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Estudantes simulam ‘banca do tráfico’ em exposição no Pedro II e provocam polêmica

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Uma aluna posa para foto usando short e maiô e segurando uma réplica de arma - Reprodução da Internet

Uma aluna posa para foto usando short e maiô e segurando uma réplica de arma – Reprodução da Internet

Exposição que marcava despedida de formandos do 3º ano tinha como tema a vida do carioca

Vera Araújo, com colaboração de Giselle Ouchana em O Globo

RIO – Era para ser apenas uma exposição de trabalhos escolares para marcar a despedida de formandos do 3º ano do ensino médio, mas uma banca montada por um grupo de alunos da unidade de São Cristóvão do Colégio Pedro II ganhou as redes sociais e vem provocando polêmica. Quatro estudantes da unidade de São Cristóvão, com idade entre 16 e 17 anos, resolveram representar, na última terça-feira, “um dia na favela”, e, para isso, exibiram réplicas de fuzil e metralhadora e confeccionaram material para simular sacos com cocaína e tabletes de maconha. O que os jovens definiram como a realidade de uma comunidade carioca foi apresentado no pátio da escola durante o horário do recreio, das 10h às 10h30m.

Os rapazes se caracterizaram como traficantes, e a única garota do grupo usava um short curto e um maiô decotado. Todos seguravam armas de brinquedo — a dela, dourada, imitava uma submetralhadora. Nos saquinhos colocados sobre a banca, além de cápsulas com pó branco, havia etiquetas como inscrições alusivas às usadas pelo crime organizado e preços. O assunto foi parar nas páginas das redes sociais do tradicional colégio, e até um vídeo gravado com um celular, que mostra os adolescentes exibindo réplicas de fuzis, foi postado.

REITOR DESCARTA PUNIÇÃO

A exposição em homenagem aos formando do Pedro II tinha um tema: “O carioca”. A ideia era mostrar como vivem os moradores do Rio. Entre sambistas, surfistas e cobradores de ônibus, a inusitada caracterização dos quatro jovens atraiu a atenção de grande parte de seus quase 1.300 colegas do ensino médio, que dividem as instalações com 1.400 estudantes do ensino fundamental. Trabalhando há quase quatro anos como reitor do Colégio Pedro II, Oscar Halac confirmou que um grupo “simulou o tráfico drogas”, mas argumentou que os adolescentes apenas representaram a realidade exibida nos noticiários.

Em exposição. Material confeccionado por alunos imita sacos com cocaína e tabletes de maconha - Reprodução da internet

Em exposição. Material confeccionado por alunos imita sacos com cocaína e tabletes de maconha – Reprodução da internet

— O objetivo era mostrar o carioca. Talvez por influência do cenário atual, de violência urbana, eles entenderam que seria importante trazer essa realidade para a escola. Eles compraram as armas de brinquedo na Saara e usaram farinha de trigo e pacotes embrulhados (para simular embalagens com drogas). A menina mora em comunidade, numa área de risco, e vê isso na porta de casa. É a realidade dela. A escola não pode fechar os olhos para essa situação. Hoje (segunda-feira), logo cedo, identificamos os alunos, e eles se retrataram. Não cabe punição. O nosso papel é de educador — disse o reitor.

De acordo com Halac, o caso ganhou grande repercussão porque grupos de direita, como o Pais Contra Doutrinação e o Movimento Brasil Livre (MBL), exibiram imagens da exposição e criticaram a escola em suas páginas nas redes sociais. Uma das fotos mostra uma aluna com o uniforme do Pedro II posando ao lado da estudante caracterizada como traficante.

— Foi divulgado um vídeo que tenta deturpar a realidade. Sabemos que há pessoas por trás disso, gente que quer prejudicar a reputação do nosso colégio. Não era uma festa na favela, como esses grupos vêm dizendo, nem se trata de apologia às drogas — afirmou o reitor, lembrando uma outra polêmica que envolveu o Pedro II, no ano passado. — Passamos por uma situação parecida no episódio da saia (no ano passado, foi extinta a distinção do uniforme por sexo). Aqui, ensinamos que as pessoas têm que respeitar gênero. Isso incomoda. No caso dos alunos do evento do último dia 5, não vamos expulsá-los. Ficou claro para a direção que não houve dolo.

No site oficial do Pedro II, as opiniões se dividem. Muitas pessoas manifestam orgulhosas por terem estudado no colégio, mas uma representante de uma comissão de pais, que pediu para não ser identificada, afirmou ao GLOBO que, no dia seguinte à exposição, um grupo de responsáveis exigiu da direção “uma providência”.

Caracterização. Uma aluna posa para foto usando short e maiô e segurando uma réplica de arma - Reprodução da internet

Caracterização. Uma aluna posa para foto usando short e maiô e segurando uma réplica de arma – Reprodução da internet

— Vários pais acharam um absurdo a postura da escola. A direção tem que promover uma atividade educacional que possa construir cidadãos de bem, e não influenciar os alunos de forma negativa — disse a mãe de um aluno.

O diretor adjunto de ensino médio da unidade São Cristóvão, Reinaldo Pereira dos Santos, que afirmou ser conhecido como linha-dura, contou que o grupo de estudantes envolvidos na polêmica o procurou:

— De um a um, eles se apresentaram e contaram que não tinham a intenção prejudicar a escola. Essa atividade de despedida dos formandos acontece todos os anos e nunca deu problema. Temos um código de ética discente, e entendemos que cabe uma ação pedagógica. Não podemos individualizar condutas. Se nós só reprimirmos, não iremos educar. O importante é conscientizá-los. Eles estavam contando o cotidiano, representando-o de forma teatral.

Segundo Reinado, no dia da exposição, inspetores o avisaram sobre a encenação. Ele disse que as armas de brinquedo e o material usado pelos quatro alunos foram confiscados. Além disso, garantiu que a escola não teve conhecimento prévio do que os estudantes iriam apresentar, por ser uma atividade organizada exclusivamente pela comissão de formandos. Hoje, os pais dos quatro jovens envolvidos na polêmica participarão de uma reunião na escola para discutir o caso.

ESPECIALISTAS ANALISAM O CASO

O professor de Direito Penal da PUC Breno Melaragno, explicou que, na interpretação legal do que ocorreu no Pedro II, pode ter ocorrido um fato análogo a dois delitos: incitação ao crime e apologia a um fato criminoso. No entanto, ele acha que não há motivo para o caso chegar à esfera criminal. Já o pedagogo Luciano Mendes Faria Filho, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirmou que o corpo docente do Pedro II deve ficar atento às atividades realizadas dentro do colégio, independentemente de serem ações livres de formandos. Mas ele aprova a atitude da direção de não punir os alunos. O antropólogo Roberto Da Matta também acha que não cabe castigo ao grupo:

— Na minha opinião, a voz da ingenuidade fez com que eles mostrassem a verdade nua e crua. O que eles fizeram sai nos jornais todos os dias. Quando se vê a realidade sem máscaras, choca, mas é a verdade. Devemos nos perguntar: como enfrentar o problema com a sociedade que temos? Talvez, se fosse numa escola de classe média alta, a encenação do carioca seria de médicos, engenheiros, empresários e políticos enchendo seus bolsos com propinas.

Bienal do Livro do Rio vai reunir mais de 300 autores nacionais

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Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

A 18ª edição do evento literário promoverá 360 horas de programação cultural em área de 80 mil metros quadrados no Riocentro

Publicado no Midia News

O dado é desconhecido da maior parte do público. Portanto, o registro é mais que oportuno: a Bienal do Livro do Rio é o terceiro maior evento em número de público presente do Brasil – fica atrás apenas do carnaval e do réveillon. A grandiosidade da festa poderá ser comprovada mais uma vez, entre a próxima quinta-feira (31) e o dia 10 de setembro.

Na última edição, em 2015, a Bienal atingiu números bastante expressivos: foram 3,7 milhões de livros para um público de 676 mil visitantes. A arrecadação foi de R$ 83 milhões.

A Bienal será realizada mais uma vez no Riocentro e contará com um número recorde de autores nacionais: serão mais de 300 convidados participando de 360 horas de programação – o que, segundo a organização, representa um aumento de 40% nas atividades culturais que acontecerão em um espaço de 80 mil metros quadrados do centro de eventos.

“A meta é sempre ultrapassarmos os 600 mil visitantes. Para atrair esse público, tentamos montar uma programação bastante variada, com escritores de diversos segmentos. Hoje temos autores nacionais bem sucedidos que escrevem desde romances até literatura gastronômica, passando por biografias. Queremos todas essa variedade na Bienal”, explicou a diretora do evento, Tatiana Zaccaro.

A Bienal é dividida em quatro espaços: Café Literário, Arena #SemFiltro, Geek & Quadrinhos e EntreLetras.

No Café Literário, haverá três grupos de assunto. O primeiro aborda temas como igualdade e política, com mesas sobre questões de gênero, racismo, drogas e Operação Lava-Jato.

O segundo discutirá a literatura com sessões sobre a obra de Ferreira Gullar e a vida e obra do autor Lima Barreto. Também haverá encontros sobre grandes lançamentos. Já o terceiro tratará de variedades e celebrações, como os 90 anos de Tom Jobim e os 100 anos da Revolução Russa.

O Arena #SemFiltro é a área jovem da Bienal. Até a última edição, o espaço tinha 90 lugares. A partir desta edição, no entanto, passará a receber 400 pessoas para debates sobre representatividade LGBT, games, feminismo, música e poesia.

O Geek & Quadrinhos abrirá a Bienal para novas narrativas. “A ideia é termos uma área bastante interativa, onde exista muita troca entre o público e os convidados”, explicou o curador Affonso Solano.

“A literatura de fantasia cresceu demais no Brasil nos últimos anos. Tanto que muitas das grandes editoras nacionais possuem um selo voltado a esse segmento. Hoje, a cultura nerd, ou cultura pop, é uma realidade que não pode ser ignorada. Por isso, haverá um espaço dedicado apenas a ela”, justificou Tatiana.

O espaço colocará em pauta temas como representatividade feminina, lembrará as obras mais influentes que continuam a inspirar produções atuais e mostrará a realidade atual da profissão de quadrinista. Nele, ainda haverá mesas de jogos, batalhas medievais e realidade virtual.

Já o EntreLetras Letras, dedicado aos pequenos leitores, vai oferecer ao visitante letras e palavras para que cada um possa criar suas narrativas em diversas estações de brincadeiras. Na área de apresentações, uma fábula com cerca de 15 minutos contará como as palavras teriam surgido. Além disso, o espaço para apresentações vai receber diariamente espetáculos criados especialmente para o evento, em um total de 85 apresentações.

7 inéditas fantasias de ficção científica que acabaram se tornando realidade

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© Sputnik/ Ilia Pitalev

© Sputnik/ Ilia Pitalev

Embora seja bem conhecido que os autores de ficção científica costumam se basear nos êxitos atuais para predizerem o desenvolvimento de tecnologias, em certos casos os prognósticos foram tão antecipados que chegavam a parecer inspiração divina.

Publicado no Sputnik News

Conheça alguns destes casos na lista compilada pelo portal russo Popmech.

1. Satélites

Arthur Clarke, o autor de “2001 — Uma Odisseia no Espaço”, previu o aparecimento de satélites espaciais para comunicação global, inclusive a ideia do uso da orbita geoestacionária para a instalação de satélites tripulados.

O escritor fê-lo em 1945, doze anos antes de o satélite mais básico, o soviético Sputnik-1, ter entrado em órbita.

A previsão seguinte de Clarke seria realizar missões regulares à Lua, também descritas nas suas novelas.

2. Celulares

Os telefones móveis como objetos tecnológicos não foram inventados por roteiristas da famosa série Star Trek, mas os primeiros comunicadores portáteis apareceram nos episódios desde 1966.

O primeiro protótipo do celular foi apresentado pela empresa Motorola em 1973, enquanto o primeiro dispositivo comercial deste tipo em forma de uma válvula, inspirado pelo mesmo filme Star Trek, só foi lançado em 1996.

3. Drones

Embora a primeira tentativa de construir um barco de combate controlado por rádio se atribua ao inventor Nikola Tesla, foi Orson Scott Card quem descreveu em detalhe uma guerra não tripulada na sua novela “O Jogo do Exterminador” (1985).

4. Laser

Os lasers são um elemento constante em todos os livros de ficção científica desde 1920. Não obstante, na época se conheciam como “desintegradores” e “infrarraios”.

Hoje em dia, estes se usam amplamente não só na indústria militar, mas também na cirurgia, nas comunicações e nos sistemas de segurança.

O próprio termo “laser” foi formalmente introduzido em 1959, enquanto os primeiros protótipos datam dos anos quarenta e cinquenta.

5. Engenharia genética

A engenharia genética foi pela primeira vez descrita na novela “Admirável Mundo Novo” do escritor britânico Aldous Huxley (1932). Neste livro, as pessoas são cultivadas e separadas, antes de nascerem, em várias castas geneticamente programadas.

A obra de Huxley foi publicada 21 anos antes do descobrimento formal do DNA em 1953. Agora, a manipulação genética ganha cada vez mais terreno, desde corrigir genes até curar doenças hereditárias.

6. Vigilância maciça

Na novela “1984” de George Orwell, escrita em 1949, todos os cidadãos são sempre vigiados pelo Grande Irmão através de câmeras de segurança instaladas por toda a parte.

Hoje em dia, quase qualquer movimento nas grandes cidades também é vigiado através de câmeras de monitoramento, às vezes integradas com algoritmos de reconhecimento de rostos.

7. Smart Home

O escritor americano Ray Bradbury descreveu no seu livro “Crónicas marcianas” (1950) uma casa robotizada que segue limpando e cozinhando, inclusive quando os proprietários estão fora de casa.

Embora as casas inteligentes modernas continuem carecendo de tais funções, se limitando a um amplo controle de microclima, os aspiradores robóticos são uma coisa bastante corrente e os robôs “chef” já se estão provando em várias partes do mundo.

O hábito de ler como forma de compreender a realidade

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Saber ler é fundamental, mas compreender as entrelinhas é a chave para uma boa interpretação da realidade.

Ricardo Sorati, no Administradores

Ultimamente, venho pensando sobre a distância entre os livros e as pessoas, isso porque nossos jovens e também nossos adultos não possuem o hábito de ler. A informação passa, necessariamente, pela leitura. Não apenas uma leitura superficial, rápida do que se tem às mãos, mas, sobretudo, uma leitura crítica, imparcial e reflexiva. Leitura crítica no sentido de analisar os fatos apresentados; imparcial significa não ter, nem antes, nem durante um pré-julgamento, isto é, não ser tendencioso. E, por fim, a leitura refletiva, que nos levará a tomar uma decisão, aceitando ou não a informação que o texto nos oferece.

Nestes tempos de informações rápidas, que nos chegam às mãos pelos mais variados tipos de tecnologias, temos de ter o cuidado de checar a fonte. Os chamados analfabetos funcionais, definidos como os indivíduos que diante um texto ou uma simples operação matemática não conseguem interpretar tais situações, mesmo conhecendo as letras e os números, são muito comum em nossa sociedade, que não têm uma boa educação de base.

Um dado alarmante me chamou a atenção: um percentual elevadíssimo da população brasileira, 70%, não leu um livro durante todo o ano de 2014 (pesquisa feita pela Fecomércio do Rio de Janeiro). Isso é preocupante. Mas a questão central disso tudo é por que muitos não têm o habito de ler. Hábito é feito diariamente, aos poucos; os pais devem introduzir este “gosto” em seus filhos desde os primeiros anos. Como disse anteriormente, as informações estão à nossa disposição; mas para que saibamos extrair todo o conteúdo deste texto, devemos ter sempre a cautela, a temperança para não incorrermos em interpretações erradas, e, com isso, chegarmos à conclusões equivocadas.

Por isso, neste ano de eleições municipais, que saibamos ler o contexto e interpreta-lo; converse com os candidatos; conheça-os; saiba suas reais propostas. E que saibamos, antes de mais nada, cultivar o habito da leitura, para que não sejamos enganados pelas falsas informações aí difundidas. Portanto, como disse Tryrion Lannister “ uma mente necessita de livros da mesma forma que uma espada necessita de uma pedra de amolar se quisermos que se mantenha afiada”.

O que as crianças aprendem com as histórias infantis?

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Arquivo

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Estudo mostra que os pequenos conseguem entender a diferença entre o que é real e o que é fantasia

Publicado no A Crítica

Como uma criança entende que a lagarta pode se transformar em borboleta, mas que um sapo não pode virar um príncipe encantado de verdade? De acordo com uma pesquisa publicada no início deste ano, no periódico científico Child Development, essa capacidade começa a se desenvolver bem cedo, por volta dos 3 anos de idade, e está ligada à leitura realizada em casa e na Educação Infantil. Segundo o estudo, os pequenos conseguem entender a diferença entre o que é real e o que é fantasia e conseguem, ainda, aprender informações das histórias para usar em sua vida cotidiana antes mesmo de entrar na escola.

O estudo assinado pelas pesquisadoras Caren M. Walker, Alison Gopnik (Universidade da California, Berkeley) e Patricia A. Ganea (Universidade de Toronto) mostra que a ficção oferece importantes oportunidades para as crianças aprenderem informações que elas não podem experimentar diretamente – especialmente no que diz respeito a fenômenos não observáveis.

As histórias nos ajudam, desde muito cedo, a compreender o mundo que nos cerca. Quando os adultos leem uma ficção, o cérebro realiza um duplo esforço, que é chamado pelas pesquisadoras de “dilema do leitor”: ele tenta separar a histórias em partes para isolar os conhecimentos que pertencem ao mundo real das informações falsas, mas, ao mesmo tempo, tenta incorporar os conteúdos da história para aplicar no mundo real. O mais interessante é saber que esse movimento cerebral complexo começa antes da alfabetização.

No entanto, a ficção infantil varia consideravelmente: muitas histórias são descrições realistas do mundo, enquanto outras são altamente irreais e fantásticas. Como resultado, aprender com histórias representa um desafio único para as crianças em desenvolvimento. Conforme elas vão envelhecendo, explica a pesquisa, essa diferenciação vai aumentando e elas vão ficando mais capazes de usar informações das histórias em suas vidas. Essa capacidade se desenvolve significativamente na Primeira Infância (primeiros 6 anos de vida), assim como aumenta a capacidade de distinguir entre eventos possíveis e eventos impossíveis.

A pesquisa mostra ainda que quanto maior a semelhança entre a imagem mostrada em um livro infantil e um objeto real, mais simples é para a criança distinguir entre os dois. Assim, elas são menos propensas a transferir informações para suas vidas a partir de livros de histórias fantasiosas, com representações que atribuem características humanas e estados mentais a personagens animais, por exemplo, do que fazê-lo com histórias mais realistas. Para elas é mais fácil absorver conteúdos de histórias que representam situações plausíveis do que de histórias em que pessoas voam ou árvores falam, por exemplo.

Embora os resultados demonstrem que os contextos realistas facilitam a absorção de informações, não se pode dizer, de modo algum, que a ficção fantasiosa é prejudicial para o desenvolvimento infantil. Pelo contrário. Pesquisas comprovam que a fantasia pode melhorar o desempenho das crianças em tarefas cognitivas, como avanços no raciocínio dedutivo, na lógica e nas habilidades linguísticas e de narrativa. Ou seja, todos os livros trazem benefícios para as crianças e contribuem e muito para o seu desenvolvimento.

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