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O ambiente online e a leitura infantil: como usar a internet para estimular esse hábito nas crianças?

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Publicado no Segs

Pesquisas e estudos ao redor do mundo já comprovaram que a leitura é fator fundamental para o desenvolvimento de uma criança. A prática é responsável por estimular a criatividade e aumentar o vocabulário e o contato com contextos e culturas diferentes, enriquecendo o repertório dos pequenos. Atualmente, a dúvida que surge em muitos pais e educadores é como utilizar a internet para incentivar esse hábito.

Muito se questiona sobre o uso da tecnologia na infância.De fato, se utilizada de forma inadequada, pode não trazer os benefícios esperados para o desenvolvimento infantil. Por outro lado, quando utilizada da maneira correta, a tecnologia abre um mundo de possibilidades pois disponibiliza, em apenas alguns cliques, milhares de obras e conteúdos interativos.

A participação dospais é fundamental nesse processo. São eles os responsáveis por guiar as crianças nesse mar de informações e mostrar a elas que, por meio da internet, é possível buscar diversos conteúdos interessantes. Os livros online estão disponíveis em múltiplas plataformas e formatos, como é o caso da Leiturinha, um clube de assinatura que entrega livros infantis selecionados por especialistas e também oferece uma biblioteca digital com mais de mil obras separadas por faixa etária.

Outros recursos que podem ser utilizados são os tablets, smartphones e dispositivos desenvolvidos especialmente para a leitura digital, como é o caso do Kindle, da Amazon. O manuseio desses equipamentos pode aguçar a curiosidade da criança por tecnologia, exercitar funções motoras e colaborar com seu desenvolvimento cognitivo, além de facilitar o acesso ao conhecimento. Mas um alerta: é essencial que os pais acompanhem de perto esse processo para evitar que os pequenos entrem em contato com conteúdos impróprios e inadequados.

Os educadores Daniel Cassany e Consuelo Allué defendem, em artigo para a Revista Pátio, que os dispositivos digitais complementam, nutrem e enriquecem a leitura, pois proporcionam uma experiência mais divertida e variada. Os autores acreditam que os recursos tecnológicos trazem diversas possibilidades didáticas. Embora não substituam a leitura de livros físicos, que vão continuar fazendo parte da rotina das crianças, esses recursos se transformam em fortes aliados da educação.

Algumas práticas simples podem estimular o gosto da criança pela leitura digital. Para colaborar com isso, os pais podem incentivar a procura por obras digitais, criar um ambiente específico para essa prática e deixar a criança convidar os amigos para participar desses momentos. Uma dica, caso o pequeno ainda não seja alfabetizado, é ler em voz alta as histórias e optar por livros com mais ilustrações.

Livros e cinema lideram lista de gastos do vale-cultura

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A compra de livros, jornais e revistas se mantém no topo da lista de demanda e corresponde a 65% dos gastos viabilizados pelo recurso

Carlos Andrei Siquara, em O Tempo

Compra de títulos corresponde a 65% do consumo de beneficiados

Compra de títulos corresponde a 65% do consumo de beneficiados

O consumo dos brasileiros inscritos no vale-cultura segue um padrão que vem se perpetuando desde os primeiros anos de funcionamento do programa, instituído por meio de uma lei de 2012. A compra de livros, jornais e revistas se mantém no topo da lista de demanda e corresponde a 65% dos gastos viabilizados pelo recurso. Em segundo lugar figura a usufruição de cinema, com 23%. Para o economista Gustavo Souza Fernandes, que analisou o tema em dissertação de mestrado defendida na UFMG, esses dados podem refletir algumas das limitações percebidas em torno do projeto.

“Uma delas está relacionada à ausência de conhecimento de onde pode-se utilizar o benefício. Eu já vi vários estabelecimentos anunciando que aceitam o vale, mas falta às pessoas informação sobre esses espaços e, inclusive, sobre o fato de que elas podem acumular os R$ 50 recebidos mensalmente para gastar depois em produtos um pouco mais caros”, diz Fernandes.

Marcelo Oliveira, engenheiro florestal, conta que entre 2015 e 2016, quando recebeu o vale-cultura, concentrou os investimentos na aquisição de livros. Porém, Oliveira revela que agiu dessa maneira mais por falta de opção. “Inevitavelmente, eu fui obrigado a usar o benefício 90% das vezes na compra de livros, o que gosto bastante, mas tenho uma vida cultural bastante ativa. Vou muito ao teatro, praticamente toda semana, mas a maioria dos estabelecimentos de Belo Horizonte não aceitavam o vale”, conta o engenheiro.

Apesar dessa questão, ele reforça a pertinência da iniciativa. “Eu acho que é um programa a se melhorar, principalmente em relação a essas limitações. Mas só o fato de ser um incentivo, que no meu caso acabou sendo voltado quase exclusivamente para o consumo dos livros, eu acho que é algo ótimo”, completa ele.

Pedro Patrício Moureira Lacerda, consultor de mercado, afirma que usa o vale-cultura especialmente para ir ao cinema. Ele diz que direciona o benefício para esta área por uma questão de gosto, mas também de praticidade. “Já ouvi relatos de amigos que vão a algumas lojas e elas variam em relação ao que você pode comprar com o vale-cultura. Isso acontece muito com os jogos, porque há essa discussão se eles são ou não cultura. Outras vezes, também algumas lojas pedem um cadastro online, então eu acabo preferindo evitar todas essas etapas e vou logo ao cinema”, diz.

Sâmara Vieira, analista de recursos humanos, também divide o vale entre a sala de cinema e a livraria. “Eu gosto de comprar alguns livros que são úteis para o meu desenvolvimento profissional”, relata ela.

A bancária Renata Lúcia Santos de Souza, por sua vez, opta por gastar o bônus no cinema e, ao comentar sobre a iniciativa, ressalta que é importante sua permanência. “É muito bom você poder contar com um recurso para ir ao cinema, ao teatro. Esses R$ 50 também são a única coisa que não tem nenhum desconto em folha para pagar algum tipo de imposto, então esse é realmente um benefício que é muito válido e todo mundo deveria ter”, defende ela.

Documentação ou livro: qual é melhor?

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publicado na Oficina da net

Essa é uma discussão constante, e nesse artigo venho dar a minha visão sobre qual é melhor, o livro ou a documentação.

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Já vi várias discussões sobre esse assunto, muita gente dizendo que um bom livro é melhor do que a documentação oficial, e vice-versa. Sabe-se que existe muita documentação ruim, incompleta e superficial; mas também é fato que existem muitos livros no mesmo nível, e ainda existem livros que nada mais são do que a documentação com um maior volume de exemplos e algumas explicações mais claras.

Uma documentação é a forma utilizada para apresentar e especificar o funcionamento e os recursos de alguma ferramenta ou linguagem. Ela é objetiva, descreve pontualmente o funcionamento e os recursos, um a um, e costuma trazer alguns exemplos de aplicação do recurso ou funcionalidade.

O livro, assim como a documentação, apresenta e especifica o funcionamento e os recursos de alguma ferramenta ou linguagem, mas com uma abordagem totalmente diferente. Ao invés de ser pontual e altamente técnico, ele apresenta esses conceitos de maneira mais descritiva e com linguagem mais simples e menos técnica, com um maior volume de exemplos e detalhes, permitindo que alguém sem nenhum tipo de conhecimento da ferramenta ou linguagem possa começar a utilizá-la a partir das primeiras páginas.

Assim como não há livro pra tudo, também não há documentação, e em muitos casos não há nenhum dos 2 e o jeito é aprender a usar a ferramenta ou linguagem sozinho, na base da “tentativa e erro”.

A documentação é a base de conhecimento e fonte de pesquisa para os profissionais que fazem uso da ferramenta ou linguagem. É mais rápido você encontrar uma informação na documentação do que em livros, uma vez que a documentação, na maioria dos casos, está disponível na internet, e o livro você precisa comprar, ou ficar procurando na internet pra fazer o download ou então arrumar emprestado com um amigo. Em contra-partida, o livro pode trazer informações que são mais fáceis de ser compreendidas, facilitando assim o aprendizado.

Como a documentação é mais pontual e específica, traz tudo bem divido, ela permite maior agilidade no processo de localização da informação, enquanto o livro traz diversas informações em um único capítulo e pra ter agilidade você terá que conhecer bem o livro, e isso implica em ter lido pelo menos umas 2 vezes; mas pode ser que o livro use uma liguagem e didática que tornam a compreensão melhor.

Trazendo o assunto para o cenário do desenvolvimento de softwares, onde temos uma série de linguagens, frameworks, libraries, extensions e muitas outras ferramentas, vamos encontrar muitos livros, em diversos idiomas, de vários autores, com abordagens diferentes e nenhum falando 100% do assunto, tão completo quanto a documentação (que nem sempre é completa também).

Eu estaria totalmente equivocado dizendo que um é melhor que outro, pois na verdade o que importa mesmo é que seja extraído o máximo de conhecimento tanto do livro quanto da documentação. No meu dia-a-dia eu faço uso de documentações e também de livros, pois acontece do conteúdo de um não ser tão esclarecedor, ou eu precisar de uma informação que vai além do conceito técnico.

E creio que isso aconteça com vários outros programadores. Costumo dizer para meus alunos que no início o livro – desde que seja bem escolhido – pode ser mais eficiente no aprendizado do que a documentação, por ser menos técnico e mais detalhista; mas depois de um tempo, quando chegar em um nível mais avançado, a documentação será mais eficiente, pois é impossível saber 100% dos recursos de uma linguagem ou ferramenta. E mesmo que se saiba, sempre surgem dúvidas.

Aprovado nos EUA, estudante do ITA faz campanha para viabilizar viagem

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Aluno ganhou bolsa para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
Além dele, apenas três brasileiros conseguiram aprovação neste ano.

Aprovado nos EUA, aluno do ITA busca doações para viabilizar estudos (foto: Reprodução/RBS TV)

Aprovado nos EUA, aluno do ITA busca doações para viabilizar estudos (foto: Reprodução/RBS TV)

Daniel Corrá, no G1

O estudante de engenharia Felipe Hofmann, de 19 anos, está longe de se achar um gênio, mas no fundo, até poderia. Afinal, ser aprovado em duas das melhores faculdades de engenharia no Brasil e no mundo é para poucos. Após ganhar uma bolsa de estudos no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, ele busca doações para viabilizar a viagem ao exterior, oferecendo o próprio conhecimento como ‘moeda’ de troca.

Antes mesmo de receber a bolsa para o MIT, Hofmann já havia mostrado competência ao ser aprovado – na primeira tentativa – no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). Com a oportunidade para viajar aos EUA, ele abriu uma página para doações em uma plataforma de financiamento coletivo.

Para se manter no país, o estudante tenta arrecadar entre R$ 25 mil e R$ 40 mil. As doações podem ser feitas pela internet em troca de recompensas do estudante, que incluem videoconferências sobre conteúdos de exatas e até presentes dos EUA. “Para custear minha graduação e minha moradia, preciso de R$ 120 mil por ano. Minha família, se esforçando ao máximo, pode pagar 40 mil”, afirma ele, que pretende levantar o restante trabalhando no exterior.

O retorno maior ele promete oferecer tão logo estiver graduado. “Recebi uma oportunidade absurda e tenho que usar cada segundo para me aprimorar e retribuir. Independente de onde eu estiver, quero contribuir na sociedade e desenvolver projetos voltados para educação no país”,diz.

Rotina
As aprovações, tanto no ITA quanto no MIT, foram graças a uma disciplinada rotina de estudos de Hofmann, que em muitas vezes abriu mão dos momentos de lazer. “Sempre tentei me desenvolver, não só em habilidades de exatas. Fiquei meio ano fechado, tentado estudar até 14 horas por dia, sem ter fim de semana”, conta.

Foram meses de preparação até a aplicação de testes de inglês, física e química, que o colocaram entre apenas quatro brasileiros selecionados para a universidade americana neste ano. “Eu tinha certeza que não seria aprovado, achava que só os gênios entravam. Mas mudei minha visão de gênio. Na verdade, eles são pessoas muito esforçadas que podem conquistar seus objetivos”, afirma.

Conteúdo compartilhado
A fórmula de sucesso, porém, não é segredo e ele faz questão de contá-la para outros estudantes, como forma de compartilhar a experiência e incentivar a entrada na universidade. Além de ter uma rotina de estudos disciplinada, ele ainda mantém o site Virando Olímpico com dicas e conteúdo de exatas, numa espécie de “cursinho virtual”.

Todo material disponibilizado faz parte de conteúdos utilizados por ele ao longo dos anos para faturar competições na área de exatas e conseguir ingressar nas universidades de renome. “A ideia é que qualquer pessoa no Brasil, que não tenha condição financeira de pagar um cursinho, possa ter acesso a conteúdos avançados para os estudos”, diz o estudante.

Sem material, aluna de escola pública do DF tira fotos de livros para estudar

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Direção diz que houve 60 matrículas a mais que o esperado no 2º ano.
Garota ficou de recuperação; MEC afirma não ter recebido novo pedido.

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Publicado no G1

Sem ter recebido material didático mesmo após quatro meses depois do início do ano letivo, uma aluna de ensino médio da rede pública do Distrito Federal tira fotos de livros disponíveis na biblioteca do Centro Educacional 1 do Guará para conseguir acompanhar as aulas. Sabrina Caixeta reclama que, por ter deficiência visual, enfrenta dificuldades para lidar com o improviso. A Secretaria de Educação reconhece o problema, mas diz não ter prazo para solucioná-lo.

A direção da escola informou que desde fevereiro duas turmas do 2º ano do ensino médio estão sem os oito livros didáticos – história, biologia, química, matemática, física, geografia, inglês e língua portuguesa. O problema teria ocorrido porque há 60 alunos a mais do que o que foi previsto. Sabrina, que tem 17 anos, diz se sentir prejudicada com a situação.

sabrina-caixeta

“[A gente está] se virando. Acaba prejudicando os outros alunos que têm livros [porque pedimos emprestado]”, conta a menina, que pretende fazer Enem e o PAS neste ano. “[As notas] vão por água abaixo. Tem muita gente com nota baixa.”

A jovem mesmo ficou de recuperação em cinco matérias. Mãe dela, a líder comunitária Célia Caixeta afirma acreditar que a situação se repita em outras unidades de ensino e que vai buscar outros pais para tentar ver o que pode ser feito a respeito.

“Minha filha usa óculos de grau, então, para olhar as letrinhas no celular, ela reclama muito. Na biblioteca não tem livros suficientes para todos. Estudar é um direito que minha filha tem”, declarou.

Em nota, a Secretaria de Educação disse que pediu o material restante para o Ministério da Educação e que, enquanto os livros não chegam, vai tentar remanejar itens de outras escolas. O governo federal informou não ter registro de solicitações feitas pelo DF por mais material didático.

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