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Questão do Enem que abordou gênero teve alto índice de acerto

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Publicado em Folha de S.Paulo

Uma das questões do Enem 2015 que mais causou barulho –aquela de Ciências Humanas que trouxe um trecho da filósofa francesa feminista Simone de Beauvoir– foi considerada fácil por quem fez a prova.

De acordo com dados levantados pela Folha, cerca de 70% de quem fez o Enem acertou a questão. Para se ter uma ideia, perguntas consideradas difíceis, como as questões sobre probabilidade da prova, tiveram uma média de 10% de respostas certas.

As informações sobre erros e acertos das questões são uma projeção com base nas informações dos usuários do aplicativo Quero a Minha Nota!, lançado pela Folha em parceria com a empresa de tecnologia educacional TunEduc. Mais de 50 mil estudantes já baixaram o app e inseriram suas respostas no Enem para receber, em breve, uma prévia da sua nota no exame.

A questão de Ciências Humanas que trouxe um trecho de Beauvoir –“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”– pedia que o candidato contextualizasse o momento histórico ao qual o texto se referia.

A pergunta irritou a bancada evangélica de Brasília. O deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP) exigiu explicações ao Ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT-SP), afirmando que o assunto “teoria de gênero” deveria “estar sepultado”.

Do outro lado, a deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), elogiou a prova: “Não venham agora os moralistas de plantão com discursos contra a ‘ideologia de gênero’ ou com a ridícula afirmação de que que tratar de um tema como este significa ‘politizar’ a educação.”

NOTAS DE HUMANAS

Quem já baixou o aplicativo Quero a minha nota! e inseriu suas respostas no Enem deve começar a receber as notas justamente de Ciências Humanas a partir deste sábado (31). O sistema precisa de uma amostra maior de usuários para fazer os cálculos de notas de Linguagens, Exatas e de Ciências da Natureza.

O app confere o gabarito do Enem e ainda entrega uma estimativa bastante precisa da sua nota Enem, calculada com base na amostra de usuários a partir da mesma tecnologia que o MEC usa para calcular as notas –a chamada TRI. Esse sistema atribui pesos diferentes para as questões, dependendo do grau de dificuldade delas.

Com a nota do Enem em mãos, o estudante consegue estimar em quais cursos e universidades federais que adotam o Sisu (Sistema de Seleção Unificada) conseguiria entrar nesse ano, considerando as notas de corte do ano passado.

Realizado nos últimos dias 24 e 25 de outubro, o Enem teve mais de oito milhões de estudantes inscritos. O MEC deve divulgar as notas oficiais de quem fez a prova em janeiro de 2016.

‘Quero fortalecer a autoestima das meninas’, diz Clara Averbuck

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Autora gaúcha lança seu primeiro livro para adolescentes, nesta terça-feira, na Livraria da Travessa de Ipanema

A gaúcha Clara Averbuck, autora do aclamado ‘Máquina de pinball’ Divulgação

A gaúcha Clara Averbuck, autora do aclamado ‘Máquina de pinball’ Divulgação

Marina Cohen em O Globo

RIO – Consagrada como musa da literatura underground após seu primeiro romance, “Máquina de pinball”, de 2002, a escritora Clara Averbuck esta se aventurando, agora, no território dos livros infanto-juvenis. A gaúcha moradora de São Paulo lança “Eu quero ser eu”, para leitores de 12 a 15 anos, na Livraria da Travessa de Ipanema, nesta terça-feira, às 19h. Mas a autora avisa logo que não se trata de um livro típico para adolescentes.

— O livro não contém respostas para eles, só perguntas. A personagem principal, Iracema, é muito questionadora. Ela faz perguntas o tempo todo e não se conforma com os padrões — comenta Clara, que acredita que as garotas vão se identificar bastante com a história. — Fiz o livro pensando nelas. Quero ajudar a fortalecer a autoestima das meninas, para que elas não sejam suscetíveis à aprovação de um ou outro grupo.

Com 68 páginas, “Eu quero ser eu” conta a história de uma garota — Ira, para os íntimos — rotulada como rebelde, que acaba de chegar a um colégio novo, depois de ser “convidada a se retirar” da escola anterior. A melhor amiga de Ira é Rob, uma garota lésbica que, assim como ela, adora rock n’ roll e não se veste ou se comporta para para ter a aprovação de ninguém.

— Só que a Ira começa a gostar do garoto mais coxinha da escola. Ele não tem nada a ver com ela, mas a moça começa a se apaixonar por ele. Ao mesmo tempo, ela não quer abrir mão da sua personalidade para ficar com ele — resume a autora, que fez questão de criar uma heroína nada perfeitinha. — Como toda adolescente, é cheia de contradições. Ela fala que não está nem aí para que os outros pensam, mas usa roupas para tentar esconder os seios, por exemplo.

A escritora, que tem 34 anos, demorou sete anos para finalizar o livro, e ele acabou saindo bem diferente do que tinha imaginado originalmente.

— Agora percebo que eu não estava pronta para falar com esse público naquela época. A demora foi ótima. Nesse meio tempo, tive mais contato com o feminismo e mudei meu discurso. A Ira se questiona muito sobre os papéis das mulheres e dos homens. Por que meninos precisam agir de um jeito e as meninas de outro? — exemplifica Clara.

A autora queimou os neurônios para lembrar de sua adolescência e passar as sensações dessa fase conturbada da vida para as páginas. Mas avisa logo que a obra não é autobiográfica, apesar da personagem principal ter um pouco a ver com a Clara adolescente sim.

— Eu era questionadora também e não me encaixava nos grupinhos que existiam no colégio — lembra a gaúcha. — O chato de ser adolescente é que a gente quer ser independente, mas não é. Se eu tivesse me feito as peguntas que a Ira se faz no livro, teria passado por essa fase com mais tranquilidade.

Animada com a linha direta que construiu com os leitores adolescentes, Clara cogita até transformar a história de Iracema em uma série.

— Fiquei com vontade de escrever uma continuação do livro. Há muitas histórias que ainda podem ser desenvolvidas a partir dele — sugere.

Quero ler mais (livros) esse ano. Como fazer?

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Moreno Barros no Bibliotecários Sem Fronteiras

Número 1 na lista de resoluções de fim de ano de muita gente séria: ler mais livros.

Recebidos os livros de natal, chega a hora de tornar a expectativa realidade. Mas para quem ler não é uma prática, como fazer?

Pessoas são diferentes, então não há um só manual. Vou mostrar para vocês como dá para manter, mês a mês, um volume constante (e com sorte, crescente) de leituras.

DEZEMBRO – LEIA AS LISTAS DE MELHORES DO ANO

Ao final de cada ano, selecione os livros que aparecem com maior frequência nessas listas, te agradaram e você gostaria de ler. Existem muito mais livros e textos circulando no mundo do que somos capazes de tomar conhecimento, então confie nos especialistas e gente com interesses afins para selecionar o joio do trigo.

Basta digitar no google “melhores do ano” e você terá listas e mais listas. É o melhor ponto de partida.

Ou comece por essa incrível lista criada pelo maior bibliotecário-leitor que eu conheço, William Okubo.

JANEIRO: COMPRE LIVROS NAS PROMOÇÕES

As livrarias queimam os estoques de natal nos primeiros meses do ano. Fique atento às promoções e se encontrar algo com preço justo, não hesite. Ter o que ler é elementar para colocar em prática o hábito.

Para esse fim, criei uma lista de livreiros no facebook onde é possível acompanhar as propagandas e chamadas de saldão, além dos lançamentos.

Dias atrás a Cosac Naify, uma das minhas editoras favoritas, mas que costuma vender livros bastante caros, realizou um desses saldos impossíveis. Praticamente fali. Mas é dinheiro bem gasto. Comprar livros, nunca lê-los, é uma possibilidade. Continuar comprando, não é crime.

FEVEREIRO: APROVEITE AS FÉRIAS PARA LER

Muitas pessoas ainda estão em clima de férias e essa é ótima oportunidade para se manter desligado da internet e levar para praia ou parque aquele livro de literatura que você provavelmente não leria no restante do ano.

Aproveite o período de calmaria para dar o pontapé nas leituras. Um livro leva à outro.

MARÇO: NÃO PERCA TEMPO

Depois do carnaval o ano realmente começa, então não perca tempo. Qualquer oportunidade de leitura deve ser aproveitada. Carregue sempre consigo um livro, e não desperdice tempo em filas, engarrafamentos e salas de espera fazendo nada. Leia. Leia antes de dormir.

Iara deu uma ótima dica para quem anda de ônibus, mas sente náuseas: audiobooks. Livros falados também são livros.

ABRIL: COMPRE UM KINDLE

Kindle é vida. Nada pode superar o efeito de ler em um aparato que é feito exclusivamente pra isso. A vantagem do kindle (ou qualquer outro ereader) é que ele por si só serve de estímulo à leitura e não deixa você cair em tentação com as frivolidades de um browser.

Se você não quiser comprar um Kindle, mas já possui um smartphone, dá pra instalar aplicativos de leitura ou o próprio app do kindle. Ou seja, se você tem um dispositivo móvel, não tem desculpa para não ler.

MAIO: VISITE LIVRARIAS

Circule pelas livrarias da sua cidade. Procure as grandes livrarias, aquelas que possuem mais do que best-sellers. Fique de olho nos livros novos, renove sua lista de interesses.

Um macete é sacar a câmera do telefone celular e fotografar as capas dos livros que você achou interessante. Daí você pode fazer uma pesquisa mais profunda em casa, ler resenhas e decidir sobre os títulos.

JUNHO: VISITE BIBLIOTECAS

Depois de ter visitado as livrarias e de posse dos títulos de interesse, visite as bibliotecas da sua cidade e veja se é capaz de conseguir alguns dos títulos anotados.

Pesquisa feita por mim em São Paulo mostra que demora pouco mais de um mês entre um livro ser lançado pela editora e despejado nas livrarias, até ele chegar na biblioteca pública da cidade e estar disponível para empréstimo gratuito.

Um desafio também é sempre que visitar uma biblioteca, levar um livro emprestado. Quando retornar esse, leve outro. Mesmo que não consiga ler ou perca o interesse, você sempre estará se dando uma nova chance de recomeçar.

JULHO: ESTUDE

É uma boa hora de deixar os romances de lado e investir em livros profissionais e técnicos. O que você tem lido sobre sua profissão e área de atuação?

Você pode ir da literatura de aeroporto até a literatura científica. Todas as áreas do conhecimento possuem suas publicações, monografias e periódicos. Que tal um pouco de atualização, para estar a par do estado da arte profissional?

AGOSTO: LEIA BLOGS

Leitura não está só em livros. Blog também é informação, formação e recreação.

Os melhores textos reflexivos de hoje são os publicado em blogs. E sempre digo, o melhor da internet são os comentários. Perca o tempo que for preciso lendo opiniões sinceras e bem escritas, leia diferentes pontos de vista, leia as afrontas nos comentários e tire suas próprias conclusões.

Faça um mapeamento de blogs e autores que escrevem sobre temas que lhe interessam e siga suas publicações.

SETEMBRO: LEIA REVISTAS DE BANCA

Se viu uma revista na banca de jornal e gostou das chamadas das matérias, compre. Não é necessário assinar nenhuma revista, basta comprá-las conforme a demanda. Antes ainda, você pode verificar se essa revista não oferece o conteúdo impresso de graça, online. Muitas fazem isso.

Pra quem tem dificuldades de ler enredos complexos e longos dos livros, as revistas de grande circulação são boa pedida. Mas tente fazer uma seleção qualitativa, revista de sinopse de novela não vale. E quando comprar uma, se esforce para lê-la por inteiro, da primeira à última página.

OUTUBRO: LEIA NO BANHEIRO

Instale um revisteiro no banheiro e largue por lá suas revistas ou livros de contos.

Ler no banheiro não faz mal, desde que com parcimônia.

Também dá pra instalar um ipad atrás da porta e assinar alguns canais das editoras no youtube, pra ver os trailers de livros e entrevistas com os autores.

NOVEMBRO: FACEBOOK E TWITTER TAMBÉM SERVE

Facebook e Twitter funcionam como o grande filtro, textos e sugestões pipocam ali, estamos lendo o tempo inteiro títulos e sinopses. Refine seus contatos e esteja atento ao que os colegas estão lendo e indicando.

Desde sempre, grande parte de nossas leituras são definidas por meio de referências. Então use a rede social como a melhor fonte de leitura, seja livros, artigos ou posts.

BOAS LEITURAS EM 2014!

dica da Iara Vidal

Ler ou não ler ?

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Quem nunca leu um livro completo? Existe muito mais gente do que você imagina

Emilly Miranda no Diário da Manhã

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O nível de analfabetismo em nosso País ainda é grande. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o analfabetismo no Brasil, que vinha em queda constante desde 1998, voltou a crescer no ano passado. Foram identificadas 13,2 milhões de pessoas que não sabiam ler nem escrever, o equivalente a 8,7% da população total com 15 anos ou mais de idade. Em 2011, eram 12,9 milhões de analfabetos, o equivalente a 8,6% do total. Em 2004, a taxa de analfabetismo brasileira chegava a 11,5%. Os dados estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2012). O levantamento consultou 147 mil domicílios em todo o Brasil.

Esse crescimento foi observado pelos números nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. O Nordeste concentra 54% do total de analfabetos do País. Já no Centro-Oeste, região que nos abriga, a taxa de analfabetismo alcançou 6,7% em 2012, acima dos 6,3% observados no ano anterior.

O mais interessante é que o nível de escolarização no Brasil cresceu em 2012, ainda segundo informações do IBGE. O número de estudantes com nível superior completo chegou a 14,2 milhões, aumento de 6,5% frente aos dados de 2011. Entre as pessoas com 25 anos ou mais de idade, 12% tinham tal nível de escolaridade. Antes, em 2011, essa proporção era de 11,4%.

É fato que existem pessoas que nunca tenham lido sequer poucas palavras, por não ter aprendido a ler. Existem, ainda, aquelas pessoas que aprenderam a ler, foram alfabetizadas, formaram, exercem hoje uma profissão, mas admitem que nunca tenham lido um livro por completo. Como é o caso do jovem herdeiro de uma fortuna estimada em U$ 30 bilhões, Thor de Oliveira Fuhrken Batista, primogênito de um dos homens mais rico do mundo e da eterna rainha do Carnaval, o ex-casal Eike Batista e Luma de Oliveira.

Thor Batista já admitiu em entrevista à revista Veja que nunca leu um livro. O universo por onde o jovem vive é, de fato, um mundo paralelo, onde a lógica tradicional se encontra suspensa. Sua estreia à frente dos negócios aconteceu antes mesmo de ele ter concluído o curso superior. Ele se matriculou no curso de economia do Ibmec, mas logo no primeiro ano trancou sua matrícula, porque segundo ele, achou o ritmo muito puxado. Apesar de ser fluente em inglês e alemão e ter estudado em uma das escolas mais tradicionais do Rio de Janeiro, o jovem cursou supletivo para concluir o ensino médio. Ler, definitivamente, não está entre suas preferências. De acordo com ele, gosta apenas de textos sobre carros e fisiculturismo. Costuma se informar sobre negócios em um caríssimo serviço online fornecido pela agência americana Bloomberg, ao custo de U$ 5 mil. Algo, além disso, nem pensar. “Nunca li um livro inteiro”, admite e completa: “na época da escola, copiava os resumos da internet para fazer as provas”. No entanto, Thor, geralmente diz que a falta de aplicação nos estudos é compensada por um aguçado tino para investimentos. “Comprei o Aston Martin com o dinheiro que ganhei na bolsa”, afirma o jovem.

Mais do que se imagina.

Fora Thor Batista, existe muito mais gente que nunca tenha lido do que você imagina. Muitas pessoas nunca leram um livro completo por falta de incentivo, vontade, oportunidade ou preguiça mesmo.

Uma pesquisa foi realizada com 2 mil participantes no Reino Unido e se constatou que a maior parte das pessoas, cerca de 60%, admitiu mentir sobre ter lido os clássicos da literatura. A intenção, obviamente, é parecer mais inteligente. Mais da metade dos entrevistados confessou exibir em suas prateleiras livros que nunca leu. Outras táticas usadas pelos entrevistados para denotar inteligência incluem mudar a aparência, corrigir erros de gramática cometidos por terceiros, usar citações famosas em conversas e dizer ter um nível de fluência em idiomas estrangeiros maior que o verdadeiro.

O DMRevista entrevistou algumas pessoas e pôde constatar que realmente muitas delas não têm interesse por leitura. Tatiane Teixeira, 26 anos, afirmou que quase não lê por não ter afinidade com livros. “Não gosto, não sinto vontade de ler”, disse Tatiane. Quando perguntamos sobre sua preferência entre livros e filmes ela afirmou: “prefiro filmes, porque eles geralmente conseguem prender minha atenção e os livros não”, completa a jovem.

Patrícia Silva, 32 anos, já pegou livros para ler e não concluiu a leitura até o final. “Algumas vezes não terminei de ler por preguiça, porque na maioria das vezes o início da história me desanima e daí não consigo ir até o fim”. Ela afirmou que somente um livro chamou sua atenção e prendeu a leitura até o final. “Só consegui ler até o fim a trilogia dos 50 Tons de Cinza. Minhas amigas até comentavam o quanto fiquei curiosa”, reafirma Patrícia.

Livros digitais

A Agência Brasil publicou uma matéria recentemente sobre livros digitais, na qual uma pesquisa feita pela  Câmara Brasileira do Livro (CBL) apontou que o mercado deste tipo de livro cresceu mais de 350% de 2011 para 2012. Mesmo assim, ainda não alcança 1% do faturamento das editoras no País. Segundo a diretora da CBL, Susanna Florissi, o livro digital, ou eBook, já é uma realidade, mas tanto o mercado editorial como os consumidores ainda precisam se adaptar à nova plataforma de leitura.

Esse setor ainda está engatinhando em nosso País, no início de seu desenvolvimento, mas boa parte do mundo já está acostumada com os e-book’s. De acordo com a pesquisa da CBL, 68% das editoras comercializam livros digitais, sendo que 59% ainda estão inseguras quanto ao formato a ser utilizado. Do total que respondeu a pergunta, 58,7% usam plataformas dos canais de venda e 52,4% usam distribuidoras digitais. A maioria das editoras, 70%, vendem o arquivo com DRM, um tipo de bloqueio que não permite que sejam feitas cópias.

Segundo Câmara Brasileira do Livro, grandes corporações como Apple Store e Google Play são os principais meios de venda do livro digital. Outra prova da tendência da digitalização dos livros é o sucesso do Portal Domínio Público, do Ministério da Educação (MEC). Criado em 2004 com 500 obras, hoje são 171.311 obras disponíveis, a maioria de textos, mas também há imagens, sons e vídeos.

Entre os destaques do Domínio Público estão a obra completa de Machado de Assis, disponibilizado por ocasião do centenário de morte do escritor, em 2008, poemas de Fernando Pessoa, peças de William Shakespeare, Sófocles e Gil Vicente, livros de Joaquim Nabuco, Aluísio Azevedo, Eça de Queiroz, Miguel de Cervantes e Julio Verne, além de literatura infantil, música erudita brasileira, hinos e a coleção História Geral da África. Os arquivos são disponibilizados em formato PDF para textos e MP3 para áudios.

Adriano Herrero, 27 anos, empresário no ramo da tecnologia, afirma que opta pela leitura de e-book’s pela praticidade. “O mundo da tecnologia está se unificando, e hoje é possível ter a liberdade de continuar sua leitura em qualquer lugar que você esteja, e a partir de qualquer dispositivo eletrônico. Isso é muito prático”. De acordo com Adriano, a única desvantagem desse tipo de leitura é a ausência do livro físico. “Quando iniciamos a leitura no e-book é diferente de uma leitura em um livro normal. Com o livro físico sentimos o cheiro das páginas novas, o que nos faz lembrar inconscientemente daquela época da escola, do romance com o aprendizado, da paixão com o primeiro livro”, completa o empresário.

Quero ler, e agora, por onde começar?

O DMRevista preparou algumas dicas para você entrar nesse universo:

Não exija demais de si mesmo no início, o ideal é buscar obras fáceis e descomplicadas. À medida que avança na leitura, comece a pesquisar palavras desconhecidas no dicionário. Ler devagar também é essencial para absorver e assimilar a história. Não tenha pressa, tudo bem se você demorar meses para chegar à última página, a leitura, como muitas coisas, é um hábito, adquiri-lo exige perseverança: aí a importância de não desistir no meio do caminho.

Abaixo segue uma pequena lista de boas opções de livros, considerados clássicos:

  • Bíblia Sagrada
  • Do Livro do Desassossego, de Fernando Pessoa
  • A Divina Comédia, de Dante Alighieri
  • Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
  • Fausto, de Goethe
  • Madame Bovary, de Gustave Flaubert
  • Os Sertões, de Euclides da Cunha
  • O Príncipe, de Maquiavel
  • As Viagens de Guliver, de Jonathan Swift
  • Dom Quixote, de Miguel de Cervantes
  • Robinson Crusoé, de Daniel Defoe
  • Moby Dick, de Herman Melville
  • O Processo, de Franz Kafka
  • Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski
  • Coração das Trevas, de Joseph Conrad
  • Hamlet, de William Shakespeare
  • Os Miseráveis, de Victor Hugo
  • Orgulho e Preconceito, de Jane Austen

Concurso cultural literário (2)

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promessas de Deus

Todo mundo quer um amor forte e que dure para sempre. E Deus é o maior interessado nisso, pois o casamento e a família são projetos dele.

O que Gary Chapman fornece neste livro são mensagens de encorajamento e de sabedoria, inspiradas pela Palavra de Deus e escritas para incentivar você e seu cônjuge a buscarem juntos esse relacionamento feliz e duradouro.

Você encontrará nestas páginas versículos bíblicos ligados ao relacionamento conjugal, ao amor, ao respeito, à comunicação entre o casal e a tantos outros assuntos importantes. Com poucos minutos de leitura, você e seu cônjuge serão nutridos pela maior e melhor fonte de instrução e, assim, aprenderão a maneira correta de investir um no outro e na relação do casal.

Participe do Concurso cultural e concorra a 3 exemplares de “Promessas de Deus para abençoar seu casamento”.

Basta registrar na área de comentários pelo menos uma característica de um casamento abençoado por Deus.

O resultado será divulgado no dia 14/8 às 17h30 neste post e no perfil: @livrosepessoas.

Esta é a sua chance! 🙂

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Parabéns aos ganhadores: Gildenor José da Silva, Crissie e Lila Medeiros. =)

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