aos cinco escreveu ‘O Monstro de Chocolate’, primeiro livro infantil do Brasil a ser publicado simultaneamente em português, inglês, francês e espanhol. O livro está sendo exposto na The London Book Fair, na Inglaterra, que acontece até esta quarta-feira (17).
O Monstro de Chocolate aborda a problemática do desaparecimento de crianças e ensina que não se deve abrir a porta para estranhos, neste caso, um homem utiliza o doce para atrair as vítimas. A publicação é ilustrada e tem linguagem de fácil compreensão justamente porque foi escrita por uma criança. O livro faz parte do acervo bibliotecário da rede de escolas públicas de Sergipe e já foi citado no programa Domingão do Faustão na TV Globo.
Alice leu mais de 1,5 mil contos infantis, está cursando o 7º ano do Ensino Fundamental e sonha em ser médica veterinária. “Sempre gostei muito de ler porque quando a gente lê se sente como se estivesse dentro da história”, afirma Alice. Crepúsculo foi um dos últimos livros que ela leu, mas só após a mãe conhecer o texto e saber se era adequado para a faixa etária.
A rotina diária de Alice é igual a de uma criança comum e inclui fazer as tarefas da escola, brincar com os irmãos e animais de estimação, ir para a aula à tarde, assistir desenho animado e ler antes de dormir. Entre as brincadeiras preferidas: pega-pega, pique-esconde, boneca e faz de conta, onde interpreta um personagem dos livros.
Reconhecimento
A menina está se preparando para o lançamento do segundo livro A Bruxinha Boazinha e os Ratinhos de Circo no dia 26 de abril. Alice já tem outras 15 histórias escritas, todas com intenção educativa e tratam temas como inveja, amor, desobediência e gratidão. “Eu vou escrevendo o que acho que pode ajudar as crianças do mundo todo. Penso nos assuntos que aprendo em casa, na escola e até o que escuto às vezes quando meu pai está assistindo o jornal”, afirma a garota.
O Monstro de Chocolate foi lançado em 2010, mesmo ano em que participou da Bienal Internacional do Livro em São Paulo e autografou livros para os escritores da literatura infantil Maurício de Sousa, Ziraldo e Laé de Souza. Desde então, Alice passou a ser convidada para participar de eventos de incentivo ao hábito da leitura a crianças.
Já a Bruxinha Boazinha e os Ratinhos de Circo terá o prefácio feito por Maurício de Sousa, criador da Turma da Mônica. O texto aborda a necessária compreensão das diferenças entre as pessoas, superação do preconceito e a valorização do talento artístico e cultural como instrumento de transformação das pessoas e do meio em que vivem.
Projeto
Os pais de Alice acreditaram no talento da filha e resolveram publicar os livros com recursos próprios. “Ela me chamou para ler O Monstro de Chocolate e não dei muita atenção no início até que parei para ver o que ela tinha escrito. Me surpreendi com a simplicidade e coerência da história e resolvi atender o pedido de levar o ensinamento para o máximo de crianças no mundo. Ela foi no site tradutor e colocou o texto em 20 idiomas, mas a convenci que só nos idiomas mais usados já seria suficiente”, lembra o pai dela, André Amoroso Jorge Silva.
Para financiar o primeiro livro, Amoroso pediu um empréstimo de R$ 20 mil que ainda está pagando com a renda da comercialização, mesma fonte de renda do projeto ‘Um sonho possível’ que tem como objetivo incentivar a leitura e revelar talentos literários.
“Nossa ideia é publicar livros infantis coletivos com historinhas escritas exclusivamente por crianças de todo o Brasil. O projeto transforma ainda a vida de famílias que passam a ter participação no lucro da comercialização dos produtos publicados”, explica Amoroso.
Estudante sofre bullying depois de estuprada por colegas e se mata
1Eles teriam distribuído foto da cena pela escola

Mãe quer que pessoas entendam como as mídias sociais permitiram que estudante fosse continuamente violada depois do estupro
Publicado por R7
Um caso de bullying virtual abalou o Canadá no último domingo (7). A canadense de 17 anos Rehtaeh Parsons cometeu suicídio ao não suportar o bullying virtual depois que quatro colegas distribuíram fotos do ataque no qual ela foi estuprada, de acordo com a mãe da garota, Leah Parsons.
Rehtaeh se enforcou no banheiro da família na quinta-feira (4) após meses de tormento e morreu no domingo, contou a mãe ao inglês Daily Mail nesta quarta-feira (10).
Segundo o jornal, nenhuma acusação foi feita aos supostos estupradores desde 2011, ano em que teria ocorrido o estupro. As autoridades entendem que não há provas o suficiente para acusá-los.
No entanto, a mãe de Rehtaeh alega que a garota mudou para sempre desde o ocorrido. A adolescente era “estudante nota A” e teria se tornado uma pessoa imprevisível e de mau humor.
— Ela foi com um amigo na casa de outro amigo. Nesta casa, ela foi estuprada por quatro garotos. Um deles tirou uma foto do estupro e achou que seria divertido distribuir pela escola e comunidade dela, onde rapidamente se espalhou. As pessoas mandavam mensagem para ela perguntando “você quer fazer sexo comigo?”.
Os pais se mudaram de cidade e matricularam Rehtaeh em outro colégio, mas em pouco tempo os colegas a antiga escola entraram em contato com os novos amigos da estudante por meio das redes sociais.
Leah Parsons disse ao site inglês que quer que as pessoas aprendam com a tragédia e vejam como as mídias sociais permitiram que ela fosse continuamente violada depois do estupro.
O antigo colégio de Rehtaeh, o Cole Harbour District High School, em Nova Scotia, no Canadá, disse que não poderia comentar o caso, uma vez que teria ocorrido há mais de um ano.




























