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Saiba quem são e como funciona o trabalho dos narradores de audiolivros

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Joana Caetano gravou O diário de Anne Frank, o relato da menina judia escrito durante a Segunda Guerra Mundial (foto: Divulgação/Ubook )

Mercado cresce e atrai dubladores e atores famosos, entre eles Paulo Betti, que descreve o trabalho como sendo ‘difícil, mas fascinante’

Ana Clara Brant, no UAI

A atriz Joana Caetano não havia se dado conta do potencial de sua voz, até que uma diretora de teatro chamou sua atenção para isso e a indicou para fazer um trabalho no mercado de audiolivros. Joana gravou O diário de Anne Frank, o relato da menina judia escrito durante a Segunda Guerra Mundial, entre junho de 1942 e agosto de 1944.

“Já conhecia o livro, mas é bem diferente na hora de narrar. Como é um diário, a leitura não pode ser exatamente interpretativa. É a Anne falando de si mesma. E era preciso transmitir a angústia que ela e a família estavam vivendo, tentando se esconder dos nazistas”, diz. A gravação das 352 páginas levou um mês e meio, e a pronúncia de nomes e expressões em alemão recebeu atenção especial. “Tive que treinar bastante isso, porque não ia soar nada bem pronunciar algo errado”, diz a narradora.

Embora o trabalho exija técnica e disciplina, o narrador não fica isento de se emocionar com o livro, o que é outro aspecto a ser administrado. “Teve momentos em que realmente tive que dar uma parada para respirar e retomar a concentração”, conta Joana. Marta Ramalhete, gerente de produção do Ubook, plataforma de audiolivros por streaming que tem em O diário de Anne Frank um dos títulos mais ouvidos de seu catálogo, contou a Joana Caetano que, durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro no ano passado, uma visitante desatou a chorar em público enquanto ouvia o livro num dos totens instalados pela empresa no ambiente da Bienal.

“Mesmo com todo aquele tumulto, a senhora conseguiu abstrair e entrar naquele universo. Além de a trama ser tocante, a narração emocionou. Acho importante dar esse feedback, para que o profissional saiba que está no caminho certo e fez um trabalho benfeito”, afirma a gerente.

Ao longo dos quatro anos de atividade do Ubook, Marta Ramalhete teve contato com cerca de 300 profissionais, entre dubladores, locutores, repórteres e atores. Nesse universo, pouquíssimos haviam tido contato com audiolivros. “É um mercado novo para todo mundo e é apaixonante como tudo o que envolve a voz. Além de ter um timbre adequado e dicção perfeita, o hábito da leitura é fundamental. O bom narrador tem que desaparecer. Quem tem que estar em evidência é a voz”, diz ela.

O ator Paulo Betti também enveredou pelos audiolivros como o 1808, de Laurentino Gomes (foto: Divulgação/Ubook )

Experiente nos palcos, nos sets de filmagem e nos estúdios de TV, o ator Paulo Betti já há algum tempo vem emprestando sua voz a obras como a trilogia do escritor Laurentino Gomes sobre a história do Brasil (1808, 1822 e 1889). “Levei tudo da minha experiência como ator para a narração”, diz Betti. “É um trabalho difícil e não consigo fazer mais do que três horas por sessão, porque exige muita concentração. Tenho que interpretar o texto de primeira, fazendo a ideia chegar até o ouvinte. Dividir e pronunciar bem as palavras, tenho que entender o que estou lendo, senão o ouvinte não se liga”, descreve o ator, que aponta o tom exato da leitura como o maior desafio. “Como dizer aquelas palavras? De forma solene? Coloquial? Qual é o tom de cada livro, de cada página, de cada capítulo, de cada frase? Mas é tudo fascinante.”

A seleção dos narradores de audiolivros tem que ser criteriosa, porque cada publicação requer um tipo de voz e de narração. “Há livros que pedem algo mais formal; outros, mais solto. Há histórias que ficam melhor com uma voz feminina ou mais madura. Outras pedem uma leitura mais didática e jornalística. E ainda há histórias que têm recursos como a sonorização”, diz Marta Ramalhete. O processo de produção de um audiolivro envolve também um revisor da narração, que verifica se o texto foi falado da forma correta, se há erros de pronúncia ou sotaque exacerbado.

“O texto que o narrador lê é exatamente o que está no livro; não há nenhuma adaptação. Por isso, tudo o que causa estranheza no leitor não pode entrar. Daí a importância do revisor. O leitor tem que mergulhar na história; não pode parar e ficar pensando no narrador”, comenta a gerente de produção. Ela afirma que a palavra-chave, quando se trata de audiolivro, é credibilidade. “Independentemente de ser ficção ou não, o narrador deve incorporar o autor, suas ideias. Nada pode soar fake.”

Duda Baguera narra audiolivros da editora Mundo Cristão (foto: Ana Cristina Varão/DBvoz.com/divulgacao)

CURSO Foi por perceber um mercado em expansão que Marta Esteves e o dublador, locutor, professor e narrador de audiolivros Flávio Carpes criaram em junho passado um curso para qualificar profissionais de audiolivros. Em outubro, eles promoverão outra edição do curso, que é ministrado em dois sábados, com 16 horas no total. Flávio Carpes atua no mercado de locução desde 1984. Em 2015, passou a gravar audiolivros. Hoje, tem 28 livros gravados no currículo.

 

Diferentemente do que fazem muitos de seus colegas, Flávio não costuma ler os livros antes de entrar em estúdio. Ele diz que sua decisão não se deve apenas à falta de tempo – há obras com até mil páginas, além dos livros em série –, mas tem a ver com a vontade de não estragar a surpresa. “Sei que há essas recomendações de ler antes, mas ac

Flávio Carpes ajudou a criar um curso para qualificar profissionais de audiolivros (foto: Márcia Carvalho/divulgacao)

ho que tem um encantamento quando você entra em contato com o livro pela primeira vez e é isso que tento passar ao leitor. Tem sido uma experiência maravilhosa fazer parte disso. Livro é algo fantástico. A gente sempre aprende. O grande lance é fazer dessa profissão não apenas um ganha-pão, mas um prazer para a gente e, principalmente, para quem está ouvindo.”

Paulo Betti também enfatiza o aspecto do aprendizado relacionado a essa atividade. “A história do Brasil é tão rica e surpreendente. Às vezes eu ficava abismado com o que estava lendo. Aprendi muito”, diz o ator.

O Senhor dos Anéis: Novos detalhes da série são revelados

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Foto: AdoroCinema / AdoroCinema

Publicado no Terra [via Adoro Cinema]

Com o fim do Game of Thrones se aproximando, os estúdios e empresas de produção já estão fazendo de tudo para encontrar a próxima sensação de fantasia. A Amazon está colocando todos os seus recursos na expansão da lendária Terra Média de Tolkien, liberando um orçamento de bilhões de dólares para preencher sua primeira temporada.

Recentemente, a chefe da Amazon Studios, Jennifer Salke , abriu caminho para o desenvolvimento desse empreendimento gigantesco.

Com relação à data de lançamento do projeto, Salke afirmou que “estará em produção por dois anos” , observando ainda que “a esperança é que seja em 2021, mas há outras pessoas que desejam que seja em 2020 “. Lembrando que o acordo firmado em novembro de 2017 exige que o canal de streaming dê início ao projeto dentro de dois anos.

Embora a executiva não comente os boatos da presença do jovem Aragorn, ela tranquiliza os fãs dizendo que a Amazon não está “refazendo os filmes e nem começando do zero. Vale a pena ressaltar que a última parte dessa declaração pode desapontar aqueles que esperam por uma visão totalmente original da franquia. A abordagem antológica provavelmente também está fora dos padrões, com o desejo de torná-la “uma grande série”.

Pelo lado positivo, os fãs ficarão felizes em ouvir que a produção está novamente planejada para acontecer na Nova Zelândia, onde as franquias O Senhor dos Anéis e O Hobbit foram filmadas anteriormente. Embora Peter Jackson tenha negado envolvimento com a série, parece que essa decisão só depende dele. “Ele pode dizer que está ou não envolvido, ainda estamos apenas conversando muito”, disse Salke .

Amazon anuncia novo aplicativo de leitura Kindle

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App terá atualização gratuita a partir desta semana para clientes que já tem o recurso de leitura

Publicado no Diário do Nordeste

imageA Amazon anunciou um aplicativo de leitura Kindle totalmente novo que promete tornar mais fácil transformar o seu celular ou tablet em um livro – para que você possa ler a qualquer hora e em qualquer lugar. O app está disponível na App Store e Google Play, e como uma atualização gratuita a partir desta semana para clientes que já tem o aplicativo de leitura Kindle instalado.

“Nós desenvolvemos o novo aplicativo Kindle do zero para os amantes de livros, dando aos leitores acesso fácil a tudo o que eles podem querer fazer com seus livros, em um só lugar”, afirma Chuck Moore, vice-presidente de Kindle.

Novo Design

As principais atualizações do aplicativo incluem:

Nova aparência: o aplicativo Kindle apresenta uma nova aparência inspirada nos livros. Os detalhes incluem capas de livros maiores, novas fontes, um novo ícone de aplicativo e novos temas de fundo claro e escuro para escolher.

Acesso em um toque: A nova barra inferior de navegação mostra automaticamente o ícone do livro que você está lendo atualmente, tornando mais fácil do que nunca voltar a lê-lo a qualquer momento. A barra inferior também fornece acesso rápido aos recursos mais populares do Kindle, permitindo alternar entre as páginas do seu livro, sua biblioteca, sua livraria pessoal e muito mais.

Pesquisa fácil: A barra de pesquisa agora está sempre disponível por todo o aplicativo, portanto, se um livro está em sua biblioteca ou entre os milhões de títulos na Loja de Kindle, é mais fácil do que nunca encontrá-lo.

O ambiente online e a leitura infantil: como usar a internet para estimular esse hábito nas crianças?

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Publicado no Segs

Pesquisas e estudos ao redor do mundo já comprovaram que a leitura é fator fundamental para o desenvolvimento de uma criança. A prática é responsável por estimular a criatividade e aumentar o vocabulário e o contato com contextos e culturas diferentes, enriquecendo o repertório dos pequenos. Atualmente, a dúvida que surge em muitos pais e educadores é como utilizar a internet para incentivar esse hábito.

Muito se questiona sobre o uso da tecnologia na infância.De fato, se utilizada de forma inadequada, pode não trazer os benefícios esperados para o desenvolvimento infantil. Por outro lado, quando utilizada da maneira correta, a tecnologia abre um mundo de possibilidades pois disponibiliza, em apenas alguns cliques, milhares de obras e conteúdos interativos.

A participação dospais é fundamental nesse processo. São eles os responsáveis por guiar as crianças nesse mar de informações e mostrar a elas que, por meio da internet, é possível buscar diversos conteúdos interessantes. Os livros online estão disponíveis em múltiplas plataformas e formatos, como é o caso da Leiturinha, um clube de assinatura que entrega livros infantis selecionados por especialistas e também oferece uma biblioteca digital com mais de mil obras separadas por faixa etária.

Outros recursos que podem ser utilizados são os tablets, smartphones e dispositivos desenvolvidos especialmente para a leitura digital, como é o caso do Kindle, da Amazon. O manuseio desses equipamentos pode aguçar a curiosidade da criança por tecnologia, exercitar funções motoras e colaborar com seu desenvolvimento cognitivo, além de facilitar o acesso ao conhecimento. Mas um alerta: é essencial que os pais acompanhem de perto esse processo para evitar que os pequenos entrem em contato com conteúdos impróprios e inadequados.

Os educadores Daniel Cassany e Consuelo Allué defendem, em artigo para a Revista Pátio, que os dispositivos digitais complementam, nutrem e enriquecem a leitura, pois proporcionam uma experiência mais divertida e variada. Os autores acreditam que os recursos tecnológicos trazem diversas possibilidades didáticas. Embora não substituam a leitura de livros físicos, que vão continuar fazendo parte da rotina das crianças, esses recursos se transformam em fortes aliados da educação.

Algumas práticas simples podem estimular o gosto da criança pela leitura digital. Para colaborar com isso, os pais podem incentivar a procura por obras digitais, criar um ambiente específico para essa prática e deixar a criança convidar os amigos para participar desses momentos. Uma dica, caso o pequeno ainda não seja alfabetizado, é ler em voz alta as histórias e optar por livros com mais ilustrações.

Livros e cinema lideram lista de gastos do vale-cultura

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A compra de livros, jornais e revistas se mantém no topo da lista de demanda e corresponde a 65% dos gastos viabilizados pelo recurso

Carlos Andrei Siquara, em O Tempo

Compra de títulos corresponde a 65% do consumo de beneficiados

Compra de títulos corresponde a 65% do consumo de beneficiados

O consumo dos brasileiros inscritos no vale-cultura segue um padrão que vem se perpetuando desde os primeiros anos de funcionamento do programa, instituído por meio de uma lei de 2012. A compra de livros, jornais e revistas se mantém no topo da lista de demanda e corresponde a 65% dos gastos viabilizados pelo recurso. Em segundo lugar figura a usufruição de cinema, com 23%. Para o economista Gustavo Souza Fernandes, que analisou o tema em dissertação de mestrado defendida na UFMG, esses dados podem refletir algumas das limitações percebidas em torno do projeto.

“Uma delas está relacionada à ausência de conhecimento de onde pode-se utilizar o benefício. Eu já vi vários estabelecimentos anunciando que aceitam o vale, mas falta às pessoas informação sobre esses espaços e, inclusive, sobre o fato de que elas podem acumular os R$ 50 recebidos mensalmente para gastar depois em produtos um pouco mais caros”, diz Fernandes.

Marcelo Oliveira, engenheiro florestal, conta que entre 2015 e 2016, quando recebeu o vale-cultura, concentrou os investimentos na aquisição de livros. Porém, Oliveira revela que agiu dessa maneira mais por falta de opção. “Inevitavelmente, eu fui obrigado a usar o benefício 90% das vezes na compra de livros, o que gosto bastante, mas tenho uma vida cultural bastante ativa. Vou muito ao teatro, praticamente toda semana, mas a maioria dos estabelecimentos de Belo Horizonte não aceitavam o vale”, conta o engenheiro.

Apesar dessa questão, ele reforça a pertinência da iniciativa. “Eu acho que é um programa a se melhorar, principalmente em relação a essas limitações. Mas só o fato de ser um incentivo, que no meu caso acabou sendo voltado quase exclusivamente para o consumo dos livros, eu acho que é algo ótimo”, completa ele.

Pedro Patrício Moureira Lacerda, consultor de mercado, afirma que usa o vale-cultura especialmente para ir ao cinema. Ele diz que direciona o benefício para esta área por uma questão de gosto, mas também de praticidade. “Já ouvi relatos de amigos que vão a algumas lojas e elas variam em relação ao que você pode comprar com o vale-cultura. Isso acontece muito com os jogos, porque há essa discussão se eles são ou não cultura. Outras vezes, também algumas lojas pedem um cadastro online, então eu acabo preferindo evitar todas essas etapas e vou logo ao cinema”, diz.

Sâmara Vieira, analista de recursos humanos, também divide o vale entre a sala de cinema e a livraria. “Eu gosto de comprar alguns livros que são úteis para o meu desenvolvimento profissional”, relata ela.

A bancária Renata Lúcia Santos de Souza, por sua vez, opta por gastar o bônus no cinema e, ao comentar sobre a iniciativa, ressalta que é importante sua permanência. “É muito bom você poder contar com um recurso para ir ao cinema, ao teatro. Esses R$ 50 também são a única coisa que não tem nenhum desconto em folha para pagar algum tipo de imposto, então esse é realmente um benefício que é muito válido e todo mundo deveria ter”, defende ela.

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