Posts tagged Rainha
Alunas escrevem carta para a rainha da Inglaterra e recebem resposta ‘real’
0Jovens escreveram uma carta para Elizabeth II durante a aula de inglês.
Carta de resposta da rainha chegou após seis meses em São Vicente, SP.
Mariane Rossi, no G1
Um grupo de estudantes de São Vicente, no litoral de São Paulo, recebeu uma carta com respostas exclusivas da rainha Elizabeth II, da Inglaterra. A carta, que foi enviada pelas alunas como parte de um trabalho escolar, foi respondida tópico a tópico pela rainha, para surpresa das estudantes que imaginavam que, no máximo, receberiam uma resposta padrão.
A atividade, realizada em uma escola particular de São Vicente, foi proposta pela professora de inglês Anna Gongiovanni aos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental. Os alunos deveriam escrever uma carta em inglês para alguma personalidade americana ou britânica. “A mídia divulgou demais o jubileu de diamante da rainha, que representa os 60 anos de reinado. Como ela estava na mídia, uma turma preferiu escrever para ela. Elas fizeram a carta. Eu não mexi na essência. Só corrigi a gramática”, conta.
Carolina Simões, Júlia Machado, Bruna de Araújo e Bruna Sena, todas de 14 anos, se juntaram para discutir o que desejavam escrever para a majestade. Em três aulas de inglês, elas montaram uma carta para a rainha Elizabeth. “A gente mandou um parabéns pelo jubileu. Também falamos que gostávamos da língua inglesa, que era um sonho nosso viajar para a Inglaterra e que a gente acompanhava muito a monarquia”, conta Bruna Sena.
As estudantes precisaram pesquisar palavras no dicionário e utilizar termos mais formais, tudo em inglês. Uma das alunas escreveu a carta à mão e, após algumas aulas, a carta estava pronta, de acordo com todos os protocolos exigidos pelo de Palácio de Buckingham. “Quando se escreve uma carta informal você usa expressões, contrações, uma linguagem simples, coisas que não são permitidas em uma linguagem formal. A carta tem que ser bem elaborada e elas fizeram isso com muita propriedade. A única coisa que eu fiz foi corrigir, mas eu deixei a ideia delas. E eu acrescentei uma coisa. Congratulei ela pelo jubileu de diamantes, dizendo que eu já havia viajado muitas vezes e que sempre gostei do Reino Unido”, explica a professora.
A carta foi enviada em outubro do ano passado para a rainha Elizabeth. Depois do começo do ano, Anna e as alunas já tinham perdido as esperanças de receber uma resposta. Elas tinham ouvido falar que a rainha não respondia mais as cartas enviadas por fãs e, por isso, pensaram que o recado delas seria mais um entre outros do mundo inteiro que não teria resposta. “Alguns amigos meus tentaram e não conseguiram resposta. Eu perdi as esperanças. Eu registrei o recibo do correio e deixei na direção da escola, porque talvez as meninas pudessem me questionar um dia.”, explica Anna. Mas, no começo de abril deste ano, elas tiveram uma surpresa. Uma correspondência chegou no colégio, em São Vicente, com as iniciais da realeza inglesa.
A coordenadora mostrou a carta para a professora de inglês, que ficou bastante surpresa. “Quando eu vi o emblema da rainha, eu não acreditei. O dia inteiro eu dei aula sorrindo, porque geralmente eu sou muito séria em sala de aula, mas naquele dia eu não conseguia”, lembra Anna. As alunas também ficaram radiantes com a notícia. “A gente mandou, mas a gente não imaginava. Quando a professora falou da resposta foi uma surpresa muito grande”, conta Bruna.
A carta veio endereçada com o nome do colégio, da professora e das alunas. A mensagem foi escrita pela assessora da rainha e falava que a majestade agradecia pelas congratulações pelo jubileu de diamante. Ela também agradecia pelas estudantes a terem escolhido durante o projeto de inglês e pelas coisas boas que escreveram a ela. Apesar da rainha não ter tempo para responder pessoalmente todas as cartas que recebe diariamente, ela ficou muito feliz em ouvir a mensagem das jovens, segundo a mensagem. “Eles têm circulares feitas. Sempre mandam circulares agradecendo. A nossa foi a assessora pessoal da rainha que mandou, respondendo tudo sobre o que nós falamos. Elas leram a carta e responderam para nós. Ela me agradece a gentileza e agradece as alunas. Foi muito legal. Foi uma coisa pessoal e por isso fiquei muito feliz, porque raramente isso acontece”, afirma. Além da carta com a resposta, a rainha também enviou um cartão com várias fotos, feitas durante o jubileu de diamantes.
A professora diz que sempre tenta incentivar os alunos de alguma forma, mas concede todo o mérito do resultado do trabalho às alunas que se dedicaram muito durante o projeto. Segundo ela, a turma sempre foi muito dedicada durante as aulas, tinham vontade de realizar a atividade e isso fez a diferença. Ela apenas lamenta não ter guardado uma cópia ou tirado uma foto da carta feita pelas alunas.
A resposta da rainha animou não só o grupo de meninas, mas todo o colégio. Agora, alguns alunos já vieram conversar com a professora sobre o projeto e estão empolgados para escrever cartas para outras personalidades. “O mais interessante agora é que todos os alunos querem escrever para o Barack Obama e para a NASA. Mas como isso é uma coisa séria não pode ser feito em cinco minutos”, finaliza a professora.
Confira a tradução da carta:
“A rainha gostaria de agradecer a sua carta e a mensagem de felicitação que você enviou para Sua Majestade pelo jubileu de diamante. A rainha achou muito gentil vocês escreverem para ela no projeto de inglês. Ela ficou muito apreciada pelo seus votos e as coisas boas que vocês disseram. Embora a rainha não tenha tempo para responder pessoalmente a todas as centenas de pessoas que escrevem para ela todos os dias, ela ficou muito feliz em receber a carta. Tenho que agradecer mais uma vez pelo cuidado que vocês tomaram com a carta, e eu espero que você entenda isso, porque Sua Majestade recebeu tantos cartões e cartas em seu jubileu de diamante, que não foi possível responder-lhe até agora”.
Pelo Twitter, Mano Brown rebate críticas e chama Lobão para briga
0Publicado na Folha de S.Paulo
O rapper Mano Brown, dos Racionais MCs, respondeu nesta quinta-feira (2), via Twitter, aos ataques feitos a ele e a seu grupo pelo cantor Lobão.
Em reportagem publicada nesta quinta na Folha, o músico carioca disse que “os Racionais são o braço armado do governo, são os anseios dos intelectuais petistas, propaganda de um comportamento seminal do PT”.
Lobão lança nesta semana o livro “Manifesto do Nada na Terra do Nunca”, em que fala que, no clipe mais recente dos Racionais, Mano Brown “brada clichês anacrônicos, exatamente como era de se esperar de um papagaio piegas. O chamado idiota útil”.
Pelo Twitter, Brown respondeu ao cantor. “Não entendo a postura dele agora. Ele, que pregava a ética e rebeldia, age como uma puta para vender livro.”
O rapper chamou Lobão de “leviano” e “desinformado”. “Nos anos 1980 as ideias dele [Lobão] não fizeram a diferença para a gente aqui da favela”, completou.
O líder dos Racionais convocou o músico para um encontro. “Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui.”
Também pelo Twitter, a produtora Paula Lavigne escreveu: “@ManoBrownOF vc segura o Lobão q vai ter uma fila pra bater! Kkkk até eu fui esculhambada! Vamos cobrar royalties desse livro!”.
Na entrevista publicada pela Folha, Lavigne é a “rainha [de captar incentivos na Lei Rouanet]“. Ela ainda reeviou o comentário: “Lobão ta achando q @ManoBrownOF é Painho e Gil? Kkkkkk agora corre, Lobinha, corre! Kkkk”. “Eu não quero bater no Lobão, quero dinheiro vendendo livro: Royalties p @gilbertogil @falacaetano @ManoBrownOF @criolomc @siteoficialrc @emicida”, escreveu Lavigne
O rapper Emicida também se manifestou pelo Twitter. “Pela quantidade de gente me pedindo opinião, logo concluo, tem algum infeliz desinformado falando besteira sobre o hip hop em algum lugar.”
O rapper ainda acrescentou: “fui trabalhar, deixo esta canção para o Pai destas polêmicas idiotas do dia de hoje. rs.”, postando sua música “Zóião”.
Na entrevista, Lobão disse que “Emicida, Criolo, todos têm essa postura, neguinho não olha, não te cumprimenta. Vai criar uma cizânia que nunca teve, ódios [raciais] estão sendo recrudescidos de razões históricas que nunca aconteceram aqui. Estão importando Black Panthers, Ku Klux Klan. Tem essa coisa de “branquinho, perdeu, vamos tomar seu lugar”. Como permitem esse discurso?”.
Procuradas pela Folha, outras pessoas citadas por Lobão, como Roberto Carlos, Edu Lobo e Criolo, não se pronunciaram até o início desta tarde.
A biblioteca roubada
0Graças ao Censo Escolar de 2011, descobrimos que 72,5% das escolas públicas brasileiras simplesmente não têm bibliotecas. Isto equivale a 113.269 escolas.
Vladimir Safatle, na Folha de S.Paulo
“A Carta Roubada” é um dos contos mais célebres de Edgar Allan Poe. Nele, o escritor norte-americano conta a história de um ministro que resolve chantagear a rainha roubando a carta que lhe fora endereçada por um amante.
Desesperada, a rainha encarrega sua polícia secreta de encontrar a carta, que provavelmente deveria estar na casa do ministro. Uma astuta análise, com os mais modernos métodos, é feita sem sucesso. Reconhecendo sua incompetência, o chefe de polícia apela a Auguste Dupin, um detetive que tem a única ideia sensata do conto: procurar a carta no lugar mais óbvio possível, a saber, em um porta-cartas em cima da lareira.
A leitura do conto de Edgar Allan Poe deveria ser obrigatória para os responsáveis pela educação pública. Muitas vezes, eles parecem se deleitar em procurar as mais finas explicações, contratar os mais astutos consultores internacionais com seus métodos pretensamente inovadores, sendo que os problemas a combater são primários e óbvios para qualquer um que queira, de fato, enxergá-los.
Por exemplo, há semanas descobrimos, graças ao Censo Escolar de 2011, que 72,5% das escolas públicas brasileiras simplesmente não têm bibliotecas. Isto equivale a 113.269 escolas. Um descaso que não mudou com o tempo, já que, das 7.284 escolas construídas a partir de 2008, apenas 19,4% têm algo parecido com uma biblioteca.
Mesmo São Paulo, o Estado mais rico da Federação, conseguiu ter 85% de suas escolas públicas nessa situação. Ou seja, um número pior do que a média nacional.
Diante de resultados dessa magnitude, não é difícil entender a matriz dos graves problemas educacionais que atravessamos. Difícil é entender por que demoramos tanto para ter uma imagem dessa realidade.
Ninguém precisa de mais um discurso óbvio sobre a importância da leitura e do contato efetivo com livros para a boa formação educacional. Ou melhor, ninguém a não ser os administradores da educação pública, em todas as suas esferas. Pois não faz sentido algum discutir o fracasso educacional brasileiro se questões elementares são negligenciadas a tal ponto.
Em política educacional, talvez vamos acabar por descobrir que “menos é mais”. Quanto menos “revoluções na educação” e quanto mais capacidade de realmente priorizar a resolução de problemas elementares (bibliotecas, valorização da carreira dos professores etc.), melhor para todos.
A não ser para os consultores contratados a peso de ouro para vender o mais novo método educacional portador de grandes promessas.
Garoto de 10 anos já leu ‘Odisseia’ e ‘Ilíada’
0Andréa Lemos, na Folhinha
Renato Barreiros, 10, aprendeu na escola um pouco sobre a Guerra de Troia e leu em sala de aula partes do poema “Odisseia”. Ele fala da viagem do guerreiro Ulisses de volta para a casa, depois do fim da guerra.
Empolgado com essa história e com vontade de entendê-la melhor, Renato pediu para o pai comprar “Ilíada”. Esta é uma versão adaptada para crianças do texto escrito por Homero, o mesmo autor de Odisseia. Em “Ilíada”, o leitor fica sabendo que a guerra começou por causa do rapto da rainha Helena pelo príncipe de Troia.
“Esse livro é muito interessante. As histórias são um pouco complicadas, mas a linguagem é fácil e tem ilustrações”, conta. Renato já leu outros livros sobre mitologia. “Eu gosto bastante desses temas.” Dá para perceber!
Os hotéis que inspiraram Agatha Christie
0Publicado originalmente na Época Negócios
Agatha Christie é conhecida como “a rainha do mistério”. Mas além de escritora de sucesso, foi também uma incansável viajante. O gosto pelas viagens começou com sua mãe, mas foi acentuado com a ajuda de seu primeiro marido, o aviador Archie Christie, que a levou para muitos lugares, e de seu segundo marido, o arqueólogo Max Mallowan, com quem participou de expedições e escavações no Oriente Médio durante quase 30 anos.
Por viajar tanto, parte dos livros da escritora foram produzidos em hotéis. Alguns exemplos? “A Morte no Nilo”, de 1937, foi escrito no sugestivo hotel Old Cataract, cuja localização marca o final do fértil vale do Nilo e o início do grande deserto núbio, em Assuã, no Egito.
O Old Cataract, construído em 1889, já serviu de hospedagem para ilustres personagens, desde o czar Nicolau da Rússia até o primeiro-ministro britânico Winston Churchill. Foi lá que Howard Carter descansou após descobrir a tumba de Tutancâmon. Até hoje, o lugar mantém todo o seu encantamento colonial luxuoso e seu terraço à beira do Nilo, de onde se contempla um dos pores-de-sol mais belos do mundo, com a ilha Elefantina e o mausoléu de Aga Khan no horizonte.

INTERIOR DO HOTEL OLD CATARACT, QUE DURANTE SEUS ANOS DE HISTÓRIA RECEBEU HÓSPEDES COMO AGATHA CHRISTIE, O CZAR NICOLAU DA RÚSSIA E WINSTON CHURCHILL (FOTO: AGÊNCIA EFE)
“O Caso dos Dez Negrinhos” e “Morte na Praia” foram escritos no Burgh Island Hotel, construído em uma minúscula extensão de terra que fica isolada pela maré durante metade do dia (nada mais adequado como palco para uma narrativa repleta de misteriosos assassinatos).

O BURGH ISLAND HOTEL INSPIROU OS LIVROS ‘O CASO DOS DEZ NEGRINHOS’ E ‘MORTE NA PRAIA’ (FOTO: AGÊNCIA EFE)
O Burgh Island Hotel, de 1929 oferece uma vista espetacular e uma inesquecível decoração “art déco”. Segundo o estabelecimento, Agatha Christie gostava de escrever em uma pequena parte independente do hotel, chamada “The Beach House”. Ela era uma hóspede tão assídua que um dos quartos recebeu o nome de “Christie”.
Em Toquay, cidade natal da escritora, localizada no sudoeste da Inglaterra está o The Imperial Hotel, construído em 1866, que beira as águas do Canal da Mancha, e onde dormiram desde Napoleão III ao rei Edward VII. A escritora também usou o local como inspiração para alguns romances.
Na Turquia está o Pera Palace de Istambul. Construído pelo arquiteto franco-turco Alexander Vallaury, em 1892, o hotel combina em seu interior os estilos neoclássico,”art nouveau” e oriental. O lugar serviu de pouso para viajantes do Expresso do Oriente, entre eles, a própria Christie.
O hotel rende sua particular homenagem à escritora dando seu nome a um de seus restaurantes, o “Agatha”. Foi no Pera Palace, mais especificamente no quarto 411 que a escritora se hospedou várias vezes e escreveu o original de “Assassinato no Expresso do Oriente” (1934).


























